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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Jan19

São Cornélio - Chaves - Portugal

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Cá estamos em mais uma aldeia do concelho de Chaves, uma na qual tantas vezes passamos e tão raramente paramos e as desculpas, que não nos ilibam de culpas, são precisamente o ser uma aldeia de passagem,  e uma variante construída há uns anos que em vez de nos fazer passar pelo centro da aldeia, nos faz passar ao lado, mas isto, como se costuma dizer, são “desculpas de mau pagador”.

 

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Tinha de iniciar este post com a verdade e as desculpas, pois São Cornélio até é uma das aldeias que merecia mais paragens nossas, por várias razões. A primeira por termos lá, por terem passado por lá ou descenderem de lá pessoas nossas amigas (com as três afirmações verdadeiras), aliás já tivemos oportunidade de explicar isto mesmo em posts anteriores dedicados à aldeia. Uma outra razão é porque foi uma das aldeias onde melhor fomos recebidos aquando do levantamento fotográfico e por último, por ser uma aldeia interessante para fotografar e desde onde se podem lançar vistas de encanto sobre um mar de montanhas mais ou menos distantes, onde o Vale de Chaves se deixa ver em pequenino.

 

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Mas há ainda uma outra razão pela qual vale a pena ir até São Cornélio e que se prende com a importância que a sua localização teve em tempos idos.  Sabemo-lo por algumas estórias que tiveram São Cornélio como palco, isto se recuarmos ao tempo das feiras que se realizavam no Castelo de Monforte, em que, já então, São Cornélio era aldeia de passagem obrigatória para outras aldeias vizinhas e suponho que também para algumas aldeias galegas da raia. Algumas são estórias complicadas, estórias de sangue, estórias hoje adormecidas pelo tempo mas que ainda se sentem e que às vezes calham em conversas. Pelo meio também haverá pela certa outras estórias, algumas anedóticas,  quiçá algumas de amores, e muitas de amizades.

 

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Pena que muitas dessas estórias acabem por morrer com quem as sabe ou genuinamente sabia, pois hoje algumas delas chegam até nós já deturpadas e/ou com várias versões, dependendo do lado de quem as conta, ou seja, estórias que têm todas as características para poderem passar à História, que, esta última, mesmo que documentada, tem sempre interpretações diferentes, mas isto são contas de outro rosário, que até acabam por ser interessantes, principalmente quando as mentiras são tantas vezes defendidas e repetidas que acabam por ser verdades indiscutíveis, é um bocado com o que hoje em dia se passa na internet/redes sociais e um pouco pelos media (mass media)  em geral, principalmente nas televisões  com as “fake news” (notícias falsas) em que basta serem noticiadas para passarem a ser verdades que dificilmente se desmontarão, e mesmo que se prove o contrário, a dúvida ficará semeada para sempre. Pior ainda é que, com a desconfiança, começa-se a duvidar das noticias verdadeiras.

 

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Mas todo este assunto do parágrafo anterior, embora também possa afetar as nossas aldeias, fazem-lhe pouca mossa, pois a este respeito as notícias que a eles dizem respeito, facilmente são confirmadas, e por serem pequenas comunidades em que todos se conhecem, já sabem quando devem acrescentar ou tirar um ponto, dependendo de quem leva ou traz a noticia e depois, nestas pequenas comunidades, a grande maioria é gente de bem e de confiança, pelo menos para quem lhas merece.

 

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Ainda antes de mudar de assunto, um outro pedido de desculpas, este por aqui no blog às vezes se recorrer à língua inglesa,  da qual agora se usa e abusa,  fazendo com que às vezes apenas fiquemos a ver passar navios , e bem longe da costa, mas que, infelizmente, às vezes, a sua utilização é a única forma de nos fazermos entender, isto por não haver palavras em português para definirem a coisa corretamente. É o abuso do inglês e das siglas/abreviaturas. Num pequeno exercício propus-me fazer uma “fake news” sobre o frio e anunciado surto de gripe, com recurso às habituais siglas que nos atiram para cima sem nos explicarem de onde vêm ,notícia que bem poderia ser verdadeira, e que seria assim:

“Esta onda de frio levou que a CIMAT  e a CMC a acusar o CHTMAD EPE de não cumprir o estipulado para a RRHUC, não tendo o HC e os CSC 1 e 2, capacidade de resposta a um surto de  H3N2 e H1N1, H3N2, H7N1 entre outros, pondo em causa o SNS a prestar à população ao não se cumprir o PNS conforme defende a DGS e o próprio PM. A gravidade da situação já fez com que  o MAI, através do SEPC e a ANPC decretassem o alerta Laranja para TMAD e que as DNPEBRPCAF e o SINAE, acompanhem o evoluir da situação pelo que o MAI já convocou para os devidos efeitos as DAJDORICS da ANPC.” [i] (ver a tradução das siglas no final do post

 

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A notícia e uso de siglas até podem estar exageradas, mas a notícia até poderá vir a tornar-se real, contudo o que mais irrita, é que no meio de tanta informação, os media, raramente informam no que é essencial. Por exemplo, mal a Proteção Civil decreta um alerta, laranja, por exemplo, todos (os media) se apressam a dizer que os distritos tais vão estar sobre alerta laranja, mas raramente dizem o que se deve fazer ou como proceder neste tipo de situação.   Cá para nós que ninguém nos ouve, nesta coisa (que para nós é uma treta) dos alertas às cores, os de Lisboa para nos avisarem, mais valia dizerem: “Para Trás-os-Montes vai cair uma geada do caralho…” e toda a gente ficava a saber que durante a manhã tínhamos de sair de casa mais agasalhados que o costume e que nas sombras teríamos de estar atentos ao gelo.

 

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Às vezes um caralhinho na boca dos lisboetas até nem lhes ficava mal, pelo menos informavam devidamente o pessoal e muito mais que essa cena das cores verde, amarela, laranja e vermelha, que ninguém sabe o que fazer com elas. Ah! Ainda outra, e quando derem informações, que as deem entendíveis para todos os níveis de educação, pois ainda há por aí muita gentinha a não entender metade do que dizem, estou a ver,  por exemplo, num alerta VERMELHO os de Lisboa a dizerem: “ Atenção, todas as zonas em perigo são para evacuar” .  Cá pra mim, alguns dirão “Estes de Lisboa estão malucos” no entanto, estou a ver outros, uns poucos,  a pegar apressadamente num pedaço de papel que tenham à mão e aí vão eles a correr para evacuar na zona de perigo… mesmo sem saber porque! há pessoal que gosta de cumprir com o dever… Por isso, tento na língua naquilo que dizem.

 

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Acho que com esta, está na altura de me ir… Então assim sendo, bou-me!

Até amanhã e desculpas ao pessoal de São Cornélio por termos saído do carreiro e andar práqui com outras conversas, mas às vezes temos de aproveitar esta idas às aldeias para falar um bocadinho nos nossos problemas e preocupações que, afinal de contas, nas aldeias se sentem muito mais do que aqui na cidade. 

 

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[i]  “Esta onda de frio levou que a Comunidade Intermunicipal do Alto-Tâmega   e a Câmara Municipal de Chaves a acusar o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro EPE de não cumprir o estipulado para a Rede de Referenciação Hospitalar de Urgência/Emergência, não tendo o Hospital de Chaves  e os Centros de Saúde de Chaves 1 e 2,  capacidade de resposta a um surto de  vírus da gripe, pondo em causa o Serviço Nacional de Saúde a prestar à população ao não se cumprir o Plano Nacional de Saúde conforme defende a Direção Geral de Saúde e o próprio Primeiro Ministro. A gravidade da situação já fez com que o Ministério da Administração Interna, através do Secretário de Estado da Proteção Civil e a Autoridade Nacional de Proteção Civil decretassem o alerta Laranja para Trás-os-Montes e Alto Douro e que as Direções Nacionais: de Planeamento de Emergência, de Bombeiros, de Recursos de Proteção Civil e de Auditoria e Fiscalização e o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, acompanhem o evoluir da situação pelo que o Ministro da Administração Interna já convocou para os devidos efeitos as Divisões de Apoio Jurídico, de Desenvolvimento Organizacional e Relações Internacionais e de Comunicação e Sensibilização da Associação Nacional de Proteção Civil.”

 

 

29
Dez18

Santiago do Monte - Chaves - Portugal

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Há caminhos que são mais caminhos que outros, isto, porque nos levam até mais destinos, porque os utilizamos mais vezes, porque são mais interessantes, porque neles acontecem coisas. O mesmo acontece com os lugares, localidades, aldeias, povoações.

 

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Ainda à cerca dos caminhos que são mais que outros, nem sempre os itinerários principais são mais que os secundários. Podem-no ser em movimento, número de utilizadores e melhor caminho para vencer quilómetros, mas não o são no resto, principalmente no ser interessante e no despertar em nós o prazer de os percorrer.

 

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Vem isto a respeito da nossa aldeia de hoje, Santiago do Monte,  em que simultaneamente passam por ela caminhos interessantes e se torna interessante por ser um entroncamento de caminhos interessantes, e não se deixem levar pelo topónimo de Santiago podendo pensar que me refiro aos caminhos de Santiago, não, longe disso, embora, também sejam caminhos de Santiago, como todos por aqui a nossa volta e se não o são, são caminhos e atalhos para apanhar os caminhos de Santiago.

 

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Um dos caminhos que pessoalmente integro nos caminhos que são mais que outros, por todas as razões que atrás apontei, é a Estrada Nacional 314, que em termos de importância rodoviária até foi desclassificada, deixando de ser estrada nacional, mas é por ela que vamos para a nossa aldeia de hoje e que podemos ir para mais de 50 aldeias do concelho de Chaves, mas também mais além, para terras de Valpaços, Murça, Alijó…

 

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É pela E314 que vamos até Santiago do Monte, ou seja, depois de Vilar de Nantes, Izei, Peto de Lagarelhos e Lagarelhos, temos Santiago do Monte, mas para tal temos que deixar a E314 logo a seguir a Lagarelhos e subir em direção à croa da Serra do Brunheiro, onde estão Maços e Carvela, mas sem lá chegar, porque pelo caminho temos a nossa aldeia, que faz entroncamento com outros dos tais caminhos que são mais que outros, que nos levam até todas as restantes aldeias da freguesia de Nogueira da Montanha, 11, no total.  

 

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Embora estas aldeias entroncamentos com vias de passagem para outras localidades tenham alguma vantagem por assim estarem localizadas, também têm as suas desvantagens, principalmente para a sua descoberta, pois sendo aldeia de passagem, passa-se, quase sempre com o tino noutro destino e não reparamos com deve ser nestas aldeias. Aconteceu comigo muitas vezes, em que passava por ela e apenas lhe deitava um olho, sem nunca ter despertado grande interesse, que o tem, mas que o oculta a quem passa.

 

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Na primeira vez que lá parei para tomar algumas fotografias mudei de opinião, bastou estar lá uns minutos para começar a descobrir a verdadeira aldeia. Mas também as minhas primeiras paragens (2005, 2006 e 2008) não foram feitas com o tempo devido, partindo sempre sem o espirito de missão cumprida. Missão que quase cumpri, pois nunca se cumpre na totalidade.

 

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Só  em junho de 2015, quando reservei toda uma manhã para apenas duas aldeias – Santiago e Alanhosa, é que entrei verdadeiramente nesta aldeia, e valeu a pena o tempo dedicado, não só por algumas imagens e descobertas, mas também pelo contacto com as pessoas, componente em que costumamos falhar, quer por falta de oportunidades mas também por falta de tempo para dedicar a conversas com os filhos destas aldeias, e não pensem que com uma manhã se fica a conhecer uma aldeia, longe disso, quando muito ficamos com uma leve ideia do ser da aldeia.

 

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Cá de baixo desde o vale de Chaves, costumamos olhar para a Serra do Brunheiro e senti-la como nossa. Eu que nasci na sua proximidade e vivo nas suas faldas, sinto-a mais minha do que quando a avisto desde a cidade, mas a verdadeira serra está lá em cima, no seu alto planalto. Aí sim, é que ela se sente em toda a sua plenitude, em todo o seu rigor, aí é que se é verdadeiramente filho da serra num constante conflito de amor/ódio, por ser uma terra berço onde dói viver.

 

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Daí em nada me admirar que os seus filhos aceitem o constante convite de abandonar terras que amam e partam em busca de melhores paragens, mas a minha vénia, essa, fica com os seus velhos, os resistentes, aqueles que ainda detêm os saberes e sabores da serra, que apenas resistirão enquanto os resistentes resistirem.

 

 

08
Dez18

Sandamil - Chaves - Portugal

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E porque hoje é sábado, vamos até mais uma das nossas aldeias do concelho de Chaves, desta vez, calha vir aqui Sandamil, da freguesia de Nogueira da Montanha, que fica ali onde bem na croa da Serra do Brunheiro, onde a serra parou de crescer para se transformar em planalto.

 

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Como a intenção deste trazer aqui as nossas aldeias é múltipla, ou seja, primeiro para as dar a conhecer, segundo para marcarem o seu lugar na WEB, terceiro como um convite a uma visita, nem há como a localizar devidamente e traçar-vos um itinerário para lá chegar. Pois embora já atrás tenha ficado a indicação que Sandamil fica no planalto do Brunheiro, este, tem uma dimensão considerável, entrando mesmo em terras de Valpaços, daí serem necessárias mais algumas indicações. Pois para lá chegarmos (a parti de Chaves), devemos subir a EN314 (Chaves-Carrazedo de Montenegro), passamos Vilar de Nantes, Izei, no Peto de Lagarelhos seguimos pelo lado esquerdo, passamos Lagarelhos e antes de chegarmos a France, logo após as “bombas de gasolina”, viramos à esquerda, seguindo por uma reta que se perde na croa de uma pequena elevação para logo a seguir começar a descer até chegar a um cruzamento onde encontrará a seguinte placa:

 

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Já lá estamos. O que há a dizer sobre a aldeia, já o fui dizendo em anteriores post´s dedicados a Sandamil, pela certa que logo a seguir a este post, o algoritmo da SAPO irá deixar as anteriores abordagens que fiz à aldeia, se tiverem curiosidade, nem há como clicar no link e ir ver o que por lá deixei. Hoje vou abordar outro tema que se prende com o topónimo SANDAMIL, pois tenho sempre curiosidade em saber ou tentar saber qual a sua origem.

 

1600-sandamil (75)

 

Pois bem, se fizermos uma pesquisa na net pelo seu significado, na infopédia encontramos o seguinte:

 

“Do baixo-latim [Villa] Sandemiri, 'a quinta de Sandemiro'. Encontra-se também na Galiza, e tem as variantes Sandomil, Santomil e Santosmil.”

 

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Já na “toponímia galego-portuguesa e brasileira”, um blog que se dedica à toponímia, encontrámos o seguinte:

 

Sandamil (Pt. e Gz.) - existe a variante Sandamiro (Gz.). do antropónimo germânico Sandemiru

 

E acrescenta ainda:

 

Topónimos terminados em "-mil"


Não seriam muitos, mas não há dúvida que vieram para possuir a terra. ao contrário dos romanos, que administravam territórios com a cobertura do poderio militar (sendo proporcionalmente poucas as villae, quintas ou fazendas de romanos de raiz), os novos senhores germânicos instalaram-se aqui para fazer da nossa terra a terra deles também. como senhores, é bom de ver. a toponímia galego-portuguesa não me deixa mentir: os "...ar", "...ães", "...ufe", "...ulfe", "...inde", "...ende", "...iz", e agora os "-mil", não serão milhares mas são realmente muitos. traduzem uma vivência rural, uma opção pelo campo em desfavor das cidades - onde os romanos vencidos tinham preferido viver até então. colapsam as "Bragas" e "Idanhas", desaparecem cidades, perde-se o fio à meada no Itinerário de Antonino. a vida retorna à terra-mãe, ao seio da natureza. as relações de poder de tipo administrativo passam agora para relações de poder de carácter ético e moral.
Da língua deles, incompreensível a nativos e romanos (que lhes chamavam bárbaros, por causa do blá-blá inentendível que soltavam das goelas), restam estes topónimos no genitivo latino: "(propriedade) de f..."
Aprenderam o latim, mas como os romanos já não mandavam para os corrigir, o latim deles, mais o dos nativos, deu em galego-português. e não está nada mal, ficou até legal. bem melhor que o inglês, que o diabo o fez (*).


A nota de rodapé também fica (no rodapé, claro), não só por concordar com ela, mas também pelo sentido de humor do autor.

 

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Por sua vez, o autor de um outro blog ( O Galaico), num comentário ao texto anterior,  deita mais achas para a fogueira, dizendo ao respeito:

 

Os topónimos que acabam por Mil tem muitas vezes origem em locais onde o exército romano tinha recrutado forças para as suas legiões.

A troco de soldo ou à força, as terras que doaram significativa parte da sua população as ordens do invasor ganharam por vezes o tal MIL no fim.

Mil de Militares...

 

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Ora esta última leva-nos a ir à procura do significado de SANDA ao qual se teria acrescentado MIL, que no Priberam nos leva até ao verbo SANDAR, com o seguinte significado:

 

san·dar  (talvez de sarar) - verbo intransitivo - [Portugal: Minho]  Sarar ou melhorar.

 

Sandamil, pelo menos para curar os males do nevoeiro do vale de Chaves, encaixa na perfeição nesta definição, e se o rigor do frio dos seus invernos cura tão bem os presuntos, as chouriças, os salpicões e as alheiras, porquê não nos curar (sarar) a nós também!?... Mais uma acha prá fogueira.

 

Claro que na busca da origem das coisas, às vezes em vez de esclarecer só se complica, mas pelo menos fica uma base para partirmos à descoberta, no entanto, também se pode dar o caso de a origem ser outra qualquer.

 

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As nossas consultas:

 

- Sandamil in Dicionário infopédia de Toponímia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-12-08 04:01:25]. Disponível na Internet:  https://www.infopedia.pt/dicionarios/toponimia/Sandamil

 

- "sanda", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/sanda [consultado em 08-12-2018].

 

- https://dicionario.priberam.org/sanda

 

- http://toponimialusitana.blogspot.com/

 

 

(*) tendo em conta que essa erva-daninha se tornou obrigatória nas culturas em Portugal desde a escolaridade básica, e que já ninguém é capaz de escrever coisa que se veja senão nessa espécie de língua, calcula-se que as próximas Comunicações de Ano Novo dos senhores Presidente da República e Primeiro Ministro sejam proferidas em Inglês, para poupar dinheiro ao Défice e evitar calinadas, pontapés na gramática e os inefáveis "controlos" e "impactes".

 

 

 

01
Dez18

Samaiões - Chaves - Portugal

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Seguindo a ordem alfabética das nossas aldeias e depois de no último sábado ter passado por aqui a aldeia de Roriz, hoje calha a vez a Samaiões, a primeira das 33 aldeias do concelho de Chaves cujo topónimo começa por S.

 

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Samaiões, antiga sede de freguesia à qual pertenciam as aldeias de Outeiro Jusão e Izei, com a última reestruturação administrativa das freguesias portuguesas, passou a pertencer à união de freguesias da Madalena e Samaiões.  

 

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Embora Samaiões (aldeia) já esteja implantada em plena Serra do Brunheiro (nas suas faldas), a antiga freguesia já entrava praticamente na cidade, ocupando parte da reta do Raio X e passando mesmo o rio para a outra margem, incorporando no seu território o Bairro da Várzea e S. Fraústo. Apenas uma curiosidade mas que serve também para caracterizar a antiga freguesia, um misto de rural e urbana ou quase, pois ficava-se pela periferia da cidade.  

 

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Samaiões (freguesia) era também um misto de montanha e veiga. As aldeias em si, ocupavam às áreas elevadas deixando a veiga livre para a agricultura. Claro que isto acontecia quando a maioria da veiga era cultivada, ou melhor, antes de ao longo das principais ruas de freguesia, as que fazem o acesso à cidade, terem sido povoadas de construções, mesmo assim, a aldeia de Samaiões e Izei mantiveram a separação física entre elas e a cidade, já o mesmo não acontece com Outeiro Jusão, que na prática já não há separação entre a aldeia e a Madalena (cidade).

 

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Quando a aldeia de Samaiões, embora a proximidade da cidade e hoje fazendo parte de uma das freguesias da cidade, manteve a sua integridade como aldeia rural, que ainda vai mantendo a sua população e cultivando os seus campos, embora sirva também como aldeia dormitório.

 

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Samaiões é também uma aldeia miradouro da cidade e de toda a veiga de Chaves, desde onde se lançam excelentes vistas. Já o contrário não acontece, ou seja, a aldeia confunde-se um pouco com a montanha e com o arvoredo que a envolve.

 

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É uma das aldeias que às vezes fazemos calhar nos nossos itinerários, daí já ter passado aqui no blog várias vezes, não só por essa razão, mas também por ser uma aldeia sempre com motivos interessantes para fotografar. E continuaremos a passar por lá e pela certa continuará também a passar aqui pelo blog, mas a próxima, só depois de terminarmos esta ronda até chegarmos à última aldeia da lista – Vilela do Tâmega.

 

 

10
Nov18

Ribeira do Pinheiro - Chaves - Portugal

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E porque hoje é sábado, vamos até mais uma das nossas aldeias do concelho de Chaves, ainda nas Ribeiras, hoje a terceira e última com este topónimo, pois depois da Ribeira das Avelãs e da Ribeira de Sampaio, apenas nos falta deixar aqui, mais uma vez, a Ribeira do Pinheiro, que fica precisamente entre as outras duas Ribeiras e igualmente junto à Ribeira do Caneiro.

 

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A introdução embora um pouco confusa com tanta Ribeira já esta resolvida, agora quanto ao restante texto já é mais complicado, tudo porque nunca consegui chegar ou perceber qual é o coração da Ribeira do Pinheiro, tudo porque é um lugar atípico, foram do comum para caber na definição de uma aldeia como costumam ser.  Ou seja, vamos ser sinceros, pouco conheço da Ribeira, mesmo porque é de difíceis acessos e só a fui registando a uma certa distância, exceção para algumas fotos junto a Ribeira do Caneiro, a ribeira mesmo ribeira com água a correr bem apressada em leito acidentado.

 

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Mas conheço e sei algumas coisas sobre a Ribeira do Pinheiro e das suas proximidades, como por exemplo ter vários locais de onde se conseguem fotografias de exceção, principalmente em algumas horas do dia e em algumas épocas do ano, como no Inverno e no Outono. Conheço e conheci também algumas pessoas que tiveram lá o seu berço e que com o tempo desceram um pouco até à veiga para se instalarem, daí ficar também a saber que a Ribeira do Pinheiro não é só de acessos complicados mas também onde era, talvez ainda seja, complicado viver, quer pelo acidentado do terreno quer por se encontrar numa garganta um pouco profunda no encontro de duas encostas da Serra do Brunheiro, o que lhe confere um certo ar exótico e até de mistério, principalmente quando se anda na base dessa garganta onde corre a ribeira da água.

 

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Exotismo e mistério que tanto lhe aumenta o interesse como nos deixa um pouco desconfortáveis, isto quando estamos por lá, na sua base, mas mesmo assim o interesse é superior ao desconforto. Isto são apenas palavras que, por mais que tente, nunca conseguirão chegar a sensação estar lá, junto à ribeira com água. Também o acesso até esta zona, é complicado, há que perguntar a quem sabe qual a melhor forma de lá chegar, mas pela minha experiência, aborde a ribeira a partir da Ribeira das Avelãs, pois a partir da Ribeira de Sampaio, cheira-me a aventura que não estará ao alcance de todos, e também um conselho que se deve ter sempre em conta quando vamos para terrenos complicados, nunca vá sozinho e se for, antes de ir, diga sempre a alguém para onde vai. Experiência própria, pois, nestas coisas de andar a descobrir coisas sozinho, já em tempos cometi algumas imprudências que só depois de sair delas, a frio, é que fiquei ciente de que as coisas poderiam ter corrido para o torto, e depois, ir acompanhado, é sempre mais agradável, pois sempre temos com quem partilhar estas experiências.

 

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Das imagens que hoje vos deixo, as possíveis que até hoje tomei, é natural que algumas até saiam do território da Ribeira do Pinheiro, como por exemplo a imagem do Miradouro de S. Lourenço, desde onde se avista toda a cidade e vale de Chaves, ou outras imagens que são vistas tomadas desde a Ribeira do Pinheiro, pois tal como disse no início não sei muito bem onde começa e acaba o território de cada uma das três Ribeiras, mas seja como for, de certeza que estamos numa Ribeira.

 

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E é tudo, o possível, pois a partir de aqui só mesmo inventando conteúdos. Espero que goste do que por aqui deixo, imagens também elas já com uns anitos, exceção para a última imagem da Ribeira do Caneiro, mais recente, mesmo assim já tomada há dois anos.

 

Até amanhã, se possível com mais uma aldeia do Barroso, ainda o Barroso de Montalegre.

 

 

 

03
Nov18

Ribeira de Sampaio - Chaves - Portugal

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Seguindo a ronda pelas nossas aldeias do concelho de Chaves, depois de ter passado por aqui a Ribeira das Avelas, hoje toca a vez a outra ribeira, a Ribeira de Sampaio, passando por cima da Ribeira do Pinheiro, que estará aqui no próximo sábado.

 

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Na realidade estas três aldeias que adotaram o topónimo de Ribeira, encontram-se a umas centenas de metros de distância e estão todas bem juntinhas à Ribeira do Caneiro que desagua no Rio Tâmega, junto às poldras. Tomando a orientação de montante da ribeira do Caneiro, a primeira das três ribeiras, logo a seguir a S. Lourenço, é a Ribeira de Sampaio. Descendo mais um pouco temos a Ribeira do Pinheiro e por último a Ribeira das Avelas, todas elas ligadas a antigos moinhos dos quais hoje só existem ruínas.

 

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As duas primeiras Ribeiras (de Sampaio e do Pinheiro) encontram-se nas zonas mais acidentadas da Ribeira do Caneiro, com múltiplas pequenas cascatas e rápidos de acesso complicado, mas era nestas proximidades que existiam e ainda vão existindo, os antigos acessos às aldeias da Cela e penso que também a Tresmundes, acessos para descer à cidade de Chaves, com o regresso sempre a subir. A travessia entre margens da Ribeira do Caneiro era feita através de uma belíssima ponte que ainda hoje existe, precisamente na Ribeira de Sampaio, a condizer com o não menos belíssimo casario composto pelos moinhos e casas dos moleiros.

 

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Este pequeno conjunto descobri-o por mero acaso nos anos oitenta do século passado, numas das minhas voltas de mota e já com a noia da descoberta e de querer saber onde os caminhos iam dar. Lembro-me desse dia como se fosse hoje, e o espantado que fiquei com tanta beleza, com o casario, então, ainda habitado.  Recordo que depois de me recompor do espanto e surpresa da descoberta, desci à cidade para recolher a máquina fotográfica, subi de novo àquele conjunto que só mais tarde vim a saber ser a Ribeira de Sampaio e fiquei por lá a recolher alguns motivos.

 

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Já na era da fotografia digital, nos seus inícios, voltei por lá para fazer novos registos e não acreditei naquilo que vi. Desilusão total, tanta, que não consegui fazer uma única foto. Voltei lá mais tarde, passados uns anos, em 2007, e aí sim, fiz algumas fotos. O lugar continua a ser agradável, a ponte continuava interessante, o casario mais degradado e algumas intervenções novas, mas o espírito romântico e bucólico, estava de todo perdido.

 

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Foto dos anos 80 do Séc. XX

 

Voltei lá de novo em 2015, sem alterações e com o casario abandonado mais degradado. Embora sem a qualidade das fotos atuais, estas três últimas fotos digitalizadas a partir dos negativos da analógica, dão para ver como era a Ribeira de Sampaio nos anos oitenta do Século passado.

 

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Foto dos anos 80 do Séc. XX

 

Sei que o casario foi vendido recentemente e tenho esperança de que, o novo proprietário, tenha o bom gosto e bom senso de recuperar o que ainda seja possível recuperar e de dignificar aquele lugar que pode ser um pequeno paraíso. Esperamos para ver e iremos estar atentos, depois logo veremos.  

 

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Foto dos anos 80 do Séc. XX

 

Claro que nestas recuperações/reconstruções, hoje em dia, não se pode exigir que se mantenha aquilo que existe sem alterações. O modo de vida atual exige algumas adaptações, no entanto poderão ser feitas com respeito do existente e fazer a memória do lugar.

 

No próximo Sábado teremos aqui a Ribeira do Pinheiro.

Até amanhã!

 

 

13
Out18

Ribeira das Avelãs - Chaves - Portugal

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Começo por aqui, com linhas baralhadas e planos desencontrados parecendo querer desconstruir a exatidão da geometria e já nem quero falar da confusão das cores, que aqui reduzo a uma, isto se considerarmos o branco e o preto como cores neutras, e se não fosse por querer ou ter mesmo necessidade de cumprir com a promessa de trazer aqui uma aldeia todos os sábados, ter-me-ia ficado por esta imagem… Mas vou continuar, mesmo porque a nossa aldeia de hoje me leva até territórios da minha infância que nos últimos dias tenho andado a povoar, recordando momentos que há muitos anos não saiam dos baús escondidos nos cantos menos procurados da memória.

 

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Ficamos então, hoje, com imagens da Ribeira das Avelãs, a um passo das minhas berças e do meu berço da Casa Azul, com mais uma imagem carregada de simbologia, pela neve, pelo frio, pelo pinheirinho de Natal que estas terras sempre me guardavam para em família podermos enfeitar, podermos adorar e podermos consoar, todos. Momentos e verbos hoje impossíveis de conjugar em todos os tempos.

 

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Fiquemos então com algumas imagens da Ribeira das Avelãs, ali onde a veiga termina e a serra começa e é esventrada pela força e teimosia da vida de um pequeno ribeiro que teima sempre em chegar até aos braços de quem o vai acolher e abraçar.  Sem mais palavras, na certeza porém de que cada imagem despertará um momento ou uma estória esquecida num cantinho da memória.

 

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Até amanhã!

 

 

22
Set18

Quinta do Rebentão - Chaves - Portugal

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Dizia por aqui há duas semanas que esta rubrica dos sábados é dedicada às aldeias, mas que às vezes havia exceções. Disse-o aquando trouxe aqui o Prado, que mais que uma aldeia é um lugar. Como o critério desta nova ronda pelas aldeias tem sido o de as trazer aqui pela sua ordem alfabética, a seguir ao Prado apareceu a Praia de Vidago, que também não é aldeia. Ora lá diz o ditado que “não há uma sem duas,  nem duas sem três”, e a exceção cá  está de novo, com mais um lugar, no caso uma quinta ou ex-quinta que também não é aldeia, mas tem muita coisa — Quinta do Rebentão.

 

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De facto assim é, a antiga quinta deu lugar às piscinas municipais, ao parque de campismo, a um restaurante, um circuito de manutenção e a um parque botânico e zoológico

 

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Tanto quanto sei, e eu também não sou exemplo do contrário, os flavienses costumam passar-lhe ao lado, embora eu já lá tivesse ido algumas vezes, aliás já fiz o circuito 3 ou 4 vezes que passa pelo parque botânico e zoológico, já pernoitei uma noite no Parque de Campismos e já fui ao restaurante praí uma dúzia de vezes, só nunca utilizei as piscinas, mas continuo-o a passar-lhe ao lado. Digo isto porque a bem dizer não deveria ser assim, pois o local é agradável e depois de adentrados no circuito de manutenção estamos mesmo em contacto com a montanha e até com a sua vida selvagem (botânica e zoológica) existente naturalmente à margem das outras espécies de cativeiro.

 

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Muito bom para levar crianças em passeio e em descoberta da natureza. Eu levei lá as minhas quando eram crianças, apenas uma vez, é certo, mas lamento não as ter levado mais vezes.

 

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É, muitas vezes queixamo-nos ou ouvimos queixas de que por cá não há nada, mas na maioria das vezes até nem é verdade, por cá não faltam coisas às quais dedicar os nossos tempos livres, de puro lazer ou de ócio, passamos-lhes é ao lado, ignorando-as. Tomaram os dos grandes centros/cidades ter muito do que nós temos, somos é uns queixinhas… Claro que não ignoro que até nos faltam algumas coisas, mas enquanto não as temos, podemos usufruir do que temos.

 

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Pois recomendo umas visitas à quinta do Rebentão, onde basta percorrer todo o circuito de manutenção e teremos contacto com tudo o resto que vai além das piscinas, do parque de campismo ou do restaurante,  que para estes, a clientela já é outra. Uma recomendação que eu próprio seguirei, pois já não vou por lá desde a última vez que lá estive, claro, mas que já foi há dois anos e cinco meses, isto a jugar pela data das últimas fotos lá tomadas. Não se esqueça de levar a máquina fotográfica, pois há sempre motivos interessantes para registar, alguns bem gordinhos...    

 

 

 

08
Set18

Prado - Chaves - Portugal

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Seguindo a metodologia (ordem alfabética) que temos vindo a praticar nesta nova ronda pelo mundo rural das nossas aldeias, a seguir à Póvoa de Agrações aparece-nos o Prado. Ora bem, o Prado não é propriamente uma aldeia, é mais um lugar, um pequeno bairro da nossa veiga de Chaves, localizado entre as Eiras, o Campo de Cima e o Sr. da Boa Morte, tendo características muito particulares e muito ligadas ao cultivo de uma área considerável da veiga, daí, que desde o inicio da abordagem às nossas aldeias eu ter aberto um espaço para o Prado também constar aqui, e não é caso único, pois para bem perto do Prado procedi da mesma maneira para a Quinta da Condeixa.

 

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Mas talvez tudo isto sejam coisas do meu subconsciente revivendo o território que me era permitido na minha juventude mais jovem de criança, onde o Campo de Cima, o Prado, a Quinta da Condeixa eram alguns dos limites desse território. Ir para lá desses espaços, já era coisa complicada de explicar no caso de as explicações serem necessárias.

 

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Mas sim, o Prado fazia parte quase diária das minhas andanças de bicicletar  esse território da veiga, pelo menos até à taberna do Justino (ou Faustino – a memória já me atraiçoa) onde a rua bifurcava e eu escolhia sempre o destino da Quinta da Condeixa que me afastava do Prado, e a razão era simples, era apenas uma questão de velocidade, ou seja, até à Quinta da Condeixa era necessário vencer uma pequena subida o que significa que o regresso era feito a descer, o que dava para atingir uma velocidade considerável que, aproveitando o balanço, só terminava na meta da Casa Azul. Pode parecer coisa pouca, mas dava para por a fervilhar a adrenalina de uma criança.  

 

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Quanto ao topónimo “Prado” penso não haver dúvidas de ter origem naquilo que seria um prado, a minha dúvida apenas surge com a origem/tempo em que este topónimo aparece, antes ou depois da Quinta do Prado… apenas uma curiosidade. Mas desengane-se que pensar que o prado é mesmo um prado. Também o é, mas não é só prado que por lá se dá, pois, todo o tipo de culturas são possíveis por lá, com terra fértil e contando ainda com a ajuda do regadio (canal de rega) que atravessa as terras do Prado.

 

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E como devem calcular do Prado pouco mais haverá para dizer. Fica desde já anunciado o lugar do próximo sábado, mais uma exceção, pois tal como hoje não se trata de uma aldeia, mas de um lugar que dá pelo nome de Praia de Vidago, onde também passámos algumas tardes de verão da nossa adolescência mais crescida.

 

 

 

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25
Ago18

Polide - Chaves - Portugal

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E porque hoje é sábado e os nossos destinos de fim de semana são sempre para o mundo rural das aldeias do nosso concelho ou região, hoje vamos fazer uma breve passagem por Polide, do concelho de Chaves, mas mesmo a queimar o limite do concelho, pois as terras de Valpaços surgem ao fundo do caminho, as uns escassos 200m e também não muito longe das terras de Vinhais, estas a perto de 4Km, tendo ainda a aldeia de Parada pelo meio.

 

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Uma breve passagem por Polide porque a aldeia também é muito breve, ou seja, pequena, é uma das mais pequenas do concelho, com cerca de vinte casas, e a maioria de construção mais recente, aparentemente construídas durante o último quartel do século 20, pois o seu núcleo histórico, mais antigo, parece resumir-se a 7 ou 8 construções, mas nem todas eram habitações.

 

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Uma aldeia pequena mas que vai tendo um pouco de tudo que uma aldeia costuma ter. Uma pequena capela, um tanque público e cemitério, sofrendo também da maleita que agora vai sendo comum a todas as aldeias, e nesta nota-se muito mais – o despovoamento, tendo todas as condições e convites para o despovoamento total.

 

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Em recolha de imagens fui por lá quatro vezes, sempre na esperança de arranjar novos motivos ou de ver por lá vida. Pessoas, só da primeira vez que lá fui é que as vi. Numa segunda vez em visita mais demorada, não vi vida humana, apenas um bode que se mostrava espantado e admirado com a nossa presença, não tirando de nós o seu olhar, mas isso já foi há uns bons anos, pois a última vez que passei por lá já foi há 10 anos. Fora isso, só um rebanho que vimos a caminho da aldeia, mas também não vimos o pastor.

 

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Aldeia pequena também oferece poucos motivos para fotografar, assim ficamos por aqui, mas ainda há espaço para referir que em redor da aldeia são campos de cultivo, com a vinha a marcar uma forte presença, vai aparecendo também a oliveira e outras árvores de fruto. Polide já tem ares de Terra Quente, localizada num pequeno planalto a rondar os 600m de altitude, já vai assumindo as características de terras de Valpaços, aliás as povoações mais próximas são valpacenses (Ferreiros, Lebução e Vilartão).

 

 

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