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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

18
Jan21

De regresso à cidade...

O nevoeiro e o frio

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Hoje o regresso à cidade não é nosso, pois estamos confinados e somos dos que cumprimos, mas há quem, alheios a esta coisa do vírus, regresse sempre á cidade e ao vale, e se deixe estar por lá desde o cair da noite até por volta do meio-dia do dia seguinte, embora às vezes, teimosos que eles são, fiquem por lá a noite e o dia todo, às vezes, semanas a fio…

 

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Esses dois teimosos têm nome, um chama-se nevoeiro, alapa-se no vale e não sai de lá, o outro chama-se frio, não se vê mas sente-se, costumam andar juntos e é uma das duplas mais flaviense que conheço e que todos os flavienses conhecem, comentam ou falam, e como se de chagas se tratassem, não nos largam, invadem-nos o corpo, às vezes até doer e não há roupa que lhe resista, é como o vírus que praí anda, invade-nos o corpo sem saber por onde entram. Mas indiferentes a tudo isto, talvez por hábito ou simples gosto, há que goste dos dias assim, e quem está longe, quiçá até os recorde com saudades, e uma coisa é certa, visto lá de cima, da croa dos montes, tem tanto de mistério como de beleza e quer queiramos oi não, fazem parte do nosso ser flaviense.

 

 

 

03
Mar20

Depois da névoa

Cidade de Chaves

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Ora aqui fica um local desde onde gosto de ver a cidade, principalmente em dias de nevoeiro, quando ele, acabadinho de levantar, começa a mostrá-la aos bocadinhos. A sensação é a mesma de quando se está no mar, sem terra à vista e de repetente começa-se a ver na linha do horizonte uma pontinha de terra… mas sobretudo gosto de ver a cidade desde este local por causa da pista do aeródromo, que vista desde ente ângulo, parece uma grande pista de um grande aeroporto com a grande cidade ao fundo. Mesmo sabendo que nada disto é verdade, sabe bem…

 

04
Out19

Cidade de Chaves - Semana da Névoa - dia 5

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A Semana da Névoa - dia 5

 

E entramos hoje no último dia de névoa, pelo menos aqui no blog pois lá fora não sei como será. Nos dias anteriores Andámos à beira rio até que ontem, ela, a névoa, se aventurou a subir a Rua do Sol, mas quando tal acontece não se contenta só com a Rua do Sol e avança por toda a cidade, ocupa todas as ruas e largos, sobe às varandas, telhados e mais além, cobre tudo que houver para cobrir e nem a altaneira torre de menagem fica fora da sua invasão. Toda a cidade e vale ficam mergulhadas em névoa, no seu mistério e na sua graça.

 

 

 

03
Out19

Cidade de Chaves - A Semana da Névoa - dia 4

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A Semana da Névoa - dia 4

 

Ainda com a nossa névoa. Já sabemos como ela gosta dos rios e dos vales, mas também gosta de subir as ruas da cidade, e nem sequer lhe importa que a rua seja do Sol, e se o é, deixa de o ser, pelo menos enquanto ela, névoa, a invadir. Para a liberdade da névoa, não há limites, Avança tanto quanto lhe der na gana, até que farta de andar por aí, começa a retrair-se numa espécie de regresso a casa, diluindo-se aos poucos na transparência do dia para desaparecer por completo como se nunca tivesse existido.

 

 

02
Out19

Cidade de Chaves - Semana da Névoa - dia 3

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A Semana da Névoa - dia 3

 

É, às vezes a nossa névoa é assim, não se contenta em vir por cá só um dia, hospeda-se ao longo do rio, invade a veiga, e deixa-se estar, calmo e em silêncio, mais ou menos denso, vai-nos permitindo aqui e ali lançar um olhar um pouquinho mais distante, hoje, o suficiente para da ponte romana se poder alcançar a ponte pedonal metálica.

 

 

01
Out19

Cidade de Chaves - Semana da névoa - dia 2

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A Semana da Névoa - dia 2

 

Ontem avisei e hoje cá estamos para ficar com o segundo dia da névoa. Em relação a ontem, descemos mais um pouco o rio Tâmega e vamos de encontro a uma das nossas pontes, a ponte nova, sem chegar até ela. Uma pequena península permitida pelo baixar das águas do rio convidam a que a visitem, Homem e aprendiz, mais ousados ou curiosos, descem até ao pulsar dos seixos enquanto a mulher e aprendiza, no cais, mais cautelosas, esperam em porto seguro,e a nós, na felicidade de uma passagem, coube-nos perpetuar o momento.  

 

 

 

13
Nov18

Momentos da cidade de Chaves com o nosso nevoeiro...

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Ora diz o nosso povo que depois da tempestade, vem a bonança, e se o nosso povo o diz, é porque é verdade, porque ele é sábio, e tudo indica que sim, que depois de um invernoso fim de semana, o sol vem aí, e talvez traga consigo o verão de S. Martinho de que o nosso povo também nos fala, e eu acredito que assim seja, mas diz-me também a experiência de ser flaviense há tantos anos, que o sol virá, mas de mansinho, primeiro o nosso Tâmega e a nossa veiga vão brindar-nos com o seu nevoeiro, para mim é um brinde, eu penso mesmo que nasci numa manhã de nevoeiro e que ele também me corre nas veias, aliás nem imagino esta cidade sem os seus dias de nevoeiro, seria no mínimo esquisito nunca sentir a ponta do nariz frio, e depois ficaria sem a magia de ver o sol a romper por entre o nevoeiro para finalmente se dar em toda a sua resplandecência, com o seu calorzinho a saber tão bem.

 

Mas sobretudo, em imagem, o nevoeiro tem o dom de nos proporcionar, ou deixar ver, a essência das coisas. Vejam lá a imagem que vos deixo! Seria a mesma coisa se não tivesse nevoeiro!?

 

 

 

02
Out18

Cidade de Chaves, um olhar com neblinas

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Para os mais distraídos, pois pela temperatura nem por isso se nota muito, o outono deste ano teve início às 01H54 do dia 23 de setembro. Quer isto dizer que temos os “Santos” à porta, aliás uma montanha russa já poisou o seu arraial (mais ainda não está a funcionar – pra já!) e as neblinas com alguma frescura matinal também já começaram a aparecer, embora os dias ainda estejam quentinhos. Pois fica uma imagem da nossa Top Model e o príncipe Tâmega com as suas neblinas matinais da época, com quem diz: “o pai nevoeiro não tarda aí”.

 

E já que estamos pr’aqui com coisas nossas, hoje às 17 horas vamos ter aqui um post extra, “ocasionais”, com pastéis de Chaves, de chocolate, de alheira, de bacalhau, de frango, de outras mixórdias, ou de vitela… até lá! 

 

 

 

 

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