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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

22
Mar19

Cidade de Chaves - Capela da Lapa

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Hoje em imagem fica uma das nossas capelas flavienses, a capela da Lapa, por sinal bem interessante, vistosa, bem acompanhada no que respeita ao espaço envolvente e em pleno centro da cidade, só é pena destinar-se aos fins a que a destinam, de “casa mortuária”, sem o mínimo de condições e dignidade,  e até de respeito por quem nos deixa mas também pelos seus familiares e amigos, em suma, pelos flavienses que querem velar os seus mortos.   

 

Já é mais que tempo de a CIDADE de Chaves ter uma casa mortuária.

 

 

 

20
Mar19

Viva o equinócio de março!

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Para quem não sabe, hoje, dia 20 de março de 2019, às 21H58, a astronomia diz-nos que vai acontecer um dos dois EQUINÓCIOS do ano, que acontecem sempre no mês de março e setembro. E o que é um equinócio!?, ora, recuando no tempo e indo à origem da palavra, ao latim, temos Aequus que significa “igual” e nox, que significa “noite”, ou seja, um equinócio acontece quando o dia é igual à noite, 12 horas de cada, e blá,blá,blá,blá, esta foi para o armanço, e faz-me lembrar aquela do outro que diz pro outro: “ Diz três vezes um carro preto com uma capota verde” e o outro disse: “um carro preto com uma capota verde, um carro preto com uma capota verde, um carro preto com uma capota verde”. E o outro disse: “Eia tanto palavreado para dizer 3 táxis”.  Pois eu estava quase na mesmo, pois o que queria simplesmente dizer é que hoje, entra a PRIMAVERA, o tal equinócio de março.

 

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E claro que tinha de trazer aqui flores, mas aliadas a um pouco do melhor que temos. As imagens são do dia do equinócio-1=ontem, ou seja, de ontem, último dia de inverno deste ano. Estas coisas do tempo são curiosas e levam a que o último dia aconteça antes do primeiro, pois ontem foi o último dia de inverno e o primeiro dia só irá acontecer no dia 21 de dezembro, com o solstício de inverno. Aí do outro lado, alguns já estão a dizer “não é bem assim”, e eu sei, mas não interessa. Toquemos o carro pra diante mas indo atrás buscar o que estava a dizer, e então dizia eu assim - …tinha de trazer flores, mas aliadas a um pouco do melhor que temos. E o que é que temos de melhor!?

 

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Pois de melhor temos o nosso sol, as nossas flores mas também as nossas pessoas, o nosso casario, os nossos pastéis de Chaves, pois tudo isso ficou na primeira imagem do último dia de inverno, com um bocadinho da fachada da pastelaria Maria com a sorte de ter a pasteleira à porta, que já não é a Maria original, mas que continua a fazer deliciosos pastéis. Então viva a Primavera e os Pastéis de Chaves.

 

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E como não há duas sem três, fica mais uma foto florida, com flores apenas e também, já, com umas folhinhas. Estas são de uma amendoeira em flor e já estão lá há uns dias, é que embora a primavera oficialmente só entre hoje, ela contrariou o seu tempo e já chegou cá há uns dias, e esta leva-me até aquela maravilha de lengalenga, que por entrar hoje a primavera, vos a deixo aqui de borla:

 

O tempo perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem!
o tempo respondeu ao tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.

 

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E por último fica esta imagem da Rua Direita, e dirão vocês, mas esta não tem flores! Pois não, mas tem muita primavera. Quando acontecem coisas boas, soe dizer-se que é a primavera de “qualquer coisa”, como por exemplo a Primavera Marcelista, o riscado é propositado, pois o exemplo não é o melhor, mas temos a Primavera de Abril, essa sim, foi linda de se ver e viver. Pois em Chaves também está a acontecer uma Primavera no casario do Centro Histórico, com recuperações e reconstruções todas elas bonitas de se verem, interessantes e coloridas q.b.. Parece que finalmente Chaves se deixou das mamarrachadas de betão e se virou para aquilo que Chaves vai tendo de melhor, o seu Centro Histórico. Esperemos que a Primavera também aconteça no regresso das pessoas à vida (de viver) no Centro Histórico e aos comércios de Rés-do-Chão. Ah! E que a primavera atinja também os comerciantes, pois o comércio tradicional já não é bem aquilo que era… há que abrir os olhos!

 

VIVA A PRIMAVERA

 

 

 

19
Mar19

Cidade de Chaves, dois fortes, duas realidades...

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De vez em quando é conveniente verificar se os marcos de Portugal estão no sítio.”  Estas palavras são de Miguel Torga, a respeito do Castelo de Monforte (Diário XIV), e estes “marcos” estão bem presentes naquela que foi uma importante praça militar,  de Chaves, tendo igual importância na defesa do território nacional em face das vulnerabilidades defensivas do vale de Chaves, uma grande porta de entrada de acesso fácil. Daí os estrategas militares do antigo Reino de Portugal terem dotado o concelho de Chaves com 3 castelos  (Monforte de Rio Livre, Santo Estêvão e Chaves) e dois fortes (S. Neutel e S. Francisco), fazendo com que a cidade de Chaves (então vila) fosse uma autêntica vila militar e uma das praças mais importantes de Portugal, mas nem mesmo assim foi suficiente para conter as invasões de Castela e Napoleónicas, deixando de parte as mais antigas (invasões bárbaras).

 

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Pois tal como Torga, também eu de vez em quando vou passando pelos nossos marcos para ver se estão no sítio e está tudo bem com eles, hoje já sem a preocupação militar, mas ainda com a preocupação de preservação do nosso património, que infelizmente, não fica de fora da ação das maleitas da modernidade, sobretudo a do despovoamento, envelhecimento e abandono e tal como as nossas aldeias e periferias, quanto mais distantes estão do centro da cidade, mais sofrem dessas maleitas, basta dar uma olhadela ao que acontece no Castelo de Monforte.  Mesmo nos mais próximos, o estar mais perto do centro da cidade faz toda a diferença, senão comparemos os nossos dois fortes, o de S. Neutel, mais afastado e o de São Francisco, em pleno centro da cidade. O primeiro está fechado e sem vida, o segundo está aberto e com muita vida dentro. O primeiro tem uma capela no seu interior o segundo tem uma igreja. O primeiro tem um importante auditório ao ar livre onde nada acontece, o segundo tem um auditório coberto, que embora pequeno, vão acontecendo coisas. O primeiro tem pavimentos de terra, com muita erva e algum fiolho (funcho), o segundo tem jardins, relvados bem tratados, largos e passeios devidamente pavimentados e muitas árvores ornamentais, inclusivé até palmeiras tem. O primeiro para além da capela tem mais uma pequena construção, o segundo tem várias e importantes construções onde está instalado um Hotel de luxo, com piscina e campos de ténis, restaurantes, bares, etc. e por aí fora... As únicas mais valias que o primeiro forte (de São Neutel)  tem em relação ao segundo (de São Francisco) são a do primeiro ter um fosso que o segundo não tem e realizar-se lá a festa anual da Senhora das Brotas, mas também aqui…coitada da festa, nem as calcanhares chega de uma festa de aldeia, por mais pequena que a aldeia seja.

 

 

06
Mar19

Coisas do meu baú e coisas do diabo!

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Nas coisas do meu baú, no cantinho das coisas mais recentes, já deste século, encontrei 4 imagens com coisas que já não existem ou foram consideravelmente alteradas, umas para melhor, outras para pior, outras nem uma coisa nem outra… Por exemplo na primeira imagem que vos deixo, o antigo Hotel de Chaves entrou em obras, que ainda decorrem, recuperou o reboco, ganhou cor, é uma das coisas que foi alterada para melhor, pelo menos deixou de estar fechado e espera-se que abra em breve, com as mesmas funções mas muito mais modernas. Já a casinha que estava adossada à muralha desapareceu por completo, foi-se com as obras de recuperação do baluarte após ter desabado naquele chuvoso e fatídico inverno de 2000/2001, felizmente em Chaves não houve vítimas, mas ficam na memória as 59 pessoas que morreram nesse ano na queda da ponte de Entre os Rios. Ainda na imagem, em frente à casinha, do lado esquerdo a confrontar com as escadinhas das manas um edifício que também já não existe, ou melhor, ainda lá está, ou estão os seus restos mortais caídos por terra, esta, é aquela que nem é uma coisa nem outra, pois se antigamente estava mal, agora continua…

 

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Nesta segunda imagem, a tal casinha da primeira imagem, mas em pormenor, vista de frente. Teve como últimas funções, no rés-do-chão penso que uma ótica e no primeiro andar o escritório de um advogado, ou melhor, a sua última função foi mesmo receber aquela placa de aviso “O CORREEIRO E O SAPTEIRO ESTASMOS A 60 METROS”. Eram vizinhos numa das construções que estava adossada ao baluarte e vizinhos continuaram nas novas instalações da Rua do Poço. Infelizmente o correeiro já faleceu, mas o Quim sapateiro ainda lá está.

 

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Pra pior, bem pior, ficou o espaço desta terceira imagem. A meu ver, pela inerência que lhe é conferida pela Ponte Romana, este é um dos espaços mais nobres da cidade, contudo tem sido também o menos cuidado. Incompreensivelmente ficou de fora do espaço POLIS, ao que sei, para ser objeto de um estudo de pormenor, talvez com boas intenções, mas lá diz o povo, e o povo tem sempre razão,  “De boas intenções está o inferno cheio”. A coisa, para remediar, até nem estava má, o espaço estava limpo,  relvado, ia sendo tratado e até tinha recebido uma escultura de autoria do escultor Carlos Dutra que, resultou do Encontro de Arte Jovem – Simpósio do Granito 1993. Curiosamente a escultura tinha o título de “ Involução, conteúdo e emissor”. Coisas do diabo (o do inferno das boas intenções),  a coisa involuiu mesmo, a escultura desapareceu (pelo menos poderia ter sido colocada noutro local, mas simplesmente desapareceu) e o relvado deu lugar a um terreiro para receber popós, que entretanto deixou de os receber e o espaço deixou de ser tratado. Coisas do diabo! Ficámos sem escultura, sem relvado e o raio do estudo de pormenor nunca foi parido… esperemos          que a mãe dos estudos de pormenor engravide outra vez e dê à luz um estudo digno, mas para obrar, ou melhor, para levar a efeito a sua construção, que “obrar” já muito “obraram” naquele espaço. Coisas do diabo, de abortos e de merdosos que nem sequer têm a sensibilidade de gostar da arte dos artistas…pelo menos podiam fingir que gostavam, e deixavam por lá a escultura que a meu ver e no meu gosto, até era bem interessante.

 

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E ficamos por aqui, por hoje, pois continuaremos a basculhar no nosso baú à procura de coisas interessantes, diferentes ou que já não existem.

Até amanhã!

 

27
Fev19

Coisas do meu baú

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Hoje fui ao baú das fotografias analógicas, mais propriamente àquele cantinho dos anos 90 do século passado, que embora já de outro século não são assim tão antigas, pois apenas têm vinte e tal anos. Para hoje escolhi algumas fotos made in Chaves mas com gente dentro, putos em alguns dos casos, mas putos dos anos 90 que hoje já são gente grande nos seus vinte e tantos anos. Mas como primeira imagem, a abrir, fica uma com gente da cidade na sua lide num dia de sol no Largo do Arrabalde, ainda com aquele comércio da esquina que dava pelo nome de Silva Mocho, um comércio que tinha um pouco de tudo para o lar (loiças, cutelarias, candeeiros, café a granel, bacalhau, etc., etc., etc.

 

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Dia da criança – Forte de S.Neutel – 1997

Para segunda imagem uma foto do dia da criança, no Forte de S. Neutel, casa cheia com as crianças dos infantários e escolas primárias do concelho. Decorria o ano da graça de 1997, ou seja, há 22 anos. Assim há que acrescentar estes 22 anos às crianças da foto o que nos leva até adultos de hoje, possivelmente a concluir estudos superiores e recém-formados.

 

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E atrás fica uma daquelas fotos de que sempre gostei mas que só hoje vem a público. Tomada também em inícios dos anos 90,  no Bairro Social dos Aregos, ainda no início da sua ocupação.

 

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E dos Aregos para a Várzea, igualmente com putos do bairro que se perfilaram para a fotografia. Também dos inícios dos anos 90 (Séc. XX) que embora sejam putos de outro século hoje devem andar a rondar os 30 anos de idade, ou seja, ainda uns putos, mas mais crescidos.

 

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E por último um casamento em Chaves e desta foto sei o dia preciso, foi dia 24 de julho de 1993, isto a confiar na anotação do meu arquivo. E sim, o senhor que está no meio dos noivos é mesmo  Mário Soares,  num episódio engraçado, pois Mário Soares então Presidente da República estava de visita oficial a Chaves quando se dá o feliz encontro das duas comitivas, a do Presidente da República e a do casamento. Mário Soares fez questão de felicitar os noivos e tirar umas fotos com eles, isto porque na altura ainda não estavam na moda as Selfies.

 

É tudo por hoje, até amanhã!  

 

 

26
Fev19

Largo do Arrabalde e alguns lamentos

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Pensei que com o tempo lá me iria habituando ao que fizeram a este largo, mas não, aliás quanto mais o tempo passa, menos gosto da solução aqui adotada e que, comparativamente com o Largo das Freiras, o atentado aqui cometido foi bem maior, com a agravante de que aqui, pouco ou nada se pode fazer para melhorar este espaço, enquanto que nas Freiras ainda estão em aberto melhores soluções. No entanto o que mais me entristece, ou melhor, o que mais acrescenta ao meu desagrado é que a minha geração viveu intensamente grandes momentos da cidade de Chaves e de Portugal nestes dois largos (Arrabalde e Freiras),  e foi precisamente o pessoal da minha geração que os violou, sem qualquer respeito.

 

 

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