Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Mai19

De regresso à cidade...

Para blog Chaves em https://chaves.blogs.sapo.pt

 

Pois é, cá estou de novo a regressar à cidade, hoje com uma passagem pela praça do Duque, que, faltou só um bocadinho e nem na foto ficava, mas ficou a “mariana” do Sr. Lameirão… é assim, o raio de sermos de uma cidade pequena faz com que se conheça toda a gente, saber quem morava nas casas, de quem era mãe e avó, há quantos anos morreu, tantos quantos a casa está fechada, claro  que me refiro à casa em frente da qual a  “mariana” do Sr. Lameirão está estacionada, e estacionou lá, porque ele, que também é desta cidade pequena,  também sabia que nela não morava gente. Sei, ou sabemos, porque uma das almofadas da porta da capela da Santa Cabeça é de formato e cor diferente, e há quantos anos aquela porta e janela por cima da cabeça do duque não abrem, mas tudo isso é porque somos de cá, estamos cá e convivemos dia a dia, com o dia a dia que cada dia passa por nós. Mas isso, hoje, pouco interessa, pois o tema de conversa vai ser outro, feito de outro regresso, o do Desportivo de Chaves, que também regressou à cidade com o penoso fardo de também regressar à segunda divisão, ou segunda liga ou lá o que é…sei que, tudo isto foi depois de Portugal nem sequer ter ido à final do festival da eurovisão,  do Benfica ser campeão, do Porto ficar de beiça e do Sporting ver mais uma vez o campeonato passar-lhe ao lado, e ainda, tudo isto, quando estamos em campanha eleitoral daquelas eleições que tanto faz, para nós e para eles, a não ser para ver como andam as intenções de voto para as outras eleições que vêm aí. Por cá não há campanha, talvez por isso ainda nenhum dos candidatos tenha aparecido por cá, aliás nem fazem cá falta nenhuma…

 

Boa semana!

 

16
Mai19

Cidade de Chaves - Um olhar e um poema

1600-(45512)

 

AO ROSTO VULGAR DOS DIAS

 

Monstros e homens lado a lado,

Não à margem, mas na própria vida.

 

Absurdos monstros que circulam

Quase honestamente.

 

Homens atormentados, divididos, fracos.

Homens fortes, unidos, temperados.

 

Ao rosto vulgar dos dias,

À vida cada vez mais corrente,

As imagens regressam já experimentadas,

Quotidianas, razoáveis, surpreendentes.

 

Imaginar é conhecer, portanto agir.

 

 

In "No Reino da Dinamarca", de Alexandre O'Neill

 

 

 

 

14
Mai19

Um regresso à cidade, de comboio!

1600-(50230)

 

Como ontem não pude regressar à cidade, não regressei, por isso faço-o hoje, a fazer de conta que cheguei no comboio da noite… como muitas vezes cheguei! Outros tempos, infelizmente o comboio foi a primeira coisa que os de Lisboa nos roubaram, mas do mal, o menos, ficou o edifício da antiga estação e respetivas instalações de apoio que foram transformadas em centro cultural, em instalações municipais de apoio à cultura e educação e uma espécie de museu do comboio, pelo menos tem lá duas locomotivas, umas carruagens e uns metros de via, estreita, mas não tão estreita como a mente que acabou com ele. E com esta regresso à cidade!

 

Até amanhã!

 

 

 

10
Mai19

Cidade de Chaves - Rua Direita

1600-(50282)

 

Hoje ficamos com uma imagem da terrinha e um vídeo de imagens, todas quantas passaram pelo blog Chaves durante o mês de abril, com imagens de Chaves cidade, das aldeias de Santa Marinha, Santa Ovaia e Seara Velha e ainda do “Barroso aqui tão perto” com um dia de neve, a exuberância da primavera e a aldeia de Cabril. Espero que gostem!

 

Quanto à imagem da terrinha é do troço final da Rua Direita, ali onde a rua é atravessada pela Travessa do Município, sempre com vida, sem qualquer dúvida que é o troço de rua mais concorrido, onde a imagem fala por si, mas pode ser comentada, porque ela diz-nos coisas, por exemplo ficamos a saber que a ementa do dia do restaurante da esquina era vitela estufada, febra grelhada e filetes de pescada a €5.50, não diz lá, mas é só um dos pratos, claro. Depois há estes três jovens que estão em primeiro plano muito sintonizados em algo que se passa na travessa. Menos jovem, o Milo do talho enquanto apanha um bocadinho da vitamina D solar, aproveita para mandar umas bocas ao carteiro. Ao lado do Milo, sentadas também na recolha da vitamina D estão 2 pessoas, possivelmente uma dela é da Srª da frutaria em frente, que fica à sombra como convém à hortaliça, mas nem tanto aos ossos. O que me intriga é a intriga daquele lá ao fundo…para onde olha ele!? Para o sinal!? Para o beiral do telhado!? Para as nuvens!?, não sei, mas sei que ele sabe. Mas ainda na imagem e para terminar porque esta coisa já vai longa, pois ainda faltam alguns pormenores mesmo sem entrar no Largo do Anjo, há a realçar aquilo que merece ser realçado, os portões de ferro que tão típico eram na cidade e que hoje apenas existem meia-dúzia deles, espero que por muitos e longos anos e depois aquela varanda por cima da frutaria, uma varanda muito singular construída em xadrez com tirinhas de madeira e uma das mais antigas da cidade de Chaves, que aliás é mencionada em alguns documentos históricos da cidade.  E é tudo, ou quase, pois falta o apelo para verem o vídeo que a seguir vos deixo, são 15 minutos, feitos com amor e carinho com todas as imagens que passaram pelo blog durante o mês de abril. Acho que já me estou a repetir, o melhor é mesmo ficar por aqui com um  — Até amanhã! (vejam o vídeo, tá!?)

 

 

 

 

 

 

09
Mai19

Cidade de Chaves, um olhar sobre o rio

1600-(37302)

 

Muitas vezes tento descobrir na cidade de hoje a vila que outrora Chaves foi. Da cidade temos muitos documentos, incluindo fotográficos, pois temos a sorte de em Chaves ter havido fotógrafos para registar todo o século passado e editores que passaram muitas dessas fotografias à prensa, quer em livros, anuários, revistas, etc,  quer em postais, pois se assim não fosse, muitas delas ter-se-iam perdido. Já da vila antiga de Chaves, apenas existem alguns documentos escritos e alguns desenhos, sobretudo militares, dos quais se realçam os de Duarte d’Armas. Mas às vezes também sou surpreendido com documentos bem mais recentes que me trazem à memória coisas que ainda são da minha geração e que hoje e que facilmente, sem dar por isso, esqueci.

 

Ao andar hoje numas leituras do “Chaves, Cidade Heróica” – (1978),  de Francisco Gonçalves Carneiro, às tantas na leitura encontrei isto, ao respeito da nossa Ponte Romana:

 

A escritora D. Emília de Sousa Costa, nas « Lendas de Portugal», assevera que ela também encantou  uma pobre mourinha que para sempre se deixou ficar escondida sob um dos arcos.

Já uma vez — conta a escritora — a moura pediu a um cavaleiro que a beijasse, para desonera-la do encanto. Ele, timidamente, recusou, com escrúpulos de cristão: fugiu-lhe, «insensível aos lamentos da infeliz que em noites de luar, presa pelas tranças aos ramos desgrenhados dos chorões, soluça e geme, de modo a apiedar o coração mais esquivo».

Eu nunca ouvi os gemidos da mourinha. Ouvi, sim, o orquestrado coaxar das rãs, agora afugentadas pelos trabalhos de desassoreamento. Teria partido, também, com elas, a moura encantada?

 

 Pois o que me fez trazer aqui estas palavras, não foi a ponte romana, nem a lenda, nem os gemidos da mourinha que também nunca ouvi,  mas sim “o orquestrado coaxar das rãs”, que ultimamente também não oiço no nosso rio… pode ser que ainda coaxem e de tão habituado que esteja ao seu coaxar já não dê por isso, mas penso que não... A noite já entrou na sua fase de silêncio, fui lá fora, afinei o ouvido e só a melodia de um rouxinol quebra o seu silêncio.   

 

07
Mai19

Cidade de Chaves, desde o Arrabalde até à Arte Contemporânea

1600-(35705)

 

Hoje iniciamos pela Rua Direita, mas sem entrar nela, apenas para deitar um olhar as nossas afamadas varandas e sacadas, com sorte, também às sardinheiras que tão bem fazia o conjunto da composição. Aliás, na varanda do lado esquerdo ainda se mantém a tradição.

 

1600-(35707)

 

Claro que para recolhermos este olhar temos de obrigatoriamente estar no Largo do Arrabalde e nem há como abrir mais um bocadinho a objetiva para ver o que por lá se vai passando e quem passa, sim, porque embora também seja conhecido pelo largo dos pasmados, hás os que passam e os que pasmam. Se querem saber, eu, raro é o dia em que não passo por lá, mas de vez em quando, também gosto de ir para lá pasmar, de preferência sozinho, mas não é fácil, pois aparece sempre um ou outro amigo que também gosta de ir para lá pasmar. Já agora entenda-se pasmar pela sua definição, que não é mais que “ficar suspenso”, ou seja, deixar-nos absorver pelo ambiente, pasmar mesmo, e não precisa de abrir a boca, pode ser com ela fechada.

 

1-macna (1176)-1600

 

Mas hoje não é para pasmar muito por aqui, pois se gosta de arte contemporânea, às 18 horas inaugura no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, uma exposição de Helena Almeida (Lisboa, 1934 — Sintra, 25.10.2018), uma conceituada artista portuguesa, recentemente falecida. Creio que esta será a sua primeira grande exposição após a sua morte e acontece precisamente em jeito de homenagem levada a cabo pela parceria Casa de Serralves/MACNA (Câmara Municipal de Chaves).  Na inauguração seguir-se-á uma conversa entre Marta Moreira de Almeida, comissária da exposição, e Bernardo Pinto de Almeida, historiador de arte e conhecedor da sua obra, num renovado gesto de homenagem à artista.

Mais sobre a artista Helena Almeida, pode consultar:

 

          O site do MACNA

               O Site da Casa de Serralves

                    Ou na Wikipédia

 

 

Sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

 

 

Olhares de sempre

Links

As minhas páginas e blogs

  •  
  • FOTOGRAFIA

  •  
  • Animação Sociocultural

  •  
  • Cidade de Chaves

  •  
  • De interesse

  •  
  • GALEGOS

  •  
  • Imprensa

  •  
  • Aldeias de Barroso

  •  
  • Páginas e Blogs

    A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    X

    Z

    capa-livro-p-blog blog-logo

    Comentários recentes