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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

18
Set19

Uma proposta para o próximo domingo

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Uma bicicleta em cima de um muro não é muito normal, mas é uma boa forma de chamar a atenção e publicitar uma iniciativa, também ela original, que já vai na sua 4ª edição, isto a julgar pelo cartaz. Trata-se do 4º Merendeiro Domingueiro, com um passeio de pasteleiras pela cidade de Chaves a terminar em merenda/almoço no Jardim Público.

 

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Interessante de ver e mais ainda deve ser participar. Vai acontecer no próximo domingo, com concentração no Largo de São Roque às 10H00, início do passeio pela cidade e arredores às 10H30, para terminar/começar às 12H30 numa merenda/almoço no Jardim Público.  Pelo que vi nas anteriores edições, é para todas as idades, para senhoras e cavalheiros, meninas e meninos, etc. Por razões alheias à minha vontade não posso participar, senão participava!

 

 

 

17
Set19

Momentos in(completos)...

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Hoje à procura de uma imagem para publicar, encalhei nesta que vos deixo, e só agora na hora de escrever umas palavras me dei conta que se trata de uma imagem de inverno, num daqueles dias em que o nevoeiro não chega a levantar totalmente e em que apenas por instantes deixa que o sol espreite um bocadinho. Mas não foi por isso que escolhi esta imagem, aliás nem sequer sei porquê a escolhi, o que sei, é que é um dos caminhos que, com alguma frequência, tomo para regressar a casa e onde, quase sempre, paro um bocadinho para estar, apenas, e onde quase por instinto, tomo sempre três ou quatro imagens, quase sempre também do mesmo local, mas o engraçado, é que ao rever algumas delas, todas são diferentes.  Nestas alturas em que paro por lá, gostava de me demorar mais um bocadinho para absorver tudo que a pacatez do lugar oferece, mas infelizmente, talvez outros como eu, também tomam o mesmo caminho e tenho que lho desimpedir para poderem passar. Talvez seja por isso, pelo momento não ficar completo, que regresso por lá tanta vez.

 

 

 

13
Set19

Cidade de Chaves - Medievais, romanos e galaicos, sapateiros tradicionais e artesanais

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As feiras medievais e outras que tais, entre nós, agora, galaico-romanas, pouco diferem umas das outras, e quem vê uma, vê todas, com os mesmos atores, onde às vezes só diferem na roupagem e adereços que vestem ou utilizam numas ou noutras. Rigor e interesse histórico, pouco ou nenhum, talvez algum espetáculo e como o povo gosta e vai na onda, tanto lhes faz que sejam romanos, galaicos, bárbaros, gregos ou troianos, o que interessa mesmo é o espetáculo das barracas e uns desfiles e palhaçadas pelo meio. O que tem graça no meio disto tudo, é que Chaves neste tipo de feiras/desfile/espetáculo até começou bem, há coisa de trinta anos, e mesmo que não fossem inovadoras, faziam-se com aquilo que era nosso e com o nosso povo, as nossas aldeias e freguesias, reinventando já aí, algumas tradições e profissões que foram desaparecendo aos olhos de todos, principalmente as que foram vítimas da modernidade e que tanto afamaram algumas aldeias, como as leiteiras e Outeiro Seco cujo leite tanta gentinha ajudou a criar nesta cidade, ou as lavadeiras de São Lourenço, as tecedeiras de Soutelo, os almocreves, os carvoeiros, os carquejeiros, os moleiros, latoeiros, cesteiros, etc. Profissões e atividades que há 50 anos, ou menos, ainda eram comuns entre nós. Isso sim, já fazia alguma graça e hoje muito mais, podendo-se fazer ainda com rigor histórico e fazendo dos mais idosos ou menos idosos, pais e avós, verdadeiros historiadores cá da praça, podendo eles, contar aos filhos e netos coisas que talvez fizeram ou pelo menos viram fazer e conheciam.

 

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Hoje em imagem fica o Quim sapateiro na sua oficina, conhecido da maioria dos flavienses e um dos poucos (penso que apenas dois em Chaves) a resistir na profissão de sapateiro de forma tradicional, da forma como aprendeu e como o fez durante toda a sua vida, mas fica também para memória futura, para que daqui a uns anos, quem sabe numa feira etnográfica nossa, saberem com rigor como vestia um sapateiro na sua vestimenta de verão em versão primeiro quartel do século XXI e que, além de tudo, por ser também o meu sapateiro me permite terminar assim este post: Um abraço para o Quim!

 

 

12
Set19

Cidade de Chaves - No Km Zero da Route 66 portuguesa

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Esta é a fachada do Km 0 (zero) da EN2, a estrada mais longa de Portugal que se inicia aqui e termina em Faro ao Km 738,5, já apelidada de a Route 66 portuguesa, e que está na moda percorrê-la no seu todo com partida deste ponto. Aliás basta passar por aqui de manhã para verificar que raro é o dia em que não há motociclistas e/ou outros a posar para a fotografia com o testemunho do marco do Km 0 antes da sua partida. Uma mais valia para nós, mas que pouco partido tiramos dela, parece-me, e, no entanto, também me parece termos todas as condições para que qualquer coisa de diferente se fizesse neste ponto de partida. Quanto à localização é excelente, bem enquadrada com o jardim público a um lado e o palacete Sotto Mayor do outro e de fundo toda a fachada do edifício que fica em fotografia. O lado negativo é que embora a companhia seja agradável, à exceção do Jardim de Público, tudo o resto está abandonado e em mau estado de conservação, e é esta a imagem que fica de fundo nas fotografias que por lá tiram nas partidas diárias, e temos pena!

 

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Velho, abandonado, degradado, mas mesmo assim cheio de pormenores a mostrar a sua graça e beleza de um tipo de construção que hoje já não se faz e com uma preocupação estética que hoje também já não se usa. Resta-nos a esperança de que a onda de reconstrução que se vai verificando no Centro Histórico de Santa Maria Maior, atravesse a ponte romana e chegue a este centro histórico de Santa Maria Madalena. Ai “si yo fuera rico, dubi dubi dubi dubi dubi dubi dubi du…”  

 

 

11
Set19

De regresso às aulas...

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Já sei que a foto não é atual, aliás vê-se logo que não é a versão atual das Freiras, estávamos ainda na sua 4ª edição, que embora curta, ainda deu para ficar registada em algumas fotos. Também não é pela magia do colorido outonal em dia de sol, nem pela passagem transversal do Sr. João que lá ia à sua vida, nem por parte de mim vir a caminho da boleia para casa. Nada disso, hoje é mesmo para festejar o regresso às aulas, a festa do 1º dia de aulas, a festa dos reencontros, a festa de ver quem são as caras novas de colegas e professores, a festa da juventude e o seu regresso a um dos seus habitats naturais. Suponho que esta festa e ansiedade do primeiro dia de escola continue a ser o que era quando eu frequentava esta casa cor de rosa que hoje fica aqui em imagem, mas que também ficou registada para todo o sempre como a minha escola, que por mais escola secundária que seja, continua a ser o Liceu, a única ausência, é mesmo a do Jardim das Freiras que fazia parte da sua alma, dos nossos dias e dos dias de toda a cidade.

 

Sei que a inveja é um dos 7 pecados capitais, mas eu pecador me confesso em sentir inveja de já não ser um dos putos que vai ao primeiro dia de aulas… E com esta me bou!

 

 

 

10
Set19

Em pleno outono ainda no verão!

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As noites fresquinhas já chegaram e as vindimas estão aí a par da colheita dos últimos frutos. Não é por nada mas meteorologicamente falando desde dia 1 de setembro que estamos no outono, mas para os mais otimistas, o outono dos astros só chega no dia 21, logo a seguir estão aí os Santos, depois o S. Martinho e quando formos a dar conta já é Natal. Assim, há que aproveitar o que resta de verão. Esta de desfrutar do rio Tâmega, é uma das formas, e estou a referir-me às canoas e a essas coisas puxadas a remos, que quanto a banhos, isso, são coisas do passado. Pena que estas canoas não naveguem todos os dias no nosso rio, davam-lhe outro colorido, e pena também que não estejam à disposição de todos… mas sempre nos restam uns passeios à beira rio.

 

09
Set19

De regresso à cidade... pela Rua do Correio Velho

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Hoje faço o regresso à cidade pela Rua do Correio Velho, por sinal uma das ruas que me ligam a ela por recordações de 3 décadas, a primeira, a de sessenta com as visitas regulares a uma família que viveu na primeira casa que aparece na imagem do lado esquerdo, era a família Carunho  (com o Sr. Carunho, a a D.Carmen, e os filhos Chico, Mimi e Dalila) que ali abriu uma casa de pasto depois de terem sido nossos vizinhos no bairro da Casa Azul.  Estas visitas regulares a acompanhar a minha mãe, eram para mim uma aventura, primeiro pelos meus 5,6,7 anos de idade, segundo porque era das poucas vezes que abandonava a paz da veiga, atravessava a Ponte Romana e entrava na vida movimentada da cidade de então. Já na década de setenta, pós 25 de abril, os Canários levam-me até à rua com frequência. Era uma casa de cultura que tinha sempre as portas abertas para as iniciativas juvenis e culturais, primeiro, foi lá que um pequeno grupo que se intitulou GIEC – Grupo de Interverção Estudantil e Cultural,  composto por uma dúzia de estudantes de liceu, teve a sua casa. Num dia ensaiavam-se uma dúzia de canções de intervenção que estavam na berra (Zeca Afonso, a Gaivota que voava, voava, as quadras de António Aleixo) e no dia seguinte estávamos em cima de um palco qualquer a fazer um espetáculo. O grupo não durou muito, mas foi bom enquanto durou. Quanto à qualidade musical era duvidosa, mas na altura pouco interessava, o que interessava mesmo era intervir…  Mais tarde, ainda nos anos setenta, um grupo folclórico leva-nos de novo até aos Canários, para ensaios das nossas danças, e este, sim, com bastantes atuações, embora não para grandes públicos, mas para públicos necessitados ou carenciados de espetáculos (asilos, cadeias,  escolas, militares, etc.) e chegamos mesmo a internacionalização, pois recordo que um dia fomos dançar a uma escola de Verin. Já nos anos 80, lá mais para o fundo desta rua, a casa de um amigo, era sempre o último pouso da noite, aqui já com colegas de trabalho que depois de uma noitada de convívio lhe invadia-mos a casa (a seu convite) para mostrar os seus dotes culinários e não irmos para a cama com a barriga a dar horas. Como sabiam bem aqueles caldos de cebola…

 

 

 

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