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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

15
Jun16

Ocasionais - Conversas com Zeus

 

ocasionais

 

 

 

“Conversas com Zeus”

-XXIII-

-Hermenências-

 

"Um dos segredos mais profundos

que existem,

é que tudo o que realmente

 vale a pena

é o que fazemos

pelos outros".

(Lewis Carroll)

 

 

Zeus tem andado, distraído ou entretido com o carnaval brasileiro fora d’horas, o cultivo de bananas no deserto de Gobi, o novo corte de cabelo de Kim Jong-un, o aparecimento de pinguins na ilha Spitsbergen e no Alasca, e de ursos polares no Território do “País da Edite Ronne, na Antártica”.

 

Tanto assim que faz já muito tempo que não me liga.

 

Encontrei o Marconi, no Café, na hora do meu «pingo da manhã», e falei-lhe do silêncio de Zeus.

 

Rapou do bolso de uma antena do tamanho de uma esferográfica e deu-ma.

 

- Toma! – disse.  Na hora do «pingo da tarde» clicas neste pontinho. O campo magnético da glândula pineal de Zeus será perturbado, e o teu amigo, sacudido por essas vibrações magnéticas logo vai exclamar para Pan:

 

- “Estou com uma comichão e um ardejar aqui na orelha. Não me digas que é aquele «cara de carai» que ficou de me mandar um «salpicão da língua e uma chouriça de cabaça» que está preocupado, mas mesmo muito preocupado comigo”!

 

- Ó Marconi, «atão» tu «agôra» já sabes d’antemão o que Zeus pensa e diz no que respeita comigo?

 

- Aos bocados e aos pedaços, vou apanhando as vossas técnico-tácticas de comunicação.

Ora experimenta lá, e depois diz-me se não vai acontecer como te digo.

 

- Hoje, sexta-feira 13, inda por cima, de Maio, não me digas que queres fazer um milagre ou um bruxedo, Marconi   -  exclamei!

 

Não perdi tempo

 

Liguei para Vilar de Perdizes. Tive a sorte de apanhar juntos o Padre Fontes e o Bruxo Queiman.

 

 - António, chegou a hora de te incomodar: precisava que tu mais essa multidão de bruxos e bruxas, aí reunidos (qual é o Substantivo colectivo para «muitas bruxas e muitos bruxos juntos?!- Bem, como nem Lindley Cintra nem o Bessa Monteiro, nem Fernando Campos mo ensinaram, vou propor «Fontesão»… não, para evitar pecados, «Fontesia»   -    multidão de Bruxas e Bruxos inventada e realizada pelo Padre Fontes, num dos famosos «Lameiros de Barroso»!) concentrásseis , logo à tarde, na «hora do pingo» (explica-lhes que é assim como «à moda do chá das 5») todas as vossa energias, as direcionásseis para a croa do deus Larouco, durante apenas aquele segundo que dê para se contar: um, dois, três!

 

E podes dizer a esse teu amigo tão chegado, o deus Larouco, que só por esse momento mágico, eu aí irei, no Mês das Segadas, sacrificar três cordeiros no altar (Penedo) de Caparinho e assadinhos «à maneira» no FORNO de MEIXIDE.

 

Como isto é uma das minhas «maroscas» ao meu amigo Zeus, espero que, desde já, de dês a tua católica absolvição e a tua «larouquense» bênção.

 

 

É escusado dizer aqui que «foi feita a minha vontade»!

 

Vai então, na hora do «pingo da tarde» peguei na bússola e coordenei-me com o FORNO de MEIXIDE e o Penedo de Caparinho.

 

Pimba!

 

Cliquei no tal pontinho, elevei o meu pensamento a Zeus, e… catrapumba!

 

Não demorou um piscar d’olhos para o meu telemóvel começar a retinir.

 

Fiz-me caro. Deixei tocar e tocar.

 

Lá para a quinta ou sétima vez, atendi:

 

Era HERMES.

 

- “Inselência”, daqui é da parte de Zeus. Sou o Hermes!

 

- Que dianho! Andas aqui por perto?

 

- Não. Estou por aqui na sala piramidal de Zeus, a pôr em ordem alguns (alguns?! Uma montanha!) papéis para ele despachar, logo que regresse de uma saída que nem eu sei bem com destino.

 

Acaba de me contactar para eu lhe ligar imediatamente a saber se foi coisa sua as estranhas tonturas que acabou de ter.

 

- Porra! Catano, Hermes!

 

O «DEPOR» sobe à «PRIMEIRA», “OS de CHAVES” fizeram uma festa do car…..v….alho, e Zeus nem um copo veio botar com eles!

 

E, repara lá tu, que não contentes por subirem «de escalão», “Os de CHAVES” ainda serviram de palco e de plateia para uma segunda festa “Fogaceira” deste ano: o “FEIRENSE” foi ao Campo da Srª das Brotas conquistar, com um empate, o direito de jogar «entre os grandes»!

 

Pois Zeus vai «lerpar» daquelas batatas lourinhas que acompanham o cordeiro depois do pousar das seitouras, numa daquelas segadas tradicionais que se vão fazer ali pela NORMANDIA TAMEGANA. O cheirinho vai-lhe chegar, mais tentador do que Métis ou Témis, Leda ou Dánae.

 

-“Inselência”, antes de partir, Zeus teve uma reunião aqui connosco. Mostrou-se preocupado consigo.

 

Há já que tempos que nada sabe de si, lamentou-se-me ele há dias.

 

Olhe, já se lhe acabaram os «pimentos do Cambedo», o «branco» da Granginha; o «tinto» d’Águas Frias, a Geropiga de Outeiro Seco, as «nozes de Vidago», os «figos de Valpaços»…

 

-Alto lá, ó Hermes.

 

Pede o guloso para o desejoso, é?!

 

Bem, ougadinho, ougadinnho destes ando eu, realmente!

 

- Zeus deixou um apontamento que, segundo me disse, iria ultimar, logo que regressasse.

 

Como demora, adianto-lhe o «discurso», se assim entender.

 

E dizia Zeus:

 

- Grande Mestre tem a «tua» cidade.

 

Tu és um simples praticante de pesca recreativa, e sabes bem quão difícil é apanhar um peixe, mesmo com um bom isco no anzol.

 

O Grande Mestre tem a tarefa mais facilitada. Ao “Zé Povinho” passa-lhe pela boca ou pelos olhos um engodo rafeiro e já o tem no papo.

 

Umas cocegazitas feitas com uns joguitos, uns espectáculos, umas bugigangas e festas medievais são mais que suficientes para tornar servis os pategos que o olham.

 

Não dá conta, o Zé Pagode, que pagará com língua de palmo o quartilho de tinto e a malga de tripas com que deu prazer à boca e à barriga!

 

A humanidade, essa humanidade do Grande Mestre, não passa, afinal, de crueldade.

 

Tal como Nero, a sua «peçonhenta doçura» só serve apenas para adoçar a servidão, a amargura dos Flavienses.

 

Os teus conterrâneos, consciente, uns, inconscientemente, a maioria, continuam imprudente e teimosamente a ser negligentes quanto à postura de mentira, falsidade e charlatanice desse grupo de medíocres e oportunistas, videirinhos e xico’spertos que ambiciona, contra a corrente da Verdade, da Justiça, do Progresso, fazer a Conta-Corrente do Município.

 

Os Flavienses, uns e outros, todos, têm de se lembrar que a Verdade também é útil, também ela, a Verdade, corresponde a realidades objectivas.

 

Medíocres quanto baste, cretinos até mais não, refinados impostores e consumados charlatães, «pavão», «pavões», «lalões» e «poneyzinhos-de-Tróia», aí de CHAVES, desempenham a primor o papel de profissionais de bondade, trazendo assim os Flavienses bem engrampados!

 

-Hermes,   -  interrompi   -   sabemos que foste tu o «grande» descobridor da linguagem e da escrita, graças às quais nós, cavaleiros do céu e do inferno, podemos tornar inteligíveis, compreender e comunicar o significado das coisas.

 

Por isso mesmo, Zeus te incumbe como seu privilegiado mensageiro, e eu te trato com aquela consideração transmontana que tanto te agrada (e consola, di-lo!).

 

Eu, de ti, também, nota bem, também, espero ajuda para que a minha escrita, as minhas palavras escritas, tenha a maior aproximação à expressividade da palavra, das minhas palavras, falada!

 

- “Inselência”,  Zeus tem aquele modo de ser especial de reparar e de se preocupar com as grandes GRANDEZAS e com as pequenaspequenezas”!

 

Bem lhe zucrino os ouvidos para não se ralar tanto com as «pavonices» e as «lalices» que alagam mais «CHAVES” que as cheias do Tâmega.

 

Ainda há días lhe lembrei aquele «franciú», G. Le Bon, que considerava os filósofos uns «ingénuos» e que «as multidões nunca tiveram sede de verdade. Diante de evidências que lhes desagradam, viram as costas e preferem divinizar o erro, se ele as seduzir. Quem as souber iludir, facilmente será seu senhor; quem as tentar desiludir, será sempre a sua vítima».

 

Por isso, “Inselência”, deite pra trás das costas ao sua afeição pela «herdade romana» de Trajano, e deixe os “Aquiflavienses” e os “Tameganos” a serem mentes superficiais que não conseguem ver para além do que alcançam de momento.

 

Chegará o tempo em que aprenderão, mas já sem proveito, a lição de “Aristócles”, também conhecido como Platão: «O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior".

 

- Hermes, sei da tua estima por mim e da pronta disponibilidade para atenderes as minhas solicitações, pressas ou caprichos.

 

Espero que dês boa nota desta nossa conversa a Zeus. Lembra-lhe para ele ir semeando umas grainhas de inspiração no deserto neuronal dos flavienses, a ver se para o ano, têm a coragem e o acerto de arrasar a capoeira do «pavão de Castelões» e fazerem com que essa raça seja declarada extinta.

 

Como sabes, não sou de promessas. Mas podes anotar na tua agenda que dos primeiros figos «do cedo», de VALPASSOS, irás receber uma abada deles! E porque te portas bem, junto irá um pão centeio, fresquinho, ainda quentinho, cozido no Forno de Castelões.

 

-“Inselência”, contente com o que acabo de ouvir, deixe-me despedir-me com D. Miguel …Unamuno:

 

- “Todo o homem que combate por um ideal qualquer, ainda que pareça do passado, impele o mundo para o Futuro e sei ainda que os únicos reaccionários são aqueles que se encontram bem no Presente

 

Mozelos, Treze de Maio de 2016

Luís Henrique Fernandes

 

 

30
Jul15

Conversas com Zeus

zeus

 

“CONVERSAS COM ZEUS”

-XXII-

A CIDADE dos pavões”

 

De longe e de perto, vejo o meu País,

a minha CIDADE, e a MINHA TERRA NATAL

empurrados para um abismo

cujo fundo não atinjo com os olhos do corpo

nem do espírito.

Luís da Granginha

 

 

Estava eu todo repimpado, numa praia da Costa Verde, a gozar o sol e a brisa do fim da tarde quando ouço uma voz a causar-me uma surpresa maior que o pequeno susto:

 

- “Toma. Mata a sede!

 

Ouvi a sentença ao mesmo tempo que à frente dos meus olhos se aprontava uma garrafa de “Pedras”.

 

Como sabem, tenho um amigo muito especial, um tanto travesso.

 

Conheci-lhe a voz.

 

Nem bom-dia, nem boa-tarde. Virei-me pra ele e repontei-lhe:

 

- “Da próxima trazes uma das “Pedras”, outra de “Carvalhelhos” e duas de “Vidago”

 

Bem, e se as «coisas» acontecerem como desejo, até vais trazer, mas é, uma garrafa de Soutelinho e outra de Segirei!

 

ZEUS, pois é deste amigo que vos falo, deu uma gargalhada e retorquiu:

 

- “Tens de vir sempre com uma das tuas «fantasias”!

 

“Deixa –te de lérias e diz-me lá por que é que aparecestes assim sem mais nem menos. Hum! Desconfio que anda mouro na costa”! - atirei-lhe

 

ZEUS sentou-se ao meu lado.

 

Olhou lá para o fundo, apontou para um petroleiro que se dirigia para Leixões e murmurou: Temístocles!

E falou:

 

- “Calcula tu que, agora, os neo-nazis «Merkelêndeas» querem deitar a mão ao Parténon, ao Pireu; entrar no “Liceu” e na “Academia” sem os respectivos exames de “Admissão” e de «Aptidão», reinar em Corinto, Tebas, Esparta e Atenas, ocupar Delfos, poluir as águas da minha piscina, na Cova onde celebrei a minha paixão por Europa, e apagar-nos a chama olímpica!

 

Prepara-te, pois qualquer dia vou precisar de um «comando» de “tupamaros” para começar a «dar-lhes pra trás» (que em “transmontanês” quer dizer «dar-lhes nos cornos»)!

 

- Dizem que Ponta Delgada, Machico, Rio Maior, Alfândega da Fé, Portel, Olhão e Montalegre, entre o restante, vêm a seguir - atalhei.

 

- A brincar que o digas, bem podes ter a certeza: até as cagarras selvagens passam a “Sturmtaucher” domesticadas…e vão ter o «sr. Silva» por tratador!

 

Bem, mas para não começares a ter mais comichão intrigada, fica a saber que vim, Hoje, com todo o gosto.

Nem só os teus «Amigos» «feice-buqueiros» se lembraram de te lembrar que estás cada vez mais velhote! E como não me apetece beber só, e sozinho, um copo, “à tua saúde”, vim beber uma garrafita …desta!

 

Também me preocupam as tuas preocupações com a NOSSA TERRA (para os menos lembrados, convém dizer que há já muito tempo que também é MINHA!).

 

Vêm aí outras Eleições. E bem preciso é que Portugal, e a NORMANDIA TAMEGANA, e especialmente CHAVES, tomem Novo Rumo.

 

Lá pelo Médio e pelo Extremo Oriente corre que CHAVES, referenciada «A Cidade dos pavões», vai entrar para o Livro “Guinness” (detesto o «Guinness World Records») como o Município com os edis mais pantomineiros, beleguins e inúteis do Mundo …e arredores!

 

Ora, como se já não bastasse a borrada continuada do «pavão de Castelões»; do padre falso, de Vila da Ponte; dos «lalões», «lalõezinhos» e «poneyzinhos e Tróia», saber desta «noβidade» por «quien ama estas tierras y las añora», como muito apropriadamente reconhece uma «princepeza» asturiano-flaviense, compreendo quanto te custa!

 

Mas deixa-me que diga:

 

- Sabes do que me fazes lembrar, mesmo ‘inda antes de falares?! - interrompi.

 

- Não, não vou ser demorado como “John Galt”.

 

Mas digo-te:

 

- “Para o mal de CHAVES, e DOS Flavienses, à frente dos destinos autárquicos têm sido colocados tristes e podres amostras de políticos cuja competência e coragem só lhes serve para eludirem responsabilidades.

 

Os Flavienses, tal como a maioria dos Portugueses, comportam-se como aquela multidão que aplaudia entusiástica e febrilmente o rei a passear as suas invisíveis vestes celestiais.

 

Aceitam facilmente que os hipócritas, os medíocres e os malvados reizinhos apavonados que administram o Município delapidem o seu património histórico e cultural; os vergastem com impostos, taxas e sobretaxas; os empurrem para além da fronteira; lhes encurtem a esperança de vida, fechando o Hospital, lhes dificultem o acesso à Justiça, acabando com o Tribunal.

 

Os Flavienses, tal como a maioria dos Portugueses, continuam a não querer ver que nos altares criados pelos iluminados profetas do BCI (Bloco Central de Interesses), os tais «do arco do Poder», «é sempre o homem a quem neles imolam e as bestas a quem enaltecem»!

 

A maioria dos Flavienses (tal com a dos Portugueses), cheia de boa-fé, o que tem feito nestes anos «abrilidosos» não tem sido mais do que colocar-se sob o arbítrio da má-fé alheia à mercê de promessas que nunca seriam cumpridas!

 

A Câmara Municipal de CHAVES está a ser, e tem sido, dirigida por comodistas e desavergonhados, aprendizes de amanuense com vencimentos de presidentes de Companhias de Petróleo ou de Diamantes!

Na Câmara Municipal de CHAVES campeiam dois galopins embusteiros que sabem usar a manha para fazer recair em terceiros a «censura dos seus desacertos» e o castigo das suas aldrabices e covardias!

 

São dois enxudiosos a tropeçar no contentamento por si próprios!

 

Crêem-se actores da comédia humana: é vê-los nas figuras tristes de feiras e feirinhas, festas e festinhas, e procissões e leilões!

 

A loucura do seu devaneio lembra a do assassino que o é só para ver o seu retrato nos jornais!

 

Esses pelintras morais e politiconeiros não sabem, nem foram capazes de aprender, a diferença entre Dignidade e vaidade!

 

Pelo destino que leva a NOSSA CIDADE, a NOSSA TERRA, vê-se bem que esses potervos militantes partidários não têm, nem nunca tiveram, apreço nem estima pelos Flavienses e por CHAVES!”

 

O padre falso Baptista, militante tartufo-mor na política caseira flaviense, mal se apanhou no cargo de presidente de Câmara, pôs às claras o ódio aos Flavienses pelos seus próprios pecados, e aproveitou para lhes fazer pagar as culpas que sentia!

 

Não contente com a dúzia de anos de «macaquices» e judiarias, instilou no seu coadjutor, um tal «pavão de Castelões», a mesma dose de ódio, de veneno e de ruindade para continuação do seu satânico gozo!

 

Esse «pavão» passeia-se pela Cidade convencido de que os flavienses nasceram, vivem e trabalham com todas as suas forças, sacrifícios e dignidade para o servir, e ele nasceu para governar o Município por graça da sua inutilidade!

 

Está à vista a sua mediocridade política e patriótica, tal como a dos “pavõezinhos” e “lalõezinhos” do seu aviário.

 

Mas mais grave que essa mediocridade é a ruindade e a malvadez com que teimam em causar e consentir prejuízos aos Flavienses e Normando-Tameganos!

 

Na administração autárquica, esses aventesmas apavonados e feitos « poneyzinhos de Tróia » mostram «c l a r a m e n t e» como são retardados!

 

O «tachinho» fez deles uns «tresloucados».

 

Brevemente se tornarão proscritos!

 

Há uma diferença substancial, distinta, notável entre o «pavão», «pavões», «lalões» e «poneyzinhos de Tróia » que, aí por CHAVES (e pelo Mundo) estão instalados ou vagueiam e aqueles que honram compromissos de seres sociais, aqueles que respeitam o Próximo, aqueles que não fogem nem traem a responsabilidade do lugar para que foram eleitos nem a confiança de quem os elegeu.

 

A diferença entre essa revoada canora de «bimbos» e os homens de palavra e de honra é que estes vivem para os demais e eles vivem dos demais.

 

Pavões, lalões e poneyzinhos de Tróia”, da NOSSA TERRA, à semelhança de cretinos, reles e traidores que têm ocupado Belém e S. Bento, medíocres como são, apenas souberam apoderar-se das conquistas de portugueses e flavienses de coragem, de génio, originais e idealistas.

 

Tiveram e têm por modelo o livreiro que faz a sua fortuna à custa do génio do escritor.

 

Falam do Futuro sem o imaginar.

 

Cumprem o Presente interpretando mal o Passado.

 

O «pavão de Castelões» jamais terá o sentimento de culpa perante os «crimes» que tem cometido para com a Sociedade, em geral, e para com os Flavienses, em especial, por não conhecer a sensibilidade empática e não ter capacidade para redimir-se, com actos, das injustiças, das asneiras e dos crimes por si cometidos.

 

É típico dos hipócritas, como esse procaz «pavão de Castelões», a esquiva à responsabilidade (note-se, p. ex., «calote» da Câmara ou os «desvios» à vergonhosa situação com a poluição em Outeiro Seco), mas revelam grande audácia na traição (ex., o impostor candidato do MAI-Chaves, ora vereador). À semelhança do paraninfo e mentor, o tal padre falso, estes dois hipócritas são outros Tartufos!

 

Esses «pavões» não passam de lacaios de todos os cúmplices da sua mediocridade.

 

Alguém me disse ter ouvido o «pavão de Castelões» gabar-se, quando desce a Rua Direta e sobe Stº António, de que as pessoas, os Flavienses, olham para ele com uma expressão dedicada às mais famosas estrelas de cinema, de Hollywood!

 

Falaram-me também de um outro recente gabanço, num brinde final de algumas rodadas, depois da tomada de posse como presidente de Câmara, e que me recordou uma fanfarronada de Lyndon Johnson após uma vitória eleitoral:

 

-“Tenho passado a vida a lamber o «sul» a todos os Flavienses e Transmontanos; agora, presidente, já não preciso de lamber nenhum!”.

 

Os seus motivos político-administrativos com interesse municipal e nacional são incertos e de duvidosa moral.

 

Servindo e servindo-se da «lalões e «lalõezinhos» imbecis, com um pipilar aqui e uma bicadinha acoli, lá tem conseguido mais do que a sua capacidade merece!

 

Para se insinuar aos Flavienses, e tratar, depois, como «patos bravos» aqueles que o elegem, o «pavão de Castelões» cacareja, mais do que pipila, as tretas que caem no goto de uma certa camada da população, viciada no fanatismo a preceito!

 

Para esse tratante não existe a moral do Bem ou do Mal: vive somente com a religião das suas conveniências e das bulas dos seus apaniguados!

 

A decência, a honra e a justiça políticas e sociais, aí por CHAVES, tal como por todo o País, são negadas ou ignoradas, ou estão esquecidas.

 

O «pavão» não entende o Presente, não lembra o Passado, nem olha o Futuro da NOSSA TERRA, das NOSSAS GENTES, porque o pesado sentimento de culpa que carrega, pelos crimes e asneiras que tem cometido e praticado desde que pôs o pé na Praça de Camões, o obriga a manter o olhar baixo!

 

E com um presidente de Câmara assim, os Flavienses, tal como os Portugueses com um minorca primeiro-ministro e um minhoca presidente da República que hoje têm, só podem e têm de dar-se por «vencidos»!

 

Tal qual o «Fanfarrão de Massamá» o faz por todo o País, o «pavão de Castelões», por aí, por CHAVES, vende bazófia a preços exorbitantes!

 

Lamento que os Flaviense conheçam a verdade negando-se a reconhecê-la!

 

À escandalosa incompetência desse «pavão» para comandar a Comunidade Flaviense ele junta toda a sua maldade consciente e intencional.

 

Fraco de conhecimento, é, também, tal como o seu mentor, protector e padrinho, o tal padre falso Baptista, um fracassado moral.

 

A sua condição, e qualidade, de medíocre não lhe permite reconhecer os erros que dia a dia pratica e acumula, e nem ganha vergonha por eles, tornando-os mais graves com o seu impudor.

 

Se fosse capaz de ter um pingo de vergonha, andaria mais avermelhado que uma papoila!

 

Os seus actos desmentem as suas palavras.

 

Esse fementido autarca, carente de valor pessoal, procura realizar-se na destruição e prejuízo dos bens comuns municipais e de cada flaviense.

 

Invejoso daqueles que são competentes e eficazes, persegue o prazer de inquietá-los e dominá-los.

 

A sua forma de auto-satisfação reside em soltar os seus ressentimentos e os seus ódios contra aqueles que não partilham do seu estado de alma   -   ou mão lhe aparam o jogo!

 

Receia os concidadãos inteligentes: rodeia-se de medíocres e de «ingénuos úteis», gente que pode enganar e manipular   - enfim, de um rebanho que lhe transmite e sustenta uma sensação de poder!

 

Não frequenta, não aparece numa qualquer manifestação cultural, social ou tradicional para recolher uma recompensa emocional por se encontrar com aqueles que estima, para conhecer pessoas interessantes ou para manter uma conversa com quem valha a pena falar ou de quem valha a pena ouvir algo.

 

Não!

 

Aparece “por lá”, envergonhado, temeroso, mas com a esperança de aí encontrar algum prazer, mesmo até só com a impressão de que as pessoas o aprovam, ou para considerar uma distinção social ter sido convidado (depois de se ter feito convidar!) para a festividade, ou, ainda, porque o evento constitui uma boa oportunidade de fugir do terror de se encontrar consigo mesmo!

 

Afinal, o que busca permanentemente é o prazer de fugir da responsabilidade de ser consciente!

 

A que se assemelham as penas deste «pavão» quando olhadas de mais perto?

 

Vimo-lo de relance. Mas deu tempo para lhe toparmos que as penas de pavão são “um disfarce de um porco-espinho, com cauda de mangusto e focinho de doninha”.

 

- Ambos fizemos um demorado silêncio.

 

ZEUS levantou-se:

 

- “βou-m’indo, que se faz tarde. ‘Inda quero chegar a tempo de visitar a Exposição de «Tons Azuis”, do “Tenente Berto”, na Adega Faustino, e lá desougar-me com um copito de Geropiga!

 

M., 20 de Julho de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

27
Ago10

Discursos Sobre a Cidade - Nem cresce, nem minga - Por Tupamaro

 

.

 

“CONVERSAS  COM  ZEUS”

-XIII-

=Nem cresce, nem minga=

 

 

Um tanto espantado com os incêndios a colorirem os céus da ponta mais pequena e da ponta maior da Europa, Zeus resolveu-se por ir uns tempitos de férias até às “Terras de Wilkes” e de “Adélia”.


Quando aí chegou, mostrou-se embevecido com a beleza das focas de Weddell e com o paladar que encontrou no golito de(um!) licor que lhe havíamos oferecido para a viagem.


Fez um “ah!” de grande admiração, mais espantoso do que o” Eureka!”  arquimediano e, por isso mesmo, nos telegrafou:


- “Já percebi! Já percebi!


Já entendi porque o «franciú» deu este nome a este território! O «tipo» tinha casado com uma rapariga de Águas Frias! E ela era «tão pintada» que ainda deixou até hoje, por aí, descendência e virtudes!


Ora, «fachabor» de avisar a «menina Déte» que tem de me calhar uma garrafita maior do que o frasquito que em arranjaste”!

 

Às vezes, até nem queríamos que Zeus fosse tão chegado.


Desde que começou a andar às espreitadelas pelas ALDEIAS FLAVÍNIAS anda mais que guloso.


E, depois,  julga que nós somos donos do «vinhedo», do «fumedo», do «frutedo», ……….  e do Cambedo!

Nem lhe demos troco ao telegrama.

 

Para o regresso, apanhou as ondas da crista central do Atlântico, pretendendo entrar pela portinhola  donde saíram os “Descobridores”.

 

Tinham-lhe falado vagamente numa fonte recente, numa tal “de Boliqueime”. Foi lá espreitar e ficou «encavacado».


Qual fonte qual …………..antónio-chaves”!


Aquilo era um Poço!


Nem as salamandras lá se dão! Só malandrões!


E está coberto de silvas e cavacos!


Zeus, já que passava por aqui perto, fez um desviozito para nos saudar (“cheirou-lhe”, foi o que foi!). Veio mesmo a tempo de uns restitos de coisas boas Normando-Tameganas.


A garrafa do Rosé de Vassal é que no-la deitou toda abaixo!


No hora do bagaço, pergunta-nos:


-“Atão,  nobidades de Chabes?!”

 

- Olha, Zeus, apareceste aqui a dizer que era só para dares um abraço, pois ias com alguma pressa para a CAÇÓNIA (sabemos lá nós aonde isto fica!?) e queres arranjar desculpa para nos culpares dos atrasos que bem te podem acontecer pelo caminho  e que tu tanto desejas que aconteçam.

Não te dizemos nada dessa capital.

 

-Lá estás tu com perrices!


A Cidade CHAVES nem cresce nem minga    -   altera-se aos sobressaltos.


Os que têm tomado conta dela não é tanto para a cuidar, mas mais para a aproveitar para serviço e interesse da sua «quadrilha» partidária.


Chaves é uma cidade cujo crescimento e desenvolvimento urbanos poderiam e deveriam ser harmoniosos e amplos, pois as suas condições geográficas são francamente favoráveis.


Mas a tacanhez de espírito, a mediocridade de conhecimentos e a impreparação política dos que têm vindo a tomar conta dos destinos dessa Cidade e dessa Região, agravadas com a impetuosidade da soberba, da ganância e da insinceridade desses mesmos decisores, condenam CHAVES (cidade e Região) a esse aspecto  de cidade «às três pancadas» e de Região «ao  deus - dará».


Assim, não é de estranhar que pessoas que gostam mesmo de CHAVES (cidade e Região), e, dentre estes, especialmente, os que aí nasceram e aí foram criados, reparem não só nas grandes misérias que por aí saltam à vista, como também  em ferretes isolados, que alguns consideram pormenores ou pequenas distracções licenciadas , que mais não são do que «o rabo de fora» de tristes cumplicidades … ou sinais  em “faces ocultas”.


O Progresso de uma CIDADE tem consistência no Planeamento, e não no capricho balofo ou na golpada de ocasião, concedidos e consentidos por quem tem a OBRIGAÇÃO de saber o que anda a (DEVE) fazer.


O feudalismo mental continua a ser um baluarte para toda a prosápia da imbecilidade, da tacanhez de espírito e da grandiosa quão estúpida soberba de todos quantos se convencem que a História da Humanidade é neles, e só neles, que se realiza.


Do pouco que estudaram, aprenderam uma insignificância que aproveitam às mãos cheias para enfartar o seu insaciável ego eivado de mediocridade.


Na vida estão eles, cada um por si, eles, e, depois, os demais.


Nascem indivíduos, passam a trastes, nunca chegam a ser pessoa.


Embora visíveis a olho nu, o descaramento com que se revestem disfarça-os mais do que a pele do cordeiro ao lobo.


Afinal, não passam de caracaras aplhaçados com plumagem de araras.


Ao longo da História, e particularmente no pós-25, continuam a proliferar, porque este Povo hospitaleiro os hospeda com afecto e toda a ingenuidade.


Especialmente, lá por CHAVES, pela Normandia Tamegana, continue-se a pôr no poleiro os atletas pepe-rápidos da camaleonice politicastra, e cuja maior qualidade está chapada, chapadinha, no conceito que têm do desempenho das funções de edis: - entrar em gozo de férias graciosas, por períodos de quatro anos, com todas as loucuras e lucros já metidos na conta … de quem tem de os «gramar»!!!

 

- Zeus, é sempre com muito gosto e com um grande desgosto que te ouvimos considerar acerca da NOSSA TERRA.


Gosto, porque falas acertadamente, e notamos no teu discurso muita afeição pela Região.


Desgosto, porque nos relembras o atraso de vida em que mantém o nosso torrãozinho natal.

 

-Tu sabes bem que depressa aprendi a gostar da cidade de Trajano.


-Queremos todo o merecimento para os nossos NORMANDO  - TAMEGANOS.


Por isso, e para isso, jamais devem deixar-se atrair, e cair, na escravidão de petimetres neróides.


Bem, deixemo-nos de conversa.


Tenho de «arrancar».


Ora marca aí uns «desvios» obrigatórios e a preceito.


Ó c’um …….”antónio-chaves”! – resmungámos cá para dentro.


- Bem, dia 20 passas pela Capital da Batata e espreitas  -  espreitas só!  - para o sítio daFragatânia”. Torces o pescoço e dás uma olhadela para …. Bem, podes ir por Lebução, Sonim, Santa Valha e paras em Vilarandelo.


Olha, nem te dizemos mais nada. Daí p’rà frente é por tua conta!


Põe-te a mexer, que só sabes mexer connosco!


E numa altura destas termos nós de ficar por cá!...


Tupamaro

29
Jul10

Conversas Com Zeus - Por Tupamaro

 

.

 

“CONVERSAS   COM   ZEUS”

--XII—

“Coisas  do  Z(d)iabo!”


 

 

Chegou-nos aos ouvidos que Zeus anda enfastiado com tantos «Grandes acontecimentos».

 

Ele é a “Volta à França”!

Ele é o “Campeonato Mundial de Futebol”!

Ele é o «maior desastre petrodolário do planeta»!

Ele é a “CRISE”, sem ponta por onde se lhe pegue!

Ele é a “Gripe A”, a espirrar milhões de €uros e dólares na conta do marmanjo que a inventou!

Ele é a impiedosa treta dos «Homens com Memória» que não se lembram do que são «off-shores; nem de terem assinado cheques de milhões, nem de haverem ligado Bancos com cabos verdes, alaranjados ou cor-de-rosa!

 

Zeus anda enfastiado.

 

E um dos seus mordomos informou-nos que Zeus está a pensar em dar uma volta por sítios onde só se dêem pequenos acontecimentos, mas, ele sabe-o, contendo enormes grandezas!

 

Assim, vai instalar-se, discretamente, (malandreco! Nós até diremos: - sorrateiramente!), no CASTELO de MONFORTE de RIO LIVRE.



Espertinho, quer vir mesmo a tempo de mirolhar a FESTA de S. PEDRO DE AGOSTO, ali em baixo, em ÁGUAS FRIAS!

 

 

Uma das comadres que temos na sua corte segredou-nos que Zeus estava a contar com um naquito de cordeiro assado à moda do Kim Russo! E de um licorzinho da Ti’ADÉLIA, a ajudar à digestão!

 

“Ai o gaijo”!  - dissemos nós à nossa comadre.

 

Querem ver que ele, ZEUS, quer tirar-nos a vez?!

 

Pois há-de «lerpar» até mesmo de um só e único mimo da D.MIMI!

 

E nem uma rodela de salpicão do sr. NUNO há-de lamber, quanto mais uma pinga, da feita pelo ROGÉRIO!

 

Já que não nos avisou da vinda, nem mesmo com um copo (bem, um copo ‘inda lho deixamos beber),  nem  mesmo  com uma caneca de água do sr. CARLOS vai matar a sede!

 

E escusa de mandar  ARES a atalhar caminho ao “TINO , do Valpaço-lo-Velho”  porque o “Tinta Roriz” está Reservado, bem reservadinho cá para o rapaz!

 

- Mas tu não sabes a melhor! – diz-nos, ao ouvido, a comadre.

 

- Ele já apontou  no calendário a ida ao S. Gonçalo de……….. nem imaginas!


Queres que te diga?!

 

Subiu-se-nos cá uma inveja ao coração e uma raiva ao dente!

Mando cair uma nevada daqueles que até nem o diabo as derrete com todo o fogo dos infernos!

E Zeus vai ficar de pernas ao ar se passar de S. Vicente! – gritámos, à orelha da comadre.

 

-Bem, mas ele finta-te  - argumenta a comadre.

 

Se lhe passa pela cabeça que tu vais para o S. Gonçalo, da Raia, ele pisga-se para a Srª d’Aparecida, de Calvão. E

 

-Alto lá! Nós queremos estar nas duas ao mesmo tempo, ora essa!

Já o ano passado perdemos o” Valdanta-Calvão” e a «Chega»!

Chega de prejuízos!

 

- Bem compadre, tenho de ser franca contigo.


Sabes que Zeus é «finório».


Quis vir para estes lados sem dar nas vistas. Não quis maçar-te e, por isso, não te avisou do plano.


Mas encomendou-nos  vir saber dos teus humores e propósitos.


Ficas a saber que tem no roteiro uma subida ao “Monte Agudo”…



-Cá está! – berrámos.

 

-  Vem p’ràqui para um COUTO que é nosso (isto é, onde perdido e achado é onde nos queremos!) e quer açambarcar tudo!

Monte Agudo!

 

Que treta!

 

Ele quer, mas é, ir à FESTA da  Srª  do ENGARANHO!


Ele passa NECESSIDADES?!

 

Que se contente com a de SANTA BÁRBARA, de  VILARANDELO, que bem lhe chega!

 

Até nós bem gostávamos de lá ir a esta!

 

E que não se ponha a cantar muito, senão só o deixamos dar um pulinho à SRª DAS GAIOLAS!

 

Sabes aonde?

 

…Pois!...Um dia conto-te uma história de um tal Romeiro de Alcácer!

 

 

- Bem, tenho de ir ver se o Castelo está em condições para receber ZEUS.

Parece que o “Baptista das Pedreiras” vai mandar limpar o mato e o silvedo  que rondam o Castelo;  levantar a pedralhada que anda lá caída pelo meio; consertar as portas;  alcatroar o estradão de acesso,  e fazer umas valetas a preceito; recolher o lixo turístico   -    bem arrumadinho, mas que a ventania espalha, mais amiudadas vezes, agora, no Verão; e içar lá a Bandeira Nacional, a do Município e a da Freguesia.


Ah! Diz lá a um que tal Prof. Valbom que não se esqueça de mostrar uma reportagem como a do ano passado, pelo menos!

Nós vimos o retrato dele a entornar o copo, lá no Castelo!.....


E a Déte que continue a dar serventia a uns frasquinhos assim amodos que…ela sabe!

 

Que raio de sorte a nossa!

 

Nós que queríamos ir sorrateiro a esses lugares todos vamos ter de andar  a fintar Zeus!

 

Mas que coisas  do  Z(d)iabo!

 

Tupamaro

 

14
Mai10

Discursos Sobre a Cidade - 98 - Por Tupamaro

 

.

 

CONVERSAS   COM   ZEUS”

-IX-

Terrenos e Celestenos


 

Cheirou-lhe a Primavera cá para estas margens atlânticas e Zeus chegou-se a uma das sacadas parecidinhas com as de CHAVES e espreitou a Normandia Tamegana.


Bem, temos de, já, já, reconhecer que Zeus tem bom gosto e que até umas certas Fotografias de um tal Dinis lhe «enchem as medidas».


Íamos a caminho de Samarcanda. Deu conta da nossa passagem. E, como aprendeu bons costumes com os Bichos do Reino Maravilhoso, chamou por nós, e convidou-nos para beber.


Nós até já lhe conhecemos muitas divisões dos seus muitos palácios, palacetes e casas.


Mas não contávamos era ver um rico presunto penduradinho na Adega para onde entrámos.


Zeus é perspicaz e topou aquele tracinho insignificante que se nos escapou com a surpresa.


 

- Este é de CASTELÕES! – atirou-nos sem mais nem quê.


Pega num pichorro, e armado ao pingarelho, vira-se para nós e interroga:


- Branco ou Tinto?

 

- Ai que baile! – pensámos cá com os nossos botões.


Desconversámos, e dissemos:


- Do Silveira, da AGRELA de ERVEDEDO.

 

- Fintaste-me! Desse ainda não o proβei! Mas, já agora, dou-te a penitência de me arranjares um caneco dele, dê lá por onde der!

 

Uf! E Samarcanda ainda tão distante!


Uma comadre de Hera entrou com uma rica sêmea de LEBUÇÃO, dois pães – centeio da CASTANHEIRA, três trigos de quatro cantos de FAIÕES acomodados num tabuleiro feito por um artesão de CARVELA e mostradinhos numa toalha de linho feita e bordada em SOUTELO.


Mal reparámos na comadre  - devia ser prima direita de Afrodite!... –  e já na tampa da tulha «pintavam» mais dois salpicões e três linguiças.


-Ó Zeus, pára lá com isso!


Sabes bem que ….

 

- Bem m’ǿu finto! – interrompeu.


Quero mostrar-te que apesar de tu e toda a gente «andardes» a falar da franqueza transmontana ‘inda nem destes bem conta de quanto vale.


Como «vês e podes ver» ela consola os “terrenos” e regala os “celestenos”.


Chega-te pr’àqui. Afinfa-lhe. Esta Linguiça é de SEGIREI, aquela é de AVELELAS, a outra é de SOUTELINHO. O Salpicão da Língua é do CANDO; o outro é de VILAR DE IZEU.


Chega-lhe! ‘Inda tens muito caminho pela frente!

 

Bem, lá fizemos «o sacrifício» de βotar uma pinga a cada fatia e rodela das proβações.


E vós já saβindes como são estas proβações ….


-Atão. E das cheias?! Que me dizes?  - pergunta-nos Zeus, com ar trocista

 

-Cheias?!


Cheios andamos nós, durante todo o ano, das palermices, idiotices e cretinices dos que, a troco da conversa fiada de zelarem pelo destino da Nossa Terra, nos dão cabo da paciência e da vida  - retorquimos.

 

Pinga daqui, rodela dacoli, carolinho dali, o tempo corria e Zeus falava:


-Bem! É mais que sabido que o vosso «Pinóquio», primeiro Ministro, claro, é um traficante de aldrabices e trampolinices.

É um daqueles reles transmontanos que vos envergonham.


Serve-se das Gentes e do Reino onde nasceu despudoradamente.


Ainda há dias vos mandou p’raí dois lacaiozitos anunciar-vos que quando vos rouba está a dar-vos.


Destroem os Caminhos-de-Ferro, fecham importantes Serviços Públicos, desprezam o Património Histórico e Cultural, constrangem os cidadãos à emigração (qualquer dia, pela aragem que vai por aí, até os empurram para a clandestinidade!), e amaldiçoam a vida dos velhos, dos doentes e dos fracos.


Lalões autárquicos e Deputados e Ministros jagodes a precisarem de uma glossite aguda, a ver se aprendem a dobrar a língua e a mente para mostrarem mais respeito pelas PESSOAS, e muito especialmente pelos que vivem e labutam no seu Reino Torgueano.


Naquele Postal do Blogue “CHAVES”acerca das Barragens está bem patente a sacanice (mais uma!) que querem fazer aos Transmontanos.


A grande porra é que a maioria desses vossos presidentezecos de Câmara se abastardam facilmente e com toda a ligeireza. Claro que contando com a colaboração e o comprometimento da seita de lalõezinhos e palermóides politicastras que se armam ou travestem de Oposição.


É bom de ver que com a abrilada (dizer 25 de Abril é outra conversa!), «a arte de governar os Povos» fundiu-se e confundiu-se com a arte de engrampar, institucionalizou-se  a “Venda da banha da cobra”, entronou-se a hipocrisia.

A golpada, a desfaçatez e a manigância enxotaram os Políticos e multiplicaram os mandingueiros na administração da Coisa Pública.


Endrominado durante tantos séculos, catequisado sob o dogma dum salvador   - seja ele Batistelha, Sebastianeiro, Socratintas ou qualquer outro pantomineiro sempre à espreita   -  o vosso Zé Pagode continua ensosso, convencido que passará pelo buraco da agulha e que as misérias que «grama» são certificados de garantia de entrada no céu dos pardais e de outros animais.


E, regalados da vida, lá pelos claustros ou jardins de Belém e de S. Bento, pelo salão dos Passos Perdidos, e pelas vielas das vaidades municipais, os sevandilhas vão rindo, rindo, e exclamando:


- valentes camelos!!!


Até que um dia alguém lhes acerte o passo!

 

Zeus está-se a «Transmontanizar», lá isso está.


Não só aprecia coisas boas da NOSSA TERRA como as arrecada. E já usa umas palavritas à moda da Normandia Tamegana.

Eram horas de irmos a caminho de Samarcanda.

 

 

Tupamaro

 

 

 


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