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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Jan19

De regresso à cidade...

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Cá estamos de novo de regresso à cidade, depois de mais um fim de semana frio e geadas branquinhas, daquelas que curam as carnes, mas com a chuva a caminho. Lá terá de ser, é chata e molha, mas com o frio a manter-se, há sempre a esperança de que caia um bocadinho de neve, como antigamente, porque antigamente é que era, pelo menos há quem acredite nisso… e a prova disso mesmo é a foto que fica a seguir, uma foto de arquivo do antigo ano de 2018, mais precisamente de 28 de fevereiro.

 

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Na realidade as memórias curtas são um problema que abundam mais por aí do que aquilo que parece, estas do tempo até são inocentes, mas outras há que não são tão inocentes assim, são convenientes, ou pior ainda, digamos, sei lá… doentias, para ser simpático. Pois! Mas o que interessa é que vem aí a chuva, que é chata e molha, mas que dizem fazer falta, daí perdoar-se e sempre pode ser que dê em neve para podermos dar um pouco de liberdade à criança que temos sempre amordaçada dentro de nós.

 

Uma boa semana!

 

 

07
Jan19

De regresso à cidade...

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De regresso à cidade por onde os meus passos me levarem...

 

Era bonito...ah pois era, se assim pudesse ser!

 

Ou então poder dizer como Régio:

Não sei para onde vou
— Sei que não vou por aí!

 

Olha, vamos pelo mesmo caminho de sempre, e prontos!

O que interessa é ... bem, não tenho bem a certeza de se é...

 

Até amanha!

 

 

 

 

 

17
Dez18

De regresso à cidade...

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Hoje fazemos o regresso à cidade com a esperança de um por-do-sol como o que fica na imagem. Não é por nada, mas já começo a ter saudades de um dia soalheiro e de uma boa geada matinal. Manhãs frias, mas com aquele frio seco que até se vai suportando, daquele que o fumeiro gosta para se curar como deve ser…

 

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E fica também uma imagem de mais uma aldeia do Barroso, que deveria ter sido post ontem, domingo, mas que não tive tempo de terminar. Mas fica um adiantamento para o post que ainda hoje ficará por aqui, lá mais para a noite. Um rebuçado para quem adivinhar qual a aldeia que fica em imagem. Até logo!

 

26
Nov18

De regresso à cidade

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Como sempre, ou quase, às segundas-feiras lá temos que regressar à cidade. Claro que os meus regressos são sempre feitos pelo mesmo caminho, ainda meio a dormir e com pena de que os fins-de-semana passem tão depressa, mas gosto de imaginar que não é assim, imaginar que regresso à cidade porque quero e por onde quero, sem a obrigatoriedade de regressar pelo mesmo caminho à rotina dos dias, dai escolher sempre umas imagens diferentes para estes regressos.

 

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Mas olhemos a coisa pelo seu lado positivo, pois as rotinas, o trabalho, os horários, enfim, as obrigações do dia-a-dia dos dias de trabalho, podem parecer chatas, incomodar, stressar, andarmos fartos delas, contudo, tudo depende como encarar-mos a realidade, pois tudo isso obriga-nos a estar ativos e despertos para a vida, a conviver com os amigos e também com os outros, pelo menos dão para conhecer as complexidades do ser humano e ficar a saber que nem todas as cabecinhas batem bem, para além da maldade dessas pessoas fazer com que se saboreiem melhor a bondade e amizade de outras. Mas tudo isto cansa, mói o corpo, mas também aqui temos que olhar para o lado bom, o de saber bem regressar a casa, ao conforto do lar e das nossas coisas.  

 

 

 

05
Nov18

De regresso à cidade

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Mais um regresso à cidade via Jardim Público, que tanto seja  de Verão, Outono, Inverno ou Primavera, é sempre agradável passar por lá, mas reconheço que no Outono tem um encanto e colorido especial.

 

Depois do Jardim Público, há que atravessar o rio para a outra margem. Se em tempo apenas tínhamos uma opção, hoje temos meia dúzia, mas a velhinha Ponte Romana continua com o seu encanto de sempre, e não é uma sirigaita  qualquer, que por ser nova, lhe faz sombra ou tira o encanto, e depois, é a única que liga corações, o da Madalena e o do Arrabalde. É por lá que vamos hoje.

 

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Quanto às imagens, são de arquivo, este ano ainda não tive tempo de ir à caça do colorido do Outono, mas também ainda não está no ponto em que gosto. Quando as tiver fresquinhas, prometo que deixo aqui algumas.

 

Até amanhã!

 

20
Ago18

De regresso à cidade, com uma estória

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Hoje fazemos o regresso à cidade com passagem pela Travessa do Município que inicia no Largo do Município, ou seja, nas traseiras do edifício da Câmara Municipal onde estão os pastéis de Chaves da Maria e a fruta da Amélia. Inicia lá e termina na Rua do Bispo Idácio, sendo atravessada a meio pela Rua Direita. A foto é do segundo troço desta travessa, a parte que vai desde a Rua Direita até à rua do bispo que os mais antigos também conhecem por Rua da Cadeia, por aí ter existido a cadeia e depois o posto da polícia. Da cadeia já não me lembro, da polícia, sim, recordo bem e ainda me lembro da primeira vez, e única, que lá entrei, pois desse dia guardo e recordo uma estória caricata rematada por uns lambefes do meu pai, tudo por causa de um guarda-chuva. A estória começa á saída da escola primária do Caneiro, andaria eu na terceira classe, tinha oito anos de idade. À saída, era obrigatório ir beber umas goladas de água no chafariz que por lá existia. Encostei o guarda-chuva ao chafariz e fiz concha com as mãos para receber e beber a água que ia caindo da torneira. Limpei a boca com as costas da mão e alá para casa, para a Casa Azul. Na altura não havia papás à nossa espera à saída da escola. As ida e regressos da escola eram por nossa conta. Era-nos permitido fazer o trajeto nas calmas e até com algumas paragens curtas, mas a partir de aí tudo era proibido, pois tínhamos de estar em casa a tempo e horas. Pois viria eu pelo Campo a Fonte quando me dei conta que me tinha esquecido do guarda-chuva. Aparecer em casa sem ele, nem pensar, dava direito a sermão, missa cantada e uns lambefes bem dados. Toca a ir para trás à procura do guarda-chuva. Pelo caminho fui perguntando aos colegas mais atrasados se o tinham visto – que não!, disseram-me os primeiros, mas lá por alturas do portão do Jardim Público um colega disse-me que o Marinheiro o tinha levado. Onde está? para onde foi? Onde é a casa dele? Codessais, disseram-me. Bota para os Codessais, pergunta aqui, pergunta ali até que cheguei a casa dele. O raio do Marinheiro tinha de viver mesmo no fim dos Codessais. Chegado lá, perguntei à mãe por ele. Que não estava, disse-me, mas um colega tinha passado por lá a avisar a mãe que ele tinha ido à polícia entregar um guarda-chuva que tinha encontrado. Obrigado, muito obrigado! Boas notícias. Bota para a Polícia, onde é, onde fica, até que lá cheguei. E sim, o guarda-chuva tinha sido lá entregue, mas que não mo podiam dar porque estava não sei aonde e o agende encarregue da coisa tinha saído. Tinha de esperar que voltasse. E esperei, não sei quanto, mas foi uma eternidade até que o dito cujo chegou, fez-me meia-dúzia de perguntas para atestar se o guarda-chuva era mesmo meu e lá acabou por entregar-mo. Carregado de felicidade pela grande aventura, já de noite, regresso a casa ansioso por contá-la aos meus pais. Chegado a casa, mal entro, recebo a primeira pergunta — Onde estiveste? Pergunta acompanhada de uma boa lambada. Sem tempo para responder vem a segunda pergunta —  o que andaste a fazer? Segunda lambada, e por aí fora. Quando depois de acabar de soluçar pude contar a minha estória, ainda levei outra lambada, esta, por estar a mentir. Mas não doeram, o que importava mesmo é que cheguei com o guarda-chuva a casa. Não sei porque, mas a coisa mexeu comigo, talvez por isso, ainda hoje continuo a deixar esquecidos os meus guarda-chuvas em todas as esquinas, mas nunca volto atrás para os recuperar…

 

Moral da estória!? Algumas, mas aos olhos de hoje difíceis de entender.

 

E com esta me bou!

 

P.S. – A foto é de arquivo, datada de 29 de outubro de 2016

 

 

 

16
Jul18

De regresso à cidade, pela Lapa

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De regresso à cidade e ao que parece com a incerteza do tempo ou da hora a que a trovoada vai chegar. Mas contra o que a natureza dita, nos dá ou nos tira, nada podemos fazer… ou se calha até podemos, andamos é distraídos ou então entretêm-nos com outras coisas.

 

Fica uma imagem que gosto de ver assim como é.

 

 

09
Jul18

De regresso à cidade que esteve em festa

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Hoje faço o regresso à cidade com as imagens da festa de ontem à noite, junto e no rio Tâmega, com o tal espetáculo da Moura encantada.

 

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Foi um espetáculo interessante, para quem viu ou pôde ver tudo, pois como parte do espetáculo era mesmo dentro do rio, quem não estivesse na primeira linha, pouco ou nada viu.

 

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Quanto à Moura, se andou por lá, ninguém deu por ela, tanto mais que a lenda da Moura encantada da ponte, não é assim muito conhecida pelos flavienses, mas com Moura ou sem ela, o espetáculo valeu pelo espetáculo em si.

 

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Finalmente retomaram-se os ares de festa deste dia do Município. Não sei qual foi a noia de interromper durante anos a festa que se começava a compor. Pode ser que esteja de regresso e para melhorar, pois pode passar a ser uma festa a sério, a festa de verão que Chaves nunca teve.

 

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Também é do conhecimento de todos que por cá não há festa sem procissão,  banda no coreto e o foguete no ar. Quanto à procissão, esqueçam, nesta festa não tem lugar, pois o que este dia celebra está longe de ser santo, a menos que andar à pancada, traulitada, mocada e paulada entre republicanos e monárquicos seja um ato católico. Já lá vai o tempo em que se matava em nome de Cristo, agora já não pega. Resta-nos a banda no coreto e o foguete no ar.

 

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E também houve, bandas, duas, foguetes, muitos, de todas as cores a fazer muito pum-pum-pum. E viva a festa! Mas tal já disse aqui há dois dias, Chaves esteve em festa, mas ainda não são estas as festas da cidade, mas com jeitinho e vontade, podemos chegar lá e os flavienses e a cidade de Chaves merecem-na. Não há tradição, é certo, mas a tradição faz-se fazendo-a. 

 

Uma boa semana!   

 

 

 

25
Jun18

De regresso à cidade, com o cão, o gato e a gárgula!

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De regresso à cidade, com o cão, o gato e a gárgula!

 

No regresso à cidade de hoje, vamos voltar uma semana atrás, ao post cujo título era “ De regresso à cidade, com o cão que vai comer o gato!?”

 

Como todas as estórias, esta também começa no início. Então foi assim: Há um semana e pico, já ao fim da tarde, resolvi ir cortar o cabelo, já andava a incomodar e fazer muito calor. Já há uns anos que esta rotina de cortar cabelo é feita na Rua Direita. Cortei o cabelo e já que estava na Rua Direita e naquele dia estava verdadeiramente sem trânsito, motivo de obras, aproveitei para descer a rua e quem sabe tomar umas fotos para o blog.

 

Claro que na descida, na Praça da República, como sempre o vamos fazendo, deitamos um olho às fotografias que estão na porta de entrada das agências funerárias para ver quais os últimos flavienses que partiram. Quase sempre o Esteves sai à porta para o cumprimento, e não é para vender nada, é mesmo um cumprimento antigo e amigo que vamos repetindo desde que fomos vizinhos e desfrutávamos das horas de lazer que a ACREOS nos proporcionava.

 

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O cão e o gato

 

Pois durante os dois dedos de conversa que vamos trocando, os meus olhares de caçador de fotografias não param. Com ouvidos na conversa e olhares no que se vai passando à volta. Estavam os meus olhares entretidos com dois gatos que estavam deitados debaixo de um carro a ver que passava. Ao que parecia, seria lugar habitual para eles verem quem passa, coisa que o Esteves confirmou. Nisto, pachorrentamente um cão vindo do fundo da Rua Direita começa a aproximar-se de nós, mas também dos gatos, pois estes estava à nossa frente. Pensei eu para com os meus botões: — “Agora é que vai ser, vai começar a confusão entre as espécies”. Mas não, o cão já velhote, passou a meio, entre nós e os gatos, um metro e pico para cada lado, sem ligar nenhuma a ninguém. Deu mais três passos com as patas dianteiras, outros tantos com as patas traseiras e zás, deixa-se cair no meio da rua, notoriamente cansado. Pois a estória terminaria aqui e passaria já àquilo que vos quero trazer hoje, mas o raio de um dos gatos resolveu aproximar-se do cão. — “Provocador!” pensei eu, e quando o gato está a dois palmos do cão, este abre bem os seus queixos e foi aí que eu pensei que ele ia comer o gato, mas para espanto meu, ele só estava a bocejar enquanto que o gato lhe dá uma volta completa roçando-se nele, o cão, que se manteve serenamente a gozar do seu descanso. O Esteves dando conta do meu espanto, disse-me: “São amigos!” …

 

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A gárgula

 

Desviei o olhar e lancei-o para o telhado da Igreja Matriz, mais propriamente para aquela obra de arte em que termina no lanternim da Capela do Santíssimo, mas o que me intrigava mesmo era um espécie de figura esculpida que me parecia avistar, parecia-me uma gárgula, mas veio-me à memória que tinha lido em algum lado que a Matriz tinha duas gárgulas, e pensava eu que seriam as duas que se avistam no seu alçado posterior…

 

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mas ao que parece há mais. Ao aproximar-me da matriz para recolher uma foto dessa figura, verifiquei que se tratava mesmo de uma gárgula que eu até então nunca tinha visto, ou aliás, que vi centenas de vezes sem nunca a ver. Fica a foto possível, pois na altura não tinha objetiva na máquina para chegar lá como deve ser.

 

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Fiquei (comigo mesmo)  de passar mais tarde, uns dias depois,  para verificar se na cornija do cunhal oposto se repetiam as gárgulas, mas ainda não deu para ir lá. Num próximo regresso à cidade talvez aprofundemos o assunto. Até lá fica a história do cão, do gato amigo e da gárgula.   

 

 

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