De Regresso à Cidade com o Tâmega eutrofizado
De regresso à cidade, ao calor que por cá é estupidamente quente (ontem ultrapassou os 40ºC) e a um rio verde, cujo esverdear se faz notar todos os anos em dias muito quentes, pois com o aquecimento das águas dá-se um fenómeno que dá pelo nome de eutrofização, isto é, uma Carência Bioquímica de Oxigénio (CBO), ou seja, é a quantidade de oxigénio necessária aos decompositores aeróbios para decompor os materiais orgânicos presentes num certo volume de água. É um indicador da quantidade de matéria orgânica biodegradável presente na água, uma vez que, quanto maior a concentração de matéria orgânica de uma água, maior será a quantidade de oxigénio utilizada pelos decompositores. Poderemos dizer que é um fenómeno natural, e na realidade é-o, mas este acontece graças a intervenção humana, pois só a partir da construção das represas do Tabolado e do Agapito, para termos um espelho de água, é que este fenómeno começou a acontecer. É, é o custo do espelho de água, ou água verde eutrofizada ou então apenas um rego de água a passar por baixo de um arco da ponte, pois a natureza não gosta de ser contrariada e responde com as armas que tem. Quanto a riscos para a saúde pública, penso que, desde que não se beba aquela água ou se vá a banhos nela não nos deve fazer muito mal, só a cor deverá fazer alguma impressão, já os peixinhos, as lontras e outros habitantes do Tâmega não devem achar muita graça ao fenómeno, mas como isto são áreas que eu não domino, fico-me pela imagem (de ontem, domingo) e pelo acontecimento.



