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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

19
Mar19

Cidade de Chaves, dois fortes, duas realidades...

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De vez em quando é conveniente verificar se os marcos de Portugal estão no sítio.”  Estas palavras são de Miguel Torga, a respeito do Castelo de Monforte (Diário XIV), e estes “marcos” estão bem presentes naquela que foi uma importante praça militar,  de Chaves, tendo igual importância na defesa do território nacional em face das vulnerabilidades defensivas do vale de Chaves, uma grande porta de entrada de acesso fácil. Daí os estrategas militares do antigo Reino de Portugal terem dotado o concelho de Chaves com 3 castelos  (Monforte de Rio Livre, Santo Estêvão e Chaves) e dois fortes (S. Neutel e S. Francisco), fazendo com que a cidade de Chaves (então vila) fosse uma autêntica vila militar e uma das praças mais importantes de Portugal, mas nem mesmo assim foi suficiente para conter as invasões de Castela e Napoleónicas, deixando de parte as mais antigas (invasões bárbaras).

 

1600-(43651)

 

Pois tal como Torga, também eu de vez em quando vou passando pelos nossos marcos para ver se estão no sítio e está tudo bem com eles, hoje já sem a preocupação militar, mas ainda com a preocupação de preservação do nosso património, que infelizmente, não fica de fora da ação das maleitas da modernidade, sobretudo a do despovoamento, envelhecimento e abandono e tal como as nossas aldeias e periferias, quanto mais distantes estão do centro da cidade, mais sofrem dessas maleitas, basta dar uma olhadela ao que acontece no Castelo de Monforte.  Mesmo nos mais próximos, o estar mais perto do centro da cidade faz toda a diferença, senão comparemos os nossos dois fortes, o de S. Neutel, mais afastado e o de São Francisco, em pleno centro da cidade. O primeiro está fechado e sem vida, o segundo está aberto e com muita vida dentro. O primeiro tem uma capela no seu interior o segundo tem uma igreja. O primeiro tem um importante auditório ao ar livre onde nada acontece, o segundo tem um auditório coberto, que embora pequeno, vão acontecendo coisas. O primeiro tem pavimentos de terra, com muita erva e algum fiolho (funcho), o segundo tem jardins, relvados bem tratados, largos e passeios devidamente pavimentados e muitas árvores ornamentais, inclusivé até palmeiras tem. O primeiro para além da capela tem mais uma pequena construção, o segundo tem várias e importantes construções onde está instalado um Hotel de luxo, com piscina e campos de ténis, restaurantes, bares, etc. e por aí fora... As únicas mais valias que o primeiro forte (de São Neutel)  tem em relação ao segundo (de São Francisco) são a do primeiro ter um fosso que o segundo não tem e realizar-se lá a festa anual da Senhora das Brotas, mas também aqui…coitada da festa, nem as calcanhares chega de uma festa de aldeia, por mais pequena que a aldeia seja.

 

 

14
Fev19

Cidade de Chaves, uma imagem e algo mais...

1600-12922

 

Já farto do Inverno, fui à procura de uma imagem com sol, cor e vida. Encontrei esta que vos deixo. Não sei como cada um de vós, que estais para além deste ecrã que tenho à frente, vê e lê estas imagens. Da minha parte, quando seleciono uma foto para trazer aqui, há um clique inicial que me incentiva à escolha, só depois passo aos retoques, e enquanto os faço, vou vendo a imagem, alguns pormenores que à primeira vista nos escapam, e só depois passo à sua leitura, ou seja, aparentemente entro em modo de pasmaceira a olhar para ela em silêncio, mas a cabecinha não para de reflexionar sobre o que os olhos vão vendo. Na imagem de hoje, por exemplo, a reflexão caiu sobre em como o edifício dos antigos Bombeiros se transformaram em Biblioteca Municipal e sobre o Forte de São Francisco, como de uma unidade militar passou ao ensino, depois ao abandono, depois à sua ocupação por desalojados e finalmente a sua recuperação para uma unidade hoteleira, e chego à conclusão que em ambos os casos, a reciclagem foi feliz, exemplar até. Mas a minha cabecinha e reflexão acabou por aproveitar o portão do Liceu aberto, para entrar nele e perder-se nas salas e corredores, tal como quando andei nele perdido quando o frequentei, com um sistema de ensino que valoriza o marranço e decoranço,  sem deles tirar grandes ensinamentos, mas que dão médias altas para poder ingressar no ensino superior, num curso em que, na maioria das vezes, os jovens desconhecem, não gostam e nem têm vocação para ele. Enquanto, no entretanto, na mesma escola, alunos menos dedicados ao marranço e decoranço, que também se dedicam a outras atividades extracurriculares, são desvalorizados e penalizados por essas ações e eventos em que participam e organizam, quer na escola quer na sociedade, onde aprendem informalmente a desenrascar-se, a ganhar outras competências e a levar a bom porto as suas tarefas e objetivos, acabando muitas das vezes marginalizados e mesmo rejeitados pelo ensino formal e professores formais, sendo, em casos extremos,  dados como “casos perdidos”. Claro que não há regra sem exceção, e também há bons professores, poucos, que além de ensinarem, partilham conhecimentos e despertam, valorizam e incentivam os alunos a explorar as suas aptidões, conciliando-as com o ensino formal, abrindo-lhes outos horizontes e caminhos e percorrer. Mas claro que nestas coisas da escola, atualmente, o sistema e a maioria dos paizinhos, cada vez mais incutem nos filhos o espirito da concorrência e do egoísmo,  para os filhos atingirem um futuro pensado por eles (pais), que dê dinheiro e posição, pouco interessando a vocação e a felicidade de uma vida, e já nem quero falar em profissionalismo ou falta dele que hão de ter. E fico-me por aqui. Até amanhã!

 

 

23
Mar17

Cidade de Chaves - Forte de S. Francisco

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De tanto passarmos pelos nossos monumentos, temos a tendência de os ignorar, às vezes nem sequer olhamos para eles, basta que estejam lá, e pronto! Mas de vez em quando convém olhar para eles como se fosse a primeira vez, com olhares de descoberta, reparando nos pormenores ou, nem que seja e só, para ver se tudo está no sítio, afinal trata-se do nosso património.

 

 

 

31
Mar16

Chaves de ontem, Chaves de hoje

ontem-hoje

 

Hoje fazemos um regresso ao ano de 1959, à Lapa, ainda com o antigo bairro da lapa adossado ao forte de S.Francisco. Os putos da bola de então que ficaram registados na imagem, hoje são flavienses de sessenta e tal anos.

 

lapa-1959-3.jpg

 

Fica então a imagem de Chaves de hoje, cujos arranjos são dos finais dos anos setenta e inícios dos oitenta do século passado, transformando o antigo capo da bola e recinto que acolhia os circos, no principal estacionamento da cidade. Quanto às casas adossadas à muralha, deram lugar a um espaço ajardinado.

 

1600-ontem-hoje (3)

 

 

 

 

 

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