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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Ago20

Mosteiro - Chaves - Portugal

Aldeias do Concelho de Chaves

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MOSTEIRO

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Mosteiro.

 

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Aldeia de Mosteiro que fica em terras da Castanheira, tendo como aldeias mais próximas, todas bem próximas por sinal, as aldeias de Cimo de Vila da Castanheira, Sanfins e Santa Cruz da Castanheira.

 

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Fica esta referência às aldeias vizinhas para não se confundir com a outra aldeia do concelho, cujo topónimo só difere num acento no último ó. Refiro-me a Mosteiró que acresce ao topónimo o de Baixo, ou seja, Mosteiró de Baixo, para se distinguir de outra Mosteiró, a aldeia vizinha de Mosteiró de Cima, esta já do concelho de Valpaços.

 

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Mas referia atrás que as aldeia vizinhas de Mosteiro eram todas bem próximas, e de facto assim é, de tal forma, que vistas em fotografia aérea, quem não conhecer, dirá que as aldeias de Cimo de Vila da Castanheira, Sanfins, Santa Cruz da Castanheira e Mosteiro, são apenas uma aldeia.

 

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Só para se ter uma ideia, entre Cimos de Vila e Sanfins, já não existe separação física entre elas. Desde a última casa de Sanfins a primeira de Santa Cruz, são pouco mais do que 200m e entre Santa Cruz e Mosteiro são 190m e entre Mosteiro e Sanfins são apenas 160m. Para resumir, as 4 aldeias cabem todas num círculo com 1.100m de raio, Mas ainda mais curioso, é que embora todas juntas, pertencem a duas freguesias. Apresentadas assim as coisas, poder-se-á não compreender o porquê das duas freguesias, mas se falarmos nos territórios de cada freguesia, aí já se pode entender que sejam duas.  

 

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Mas hoje estamos aqui por causa do vídeo, pois quanto a Mosteiro já falámos da aldeia aquando do seu post completo e no post da freguesia. Hoje é mesmo pelo vídeo e aproveitamos para trazer mais algumas imagens. Aqui fica, espero que gostem:

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Mosteiro:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/mosteiro-chaves-portugal-1658598

https://chaves.blogs.sapo.pt/507597.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/247356.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/208475.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até à próxima quarta-feira, com a aldeia de Mosteiró de Baixo.

 

 

 

08
Ago20

Moreiras - Chaves - Portugal

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MOREIRAS

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Moreiras.

 

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Moreiras que é uma das aldeias de Chaves de visita obrigatória, não só pela sua história, principalmente a que está ligada à religião católica, mas também pela aldeia em si e principalmente por algumas obras de arquitetura públicas e privadas.

 

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Das obras de arquitetura públicas ou destinadas a todos, destacam-se  a igreja românica, o cruzeiro e o conjunto da fonte coberta, tanque e bebedouro, tudo em granito. Também toda em granito e confrontante com o mesmo largo da igreja, cruzeiro e fonte, a chaminé de uma casa agrícola destaca-se pela sua beleza e pormenores da arte dos mestres canteiros. Também a casa do pároco, anexa à igreja, se destaca pela sua arquitetura, toda em perpianho de granito com molduras nos vãos, beirais e cunhais também trabalhados pelos mestres canteiros, e ainda jardim. Curiosamente, à exceção da casa do pároco, nenhuma das imagens que hoje vos deixo poderão ilustrar estas palavras, no entanto todas elas estão no vídeo final, pois hoje, apenas metemos algumas imagens que escaparam nas seleções anteriores para ilustrar os posts dedicados a aldeia de Moreiras, posts esses para os quais fica um link no final deste post

 

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E agora sim, o vídeo, a razão de estarmos aqui mais uma vez com aldeia das Moreiras, onde deixamos todas as imagens que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem .

 

 

 

Posts do blog Chaves dedicados à aldeia de Moreiras:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/moreiras-chaves-portugal-1655065

https://chaves.blogs.sapo.pt/moreiras-chaves-portugal-1072839

https://chaves.blogs.sapo.pt/1008407.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/966426.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/670935.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/430134.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/377900.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/312457.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/305322.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/40434.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/88552.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até à próxima quarta-feira,  em que teremos aqui a aldeia de Mosteiro, de terras da Castanheira.

 

07
Ago20

O Barroso aqui tão perto - Lapela

Aldeias do Barroso de Montalegre - Com Vídeo

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LAPELA - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Lapela, Montalegre.

 

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Aldeia de Lapela vista desde Ponteira

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Aldeia de Lapela vista desde Peneda de Cima

Uma das vantagens das aldeias de montanha são as suas vistas. Delas alcançam-se muito mais além do que desde um vale, e também as suas aldeias vizinhas. Claro que o contrário também é verdade, as aldeias ganham outra visibilidade quando são aldeias de montanha, principalmente vistas desde as aldeias vizinhas, como é o caso das duas últimas imagens, uma com Lapela vista desde Ponteira e a outra desde a Peneda de Cima.

 

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Lapela é uma das aldeias barrosãs da Serra do Gerês, mas estar na serra do Gerês não significa que esteja lá nas alturas, aliás as aldeias mais baixas do Barroso estão todas na Serra do Gerês, principalmente aquelas que ficam mais próximas do Rio Cávado (margem direita) e Rio Cabril. Lapela, não é das mais baixas, mas anda na cota dos 650m de altitude.

 

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Lapela é também uma das aldeias das proximidades do Rio Cávado, a cerca de 500 m do rio, medida em projeção horizontal, mas também não é sinónimo de acessibilidade, embora possa parecer. Acontece que entre a aldeia e o rio a montanha desce a pique. Veja atrás as fotografias da aldeia vista desde Ponteira e Peneda de Cima para ver quão acentuada é essa descida para o rio, que não se vê, mas fica lá bem no fundo da encosta da serra.

 

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Quanto à aldeia, foi para nós uma agradável surpresa, arrumadinha e limpinha, rodeada com o verde que é característico nestas terras mais baixas do Barroso, mas logo interrompido pelos grandes rochedos da Serra do Gerês, onde a vegetação quase desaparece, pela menos a vegetação mais alta, pois quando muito, algumas urzes, carqueja e outra vegetação ainda mais rasteira. O verde só existe mesmo à volta da aldeia. Veja novamente a foto de Lapela vista desde Ponteira, onde esta palavras são ilustradas.

 

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Por último, na última imagem que vai ficar a seguir, fazemos um elogio ao fio azul, trazendo aqui mais uma das suas utilidades. Até hoje, não houve nenhuma aldeia transmontana onde tivesse estado que não haja utilizações deste fio azul, o melhor de todos, daí o elogio que lhe faço de vez em quando, principalmente quando o vejo com uma nova utilidade. Apenas um aparte para justificar a última foto.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia das Lapela que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre  Lapela  no post anterior que lhe dedicámos, fica um link no final para o mesmo.

Aqui fica o vídeo, espero que gostem:

 

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Lapela:

 

http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

 

E quanto a aldeias de Barroso, despedimo-nos até ao próximo domingo, quando teremos aqui a mais uma das suas aldeia, mas do concelho de Boticas.

 

 

 

06
Ago20

A cidade confinada dentro da cidade

Cidade de Chaves

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Hoje vamos dar uma pequena volta pela cidade confinada dentro da cidade.

 

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Vamos dar uma pequena volta pela cidade dos gatos e dos quintais, uma volta por aquela cidade que não se vê desde as ruas e largos por onde cirandamos e debitamos os nossos passos, por uma cidade de intimidades, por uma outra cidade, a verdadeira cidade que existe dentro da cidade.

 

 

 

 

05
Ago20

Matosinhos - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Matosinhos.

 

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Matosinhos, mais uma daquelas aldeias que para a conhecer é preciso ir lá de propósito, isto é, não calha como aldeia de passagem para outras aldeia, embora isto não seja bem verdade, pois calha em passagem para outras aldeias na mesma condição, mas apenas como ligações secundárias, exceção para a aldeia de Fernandinho.

 

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Quanto à sua localização, é uma das aldeias da Serra da Padrela, alí onde começa a surgir já a Serra do Brunheiro, e encontra na encosta que descai para as aldeias de Loivos, uma das aldeias mais próximas a par de Fernandinho, Santa Ovaia e Adães.

 

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Para ir até lá, tem três hipóteses, uma via EM314 até ao Carregal depois tem de fazer o desvio para Adães. Outra é via Loivos, uma autêntica estrada de montanha, a última, interessante mas que não recomendo, é via Seixo, e a não recomendação é porque embora pavimentado, é uma caminho agrícola, onde só pode circular uma viatura, ou seja, se apanhar com um de frente, vai ter problemas, pois dois popós, por mais pequenos que sejam, não se conseguem cruzar, para além disso, ao longo do trajeto há poucos sítios onde possa sair da via para deixar passar o outro. Assim, se não quiser ter problemas, não vá por lá, a não ser que vá a pé… aí, pode ser.

 

Mas hoje estamos aqui pelo vídeo, ao qual passamos de imediato:

 

 

 

E faltam apenas os links para os posts dedicados a Matosinhos ao longo da existência deste blog, pelo menos 10 vezes que já passou por cá:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/matosinhos-chaves-portugal-1652151

https://chaves.blogs.sapo.pt/matosinhos-chaves-portugal-1381032

https://chaves.blogs.sapo.pt/matosinhos-chaves-portugal-1286976

https://chaves.blogs.sapo.pt/matosinhos-chaves-rural-portugal-1246454

https://chaves.blogs.sapo.pt/matosinhos-chaves-portugal-1220381

https://chaves.blogs.sapo.pt/matosinhos-chaves-portugal-1185248

https://chaves.blogs.sapo.pt/912666.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/765570.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/283611.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/15462.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Moreiras.

 

 

 

02
Ago20

O Barroso aqui tão perto - Côvelo do Monte (totalmente despovoada)

Aldeia do Barroso - Concelho de Boticas

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Sempre que partimos para o Barroso desconhecido, fazemos previamente o trabalho de casa, principalmente estudamos bem o nosso itinerário, tomamos anotações de pontos de referência e de passagem obrigatória, anotamos possíveis atalhos e fazemos contas ao tempo que necessitamos para percorrer distâncias e paragens nos locais.

 

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Mas como sempre uma coisa são os mapas e outra é a realidade,  e se para alguns locais partimos mais despreocupados, pois há sempre uma aldeia por perto e pessoas a quem perguntar no caso de estarmos enrascados com a orientação, para outros destinos mais ermos, temos mesmo de estudar bem a lição antes de sairmos de casa,  que foi o caso de Côvelo do Monte.

 

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 Na partida para Côvelo do Monte, tínhamos como referência a central do parque eólico de Casas da Serra. Sabíamos que no entroncamento onde se encontra a central, no encontro de estradas, uma delas nos levava até Alturas do Barroso e na direção contrária para Coimbró e a terceira estrada, perpendicular à primeira, nos levava até Cerdedo. Seria nesta última que bem próximo do entroncamento, deveria existir um caminho em terra batida, e ele lá estava. Fácil, bastava seguir o caminho e Côvelo do Monte lá haveria de aparecer. Fica o nosso mapa que também serve para melhor localizar a aldeia

 

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Mas o que parecia fácil depressa se complicou, pois percorridos poucos metros o caminho bifurca e passamos a ter dois caminhos. Nos nossos apontamentos apenas tínhamos um caminho, mas a escolha foi fácil, tomámos o que estava em melhores condições, pois só poderia ser esse, e lá fomos, montanha adentro, quase sempre a subir, passámos por uma eólica, depois outra, mais uma, outra ainda e finalmente a última, pois o caminho terminava aí, bem lá no alto, mas olhando em redor, nada de aparecer Côvelo do Monte, mas sabíamos que não deveria estar longe.

 

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Desde essa última eólica, 100 metros abaixo em direção a poente, passava o outro caminho pelo qual não tínhamos optado. Embora bem próximo de nós, era impossível passar para ele, pois esses 100 metros eram de uma ribanceira bem acentuada e pejada de rochas, mas agora visto dali, não havia dúvidas que seria esse o caminho para Côvelo do Monte. Seguimos-lhe visualmente o traçado até o perder de vista, mas nada de Côvelo, com ajuda da teleobjetiva da câmara fotográfica, que também nos vais servindo de monóculo, tentamos perceber o que era uma pequena mancha, de cor ligeiramente diferente que havia ao fundo no encontro das duas montanhas, et voilá, eram telhados, os telhados das casas de Côvelo do Monte. Tal como no jogo do monopólio, depois de termos caído na casa da última eólica, tivemos de voltar à casa de partida percorrer todo o outro caminho que inicialmente tínhamos desprezado.

 

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Mas felizes e contentes por finalmente termos descoberto a aldeia, e lá fomos andando e indo, devagar, devagarinho, pois o piso do caminho a isso recomendava e umas cambalhotas pela encosta da montanha abaixo, pela certa que não seriam muito agradáveis, e num de repente, o mundo caiu-nos aos pés, a nossa felicidade terminou ali, já avistávamos a aldeia quando o caminho nos foi interrompido por uma cancela fechada.

 

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Sabíamos que a aldeia estava abandonada e que casa a casa e prédio a prédio, alguém a tinha comprado para fazer dela um empreendimento turístico, que com o tempo, talvez pelos custos, ou falta de “subsílios” acabou por abandonar, e era mesmo este o verbo que ali, pasmados a olhar para a cancela, íamos conjugando. Aldeia abandonada, projeto abandonado e nós também abandonados ao destino da nossa má sorte do dia. Ainda pusemos a hipótese de saltar a vedação e fazer o que restava do trajeto a pé, mas eram 13H00, daquele dia 6 de outubro de 2017, num dia ainda quente, mesmo estando na croa da montanha e as nossas barriguinhas já pediam assistência e com uns bons quilómetros para fazer até ao restaurante mais próximo, desistimos…

 

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A paisagem por ali é do mais agreste que há, aquele agreste que eu conhecia do Barroso desde criança, muito antes de conhecer o Barroso verde genericamente conhecido no Baixo Barroso, mas lá de cima, dava para notar que lá no fundo, onde estava o que restava de Côvelo do Monte, existia uma pequeníssima veiga, verde, com algumas árvores igualmente verdes, mas em tons mais escuros. Mas a descoberta teria que ficar para mais tarde, nem que fosse a última aldeia a ir e mesmo que tivéssemos de fazer o percurso todo a pé, era aldeia à qual tínhamos de ir, era obrigatório, pois era a primeira aldeia da era atual a estar completamente abandonada, mas teria de ser noutro dia.

 

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E não demorou muito tempo a fazermos a segunda tentativa, sete meses depois, em 24 de abril de 2018, aí já com uma viatura de todo o terreno, por volta das 11h30 lá estávamos nós em frente à cancela do caminho. Desta vez acertámos no caminho à primeira tentativa e a cancela embora ainda lá estivesse, estava aberta, e desta vez é que foi… fomos até à aldeia

 

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Desde a cancela até a aldeia são cerca de 800 metros, sempre a descer na mesma terra agreste, isto,  até chegarmos a uma pequena linha de água que dava origem a uma pequena veiga, a grosso modo aí com uns 700 metros de comprimento por 100 metros de largura, e no limite, por um lado ao longo da linha de água e do outro ao longo do caminho que atravessa a aldeia, algum arvoredo que transformam o local num pequeno, lindíssimo e apetecível oásis, só que em vez de ser no meio da areia do deserto, está no meio da aridez das encostas da montanha e quase a 1000 metros de altitude.

 

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Mas de pouco vale esse oásis, pois a aldeia está totalmente despovoada, abandonada e com metade do seu casario metade em ruínas e o restante para lá caminha, mas não nos surpreendeu, pois previamente já sabíamos que a aldeia estava assim. Não fomos surpreendidos, mas começou aí aquela mescla de sentimentos que sentimos quando vemos assim as aldeias, mas até essa altura, apenas aldeias que caminham para o despovoamento total, como a aldeia vizinha de Casas da Serra, mas esta era a primeira que víamos completamente abandonada, sem vida, apenas com o casario da antiga aldeia.

 

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E lá fomos entrando na aldeia, com o tal misto de sentimentos a invadirmos, às vezes mesmo contraditórios, como o de não compreendermos como a aldeia chegou ao despovoamento total, mas por outro lado a compreender perfeitamente que tal tivesse acontecido, pois é uma aldeia quase no meio do nada, apenas com a sua pequena veiga, que quando muito poderia dar para subsistir, como deu quando tinha pessoas para habitar as casas.

 

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Os tempos hoje são outros, e também muito mais exigentes, em que só a terra, já não chega para viver, e depois, viver a 1000 metros de altitude, isolados, sem estrada e distantes do que hoje se quer por perto, como a saúde e a educação, e já deixo de parte o tempo de lazer e a cultura, ao qual todos temos direito, mas que só é para uns tantos…

 

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Contudo Côvelo do Monte é uma aldeia, que pelas suas características, localização, isolamento e ambiente natural que a rodeia, também poderia ser bem interessante, desde que fosse para viver lá por opção, sem ser obrigado a. Bem poderia ser um pequeno paraíso e desfrutar do seu pequeno oásis. Aliás é uma aldeia interessante, mesmo em ruinas e despovoada, continua a mostrar o seu encanto, e bastaria ter um bom acesso à R311, com 2 km de boa estrada, e a música seria outra.

 

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Quanto às nossas pesquisas sobre a aldeia, vai aparecendo no mapa, e pouco mais, apenas vimos uma referência à capela, que diz estar fora de culto, mas ter sido de devoção a Santa Bárbara. Já é alguma coisa, pois quanto à capela, dela, hoje só existem as 4 paredes, e uma delas também ameaça ruir.

 

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As outras referência que encontrámos, até como notícia de TV nacional, é a de que a aldeia está à venda, toda ela, pois hoje é de um único proprietário. Segundo a notícia, está à venda por 4 milhões de euros, que feitas bem as contas, e somando o investimento necessário para fazer da aldeia alguma coisa, dá para perceber que a aldeia vai continuar abandonada, e temos pena…

 

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Assim, sem mais para contar sobre a aldeia, está na altura de nos despedirmos e de deixar aqui o vídeo com todas as fotografias do post. Espero que gostem.

 

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Mas antes do vídeo, apenas uma nota quanto à forma como grafei a aldeia, como Côvelo. Vá-se lá saber porquê, pois as referências que há à aldeia, em mapas e outros documentos em que diz que a aldeia pertence à freguesia de Cerdedo, aparece grafada de 3 maneiras, como Covelo, sem qualquer acento, Covêlo com acento no “e” e Côvelo com acento no “o”. Eu optei pelo último, e está a justificação dada para que achar estranho vê-la assim.

 

E agora sim, o vídeo:

 

 

Quanto a aldeias do Barroso, teremos aqui na próxima sexta-feira mais uma Barroso de Montalegre. A próxima aldeia de Boticas, virá por aqui no próximo domingo.

 

 

 

 

01
Ago20

Mairos - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves - Com vídeo

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Mairos.

 

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Aproveitamos também esta oportunidade para deixar aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções para posts que publicámos sobre a aldeia de Mairos. Posts esses que se quiser ver ou rever, têm link no final.

 

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Imagens de mais alguns trechos de Mairos, mas também pormenores e artes que já não se usam, como a arte do pedreiro e do canteiro, tal como acontece no  emblema da antiga guarda fiscal, que tinha posto em Mairos ou pormenores da arte de bem construir  do assentar da pedra, que na última fotografia que ficou atrás, tem pormenores preciosos como as palas por cima de uma porta e uma janela, ou da padieira da porta carral que para ser liberta do peso da parede de pedra que tem por cima, tem assente sobre si a estrutura que absorve todo esse peso, composta por três pedras, sendo a do meio e mais pequena, uma cunha, tal como se utiliza nos arcos. Pormenores que os mestres pedreiros conheciam sem nunca terem estudado estruturas nas universidades.

 

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Mas hoje além da aldeia, trazemos também aqui o incêndio que assolou tudo que havia para arder à volta de várias aldeias e não só, pois segundo se constou ontem na cidade, o incendio teria mesmo destruído algumas construções.

 

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Um incêndio que ao que consta começou em Vila Verde da Raia, subiu a Curral de Vacas, continuou para a Cota de Mairos e aldeia de Mairos. Até aqui, temos algumas imagens, pois tínhamos programado ir a Mairos no fim da tarde, precisamente para recolher algumas imagens em vídeo para intercalar com as fotografias do nosso vídeo. Como nos disseram que o acesso via Vila Verde e Curral de Vacas estava fechado, abordámos a aldeia por S. Cornélio.

 

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Logo desde S. Cornélio deu para perceber que a coisa estava complicada, com o fogo a rodear Mairos e a progredir desde a Cota de Mairos em direção a Travancas e mesmo S. Cornélio. Ainda conseguimos entrar em Mairos mas demorámos por lá pouco, pois tudo indicava que o fogo iria rodear a aldeia e corríamos o risco de lá ficar. Segundo as notícias de ontem, o fogo avançou mesmo sobre S. Cornélio e Travancas, tendo chegado a Argemil e Urjais, por um lado e às Nogueirinhas e Vila Frade noutras frentes. Mas isso era o que se dizia ontem na cidade, mas não tenho qualquer confirmação.

 

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Um extra que preferíamos não ter de noticiar e mostrar imagens, que devastou as poucas manchas de floresta que ainda restava, para além dos danos materiais com algumas construções e, segundo constou, uma delas era uma vacaria, mas felizmente, penso não haver registos de feridos ou mortes entre a população e bombeiros. Mas hoje, tal como já estava agendado, estamos aqui pelo vídeo, que fica já a seguir, tendo no final algumas imagens do referido incêndio.

Aqui fica:

 

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Mairos:

https://chaves.blogs.sapo.pt/mairos-chaves-portugal-1648719

https://chaves.blogs.sapo.pt/cha-de-urze-com-flores-de-torga-111-1322496

https://chaves.blogs.sapo.pt/cha-de-urze-com-flores-de-torga-92-1265409

https://chaves.blogs.sapo.pt/mairos-chaves-portugal-1177872

https://chaves.blogs.sapo.pt/mairos-com-passagens-e-paragens-1076178

https://chaves.blogs.sapo.pt/920981.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/681889.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/571382.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/563290.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/371432.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/292270.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/77679.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/79536.html

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até a próxima quarta-feira em que teremos aqui a aldeia de Matosinhos.

 

 

 

31
Jul20

O Barroso aqui tão perto - Lamas

Aldeias de Barroso - Com Vídeo

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Lamas.

 

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Mas uma vez que aqui estamos, aproveitamos a oportunidade para deixar mais algumas imagens da aldeia que escaparam à anterior seleção.

 

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Imagens com pormenores com que alguns poderão matar saudades e recuar ao tempo de criança, aquando aprenderam as primeiras letras e números, mas principalmente um regresso às brincadeiras e traquinices do recreio da escola.

 

 

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Imagens também cada vez mais raras, mesmo em vias de extinção, tal como uma cobertura em colmo que tem resistido ao tempo da modernidade. Um dos poucos exemplares que ainda resta no Barroso, e é pena que se acabem, pois cada aldeia, para memória futura, poderia manter uma construção com cobertura de colmo, mesmo que para isso tivesse de ser “nacionalizada” pelo município, pois um dia destes, ou aliás,  já é complicado explicar a uma criança como era uma cobertura de colmo.

 

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Mas hoje estamos aqui para falar da aldeia ou tecermos opiniões ao respeito do que quer que seja. Estamos aqui pelo vídeo que faltou ao post da aldeia, post esse para o qual fica um link no final. Vamos então ao vídeo, que espero que seja do vosso agrado.

Aqui fica:

 

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Lamas:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lamas-1668129

 

E quanto a aldeias do Barroso do concelho de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta –feira, quando teremos aqui a aldeia de Lapela, mas domingo, estaremos aqui com mais uma aldeia do Barros, mas do concelho de Boticas.

 

 

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