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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

23
Jan21

São Cornélio - Chaves - Portugal

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São Cornélio

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de São Cornélio.

 

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São Cornélio que fica no limite do planalto de Travancas, ali onde se inicia a encosta que desce para as Nogueirinhas e Mairos e só termina no vale de Chaves.

 

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É uma aldeia que calha muitas vezes nos nossos itinerários de ida ou volta à cidade de Chaves, mas com a variante que há anos atrás construíram, agora, na maior parte das vezes, passamos-lhe ao lado, mas sempre que o tempo permite, entramos na aldeia, nem que seja e só para lançar olhares sobre a cidade de Chaves e o seu grande vale, mas também muito mais além. Algumas das fotos que aparecem no vídeo e que já foram anteriormente aqui publicadas, mostram essas mesmas vistas, pena que todas essas imagens fossem tomadas da parte da tarde, com o sol a contra luz. Numa manhã destas, quando o bicho da pandemia já estiver a milhas de distância, temos que ir lá, nem que seja e só para essa foto com a luz da manhã sobre a barragem das Nogueirinhas e sobre Chaves e o seu vale, com o mar de montanha de fundo.

 

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Fica então combinada a nossa ida a São Cornélio e num dia mais feliz do que o último em que passei por lá, em 30 de julho de 2020, pois esse foi bem negro, com o incêndio que teve início em Vila Verde e galgou a montanha por ali acima. Quando por lá passei, estava a aproximar-se de São Cornélio e Travancas, aliás algumas das imagens que hoje vos deixo aqui e parte do vídeo, são desse mesmo dia, um dia que de certo os de São Cornélio, de Mairos, de Travancas e de Curral de Vacas não esquecerão tão cedo.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falar de coisas tristes, nem de outras sobre a aldeia, pois sobre São Cornélio já fomos falando ao longo dos posts que lhe dedicámos e para os quais fica link no final. Hoje estamos aqui pelo vídeo que ainda não teve, com todas as imagens publicadas até hoje neste blog. Aqui fica, espero que gostem:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de São Cornélio:

https://chaves.blogs.sapo.pt/sao-cornelio-chaves-portugal-1814614

https://chaves.blogs.sapo.pt/s-cornelio-chaves-portugal-1182453

https://chaves.blogs.sapo.pt/706229.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/630365.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/271335.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até à próxima aldeia que será São Domingos, que em princípio estará aqui na próxima quarta-feira ou sábado, pois às vezes por razões alheias à nossa vontade, não podemos cumprir o nosso calendário.

 

16
Jan21

O Barroso aqui tão perto - Pardieiros

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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PARDIEIROS

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Pardieiros, concelho de Montalegre.

 

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Iniciemos já por aquilo que nos poderá levar a pensar o topónimo Pardieiros, que pelo significado comum do termo nos levaria até casas velhas, em ruinas e toscas, mas não, embora tenha algumas construções em ruínas, mas qual é a aldeia que não as tem!?  A única diferença entre esta aldeia e a maioria das aldeias do Barroso ou até de Trás-os-Montes, está apenas na sua dimensão, uma aldeia pequena em que as casas se contam pelos dedos das mãos e habitantes, se calha, são outros tantos ou menos, mas isso não o podemos confirmar porque não temos dados para tal, agora no que não temos dúvidas é que Pardieiros,  é a mais pequena aldeia do Barroso, mas mesmo assim, tem o seu núcleo de casas, arrumadinhas na croa de uma pequeno monte e o seu ser de aldeia.

 

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Só a título de curiosidade, este topónimo de Pardieiros não é assim tão invulgar, pois em Portugal existem pelo menos mais seis aldeias com este topónimo e em Espanha, pelo menos duas localidades e em Terras de Bouro também existe uma aldeia com o topónimo de Pardieiro (no singular). E já que estamos em maré de curiosidades, há um topónimo, também em Terras de Bouro, que até há um ano atrás talvez passasse despercebido, mas que hoje chama a atenção: Covide.

 

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Deixamos a fotografia que se segue propositadamente para o fim porque esta imagem está repleta de informações. Este é já aquele Barroso ao qual eu apelido de Barroso minhoto. Aliás as últimas montanhas e as montanhas azuladas do lado esquerdo já pertencem ao Minho, mas o Barroso ainda continua pelas primeiras montanhas azuladas, embora o Rio Cávado que nessa zona agora é barragem de Salamonde, separe o Barroso minhoto (do lado esquerdo da imagem com as primeiras freguesias de Vieira do Minho) e o Barroso transmontano do concelho de Montalegre que se prolonga até ao final da barragem de Salamonde, onde ainda existem as aldeias de Pincães e de Fafião. Na imagem, ao centro e ao fundo, ainda se vê um nico da barragem de Salamonde.

 

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Continuando a analisar a mesma imagem (a imagem anterior) a aldeia que vemos em primeiro plano à direita é Santa Marinha, também localizada na croa de uma montanha a serra do Facho, que se prolonga até Ferral e um pouco mais além, cuja pendente após a aldeia, desce para o Rio Cávado que vai descendo entre montanhas até encontrar o Rio Cabril que corre entre a segunda montanha (que já é serra do Gerês) do lado direito (ainda esverdeada) e a montanha seguinte (azulada – continuação da serra do Gerês). Um último apontamento, que nos leva até à ponte da Misarela (também conhecida por ponte do diabo) que fica sobre um pequeno ribeiro que desagua no Cávado imediatamente antes deste se unir com o rio Cabril. Ou seja, uma imagem cheia de ofertas turísticas, principalmente de natureza, para descobrir

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Pardieiros que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre esta aldeia, a seguir ao vídeo, ficam um link para o post que há tempos lhe dedicámos.

 

Aqui fica o vídeo, espero que gostem:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Pardieiros:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

 

 

E quanto a aldeias do Barroso de Montalegre, despedimo-nos até ao próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Paredes do Rio.

 

 

14
Jan21

São Caetano - Chaves - Portugal

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Santuário de São Caetano

 

Hoje estava previsto irmos até a aldeia de São Cornélio, pois assim o ditava a ordem alfabética que temos seguido nesta rubrica, no entanto no meu arquivo, antes de São Cornélio, aparece o São Caetano, que embora seja um santuário e não uma aldeia, de vez em quando, temos-lhe disponibilizado este espaço das aldeia de Chaves, daí, penso que também merece ter aqui o seu vídeo resumo com todas as fotografias publicadas até hoje neste blog.

 

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São Caetano que, como santuário, é um lugar de culto e de fé, mas também de reflexão e de estar, independentemente da fé de cada um.

 

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É um lugar onde vou com alguma frequência, precisamente pelo bem estar que o local proporciona, quer de verão onde a abundância de sombras nos refresca o corpo e a alma, quer de inverno onde se sente a natureza semisselvagem a invadir-nos todos os momentos, e já deixo de parte a arte da natureza a pintar com todos os matizes de do verde todo aquele espaço nas primaveras, ou a magia de todas as cores de outono, e sim, com todo este ambiente e bem estar, mesmo sem fé, a reflexão acaba sempre por acontecer.

 

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Mas o São Caetano para a cidade de Chaves e região, é muito mais que tudo isto, que vai além da fé, do culto e do cumprir promessas, é um lugar de peregrinação com a tradição de a viagem se cumprir a pé, iniciando-se essas caminhadas a partir do dia 7 de agosto, no dia da morte do Santo e se prolonga até ao domingo mais próximo deste dia, o dia grande das caminhadas que durante toda a tarde de sábado e madrugada de domingo da celebração a estrada de acesso ao santuário é invadida por peregrinos, geralmente em pequenos grupos. Caminhadas que por promessa ou puro entretenimento ou lazer,  se vão repetindo um pouco ao longo de todo o ano.

 

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Um lugar que era também de visitas habituais de Miguel Torga, não só pelo santuário e pelo hábito de Torga gostar de beber água de todas as fontes, principalmente às quais são atribuídas características milagrosas, mas também pelo cemitério visigótico que existe junto ao santuário, momentos que foi registando por várias vezes no seu diário: “(…) Peregrino anual e céptico, não peço ao orago graças que sei que não pode conceder a um mau romeiro. Bebo-lhe a água gelada da fonte de três bicas, regalo os olhos na paisagem aberta e larga, espreito o cemitério visigótico (…)”.

 

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Por uma ou por outra razão ou até sem razão nenhuma, o São Caetano é de visita obrigatória, mas hoje não estamos aqui para falar do Santuário, pois isso já o fomos fazendo nos vários posts que lhe dedicámos ao longo da existência deste blog, posts para os quais fica link no final desta abordagem de hoje, cuja intenção é mesmo deixar aqui o vídeo com todas as imagens aqui publicadas até à presente data.

 

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Claro que aproveitamos esta oportunidade para deixar mais algumas imagens do São Caetano, imagens que escaparam às anteriores seleções ou que entretanto fomos tomando nas nossas passagens por lá, por sinal com alguma frequência, pois fica num dos nossos itinerários preferidos para entrar no Barroso do concelho de Montalegre.

 

E agora sim, o vídeo com todas as imagens. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados ao Santuário do São Caetano:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/sao-caetano-chaves-portugal-1811957

https://chaves.blogs.sapo.pt/660003.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/414108.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/414108.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/199847.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/186179.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/63542.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de São Cornélio.

 

 

 

11
Jan21

O Barroso aqui tão perto - Torneiros

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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Vamos lá até mais uma aldeia do Barroso de Boticas, ainda na freguesia de Beça, mas muito próximos da sede de concelho, Boticas, a apenas 3,5km, embora no itinerário que nós vamos recomendar sejam mais umas centenas de metros.

 

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Iniciemos já pelo itinerário, como sempre com partida da cidade de Chaves. Tal como apelidamos esta rubrica de “O Barroso aqui tão perto”, andamos mesmo por terras do Barroso bem próximas, ficando a nossa aldeia de hoje, Torneiros, a apenas 29,8Km.

 

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Mais uma vez, é a EN103 (estrada de Braga) que deveremos tomar para irmos até Torneiros, mas apenas até Sapiãos, aí deveremos abandonar a EN103 e virar para Boticas onde, logo na rotunda de entrada, deveremos saír na segunda saída, seguindo as placas que indicam Cabeceiras, Ribeira de Pena, é esta a direção que deveremos tomar até sair de Boticas, aí já estaremos na R311, a subir em direção a Quintas que fica a 3.2Km de Boticas. Nesta aldeia deveremos abandonar a R311 e virar à esquerda, isto quando nso aparecer o desvio (à esquerda) em direção a Seirrãos, Torneiros e Miradouro.

 

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Depois é só seguir por essa estrada, atravessar Seirrãos e continuar em direção ao Miradouro, onde, imediatamente antes deste último, tem a saída para Torneiros. Chegados à nossa aldeia de hoje, desfrute dela sem menosprezar as vistas que desde a aldeia se lançam, foi isso o que eu fiz nas duas visitas que fiz à aldeia, na primeira e segunda descobertas, nomeadamente em 2011 e 2018, visitas das quais resultaram as imagens que hoje vos deixo e que traduzem um pouco daquilo que é Torneiros .

 

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A titulo de curiosidade, as tais vistas sobre o mar de montanhas que se avistam desde Torneiros, segundo o sítio na net valentim.org, avistam-se serras e localidades dos concelhos mais próximos, como o de Chaves, Vila Pouca de Aguiar, Montalegre e Ribeira de Pena, mas a nível do avistamento de serras, chega até serras de Bragança, Vila Real, Marco de Canavezes, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Alfandega da Fé, Amarante, Celorico de Basto e Mondim de Basto.

 

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Uma aldeia arrumadinha na encosta da montanha, em patamares, que faz com que a aldeia seja um autêntico miradouro com olhares lançados para o mar de montanhas que se perdem no horizonte, mas também um miradouro sobre si mesma, permitido pelos arruamentos que se desenvolvem em paralelo em diferentes cotas, todos com ligação a um pequeno largo centrar onde se encontra a capela e o núcleo mais antigo da aldeia.

 

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A aldeia é rodeada por pequena elevações no fundo das quais se forma um pequeno vale com cerca de 200m de largura por 900 metros de comprimento, um autêntico tapete verde de pastagens e terras de cultivo bordejado nos seus limites com pequenos conjuntos de arvoredo a contrastar com os cumes das pequenas elevações onde apenas existe uma vegetação rasteira, mais descolorida a contrastar por sua vez com manchas de esqueletos escuros que restam de pé,  de uma antiga floresta dizimada pelos incêndios.

 

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O casario, mais antigo, à volta do núcleo da capela,  é composto por construções de granito à vista com junta seca, hoje todos com telhados de telha cerâmica, maioritariamente em telha marselha vida das cerâmicas de Chaves, mas com alguns telhados a manterem as guias de granito que antigamente acomodavam o colmo das coberturas. O casario vai sendo interrompido por pátios e pequenas eiras com canastros, alguns totalmente em madeira e os restantes com estrutura em granito, com uma duas ou três secções. A quantidade de espigueiros traduzem bem a riqueza do pequeno vale que serve a aldeia.

 

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Torneiros é uma aldeia ainda com vida nas ruas, com o habitual transito do gado a ir ou vir das pastagens e crianças, que cada vez são menos nas nossas aldeias, algumas que captamos em imagem na primeira vez que fomos à aldeia, crianças que hoje com mais 10 anos em cima já são jovens a entrar na fase adulta, gente simpática sempre com um sorriso nos rostos.

 

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Ora para concluir, Torneiros é uma das aldeias do Barroso de visita obrigatória, fique por lá o tempo que a aldeia lhe pedir para ficar, embriague-se com as vistas, descanse o olhar deixando-o navegar no degradê do mar de montanhas e quando sair da aldeia, não dê a visita por terminada, pois ainda tem mais uma paragem obrigatória, o miradouro de Seirrãos/Torneiros ou de Boticas, desde onde se pode ver toda a vila.

 

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Quanto ao que nos diz a documentação sobre a aldeia, encontrámos na monografia de Boticas – Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas, que em Torneiros, no que toca a festas e romarias, é a Nossa Senhora de Fátima que é celebrada nos dias 13 de maio e no primeiro domingo de agosto.

 

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No mesmo documento, ficámos também a conhecer uma das tradições da aldeia:

“Por altura do S. João (24 de Junho) e do S. Pedro (29 de Junho), em algumas aldeias do concelho ainda fazem as tranquilhas das ruas com paus e cancelas.

Particularmente na freguesia de Beça, onde lhe chamam as trancheiras, para além de trancarem as ruas, também é costume colocarem os arados de pau e as grades, que apanham, na torre da Igreja. Por altura do S. Pedro roubam os vasos das flores às mulheres e colocam-nos nos largos junto aos poços, na igreja, capelas ou cruzeiros como nos disse um informante de Torneiros “no S. Pedro, que é o santo mais maroto, às vezes quando as raparigas se esquecem dos vasos, daquelas flores e assim, os rapazes apanham-nas e levam-nas lá p’ra capela e depois elas tem que as ir lá buscar”, de tal forma que algumas mulheres nesses dias escondem os seus vasos."

 

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E na ausência de mais informação disponível, vamos dando por terminado este post, apenas nos falta o habitual vídeo com todas as imagens publicadas até à presente data neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Eiras:

 

 

E quanto a aldeias de Barroso, do concelho de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a última aldeia da freguesia de Beça, a aldeia de Vilarinho da Mó.

 

BIBLIOGRAFIA

CÂMARA MUNICIPAL DE BOTICAS, Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas - Câmara Municipal de Boticas, Boticas, 2006

 

WEBGRAFIA

http://www.cm-boticas.pt/

http://valentim.org/cume/1014

 

10
Jan21

O Barroso aqui tão perto - Parafita

Aldeias de Montalegre - C/Vìdeo

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PARAFITA - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Parafita, do concelho de Montalegre.

 

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Hoje, excecionalmente, mais que um post-vídeo (em imagens e vídeo) é também um post dedicado a Banda de Música de Parafita e às histórias dos seus músicos, histórias essas que fazem a abertura do livro de Bento da Cruz – “Histórias de Lana-Caprina”, sendo elas as que abrem o livro com o capítulo 1, intitulado “Os de Parafita”. Apenas algumas, pois não há espaço para todas.

 

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E uma vez que dedicamos este post à Banda de Música de Parafita, a música do vídeo que poderão ver no final do post é de sua autoria, música e três imagens que retirámos da sua página na net, à qual recomendo uma visita. Fica link no final do post. Vamos então a algumas estórias de “Os de Parafita”

 

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OS DE PARAFITA

 

Todas as grandes terras têm o seu ex libris. Atenas tem a Acrópole; Jerusalém o Templo; Roma o Coliseu; Meca a Pedra; Paris a Torre; Londres o Relógio; Nova Iorque a Estátua; Nápoles o Vulcão; Rio de Janeiro o Carnaval; Madrid a Tourada; Viena a Valsa; Barcelos o Galo; Coimbra a Universidade; Parafita a Música.

 

Melhor dizendo: Parafita tinha a Música. A Música e muitos outros predicados que dão excelência às terras. A situação geográfica, por exemplo. Reclinada numa encosta fronteira à Serra das Alturas de Barroso, dir-se-ia repousar de cabeça na montanha e pés no rio.

 

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Outrora. Hoje continua de cabeça na montanha. Mas a água subiu-lhe até à cintura.

 

É, portanto, uma terra amputada. Amputada no corpo e na alma, se entendermos por corpo a paisagem, e por alma os habitantes.

 

A História Universal está cheia de histórias de terras que foram cabeças de reino e que, de repente, entraram em declínio e desapareceram: Cartago, Tróia, Palmira.

 

Na origem dessas catástrofes está sempre uma calamidade do género da fome, da peste e da guerra, três faces distintas dum só monstro verdadeiro.

 

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A desgraça de Parafita foi a albufeira.

 

Antes da construção da barragem dos Pisões, Parafita era uma das aldeias mais florescentes e conhecidas de Barroso.

 

Florescente, pela densidade populacional, largueza de terrenos baldios e de cultivo, abundância de gado vacum, cápreo, de ceva e de capoeira, de caça e pesca, de lenha, de sol, de artesãos: carpinteiros, alfaiates, tecedeiras, alveitares, dentistas, endireitas, capadores, correeiros de albardas, molhelhas, butes e tamancos, tudo do melhor que entre nós se fazia.

 

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Conhecida, pela Música, alma e glória de Parafita e, por que não dizê-lo?, de todo o Barroso.

 

As páginas seguintes são um repositório, forçosamente incompleto, do anedotário da Música de Parafita. Mas que ninguém fique a julgar que a Música de Parafita era algum bando de estarolas. Credo! A Música de Parafita era uma escola de civismo, de cultura, de fraternidade — de treino para a vida. Dizia-se mesmo: Vale mais um ano em Parafita do que cinco em Coimbra.

 

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A Música dava aos de Parafita aquele ar de artistas que os tornava simpáticos aos olhos de todo o mundo. Simplesmente encantador ver as crianças a solfejar as primeiras notas e os velhos a discutirem as vantagens da clave de sol sobre a de fá. Todo o Barroso se orgulhava deles. Pena foi que a praga da albufeira os haja dispersado pelas sete partidas.

 

Inteligentes e laboriosos como são, os filhos de Parafita depressa grangearam nome e fortuna nas terras adoptivas. Mas não esquecem a terra-mãe. Onde quer que dois desterrados de Parafita se juntem em Babilónia, é para carpir lembranças de Sião, saudosos da qual vivem e morrem.

 

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No último inverno, quatro deles passaram um fim-de-semana numa casa de férias situada na vertente marítima da Serra de Arga, donde se abarca todo o panorama da Foz do Minho, cuja beleza é um hino de permanente louvor ao Grande Arquitecto do Universo: o rio a espraiar-se entre margens edénicas e Ilhas de Amores, a silhueta grega do Monte de Santa Tecla do outro lado, à direita, o galeão de pedra que é a Fortaleza, em frente, ao fundo, a aguarela de areia, barcos e pinheiros, à esquerda, e, a toda a largura dos olhos, o luminoso estuário, verdadeiro milagre de cor e luz em constante movimento.

 

No sábado os quatro expatriados confecionaram urna taina com iguarias trazidas expressamente de Barroso, terra bendita, onde, no dizer de Camilo Castelo Branco, uma simples batata cozida com a tona e rolada numa escudela de sal sabe que nem manjar de anjos.

 

Passaram a noite a petiscar e a carpir lembranças de Parafita.

 

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Casualmente, um deles trazia no bolso um gravador de fabrico japonês, pouco maior do que um maço de tabaco, e ligou-o. Tive acesso à gravação. É dela que vou transcrever um naco da conversa dos alegres carpidores de lembranças. Só lamento não encontrar na escrita sinais gráficos correspondentes às saborosas gargalhadas da cassete. Paciência. Vai mesmo assim.

 

 

*

*        *

 

— Parafit-atrás Parafi-tá-trás ! Arroz p'r'ó-pote ! Arroz p'r'ó-pote! Cabra velha p'r'á caldeira! Cabra velha p'r'á caldeira! Vinho ! Vinho !

 

— Para vinho eram eles uns barras! Um ano foram tocar a S. Bento de Sexta-Freita, ali para as bandas da Roca da Ponteira. Em pleno Agosto. Um calor de amolecer pedras e tirar o fôlego a qualquer um. Com receio de que a fanfarra desfalecesse nos vivaces dos metais e nos rufos dos tambores, tão do agrado das multidões, o mordomo fez seguir na procissão, bem à vista dos músicos, uma guapa rapariga com um cântaro de vinho à cabeça. Tinha boa perna, a moça. Mas nenhum dos músicos lhe olhava para elas. Iam todos de olhos no cântaro do vinho, ansiosos por molhar a palheta. Entram capela dentro a passo acelerado, a dar as últimas. Ora enquanto assim estavam, os músicos nos acordes finais e a cachopa de cântaro à cabeça, o coto duma vela pegou fogo às saiolas do altar. Num gesto instintivo, a moça despeja o vinho nas chamas. Noutro, o Barral espeta-lhe uma bofetada e atira com ela de cangalhas e de cara à banda, desmaiada. Acode o mordomo, a família do mordomo, os vizinhos do mordomo: «Grandes malandros! Olha como puseram a criança! É fazer-lhes o mesmo...» «Vamos embora, rapazes!» ordenou o Mestre, vendo as coisas mal paradas. Ninguém foi manco. A pé, costa arriba, sob a torreira, mortos de fome, curtidos de sede... O Barral até chorava: «Ó companheiros, desculpai! Mas eu estava com um secão... Quando vi o vinho entornado, não me contive... Foi sem querer...»

 

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—        Coitados. No Verão, atiravam-se ao vinho para refrescar; no Inverno, à aguardente para aquecer.

 

—        Os ensaios eram à noite, no sobrado do Pinto, depois da ceia. Chegavam todos a tremer de frio, às escuras. «Acendei lá o petromax.» Mas ninguém se entendia com aquilo. Muitas vezes, quando chegavam a acender o candeeiro, era madrugada. Acabara a aula.

 

E o garrafão? «Oh, rapazes, que frio está! E se fôssemos buscar um garrafão de aguardente para aquecer?» Como não havia copo, bebiam pelo gargalo, cada um seu gole. Vigiavam-se uns aos outros. Ai daquele que se alargasse... Um dia um deles botou dois tragos...Pegaram-se... Espatifaram tudo...

 

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—        O busílis é que passavam o tempo frio a beber fiado e o quente a tocar para o calote.

—        E sempre empenhados.

—        Apesar de não dispenderem um tostão na farda ou no transporte.

—        Farda não usavam; transporte era o burro: cada qual o seu.

—        Daí o dito: dez músicos, vinte figuras...

—        O que trazia problemas de aboletamento nas aldeias a cujas festividades iam tocar: «Ai eu quero ir para casa de fulano, que é bom tratador...»

 

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—        O boleto dos músicos trazia sempre problemas. Um dos mais bicudos advinha do sestro que os hospedeiros tinham de, no fim dos banquetes, pedirem aos hóspedes filarmónicas para tocarem qualquer coisa: «Agora, que estão de papo cheio, botem lá uma peça para a gente apreciar.» Mas que alguns não tocavam a ponta dum corno... Esses tinham de ir sempre acompanhados por alguém que salvasse a honra do convento.

—        O que nem sempre acontecia. Uma ocasião, um foi parar a casa de certa cerimónia, com talheres individuais à mesa. Puseram-lhe uma travessa de cozido à frente, para ele se servir. Mas o indígena, que não estava habituado àquilo? Começou a comer directamente da travessa... «O senhor não se serve?» — acudiu a dona da casa. «Ai eu bem servido estou...» — respondeu o alarve, puxando a gamela para debaixo dos queixos...

 

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— Lembrais-vos de quando mestre Angelino tentou pô-los a marchar direitos e alinhados, ao som da caixa?

 

— Moeu tardes inteiras a treiná-los na eira. Escusado. Se um ia para a direita, outro cambava para a esquerda. Desistiu.

 

— Esse mestre Angelino, reformado não sei de quê, vindo de Braga, era um atadinho do caraças. Tudo lhe metia medo. E montar um jumento? Um espectáculo. Entrava por um lado da albarda, saía pelo outro. Agenciaram-lhe um burro grande, desses da Ribeira, ajaezado com selim e acessórios correlativos. Foram tocar a Pitões. Ao subir a Mourela, com a vereda quase a pique e o burro muito traseiro, mestre Angelina escorrega pela rabeira da montada, vai parar ao chão a cavalo no selim e ali fica, atarantado, sem atinar com uma saída para tamanha desgraça. Nisto chega o Manuel do Pinto, o Capador, montado num bom cavalo. Diz-lhe o Angelino: «Ó senhor Manuel! Foi por Deus o senhor aparecer... Acabou-se-me o burro...»

 

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—        O Manuel do Pinto era tangedor de pratos substituto. Um dia, durante uma exibição de muita responsabilidade, adormeceu e atrasou-se no compasso. O do bombo chincou-o. Ele sacudiu o sono e disparou sozinho por ali fora: Changla! Changla! Changla!: lá se foi o êxito da audição p'ró galheiro.

 

—        Os da pancada (bombo, pratos e caixa) eram os do couce. Ora o titular dos pratos, o Manuel do Cabra, tinha a mania de empiscar às moças. Um ano, nas Alturas, durante a procissão, as de Atilhó, que passavam o Inverno na pedincha, por terras de Espanha, umas sabidonas, vinham por trás e apalpavam-no... Era um pratinho ver o velho Manuel do Cabra a bater pratos e a furtar-se às apalpadelas, aos saltinhos dum lado para o outro, ante a risota das moças e o espanto do mestre, que não percebia o que se estava a passar.

 

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Imagens retiradas da página da Internet da Banda de Música de Parafita

 

—        Esse Manuel do Cabra não era o do revólver de madre-pérola?

 

—        Não. O do revólver chamava-se Manuel da Porta e tocava bombo. Um dia, ao rebaixar o salão duma corte, encontrou um revólver antigo, com a fecharia e o cano desfeitos, mas a coronha, de madre-pérola, intacta. Limpou aquilo muito bem limpinho e apareceu na festa de Veade de coronha a sobressair ostensivamente do bolso de trás das calças. As aldeias andavam despicadas por causa duma chega de bois, os de Veade viram aquilo, ficaram de cabelos em pé e foram avisar a guarda, antes que fosse tarde. E o Manuel da Porta, um pantomineiro de marca maior, a bater no bombo e a olhar para o outro lado, a fingir que não via nada... Um dos guardas aproxima-se por trás, deita a mão à coronha de madre-pérola, puxa, vê aquela porcaria a desfazer-se em ferrugem, mas não se dá por achado. Recua e diz para os delatores, que o aguardavam atónitos: «Eu nunca vi objecto assim! Mas que perigo... Nem me atrevo a tocar-lhe... Lixe-se lá o homem!»

 

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—        Para mim, uma das melhores é a do foguete...

—        Na Senhora da Saúde? Ai eu vi. Estava lá.

—        Iam a tocar na procissão, a caminho da capela da Senhora da Saúde. A calhelha é estreita e funda e os devotos formavam alas dum lado e doutro, de palanque nos campos. Nisto vem a cana dum foguete, viumvê...vvv..., espeta-se no carrulo ao Amadeu da Marcolina e ali fica ao alto, erecta e vibrátil como antena de extraterrestre. Vai o Serafim da Benta, que o seguia na forma, deita-lhe a unha, zás!, arranca-lhe a farpa. Poucos se aperceberam da manobra e a procissão continuou, na boa compostura. O melhor veio depois: o assombro do povo que não compreendia porque é que os músicos, sempre que estoirava um foguete, empinavam os trombones para o céu, pó, pó, pó-ró, girando ângulos de trezentos e sessenta graus sobre os calcanhares, atentos ao trajecto da cana... Porra!

(…)

In “História de Lan-Caprina” de Bento da Cruz, Editorial Notícias, Lisboa, Maio de 1998

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Ficamo-nos por aqui, na página 15 das “História de Lana-Caprina” de Bento da Cruz, no 1º capítulo do livro - “Os de Parafita”, que dedica aos músicos de Parafita, e ficamos por aqui não por se acabarem as histórias sobre os de Parafita, pois essas continuam livro adentro até à página 60, mas porque são em demasia para este espaço do blog, mas pela certa que de futuro teremos por aqui mais algumas destas histórias.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Parafita que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre as Parafita ao longo do tempo de existência deste blog, a seguir ao vídeo, ficam link para esses post, onde por sinal contém mais histórias sobre os de Parafita, mas de um outro livro, “ Histórias da Vermelhinha”, também de autoria de Bento da Cruz.

 

Aqui fica o vídeo:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Parafita:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

 

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Imagem retirada da página da Internet da Banda de Música de Parafita

 

Link para a página da Banda de Música de Parafita (de visita obrigatória):

 

https://www.bandaparafita.net/cms/

 

 

E quanto a aldeias do Barroso, despedimo-nos até amanhã, desta vez calhou assim, em que teremos aqui a aldeia de Torneiros, do concelho de Boticas.

 

06
Jan21

Santo Estêvão - Chaves - Portugal

Vilas de Chaves

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SANTO ESTÊVÃO

 

Em geral, nesta rubrica, vimos aqui cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, mas hoje, embora com o mesmo objetivo, não é uma aldeia, mas sim uma vila, a vila de Stº Estêvão.

 

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Outrora Vila Medieval com a importância que a História lhe confere, perdeu esse estatuto com o passar do tempo, mas graças à sua história, Lei nº 28/2005,  atribui-lhe de novo o estatuto de Vila – a Vila de Stº Estêvão, ficando assim o concelho de Chaves, com uma (1) cidade, duas (2) vilas e cento e trinta e duas (132) aldeias.  

 

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É também uma vila com castelo, um pequeno castelo mesmo no centro da vila, com uma localização muito singular, pois ao contrário da grande maioria dos castelos que se localizam em pontos altos, em geral nos cumes de pequenos montes ou elevações, este está implantado em pleno vale de Chaves, mas pela certa que tinha a proteção dos dois ou três castelos próximos, o de Chaves e Monforte, e às vezes, o de Monterrei, pois este último, no decorrer da sua existência, tanto foi castelo amigo como inimigo, que embora próximo, já pertence à Galiza e como tal ao Reino de Espanha. Mas isto são coisas do passado, pois hoje os castelos, embora mantenham a sua importância na História, militarmente falando, não têm qualquer importância, daí, hoje em dia, ou estão abandonados, esquecidos e degradados ou foram convertidos em pousadas, museus e outros fins.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de Santo Estêvão, isso, já o fomos fazendo ao longos dos vários posts que lhe dedicamos onde houve até lugar para a poesia. Fica link no final deste post para essas abordagens à Vila de Santo Estêvão.

 

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Vamos então ao vídeo com todas as imagens da vila, uma vila do vale de Chaves, a caminho da Galiza, ali quase ao lado. Aqui fica, espero que gostem:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à vila de Santo Estêvão:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/da-nascente-do-rio-tamega-ate-aos-lagos-1867408

https://chaves.blogs.sapo.pt/sto-estevao-chaves-portugal-1826169

https://chaves.blogs.sapo.pt/550617.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/439822.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/304765.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/43927.html

 

 

E quanto a aldeias e vilas de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de São Cornélio.

 

02
Jan21

16º Aniversário do Blog Chaves

Blog Chaves - Olhares sobre o Reino Maravilhoso

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É comum festejarem-se os aniversários, pois nós, mesmo sem festa, também costumamos celebrar aqui o aniversário deste blog,  que por sinal faz hoje 16 anos. Um aniversário que coincide sempre com o deixar do ano velho e o entrar no ano novo e daí ser também tempo de balanços e previsões, do ano do blog, do ano que findou e do ano que acabou de entrar.

 

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Também e tal como vem sendo habitual nos últimos aniversários, hoje vamos deixar aqui em imagem algumas daquelas que mais gostámos de registar e publicar neste blog ao longo do ano de 2020, mais as publicadas do que aquelas que tomámos no terreno, pois como todos sabem, o ano que passou foi um ano anormal em que a pandemia, direta ou indiretamente afetou os nossos dias, um ano para esquecer, pois para o terreno em recolha de imagens, apenas saímos 2,5 vezes, como que diz dois dias inteiros e um meio dia, sendo um dia para pagar a promessa do S. Sebastião no Barroso, no dia 20 de janeiro, quando ainda e apenas se falava de  um vírus na China, na província de Hubei, em Wahan.

 

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Pois, mas o raio do vírus depressa entrou nas nossas vidas diárias, com muita informação e desinformação em simultâneo e se no inicio ele só entrava cá pelas notícias e nos novos termos a acrescentar ao nosso vocabulário que, tal como o vírus ia sofrendo mutações, também ele se foi alterando com o tempo, começou por ser o vírus da china, depois passou a coronavírus, depois começa a aparecer o Covi-19, com menos frequência foi aparecendo o Sars-Cov-2, às vezes todos misturados e popularmente também se começou a falar do bicho que anda por aí, mas pouca informação a respeito do que cada qual era, os mais curiosos lá se foram esclarecendo nos sítios disponíveis na net para ficar a saber que o bicho pertence à família dos Coronas, este em particular chama-se Sars-Cov-2 e provoca uma doença chamada Covid-19, seja como for, aqui fica a cronologia, medidas tomadas e danos colaterais nos primeiros 3 mês, que nos condicionaram na liberdade de andar por aí.

 

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2 de março – aparecem os 2 primeiros casos em Portugal

 

11 de março – A OMS declara a doença Covid-19 como Pandemia, ou seja, que a doença já estava instalada em pelo menos 2 continentes. Em Portugal, nesta data havia 59 infetados, como precaução já era recomendado o uso de máscara, de viseiras, lavagem frequente de mãos e/ou desinfeção das mesmas com gel alcoólico.

 

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16 de março – É declarada a primeira morte em Portugal causada pelo bicho enquanto que o nº de infetados já é de 331.

 

18 de março – Regista-se a 2ª morte, o número de infetados é de 642 e o Presidente da República decreta o primeiro estado de emergência, por 15 dias, com confinamento obrigatório.

 

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11 de abril (um mês após declarada a pandemia) – Continua o estado de emergência e confinamento obrigatório, (renovado em 2 de abril), o número de mortos é agora de 470 e de infetados 15.987.

 

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30 de abril – Governo anuncia que o estado de emergência vai passar para situação de calamidade, ou seja, aos poucos começam a abrir alguns serviços, comércios, etc, inicia-se um desconfinamento programado e faseado para todo o mês de maio. É o regresso a uma nova normalidade, mas com muitas regras (mascaras obrigatórias, gel alcoólico, agrupamentos proibidos, distanciamento social e mantêm-se algumas proibições, principalmente as que implicam ajuntamentos de pessoas. Nesta altura (30 de abril) Portugal tinha 989 mortos e 25.045 infetados.

 

30 de maio – Quase três meses depois dos primeiros casos em Portugal, a vida parece voltar à normalidade, à possível, continuando algumas restrições e proibições, a economia exigia que a vida voltasse à normalidade, e foi voltando… pese nesta data já terem morrido 1.396 pessoas e o número de infetados total até à data ser de 32.203 pessoas. Não temos falado dos recuperados, mas, simplificando, são a diferença entre os infetados e o nº de mortos, nesta data a rondar os 30.000 casos.

 

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20 de junho (esta data é nossa) – O número de infetados nesta data é de 38.841. A coisa do bicho e do desconfinamento parecia estar a correr bem, mas longe de estar resolvida. Fartos de confinamentos e outras obrigações, dentro da liberdade possível, saímos para um dia de fotografia, devidamente equipados com máscaras e gel desinfetante e com a preocupação do afastamento social. Demos continuidade no levantamento de mais algumas aldeias do concelho de Vila Pouca de Aguiar, foi a segunda vez do ano em que saímos para o terreno em recolha de imagens.

 

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De Setembro até hoje - Em setembro aumentam o número de casos, dá-se início da segunda vaga da pandemia ou o agravamento da primeira, a fase, que em particular, ao contrário da 1ª vaga, atacou o nosso concelho a sério, estando entre os mais atacados de Portugal,  com medidas mais confusas, recolheres obrigatórios, proibições de circular entre concelhos, etc. A nós, além de teletrabalho obrigatório, tocou-nos um confinamento também obrigatório por termos estado em contacto com casos positivos e depois disso,  os únicos dias que pessoalmente tinhamos livres (fins-de-semana) passaram a ter recolher obrigatório e/ou proibição de circular entre concelhos, no entanto, havia uma falha minha, um levantamento fotográfico que, para dar continuidade e manter a metodologia das publicações no blog, tinha de fazer, pois aproximava-se a publicação da aldeia do Barroso de Minas de Beça que por lapso não tinha feito o levantamento fotográfico. Assim, a meio da semana, lá fui no dia 4 de novembro até Minas de Beça, sem muitos cuidados, pois sabia de antemão que não iria haver contactos sociais, tratava-se mais de um contacto com a natureza, pois habitantes contavam-se pelo número de dedos de uma mão, as minas já há muito que foram abandonadas e o casario existente, deixou de ter fregueses, mesmo assim, tínhamos de cumprir e cumprimos. Foi a nossa última saída fotográfica, numa manhã de inverno, fria mas com sol, foi a última vez que saímos para o terreno. Resumindo, 2020 é um ano para esquecer e depressa. Resta-nos ter esperança num novo tempo e nas vacinas, e tal como diz uma máxima que no início se repetia por aí “Vamos todos ficar bem”, pelo menos os que escaparem à contaminação do bicho.

 

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Quanto ao blog, quem o acompanha sabe que por aqui tudo continuou mais ou menos na sua normalidade, aliás o bicho na sua primeira fase do confinamento até deu origem a mais uma rubrica extra, um concurso diário com prémios, que por sinal ainda não entregamos todos, mas que são para entregar. Também graças ao nosso levantamento fotográfico de todo o Barroso que fizemos nos últimos anos do antes Pandemia, ainda temos material (fotografias) inéditas e aldeias para aqui trazer durante mais uns meses. Para já vamos continuar pelo concelho de Boticas, com os vídeos em falta das aldeias de Montalegre e ainda temos as freguesias do Barroso que pertencem aos concelhos de Ribeira de Pena e de Vieira do Minho, ou seja, temos neste ano de 2021,  52 domingos pela frente, o que significam 52 publicações, mas sabemos que algumas, por motivo de força maior ou de outro acontecimento, irão falhar, não muitas, mas pelo menos 3 a 5 falhas, no entanto ainda temos 29 aldeias e 8 freguesias de Boticas por abordar, para além de alguns posts temáticos, como o do São Sebastião, que pela certa não será festejado, mas temos muito material em arquivo para recordar. Em Ribeira de Pena temos uma freguesia e pelo menos 7 aldeias. O pelo menos é por aldeias extintas que ainda não conseguimos localizar. Em Vieira do Minho temos uma freguesia e 11 aldeias, ou seja, sobre o Barroso ainda nos faltam pelo menos 58 posts, o que quer dizer que só terminaremos em 2022 a abordagem total, mas nem por isso estamos descansados, pois ainda não sabemos como vai correr a colheita deste ano de 2021 para podermos garantir imagens para 2022.

 

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Quanto às aldeias de Chaves, já fizemos todos os posts devidos, falta cumprir com os vídeos para algumas aldeias, poucas e não vão dar para todo o ano, apenas uns meses e a partir de aí ficamos desarmados, quer em imagens quer em conteúdos a abordar, mas é garantido que as aldeias de Chaves continuarão por aqui pelo menos aos sábados. Precisávamos de ter algum feedback daquilo que gostariam de ver aqui abordado, mas infelizmente não temos, daí temos abordado as aldeias conforme o nosso entendimento, pois tal como diz o povo, quem cala consente... mas fica o repto lançado para o pessoal das aldeias, digam-me o que gostariam de ver ou ser tratado aqui, que eu garanto-vos que vou à vossa aldeia fazer o trabalho e levantamento fotográfico que for necessário. Têm todos os meus contactos no blog, ou no facebook, ou no flickr. Mais não posso fazer.

 

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Quanto à cidade, temas não faltam e há ainda muito trabalho por fazer, não a nível de imagem, que aí uma foto arranja-se sempre, mas a nível de conteúdos. Temos alguns tópicos e rubricas em aberto, tem é faltado tempo para os tratar. Também aqui vamos fazendo o que podemos e a mais não somos obrigados. Ajudas também seriam bem-vindas, e o blog continua aberto para outras colaborações e colaboradores, e pela certa que há por aí muito boa gente que o poderia fazer, mas talvez seja mais fácil passar o tempo no facebook, onde há diversão fácil e coscuvilhice garantida, embora efémera, mas onde se podem mandar umas bordoadas e esperar pela resposta para poder mandar mais meia-dúzia de farpas…

 

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Também vamos continuar, pelo menos enquanto tivermos material, a levar-vos por outros destinos com roteiros de 1 dia, sempre com partida e regresso à cidade de Chaves,  na descoberta do Reino Maravilhoso  e outras terras vizinhas, sem esquecer a Galiza que nos é mais próxima, não só no território como culturalmente falando, e não estou a falar da língua falada, mas sim da cultura de um mesmo povo que já foi em tudo uno, mas que hoje se reparte por duas nacionalidades. E nós que até temos a eurocidade Chaves-Verin, bem poderíamos ser um exemplo para o mundo, mas infelizmente a fronteira continua a existir…

 

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Sim, o blog também vai continuar a ter aqui um ou outro desabafo, pois não somos uma máquina sem sentimentos, sentimos e ás vezes a melhor terapia para continuarmos sãos, é mesmo o desabafo.

 

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E agora vamos aos números estatísticos e algumas curiosidades do blog, mas também do flickr, do Youtube e do MeoKanal, todos eles parentes próximos do blog pois é lá que alojamos as nossas fotografias e vídeos para que possam ser vista(o)s aqui, isto se não forem considerados impróprios e vedados a menores de 18 anos, tal como aconteceu há dias no YouTube com o vídeo da aldeia de Santa Marinha. Pois, são as tais máquinas sem sentimentos que detetam obscenidades onde elas não existem, mas sei que a verdade vem sempre ao de cima e o YouTube já reconheceu o erro e pediu desculpas, e claro, repondo a verdade do vídeo, sem restrições, já pode ser visto por todos.

 

 

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Salvo raras exceções, aos quais desde já agradeço, em geral não temos o feedback dos nossos visitantes, mas o SAPO e o FLICKR têm alguns dados estatísticos, nomeadamente o nº de visualizações e origem dessas visualizações, entre outros dados, como motores de pesquisa, etc, dados esses que nos são disponibilizados e que com eles vamos fazendo uma leitura do perfil de quem nos acompanha, o que para nós é importante para podermos definir os nossos conteúdos. Pelos dados sabemos que à volta de 70% de quem nos visita está em Portugal e 30% estão no estrangeiro. Suponho que em ambos os casos são maioritariamente flavienses, mas também barrosões que nos visitam, mas no caso dos visitantes do Brasil, segundo alguns comentários que caem no blog e mails que vou recebendo, muitos são brasileiros descendentes de portugueses que vêm ao blog à procura das suas origens, em geral netos e bisnetos de emigrantes portugueses que não regressaram a Portugal, mas que guardaram documentos e passaram a mensagem de terem origem em Chaves ou nas proximidades.

 

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Sabemos também que desde o estrangeiro temos fidelizados muitos visitantes, os números ao longo dos anos têm-se mantido mais ou menos constantes, mas nos últimos anos, os visitantes dos Estados Unidos e da França, atingem quase 60% das visitas, seguidos a uma certa distância dos visitantes do Brasil, Suíça e Espanha. De realçar que neste último ano entraram dois novos países na lista, Macau e Uruguai, por sua vez, saiu da lista a India. Nesta listagem temos de ter em atenção que o SAPO só nos disponibiliza os 20 países com mais visitas, os restantes ficam em origem não definida, o mesmo acontecendo com as localidades portugueses que vêm no gráfico seguinte.

 

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Quanto ao números de Portugal, o destaque vai para os visitantes da área do Porto com números muito aproximados dos visitantes de Lisboa, seguidos a uma certa distância por visitantes de Braga, Vila Nova de Gaia, Coimbra e Bragança, mas esta distância não é bem real se tivermos em conta o número de habitantes de cada localidade.   

 

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Há dois anos fomos obrigados (ou quase) a ficar sem contador de visitas para podermos garantir uma navegação segura no blog, mas temos o portal SAPO que conta por nós as visitas ao blog, e o FLICKR que nos conta o número de visualizações às fotografias que pubicamos,  só temos que aguardar pelo final do ano para termos aqui a totalidade dos números. No outro ano em 31 de dezembro tínhamos  3.389.843 de visualizações ao blog, somando as 202.716 (dados SAPO) deste ano, atingimos em 31 de dezembro de 2020 os 3.592.559 de visualizações. Por sua vez no Flickr, onde alojamos as fotografias publicadas no blog, na presente data contamos com 16.862 fotografias publicadas, 4.028.963 visualizações e 551 seguidores de fotógrafos flickr. No YouTube ao qual só iniciámos publicações no ano de 2020 com os vídeos das aldeias, o número que temos disponível é o de subscritores do nosso canal que na presente data está em 290 subscritores. Quanto ao MeoKanal, estamos a iniciar mas aos pouco vamos alojar lá todos os vídeos publicados até hoje no blog, bem como os próximos vídeos a realizar.

 

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Quanto às nossas visitas anuais, no gráfico que o SAPO nos disponibiliza dos últimos 4 anos, andamos entre as 10000 e 20000 visualizações mensais, embora de vez em quando, e sem qualquer explicação da nossa parte, o gráfico dispare lá para cima, tal como aconteceu em junho de 2017 que só nesse mês atingimos as 41.067 visualizações e em agosto de 2018 as 25.686 visualizações. No ano de 2020 ultrapassamos a barreira das 20.000 visualizações por duas vezes, em janeiro e maio, e em junho, julho e agosto, muito próximo das 20.000 visualizações.

 

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Quanto às exposições de fotografia que costumávamos realizar na Adega do Faustino, este ano apenas tivemos patente uma ao público e já vinha de dezembro de 2019. A pandemia e o enceramento dos restaurantes fez com que não tivéssemos levado a efeito nenhuma no ano de 2020. Vamos continuar a aguardar por melhores dias, mas possivelmente ainda este mês consigamos retomar as exposições de fotografia.

 

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E chegamos àquela parte dos agradecimentos, começando por agradecer aos nossos colaboradores, sem os quais este blog não estaria completo.

 

Atuais colaboradores do blog

António Roque – O nosso poeta com  a rubrica “ Pedra de Toque”

Cristina Pizarro – Com “ Crónicas de Assim dizer”

João Madureira – Com “Quem conta um ponto…”

Luís de Boticas – Com “Crónicas Estrambólicas” e no último ano com as Crónicas de António Granjo.

Luís dos Anjos – Com "Vivências

Luís Henrique Fernandes (Luís da Granginha) – Com crónicas “Ocasionais”

Manuel Cunha (Pité) – Com “O Factor Humano”

Raimundo Alberto – Com “Chaves D’Aurora

 

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Ainda um agradecimento especial para aqueles que além de colaboradores, mesmo que de forma indireta, em geral,  me acompanham na descoberta do Barroso, do Alto Tâmega e Reino Maravilhoso, embora neste ano só tivéssemos saído duas vezes:

 

António de Souza e Silva

João Madureira

Humberto Ferreira

 

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Por último um agradecimento especial a todos quantos nos visitam e estão aí desse lado a espera das nossas imagens e textos, e às vezes até dos nossos desabafos, devaneios e disparates, que felizmente mais que infelizmente, também fazem parte da vida. Agradecimento especial duplo para aqueles que além de nos visitarem também comentam os nossos posts. Agradecimento triplo para aqueles que nos visitam e comentam com alguma frequência, por último um agradecimento para aqueles que nos visitam, comentam, incentivam e são há muito tempo nossos amigos e amigos do blog, mesmo sem os conhecermos pessoalmente. Um muito obrigado a todos.

 

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Falta ainda agradecer ao portal SAPO por nos disponibilizar este espaço e por estarem sempre prontos para resolver os nossos problemas de edição, para além de um agracecimento especial por de vez em quando colocarem posts nossos em destaque. 

 

E agora, mesmo para finalizar, fica o apelo do costume: façam comentários, peçam-me coisas, puxem-me as orelhas por não trazer aqui coisas que gostariam de ter e ver, eu estou por aqui de boa vontade para vos satisfazer, mas para isso, necessito de saber o que é que querem, necessito do vosso feedback.

 

Agora sim, um bom ano de 2021 

 

30
Dez20

Santiago do Monte - Chaves - Portugal

Aldeias do Concelho de Chaves com Vídeo

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Santiago do Monte

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Santiago do Monte.

 

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Santiago do Monte é a primeira aldeia que encontramos ao subir ao planalto do Brunheiro, isto se a subida se fizer logo após Lagarelhos, em direção a Carvela e Maços. Em Santiago do Monte existe um entroncamento onde se seguirmos em frente, vamos até Carvela ou Maços, mas se virarmos á direita, então passamos pelo centro da aldeia de Santiago, pelo seu núcleo mais antigo, em direção às restantes aldeias da freguesia de Nogueira da Montanha, à qual Santiago também pertence.

 

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Pela sua localização é uma velha conhecida nossa, pois é uma das aldeias de passagem para muitos destinos e daí, a nossa primeira imagem lá tomada já ser de 2005, e despois, temos imagens de quase todos os anos, sendo as últimas de 2015, a coincidir com o início dos nossos destinos fotográficos no Barroso.

 

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Assim, não sei quantas passagens fiz pela aldeia, mas sem verdadeiramente a conhecer, pois como tenho repetidamente dito aqui, para se conhecer o pulsar de uma localidade, há que entrar na sua intimidade e até 2015 nunca o tínhamos feito, parar na aldeia sem reparar nas horas, estar lá, percorrer as suas ruas, falar com as pessoas, e isso, só o fizemos em 2015, e sejamos sinceros, não conhecíamos mesmo a aldeia, só aí é que verdadeiramente a descobrimos, e em boa hora, pois as passagens na estrada escondem alguns dos seus encantos, e mesmo os que estão junto à estrada ganham outro interesse quando se descobrem os pormenores.

 

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Mas hoje estamos aqui pelo vídeo e nos últimos posts, com links após o vídeo,  já deixámos aqui a aldeia depois de 2015, onde fomos dizendo aquilo que sabíamos sobre a aldeia, hoje é para o seu vídeo que também estava em falta, e aqui fica ele, espero que gostem.

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Santiago do Monte:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/santiago-do-monte-chaves-portugal-1808713

https://chaves.blogs.sapo.pt/santiago-do-monte-e-companhia-1384155

https://chaves.blogs.sapo.pt/santiago-do-monte-ou-de-encontro-a-1309110

https://chaves.blogs.sapo.pt/santiago-do-monte-chaves-portugal-1255337

https://chaves.blogs.sapo.pt/834040.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/239658.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Santo Estêvão.

 

 

 

28
Dez20

De regresso à cidade...

Cidade de Chaves com Chuva

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Distraído ou com a rotina dos dias transtornada, entrou o inverno e nem dei por isso, não fosse a chuva e o frio e passaria sem dar por ele, mas já chegou e já cá está.

 

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Um regresso molhado à cidade, e passem por onde passem os meus passos, a mesma coisa, chão molhado, chão molhado e chão molhado, foi assim na rua Direita, desci ao Arrabalde a mesma coisa.

 

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Rua de Santo António, a chuva continua, nem o santo lhe vale, e se calha até tem razão, pois para além dos casamentos da capital dizem que é padroeiro dos pobres… agora já percebi porque é que ele vinha nas notas de 20 escudos, mas adiante, que o Santo António não tem culpa e depois o padroeiro da cuva até é o S. Pedro.

 

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Seja como for e por onde forem os nossos passos de hoje, vão pela chuva, os das secas, hoje, escusam de se queixar…

 

Com ou sem ela, a chuva, uma boa semana para todos, e se possível, desviem-se do bicho que a vacina já chegou a terras de Portugal, agora é só esperar que chegue até nós.

 

 

 

26
Dez20

Santa Ovaia - Chaves - Portugal

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Santa Ovaia.

 

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Já não sei que mais há para dizer sobre estas aldeias. Mais uns dias e este blog faz 16 anos, já calcorreámos todas as nossas aldeias pelo menos duas ou três vezes e outras, até vamos lá com mais frequência, principalmente se ainda têm vida, gente nas casas e nas ruas, ainda mantêm as suas tradições, a sua festa anual, alguns usos e costumes, mas essas são poucas, a grande maioria parou no tempo, abandonos, são cada vez mais notórios, principalmente nas ruas vazias de vida mas sobretudo nas nas casas, pois elas não conseguem sobreviver sem gente dentro, parece-me que também têm sentimentos e se ficam sozinhas, acabam por ficar deprimidas, não tratam das suas doenças e morrem.

 

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Não sei porque insisto em ir por lá de vez em quando, o único consolo que às vezes por lá encontro é a de uma conversa mais ou menos demorada com um velho resistente, aprendo sempre qualquer coisa com eles, aqueles que outrora, quando as aldeias eram aldeias a sério, ocupavam na escala hierárquica da família o lugar mais elevado, o do respeito e do saber, em casas onde viviam pelo menos 3, às vezes 4 ou até 5 gerações, velhos que alguns nunca puseram um pé na escola mas que da vida sabem tudo e muito, mas muito mais que qualquer doutor que andou a passear o cú nos bancos das escolas. Velhos resistentes que resistem a tudo, até aos lares, porque eles bem sabem o que são asilos…  

 

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Já que começámos vamos até ao fim, e quando tudo terminar, iremos lá para ver o que fico e dizer, era uma vez… pois há sempre uma estória para contar. Mas com é habitual nestes posts-vídeo, estamos aqui pelo vídeo que Santa Ovaia não teve nos posts anteriores que lhe dedicámos, posts para os quais fica link a seguir ao vídeo.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Santa Ovaia que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem .

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Santa Ovaia:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/santa-ovaia-chaves-portugal-1849393

https://chaves.blogs.sapo.pt/sta-ovaia-chaves-portugal-1305666

https://chaves.blogs.sapo.pt/as-nossas-aldeias-1221339

https://chaves.blogs.sapo.pt/436380.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/279725.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até à próxima quarta-feira em que teremos aqui a aldeia de Santiago do Monte.

 

 

 

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