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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

17
Mai18

Fugas - Santiago de Compostela


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Santiago de Compostela

 

Dezembro de 2014. Chegamos já perto da hora de almoço e estacionamos numa zona a não mais do que uns 500 metros da Praça do Obradoiro. Seguimos a pé até à praça e logo reparamos que as torres da Catedral estão envoltas em andaimes. Entre a deceção por não podermos tirar fotografias e a satisfação por saber que estão a decorrer obras de restauro para conservar o monumento vamos em busca de um restaurante, deixando a visita para mais tarde. Após o almoço, vamo-nos perdendo pelo centro histórico da cidade, até que, a dada altura, chegamos ao Parque da Alameda, o local de onde, a partir do Passeio da Ferradura, se tem a melhor visão frontal da catedral, sobressaindo magnífica entre todo um conjunto de edifícios históricos. Na vertente oposta do parque um miradouro permite-nos abarcar todo o Campus Universitário Sul, um amplo espaço com edifícios universitários, equipamentos desportivos, residências universitárias e muitos jardins e zonas verdes, que quase nos leva a sentir inveja dos estudantes que ali vivem e estudam.

 

O “Mercado de Abastos”, o segundo local mais visitado da cidade, é a nossa próxima paragem. É um mercado típico, onde se pode encontrar peixe, marisco, frutas e legumes, queijos, enchidos, mas que tem uma particularidade única – no Bar do Mercado, por uma percentagem do valor das compras, cozinham-nos na hora os produtos comprados no local, de modo a poderem ser saboreados ali mesmo.

 

Ao final da tarde visitamos finalmente a Catedral onde, segundo a tradição católica, se encontra o túmulo com os restos mortais do apóstolo São Tiago. O “Botafumeiro” é outro dos símbolos da catedral – um enorme incensário suspenso a 20 metros de altura na cúpula central e que, em determinadas celebrações religiosas, com a força de 8 homens e um sistema de cordas e roldanas, “voa” pela Catedral, por cima dos fiéis. A minha filha mais velha fica curiosa com esta descrição e prometo-lhe que mais tarde, no hotel, procuraremos um vídeo no Youtube para ela ver.

 

Lá fora, e porque estamos em dezembro, o dia vai chegando ao fim e ainda há tanto para ver…

Luís dos Anjos

 

 

 

16
Nov17

Fugas


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Uma visita ao “Pulo do Lobo”

 

Final de julho de 2015. Estamos de regresso de uns dias de descanso no Algarve e vamos subir no mapa pelo interior, com Espanha bem por perto. Passamos junto a Vila Real de Santo António e vemos à nossa direita, a apenas alguns quilómetros, a Ponte Internacional sobre o Rio Guadiana. Após uma hora de viagem chegamos a Mértola, uma vila circundada por uma velha muralha e marcada por uma forte herança cultural de vários povos que por ali passaram.

 

Saímos em direção a Beja e encontramos à direita a indicação “Pulo do Lobo”. Já a tínhamos visto uma semana antes, na viagem de ida, mas a proximidade da hora do almoço adiou a visita. Desta vez resolvemos fazer um desvio para conhecer o local. Deixamos a estrada nacional e andamos uns bons 20 quilómetros por uma estrada estreita que nos vai levando pela típica paisagem alentejana – planícies ondulantes, tons dourados, sobreiros, azinheiras… e muito silêncio – e, quando já nos parece que estamos perdidos, a estrada acaba no portão de uma propriedade privada. “Herdade do Pulo do Lobo” pode ler-se numa placa. Por momentos, ficamos um pouco confusos, mas no outro pilar do portão, escrito em português e também em estrangeiro, lemos: “Acesso ao Pulo do Lobo permitido. Após entrar e sair por favor feche o portão”. Entramos e a partir daí espera-nos cerca de um quilómetro e meio de caminho de terra batida, sempre a descer. A meio do percurso decidimos deixar o carro e seguimos a pé. Continuamos a descer e, após alguns minutos, chegamos ao Pulo do Lobo, a maior queda de água a sul de Portugal, onde as águas do Guadiana se precipitam de uma altura superior a 20 metros por uma garganta rochosa até um enorme lago na parte inferior. Depois, o rio segue o seu curso por um sulco escavado na rocha ao longo de milhares de anos. A paisagem é impressionante e merece uns minutos de contemplação e umas quantas fotografias.

 

É quase meio-dia e o sol aquece. Quando chegamos novamente ao carro estamos cansados, com a roupa completamente colada ao corpo, sujos com o pó do caminho… mas o esforço valeu a pena!

 

 Luís dos Anjos

 

 

18
Mai17

Fugas - Por terras do Alto Minho


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Por terras do Alto Minho

 

 2011. O calendário avança e o período de férias aproxima-se. Em família começamos a pensar no destino: Sul ou Norte? O azul do mar ou o verde da montanha? O marulhar das ondas ou o canto dos pássaros? Venceram o Norte, o verde e o canto dos pássaros. Preparam-se as malas, a máquina fotográfica, os óculos de sol… e um mapa, pois o GPS ainda não faz parte das nossas aquisições. Mais importante que tudo isto, e com a vantagem de não ocupar espaço na bagageira do carro, levamos também boa disposição e vontade de descobrir novos e agradáveis recantos deste país.

 

Partimos, então, para Valença, no Alto Minho. De paragem em paragem, pois não temos pressa, vamos subindo pelo mapa, sempre junto ao litoral, até que em Caminha o mar fica para trás e passa a ser o Rio Minho a acompanhar-nos no resto da viagem, indicando-nos que Espanha é já ali, na outra margem.

 

Em Valença descobrimos uma cidade fortificada, memória de um passado longínquo de disputas territoriais entre os reinos ibéricos. Passeamo-nos descontraidamente no interior das suas muralhas, visitamos algumas lojas de artesanato e, por fim, passamos pelo posto de turismo para obter mais algumas informações sobre a região.

 

Palácio da Brejoeira.jpg

 Fotografia de Luís dos Anjos

Nos dias seguintes, subimos um pouco mais e vamos até à vila de Monção, também nas margens do Rio Minho e com Espanha à vista. E como estamos na região do vinho Alvarinho, não podemos deixar de visitar o Palácio da Brejoeira, seguramente um dos mais belos de todo o Norte de Portugal, mandado construir no início do século XIX e classificado como monumento nacional desde 1910. Aqui, nos 18 hectares de vinha que se estendem ao redor do palácio, é produzido um dos mais afamados vinhos da casta Alvarinho.

 

Ainda mais a Norte fica Melgaço, mas a visita terá de ficar para uma próxima oportunidade, pois ainda queremos conhecer Vila Nova de Cerveira, onde uns dias antes, de passagem, pudemos observar a estátua de um cervo no alto da montanha, e saber da lenda que terá estado na origem do nome desta localidade.

 

Na hora do regresso a casa sentimos já uma vontade de voltar em breve para novas descobertas.

 

Luís dos Anjos

 

 

19
Jan17

Fugas - Uns dias no Alto Alentejo


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Uns dias no Alto Alentejo

 

Março de 2013. Aproveitando o fim de semana da Páscoa partimos, em conjunto com um casal amigo, para uns dias de merecido descanso na zona do Alto Alentejo. Ao fim de cerca de duas horas de viagem chegamos a Marvão, entre Castelo de Vide e Portalegre, e encontramos uma pequena vila rodeada por muralhas seculares e literalmente edificada no cimo de um enorme monte de rochedos. Esta sua localização estratégica, próxima da fronteira e com difíceis acessos, tornaram esta vila um importante bastião defensivo português durante séculos, tendo-se travado aqui diversas batalhas.

 

Marvão.JPG

Fotografia de Luís dos Anjos

Depois de nos instalarmos na casa onde vamos ficar nos próximos dias, ainda temos tempo para fazer um pequeno passeio de reconhecimento da zona envolvente, até que a chuva nos obriga a voltar para trás. Nos dias seguintes, o tempo mantem-se chuvoso e limita bastante a nossa ação. Conseguimos, ainda assim, percorrer as ruas sinuosas e estreitas, ladeadas de casas brancas, e visitar o castelo de onde podemos desfrutar de uma vista deslumbrante 360º à nossa volta. Temos ainda tempo para realizar uma atividade de Geocaching – uma prática que consiste em descobrir pequenas caixas ou objetos escondidos em locais estratégicos, partindo de coordenadas GPS e de algumas dicas que se podem consultar na Internet. Nas horas em que ficamos por casa ocupamos o tempo a ler, a jogar snooker, damas e outros jogos com as mais pequenas da família.

 

No dia do regresso tomamos um caminho diferente e passamos por Nisa e Vila Velha de Ródão, e ao cruzarmos o Rio Tejo avistamos à nossa esquerda as Portas de Ródão, um importante acidente geológico, onde o rio forma um estreitamento e dá lugar a uma enorme garganta. Impressionados com esta descoberta, que não conhecíamos de todo, subimos por uma estrada sinuosa até ao topo da “porta” norte e deslumbramo-nos com uma visão fantástica sobre o vale do rio. Entretanto, a chuva volta a surpreender-nos e obriga-nos a uma pequena corrida até ao carro antes do regresso a casa.

 

Luís dos Anjos

 

 

31
Ago16

Fugas - Um dia no Porto


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Um dia no Porto

 

Agosto de 2014. A caminho de Chaves para uns dias de férias planeámos uma paragem de um dia no Porto para revisitar a cidade. O Palácio de Cristal, um dos mais emblemáticos e agradáveis espaços verdes do Porto, é o nosso primeiro ponto de paragem. Apesar de já aqui termos estado várias vezes, não deixamos nunca de nos surpreender com os jardins de estilo romântico e as deslumbrantes panorâmicas que se nos oferecem, desde a Ponte D. Luís, de um lado, até à Ponte da Arrábida e à Foz, do outro.

 

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Para o almoço deslocamo-nos até à zona das Antas e de lá iniciamos um agradável passeio que nos leva pela Rua da Boavista até à rotunda com o mesmo nome (na verdade, chama-se Praça Mouzinho de Albuquerque, mas será sempre a Rotunda da Boavista), seguindo depois pela avenida até à zona do Castelo do Queijo onde, perante a curiosidade das minhas filhas sobre esta designação, acabo por lhes explicar que o nome se deve ao facto do Forte de São Francisco Xavier ter sido construído sobre uma enorme rocha arredondada com um formato semelhante ao de um queijo. Percorremos depois toda a zona marginal de regresso à cidade e acabamos por estacionar em frente ao Palácio da Bolsa. A pé, seguimos até à zona da Alfândega do Porto para visitar o “World of Discoveries”, um moderno espaço temático que recria a odisseia dos Descobrimentos Portugueses, e assim que entramos, na parede mesmo em frente, deparamo-nos com a conhecida passagem da obra “Os Lusíadas”, na qual Luís de Camões relata a passagem dos navegadores portugueses pelo Cabo da Boa Esperança e o confronto com o Gigante Adamastor - “Aqui ao leme sou mais do que eu / Sou um povo que quer o mar que é teu”. Terminada a visita seguimos para a Ribeira e envolvemo-nos numa multidão de turistas. O passeio ainda poderia prosseguir para a outra margem do rio, para revisitar as caves do Vinho do Porto, ou voltar a subir à Serra do Pilar, por exemplo, mas deixamos essas visitas para uma próxima viagem...

 

Luís dos Anjos

 

 

17
Mai16

Fugas - Um passeio pela região Oeste


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Um passeio pela região Oeste

 

Passeio de um dia pela Região Oeste, aqui mesmo ao lado. Saímos de Leiria e passamos pela Marinha Grande, seguindo depois para Sul até à Nazaré, mas antes de descermos até à vila voltamos à direita e vamos até ao Sítio da Nazaré, um magnífico miradouro no alto de uma enorme falésia. Aqui, segundo a lenda, terá ocorrido o célebre episódio de Dom Fuas Roupinho, o alcaide do castelo de Porto de Mós, que andava a caçar a cavalo envolto num denso nevoeiro e que, ao perseguir um veado, acabou por se dirigir para o cimo da falésia. Quando se apercebeu que estava à beira do precipício, em perigo de queda, invocou Nossa Senhora e, então, milagrosamente, o seu cavalo estacou, ficando as suas patas dianteiras suspensas no penedo rochoso, sobre o vazio.

 

Continuando para Sul, passamos ao lado de São Martinho do Porto e chegamos às Caldas da Rainha, uma cidade que nasceu e cresceu em redor do Real Hospital das Caldas, mandado construir por ação mecenática da Rainha D. Leonor. O ponto central da cidade é a Praça da República, mais conhecida como Praça da Fruta, pelo facto de ali se realizar diariamente (durante a manhã) o pitoresco mercado de frutas, flores e legumes. Um outro ponto de paragem obrigatória é o Parque D. Carlos I onde temos a oportunidade de fazer uma bela caminhada, e até um pequeno passeio de barco no lago, que nos abre o apetite para o almoço, após o qual seguimos para Óbidos, a pouco mais de uma meia dúzia de quilómetros.

 

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 Hospital Termal das Caldas da Rainha - Fotografia de Daniel Branco

 

A vila de Óbidos confunde-se com o seu castelo e as suas muralhas e é, seguramente, um dos conjuntos defensivos mais bem conservados em Portugal. Entramos na cidadela pela “Porta da Vila”, toda ela revestida por azulejos, e que nos deixa desde logo fascinados. Depois, no interior, temos ruas e vielas, igrejas e lojas de artesanato, e ainda a famosa “Ginginha” de Óbidos, uma bebida típica feita a partir da ginja e servida num pequeno copo de chocolate. 

 

O relógio vai avançando e o nosso passeio fica por aqui. Regressamos ao carro e a casa, à espera da próxima saída…

 

 Luís dos Anjos

 

 

10
Mar16

Fugas - De BUGA em Aveiro


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De BUGA em Aveiro

 

 

Maio de 2008. Um fim-de-semana diferente é ainda mais diferente se for imprevisto. Decidimo-nos a meio da tarde de Sexta-feira. Fazemos as malas e saímos. Regressamos a um local já nosso conhecido de um anterior passeio: a Lagoa de Fermentelos. Instalamo-nos na mesma estalagem e programamos um itinerário diferente, pois foram muitas as coisas que ficaram por ver na nossa anterior visita. Decidimos que o dia de Sábado será para descobrir Aveiro.

 

Chegamos à cidade pela entrada sul, passando em frente ao Campus da Universidade, seguimos para a Gafanha da Nazaré e observamos a imensa ria. A paragem seguinte é no centro. Estacionamos e começamos a nossa caminhada junto aos canais percorridos pelos barcos moliceiros. É então que reparamos no grande número de pessoas que passeia de bicicleta, e reparamos também numa outra particularidade: as bicicletas são todas iguais, são as BUGA’s – Bicicletas de Utilização Gratuita de Aveiro. A nossa filha repara ainda mais depressa do que nós que algumas têm uma cadeirinha atrás para levar os mais pequenos, e de imediato pede-nos para dar uma volta. Procuramos um dos pontos onde é possível requisitá-las. Sabendo que a sua utilização é gratuita, pergunto durante quanto tempo se pode andar. Simpático, o senhor responde-me que só fecham às 19h00... Há já vários anos que não ando de bicicleta, penso que desde que saí de Chaves para ir para a Universidade, mas como diz o povo... nunca se esquece...

 

Chega a hora do almoço e depois, a meio da tarde, o regresso à estalagem. À noite, após o jantar, somos convidados para assistir a um espectáculo com um rancho folclórico de Fermentelos, que vai actuar na estalagem para um grupo de turistas. É uma experiência nova e enriquecedora. Já perto da meia-noite entregamo-nos, vencidos, a um sono profundo.

 

O Domingo é basicamente o dia de regresso para não chegar tarde a casa, porque nem só de passeio se faz um fim-de-semana e ainda nos esperam algumas tarefas para cumprir antes do início de mais uma semana de trabalho.

 

Luís dos Anjos

 

 

28
Jan16

Fugas - As salinas de Rio Maior


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As salinas de Rio Maior

 

Fim de semana de fevereiro. O sol, ainda que tímido, contrasta com a chuva dos últimos dias e convida-nos a sair de casa. Rolamos pouco mais de 40 quilómetros para sul. Ao chegar próximo do Alto da Serra saímos do IC2, em direção a Rio Maior. Um pouco mais à frente aparece-nos a placa “Marinhas”, à esquerda. Descemos uns dois ou três quilómetros e avistamo-las.

 

As Salinas de Rio Maior, também chamadas Marinhas de Sal, encontram-se no sopé da Serra dos Candeeiros, a 30 quilómetros do mar, e apresentam-se como uma minúscula aldeia de ruas de pedra e casas de madeira, onde se destacam peculiares tanques de formas e dimensões irregulares. Estas salinas são únicas no país e fruto de um fenómeno da natureza. A 60 metros de profundidade existe uma gigantesca mina de sal-gema atravessada por uma corrente de água cujo caudal dá origem a água sete vezes mais salgada que a do mar. O poço existente abastece dezenas de pequenos tanques, chamados talhos e a distribuição da água obedece a regras que nunca foram escritas e cujas origens se perdem no tempo (existem referências às salinas de Rio Maior desde 1177).

 

Salinas de Rio Maior.jpg

 

O sal, que agora é depositado em grandes armazéns da Cooperativa que gere todo este espaço, era antigamente armazenado nas cerca de cem casas existentes, totalmente construídas em madeira, inclusive as fechaduras e respectivas chaves, para evitar a corrosão do sal. Também em tempos passados, algumas destas casas funcionavam como tabernas, por onde passavam os salineiros depois do trabalho. Hoje, várias delas estão transformadas em lojas de artesanato ou pequenos restaurantes típicos.

 

Estamos em fevereiro e, por isso mesmo, não avistamos as típicas pirâmides de sal a secar ao sol, pois a atividade apenas se iniciará daqui a mais algumas semanas, quando o sol conseguir ser suficientemente forte para provocar a evaporação da água. Nessa altura, cada litro de água originará cerca de 200 gramas de sal, o que acontecerá ao fim de 6 dias nos talhos. Completamos a nossa visita e regressamos a casa. Fica o desejo de voltar para uma visita mais demorada.

 Luís dos Anjos

 

10
Nov15

Fugas - A mais antiga vila de Portugal


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A mais antiga vila de Portugal

 

Verão de 2007. Estamos no Minho, na mais antiga vila de Portugal, com foral concedido no ano de 1125, por Dona Teresa, mãe de D. Afonso Henriques - Ponte de Lima.

 

Um passeio pela zona histórica revela-nos ruas pacatas e casas pitorescas, tipicamente minhotas. O verde e o colorido das flores são também presença constante nos vários recantos ajardinados que encontramos um pouco por todo o lado. Particularmente emblemática é, sem dúvida, a ponte que esteve na origem do nome da vila e que tem a particularidade de ser formada por dois troços distintos, um romano e outro medieval.

Lagoa de Bertiandos (Ponte de Lima).jpg

 Lagoa de Bertiandos - Ponte de Lima - Fotografia de Luís dos Anjos

Terminado o almoço, resolvemos telefonar a uma amiga minha dos tempos de estudante com quem já não estamos há alguns anos e que vive numa aldeia próxima. A dada altura da conversa pergunto-lhe: “Já agora, onde é que se pode tomar um café em Ponte de Lima?”. Do outro lado, um pequeno silêncio e depois: “Mas, então… tu estás em Ponte de Lima?”. Acabamos por nos encontrar minutos depois e seguimos para tomar um café do outro lado da ponte, junto à Igreja de Santo António da Torre Velha. A conversa prolonga-se até final da tarde.

 

No dia seguinte partimos à descoberta das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos, uma área protegida de rara beleza, nas margens do Rio Estorãos, a poucos quilómetros de Ponte de Lima. Avançamos sobre as passadeiras de madeira, autênticas pontes que se estendem por todo o espaço e nos permitem uma visão magnífica das lagoas e de toda a sua envolvente. É importante caminhar em silêncio e com todos os sentidos em alerta para poder apreender toda a diversidade de sons, cores e cheiros deste verdadeiro paraíso ecológico. Apetece-nos demorar um pouco mais por aqui, mas a proximidade da hora de almoço e o cansaço da nossa filha obrigam-nos a encurtar a visita.

 

Regressamos ao carro e seguimos em direção a Viana do Castelo para novas descobertas.

Luís dos Anjos

 

 

01
Ago15

Fugas - Nos Picos da Europa


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Nos Picos da Europa

 

Verão de 2008. O nosso destino é o Parque Nacional dos Picos da Europa, no norte de Espanha. Saímos de Chaves e fazemos uma primeira paragem em Oviedo, capital das Astúrias. Encontramos uma cidade simpática, impecavelmente limpa e com muito para visitar. Para além do centro histórico, dos museus, da catedral e dos parques, surpreende-nos um conjunto imenso de estátuas espalhadas pelas ruas, o que converte a cidade numa espécie de museu ao ar livre.

 

Dois dias depois seguimos viagem e passamos por Nava, a capital da sidra, uma bebida preparada com sumo fermentado de maçã e muito apreciada nesta zona, onde é servida cumprindo um verdadeiro ritual denominado “escanciar”, que consiste em fazer “voar” a sidra desde a garrafa, colocada bem acima da cabeça, com o braço esticado, até ao copo colocado na outra mão, tão baixo quanto possível. Em Cangas de Onis instalamo-nos no parque de campismo da localidade. A partir daqui existem vários e deslumbrantes trilhos para percorrer a pé, sendo o mais conhecido a Rota do Cares, um trilho que acompanha a garganta do Rio Cares durante cerca de dez quilómetros.

Picos da Europa.jpg

 Fotografias de Luís dos Anjos

Nos dias seguintes vamos até Bulnes e viajamos no funicular que, pelo interior da montanha e com uma inclinação de quase 20%, nos leva até à aldeia com o mesmo nome. Vamos também até Fuente Dé, onde é possível viajar num teleférico que nos deixa a quase dois mil metros de altitude, numa paisagem de fragas cobertas de neve, mas optamos por deixar a viagem para uma próxima oportunidade. Visitamos também o maciço central do parque, uma zona de circulação exclusiva em autocarros turísticos que vão percorrendo estradas sinuosas e estreitas, de tal modo que nalguns troços existem locais pré-definidos para os autocarros que sobem e descem a montanha se poderem cruzar. Saímos no Santuário de Covadonga e deslumbramo-nos com a basílica e, principalmente, com a pequena capela numa gruta no meio de uma enorme parede rochosa por debaixo da qual surge uma cascata de água. Voltamos a entrar noutro autocarro e seguimos estrada acima até aos lagos Enol e Ercina, a mais de mil metros de altitude, numa paisagem plena de beleza e de silêncio, quase a tocar os céus…

Luís dos Anjos

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