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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Discursos sobre a cidade

25.05.18 | Fer.Ribeiro | comentar
  A ABELHA E O NANO O Nano, Adriano de seu nome próprio, velho amigo, era travesso como um arrôcho. Terror dos pardais novos, passava a vida na candonga e no rapinanço. Fossem as cerejas de Junho, ou as castanhas de Outubro, tudo lhe servia. Apre (...)

Discursos Sobre a Cidade

27.04.18 | Fer.Ribeiro | comentar
 Serafina Bajouca O padre Zé estava gasto como puída estava a batina que não trocava há tantos anos. As pedras dos caminhos ermos que calcorreava para pastorear o seu rebanho, tinham-lhe moído o corpo e a alma. Poucos mais anos lhe emprestaria a vida, apesar de a ter (...)

Discursos Sobre a Cidade

23.03.18 | Fer.Ribeiro | comentar
 TIRADAS DO PÓPULO O Pópulo era um martelão, como soi dizer-se!Mas de tão trengo, tinha a sua graça!Enquanto foi vivo, protagonizou muitas estórias para animação dos serões de inverno.Hoje, ausente que está há muitos anos, haja alguém que as convoque para que (...)

Discursos Sobre a Cidade

26.01.18 | Fer.Ribeiro | comentar
 CALDO DE BATRÁQUIO Ter água canalizada em casa era um luxo quase proibido nas aldeias rurais dos anos quarenta. As fontes públicas resolviam quase todas as necessidades. Fossem os fontanários, ou as populares fontes de mergulho, toda a gente se abastecia aí do (...)

SINCELOS - ESTÓRIAS DE CHAVES

11.12.17 | Fer.Ribeiro | comentar
 SINCELOSestórias em Chaves Sincelos – estórias em Chaves, mais que estórias é um presente de Natal com estórias nossas, da nossa terra,  que o Gil Santos, também ele flaviense do planalto do Brunheiro e que também faz parte da família deste blog,  nos (...)

Discursos Sobre a Cidade - Por Gil Santos

24.11.17 | Fer.Ribeiro | comentar
 Pior a emenda que o soneto No Planalto do Brunheiro, monte sobranceiro à veiga de Chaves, nada medra que não seja centeio e batata. Terra verdadeiramente fria, é varrida pelos ventos gelados que se entalam entre o Larouco e a Padrela. Mesmo o pinheiro bravo tem (...)

Discursos Sobre a Cidade - Por Gil Santos

27.10.17 | Fer.Ribeiro | comentar
 NA TASCA DO RAMADA Almerindo Preguiceiro era um vagabundo! Nem sabia nem queria fazer nada. Passava os dias a derringar polaina de tasca em tasca, amanhando conversas de ocasião com os parceiros copofónicos ou a tainar com outros da sua igualha. O bandalho nasceu com

Discursos sobre a cidade - Por Gil Santos

25.08.17 | Fer.Ribeiro | comentar
 Introito Como diz o ditado “o prometido é devido”. Assim, por falta de tempo e de melhor tema, aproveita-se para este “discurso” um segundo texto da obra de Fernando António Almeida, intitulada “Estórias de Portugal” editado pela Âncora em 2001. A (...)

Discursos sobre a cidade - Por Gil Santos

28.07.17 | Fer.Ribeiro | comentar
 Nota PréviaPassando os olhos por um pequeno livro, esquecido, na estante de uma biblioteca pouco frequentada, dei com os olhos em dois textos que falam da nossa terra. Trata-se de um livro da autoria de Fernando António Almeida, intitulado “Estórias de Portugal” (...)

Discursos Sobre a Cidade

23.06.17 | Fer.Ribeiro | comentar
 ABÉSPORAS Na terra escrava do Planalto pouca há que medre! Tirando o centeio – ancestral gramínea da palha e do pão que fazia a cama da gente e dos bitchos e atulhava as arcas de castanho para as invernias – e a batata, vinda das américas em meados do séc. (...)

Discursos sobre a cidade

26.05.17 | Fer.Ribeiro | comentar
 PAPA HÓSTIAS O maio de 66 vinha quente como lume! A natureza explodia em toda a sua pujança e de cada lura recendia vida. Todavia, o maio de 66 trazia o diabo no ventre com as sementes da mudança. Um tempo de escacholar um mundo cristalizado nas mais retrógradas (...)

Discursos Sobre a Cidade - Por Gil Santos

28.04.17 | Fer.Ribeiro | comentar
 O RACIONAMENTO O Marcelino Pão e Vinho andava lazarado! Ele bem escancarava a gaveta do meio da mesa de castanho da cozinha, mas do pão, que antes guardara, nem migalhas! Restava a velha faca do Palaçoulo, gastinha de o cortar. A barriga andava-lhe colada às (...)