Tia Maria versus Helena Almeida

Este Tia Maria Versus Helena Almeida é um versus improvável e só acontece, aqui, porque eu o imaginei a acontecer. Lembro-me de um professor que tive, uma vez nos dizer que nas nossas leituras, deveríamos fazê-las como as galinhas fazem quando comem, isto é, quando bicam um grão de milho, por exemplo, bicam-no no chão e depois levantam a cabeça. Nas nossas leituras deveríamos fazer o mesmo, ler e levantar a cabeça para refletir sobre o que lemos. Há dias achei piada que um amigo me disse o mesmo mas por outras palavras, textualmente, transcrevo do e-mail que recebi desse amigo “Não tenho podido fazer uma (duas) das coisas que mais gosto: LER (estudar o que leio) e escrever.”

Helena Almeida em exposição no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso - Chaves
Pois este Tia Maria Versus Helena Almeida não é mais que o resultado da observação, entenda-se como leitura e reflexão sobre aquilo que vejo, isto tendo em conta que nem só as palavras se leem, as imagem também se leem, os gestos também têm leitura, até o silêncio tem várias leituras… vai daí, que das leituras que fiz do andar da Helena Almeida e do andar da Tia Maria (nome também provável, pois não conheço a senhora) cheguei até este post, apenas pelo contraste do andar, de quem anda para, é que o andar da Tia Maria, lê-se nitidamente que é um andar de que vai à sua vida, já no andar de Helena Almeida, deixando a arte de parte, lê-se nitidamente que não pode ir a lado nenhum, o raio da uma parede insiste sempre em estar nos seus caminhos, inclusive agora, depois de nos abandonar é pendurada numa parede que está toda a sua arte.
E com esta me bou, está na hora de também eu me por a andar…
Até amanhã!
Para saber mais sobre Helena Almeida, clique aqui.





