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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Abr12

Pecados e Picardias - Por Isabel Seixas


 

MEGALOMANIA

 

Se eventualmente esta semana, como espero, me sair o Euro milhões vou comprar a Unidade de Chaves do Centro Hospitalar. É um Sonho…


Basicamente vou primeiro ressuscitar Florence Nightingale coloca-la de anfitriã para receber os utentes com a ternura e a compreensão a que têm direito não só por estar consignado na constituição mas porque são legitimados no primeiro conteúdo FUNCIONAL principal e transversal de cada profissional de saúde, basicamente assim uma espécie de congruência ou um dizer a areta com a careta, ou no mínimo brio, claro só para sensibilizar os 1% adormecidos  no Seu egocêntrico  ao poder a julgar que o hospital é deles, e não dos utentes/doentes, não vai custar nada! Que ideia.


Claro se eventualmente me sair o Euro milhões.


Não permitirei, não esqueçam que sou a dona, que nenhum profissional faça turnos de mais de oito horas seguidas sob pena de podermos duvidar das suas capacidades de raciocínio fluente principalmente os que têm que fazer raciocínios de maior complexidade e diagnóstico diferencial, por exemplo um engenheiro que tenha que descobrir uma avaria no sistema de funcionamento global e ainda por exemplo num bloco operatório onde decorrem cirurgias urgentes e ou programadas num dos aparelhos. Oh já nem falo dos médicos , dos enfermeiros  técnicos,  assistentes operacionais,…Que como sabemos são humanos e imunizados ao desgaste do tempo e raramente manifestam sinais de cansaço.

 


Vou adaptar as valiosas salas de espera para consultórios nomeadamente de Enfermagem generalista  e especializada, Medicina familiar, Psiquiatria, urologia, cardiologia, orientação na terapêutica também farmacológica a acrescer às outras especialidades já existentes fomentando a interdisciplinaridade ou seja a sério, no intuito de reduzir o tempo de espera e colmatar as necessidades do utente na sua morbilidade e comorbilidade.


Vou permitir as reformas antecipadas dos profissionais que as solicitarem como forma de ganhos óbvios em saúde para os utentes. Vou permitir também o reingresso de profissionais já reformados e a auferirem de dois ordenados porque acredito no esforço despendido pós reforma para acionar e ativar neurónios hibernantes com resultados extraordinários na mobilização de saberes sustentados, aproveitá-los –ei para professores orientadores de recém cursados e não poderão trabalhar mais que 4 horas seguidas pelas razões que já mencionei ou seja maior suscetibilidade ao desgaste . Terão no entanto que apresentar um certificado de caráter  de autocontrole e manutenção da serenidade em situações de alto nível de stress ou seja controle de neuroticismo  para inibir a probabilidade de contaminação da equipa multidisciplinar.


Os gestores terão de ser filhos do distrito, melhor nota se forem flavienses residentes e que gostam de cá estar , ter formação além da formação cientifica na área da saúde, terão de dar mostras de perceber a ambiguidade do conceito de equidade, professarem da filosofia e da gestão o não há nada de mais desigual do que tratar de forma igual pessoas desiguais, claro que estarei presente nas entrevistas de recrutamento e mais a mais no dia a dia  de trabalho, serão enfermeiros de preferência pois são os profissionais com maior formação em termos de diversidade cientifica em saúde e gestão logo mais aptos a compreender a dinâmica e funcionamento da instituição de saúde além de estarem por funções inerentes 24 horas com o utente.

Daí que vou aguardar se me sair o euro milhões, se não continuarei para a semana…

 

Isabel Seixas


27
Out11

Os Santos da Terra e o Hospital


 

Depois de, ainda há bem pouco tempo, a cidade de Chaves ter 5 jornais locais com publicação semanal, agora resumem-se a 2 semanários, o Notícias de Chaves e a Voz de Chaves. Poder-se-ia lamentar a perda dos semanários que desapareceram se algum deles fizesse a diferença, mas sem eles continua tudo igual, ninguém notou que eles já não estão nas bancas.  Mas vamos passear um pouco pelas páginas da última edição dos dois semanários sobreviventes, mas não todas, pois há artigos de opinião e notícias que se repetem na íntegra em ambos, incluindo títulos, virgulas, etc, principalmente aqueles que querem marcar posição, mais política do que verdadeiramente informar ou esclarecer, nos quais estão incluídos os artigos com origem na fonte no município ou os de opinião das deputadas flavienses (a actual e a ex), que confesso, não costumo perder tempo a lê-los. No entanto, desta vez, a demagogia utilizada no título do artigo da deputada Maria (Tender) chamou-me a atenção “ O PS É O VERDADEIRO RESPONSÁVEL PELA ACTUAL SITUAÇÃO DO HOSPITAL DE CHAVES” e para satisfazer a curiosidade daquilo que já adivinhava, até acabei por lê-lo e cheguei à conclusão que previa – O nosso hospital continua a perder valências e qualquer dia vai mesmo apagar as luzes, mas,  o curioso nisto tudo é acusar o PS da ACTUAL SITUAÇÃO, quando a Câmara Municipal de Chaves é PSD, a Assembleia Municipal é PSD, a Assembleia da República é de maioria PSD, o Governo é PSD e o Presidente da República é PSD e, claro, a Maria Tender deputada flaviense, também é PSD. Não quero com isto dizer que o PS não tenha responsabilidades naquilo que aconteceu ao Hospital de Chaves, pois todos sabemos que foi o governo do PS e o YES SIR  da então deputada socialista flaviense que deram a primeira machadada quase mortal ao nosso hospital, mas com o actual reino laranja (ia dizer que tudo continua igual, mas não) a situação do Hospital de Chaves agrava-se, fecham valências e caminha para o suspiro final. Agora, já não é o PS que tem culpa, nem o Sócrates, do qual nem sabemos como vão os seus estudos de filosofia. Por isso, cara deputada Maria Tender, prometo que não torno a perder tempo a ler as suas crónicas, por muito emocionantes que possam ser para o seu laranjal.

 

 

Mas deixemos a política e vamos até aos Santos, onde tal como no último ano o cartaz do programa vale mais que o programa, mas antes de irmos até ele, fica ainda a referencia a uma pequena notícia da PROCENTRO que se diz Associação para a Promoção do Centro Urbano de Chaves e que bem poderia ser, pois os presidentes dos seus órgãos são o Presidente da Câmara e o Presidente da ACISAT, respectivamente da Assembleia-geral e da Direcção. Então não é (diz a notícia e a publicidade) que as principais artérias da cidade agora se resumem à Rua de Stº António, Rua do Olival e Arrabalde? Então e a rua mais comercial da cidade, que é também a rua principal, não fosse ela a Rua Direita? Mas transcrevo a notícia:

 

 

“ No âmbito da maior festa da região, a Feira dos Santos em Chaves, o Comércio do Centro Histórico da cidade associa-se a este evento, expondo os seus produtos e serviços em plena rua.

 

 

Organizada pela PROCENTRO, ao abrigo da 6ª fase do MODCOM C – Sistema de Incentivos à Modernização do Comércio, esta acção facilita a oportunidade de negócio para os milhares de visitantes desta feira anual.

 

 

As principais artérias do Centro Histórico de Chaves, abrangidas pela Feira dos Santos (Rua de St. António, Olival e Arrabalde) vão ter os seus comerciantes na rua…”

 

 

Os outros, ficam em casa. Boa, ainda para mais a proposta sai da PROCENTRO que é como quem diz – da Câmara e da Associação de Comerciantes.

 

Mas vamos lá à feira e ao habitual programa da(s) barraca(s) onde este ano a abertura da feira não é feita pelas arruadas dos bombos e concertinas, pois este ano a abertura é feita com Arruadas de Zés Pereiras, Eia! viva a inovação. Mas fica o programa, o qual também não vou perder tempo a comentar, pois a sua quolidade diz tudo:

 

Pensado melhor vou deixar algumas palavrinhas à margem (a sépia).

 

 

DIA 29 OUTUBRO

 

18H30 – Sessão de Abertura, Biblioteca Municipal de Chaves

(habitual desfile de fatos, gravatas, condecorações e pavões, incluindo os reais)

21H30 – Concerto pela Banda Sinfónica da GNR, Auditório Centro Cultural Concerto Gratuito com Lugares Limitados: Bilhetes disponíveis na ACISAT  

(ou seja, são quase mais os músicos que os assistentes, pois os lugares estão reduzidos à lotação reduzida do auditório - ai cine-teatro que saudades deixas...).

 

DIA 30 OUTUBRO

 

10H30 – Arruada – Zés Pereiras “ Os Molinos”

(primeiro momento cultural do dia)

15H00 – Arruada – Zés Pereiras “ Os Molinos”

(segundo momento cultural do dia)

15H30 – Actuação do Grupo Amizade, Largo General Silveira

 

DIA 31 OUTUBRO – FEIRA DO GADO

 

08H30 – Feira do Gado, Zona Industrial (junto à Munivel)

10H00 – 9º Concurso Nacional Pecuário, Forte de S.Neutel

10H30 – Arruada – Gueiteiros de La Raia (Miranda do Douro)

12H00 – Festival Gastronómico do Polvo, junto Estádio Municipal de Chaves

(já sei que o polvo à galega é bom, mas para quando uma verdadeira feira gastronómica com os produtos afamados da terra – os pasteis e o presunto?, - continuam esquecidos, né!?)

15H00 – Arruada – Gueiteiros de La Raia (Miranda do Douro)

15H00 – Chega de Bois, Forte de S.Neutel

Organização: Bombeiros Voluntários de Salvação Pública

 (estão a ver porquê é que eu às vezes digo por aqui que também somos barrosões?)

22H00 – Concerto com Grupo Musical ROCONORTE, Pr. General Silveira

00H00 – “SANTOS DA NOITE 2011”, Amiça Bar, Looks Club, Platz

“Uma pulseira, três espaços, três bebidas” (Pré-venda: 5€; Dia: 10€. Oferta da 2ª bebida)

A Rua Direita dos Bares – é só para alguns…

 

DIA 1 DE NOVEMBRO – DIA DE TODOS OS SANTOS

 

10h30 – Arruada – Grupo Tradicional de Ventuzelos

(pelo menos são da terra)

15h00 – Arruada – Grupo Tradicional de Ventuzelos

10h30 – Actuação da Tuna “ A Cinquentura da URS”, Pr. General Silveira

 

 

E, para já é tudo, mais logo temos mais um episódido de "O homem sem memória" de João Madureira.

 

 

01
Out10

Petição Pública por uma Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega


peticaopublica

 

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A pedido de várias famílias, aqui fica o texto integral da Petição Pública para a criação da Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega, bem como o link para a assinatura (no final do texto) e, se tal não aconteceu até agora, foi porque ainda não tinha lido a petição e como tal,  ainda não a tinha assinado e recomendado. Faço-o agora, pois concordo plenamente com ela, aliás, como concordo com tudo que se faça para termos de volta um Hospital a sério, longe do actual e moribundo hospital que, como hospital só tem o nome e envergonha ou é uma nódoa no Serviço Nacional de Saúde. Todos queremos o Hospital de volta com as funcionalidades dignas de um hospital, pois também este é fundamental para fazer de Chaves e da região, locais atractivos para se viver com dignidade, a mínima, pois sem o direito à saúde, não há dignidade possível.

 

Fica o texto e o link para a poder assinar. Eu já cumpri.


Petição Criação da Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega

 

Para:Assembleia da República


Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República



O Serviço Nacional de Saúde completou 31 anos. Os indicadores disponíveis apontam para um claro sucesso na melhoria da prestação de cuidados de saúde às populações. Está o país de parabéns.


Em 1983 é inaugurado o Hospital Distrital de Chaves. É inquestionável a importância deste investimento para as populações do Alto Tâmega, ao ponto, de se poder afirmar, que se trata do investimento mais relevante de sempre na sub-região do Alto Tâmega.

Até 2007, ano da integração no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Hospital Distrital de Chaves prestou serviços de reconhecida qualidade. Infelizmente, hoje, não é essa a imagem que projecta. E se não se alterar a situação, a tendência é piorar. Está a população do Alto Tâmega drasticamente desprotegida.


Em apenas três anos estes são os factos:


•O Hospital de Chaves tem vindo a perder funcionários desde 2007. A Unidade de Lamego tem mais funcionários e a Unidade de Vila Real tem acima de duas centenas mais (concretamente 208);


•O número de médicos tem vindo a reduzir-se de forma extremamente preocupante, hoje possui menos 35, quase metade dos então existentes;


•Fecharam desde a integração os seguintes serviços: Obstetrícia (maternidade); Nefrologia; Imunoalergologia; Imunohemoterapia e Medicina Forense;


•O número de médicos, em especialidades fundamentais para o funcionamento da Urgência Médico-Cirúrgica, foi reduzido de forma dramática: em 2007 havia 9 médicos cirurgiões, hoje são 5 e a muito curto prazo serão unicamente 3; havia 4 anestesistas, hoje são 3; havia 14 internistas, hoje são 8; havia 2 patologistas, hoje há 1; havia 3 radiologistas, hoje há 1; havia 8 pediatras, actualmente são 4. A urgência Médico-Cirúrgica está em risco de encerrar;


•Perdeu vários serviços que afectam assinalavelmente a economia local (cozinha, lavandaria, toda a aquisição de consumíveis, etc.);


•Investimentos prometidos e programados não foram realizados (ampliação e modernização do bloco operatório e do recobro; etc.).


Estes factos, inequívocos, desqualificam o Hospital de Chaves e contribuem decisivamente para a desconfiança que marca a atitude das populações perante a resposta do Serviço Nacional de Saúde na região. Já não se acredita na capacidade do Conselho de Administração do Centro Hospitalar para reverter esta situação.


É de consenso que uma eficaz articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados diferenciados, deve constituir uma preocupação permanente e constante.


A criação da Unidade Local de Saúde de Matosinhos é entendida pelo Ministério da Saúde como uma experiência inovadora, e que o modelo organizacional de unidade local de saúde é o mais adequado para a prestação de cuidados de saúde à população, cujos interesses e necessidades importa, em primeiro lugar, salvaguardar.


Tendo o governo considerado como muito positiva a experiência de Matosinhos, foram criadas as Unidades Locais de Saúde do Norte Alentejo, do Baixo Alentejo, do Alto Minho, da Guarda e de Castelo Branco.


O Hospital de Chaves está desqualificado, a Urgência Médico-Cirúrgica tão necessária e fundamental para as populações da sub-região, está hoje em causa.
Por estas razões, vêm os cidadãos subscritores da presente petição, conferir a possibilidade de exercerem os seus direitos constitucionais de entrega da presente petição, para que à semelhança de outras regiões do País, seja criada a UNIDADE LOCAL DE SAÚDE DO ALTO TÂMEGA.

 

Para assinar agora, click AQUI

 

Para assinar mais tarde, fica o link na barra lateral do blog.

 


20
Jan10

Hoje há feijoada hospitalar


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«Uma vez estava de férias em Palma de Maiorca, a ver um espectáculo daqueles para turistas, e era o único que não batia palmas. O motorista do Porto, para meter conversa comigo, perguntou-me se não estava a gostar. Expliquei-lhe que não batia palmas porque era deputado e estava de férias. Muito do nosso trabalho é bater palmas. Um fala e os outros batem palmas…».

 

Modesto, este deputado, pois toda a gente sabe que o trabalho de um deputado não é só este, de vez em quando também têm que levantar o braço…

A contrariar o que atrás está escrito, o trabalho de um deputado não se resume só a bater palmas e levantar o braço, pois também fazem viagens e visitas. Uma prova disso mesmo foi a recente visita dos deputados socialistas eleitos por Vila Real ao Hospital de Chaves no desempenho da sua “actividade normal dos deputados , que se prende em acompanhar tudo aquilo que se vai fazendo, sobretudo ao nível da saúde e ao nível da satisfação dos utentes”.

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Pois da conclusão que tiro das conclusões dessa visita, cheguei à conclusão que nós flavienses (povo) somos uns queixinhas pois afinal, segundo os deputados, Chaves nunca esteve tão bem servido em termos de saúde como actualmente. Pois segundo a reportagem do jornal «A Voz de Chaves» a nossa (porque é flaviense) Deputada Paula Barros disse que a constituição do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto-Douro foi um passo importante para a cidade e para o distrito, dado que “há serviços que não tínhamos e aos quais agora temos acesso” e acrescenta  existiam serviços aos quais para se terem acesso tínhamos que nos deslocar até ao Porto e agora podemos ir a Vila Real”. Pois venha o diabo e escolha mas está claro que sim (sim senhor!) senhora Deputada, pois toda a gente sabe que ir a Vila Real ao Hospital é a mesma coisa que ir tomar um café ao Sport e que fica muito mais perto que a Raposeira. Este povinho flaviense o que tem é inveja e protesta por protestar, mas lá no fundo, está contentíssimo com os serviços que o Hospital de Chaves presta em Vila Real. Povo mal agradecido, pois além de ter a oportunidade de ir dar uma voltinha até à civilização saindo aqui da parvalheira, ainda anda para aí a protestar nos jornais. Mas a conclusão dos deputados continua, dizendo que com a constituição do Centro Hospitalar houve a possibilidade  de dispensar mais-valias pelas respectivas unidades”. É verdade. Eu próprio sou testemunha disso, pois já por duas vezes tive de me deslocar a Lamego (a mando do Centro Hospitalar)  a acompanhar um familiar para fazer exames corriqueiros numa clínica privada.

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Felizmente não tenho tido necessidade de cuidados hospitalares e portanto não sei o que se passa pelo nosso hospital, mas a julgar pela conclusão destes dois deputados, tudo vai bem pelo Hospital de Chaves e o problema às vezes surge, segunda a nossa deputada por “em Chaves, ao contrário de outras localidades, temos uma maior abordagem das pessoas às urgências do hospital e não às urgências dos Centros de Saúde”. Aqui, lamento cara deputada, mas tenho de discordar, pois que eu saiba no Centro de Saúde nº 1, o serviço de urgências foi abolido e só a boa vontade dos médicos de família poderão atender um caso urgente para além das consultas marcadas…mas há mais, pois que eu saiba, os Centros de Saúde não estão equipados para dar resposta à maioria dos casos urgentes, pois para além do médico, do enfermeiro e das respectivas batas, seringas, pensos, betadines e termómetros, pouco mais têm e depois, quando é que nós utentes sabemos se o caso de urgência é caso de Centro de Saúde ou de Hospital? Não misturem alhos com bugalhos e deixem aos Centros de Saúde a sua nobre função de medicina familiar, que já não é nada pouco, e aos Hospitais a sua função hospitalar, pois parece-me que num caso urgente uma passagem pelo Centro de Saúde, é apenas perder tempo (por falta de meios dos centros) e se agora os utentes morrem nas urgências do Hospital enquanto esperam ser atendidos, se toda a gente recorresse aos Centros de Saúde, alguns ficar-se-iam pelo caminho entre os Centros e o Hospital. Por fim, se conduzirem as urgências para os centros de saúde e tendo em vista que a maioria dos serviços anteriormente existentes no hospital foram desactivados, para quê existir o Hospital!? Aliás já hoje se pode por essa questão. Engraçado é que as clínicas privadas da cidade estão sempre atulhadas de gente para fazer exames corriqueiros, com equipamento privado e pagos a peso de ouro… enfim, a nossa saúde pública está doente…só gostaria de saber é onde a nossa deputada iria (ou vai) quando por cá está de fim-de-semana e se sente “gravemente” doente!?

 

Pois para vir a Chaves fazer balanços positivos sobre o Centro Hospitalar de Vila Real e o Hospital de Chaves, mais lhe valia fazer como o seu camarada e ficar em Lisboa a bater palmas!  Já agora gostaria de saber se o outro deputado flaviense concorda com esta posição da senhora deputada, mas pela certa, como ainda é novato no cargo,  ainda anda a aprender os tempos certos em que deve bater palmas e levantar o braço. Pois se assim é, para abreviar essas lides de Lisboa e passar a dedicar-se mais à causa flaviense, eu deixo uma dica: Basta estar com atenção à primeira fila da sua bancada e quando eles baterem palmas, o senhor Deputado também bate, quando eles levantarem o braço, levanta-o também, o resto é conversa…

 

Moral da estória. Como eu nestas coisas de saúde e politiquices sou um ignorante, passei a dormir mais descansado desde que soube que pelo nosso Hospital tudo está bem e que o Centro Hospitalar se recomenda, mas o melhor mesmo, é não necessitar dos seus serviços…

 

Até amanhã!

 

Hoje em devaneios há um pouco de luz

09
Jan09

 

Chaves

 

 

Integração foi um erro

 

 

O Bastonário da Ordem dos Médicos visitou um conjunto de unidades de saúde do distrito de Vila Real, entre elas o Hospital de Chaves, onde se mostrou contra a integração e as hipóteses que se colocam para o futuro deste hospital no âmbito de uma propalada cooperação transfronteiriça com Verín na vizinha Espanha.

 

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Depois da noticia avançada pela Voz de Chaves, sobre a debandada dos serviços do Hospital de Chaves para Vila Real, como foi o caso do Gabinete de Medicina Legal este mês, Pedro Nunes, depois de visitar a unidade falou aos jornalistas e a sua posição ficou bem clara: “Temos a função de falar verdade e não calar sobre o que sabemos e conhecemos, mas não temos funções de governo”.

 

 

 

Boticas

 

“2009 Vai ser um ano de grandes investimentos no concelho”

 

Apesar da conjuntura económica desfavorável que o país atravessa e das dificuldades financeiras sentidas pelas Autarquias, o Município de Boticas promete grandes investimentos para o ano de 2009.

 

 

Feira tradicional dá vida à vila

 

Durante os dias 16, 17 e 18 de Janeiro de 2009 tem lugar a XI edição da Feira Gastronómica do Porco, um evento que contará com a organização da Câmara Municipal de Boticas e da Associação Nacional de Gastronomia e Produtos de Montanha.

 

A Feira Gastronómica do Porco continuará a manter intactos os seus objectivos: defender os interesses do mundo rural barrosão, valorizando os produtos da agricultura e da pecuária locais e procurando tirar partido do turismo gastronómico.

 

A dimensão que atingiu ao longo dos anos transformou a Feira Gastronómica do Porco num evento de grande significado para a economia local, em especial para aqueles que continuam a criar o porco e a fazer os enchidos da forma tradicional e que encontram nesta feira oportunidades de negócio únicas e o reconhecimento da qualidade dos seus produtos.

 

 

Autarquia abre concurso

para construção de “Centro de Artes Nadir Afonso”

 

O “Centro de Artes Nadir Afonso” será um espaço que perpetuará a ligação do Mestre Nadir Afonso, um dos maiores expoentes da pintura contemporânea portuguesa, ao concelho botiquense, de onde era natural a sua mãe.

 

 

Notícias a desenvolver na próxima edição do Semanário “A Voz de Chaves – O Jornal do Alto-Tâmega”

 

 

 


 

Exposição

 

Sexta-feira, dia 9 de Jan.

 

Inaugura hoje, dia 9 de Janeiro às 18H30, na Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves a Exposição “ UNS E OS OUTROS” de Porfírio Silva. A exposição estará patente ao público até dia 17 de Janeiro. A partir de 27 de Janeiro até 4 de Fevereiro, a mesma exposição estará patente ao público em Vidago, na Galeria de Arte Maria Priscila.

 

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Cinema

 

Sexta-feira, dia 9 de Jan. – 21H30

Domingo, dia 11 de Jan. – 21H30

 

007 – QUANTUM OF SOLACE

 

No Cine Teatro Bento Martins

 

 

08
Jan09

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Hoje, na maqueta de notícias enviadas por Paulo Reis, há uma que desperta a atenção e merece realce pela sua importância, pois trata-se de mais uma perda relevante que a cidade de Chaves perdeu para Vila Real, ou seja, o Gabinete do Medicina Legal de Chaves onde se faziam as autópsias.

 

Trata-se de uma perda considerável para a cidade, para o concelho, mas também para os concelhos vizinhos de Boticas, Montalegre e Valpaços, pois era em Chaves que as autópsias dos nossos mortos eram feitas. Pois desde 1 de Janeiro tal já não acontece e os nossos mortos para autópsia são transferidos para Vila Real, o que levará para além do aumento de despesas com o funeral (pela notícia, de pelo mais de 500 Euros), o transtorno e aumento do pesar das famílias na espera para o funeral do corpo, espera essa que se prolongará pelo menos por 4 ou 5 dias, dependendo da hora e dia em que se morra e da lista de espera de Vila Real, podendo mesmo estes dias serem alargados se a morte coincidir com festas ou fins de semana alargados por pontes.

 

Mais uma vez os senhores de Lisboa roubam Chaves pela calada da noite e sem aviso prévio à população. Não sei se o fizeram às entidades locais, mas até pouco interessa, porque o interesse deste encerramento é de todos nós, da população em geral.

 

Se os senhores de Lisboa para inaugurar serviços e edifícios, luxos e outros investimentos na região, às vezes até de carácter privado e de lazer, se amontoam aos magotes para virem à província mostrar os seus belos fatos e carros topo de gama, fazendo-se acompanhar por ministros, secretários de estado, assessores (principalmente os de imprensa), governadores, fotógrafos, jornalistas e televisões e para os actos ainda convidam as entidades civis, militares e religiosas da região, para encerrar e roubar aquilo que é nosso e fundamental para a região, fazem-no na calada da noite, a coincidir com festas religiosas e tradicionais, como o Natal e Fim-de-Ano, para que ninguém se aperceba.

 

Tal como vêm  às inaugurações para marcar pontos políticos e eleitoralistas, também deveriam vir cá para estes encerramentos, e convidar a população para assistir ao acto. Isso não fazem eles…faltam-lhes!. Será uma boa questão para pôr ao Socrates,  quando cá vier inaugurar as obras do Polis.

 

Primeiro as cirurgias, depois uma série de serviços, depois a maternidade, agora as autópsias. Está na hora de se repensar este pseudo hospital, esta mentira de Hospital que de tal só quase já lhe resta o nome. Chaves desde sempre (Séculos) que teve tradição hospitalar, tendo existido até mais que um hospital em funcionamento. Militares e civis. Está na hora de dizer basta. Com politicas erradas temos as nossas aldeias despovoadas e com estas políticas de centralismo (que a história se encarregara de julgar também erradas), estão a fazer de Chaves uma cidade onde se torna cada vez mais difícil viver com dignidade e o convite ao abandono é constante, porque assim, cada vez é menos bom viver em Chaves, e agora, até morrer em Chaves é mais penoso e mais caro.

 

Pode ser que agora com a Eurocidade Chaves-Verin os horizontes dos políticos da Eurocidade se alarguem e dispensem de vez esta amostra ou este hospital a fazer de conta, e nas suas instalações nasça um grande hospital da Eurocidade com médicos e enfermeiros de ambos os lados da fronteira, com todas as especialidades e com um serviço exemplar ao dispor da região do Alto-Tâmega e Província de Ourense.

 

Às vezes, as penas e lamentações dão-me para sonhar e acreditar que há por aí políticos que pensam em nós e na população. Sonhos, estes ainda nos são permitidos.

 

Até amanhã, com mais um discurso sobre a cidade, mais pobre que há uns dias atrás.

 

27
Dez07

Chaves - Alerta Amarelo - Continuação...


 

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Ainda ontem deixava aqui um post “azedo” por causa do frio e dos custos da nossa interioridade, bem como pelo convite constante à partida para os grandes centros e para o litoral. Pois o azedume continua e hoje não é por causa do frio, mas por causa das notícias que ontem vieram a lume na imprensa nacional e das políticas penalizantes de Lisboa para com o nosso interior e a nossa região.
 
Fiquem com a notícia publicada no « Público – On Line» de ontem.
 
 
Bloco de partos de Chaves encerra à meia-noite de quinta-feira
 
26.12.2007 - 18h13 Lusa
 
O bloco de partos do Hospital de Chaves encerra à meia-noite de quinta-feira, disse hoje fonte da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte. A partir desta data o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro conta apenas com um bloco de partos, instalado no Hospital de Vila Real.

No mesmo dia encerram também os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) - no período nocturno entre as 00h00 e as 08h00 - nos centros de saúde de Alijó, Murça e Vila Pouca de Aguiar, e o serviço de urgência do Hospital D. Luíz I, no Peso da Régua.

Com o encerramento do bloco de partos de Chaves, o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, que agrega os hospitais de Vila Real, Peso da Régua, Chaves e Lamego, passa a dispor de um único bloco de partos, no Hospital de Vila Real.

As previsões para 2008 apontam para cerca de 2000 nascimentos em Vila Real. De acordo com dados, disponibilizados pelo Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, a maternidade de Vila Real encerra este ano com um registo de 1760 partos.

Em Chaves nasceram este ano 390 crianças, 60 por cento das quais através de cesariana, um número considerado como "inadmissível" pelo ministro da Saúde, Correia de Campos, no decorrer de uma visita na semana passada àquela unidade hospitalar.

O encerramento do bloco de partos ocorre depois de estarem garantidas as condições de acessibilidades e de serviços pré-hospitalares prometidos, nomeadamente a conclusão da A24, entre Vila Real e Chaves, e a colocação de uma ambulância SIV, em Montalegre e de uma ambulância de suporte básico de vida, em Chaves. Entre Fevereiro e Março será também instalado um helicóptero em Macedo de Cavaleiros.

O presidente da Câmara de Chaves, o social-democrata João Baptista, já se manifestou totalmente contra o encerramento do bloco de partos pois considera que a "qualidade dos serviços tem intrínseca em si a proximidade".

Os SAP que vão encerrar são os únicos do distrito que até agora ainda funcionavam 24 horas por dia.

Cerca de 200 habitantes de Alijó saíram à rua no domingo, em protesto contra o encerramento nocturno do SAP, alertando ainda para a inexistência de uma ambulância do INEM no concelho e para a distância a percorrer até ao hospital mais próximo - 47 quilómetros até Vila Real.

O presidente da Câmara de Alijó, o socialista Artur Cascarejo, defendeu a "criação de uma urgência básica no concelho". De acordo com o autarca, também em Montalegre vai ser criada uma urgência básica e as justificações são, na sua opinião, as mesmas, ou seja, a distância ao hospital mais próximo.

O autarca sublinhou ainda que, com o encerramento de todas aquelas estruturas, o hospital de Vila Real poderá mesmo "entupir".

O responsável adiantou que a autarquia estudará parcerias "público-privadas", tendo em vista a criação de uma unidade hospitalar de qualidade no concelho, à semelhança dos hospitais privados que estão a ser construídos em Mirandela e Vila Real.

Também o presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar (PSD), Domingos Dias, considerou "lamentável que por razões economicistas não se ouça a população" daquela região transmontana.

O autarca considera que o Ministério da Saúde, numa "atitude de prepotência", não apresentou qualquer medida compensatória dos serviços que agora esvazia", admitindo ainda que, a médio prazo, o SAP poderá encerrar mais cedo, às 22h00.

Uma urgência básica era também a reivindicação do município do Peso da Régua, que não foi atendida pelo Ministério da Saúde.

Em contrapartida ao encerramento da urgência, o ministério vai criar o sistema de consulta aberta no hospital de D. Luíz e implementar consultas de especialidade.

Também em funcionamento, desde 1 de Dezembro, está a ambulância SIV no Peso da Régua.

No entanto, o presidente da autarquia local, Nuno Gonçalves, considerou hoje que o encerramento da urgência "é uma decisão irresponsável e irreflectida que vai prejudicar os utentes" daquele hospital. O autarca defende que o sistema a implementar "não vai funcionar" porque, na sua opinião, vai "sobrecarregar os médicos do centro de saúde" da Régua.

Correia de Campos já considerou que o serviço de urgência da Régua "não é de qualidade", sustentando que os cuidados de saúde são efectuados por uma empresa que não está relacionada com o hospital e que custa 500 mil euros por mês.
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Claro que a notícia já nem surpreende e até já tinha sido anunciada, mas as razões de proximidade com Vila Real que nos trouxe a A24, não são tão reais nem válidas assim, principalmente de Inverno quando a A24 fecha com a neve ou embora aberta, é um autêntico ringue de patinagem sobre gelo, como foi o caso da noite passada, ou seja, em dias de neve ou gelo, que nenhuma mulher se lembre de parir, senão o mais provável é que a filha venha a chamar-se “Maria das Neves” ou no caso de ser rapaz, sai-lhe um “João Neves” por exemplo, pois de Vila Pouca não passa.
 
E assim vão indo por aqui as nossas vidas e não tarda nada a saúde (pública) fica centralizada em Lisboa e Porto e o resto do país aberto aos privados e, com as reduções sucessivas nas comparticipações, não tarda nada e estamos por nossa conta.
Estamos chegados às políticas da geração rasca em que as pessoas não importam, mas sim os números…
 
E só mais um lamento, este sentimental, com o encerramento da maternidade perde-se também o orgulho de se nascer flaviense e daqui a umas dezenas de anos deixamos de ter quem diga: - Eu nasci em Chaves! . Mas claro que isto não vai acontecer, pois não tarda nada e temos por aí uma maternidade privada.
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Foto de arquivo da manif de Fev.07 contra o fecho das Urgências
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Viva Lisboa! Viva Portugal!
 
Até amanhã, em Chaves, já sem maternidade.
21
Mar07

Chaves com Urgências


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Embora a vela continue na foto, a chama apagou-se, é que nem todos os dias há más notícias.

 

Ao que consegui apurar, de fonte mais que bem informada, as urgências do hospital de Chaves são para manter e sem qualquer contrapartida, ou seja, vamos continuar com urgências médico-cirúrgicas no nosso hospital.

 

Um bem-haja a todo o povo Flaviense e ao povo do Alto-Tâmega por toda a união e a sua luta, afinal unidos fazemos chegar a nossa voz até Lisboa e, fazemos valer os nossos direitos.

 

Com urgências, continua a ser bom viver em Chaves!

 

Até amanhã, em Chaves e sem velas!

 

05
Mar07

O ministro ditou e a luta continua...


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Devem estranhar ainda não ter dado notícias sobre as urgências de Chaves, principalmente depois de ter ocorrido na Sexta-Feira passada uma reunião entre o Ministro da Saúde e os Presidentes de Câmara do Alto-Tâmega, mas o facto dessa ausência de notícias, é mesmo por não ter notícias, ou quase.

 

As novas tecnologias permitem-nos “postar” no blog com alguma antecedência, e acontece que desde sexta-feira até este momento estive mesmo em “retiro espiritual” e bem longe destas coisas de acessos à Internet e a computadores.

 

Quanto a notícias, só consegui apurar e, por telefone, que na reunião de Sexta-feira com o ministro, não foi assinado qualquer protocolo, o que traduzido em miúdos quer dizer que continuamos com as actuais urgências com os dias contados, ou não, pois tudo dependerá a partir de agora da nossa luta que está mais que fundamentada, que é uma luta pela razão e pelos direitos à saúde que como qualquer português temos.

 

É uma luta flaviense e também do Alto-Tâmega. Uma luta que a todos os flavienses diz respeito, quer aos residentes quer a todos que embora ausentes juntam a sua voz à nossa com os meios que têm à mão e conforme podem.

 

Nesta minha breve ausência a minha caixa de correio electrónico quase rebentou pelas costuras. De entre a chata publicidade,  os mail’s de amigos e de apoio à nossa luta, há um que merece destaque, precisamente de um flaviense ausente que vive esta nossa luta tão intensamente como nós os residentes o fazemos. É um texto de Tupamaro que foi escrito em jeito de comentário mas que eu penso que merece o devido destaque na página principal do post de hoje.

 

“””ÀS   PRESSAS””

 

Estranhos desígnios há a presidir a comportamentos tão incongruentes de uma figura com tão luzentes condecorações académicas e políticas como a do sr. Ministro da Saúde.

 

Para pessoa tão dotada de Conhecimento e experiência política tão vastos não combina lá muito bem um Plano de reestruturação da rede hospitalar com matizes de trouxe-mouxe; a petulância intelectual de, nele e nos seus «fiéis», quase esgotar a capacidade e a qualidade de pensar escorreito, seja acerca do que for; nem os «atestados» de menoridade intelectual e académica e cultural dos cidadãos, nem os insultos desabridos e descabidos aos cidadãos que se indignam com as suas prepotências e pesporrências.

 

Esquece-se, o sr. Ministro, de que o seu cargo é para ser desempenhado «empenhando» todas as suas capacidades ao serviço dos cidadãos, em geral, e não, nem nunca, penhorando-se a cidadãos, em grupo ou de Grupos, em particular.

 

A  ALTO - TAMEGÂNIA   também faz parte da Res Pública Portuguesa.

Não se atreva mais o sr. Ministro a tratá-la como uma rês pública dos seus secretos e indiscretos (atrevidos) desígnios.

 

E não se proclame incompreendido.

 

Recursos não lhe faltam para poder transmitir com clareza os seus apregoados «projectos de benefício para as populações».

 

Falta-lhe, isso sim, sinceridade nas intenções, seriedade nos propósitos e humanidade no exercício do poder.

 

Sobram-lhe cumplicidades suspeitas, arrogância atemporal, e imposturice cívica.

 

Custa-nos vê-lo comportar-se tão estranhamente, pois, do sr. Ministro tínhamos a imagem e o conceito de pessoa ilustre, ilustrada e letrada – conhecedora profunda das Leis, da História, da Ciência Política; do sacho, do engaço, dos caminhos de aldeia e dos canelhos, … e da capacidade de sofrimento e resignação do “POBO” na dor, na doença e na adversidade.

 

Os pobres, os humildes, os governados, os ricos os abastados, enfim, os «seus ignorantes» da ALTO – TAMEGÂNIA  têm Muito Mais a HAVER do que a Dever.

 

Não queira que lhe façam as contas, Exmº. Sr. António de Campos.

Sr. Ministro, “não nos tire o que não nos pode dar”.

 

Ou quererá saber como os Alto-Tameganos usam “a espada para desfazer o nó górdio”?

 

Do alto da Torre…de Menagem, de Stº Estêvão, de Ervededo, desta, “deita”

 

estamos de olho em si!

 

Tupamaro

 

Desde já agradeço ao Tupamaro e prometo-lhe, a ele e a todos os flavienses ausentes que amanhã terei aqui notícias da nossa luta e das próximas batalhas a travar pelas urgências do nosso Hospital.

 

Quanto a imagem, deixo-vos precisamente com a imagem do antigo Hospital da Misericórdia, que há cerca de 30 anos atrás fechava as suas portas para dar lugar ao actual hospital, que tal como o Ministro da Saúde disse e directo na televisão: - “é um belíssimo hospital que merece muito mais”. Também pela verdade e contra a arrogância, estamos em luta. É tempo de mostrar a verdadeira raça flaviense, alto-tamagense, barrosã e transmontana, porque JÁ BASTA e ESTAMOS FARTOS de ser esquecidos e maltratados. Já começamos a ter argumentos por lutar pela nossa antiga Galaécia ou então por um Couto Mixto, e tudo graças à tacanhez de um Ministro e de um “todo-poderoso” Sócrates que querem ignorar a nossa realidade enquanto se conformam com números e mapas feitos e vistos à luz de Lisboa.

 

02
Mar07

De canhões apontados


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Hoje todos os canhões de Chaves estão apontados para Lisboa, pois é em Lisboa, como sempre, que vão ditar hoje a sentença das urgências do nosso hospital.

 

Pelo sim, pelo não, mesmo em tréguas, há que manter os canhões em guarda e a mecha acesa, pois a guerra só é ganha após a última batalha…

 

Pela minha parte vou aproveitar estas (cheiram-me a breves) tréguas e partir para um retiro espiritual pelas nossas aldeias do concelho.

 

Até amanhã, numa dessas aldeias, espiritualmente retirado.

 

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