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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Mar19

Cidade de Chaves - Um olhar sobre um cantinho

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Hoje fica a imagem de um cantinho da nossa cidade que dá pelo nome de Largo Caetano Ferreira, ali onde se entra para a Rua da Ordem Terceira tendo a um lado a Igreja Matriz (Igreja Grande ou de Santa Maria Maior)  e o  Museu de Arte Sacra, e do outro lado da rua,  algum casario abandonado ou em ruinas e ao fundo da rua, o edifício que foi sede da Ordem Terceira dos Franciscanos Leigos que dá origem ao topónimo. Curiosidades deste cantinho/largo, uma, a do próprio Caetano Ferreira que não se sabe bem quem foi a não ser ter vindo do Brasil, ter adquirido algumas casas então ali existentes e tê-las demolido para dar lugar a este pequeno largo, mas segundo consta, era um homem de bem, de grandes virtudes e muito dado a obras de caridade, diz-se ter morrido em cheiro de santidade. A outra curiosidade é a do Museu de Arte Sacra, que pouca arte tem, coitadinho. mas se for por lá enganado, não dê o tempo como perdido, pois no mesmo edifício, no seu interior, ou atravessando o largo, num outro edifício,  tem muita arte sacra com que se deliciar, refiro-me, claro, à Igreja Matriz e à Igreja da Misericórdia, que sem serem museus, têm muita arte, começando pelos próprios edifícios.

 

25
Jun18

De regresso à cidade, com o cão, o gato e a gárgula!

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De regresso à cidade, com o cão, o gato e a gárgula!

 

No regresso à cidade de hoje, vamos voltar uma semana atrás, ao post cujo título era “ De regresso à cidade, com o cão que vai comer o gato!?”

 

Como todas as estórias, esta também começa no início. Então foi assim: Há um semana e pico, já ao fim da tarde, resolvi ir cortar o cabelo, já andava a incomodar e fazer muito calor. Já há uns anos que esta rotina de cortar cabelo é feita na Rua Direita. Cortei o cabelo e já que estava na Rua Direita e naquele dia estava verdadeiramente sem trânsito, motivo de obras, aproveitei para descer a rua e quem sabe tomar umas fotos para o blog.

 

Claro que na descida, na Praça da República, como sempre o vamos fazendo, deitamos um olho às fotografias que estão na porta de entrada das agências funerárias para ver quais os últimos flavienses que partiram. Quase sempre o Esteves sai à porta para o cumprimento, e não é para vender nada, é mesmo um cumprimento antigo e amigo que vamos repetindo desde que fomos vizinhos e desfrutávamos das horas de lazer que a ACREOS nos proporcionava.

 

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O cão e o gato

 

Pois durante os dois dedos de conversa que vamos trocando, os meus olhares de caçador de fotografias não param. Com ouvidos na conversa e olhares no que se vai passando à volta. Estavam os meus olhares entretidos com dois gatos que estavam deitados debaixo de um carro a ver que passava. Ao que parecia, seria lugar habitual para eles verem quem passa, coisa que o Esteves confirmou. Nisto, pachorrentamente um cão vindo do fundo da Rua Direita começa a aproximar-se de nós, mas também dos gatos, pois estes estava à nossa frente. Pensei eu para com os meus botões: — “Agora é que vai ser, vai começar a confusão entre as espécies”. Mas não, o cão já velhote, passou a meio, entre nós e os gatos, um metro e pico para cada lado, sem ligar nenhuma a ninguém. Deu mais três passos com as patas dianteiras, outros tantos com as patas traseiras e zás, deixa-se cair no meio da rua, notoriamente cansado. Pois a estória terminaria aqui e passaria já àquilo que vos quero trazer hoje, mas o raio de um dos gatos resolveu aproximar-se do cão. — “Provocador!” pensei eu, e quando o gato está a dois palmos do cão, este abre bem os seus queixos e foi aí que eu pensei que ele ia comer o gato, mas para espanto meu, ele só estava a bocejar enquanto que o gato lhe dá uma volta completa roçando-se nele, o cão, que se manteve serenamente a gozar do seu descanso. O Esteves dando conta do meu espanto, disse-me: “São amigos!” …

 

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A gárgula

 

Desviei o olhar e lancei-o para o telhado da Igreja Matriz, mais propriamente para aquela obra de arte em que termina no lanternim da Capela do Santíssimo, mas o que me intrigava mesmo era um espécie de figura esculpida que me parecia avistar, parecia-me uma gárgula, mas veio-me à memória que tinha lido em algum lado que a Matriz tinha duas gárgulas, e pensava eu que seriam as duas que se avistam no seu alçado posterior…

 

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mas ao que parece há mais. Ao aproximar-me da matriz para recolher uma foto dessa figura, verifiquei que se tratava mesmo de uma gárgula que eu até então nunca tinha visto, ou aliás, que vi centenas de vezes sem nunca a ver. Fica a foto possível, pois na altura não tinha objetiva na máquina para chegar lá como deve ser.

 

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Fiquei (comigo mesmo)  de passar mais tarde, uns dias depois,  para verificar se na cornija do cunhal oposto se repetiam as gárgulas, mas ainda não deu para ir lá. Num próximo regresso à cidade talvez aprofundemos o assunto. Até lá fica a história do cão, do gato amigo e da gárgula.   

 

 

13
Mar18

Esperas

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No largo da misericórdia, aproveitando um pouco de calor do sol de inverno, esperam pelo passar das horas para um dos poucos confortos que lhes restam — alimentar os corpos, pois as almas já não há quem lhas conforte. Preferem o silêncio, mas se tiverem quem os oiça, eles falam, contam as suas estórias de vida, estórias que às vezes nos fazem ficar pequeninos, reduzidos à nossa insignificância. Tivessem eles nascido noutro berço e em vez de estórias, teriam história para contar.    

 

24
Dez17

Bom Natal

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Desde esta linda cidade de Chaves, pelo Tâmega beijada e aqui pra trás dos montes plantada, ficam os votos de um Bom Natal para todos os amigos, acompanhantes deste blog,  e todos os colaboradores sem os quais este blog não seria possível.

 

Quanto ao postal, claro, teria de ser da nossa cidade e da nossa Igreja Grande, ou se preferirem da nossa Igrela Matriz ou ainda de Stª Maria Maior.

 

Um Bom NATAL para todos! 

 

21
Out16

Momentos da Igreja Matriz de Chaves, ou de Stª Maria Maior

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Uma vez por outra, quando por lá passo e as portas estão abertas, se o interior estiver vazio de gente, entro, desligo do relógio, dos telemóveis e do mundo exterior e fico por lá em silêncio e contemplação, em verdadeira paz, suponho eu.

 

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Embora de famílias tradicionalmente católicas, com batismo,  catequese, primeira comunhão, crisma e demais atos que a religião católica nos convida a celebrar na igreja, para além do divino respeito por quem tem fé, não é esta, a fé, que me convida a entrar, tanto mais que até nem sou católico praticante.

 

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Entro pelo silêncio, sobretudo pelo respeito ao silêncio do interior mas também pela magia de poder estar só, sem pensar em nada, apenas pasmado em contemplação de tanta arte, de tanta beleza junta, da também magia da luz e da ausência dela, mas sobretudo pelos pormenores que forma o todo, dos vitrais, da arquitetura, do órgão com o único lamento de nunca o ter ouvido tocar.

 

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As paredes frias e austeras do exterior parecem querer esconder ou resguardar tanta arte, talvez para embriagar duma paz de espanto quem entra lá dentro e se deixa ficar misturado e disfarçado no silêncio do espaço vazio. A arte é tanta, que até faz parecer que é uma anedota aquele que em anexo dá pelo nome museu de arte sacra.  

 

 

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