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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

23
Fev24

Ruas floridas para dias frios de inverno

Cidade de Chaves - Rua 25 de Abril


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Segundo as previsões meteorológicas do meu telelé, que não são lá muito certas mas, mais vento menos vento, mais chuva ou menos chuva, mais quente ou mais frio, de vez em quando lá vai acertando, para hoje em Chaves iremos ter uma temperatura mínima de 3º e máxima de 8º, com um aviso de neve ou gelo intenso… mais logo, para o fim do dia, lá se verá como correram as coisas, seja como for, a natureza continua a comportar-se como sempre, imprevisível numas coisas, mas previsível noutras, e em algumas, tanto lhe faz que esteja frio, calor, chuva, vento, neve, nevoeiro ou o que vier, que venha, pois chegada a horinha delas, tanto lhes faz, estão-se a borrifar para o tempo e lá se manifestam como podem e sabem, e as malucas das magnólias são seres dessa espécie, chega o seu tempo e botam as flores cá para fora, a folha lá virá depois e até está bem assim, eu gosto, primeiro dá-nos todo o seu esplendor sem folhas a atrapalhar ou ofuscar o seu brilho, e quando o sol já teimar em andar por cá todos os dias, aí sim, teremos as folhas refrescar os nossos passos ou o nosso estar, e de borla…

 

Faça o favor de ter um bom fim de semana e se vir a neve, que venha, nós cá estaremos à espera dela, para já ficamos com o frio, mas com uma imagem das nossas ruas floridas.

 

 

27
Dez23

O Brunheiro e os dias frios de Inverno


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Tenho a Serra do Brunheiro por companhia, é para onde todas as manhãs lanço o primeiro olhar para sentir o pulsar dos dias.

 

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Nestes dias de Inverno, por vezes as nuvens baixas fazem a névoa no grande planalto do Brunheiro, transformando-se em gelo a quem se quer impor à sua passagem. Gelo no planalto que ditam os dias frios no vale, daquele que dói quando através das roupas se entranha até nos chegar ao corpo.

 

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São dias cinzentões que têm todos os ingredientes para serem odiados… mas quer o destino, ou sei lá o quê, que eu goste deles assim, tal como a flor que lá no alto da serra enfrenta o frio que a atravessa e não verga, mesmo que doa …

 

Um bom dia…frio.

 

 

06
Jan23

Chegou o frio e o nevoeiro

Cidade de Chaves


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Agora sim, estamos no inverno, naquele inverno que é tão típico em Chaves, com frio e nevoeiro, daquele que já cá está quando  o dia nasce e fica até à noite e que faz saber bem estar em casa, de preferência com lareira. Pessoalmente até gosto dos dias assim, mesmo com o frio que às vezes chega a doer, e os ossos se queixem, mas é bem melhor que os verões de inferno, agora é só acrescentar mais uma ou duas peças de roupa, gorros, luvas e cachecóis, ao invés do verão, que se alivia a roupa até à última peça, o problema está, quando chegados aí, já não há mais nada para tirar…

 

 

30
Dez22

Mais um dos nossos dias

Cidade de Chaves


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Mais uma imagem dos nossos dias cinzentões e bem regados para terminarmos este ano, ou quase, pois o dia de hoje, parte dele, já se foi e só falta o dia de amanhã para acabar o 2022 e entrar o 2023. Será mais um ano que a gente com fé espera que seja melhor que o anterior. Para o ano, por esta altura, logo veremos como foi.

 

Até amanhã!

 

 

22
Dez21

Chaves com o Natal à porta

Cidade de Chaves


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Em contagem decrescente para o Natal, na azafama de sempre que lhe é tão característica, quer nas ruas, nas últimas compras, quer em casa, nos preparativos para a consoada e dia de Natal. Dias diferentes e de família.

 

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Como nos últimos dias tanto fez sol, como o nevoeiro abancou sobre a veiga e a chuva resolveu fazer-nos uma visita, deixo também uma imagem molhada, mas a cores, para dar alguma alegria aos dias melancólicos de chuva.

 

Boas Festas e Bom Natal!

 

 

 

18
Jan21

De regresso à cidade...

O nevoeiro e o frio


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Hoje o regresso à cidade não é nosso, pois estamos confinados e somos dos que cumprimos, mas há quem, alheios a esta coisa do vírus, regresse sempre á cidade e ao vale, e se deixe estar por lá desde o cair da noite até por volta do meio-dia do dia seguinte, embora às vezes, teimosos que eles são, fiquem por lá a noite e o dia todo, às vezes, semanas a fio…

 

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Esses dois teimosos têm nome, um chama-se nevoeiro, alapa-se no vale e não sai de lá, o outro chama-se frio, não se vê mas sente-se, costumam andar juntos e é uma das duplas mais flaviense que conheço e que todos os flavienses conhecem, comentam ou falam, e como se de chagas se tratassem, não nos largam, invadem-nos o corpo, às vezes até doer e não há roupa que lhe resista, é como o vírus que praí anda, invade-nos o corpo sem saber por onde entram. Mas indiferentes a tudo isto, talvez por hábito ou simples gosto, há que goste dos dias assim, e quem está longe, quiçá até os recorde com saudades, e uma coisa é certa, visto lá de cima, da croa dos montes, tem tanto de mistério como de beleza e quer queiramos oi não, fazem parte do nosso ser flaviense.

 

 

 

12
Jan21

UM OLHAR SOBRE A PAISAGEM – INVERNO

Histórias que o Inverno me Contou


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UM OLHAR SOBRE A PAISAGEM – INVERNO

 

No olival, os homens e as mulheres entregam-se à lida de colher das oliveiras a azeitona, que se oferece entre a folha miúda. Estendem ao redor do tronco a serapilheira e varejam os ramos, braços ao alto, até cair o fruto. E como ficam felizes se o ano é de fartura! Transportada a azeitona para o lagar, é medida na «fanga» e depositada na «tulha» até encher. Verdes umas, negras as outras. Lavadas e depois moídas entre a pedra das mós, lá as temos, então, cantando, a correr das bicas. Na bica de baixo, a «almofeira», líquido escuro da azeitona em talha, na bica de cima, a riqueza do fruto transformado em azeite. Mas muitas outras são as tarefas que o Inverno traz para serem cumpridas.

 

Finda a colheita no olival, inicia-se a poda das oliveiras. As noites são longas e os dias curtos e frios. Os rostos e as mãos dos homens e das mulheres tornam-se roxos, ásperos e gretados. Mas o Inverno não os amedronta. Os homens e as mulheres sabem que a terra e os animais necessitam do seu esforço e do seu saber. Que a Natureza, sem a sua ajuda, não poderia ser tão pródiga e tão amiga. Portanto, aí estão eles, a desafiar a invernia no desempenho das tarefas que encontram pela frente. A satisfazerem o pedido da terra e dos animais, porque gostam de retribuir em conhecimento e em cuidados a riqueza que os animais e a terra têm para lhes oferecer.

 

Ei-los a fazer a lavoura, as adubações e as sementeiras. A prosseguir nas vinhas as podas e as arroteias para novas plantações. A colher nos laranjais as laranjas e as tangerinas. A engarrafar os vinhos nas adegas. A abrir covas para semear as amêndoas e as nozes. E valeiras para semear os melões. A abrigar nas hortas as plantas que não resistem ao frio. A semear as cebolas, os espargos, os espinafres, os nabos e as cenouras. E também os alhos e os morangueiros. A podar as roseiras e os arbustos. A resguardar as plantas que vão florir mais cedo – como as azáleas e as camélias. A semear nos alegretes as calêndulas, as lobélias e os amores-perfeitos. E a plantar as ervilhas-de-cheiro, os jacintos, as túlipas e as anémonas.

 

Com os animais redobram os cuidados. Renovam-lhes as camas para estarem sempre enxutas. Agasalham e dão melhor comida às vacas leiteiras. Reservam verdura às ovelhas que tiveram crias. E tratam das colmeias, dos pombais, das capoeiras… Num trabalho constante, que não acaba mais.

 

Soledade Martinho Costa

Do livro “Histórias que o Inverno me Contou”

Ed. Publicações Europa-América

 

 

28
Dez20

De regresso à cidade...

Cidade de Chaves com Chuva


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Distraído ou com a rotina dos dias transtornada, entrou o inverno e nem dei por isso, não fosse a chuva e o frio e passaria sem dar por ele, mas já chegou e já cá está.

 

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Um regresso molhado à cidade, e passem por onde passem os meus passos, a mesma coisa, chão molhado, chão molhado e chão molhado, foi assim na rua Direita, desci ao Arrabalde a mesma coisa.

 

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Rua de Santo António, a chuva continua, nem o santo lhe vale, e se calha até tem razão, pois para além dos casamentos da capital dizem que é padroeiro dos pobres… agora já percebi porque é que ele vinha nas notas de 20 escudos, mas adiante, que o Santo António não tem culpa e depois o padroeiro da cuva até é o S. Pedro.

 

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Seja como for e por onde forem os nossos passos de hoje, vão pela chuva, os das secas, hoje, escusam de se queixar…

 

Com ou sem ela, a chuva, uma boa semana para todos, e se possível, desviem-se do bicho que a vacina já chegou a terras de Portugal, agora é só esperar que chegue até nós.

 

 

 

14
Dez20

De regresso à cidade...

Rua Direita - Chaves - Em Dia de Chuva


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De regresso à cidade, mais molhada que fria, e nestes dias de chuva, a cidade fica mais cinzenta, mais triste, dizem, por mim apenas a acho mais escura, mas também mais brilhante. e uma coisa compensa a outra, acho eu, mas mesmo assim não gosto da chuva, apenas porque me molha, apenas isso…

 

Com chuva ou sem ela, uma boa semana!

 

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