Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

10
Jan19

Jardim Público - Chaves

1600-(41514)

 

Tinha prá qui um ror de ideias, sentimentos, coisas bonitas para dizer sobre estes corpos nus, despidos de adornos, sobre a ausência de cor para exuberar a essência das coisas, sem distrações, mas que, fui à procura das palavras e até já sabia quais eram, mas com tanto frio, estavam congeladas, impróprias para utilizar, daí, vamos ter de ficar por aqui, desejando-vos o resto de um bom dia, com um

 

Até amanhã!

 

 

 

13
Dez18

O Silêncio dos Coretos

1600-(46089)

 

Lindos q.b., geralmente localizados em jardins e praças públicas a condizer, foram durante anos o poiso das atuações das Bandas Filarmónicas civis e militares. Em Chaves, encontram-se com frequência em escritos do início a meados do século passado, alusões a grandes concertos das Bandas Militares. Mais recentemente, último quartel do século XX, todos temos memória das nossas bandas do concelho a abrilhantar as saudosas verbenas do Jardim Público. Contudo, nos anos mais recentes, as únicas músicas e melodias que se ouvem nos coretos são os da natureza da passarada ou grandes concertos de silêncio, o que até nem é mau de todo, mas às vezes sabe bem variar.

 

Antes deste post eu ia jurar que os coretos eram mais um dos traços da cultura portuguesa, que eram nossos. Rara é a vila ou cidade de Portugal onde não exista um coreto, ou mesmo em aldeias. Em Lisboa, ao que apurei, são mais de 50, no nosso concelho, nunca os contei, mas também são umas dezenas, só em Outeiro Seco, por exemplo, são dois (para o despique das bandas, uma preciosidade também a cair em desuso), nem todos com a nobreza arquitetónica do nosso do Jardim Público ou mesmo o do parque do Hotel Palace em Vidago, mas o suficiente para receber as bandas em dias festivos. Pois, mas ia dizendo que ia jurar que eram nossos, mas não, quer se dizer, são mas não são. Traço da cultura portuguesa talvez, mas não nasceram em Portugal.

 

1600-(46090) (2).jpg

 

Na net há várias referências à origem dos coretos, e até teses, artigos jornalísticos e estudos sobre o assunto, por exemplo um trabalho intitulado “O jardim, o coreto e a banda de música: diálogos entre cultura e natureza” de  Elisa Lessa, da Universidade do Minho, onde se pode ler:

 

Espaço de descentralização e democratização cultural, o coreto do jardim, enquanto ornamento e sinal da presença de música, remonta a meados do século XVIII. Lugar de festa e de lazer, de desenvolvimento social e cultural, de contemplação e fruição estética, o jardim e o seu coreto revelam aspectos relevantes de significado histórico-cultural. Ao longo dos tempos os jardins foram palco de manifestações políticas e testemunhas de transformações sociais. Espalhados pelo mundo os jardins e os seus coretos revelam a importância do valor do jardim para a qualidade de vida da cidade e a importância da banda no coreto para a vida cultural das populações (Bispo, 2000). Em Portugal o coreto, geralmente colocado em lugar de destaque no jardim das pequenas localidades, acolhia os discursos inflamados da 1ª República e enchia-se de músicos da filarmónica logo depois da procissão. Recorrendo ao campo da pesquisa etnográfica, a presente comunicação aborda, no âmbito das tradições culturais e da memória social, as ligações do jardim, do seu coreto e da banda ao pulsar cultural das comunidades locais em Portugal.

Em Portugal, existem centenas de coretos espalhados por todo o território. Associados à festa, (…). São poucos os que são considerados património classificado e alguns deles foram destruídos ou deslocados das praças e jardins onde se encontravam. Outros ainda encontram-se degradados e abandonados. Genuínos, ricamente ornamentados ou mais simples, redondos, octogonais ou com outras formas, rodeados de grandes árvores ou pequenos jardins cuidadosamente desenhados, colocados junto a fontes ou lagos, os coretos de Portugal continuam a ser símbolos de nacionalidade.

 

1600-(46091)

 

Quanto à origem dos coretos, num artigo da visão.sapo, podemos ler o seguinte:

De inspiração francesa
Em Portugal, como na maioria dos países da Europa, o coreto surge com as revoluções liberais, e sobretudo no chamado período da Regeneração (ou da Monarquia Constitucional), importando o modelo de França que já tinha adaptado a si o de Inglaterra e dos seus jardins românticos que, por sua vez, tinham trazido elementos orientais. Entre eles o palanque em forma mais ou menos circular, com uma cúpula -- abrigo de chuva ou sol para oradores ou músicos --, assumia a forma de um palco de espectáculo gratuito ao serviço dos ideais liberais. Para ter acesso à música já não era necessário pagar para entrar numa sala de espectáculos; os espectáculos estavam na rua, gratuitos, e o coreto era o palco.

Coreto, sinónimo de pequeno coro, que terá vindo da palavra italiana coretto, evoca termos como tribuna, palanque, quiosque – embora com funções distintas, de venda de jornais, tabaco ou bebidas. Chama-sebandstand, em inglês, kiosque a musique em francês e em espanhol é quiosco de musica. Em todas as designações está clara a função deste palco que antes do século XVIII começou por ser ambulante ou desmontável, em festas e arraiais populares, para ocupar um lugar fixo no centro de praças ou jardins públicos.

 

1600-(41259)-8-7-a.jpg

 

Quanto ao nosso coreto, no sítio da internet vortexmag.net, aparece um artigo intitulado:

 

Já não se faz nada assim: 12 dos coretos mais bonitos de Portugal

 

Onde o nosso coreto aparece logo em primeiro lugar. Nem que fosse apenas por isso, até lhes perdoo o roubo da minha fotografia e o corte cirúrgico da habitual assinatura que costumo colocar nelas. Não custa nada dar crédito ao autores, mas… tá bem, as fotografias  existem para ser vistas, e esta até fica bem em primeiro lugar a abrir os 12 coretos mais bonitos de Portugal.

Pode ver os restantes aqui: https://www.vortexmag.net/ja-nao-se-faz-nada-assim-12-dos-coretos-mais-bonitos-de-portugal/

 

E é tudo por hoje. Quanto aos coretos, resta-nos a esperança de um dia os ver (com frequência) povoados por músicos, ou até outras artes, porque não!?

 

 

 

 

 

As nossas consultas:

http://visao.sapo.pt/vive-mais-portugal/historias/2015-10-13-A-origem-dos-coretos-Niemeyer-chamava-lhes-Ronaldinho-Calazans , consultado em 13/12/2018

https://www.vortexmag.net/ja-nao-se-faz-nada-assim-12-dos-coretos-mais-bonitos-de-portugal/ consultado em 13/12/2018

https://www.vortexmag.net/ja-nao-se-faz-nada-assim-12-dos-coretos-mais-bonitos-de-portugal/ consultado em 13/12/2018

 

 

07
Ago18

Simplesmente Madalena...

1600-(46606)

 

Hoje ficamos com um pedacinho da Madalena, fora dos olhares e da visibilidade que as fachadas de primeira linha têm, um recantinho bucólico q.b., degrada é certo, aparentemente sem gente dentro, mas nem por isso deixa de ter a sua beleza, só é pena estar assim, sem vida, onde nada acontece.

 

Embora e sem qualquer sombra de dúvidas a Madalena seja um dos nossos locais do centro histórico de Chaves mais interessantes da cidade, embora tenha a sua dinâmica durante o dia, não percebo como à noite recolhe a uma penumbra humana, quando tem tanto para oferecer.

 

Ainda estão na memória de muitos as noites deslumbrantes das verbenas do Jardim Público. Já eram tradição da cidade. Chegava o verão, não era necessária qualquer publicidade, as verbenas lá estavam no dia e hora do costume. Era o pouco que havia na altura, mas já era muito para a Madalena e a cidade entrar em movimento. Pessoalmente, sou da opinião que,  adaptada aos tempos atuais em que não basta a banda no coreto e o conjunto musical ao lado, as verbenas continuam a ser possíveis e podem de novo fazer tradição. Mas talvez este sentir seja apenas saudosismo!

 

 

 

01
Fev18

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto de um dia quente

1600-(43511)

 

Já sei que ainda estamos no inverno, mas mais uns mesitos e temos aí o inferno do verão. A foto de hoje foi tirada num desses dias insuportáveis de verão, com as temperaturas a rondar os 40º, num daqueles dias em que as sombras são procuradas, principalmente pelos mais idosos, não para a assossega ou lazer, mas antes por necessidade. Felizmente Chaves tem alguns destes espaços que fazem a delícia dos dias quentes, mas estão concentrados à beira-rio, pena que nas 4 ou 5 grandes praças que o centro histórico tem, não existam pequenos parques de sombras para o verão, pena também que a nova tendência da arquitetura urbanística dê preferência a largos despidos, feitos mais para serem vistos do que usufruídos pelas pessoas… todos querem fugir do engaço…

 

06
Nov17

De regresso à cidade, com o Outono e o jogo da malha

1600-(48157)

 

Talvez a recordar os dias de sol de há dias, ontem lá se foi saindo de casa ligeirinhos  de roupa, mas o sol que se via de casa era enganador,  e com um pé na rua, depressa dávamos conta que mais um pecinha de roupa dava jeito. Finalmente, já se respiram ares de Outono a condizer com o emarelecer das árvores.

 

1600-(48155)

 

As margens do Tâmega e os jardins Público e Tabolado, vão sendo os locais preferidos para os flavienses fazerem os seus passeios dominicais, mas também diários, mas não só, pois aos domingos, no Jardim público, costuma reunir-se um grupo de homens para jogar o jogo da malha. Fica um pequeno e brevíssimo video com algumas jogadas, feito a partir de umas quantas fotografias.

 

 

É mesmo jogo de homens, pois o peso da malha e as distância do lançamento assim o recomenda, e não é para qualquer um. Os jogadores que hoje aqui aparecem, tanto quanto sei, até são campeões deste jogo. Basta ir por lá e apreciá-los durante uns minutos para ver que é verdade.

 

Até amanhã!  

 

07
Jul17

Sem banda no coreto não há música

1600-(33364)

 

Bem podem esperar sentados que aquilo foi chão, perdão, coreto que já deu música, mas claro, isso foi no tempo em que havia bandas filarmónicas… ou se calha é por outra coisa qualquer. Coitados, chego a ter pena deles. Não haverá por aí uma alma generosa que vá lá dizer aos senhores que a banda não vai aparecer!?

 

 

 

19
Mai17

Cidade de Chaves - Um olhar

1600-(30311)

 

Há pouco ficou mais um “Discurso Sobre a Cidade” de António Souza e Silva com o anúncio do lançamento de mais um livro sobre a Grande Guerra de 1914-1918, comemorativo do Centenário da partida do 1º Batalhão do RI 19 de Chaves para a Flandres, França.

 

Agora fica um olhar sobre o Jardim Público,  na Madalena, um dos muitos olhares que aquele centenário jardim nos tem para oferecer.

 

Mais logo, às 13H00 em ponto fica “ O Factor Humano” com o quinto conto dos 10 contos de reis, sem notas, de autoria de Manuel Cunha (Pité).

 

Até logo!

 

 

Sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

 

 

Olhares de sempre

Links

As minhas páginas e blogs

  •  
  • FOTOGRAFIA

  •  
  • Animação Sociocultural

  •  
  • Cidade de Chaves

  •  
  • De interesse

  •  
  • GALEGOS

  •  
  • Imprensa

  •  
  • Aldeias de Barroso

  •  
  • Páginas e Blogs

    A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    X

    Z

    capa-livro-p-blog blog-logo

    Comentários recentes

    • Fer.Ribeiro

      Há certas coisas que não se podem dizer nos posts,...

    • Fer.Ribeiro

      Obrigado pelo seu comentário. Quanto ao tapume, co...

    • Anónimo

      Parabéns pelo magnífico trabalho apresentado. No q...

    • FJR

      Conheço bem esta Rua pois o "velho Ceroulas" tinha...

    • FJR

      Eu tenho muitas saudades, Felizes aqueles que pode...