Flavienses por outras terras
Lúcia Vieira Ferreira

Lúcia Vieira Ferreira
Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” voltamos à margem sul de Lisboa para o testemunho da Lúcia Vieira Ferreira.

Onde nasceu, concretamente?
Nasci em Argeriz, no concelho de Valpaços, mas fui viver para Chaves em criança (9 anos).
Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?
Frequentei o Liceu Fernão de Magalhães e o Magistério Primário.
Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?
Saí há 43 anos por falta de vida cultural na cidade e para tirar outro curso superior, como aconteceu (Direito). A cidade estava num marasmo e os jovens sem oportunidades de elevar os seus conhecimentos a todos os níveis. A vida girava apenas ao redor do Café Aurora, que eu frequentava, e do Sport. Eu queria mais…
Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:
As arruadas no dia 1 de dezembro, o grupo “Os Canários”, e o icónico Café Aurora, no tempo do Espanhol. Vivi na Rua Direita, onde brinquei com segurança ao anelinho e ao mata, pois os carros eram muito poucos…
Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:
As Termas e a Adega do Faustino.
Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?
Da família e dos amigos dos meus tempos de estudante.
Com que frequência regressa a Chaves?
Quando tinha os meus pais vivos, costumava ir três vezes por ano. Agora, uma ou duas vezes.
O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?
Maior animação cultural.
Gostaria de voltar para Chaves para viver?
Talvez um dia volte, depende do futuro.

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.
Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.



