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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Mar19

Cidade de Chaves - Um olhar sobre um cantinho

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Hoje fica a imagem de um cantinho da nossa cidade que dá pelo nome de Largo Caetano Ferreira, ali onde se entra para a Rua da Ordem Terceira tendo a um lado a Igreja Matriz (Igreja Grande ou de Santa Maria Maior)  e o  Museu de Arte Sacra, e do outro lado da rua,  algum casario abandonado ou em ruinas e ao fundo da rua, o edifício que foi sede da Ordem Terceira dos Franciscanos Leigos que dá origem ao topónimo. Curiosidades deste cantinho/largo, uma, a do próprio Caetano Ferreira que não se sabe bem quem foi a não ser ter vindo do Brasil, ter adquirido algumas casas então ali existentes e tê-las demolido para dar lugar a este pequeno largo, mas segundo consta, era um homem de bem, de grandes virtudes e muito dado a obras de caridade, diz-se ter morrido em cheiro de santidade. A outra curiosidade é a do Museu de Arte Sacra, que pouca arte tem, coitadinho. mas se for por lá enganado, não dê o tempo como perdido, pois no mesmo edifício, no seu interior, ou atravessando o largo, num outro edifício,  tem muita arte sacra com que se deliciar, refiro-me, claro, à Igreja Matriz e à Igreja da Misericórdia, que sem serem museus, têm muita arte, começando pelos próprios edifícios.

 

13
Mar18

Esperas

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No largo da misericórdia, aproveitando um pouco de calor do sol de inverno, esperam pelo passar das horas para um dos poucos confortos que lhes restam — alimentar os corpos, pois as almas já não há quem lhas conforte. Preferem o silêncio, mas se tiverem quem os oiça, eles falam, contam as suas estórias de vida, estórias que às vezes nos fazem ficar pequeninos, reduzidos à nossa insignificância. Tivessem eles nascido noutro berço e em vez de estórias, teriam história para contar.    

 

27
Fev17

De regresso à cidade

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Vamos lá cumprir as promessas, para já a do “Regresso à Cidade”, embora já tivesse saído dela, mas o que vale é a intenção, e cá está mais uma imagem, como habitualmente às segundas, em arte digital, ou seja, uma maneira diferente de apresentar uma fotografia.

 

A outra promessa, a da aldeia barrosã que ontem deveria ter ficado por aqui, vai demorar mais um pouco, mas ainda é para hoje.

 

 

 

03
Set13

Largo Caetano Ferreira - Chaves - Portugal

 

No meu tempo de estudante de liceu fiz a promessa de, pelo menos, passar pelo jardim das Freiras uma vez por dia. Cumpri a promessa religiosamente durante muitos anos. Hoje, quando passo na Rua de Stº António, olho para as Freiras de esguelha, isto, quando olho. Para quem as viveu tão intensamente como os da minha geração as viveu, nunca mais as poderemos encarar de frente. Lamento que quem não é flaviense ou não tivesse vivido essa intensidade das Freiras não perceba nada daquilo que estive para aqui a dizer, mas aqueles que as viveram, sabem do que estou a falar.



Felizmente que a cidade de Chaves não são só as Freiras e com o tempo, aprendi a gostar de outros cantinhos da cidade. Um passeio vagaroso pelas ruelas da cidade, embora o seu envelhecimento e abandono magoe, ainda dá gosto de passear, principalmente porque ainda há a esperança ou o sonho de um dia poder a vir a ter a vida que outrora teve e depois é por elas que se podem atingir dois dos largos ou praças onde atualmente gosto de estar, como antes gostava de estar nas Freiras.




Gostaria  de incluir nessas praças a Praça da República, por ser uma das mais bonitas de Chaves, no entanto não convida ao estar, como também outrora convidada. Um desses largos que aprendi a gostar com o tempo, é o Largo Caetano Ferreira, sem dúvida que é também um dos mais bonitos da cidade e onde se pode repousar um pouco à sombra, nem que seja na escadaria da Igreja da Misericórdia, já que os poucos banco que por lá há não chegam para as encomendas de quem os merece.

 

 

Embora seja um largo onde o casario habitacional também está velho e abandonado (exceção para a Rua da Misericórdia que ainda vai tendo alguma vida), há uma “casa” que está cheia de vidas com estórias de encantar. Também é por isso que gosto do largo, de, mesmo em silêncio e sem qualquer conversa, ouvir essas estórias que cada um tem para contar. Estórias que fazem a História de outros tempos, estórias de guerra, de fome. Estórias do tempo em que viver os dias eram uma verdadeira aventura. Oiço sempre essa história e estórias nos rostos ou nos olhares que de vez em quando se cruzam.



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