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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Nov19

De regresso...

Cidade de Chaves

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Depois de uma pequena ausência, forçada e bem alheia à nossa vontade, começamos a estar de regresso à normalidade dos dias. Ausências forçadas que, pelo menos, vão servindo para reflexão e algumas conclusões. As desta, serviram para concluir o quão frágil somos, bastando um imprevisto cair-nos em cima para nos tolher os dias. Mas tal como diz o povo,  'Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe', e já sabemos que o povo tem sempre razão, e não adianta querermos adiantar ou atrasar as coisas, pois tudo tem o seu tempo… Mas estamos de regresso e isso é o que interessa, e fazemos este regresso pela nossa amada Ponte Romana e o nosso largo mais concorrido – o Arrabalde.

 

 

 

25
Set19

Chaves e o regresso à MACAL nas estradas de Portugal...

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Já foi tempo em que exemplares destes da MACAL andavam nas estradas de Portugal a cumprir a sua missão de transporte para uma ou duas pessoas, e às vezes até mais… Hoje são uma relíquia dos colecionistas e amantes das duas rodas. Verdadeiras “máquinas” de fabrico português que tiveram o seu auge em finais dos anos 60, 70 e 80.

 

Desta marca, MACAL, fica um pouco da sua história:

 

Fundada em 1921 por Manuel Caetano Henriques, produzia essencialmente componentes para bicicletas exportados para Inglaterra. Em 1955 evolui para M. Caetano Henriques e C. Lda. e seguidamente Sociedade Comercial do Vouga. Em 1958 por responsabilidade de Isaac de Oliveira Caetano, filho de Manuel, lançam o primeiro ciclomotor Macal. Nos anos 80 a Motori- Minarelli (o seu principal fornecedor) deixou de produzir os motores utilizados pela Macal e cedeu os moldes e apoio tecnico à Macal, que os passou a produzir e incorporar nos seus modelos, que exportou para Espanha, Angola, Grécia, Holanda, Itália, Alemanha, Inglaterra e Áustria.

 

Tendo necessidade de expandir os seus negócios, Isaac Caetano, Ernesto Caetano e o Engenheiro Trigueiro Lobo( Macal), assim como o Sr. António Silva (sócio da SIM, Sociedade Irmãos Miranda), deslocaram-se à Eslováquia, país onde o Sr. António Silva tinha bons contactos, a fim de verificarem a hipótese do fabrico de alguns componentes para os  motores.

 

Posteriormente, seriam finalizados numa nova unidade fabril realizada por capitais da Macal e da SIM.

 

O processo esteve bastante avançado, mas começou-se a adivinhar problemas com o sector, e o projeto foi abandonado.

 

Foi então que, em agosto de 1997, a Macal Husquevarna teve problemas com um cliente nacional, assim como com um cliente Italiano, levando a firma Macal Husquevarna ao encerramento....

 

A firma M. Caetano, transformada em S.A. no início de 2001, devido à má gerência da primeira administração, aliada à profunda crise Europeia do sector, inviabilizou a sua recuperação.

 

Os últimos veículos produzidos foram os ciclomotores modelo M83 AM6 K5 H2o, e os Ciclomotores de Moto-cross Infantis, exclusivos para a firma Catalã de Motos (Macbor) Bordoy.

 

As Macal/ Macbor foram desenvolvidas por Ernesto Caetano e Alex Llobet, e intensamente testadas em Portugal por André Caetano.

 

Ainda durante esse período, a firma M.Caetano e C.ª S.A., produziu os quadros dos Motociclos AJP, assim como produziu e montou as ultimas trinta e uma séries de Bugas( Bicicletas de Utilização Gratuita de Aveiro).

 

Infelizmente, esta firma acaba também por fechar as suas portas em Maio de 2004.

 

 

 

 

 

Consultas:

http://www.motorizadas50.com/um_pouco_de_historia%20macal.htm

http://www.motosdeportugal.com/pt/marcas/macal

 

28
Jun19

Cidade de Chaves - Olhares seletivos sobre o Arrabalde

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Depois de se ter perdido a sala de estar e de visitas por excelência da cidade de Chaves (leia-se Jardim das Freiras), o Largo do Arrabalde passou (a meu ver) a ser um dos largos mais interessantes da cidade e com a polivalência que lhe era conhecida de um largo comercial, de justiça, de escritórios e até de estar, para além, de que a qualquer momento se podia transformar num largo comemorativo das vitórias flavienses,  ou reivindicativo quando assim tinha de ser, o único na cidade a poder nele conter uns milhares de pessoas. Mas isso foram outros tempos, não muito distantes, mas que já são do passado. A triste ideia de lá fazer um parque de estacionamento subterrâneo veio a dar luz aos balneários das termas romanas, uma descoberta que tudo indicava vir a ser uma mais valia para a nossa cidade história e milenar. A par da ponte romana tínhamos a descoberto toda uma infraestrutura balnear romana de extrema importância para a história de Aquae Flaviae,  e como poucas do antigo império romano. Tal como se costuma dizer, a pressa sempre foi inimiga da perfeição,  e foi a pressa de mostrar obras para contabilizar votos autárquicos que fez iniciar uma obra, ainda com as escavações arqueológicas a decorrer,  e que, de entre todas as soluções possíveis e atraentes sem amputar a atração que o largo já tinha, se optou por aquela que se veio a demonstrar ser das piores ou mesmo pior solução para as termas romanas e para o Largo do Arrabalde, e contra factos, não há argumentos, estão à vista. Perdemos a beleza e o próprio largo, pelo menos a sua polivalência e não temos, nem temos “museu” das termas romanas, e ainda mais, a meu ver, seja qual for a solução para corrigir erros do passado, nunca vai ser uma boa solução, pois tem todas as condições para tudo correr mal, e, se por acaso até se encontre uma solução eficaz, terá pela certa efeitos secundários… vamos esperar para ver o que acontece e um dia mais tarde falaremos.  

 

Mesmo maltratado e mutilado que foi o Largo do Arrabalde, ainda é nele que se conseguem alguns dos olhares mais interessantes da cidade. Claro que temos de escolher bem o ângulo de onde fazemos a toma para que o mamarracho não nos estorve a beleza do olhar. E com esta me bou!

 

07
Mai19

Cidade de Chaves, desde o Arrabalde até à Arte Contemporânea

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Hoje iniciamos pela Rua Direita, mas sem entrar nela, apenas para deitar um olhar as nossas afamadas varandas e sacadas, com sorte, também às sardinheiras que tão bem fazia o conjunto da composição. Aliás, na varanda do lado esquerdo ainda se mantém a tradição.

 

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Claro que para recolhermos este olhar temos de obrigatoriamente estar no Largo do Arrabalde e nem há como abrir mais um bocadinho a objetiva para ver o que por lá se vai passando e quem passa, sim, porque embora também seja conhecido pelo largo dos pasmados, hás os que passam e os que pasmam. Se querem saber, eu, raro é o dia em que não passo por lá, mas de vez em quando, também gosto de ir para lá pasmar, de preferência sozinho, mas não é fácil, pois aparece sempre um ou outro amigo que também gosta de ir para lá pasmar. Já agora entenda-se pasmar pela sua definição, que não é mais que “ficar suspenso”, ou seja, deixar-nos absorver pelo ambiente, pasmar mesmo, e não precisa de abrir a boca, pode ser com ela fechada.

 

1-macna (1176)-1600

 

Mas hoje não é para pasmar muito por aqui, pois se gosta de arte contemporânea, às 18 horas inaugura no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, uma exposição de Helena Almeida (Lisboa, 1934 — Sintra, 25.10.2018), uma conceituada artista portuguesa, recentemente falecida. Creio que esta será a sua primeira grande exposição após a sua morte e acontece precisamente em jeito de homenagem levada a cabo pela parceria Casa de Serralves/MACNA (Câmara Municipal de Chaves).  Na inauguração seguir-se-á uma conversa entre Marta Moreira de Almeida, comissária da exposição, e Bernardo Pinto de Almeida, historiador de arte e conhecedor da sua obra, num renovado gesto de homenagem à artista.

Mais sobre a artista Helena Almeida, pode consultar:

 

          O site do MACNA

               O Site da Casa de Serralves

                    Ou na Wikipédia

 

 

05
Abr19

Cidade de Chaves - Rua do Sal de(molhada)

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Afinal com o frio também veio um pouco de chuva. Mais frio, que chuva!

 

Fica uma imagem da Rua do Sal com chuva, que em princípio deveria ter ficado demolhada, mas não, apenas ficou molhada!

 

Já agora, para quem não sabe, esta rua adotou o topónimo de Rua do Sal por ter sido este (o sal) um dos principais produtos que outrora se vendia na rua. Acontece que nas proximidades, no Largo do Anjo, existia o Armazém da Vedoria, que era uma espécie de depósito de munições e de víveres que a julgar pelo significado de vedoria, os produtos aí armazenados estariam também sujeitos a uma inspeção e fiscalização antes de saírem para o mercado. Mercado esse que se desenvolvia nas ruas mais próximas que convergiam para esse largo, tal como a Rua da Tulha (onde se vendiam cereais), a Rua dos Açougues (onde se vendiam carnes) ou a Rua Verde (onde se vendiam verduras — couves, grelos, alfaces, etc.), adotando estas ruas também o topónimo relacionado com os produtos que lá eram vendido.  Ou seja, o Largo do Anjo e as ruas mais próximas funcionavam com uma espécie de mercado municipal, pelo menos assim foi até aos inícios do século XIX, transferindo-se a partir de aí para o então Arrabalde das Couraças, atual Largo do Arrabalde, onde permaneceu até 1949, passando daí para  o espaço ao longo da Muralha Seiscentista entre a atual Rua do Olival e a Rua das Longras, onde, diga-se, ainda hoje deveria existir em vez do grande mamarracho que lá nasceu. Uma boa demonstração da força que o btão tem.

 

Quanto às ruas terem adotado topónimos relacionados com produtos que lá eram vendidos, na nossa opinião, está bem, pois assim também se vai fazendo um pouco da história da nossa cidade.

 

26
Fev19

Largo do Arrabalde e alguns lamentos

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Pensei que com o tempo lá me iria habituando ao que fizeram a este largo, mas não, aliás quanto mais o tempo passa, menos gosto da solução aqui adotada e que, comparativamente com o Largo das Freiras, o atentado aqui cometido foi bem maior, com a agravante de que aqui, pouco ou nada se pode fazer para melhorar este espaço, enquanto que nas Freiras ainda estão em aberto melhores soluções. No entanto o que mais me entristece, ou melhor, o que mais acrescenta ao meu desagrado é que a minha geração viveu intensamente grandes momentos da cidade de Chaves e de Portugal nestes dois largos (Arrabalde e Freiras),  e foi precisamente o pessoal da minha geração que os violou, sem qualquer respeito.

 

 

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