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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

07
Mai19

Cidade de Chaves, desde o Arrabalde até à Arte Contemporânea

1600-(35705)

 

Hoje iniciamos pela Rua Direita, mas sem entrar nela, apenas para deitar um olhar as nossas afamadas varandas e sacadas, com sorte, também às sardinheiras que tão bem fazia o conjunto da composição. Aliás, na varanda do lado esquerdo ainda se mantém a tradição.

 

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Claro que para recolhermos este olhar temos de obrigatoriamente estar no Largo do Arrabalde e nem há como abrir mais um bocadinho a objetiva para ver o que por lá se vai passando e quem passa, sim, porque embora também seja conhecido pelo largo dos pasmados, hás os que passam e os que pasmam. Se querem saber, eu, raro é o dia em que não passo por lá, mas de vez em quando, também gosto de ir para lá pasmar, de preferência sozinho, mas não é fácil, pois aparece sempre um ou outro amigo que também gosta de ir para lá pasmar. Já agora entenda-se pasmar pela sua definição, que não é mais que “ficar suspenso”, ou seja, deixar-nos absorver pelo ambiente, pasmar mesmo, e não precisa de abrir a boca, pode ser com ela fechada.

 

1-macna (1176)-1600

 

Mas hoje não é para pasmar muito por aqui, pois se gosta de arte contemporânea, às 18 horas inaugura no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, uma exposição de Helena Almeida (Lisboa, 1934 — Sintra, 25.10.2018), uma conceituada artista portuguesa, recentemente falecida. Creio que esta será a sua primeira grande exposição após a sua morte e acontece precisamente em jeito de homenagem levada a cabo pela parceria Casa de Serralves/MACNA (Câmara Municipal de Chaves).  Na inauguração seguir-se-á uma conversa entre Marta Moreira de Almeida, comissária da exposição, e Bernardo Pinto de Almeida, historiador de arte e conhecedor da sua obra, num renovado gesto de homenagem à artista.

Mais sobre a artista Helena Almeida, pode consultar:

 

          O site do MACNA

               O Site da Casa de Serralves

                    Ou na Wikipédia

 

 

05
Abr19

Cidade de Chaves - Rua do Sal de(molhada)

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Afinal com o frio também veio um pouco de chuva. Mais frio, que chuva!

 

Fica uma imagem da Rua do Sal com chuva, que em princípio deveria ter ficado demolhada, mas não, apenas ficou molhada!

 

Já agora, para quem não sabe, esta rua adotou o topónimo de Rua do Sal por ter sido este (o sal) um dos principais produtos que outrora se vendia na rua. Acontece que nas proximidades, no Largo do Anjo, existia o Armazém da Vedoria, que era uma espécie de depósito de munições e de víveres que a julgar pelo significado de vedoria, os produtos aí armazenados estariam também sujeitos a uma inspeção e fiscalização antes de saírem para o mercado. Mercado esse que se desenvolvia nas ruas mais próximas que convergiam para esse largo, tal como a Rua da Tulha (onde se vendiam cereais), a Rua dos Açougues (onde se vendiam carnes) ou a Rua Verde (onde se vendiam verduras — couves, grelos, alfaces, etc.), adotando estas ruas também o topónimo relacionado com os produtos que lá eram vendido.  Ou seja, o Largo do Anjo e as ruas mais próximas funcionavam com uma espécie de mercado municipal, pelo menos assim foi até aos inícios do século XIX, transferindo-se a partir de aí para o então Arrabalde das Couraças, atual Largo do Arrabalde, onde permaneceu até 1949, passando daí para  o espaço ao longo da Muralha Seiscentista entre a atual Rua do Olival e a Rua das Longras, onde, diga-se, ainda hoje deveria existir em vez do grande mamarracho que lá nasceu. Uma boa demonstração da força que o btão tem.

 

Quanto às ruas terem adotado topónimos relacionados com produtos que lá eram vendidos, na nossa opinião, está bem, pois assim também se vai fazendo um pouco da história da nossa cidade.

 

26
Fev19

Largo do Arrabalde e alguns lamentos

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Pensei que com o tempo lá me iria habituando ao que fizeram a este largo, mas não, aliás quanto mais o tempo passa, menos gosto da solução aqui adotada e que, comparativamente com o Largo das Freiras, o atentado aqui cometido foi bem maior, com a agravante de que aqui, pouco ou nada se pode fazer para melhorar este espaço, enquanto que nas Freiras ainda estão em aberto melhores soluções. No entanto o que mais me entristece, ou melhor, o que mais acrescenta ao meu desagrado é que a minha geração viveu intensamente grandes momentos da cidade de Chaves e de Portugal nestes dois largos (Arrabalde e Freiras),  e foi precisamente o pessoal da minha geração que os violou, sem qualquer respeito.

 

 

20
Dez18

Cidade de Chaves - Largo do Arrabalde

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Não gosto da chuva, ou melhor, não gosto de andar à chuva, mas já gosto de estar em casa, sequinho e no quentinho a ver como chove, através da janela. Lá fora molha, é fria, parece que se sente nos ossos, e quando ziguezagueamos entre as gotas que caem do beiral de um telhado e vem sempre aquela gota grossa e estúpida que nos acerta mesmo entre o único espaço aberto que temos entre o colarinho da camisa e o pescoço,  para nos acertar no quentinho da nossa espinha… saio logo do sério e de seguida digo meia-dúzia de palavrões feios, daqueles que usamos por cá. É curioso que na relação máquina fotográfica com a fotografia, é a mesma coisa. A máquina gosta de ficar em casa no quentinho e sequinho,  detesta a chuva, a fotografia, pelo contrário, adora os dias de chuva.

 

06
Jun18

Das anomalias do tempo à extinção do café a granel

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O mais normal para este tempo de junho seria os jovens já andarem a trabalhar para o bronze,  e os de mais idade a estacionarem num banquinho à sombra, mas, de normalidades adiadas, bem vamos ter de esperar por melhores dias. Ontem, quem vestiu uma roupinha leve de inverno, bem agradeceu. Hoje… logo ser verá!

 

Claro que a imagem é de arquivo, e nem sequer é do mês de junho, esta é de finais de agosto, já com um tempito (de 2009) mas não muito antiga, aliás a loja da esquina já vendia remédios para tratar da saúde em vez de loiças, candeeiros, feijão e café a granel… do Silva Mocho, uma loja de marca Chaves durante muitos e longos anos.

 

 

 

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      Também adorava lá ir e passar um bom bocado!!!