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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Set18

Vivências em Paris

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Vivências em Paris

 

Amadeo de Souza-Cardoso foi um reconhecido pintor modernista português que viveu parte da sua curta vida em Paris, onde contactou com os principais nomes da pintura do início do século XX. E é também o nome do Airbus da TAP que está estacionado junto à porta de embarque e que nos vai levar até Paris para umas mini-férias de Páscoa.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

 

Começamos com uma visita à Torre Eiffel, projetada pelo engenheiro Gustave Eiffel e construída para ser a porta de entrada da Exposição Universal de 1889. Quando preparámos a viagem (há umas semanas atrás) já não havia bilhetes online para uma subida de elevador até ao terceiro piso, mas arriscamo-nos pelas escadas até ao segundo, pelo meio de um verdadeiro emaranhado de vigas de ferro que quase nos tapa toda a luz do dia. Paramos no primeiro piso para uma volta de 360º e uns minutos de descanso. A vista sobre os Champs-de-Mars, de um lado, e o Rio Sena, do outro, é fantástica. Seguimos para o segundo piso e a vista sobre Paris é ainda mais deslumbrante… Prosseguimos depois numa das rotas do serviço de autocarros turísticos. Acompanhamos o Rio Sena durante algum tempo, com os famosos Bateaux-Mouches a deslizarem serenamente pelas suas águas, passamos pela Ópera, pelo Musée du Louvre e paramos na Catedral de Notre-Dame. Passamos ainda pela Place de La Concorde e subimos até ao Arc de Triomphe pela Avenue des Champs-Élysées, à qual os franceses chamam, envaidecidos, “La plus belle avenue du monde”, e onde estão instaladas as mais exclusivas marcas de moda e perfumaria de todo o mundo.

 

Sacré Coeur (1).JPG

Fotografia de Luís dos Anjos

 

Nos dois dias seguintes, alternando entre os autocarros turísticos, o metro e os transportes públicos, aventuramo-nos por outras paragens: Pigalle, Sacré Coeur, Place de la Bastille, Centre Georges Pompidou… Passamos ainda pelo Pont des Arts, a célebre ponte onde casais apaixonados de todo o mundo seguiam o ritual de colocar um cadeado nas grades e atirar a chave ao rio, com juras de amor eterno. Hoje, por razões de segurança, já não é possível fazê-lo na ponte, mas existem, bem próximos dali, outros locais onde os cadeados continuam a ser colocados.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

 

Na viagem de regresso a Portugal, e tal como já acontecera na ida, viajamos a bordo de um Airbus cujo nome também tem ligações com Paris: “Amália Rodrigues”, a diva do Fado que encantou esta cidade com as suas atuações no Olympia…

 

Luís dos Anjos

 

 

23
Ago18

Flavienses por outras terras

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Lia Moreira

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” voltamos a Lisboa para irmos ao encontro da Lia Moreira.

 

Cabeçalho - Lia Moreira.png

 

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Santa Cruz, Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santa Cruz, a Escola Preparatória Nadir Afonso e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí no ano 2000 para ingressar no Ensino Universitário.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi em Corroios (Seixal) e em Oeiras. Trabalhei em Lisboa, Alverca e, presentemente, na Amadora.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os lanches, no intervalo das 16h15, no antigo Jardim das Freiras, e as festas das noites de Verão.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Visitar as Termas, o jardim envolvente e todo o percurso ribeirinho até à Ponte Romana e a zona histórica, desde o Largo do Arrabalde até ao Largo do Anjo.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Da genuinidade das pessoas, e dos pastéis, claro!

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Uma frequência bem menor do que a pretendida – sensivelmente de mês a mês.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Gostaria de encontrar a cidade tal como a deixei, há já 18 anos. Com as mesmas pessoas, os mesmos pontos de encontro, as mesmas rotinas, as mesmas conversas.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Nesta fase, creio que não. Na área em que trabalhamos – eu e o meu marido - a cidade não oferece alternativas. Sinto que seria regredir, num percurso que se quer de progresso. Mas planeio, como qualquer migrante, um dia poder regressar, ainda que sazonalmente. É precisamente por planear regressar que volto sempre que posso, dando a conhecer ao meu filho as minhas raízes – que também são as dele.

 

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Lia Moreira.png

 

Mapa Flavienses por outras terras (1).jpg

 

 

 

 

10
Ago18

Vivências - Vamos tomar um café?

vivenvias

 

Vamos tomar um café?

 

“Vamos tomar um café?” ou “A ver se combinamos para tomar um café um dia destes…”.

 

Quando encontramos alguém que já não víamos há algum tempo é quase certo que uma destas duas expressões acabe por surgir na conversa como forma de dizer “…gostei de te encontrar e gostava de conversar mais um pouco contigo…”.

 

A primeira opção é a minha preferida, porque é imediata – olhamos em redor, trocamos opiniões sobre uma ou duas propostas de locais, em função daquilo que conhecemos na zona, e acabamos num café ou esplanada próximos com uma chávena de café na mão, ou então com outra bebida qualquer, pois o “tomar um café” não é para levar à letra. No final, na hora de ir embora, o “tomar um café” termina, geralmente, com uma “discussão” (no bom sentido, obviamente) sobre quem é que vai pagar a conta, mas isso na realidade pouco importa, pois já se sabe de antemão que da próxima vez será a outra parte a retribuir o gesto... Apenas se espera que a oportunidade para o próximo café não demore demasiado tempo...

 

A segunda opção, a do “A ver se combinamos para tomar um café um dia destes…”, adia o café para um próximo encontro, porque como andamos sempre atarefados nesta correria do dia-a-dia, torna-se por vezes difícil, infelizmente, despender de uns minutos para um simples café quando encontramos alguém. Então, confirmamos que temos o contacto um do outro, ou, se estivermos mesmo com muita pressa, atiramos com algo do género: ”…procura-me no Facebook e pede-me amizade…” e despedimo-nos com a promessa de um futuro contacto.

 

“Tomar um café” é sempre sinónimo de encontro, de reencontro, de partilha, não é nunca um fim em si mesmo, mas antes um pretexto para um agradável momento que se prolonga muito para além dos dois ou três goles da chávena que temos à nossa frente... Se pensarmos bem, todos nós temos nas nossas melhores recordações momentos passados à volta de uma mesa de café…

 

Luís dos Anjos

 

 

 

26
Jul18

Flavienses por outras terras

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Luís Miguel Pires

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até ao meio do Oceano Atlântico. No arquipélago dos Açores, na ilha de São Miguel, vamos encontrar o Luís Pires.

 

Cabeçalho - Luís Miguel Pires.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Moçambique, mas vim muito novo para Portugal e cresci em Vilela Seca – Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Vilela Seca, a Escola Preparatória, no Forte de São Francisco (1º e 2º ano do 2º Ciclo), e a Escola Secundária Dr. Júlio Martins.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

A primeira vez que saí de Chaves foi em 1988 para cumprir o serviço militar obrigatório, com 18 anos. Regressei em novembro de 1989. Passados alguns meses, em 1990, saí para Mirandela por causa do futebol. Era atleta do G. D. de Chaves, então na 1ª Divisão, e fui emprestado ao S. C. Mirandela. Mais tarde, em 1996, devido ao futebol, saí para o Minho, onde estive 7 anos. Joguei 5 anos no G.D.R.C “Os Sandinenses”, equipa onde fui Campeão Nacional da 3ª Divisão, e 2 anos no F. C. Vizela. Em 4 destes 7 anos que estive no Minho tirei a minha Licenciatura em Educação Física. No ano de 2005 saí pela última vez para a ilha de São Miguel - Açores, para lecionar e com ligação ao futebol, em simultâneo, e onde ainda estou atualmente.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi em Vila Franca de Xira, Almada, Mirandela, São Martinho de Sande, Caldas das Taipas, Vizela, Fafe e na ilha de São Miguel - Açores.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

As idas ao Estádio Municipal de Chaves com o meu pai, desde os meus 5 anos de idade e, mais tarde, ter o privilégio de partilhar os balneários desse mesmo estádio com alguns dos que eram os meus ídolos na altura.

As vivências com a minha família e os meus amigos, do futebol e da vida, durante a minha infância e juventude.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

A nossa hospitalidade e a nossa excelente gastronomia.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Saudades da minha família e dos meus amigos.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Três vezes por ano. No Natal, na Páscoa e no mês de agosto.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Mais jardins e menos cimento no centro da cidade.

Uma academia de futebol para o atleta transmontano, ligada à maior bandeira da cidade que é o Grupo Desportivo de Chaves.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sem dúvida. Em Chaves sinto-me como "ponta de lança na área adversária", ou seja, no meu meio ambiente natural.

 

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O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

 

Rostos até Luís Pires.png

 

Localização dos “Flavienses por outras terras” que já passaram por estra rubrica:

 

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13
Jul18

Vivências - “Geração Heidi” versus “Geração Qualquer Coisa”

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“Geração Heidi” versus “Geração Qualquer Coisa”

 

Há quase 50 anos nasceu aquela que é frequentemente apelidada de “Geração Heidi”. Os rapazes tinham nomes tradicionais, chamavam-se João, António, Carlos, Manuel ou Luís, enquanto as raparigas respondiam quase todas pelos nomes de Ana, Rita, Filipa ou Sofia. Esta geração jogava às escondidas e ao pião, os rapazes improvisavam duas balizas e faziam um jogo tipo “muda aos 5 e acaba aos 10”; os mais atrevidos esfolavam os joelhos a saltar os muros da aldeia, enquanto as raparigas brincavam aos elásticos ou à macaca. Todas as manhãs tomavam um pequeno-almoço a sério: uma taça de café com leite e uma carcaça com manteiga, marmelada ou doce de morango. Na televisão deliciavam-se com a Heidi e o Marco, a Abelha Maia, a Candy Candy, o Timtim e os Marretas. Quando cresceram mais um pouco passaram a ver Uma casa na pradaria e o Bonanza. No início do ano letivo compravam os livros escolares e encapavam-nos cuidadosamente para poderem servir para o irmão ou primo mais novo; na papelaria mais próxima compravam o material escolar para o ano inteiro: uma caneta, um lápis, uma régua, uma borracha, uma afia e uma caixa de marcadores.

 

A “Geração Qualquer Coisa” (porque ainda não sabemos que nome lhe dar) frequenta neste momento a escolaridade obrigatória. Ao contrário dos seus pais, têm nomes muito mais originais: Tiago, Bernardo, André ou Fábio, para os rapazes, e Cátia, Vanessa ou Inês para as raparigas. Passam a infância e a adolescência sem aprenderem a maioria dos jogos de antigamente. Muitos deles crescem praticamente sozinhos em casa, entre a televisão, o computador e o tablet. Ao pequeno-almoço experimentam todas as variedades de flocos possíveis, assim como snacks e pãezinhos recheados com chocolate e outras coisas do género... Em Setembro, no início do ano letivo, invadem os corredores dos hipermercados e compram tudo o que vêem: mochilas com rodinhas, canetas sofisticadíssimas, borrachas coloridas e com cheiros...

 

Como são diferentes os jovens de agora...

 

Luís dos Anjos

 

 

08
Jun18

Vivências

vivenvias

 

Prédios que (quase) não falam…

 

Celebrou-se no passado dia 25 de maio o “Dia Europeu dos Vizinhos”, uma evolução do “Dia do Vizinho”, uma iniciativa que surgiu em 1990, em Paris, pela mão de Atanase Périfan e de um grupo de amigos que criaram a associação “Paris d’amis”, no 17º bairro parisiense.

 

Por cá, com o intuito de assinalar este “Dia Europeu dos Vizinhos”, surgiu, em 2009, em Lisboa, uma interessante iniciativa denominada “Prédios que falam”, que desafiava as pessoas que habitam o mesmo prédio a estabelecerem contacto umas com as outras e a envolverem-se em atividades diversas que potenciavam uma aproximação entre elas.

 

Confesso que não sei se esta iniciativa teve ou não continuidade, pois numa rápida pesquisa no Google não encontrei referências recentes, e nem ouvi nada a respeito na comunicação social nos últimos tempos (mas também posso ter andado distraído…). Mas, em todo o caso, mais importante do que haver ou não uma iniciativa organizada como esta é termos, cada um de nós, de forma natural e espontânea, no nosso dia-a-dia, uma atitude diferente, mais próxima, mais humana para com os nossos vizinhos (afinal de contas, assim que saímos de nossa casa, são os que estão fisicamente mais próximos de nós…). E a mudança de atitude pode começar com pequenas coisas, como por exemplo, nunca nos esquecermos de dizer “bom dia” ou “boa tarde” (ou, porque não, algo mais) sempre que nos cruzamos com alguém no prédio, ou procurarmos saber os nomes das pessoas para evitar as referências do tipo “a senhora do terceiro esquerdo” ou “o senhor do último andar”… E depois, com um pouco mais de ousadia, por que não seguir algumas das propostas que a iniciativa “Prédios que falam” nos propunha na sua página: desenhar um “smile” J e colocá-lo na porta do elevador, fazer um bolo e distribui-lo em fatias pelos vizinhos ou colocar um cartaz com um pensamento positivo na entrada do prédio…

 

Se conseguirmos que estes pequenos gestos e iniciativas aconteçam, então sim, teremos “Prédios que falam”.

 

Luís Filipe M. Anjos

 

 

 

17
Mai18

Fugas - Santiago de Compostela

Fugas - banner

 

Santiago de Compostela

 

Dezembro de 2014. Chegamos já perto da hora de almoço e estacionamos numa zona a não mais do que uns 500 metros da Praça do Obradoiro. Seguimos a pé até à praça e logo reparamos que as torres da Catedral estão envoltas em andaimes. Entre a deceção por não podermos tirar fotografias e a satisfação por saber que estão a decorrer obras de restauro para conservar o monumento vamos em busca de um restaurante, deixando a visita para mais tarde. Após o almoço, vamo-nos perdendo pelo centro histórico da cidade, até que, a dada altura, chegamos ao Parque da Alameda, o local de onde, a partir do Passeio da Ferradura, se tem a melhor visão frontal da catedral, sobressaindo magnífica entre todo um conjunto de edifícios históricos. Na vertente oposta do parque um miradouro permite-nos abarcar todo o Campus Universitário Sul, um amplo espaço com edifícios universitários, equipamentos desportivos, residências universitárias e muitos jardins e zonas verdes, que quase nos leva a sentir inveja dos estudantes que ali vivem e estudam.

 

O “Mercado de Abastos”, o segundo local mais visitado da cidade, é a nossa próxima paragem. É um mercado típico, onde se pode encontrar peixe, marisco, frutas e legumes, queijos, enchidos, mas que tem uma particularidade única – no Bar do Mercado, por uma percentagem do valor das compras, cozinham-nos na hora os produtos comprados no local, de modo a poderem ser saboreados ali mesmo.

 

Ao final da tarde visitamos finalmente a Catedral onde, segundo a tradição católica, se encontra o túmulo com os restos mortais do apóstolo São Tiago. O “Botafumeiro” é outro dos símbolos da catedral – um enorme incensário suspenso a 20 metros de altura na cúpula central e que, em determinadas celebrações religiosas, com a força de 8 homens e um sistema de cordas e roldanas, “voa” pela Catedral, por cima dos fiéis. A minha filha mais velha fica curiosa com esta descrição e prometo-lhe que mais tarde, no hotel, procuraremos um vídeo no Youtube para ela ver.

 

Lá fora, e porque estamos em dezembro, o dia vai chegando ao fim e ainda há tanto para ver…

Luís dos Anjos

 

 

 

11
Mai18

Vivências - 1 de maio de 1991

vivenvias

 

1 de maio de 1991

 

1 de maio de 1991. À semelhança dos anos anteriores foi organizada pelos grupos de jovens ligados à Igreja uma atividade para assinalar o início do mês de maio – o mês de Maria. O local escolhido foi o Santuário de Nossa Senhora da Aparecida, em Calvão, e o dia começou bem cedo com o ponto de partida marcado para o “Jardim do Bacalhau”. Aí nos encontramos, tendo já percorrido alguns quilómetros a pé, desde casa, e daí seguimos, igualmente a pé, até Soutelo, onde paramos no Lar Marista, uma casa bem nossa conhecida.

 

A partir de Soutelo, divididos em grupos mais pequenos e com algumas atividades para realizar ao longo da caminhada, seguimos até Calvão, onde chegamos por volta da hora de almoço, cansados mas cheios de entusiasmo e de boa disposição para o resto do dia.

 

O período da tarde foi preenchido com atividades de reflexão, de partilha e de convívio, próprias deste tipo de encontros, com a particularidade de nesse ano termos tido a presença de grupos de jovens de outras localidades.

 

No final do dia, muitos fizeram a viagem até casa de carro, com os pais, mas para muitos outros o regresso fez-se a pé, desta vez apanhando a estrada que vem do São Caetano (hoje, por curiosidade, marcando todo o percurso no Google Maps, espanto-me ao ver que nesse dia caminhamos 29 quilómetros…).

 

Foto (com tratamento).jpg

 

Esta caminhada do 1 de maio foi uma das muitas atividades em que participei enquanto estive ligado a este movimento de grupos de jovens e recordo-a como uma das mais marcantes. Mas recordo este dia também pelo frio, um frio como talvez não tenha voltado a sentir até aos dias de hoje (a verdade é que também fui um pouco de “corpo bem feito”, enganado pelo sol que parecia querer acompanhar-nos logo pela manhã). No regresso a casa, seguindo em fila pela berma da estrada, procuramos, pelo menos durante parte do percurso, enganar o frio com uma pequena estratégia: o último da fila deixava o seu lugar e tinha de ultrapassar todos os outros até chegar ao primeiro, e assim que lá chegasse era a vez do que tivesse ficado em último fazer o mesmo, até todos terem passado pelo primeiro lugar…

 

1 de maio de 1991. Já se passaram quase 30 anos…

 

Já não sinto o frio, apenas uma agradável recordação…

 

Luís dos Anjos

 

 

26
Abr18

Flavienses por outras terras - Paulo Rua

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Paulo Rua

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” voltamos a Valongo, nos arredores do Porto.

 

É lá que vamos encontrar o Paulo Rua.

 

Cabeçalho - Paulo Rua.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci na freguesia de Santa Maria Maior, em Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Nantes, o Ciclo, a Escola dos Aregos (um ano) e a Escola Secundária Dr. Júlio Martins.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1995 para ingressar no curso da GNR, em Portalegre.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Em Portalegre, em Lagos, em Sines, em Matosinhos e no Porto.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os bons tempos de escola e os sábados à noite nas Caldas, com os amigos.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

As nossas Termas e a nossa gastronomia.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Da família e dos amigos com quem perdi contacto.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Uma vez por mês.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Nada, gosto dela como é.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sim.

 

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Paulo Rua.png

 

 

13
Abr18

Vivências

vivenvias

 

Regresso à escola

 

Setembro de 2007. Dez anos depois de concluído o meu curso superior, e quatro anos depois da minha última experiência como professor, estou de regresso à escola, novamente no papel de aluno. Entro no anfiteatro, já meio preenchido, e olho à minha volta. Primeira constatação e diferença: a grande maioria são alunos mais novos do que eu. Abro a pasta e preparo-me para o início da aula. Enquanto espero pelo professor vêm-me à ideia várias imagens do meu passado de estudante. Recordo os tempos de caloiro, as peripécias vividas, as amizades que então comecei a construir e que o tempo sabiamente ajudou a cimentar; e lembro-me também das dificuldades de ser estudante naquela altura. Quando faltava a uma aula, por exemplo, tinha de pedir a um colega simpático, e de preferência organizado, para me emprestar o caderno para tirar fotocópias; quando precisava de elaborar algum trabalho em computador tinha de pedir a um dos professores para assistir à aula de Informática de outra turma e, então, trabalhar, discretamente, num dos computadores que ficasse vago no fundo da sala...

 

Agora tudo é diferente. Matéria das aulas, exercícios resolvidos, testes de anos anteriores e muito mais - tudo está à distância de um clique numa plataforma de E-Learning; salas equipadas com computadores com acesso à Internet e impressoras; e-mail de aluno para poder contactar com todos os colegas de curso e até com os docentes. E depois ainda, todas as facilidades que as novas tecnologias proporcionam: fazer downloads, partilhar ficheiros, participar em fóruns, combinar encontros por sms... Numa década apenas muita coisa mudou… Penso para mim mesmo que muito provavelmente se abordasse alguns dos alunos mais novos ali presentes e lhes falasse de tudo isto, muitos deles nem acreditariam…

 

Luís dos Anjos

 

 

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