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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

11
Jan19

Vivências na Galiza

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Vivências na Galiza

 

Dezembro de 2011. Aproveitando a vinda a Chaves para estar com a família no dia de Natal, e juntando-lhe mais uns dias de férias até ao final do ano, seguimos viagem para a Galiza. Saímos de manhã, com tempo chuvoso e, por isso mesmo, vamos andando calmamente. Em Ourense deixamos a A-52 e atravessamos a cidade para seguir na direção de Lugo, o nosso primeiro ponto de paragem. O rio que aqui passa é o Rio Miño, e aproveito para explicar à minha filha mais velha que é o mesmo rio que iremos voltar a cruzar quando entrarmos novamente em Portugal, dali a uns dias. Na cidade destacam-se as suas várias pontes de estilos muito diferentes, desde a Ponte Romana, no Centro Histórico, à Ponte do Milénio com a sua arquitetura futurista, à qual ninguém fica indiferente.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

Almoçamos em Lugo e, no período da tarde, visitamos a parte antiga da cidade, no interior das muralhas romanas que se estendem por mais de dois quilómetros e sobre as quais é possível caminhar, desfrutando de uma vista ainda mais soberba sobre todo o casario. A chegada à Corunha acontece já pela hora do jantar e com algum cansaço das mais pequenas da família.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

Os dois dias que passamos na Corunha deixam-nos verdadeiramente encantados com a cidade. Saindo do hotel, começamos por percorrer um extenso jardim à beira mar, com estátuas e menires, que nos leva até à Torre de Hércules, um imponente farol de construção romana; depois, descemos pelo centro da cidade, por ruas e praças, e chegamos à Avenida da Mariña, onde admiramos as típicas fachadas com varandas de madeira e vidro, que deram à Corunha a designação de Cidade de Cristal. Numa vertente mais cultural visitamos o Aquário Finisterra, a Casa das Ciências e a Casa do Homem, três locais diferentes, mas igualmente interessantes para uma visita em família.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

No dia do regresso a casa esperam-nos quase 500 quilómetros, o que, com as inevitáveis paragens de quem viaja em família, se traduz praticamente num dia de viagem. Entramos em Portugal por Valença e, tal como prometido à minha filha, lá está o Rio Minho, por ali correndo serenamente há séculos, delimitando dois países…

 

Luís dos Anjos

 

 

27
Dez18

Flavienses por outras terras

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Humberto Gonçalves

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até Lausanne, uma cidade suíça na margem do Lago Léman, rodeada por montanhas e com vista para os Alpes Franceses, do outro lado do lago. Nesta cidade está sedeado o Comité Olímpico Internacional.

 

É lá que vamos encontrar o Humberto Gonçalves.

 

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Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Faiões.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária do Caneiro, a Escola Secundária Fernão de Magalhães e a Escola Secundária Dr. Júlio Martins.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

3 de janeiro de 1989, à procura de novas oportunidades.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Trabalhei 10 anos num restaurante, como cozinheiro, e desde 1999 no Hospital Cantonal Universitário de Lausanne.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os tempos passados nos bancos do Jardim das Freiras, nos intervalos das aulas do Liceu, e no Verão as verbenas, aos sábados à noite, no Jardim Público, organizadas pelo Desportivo de Chaves.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Passar um dia completo nos balneários das Termas e ir ver um jogo do Desportivo de Chaves ao Estádio, se possível com um grande do futebol português.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Passear à noite no Tabolado, nas margens do Rio Tâmega, e comer fumeiro em qualquer bom restaurante da cidade.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Em abril, em agosto, e em outubro. O meu pai mora sozinho com 88 anos, por isso as visitas.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

A resolução do problema de condensação do Museu das Termas que resultou das escavações no Largo do Arrabalde e a sua rentabilização.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Certamente que voltarei!

 

Rostos até Humberto Gonçalves.png

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

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22
Nov18

Flavienses por outras terras

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Carmen Antunes

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” continuamos pela Suíça. No cantão de Valais, mais concretamente em Ardon, nos Alpes centrais, vamos encontrar a Carmen Antunes.

 

Cabeçalho - Carmen Antunes - 1024 x 380.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci num dia de grande cheia, no Campo da Fonte, a um passo do jardim público e do famoso Km 0 da Estrada Nacional n° 2.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

A minha primeira escola foi a Escola Primária da Lapa. Após o 25 de abril, todos os alunos foram transferidos para a Escola da Estação. Frequentei depois os dois ciclos na cidade. Por último, frequentei o Liceu, ou seja, a Escola Secundária Fernão de Magalhães, onde terminei o 12° ano, em Humanísticas.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Em 1984, os estudos levaram-me, uma primeira vez, a trocar Chaves pela periferia de Londres, em Inglaterra. Em 1988, foi o casamento que me levou para longe, e desta vez definitivamente, para a Suíça, país onde já vivia o meu marido.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi em Chaves, onde nasci e cresci. Também em Iver, Buckinghamshire, Inglaterra, onde estudei, e em Ardon, Valais, Alpes centrais, onde formei o meu lar e criei raízes, adotando a nacionalidade suíça.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

A recordação de uma infância feliz, a brincar na rua, a nadar no rio e a subir às árvores é-me preciosa e ficará para sempre gravada. Lembro, com saudades, as noites de verão passadas à frescura do luar, os adultos sentados a conversar, a criançada a brincar e os jovens a escapar-se às escondidas, atraídos pela música das verbenas no jardim público. Veio depois a adolescência e os tempos de Liceu onde se criaram amizades para a vida. E, por último, a família do Karaté, no seio do Karaté Club Alto Tâmega, onde mais do que simplesmente Karaté se aprendia, sobretudo, a firmeza de caráter e a nobreza do espírito e da mente.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Duas sugestões sabe a pouco, pois Chaves é uma autêntica joia em termos de património histórico, cultural, gastronómico, e sobretudo humano. Estou convicta que cada turista, segundo os seus próprios interesses, encontrará atividades ao seu gosto e medida. Sugiro começar o dia com um passeio histórico - Ponte Romana, Castelo - prosseguir com um passeio cultural - Museu, Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso - e terminar em grande, gastronomicamente, claro está: presunto, folar, Pastéis de Chaves, e tudo o que vier de bom, rodeado de preferência de bons amigos Flavienses que nos levem, no final do dia, a beber um copinho de água às Termas para ajudar a digerir…

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Passear nas ruas, simplesmente. Caminhar nas calçadas que já conhecem os nossos passos. Dizer alegremente “Bom dia” e sorrir a quem nos viu nascer e crescer. Só quando abandonamos o berço damos conta da tranquilidade, da riqueza familiar e social que significa viver numa cidade onde todos sabem quem somos.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Tento regressar uma vez por ano, no mínimo, mas, para minha grande tristeza, nem sempre tem sido possível.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Gostaria muito, mesmo muito, que a autoridade competente revigorasse o centro histórico, avivando-lhe a alma, e que todos os esforços fossem feitos para que não se deixe esmorecer o coração da nossa bela cidade. Dá dó ver as lojas de proximidade encerrarem as portas, umas após as outras, dá dó ver a desertificação populacional, dá dó ver casas tão representativas da nossa identidade caírem em ruínas. Salvar o que é nosso não é saudosismo, é sabedoria. Apostar no futuro não pressupõe desprezar o passado.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Todo o Português que se preze, por muitos que sejam os mares navegados, sonha em voltar à terra. Penso que os Flavienses não fogem à regra. Se a vida me permitir, voltarei.

 

Foto Ardon (Suiça).jpg

 

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

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09
Nov18

Vivências

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Estranho pequeno-almoço

 

Alvito. Julho de 2014. Estamos a passar uns dias de férias numa agradável unidade de turismo rural, bem no meio da típica paisagem alentejana. Mas a localização é irrelevante, pois a cena que presenciamos poderia certamente passar-se em qualquer outro local. Estamos a tomar o pequeno-almoço e numa mesa ao lado da nossa está um casal sensivelmente da nossa idade com um filho e uma filha, ambos adolescentes. Silêncio. O pai, entre pratos, talheres e chávenas, conseguiu encontrar espaço para o seu tablet e vai-se repartindo entre o pequeno-almoço e a atividade no tablet. O filho esqueceu-se da refeição e está agora empenhadíssimo num qualquer jogo, com os olhos fixos e os dedos movendo-se velozmente sobre o ecrã do seu smartphone. A filha ausentou-se por momentos e, para nosso espanto, regressa com um tablet nas mãos. Neste atípico quadro familiar apenas a mãe está verdadeiramente a tomar o pequeno-almoço… sozinha. Na nossa mesa falamos sobre o saboroso pão alentejano, comentamos a simpatia dos proprietários do espaço, trocamos opiniões sobre o que vamos fazer durante o dia… Na mesa ao lado, silêncio até ao fim da refeição.

 

De regresso ao nosso bungalow não deixamos de comentar este estranho episódio e, em jeito de brincadeira, digo que eles não falaram, mas, se calhar, comunicaram entre si via Internet, com os seus equipamentos… Obviamente que não o fizeram, e se o tivessem feito, então, a situação seria ainda mais surreal… Em termos abstratos, não me parece que haja nada de errado em estar de férias e consultar o e-mail pessoal (não o do emprego), navegar pelas páginas dos jornais online, jogar um jogo no telemóvel ou conversar com os amigos no Facebook. Mas será razoável e absolutamente necessário fazê-lo às nove da manhã, à mesa do pequeno-almoço, em família…?

 

Haja paciência!

 

Luìs dos Anjos

 

12
Out18

Vivências - Uma fancesinha (no Porto, claro!)

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Uma francesinha (no Porto, claro!)

 

Apesar de ter estudado no Porto, a verdade é que só alguns anos depois de ter concluído o curso, numa visita a um casal amigo, é que eu e a minha esposa provámos pela primeira vez uma francesinha.

 

- “O quê? Tu estiveste 5 anos a viver no Porto e nunca comeste uma francesinha? Não acredito!”. Foi mais ou menos com estas palavras que a nossa amiga me respondeu quando se apercebeu de tal facto e, então, nessa mesma noite, lá fomos nós a um conhecido restaurante na Rua Passos Manuel, mesmo em frente ao Coliseu do Porto, tido como um dos melhores da cidade na confeção deste petisco. Provámos, ficámos fãs e, de então para cá, já repetimos a experiência por várias vezes.

 

A francesinha é uma especialidade gastronómica típica do Porto, criada, segundo dizem, no restaurante “A Regaleira”, na década de 50, por um emigrante regressado de França, com base no “croque-monsieur”, um snack com queijo emental e noz-moscada, muito apreciado nos cafés e restaurantes daquele país. Na sua versão original (atualmente existem algumas variantes um pouco estranhas que a desvirtuam), a francesinha é composta por pão, bife de vaca, salsicha fresca, fiambre, linguiça fumada e uma cobertura de queijo. O molho picante que a acompanha é o grande “segredo” e cada casa tem a sua receita, embora se saiba que na sua preparação entram, entre outros ingredientes, manteiga, cebola, alho, louro, polpa de tomate, cerveja e whisky.

 

O sucesso da francesinha na Cidade Invicta é tão grande que rivaliza em popularidade e em consumo com os hambúrgueres e as pizzas do “fast food”, sendo possível encontrá-la em todo o lado, desde os mais distintos restaurantes e marisqueiras, até às mais populares cervejarias e tascas. No resto do país, as francesinhas aparecem nas ementas de muitos restaurantes e até já as provámos noutras cidades, inclusive, em Chaves… Mas, no Porto são, indiscutivelmente, melhores… E ponto final.

 

Luís dos Anjos

 

 

27
Set18

Flavienses por outras terras

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Carlos Pires

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” continuamos pelos arredores de Lisboa. Depois de Oeiras, onde encontramos a Lia Moreira, na publicação anterior, vamos agora até à Amadora para conhecermos o Carlos Pires.

 

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Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Chaves, no antigo Hospital da Santa Casa da Misericórdia, e vivi a minha infância, adolescência e juventude (até aos 21 anos) no Bairro dos Codessais, na freguesia da Madalena, Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei o “ensino primário” na Escola do Caneiro, o “ciclo preparatório” nas instalações do Forte de S. Francisco, o 7º e o 8º ano na Escola Secundária Dr. Júlio Martins e do 9º ao 12º ano na Escola Secundária Fernão de Magalhães. Posteriormente, frequentei a Escola do Magistério Primário de Chaves, entre 1985 e 1988.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí de Chaves para passar a viver em Lisboa, em 1991, a fim de garantir uma maior estabilidade profissional.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Para além de ter vivido em Chaves, já morei em S. Domingos de Benfica, Lisboa, e vivo atualmente na freguesia Encosta do Sol, na cidade da Amadora. Exerci atividade profissional em Chaves, Valpaços, Amadora e, a maior parte do tempo, em Lisboa. Também cumpri o serviço militar na Escola Prática de Cavalaria de Santarém e no Regimento de Cavalaria de Braga.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os movimentos juvenis em que participei muito ativa e intensamente e as rádios locais/regionais com as quais colaborei.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Os monumentos (Ponte Romana, Igrejas Matriz e da Madalena e Castelo) e o Centro Cultural Nadir Afonso; a fabulosa gastronomia regional e a imprescindível visita à Adega do Faustino. 

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Não sou saudosista, apesar de gostar muito de Chaves e de ter muito orgulho em ser Flaviense.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Três/quatro vezes por ano.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Gostaria de ver mais empenho e resiliência na dinamização cultural e na promoção do turismo cultural e rural.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sim, mas não de forma definitiva e permanente e sem compromissos profissionais.

 

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

 

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Mapa Flavienses por outras terras.jpg

 

 

14
Set18

Vivências em Paris

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Vivências em Paris

 

Amadeo de Souza-Cardoso foi um reconhecido pintor modernista português que viveu parte da sua curta vida em Paris, onde contactou com os principais nomes da pintura do início do século XX. E é também o nome do Airbus da TAP que está estacionado junto à porta de embarque e que nos vai levar até Paris para umas mini-férias de Páscoa.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

 

Começamos com uma visita à Torre Eiffel, projetada pelo engenheiro Gustave Eiffel e construída para ser a porta de entrada da Exposição Universal de 1889. Quando preparámos a viagem (há umas semanas atrás) já não havia bilhetes online para uma subida de elevador até ao terceiro piso, mas arriscamo-nos pelas escadas até ao segundo, pelo meio de um verdadeiro emaranhado de vigas de ferro que quase nos tapa toda a luz do dia. Paramos no primeiro piso para uma volta de 360º e uns minutos de descanso. A vista sobre os Champs-de-Mars, de um lado, e o Rio Sena, do outro, é fantástica. Seguimos para o segundo piso e a vista sobre Paris é ainda mais deslumbrante… Prosseguimos depois numa das rotas do serviço de autocarros turísticos. Acompanhamos o Rio Sena durante algum tempo, com os famosos Bateaux-Mouches a deslizarem serenamente pelas suas águas, passamos pela Ópera, pelo Musée du Louvre e paramos na Catedral de Notre-Dame. Passamos ainda pela Place de La Concorde e subimos até ao Arc de Triomphe pela Avenue des Champs-Élysées, à qual os franceses chamam, envaidecidos, “La plus belle avenue du monde”, e onde estão instaladas as mais exclusivas marcas de moda e perfumaria de todo o mundo.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

 

Nos dois dias seguintes, alternando entre os autocarros turísticos, o metro e os transportes públicos, aventuramo-nos por outras paragens: Pigalle, Sacré Coeur, Place de la Bastille, Centre Georges Pompidou… Passamos ainda pelo Pont des Arts, a célebre ponte onde casais apaixonados de todo o mundo seguiam o ritual de colocar um cadeado nas grades e atirar a chave ao rio, com juras de amor eterno. Hoje, por razões de segurança, já não é possível fazê-lo na ponte, mas existem, bem próximos dali, outros locais onde os cadeados continuam a ser colocados.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

 

Na viagem de regresso a Portugal, e tal como já acontecera na ida, viajamos a bordo de um Airbus cujo nome também tem ligações com Paris: “Amália Rodrigues”, a diva do Fado que encantou esta cidade com as suas atuações no Olympia…

 

Luís dos Anjos

 

 

23
Ago18

Flavienses por outras terras

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Lia Moreira

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” voltamos a Lisboa para irmos ao encontro da Lia Moreira.

 

Cabeçalho - Lia Moreira.png

 

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Santa Cruz, Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santa Cruz, a Escola Preparatória Nadir Afonso e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí no ano 2000 para ingressar no Ensino Universitário.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi em Corroios (Seixal) e em Oeiras. Trabalhei em Lisboa, Alverca e, presentemente, na Amadora.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os lanches, no intervalo das 16h15, no antigo Jardim das Freiras, e as festas das noites de Verão.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Visitar as Termas, o jardim envolvente e todo o percurso ribeirinho até à Ponte Romana e a zona histórica, desde o Largo do Arrabalde até ao Largo do Anjo.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Da genuinidade das pessoas, e dos pastéis, claro!

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Uma frequência bem menor do que a pretendida – sensivelmente de mês a mês.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Gostaria de encontrar a cidade tal como a deixei, há já 18 anos. Com as mesmas pessoas, os mesmos pontos de encontro, as mesmas rotinas, as mesmas conversas.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Nesta fase, creio que não. Na área em que trabalhamos – eu e o meu marido - a cidade não oferece alternativas. Sinto que seria regredir, num percurso que se quer de progresso. Mas planeio, como qualquer migrante, um dia poder regressar, ainda que sazonalmente. É precisamente por planear regressar que volto sempre que posso, dando a conhecer ao meu filho as minhas raízes – que também são as dele.

 

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

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10
Ago18

Vivências - Vamos tomar um café?

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Vamos tomar um café?

 

“Vamos tomar um café?” ou “A ver se combinamos para tomar um café um dia destes…”.

 

Quando encontramos alguém que já não víamos há algum tempo é quase certo que uma destas duas expressões acabe por surgir na conversa como forma de dizer “…gostei de te encontrar e gostava de conversar mais um pouco contigo…”.

 

A primeira opção é a minha preferida, porque é imediata – olhamos em redor, trocamos opiniões sobre uma ou duas propostas de locais, em função daquilo que conhecemos na zona, e acabamos num café ou esplanada próximos com uma chávena de café na mão, ou então com outra bebida qualquer, pois o “tomar um café” não é para levar à letra. No final, na hora de ir embora, o “tomar um café” termina, geralmente, com uma “discussão” (no bom sentido, obviamente) sobre quem é que vai pagar a conta, mas isso na realidade pouco importa, pois já se sabe de antemão que da próxima vez será a outra parte a retribuir o gesto... Apenas se espera que a oportunidade para o próximo café não demore demasiado tempo...

 

A segunda opção, a do “A ver se combinamos para tomar um café um dia destes…”, adia o café para um próximo encontro, porque como andamos sempre atarefados nesta correria do dia-a-dia, torna-se por vezes difícil, infelizmente, despender de uns minutos para um simples café quando encontramos alguém. Então, confirmamos que temos o contacto um do outro, ou, se estivermos mesmo com muita pressa, atiramos com algo do género: ”…procura-me no Facebook e pede-me amizade…” e despedimo-nos com a promessa de um futuro contacto.

 

“Tomar um café” é sempre sinónimo de encontro, de reencontro, de partilha, não é nunca um fim em si mesmo, mas antes um pretexto para um agradável momento que se prolonga muito para além dos dois ou três goles da chávena que temos à nossa frente... Se pensarmos bem, todos nós temos nas nossas melhores recordações momentos passados à volta de uma mesa de café…

 

Luís dos Anjos

 

 

 

26
Jul18

Flavienses por outras terras

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Luís Miguel Pires

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até ao meio do Oceano Atlântico. No arquipélago dos Açores, na ilha de São Miguel, vamos encontrar o Luís Pires.

 

Cabeçalho - Luís Miguel Pires.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Moçambique, mas vim muito novo para Portugal e cresci em Vilela Seca – Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Vilela Seca, a Escola Preparatória, no Forte de São Francisco (1º e 2º ano do 2º Ciclo), e a Escola Secundária Dr. Júlio Martins.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

A primeira vez que saí de Chaves foi em 1988 para cumprir o serviço militar obrigatório, com 18 anos. Regressei em novembro de 1989. Passados alguns meses, em 1990, saí para Mirandela por causa do futebol. Era atleta do G. D. de Chaves, então na 1ª Divisão, e fui emprestado ao S. C. Mirandela. Mais tarde, em 1996, devido ao futebol, saí para o Minho, onde estive 7 anos. Joguei 5 anos no G.D.R.C “Os Sandinenses”, equipa onde fui Campeão Nacional da 3ª Divisão, e 2 anos no F. C. Vizela. Em 4 destes 7 anos que estive no Minho tirei a minha Licenciatura em Educação Física. No ano de 2005 saí pela última vez para a ilha de São Miguel - Açores, para lecionar e com ligação ao futebol, em simultâneo, e onde ainda estou atualmente.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi em Vila Franca de Xira, Almada, Mirandela, São Martinho de Sande, Caldas das Taipas, Vizela, Fafe e na ilha de São Miguel - Açores.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

As idas ao Estádio Municipal de Chaves com o meu pai, desde os meus 5 anos de idade e, mais tarde, ter o privilégio de partilhar os balneários desse mesmo estádio com alguns dos que eram os meus ídolos na altura.

As vivências com a minha família e os meus amigos, do futebol e da vida, durante a minha infância e juventude.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

A nossa hospitalidade e a nossa excelente gastronomia.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Saudades da minha família e dos meus amigos.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Três vezes por ano. No Natal, na Páscoa e no mês de agosto.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Mais jardins e menos cimento no centro da cidade.

Uma academia de futebol para o atleta transmontano, ligada à maior bandeira da cidade que é o Grupo Desportivo de Chaves.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sem dúvida. Em Chaves sinto-me como "ponta de lança na área adversária", ou seja, no meu meio ambiente natural.

 

Açores 1.jpg

Açores 2 (1).jpg

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

 

Rostos até Luís Pires.png

 

Localização dos “Flavienses por outras terras” que já passaram por estra rubrica:

 

Mapas (JPG).jpg

 

 

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