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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

08
Mar24

Vivências


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Encomendas

 

Janeiro de 2024. Não é uma situação frequente, mas estou no final do dia numa estação dos CTT para proceder ao envio de uma pequena encomenda para a minha filha. Tranquilamente, e para não me demorar muito, preparei antecipadamente a respetiva caixa, bem fechada com fita cola, com uma etiqueta com as informações do destinatário e outra com as informações do remetente, ambas impressas em computador em letras bem visíveis.

 

Retiro uma senha e não demoro a ser chamada para um dos balcões. Reparo, então, numa jovem no balcão ao lado. Está, tal como eu, para enviar uma encomenda, mas provavelmente terá comprado a caixa no próprio local e, por isso mesmo, está ainda a fazer o preenchimento das informações necessárias. Noto nela um certo desconforto, para não dizer dificuldade, e concluo que, claramente, não está familiarizada com este procedimento tão simples. Depois de preencher o espaço do destinatário pergunta ao funcionário o que deve colocar do lado que diz “Remetente” … Feito o esclarecimento, prossegue, e é com alívio que acaba por entregar a encomenda para ser processada.

 

Num ápice vem-me à memória uma crónica que escrevi há alguns meses sobre cartas, postais e selos de correio, e o desconhecimento que as gerações mais novas têm destas realidades. Pois bem, às cartas, postais e selos de correio, podemos acrescentar também o envio de uma encomenda como mais uma das vivências claramente desconhecida para muitos jovens…

 

Não me parece justo culpar aquela jovem pelo seu desconhecimento e pelo tempo que demorou na tarefa. Os tempos de agora são diferentes, as necessidades são outras, há procedimentos que se vão perdendo e outros que vão surgindo, num mundo cada vez mais tecnológico e digital. A realidade é simples: se a um jovem de hoje nunca lhe foi explicado como se envia uma encomenda, e se ele nunca teve de lidar com uma situação dessas, pois é certo que não saberá como proceder. E, então, assim sendo, não estaremos nós, adultos/pais, a falhar nalguma coisa?

 

Luís Filipe M.Anjos

Leiria, janeiro de 2004

26
Jan24

Vivências


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Mais um Ano Novo

 

23:59:59 – 00:00:00 – No tempo de leitura destas duas sequências passa um segundo e o suficiente para deixarmos um ano para trás e entrarmos noutro. E, mais uma vez, tudo se repete: as doze badaladas, as passas, as flutes de champagne, e também os abraços e os votos de Bom Ano Novo - os reais, trocados com aqueles que estão connosco no momento, e os virtuais, enviados e recebidos através do ciberespaço em milhares de mensagens…

 

É também no início do ano que, invariavelmente, nos comprometemos com novos desafios e objetivos, porque apesar de podermos, obviamente, fazê-lo em qualquer altura do ano, parece-nos sempre mais simbólico fazê-lo nesta data. E, assim, prometemos a nós mesmos que vamos iniciar uma dieta mais saudável, aprender uma nova língua, ir todas as semanas ao ginásio, ler mais livros, dedicar mais tempo à família, sair mais com os amigos…

 

No final do ano faremos o balanço e verificaremos que algumas das resoluções perderam-se ainda antes de chegarmos à Páscoa e outras algures no verão… Mas outras persistiram, e serão essas que nos devem motivar para novas resoluções (se possível, mais ambiciosas), para o ano seguinte…

 

 

Um Bom Ano Novo para o Fernando Ribeiro, para todos os colaboradores do Blog Chaves e para todos os Flavienses (em Chaves ou numa qualquer outra terra) que nos acompanham nesta caminhada!

 

Luís Filipe M. Anjos

Leira, janeiro de 2024

 

 

08
Dez23

Vivências


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Outros Natais

 

Estamos em dezembro, e embora tenhamos dois feriados logo na primeira semana, a verdade é que é o Natal que, indiscutivelmente, marca o ritmo nesta altura do ano. As ruas iluminam-se e as montras ganham ainda mais vida para atrair o olhar de quem passa. Os anúncios de brinquedos, perfumes e equipamentos informáticos monopolizam os espaços publicitários um pouco por todo o lado: televisão, jornais, revistas, outdoors… Não sei se é impressão minha, mas parece-me que ano após ano todo este movimento (sobretudo nos hipermercados) começa cada vez mais cedo, quase logo a seguir à campanha do regresso às aulas (pelo meio ainda temos as castanhas e a jeropiga, mas apenas por uns dias…). Na noite da consoada vamos estar com a família, mas sempre atentos às mensagens que se vão trocar aos milhares no espaço virtual... Em poucas palavras, teremos um Natal associado quase exclusivamente a prendas e a mensagens nas redes sociais. E, estranhamente, parece-nos que sempre foi assim… mas não, não foi sempre assim… e sabemo-lo bem!

 

Olhando para trás, todos temos memórias de outros Natais, diferentes, com outras vivências, mais simples, mais calorosos, no fundo, mais autênticos… Pessoalmente, recordo as noites de consoada em casa dos meus avós, reunindo toda a família num ambiente singelo, mas sempre pleno de calor humano. Sem quaisquer tecnologias, os homens jogavam às cartas, as mulheres conversavam à lareira, e os mais novos faziam praticamente tudo o que lhes apetecesse…

 

Num outro contexto, recordo também os tempos do grupo de jovens da minha paróquia, onde nos desdobrávamos em diversas atividades, simples, mas profundamente eficazes: imprimíamos cartazes para afixar pelos bairros da paróquia; construíamos o presépio na Igreja, enviávamos postais de Boas Festas aos outros grupos de jovens da cidade e a algumas entidades oficiais (por correio, num envelope, com selo e tudo…); animávamos a Missa do dia de Natal...

 

Eram outros tempos, outros Natais…

 

Luís Filipe M. Anjos

Dezembro de 2023

 

 

10
Nov23

Vivências


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Saudade

 

Diz-se frequentemente que não tem tradução noutras línguas e que é um sentimento só nosso, dos Portugueses… (como se os sentimentos pudessem ser exclusivos de alguns povos…). Deixemo-nos de sobranceria. A saudade não é, obviamente, um sentimento exclusivamente português e a tradução para outras línguas existe, embora não propriamente como palavra isolada, mas em expressões com um verbo e referindo-se normalmente à saudade sentida pela ausência de alguém (“I miss you”, em inglês, ou “Te hecho de menos”, em espanhol, por exemplo).

 

Arrumado este ponto prévio, falemos, então, da saudade, ou das saudades, já que quase sempre usamos a palavra no plural. E as saudades podem ser tão diversas quantas as pessoas que as sentem. Podemos sentir saudades de casa, para quem está a viver temporariamente noutra cidade; saudades dos tempos de estudante, para quem já deixou a capa e batina e passou para a vida ativa; saudades de um familiar já falecido, para quem perdeu um ente querido… Podemos também ter saudades de um tempo passado, de uma época da nossa vida ou simplesmente de um acontecimento em particular. Num passado recente, nos tempos do confinamento por causa do Covid (que tempos!), até sentimos saudades de coisas absolutamente banais e que tínhamos por adquiridas: um aperto de mão, um abraço, um café com os amigos, uma ida às compras sem preocupações…

 

As saudades são mais ou menos inevitáveis e fazem parte da nossa vida, mas não são necessariamente para todo o sempre. Como a vida dá muitas voltas, às vezes as situações mudam e o facto gerador das saudades deixa de existir. Outras vezes, ainda que apenas por algum tempo, é possível “matar saudades” de formas mais ou menos diversas e até criativas: relembrar momentos, rever fotografias, reencontrar pessoas, ou preparar uma refeição com aqueles produtos típicos trazidos na última viagem à “terra” (no nosso caso, Flavienses, pode muito bem ser ligar o forno e aquecer uns deliciosos Pastéis de Chaves…).

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, novembro de 2023

 

 

20
Out23

Vivências


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Brincadeiras perigosas

 

Mangualde, distrito de Viseu. Estamos de regresso a casa e são horas de almoçar. Não nos queremos demorar e, por isso mesmo, não procuramos muito e optamos por um restaurante mesmo à entrada da cidade. Estacionamos e, logo ali, constatamos que a afluência é grande, incluindo ainda muitos emigrantes que estão de férias no nosso país.

 

O restaurante não é grande, está praticamente cheio, e dispõe de uma pequena “playland” com diversas atrações que costumam fazer as delícias dos mais pequenos e onde estão entretidas umas 3 ou 4 crianças. Vamos prosseguindo o nosso almoço e a dada altura verificamos que as referidas crianças já se cansaram do seu espaço de brincadeira e decidiram alargar os seus horizontes e conquistar novos territórios, estando agora a correr (literalmente, e algumas delas descalças) por todo o restaurante. Pensamos, então, que os pais irão rapidamente intervir e pôr fim à situação, tendo em conta o perigo evidente de andarem em correrias por entre as mesas, mas estamos errados… Os pais, afinal, prosseguem a sua refeição, impávidos e serenos, e não esboçam a mínima reação. Só após largos minutos, e provavelmente porque já serão horas de seguir caminho, é que se decidem a chamar as crianças e a repor a ordem.

 

A situação não deixa de ser motivo de comentário com a minha esposa e as minhas filhas e todos manifestamos o nosso espanto, para não dizer incómodo até, pelo perigo que pressentimos… E se uma das crianças vai contra alguém, funcionário ou cliente, e acaba por provocar um acidente com louças ou comidas quentes sobre elas ou sobre outros? A culpa será do cliente ou do funcionário? Ou das crianças? Ou da gerência do restaurante? Não sei, mas de uma coisa tenho quase a certeza absoluta: os pais diriam que a culpa não era deles, nem das crianças que apenas estavam a brincar…

 

Haja paciência!

Luís dos Anjos

08
Set23

"VIVÊNCIAS"

agora também em livro


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Na publicação anterior deixámos a crónica “Vivências” do nosso colaborador Luís Dos Anjos, que já há anos (mais de 10) que percorre connosco este caminho do Blog Chaves, tendo sido autor de várias crónicas, como “As coisas boas da vida”, “Fugas”, Flavienses por outras terras” e “Vivências” e tem sido um gosto tê-lo por companhia nesta viagem do Blog Chaves, não só pelas suas crónicas, mas também pela sua pontualidade no envio das suas crónicas. Pois agora é altura de anunciar a sua publicação mais recente, em livro, precisamente intitulada “Vivencias”, publicado neste Verão, onde reúne uma seleção de textos de sua autoria entre os quais algumas crónicas publicadas neste blog. Parabéns e obrigado Luís por este livro que irá ter o seu lugar na minha biblioteca no cantinho especial dedicado aos autores flavienses e aos livros que temos sempre à mão para ir lendo e relendo.

 

1600-Contra-capa.jpg

 

Luís Anjos nasceu em Chaves, mais precisamente em Casas dos Montes, numa manhã fria de dezembro de 1971, numa casa junto ao largo da capela.

 

Após a conclusão do ensino secundário prosseguiu os estudos no Porto e viveu e trabalhou em várias cidades do país, até fixar residência em Leiria, em 2004.

 

Foi colaborador, entre outros, do semanário "A Voz de Chaves", entre 2004 e 2021, e colabora atualmente com o blog "Chaves - Olhares sobre a cidade" e o semanário "Jornal de Chaves".

 

Embora prefira claramente a prosa, aventura-se igualmente noutras modalidades de escrita, tendo já sido premiado em alguns concursos de poesia e jogos florais.

 

"Vivências" é a sua primeira publicação e apresenta-se como o resultado de um cruzamento de géneros literários onde podemos encontrar marcas de uma literatura de viagens, de um diário ou de uma coletânea de crónicas.

 

Em comum, o pensamento e o olhar sempre atento de quem vive e analisa o mundo, os locais e os acontecimentos à sua volta.

 

 

 

 

 

08
Set23

Vivências


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São Leonardo da Galafura: “Um excesso de natureza”

 

Agosto de 2022. Terminaram uns dias de férias em Chaves e preparamo-nos para o regresso a Leiria. Depois de São Salvador do Mundo, no verão de 2019, este ano decidimo-nos a visitar outro miradouro igualmente reconhecido como um dos mais deslumbrantes do Rio Douro: São Leonardo da Galafura.

 

A viagem inicia-se com o trajeto normal até Vila Real. Segue-se a EN 313-1, em direção a Galafura, e depois, num dos pontos mais altos da região, como que debruçado sobre o rio, lá está o nosso destino.

 

Estacionamos o carro e não precisamos de caminhar muito metros para nos deslumbrarmos. A paisagem é, simplesmente, arrebatadora. Lá ao fundo, serpenteando serenamente os montes, o Rio Douro corre tranquilo, como que indiferente a tudo. Nas suas margens, de ambos os lados, as vinhas espraiam-se pelas encostas acima moldadas em socalcos pelo homem. Aqui e ali, salpicando este cenário, vemos uma ou outra quinta ou pequena povoação. O único movimento, quase impercetível aos nossos olhos, ocorre ocasionalmente, quando um ou outro barco rasga lentamente as águas, subindo em direção ao Pinhão, ou descendo em direção à Régua. Estamos em agosto e as cores são as da época, mas não nos é difícil imaginar uma paleta totalmente diferente (e igualmente admirável) se aqui voltarmos na primavera ou no outono.

 

1600-São Leonardo da Galafura - Verão de 2022 - 4.jpg

 

Como verdadeiro admirador do Rio Douro e da força da natureza, o miradouro de São Leonardo da Galafura era um dos locais preferidos de Miguel Torga, existindo no local duas referências ao escritor e à sua obra. No seu diário de 8 de abril de 1977, numa visita ao local, escrevia Torga: “O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza”.

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, dezembro de 2019

 

 

09
Jun23

Vivências


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Somos uns privilegiados por vivermos neste tempo (parte 2)

 

Há uns 2 ou 3 anos escrevi uma crónica exatamente com este mesmo título. Na altura, recordo-me bem, fi-lo a propósito de uma viagem em família a Léon, em Espanha, e das facilidades que a Internet e as novas tecnologias nos proporcionam e a forma como nos ajudam na preparação de uma viagem, entre muitas outras coisas.

 

Hoje, estamos em 2023, e estou numa esplanada da Avenida Diagonal, em Barcelona, mas o local é indiferente, pois poderia estar em qualquer outra cidade, em Portugal ou no estrangeiro. Enquanto espero pelo café que pedi, abro um site de meteorologia e confirmo que, afinal, e ao contrário das previsões dos dias anteriores, não vai chover durante todo o dia. Boas notícias! Daqui a pouco vou também aproveitar esta pausa para fazer o check-in online para o meu voo de regresso. Depois, vou abrir o Google Maps, e porque há muito para visitar vou programar o resto do dia e ver quais os transportes que terei de combinar para me deslocar a partir do local onde estou. Para além do tempo da viagem, vou conseguir saber, igualmente, quanto tempo faltará para que o autocarro que pretendo chegue à paragem, ali mesmo à minha frente, e só precisarei de me levantar um minuto antes…

 

Dando asas à imaginação, em vez de fazer tudo isto, poderia pegar no telemóvel e marcar uma viagem para um qualquer destino paradisíaco (se tivesse tempo para viajar e dinheiro para tal), comprar ou vender ações de uma qualquer multinacional, ou simplesmente encomendar online e programar uma entrega de compras em casa, no dia da chegada… Tudo isto sem sair do lugar…

 

Assim, em jeito de conclusão, termino com a mesma frase da crónica que escrevi anteriormente: “Somos, realmente, privilegiados por vivermos neste tempo… e, muitas vezes, nem nos apercebemos disso…”.

 

Luís dos Anjos

 

 

12
Mai23

Vivências


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Este mês, umas “Vivências” diferentes…

 

Vou ser sincero. Não tive muito tempo, nem muitas ideias… É a verdade, sem mais…

 

Mas, ainda assim, não deixaremos de ter “Vivências”, porque as vivências podem também ser, entre muitas outras coisas, uma simples imagem ou uma fotografia…

 

Escola Primária (Vila Cova de Tavares).JPG

 

A fotografia é de uma escola primária abandonada numa pequena aldeia no limite dos distritos de Viseu e da Guarda. Tal como esta, existem centenas de muitas outras, de norte a sul do país, vítimas do movimento de massas do mundo rural para as grandes cidades.

 

Ficaram as construções, entregues a si próprias e ao tempo que passa, e ficaram também as memórias…

 

Quantas crianças se sentaram naquelas salas de aula e ali aprenderam a juntar as letras e a somar dois mais dois? Quantas sonharam com voos para lá dos limites da sua aldeia? Quantos professores ali ensinaram? Quantas gritarias se ouviram naquele recreio? Quantas amizades ali nasceram para a vida?

 

Quantas vivências por ali aconteceram?

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, maio de 2023

 

 

14
Abr23

Vivências


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Almoço esquecido…

 

Deixamos para trás a Nascente do Alviela, no sopé das Serras de Aire e Candeeiros, e vamos em busca de um local para almoçar, pois a hora já se aproxima. Santarém fica a pouco mais de 30 quilómetros e parece-nos uma boa opção, e até nos lembramos de um restaurante onde estivemos há alguns anos, numa passagem a caminho do Algarve. Seguimos viagem e pouco mais de meia hora depois estamos a almoçar tranquilamente.

 

Uma paragem em Santarém é sempre uma oportunidade para visitar as Portas do Sol, uma verdadeira varanda panorâmica sobre o Rio Tejo e toda a imensidão da lezíria ribatejana. Encontramos um lugar para estacionar e enquanto vamos caminhando até lá vem-me a ideia a conta paga no restaurante e parece-me que alguma coisa não está bem: o valor parece-me pequeno e tomo nota mentalmente para verificar a situação. Terminada a visita, regressamos ao carro e vou em busca da fatura e, lá está, o que eu suspeitava… foram faturados apenas 3 almoços, em vez de 4… Comento a situação, e ato contínuo, decidimos que, obviamente, temos de passar no restaurante antes de voltar para casa para corrigir o engano.

 

A primeira reação, assim que chego ao restaurante e começo a explicar que houve um engano, é um pedido de desculpas, mas depois continuo e esclareço que não há nada faturado a mais, antes pelo contrário, falta faturar uma refeição completa… A senhora do restaurante fica claramente surpreendida, faz algumas contas e indica-me o valor que tenho de pagar. No final, agradece-me por mais que uma vez e diz-me: “Ninguém faz o que o senhor está a fazer…”. Não quero acreditar que assim seja, mas enfim… O que sim sei, claramente, é que no meu caso, depois me ter apercebido do erro, não poderia fazer outra coisa senão aquilo que fiz…

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, março de 2022

 

 

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