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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

08
Mar19

Vivências - Serralves

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Serralves

 

As fotografias que ilustram esta crónica são enganadoras. Não estamos no campo nem em nenhuma quinta de turismo rural. Estamos no centro do Porto, mais concretamente na Fundação de Serralves, a não mais do que uns 200 ou 300 metros da Avenida da Boavista, um espaço que eu já conheço desde os meus tempos de estudante na Invicta, no início dos anos 90, e que agora, em família, revisitamos mais uma vez.

 

Serralves 1.JPG

Fotografia de Luís dos Anjos

A Fundação de Serralves foi criada em 1989, mas a origem deste espaço remonta a 1923 quando Carlos Alberto Cabral, 2º Conde de Vizela, herdou a Quinta do Lordelo, uma propriedade de veraneio da família situada, na altura, nos arredores da cidade e que foi sendo ampliada com a aquisição de terrenos adjacentes, atingindo nos anos seguintes uma área de 18 hectares. Hoje, aquilo que genericamente designamos por Fundação de Serralves integra, na verdade, vários espaços distintos: a Casa de Serralves, um exemplar único da arquitetura Art Déco dos anos 30 do século passado; o Museu de Serralves, o mais importante museu de arte contemporânea em Portugal, autoria do arquiteto Álvaro Siza Vieira, inaugurado em 1999; e o Parque propriamente dito, com uma grande diversidade de plantas e árvores, tanto de origem autóctone como exótica, que proporciona uma oportunidade privilegiada para, em pleno centro da cidade, estar com contacto com a natureza.

 

Serralves 2.JPG

Fotografia de Luís dos Anjos

Optamos por comprar bilhetes apenas para a visita ao Parque, deixando o Museu para uma próxima oportunidade. Seguimos por um dos muitos caminhos possíveis, percorremos magníficos jardins harmoniosamente interligados entre si, passamos pelo lago e pela mata, até que chegamos ao grande prado, onde encontramos vários animais em liberdade e, finalmente, à horta pedagógica. Desfrutamos da beleza do local, do silêncio, da harmonia com a natureza. Pelo caminho, observamos ainda várias esculturas da Coleção da Fundação de Serralves expostas em permanência no exterior numa espécie de museu ao ar livre. É, sem dúvida, um espaço que merece ser visitado!

 

A tarde avança e ainda nos restam duas horas de viagem até casa. Iniciamos o caminho de regresso ao carro e esperamos voltar em breve.

 

Luís dos Anjos

 

21
Fev19

Flavienses por outras terras - Gilberto Costa

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Gilberto Costa

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos acrescentar mais um ponto no mapa de Portugal, desta vez em Pinhal Novo, no distrito de Setúbal.

 

É lá que vamos encontrar o Gilberto Costa.

 

Cabeçalho - Gilberto Costa - 1024 x 380 (1).png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci na freguesia de Santa Maria Maior.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santa Cruz e a Escola Industrial e Comercial de Chaves (Dr. Júlio Martins).

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Iniciei a minha aventura fora de Chaves em 1973. Após acabar o curso na Escola Industrial e Comercial de Chaves fui trabalhar para a Lisnave, em Almada, até Agosto de 1974, tendo regressado a Chaves nessa data.

 

Em 1978 fui emigrante na Suíça, tendo regressado a Chaves em finais desse mesmo ano.

 

Em 1981 ingressei nos Tribunais, tendo sido colocado no Barreiro, onde me mantive a residir durante cerca de 10 anos, regressando novamente a Chaves em 1991.

 

Desde Junho de 2014 encontro-me a trabalhar em Évora, comarca para a qual fui nomeado Administrador Judiciário, encontrando-me a cumprir a segunda comissão de serviço, com termo em Junho de 2020.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Chaves, Cacilhas, Almada, Barreiro, Moita, Lisboa, Vila Real, Boticas, Mirandela, Montalegre, Mondim de Basto, Murça, Évora e Pinhal Novo.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

A infância, os tempos de estudante, a família, os amigos, e tantas outras que poderiam ser enumeradas.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Existem várias, mas não se pode esquecer a excelente gastronomia, a beleza da cidade, a hospitalidade dos seus habitantes.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Da família, dos amigos e da gastronomia.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Vou muitas vezes. Uma vez por mês, em média.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Se fosse possível, repor aquilo que tem sido destruído: o Jardim das Freiras, o Jardim do Bacalhau, a reta do Raio X… E ver Chaves dotada de uma Universidade, essencial para o desenvolvimento e progresso da cidade.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sim, gostava, e não está posta de parte a ideia de regressar.

 

Mapa - 1024 x 510.png

Localização dos Flavienses por outras terras que já passaram por esta rubrica

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Gilberto Costa.png

 

 

 

08
Fev19

Vivências

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Profissão: eterno consumidor

 

 

Sem que nada façamos para isso, somos diariamente bombardeados com dezenas, senão mesmo centenas, de mensagens publicitárias (umas claramente explícitas, outras mais subtis) e, a menos que andemos permanentemente com os olhos e os ouvidos fechados, pouco ou nada podemos fazer para o evitar. Os apelos ao consumo há muito que deixaram de ser veiculados pelos meios tradicionais, como a rádio, a televisão, os jornais e as revistas, e assumem hoje formas extremamente diversificadas e criativas: outdoor’s nas ruas, paragens de autocarro, degraus de escadas nas estações de comboio e metro, terminais Multibanco, páginas da Internet, e-mail’s, SMS’s…

 

Mas o principal objetivo das empresas já não é apenas a produção de bens ou a prestação de serviços que satisfaçam as necessidades dos seus clientes. O principal objetivo, hoje em dia, é encontrar uma forma de transformar os seus clientes em eternos consumidores. E para lograr este objetivo existem duas vias possíveis: a obsolescência programada e a obsolescência percebida, duas expressões que podem soar estranhamente, mas cujo significado é facilmente percebido numa pequena explicação.

 

A obsolescência programada mais não é do que uma filosofia de projeto e construção de bens para uma determinada vida útil (de preferência, não muito longa), tornando-se de seguida obsoletos e de reparação difícil ou economicamente pouco ou nada vantajosa (já todos nós quisemos reparar um pequeno eletrodoméstico avariado e acabámos por comprar um novo, por ser mais barato). Mas, ainda que os produtos continuem funcionais, o contínuo lançamento de novos produtos, com novo design, novas caraterísticas ou novas funcionalidades (a maioria das vezes de uma relativa relevância) cria igualmente em nós uma sensação de obsolescência do nosso produto – a obsolescência percebida – levando-nos, a pouco e pouco, à convicção da necessidade de o substituirmos.

 

E assim, de uma forma ou de outra, vemo-nos à mercê dos grandes interesses comerciais e tornamo-nos eternos consumidores… ainda que tentemos resistir…

 

Luís dos Anjos

24
Jan19

Flavienses por outras terras - Rui Carvalho

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Rui Carvalho

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até Guimarães, o “berço da nacionalidade”, ao encontro do Rui Carvalho.

 

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Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Santa Maria Maior, Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária da Lapa e o Liceu Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1976 por motivos pessoais/familiares.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Em Portugal, em Chaves e em Guimarães. No Brasil, em São Paulo, Campinas, Aracaju, Porto Alegre, Foz do Iguaçu e Porto Seguro.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

As matinés de domingo no Cine Teatro e as Verbenas no Jardim Público quando eu era teclista do conjunto Aquae Flaviae.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Um passeio a pé pelo centro histórico com visita ao Museu da Região Flaviense e ao Museu Nadir Afonso, e um lanche típico num dos vários bares/restaurantes tradicionais da cidade.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Do antigo Jardim das Freiras e dos espetáculos de finalistas do Liceu.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

De 3 em 3 anos até agora e mensalmente daqui em diante.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Gostaria de encontrar autarcas mais atentos às potencialidades do turismo como mola propulsora da economia regional.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sim, desde que conseguisse trabalho na região.

 

Guimarães.JPG

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Rui Carvalho (2).png

 

Mapas - 1024 x 512.png

 

 

 

 

 

11
Jan19

Vivências na Galiza

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Vivências na Galiza

 

Dezembro de 2011. Aproveitando a vinda a Chaves para estar com a família no dia de Natal, e juntando-lhe mais uns dias de férias até ao final do ano, seguimos viagem para a Galiza. Saímos de manhã, com tempo chuvoso e, por isso mesmo, vamos andando calmamente. Em Ourense deixamos a A-52 e atravessamos a cidade para seguir na direção de Lugo, o nosso primeiro ponto de paragem. O rio que aqui passa é o Rio Miño, e aproveito para explicar à minha filha mais velha que é o mesmo rio que iremos voltar a cruzar quando entrarmos novamente em Portugal, dali a uns dias. Na cidade destacam-se as suas várias pontes de estilos muito diferentes, desde a Ponte Romana, no Centro Histórico, à Ponte do Milénio com a sua arquitetura futurista, à qual ninguém fica indiferente.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

Almoçamos em Lugo e, no período da tarde, visitamos a parte antiga da cidade, no interior das muralhas romanas que se estendem por mais de dois quilómetros e sobre as quais é possível caminhar, desfrutando de uma vista ainda mais soberba sobre todo o casario. A chegada à Corunha acontece já pela hora do jantar e com algum cansaço das mais pequenas da família.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

Os dois dias que passamos na Corunha deixam-nos verdadeiramente encantados com a cidade. Saindo do hotel, começamos por percorrer um extenso jardim à beira mar, com estátuas e menires, que nos leva até à Torre de Hércules, um imponente farol de construção romana; depois, descemos pelo centro da cidade, por ruas e praças, e chegamos à Avenida da Mariña, onde admiramos as típicas fachadas com varandas de madeira e vidro, que deram à Corunha a designação de Cidade de Cristal. Numa vertente mais cultural visitamos o Aquário Finisterra, a Casa das Ciências e a Casa do Homem, três locais diferentes, mas igualmente interessantes para uma visita em família.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

No dia do regresso a casa esperam-nos quase 500 quilómetros, o que, com as inevitáveis paragens de quem viaja em família, se traduz praticamente num dia de viagem. Entramos em Portugal por Valença e, tal como prometido à minha filha, lá está o Rio Minho, por ali correndo serenamente há séculos, delimitando dois países…

 

Luís dos Anjos

 

 

27
Dez18

Flavienses por outras terras

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Humberto Gonçalves

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até Lausanne, uma cidade suíça na margem do Lago Léman, rodeada por montanhas e com vista para os Alpes Franceses, do outro lado do lago. Nesta cidade está sedeado o Comité Olímpico Internacional.

 

É lá que vamos encontrar o Humberto Gonçalves.

 

Cabeçalho - Humberto Gonçalves - 1024 x 380.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Faiões.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária do Caneiro, a Escola Secundária Fernão de Magalhães e a Escola Secundária Dr. Júlio Martins.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

3 de janeiro de 1989, à procura de novas oportunidades.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Trabalhei 10 anos num restaurante, como cozinheiro, e desde 1999 no Hospital Cantonal Universitário de Lausanne.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os tempos passados nos bancos do Jardim das Freiras, nos intervalos das aulas do Liceu, e no Verão as verbenas, aos sábados à noite, no Jardim Público, organizadas pelo Desportivo de Chaves.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Passar um dia completo nos balneários das Termas e ir ver um jogo do Desportivo de Chaves ao Estádio, se possível com um grande do futebol português.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Passear à noite no Tabolado, nas margens do Rio Tâmega, e comer fumeiro em qualquer bom restaurante da cidade.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Em abril, em agosto, e em outubro. O meu pai mora sozinho com 88 anos, por isso as visitas.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

A resolução do problema de condensação do Museu das Termas que resultou das escavações no Largo do Arrabalde e a sua rentabilização.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Certamente que voltarei!

 

Rostos até Humberto Gonçalves.png

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

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22
Nov18

Flavienses por outras terras

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Carmen Antunes

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” continuamos pela Suíça. No cantão de Valais, mais concretamente em Ardon, nos Alpes centrais, vamos encontrar a Carmen Antunes.

 

Cabeçalho - Carmen Antunes - 1024 x 380.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci num dia de grande cheia, no Campo da Fonte, a um passo do jardim público e do famoso Km 0 da Estrada Nacional n° 2.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

A minha primeira escola foi a Escola Primária da Lapa. Após o 25 de abril, todos os alunos foram transferidos para a Escola da Estação. Frequentei depois os dois ciclos na cidade. Por último, frequentei o Liceu, ou seja, a Escola Secundária Fernão de Magalhães, onde terminei o 12° ano, em Humanísticas.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Em 1984, os estudos levaram-me, uma primeira vez, a trocar Chaves pela periferia de Londres, em Inglaterra. Em 1988, foi o casamento que me levou para longe, e desta vez definitivamente, para a Suíça, país onde já vivia o meu marido.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi em Chaves, onde nasci e cresci. Também em Iver, Buckinghamshire, Inglaterra, onde estudei, e em Ardon, Valais, Alpes centrais, onde formei o meu lar e criei raízes, adotando a nacionalidade suíça.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

A recordação de uma infância feliz, a brincar na rua, a nadar no rio e a subir às árvores é-me preciosa e ficará para sempre gravada. Lembro, com saudades, as noites de verão passadas à frescura do luar, os adultos sentados a conversar, a criançada a brincar e os jovens a escapar-se às escondidas, atraídos pela música das verbenas no jardim público. Veio depois a adolescência e os tempos de Liceu onde se criaram amizades para a vida. E, por último, a família do Karaté, no seio do Karaté Club Alto Tâmega, onde mais do que simplesmente Karaté se aprendia, sobretudo, a firmeza de caráter e a nobreza do espírito e da mente.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Duas sugestões sabe a pouco, pois Chaves é uma autêntica joia em termos de património histórico, cultural, gastronómico, e sobretudo humano. Estou convicta que cada turista, segundo os seus próprios interesses, encontrará atividades ao seu gosto e medida. Sugiro começar o dia com um passeio histórico - Ponte Romana, Castelo - prosseguir com um passeio cultural - Museu, Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso - e terminar em grande, gastronomicamente, claro está: presunto, folar, Pastéis de Chaves, e tudo o que vier de bom, rodeado de preferência de bons amigos Flavienses que nos levem, no final do dia, a beber um copinho de água às Termas para ajudar a digerir…

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Passear nas ruas, simplesmente. Caminhar nas calçadas que já conhecem os nossos passos. Dizer alegremente “Bom dia” e sorrir a quem nos viu nascer e crescer. Só quando abandonamos o berço damos conta da tranquilidade, da riqueza familiar e social que significa viver numa cidade onde todos sabem quem somos.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Tento regressar uma vez por ano, no mínimo, mas, para minha grande tristeza, nem sempre tem sido possível.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Gostaria muito, mesmo muito, que a autoridade competente revigorasse o centro histórico, avivando-lhe a alma, e que todos os esforços fossem feitos para que não se deixe esmorecer o coração da nossa bela cidade. Dá dó ver as lojas de proximidade encerrarem as portas, umas após as outras, dá dó ver a desertificação populacional, dá dó ver casas tão representativas da nossa identidade caírem em ruínas. Salvar o que é nosso não é saudosismo, é sabedoria. Apostar no futuro não pressupõe desprezar o passado.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Todo o Português que se preze, por muitos que sejam os mares navegados, sonha em voltar à terra. Penso que os Flavienses não fogem à regra. Se a vida me permitir, voltarei.

 

Foto Ardon (Suiça).jpg

 

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Carmen Antunes.png

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09
Nov18

Vivências

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Estranho pequeno-almoço

 

Alvito. Julho de 2014. Estamos a passar uns dias de férias numa agradável unidade de turismo rural, bem no meio da típica paisagem alentejana. Mas a localização é irrelevante, pois a cena que presenciamos poderia certamente passar-se em qualquer outro local. Estamos a tomar o pequeno-almoço e numa mesa ao lado da nossa está um casal sensivelmente da nossa idade com um filho e uma filha, ambos adolescentes. Silêncio. O pai, entre pratos, talheres e chávenas, conseguiu encontrar espaço para o seu tablet e vai-se repartindo entre o pequeno-almoço e a atividade no tablet. O filho esqueceu-se da refeição e está agora empenhadíssimo num qualquer jogo, com os olhos fixos e os dedos movendo-se velozmente sobre o ecrã do seu smartphone. A filha ausentou-se por momentos e, para nosso espanto, regressa com um tablet nas mãos. Neste atípico quadro familiar apenas a mãe está verdadeiramente a tomar o pequeno-almoço… sozinha. Na nossa mesa falamos sobre o saboroso pão alentejano, comentamos a simpatia dos proprietários do espaço, trocamos opiniões sobre o que vamos fazer durante o dia… Na mesa ao lado, silêncio até ao fim da refeição.

 

De regresso ao nosso bungalow não deixamos de comentar este estranho episódio e, em jeito de brincadeira, digo que eles não falaram, mas, se calhar, comunicaram entre si via Internet, com os seus equipamentos… Obviamente que não o fizeram, e se o tivessem feito, então, a situação seria ainda mais surreal… Em termos abstratos, não me parece que haja nada de errado em estar de férias e consultar o e-mail pessoal (não o do emprego), navegar pelas páginas dos jornais online, jogar um jogo no telemóvel ou conversar com os amigos no Facebook. Mas será razoável e absolutamente necessário fazê-lo às nove da manhã, à mesa do pequeno-almoço, em família…?

 

Haja paciência!

 

Luìs dos Anjos

 

12
Out18

Vivências - Uma fancesinha (no Porto, claro!)

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Uma francesinha (no Porto, claro!)

 

Apesar de ter estudado no Porto, a verdade é que só alguns anos depois de ter concluído o curso, numa visita a um casal amigo, é que eu e a minha esposa provámos pela primeira vez uma francesinha.

 

- “O quê? Tu estiveste 5 anos a viver no Porto e nunca comeste uma francesinha? Não acredito!”. Foi mais ou menos com estas palavras que a nossa amiga me respondeu quando se apercebeu de tal facto e, então, nessa mesma noite, lá fomos nós a um conhecido restaurante na Rua Passos Manuel, mesmo em frente ao Coliseu do Porto, tido como um dos melhores da cidade na confeção deste petisco. Provámos, ficámos fãs e, de então para cá, já repetimos a experiência por várias vezes.

 

A francesinha é uma especialidade gastronómica típica do Porto, criada, segundo dizem, no restaurante “A Regaleira”, na década de 50, por um emigrante regressado de França, com base no “croque-monsieur”, um snack com queijo emental e noz-moscada, muito apreciado nos cafés e restaurantes daquele país. Na sua versão original (atualmente existem algumas variantes um pouco estranhas que a desvirtuam), a francesinha é composta por pão, bife de vaca, salsicha fresca, fiambre, linguiça fumada e uma cobertura de queijo. O molho picante que a acompanha é o grande “segredo” e cada casa tem a sua receita, embora se saiba que na sua preparação entram, entre outros ingredientes, manteiga, cebola, alho, louro, polpa de tomate, cerveja e whisky.

 

O sucesso da francesinha na Cidade Invicta é tão grande que rivaliza em popularidade e em consumo com os hambúrgueres e as pizzas do “fast food”, sendo possível encontrá-la em todo o lado, desde os mais distintos restaurantes e marisqueiras, até às mais populares cervejarias e tascas. No resto do país, as francesinhas aparecem nas ementas de muitos restaurantes e até já as provámos noutras cidades, inclusive, em Chaves… Mas, no Porto são, indiscutivelmente, melhores… E ponto final.

 

Luís dos Anjos

 

 

27
Set18

Flavienses por outras terras

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Carlos Pires

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” continuamos pelos arredores de Lisboa. Depois de Oeiras, onde encontramos a Lia Moreira, na publicação anterior, vamos agora até à Amadora para conhecermos o Carlos Pires.

 

Cabeçalho - Carlos Pires - 1024 x 400 (1).png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Chaves, no antigo Hospital da Santa Casa da Misericórdia, e vivi a minha infância, adolescência e juventude (até aos 21 anos) no Bairro dos Codessais, na freguesia da Madalena, Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei o “ensino primário” na Escola do Caneiro, o “ciclo preparatório” nas instalações do Forte de S. Francisco, o 7º e o 8º ano na Escola Secundária Dr. Júlio Martins e do 9º ao 12º ano na Escola Secundária Fernão de Magalhães. Posteriormente, frequentei a Escola do Magistério Primário de Chaves, entre 1985 e 1988.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí de Chaves para passar a viver em Lisboa, em 1991, a fim de garantir uma maior estabilidade profissional.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Para além de ter vivido em Chaves, já morei em S. Domingos de Benfica, Lisboa, e vivo atualmente na freguesia Encosta do Sol, na cidade da Amadora. Exerci atividade profissional em Chaves, Valpaços, Amadora e, a maior parte do tempo, em Lisboa. Também cumpri o serviço militar na Escola Prática de Cavalaria de Santarém e no Regimento de Cavalaria de Braga.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os movimentos juvenis em que participei muito ativa e intensamente e as rádios locais/regionais com as quais colaborei.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Os monumentos (Ponte Romana, Igrejas Matriz e da Madalena e Castelo) e o Centro Cultural Nadir Afonso; a fabulosa gastronomia regional e a imprescindível visita à Adega do Faustino. 

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Não sou saudosista, apesar de gostar muito de Chaves e de ter muito orgulho em ser Flaviense.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Três/quatro vezes por ano.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Gostaria de ver mais empenho e resiliência na dinamização cultural e na promoção do turismo cultural e rural.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sim, mas não de forma definitiva e permanente e sem compromissos profissionais.

 

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

 

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Mapa Flavienses por outras terras.jpg

 

 

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