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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

09
Abr21

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Fevereiro de 2020 (antes do Covid-19…)

 

Fevereiro de 2020. Fim de semana no Porto, conjugando motivos profissionais com um passeio em família. Após o almoço no Edifício Transparente, junto ao Castelo do Queijo, a tarde de sábado leva-nos à Fundação de Serralves para conhecermos a sua nova atração: o "Treetop Walk”. Compramos os bilhetes, seguimos a sinalética e entramos no passadiço em madeira de forma perfeitamente horizontal, aproveitado um desnível natural no relevo do parque. Caminhamos, então, alguns metros e quando olhamos para baixo surpreendemo-nos com a vista e a altura a que estamos, bem junto à copa das árvores, numa experiência diferente e impactante que se prolonga por cerca de 250 metros, contornando delicadamente as árvores, sem nunca interferir com elas. A meio do percurso, um pequeno anfiteatro permite-nos desfrutar ainda melhor desta visão verdadeiramente ímpar do parque.

 

A manhã de domingo é preenchida com uma visita ao “World of Discoveries”, na zona da Alfândega do Porto, um espaço temático que recria a odisseia dos Descobrimentos Portugueses. Em 2014, visitamo-lo com a nossa filha mais velha, agora repetimos a visita com as duas, e ambas ficam encantadas.

 

A tarde de domingo reservamo-la para um reencontro com uma amiga de longa data. É sempre bom rever os amigos do Norte. Há calor humano, braços que se abrem e conversas que continuam… A ideia era tomar um café. Acabamos por ser desafiados para ir petiscar qualquer coisa ao Mercado do Bom Sucesso, na zona da Boavista. Palavra puxa palavra, nem damos pelo tempo a passar e o regresso a casa acaba por se fazer já bem mais tarde do que pensávamos, mas daí não vem mal ao mundo… A viagem até Leiria decorre normalmente e todos estamos satisfeitos pelos bons momentos que passamos.

 

O que ainda não sabíamos em fevereiro de 2020 é que esta seria a nossa última saída e o nosso último convívio com amigos durante vários meses (até hoje, e até vermos…). Uma semana depois, o Covid-19 chegava a Portugal e três semanas depois entrávamos no primeiro confinamento…

 

 
Luís Filipe M. Anjos
 
Março de 2021

 

 

 

12
Mar21

Vivências

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“Ser bom é passar a vida a pensar como fazer os outros mais felizes”

(autor desconhecido)

 

Nem sempre sabemos qual é a origem ou o autor de certos pensamentos ou frases das quais tanto gostamos, mas julgo que tal também não é relevante. O que realmente interessa é a sua mensagem, a sua profundidade, a forma como nos toca, e alguns bem merecem da nossa parte uma pequena reflexão. A citação que vem no título desta crónica li-a eu num postal (que acabei por comprar) numa deslocação a Fátima há já vários anos, numa altura em que entre os jovens ainda existia o hábito de colecionar postais e marcadores.

 

Ser bom não é, realmente, um comportamento nem uma atitude virada para si próprio. É, antes de mais, pensar nos outros, nos seus problemas, nos seus sentimentos... E a verdade é que, por vezes, com tantas preocupações na nossa vida quase nos esquecemos que também é nosso dever dar atenção aos outros, aos que nos rodeiam, aos que nos amam e aos que nós amamos. No fundo, andamos sempre tão preocupados em preencher a nossa vida que acabamos por preenchê-la quase só para nós, de uma maneira um tanto ou quanto egoísta. Preenchê-la para os outros, e sobretudo com os outros, é bem mais importante. E na verdade, na maior parte das vezes, nem sequer é preciso nada de especial a não ser nós próprios com a nossa presença, a nossa disponibilidade, a nossa atenção, o nosso carinho, o nosso amor...

 

Se soubermos dar um bocadinho de nós aos que nos rodeiam acabaremos por nos sentir mais felizes e estaremos igualmente a contribuir para a sua felicidade. Como se pode ver, não se trata propriamente de dar, trata-se antes de nos darmos, o que é, sem dúvida, mais difícil, mas igualmente mais gratificante, para nós próprios e para os outros.

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, janeiro de 2021

 

 

 

12
Fev21

Vivências

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Soutelo

 

A poucos quilómetros da cidade de Chaves, mais ou menos a meio caminho entre as aldeias de Valdanta e Soutelo, fica o Lar Marista de Soutelo. Para os jovens que no final dos anos 80 e início dos anos 90 estiveram, tal como eu, ligados aos grupos de jovens da cidade, o Lar Marista de Soutelo será certamente uma das suas recordações desses tempos. A Congregação dos Irmãos Maristas, proprietária daquele espaço, sempre se mostrou recetiva às iniciativas dos jovens da cidade e, como tal, foram inúmeras as atividades que lá se realizaram ao longo de vários anos, desde simples encontros-convívio a retiros de oração de vários dias.

 

Família Marista - Outeiro Machado (Soutelo) - 1993.jpg

Fotografia de Luís dos Anjos

As minhas recordações do Lar Marista de Soutelo concentram-se num período de apenas 4 ou 5 anos, mas são muitas, quer enquanto membro do grupo de jovens “Força Construtora”, quer enquanto elemento da Família Marista de Chaves. Recordo os retiros, as reuniões, os encontros com outros grupos de jovens, os momentos de oração na pequena capela da casa, as caminhadas até ao Outeiro Machado, ali bem próximo, mas também muitas outras vivências não programadas, pois acontecia por vezes decidirmos simplesmente ir até lá passar uma tarde de domingo…

 

Soutelo-1.jpg

Fotografia de Luís dos Anjos

Com a minha saída de Chaves fechou-se este ciclo e iniciaram-se outros (curiosamente, haveria de voltar a ter ligação aos Irmãos Maristas, entre 2002 e 2004, desta vez em Lisboa, e em termos profissionais). Passaram-se já mais de 20 anos e nunca mais tive a oportunidade de voltar ao Lar Marista de Soutelo, nem sequer sei se ainda dinamiza ou não atividades como as daquele tempo. Mas, apesar dos anos passados, recordo perfeitamente a simplicidade e a tranquilidade do lugar (era um lugar onde simplesmente nos sentíamos bem), assim como a amabilidade e os ensinamentos dos Irmãos Maristas com quem por lá me cruzei (o Irmão Carneiro, o Irmão João Silva, o Irmão Diamantino ou o Irmão Tomé, entre outros…).

 

Também cresci por ali…

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, janeiro de 2021

 

 

 

15
Jan21

Vivências

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Tem a certeza que pretende apagar 2020?

 

Tem a certeza que pretende apagar 2020?

 

Se o ano de 2020 fosse um ficheiro do qual já não precisamos ou uma fotografia que tiramos e da qual não gostamos, esta seria a pergunta à qual responderíamos de imediato com um clique no botão “Sim” (e depois até poderíamos ir à “Reciclagem” e esvaziá-la, só para ter a certeza de que 2020 ficaria definitivamente apagado...).

 

Mas 2020 não foi nem um ficheiro nem uma fotografia que possamos, pura e simplesmente, apagar. Foi mais um ano das nossas vidas, com a (grande) diferença de que apenas foi “normal” até março (ou nem tanto...). Depois, de um dia para o outro, tudo mudou, e semana após semana, mês após mês, fomos passando por situações absolutamente novas para todos nós e inéditas até na história da Humanidade.

 

Para além da apreensão generalizada quanto à evolução da pandemia e do distanciamento a que fomos obrigados (para nós que tanto apreciamos precisamente o contrário: a proximidade e o contacto físico), o ano de 2020, ao contrário de todos os outros anos normais das nossas vidas, fica marcado, essencialmente (e lamentavelmente), pelo que não fizemos. Assim, fica marcado, entre muitas outras coisas, pelas férias que não fizemos (nem na Páscoa, nem no verão nem em qualquer outra altura do ano), fica marcado pelos feriados de que não desfrutamos, pelos lugares que não visitamos, pelos almoços de família que não realizamos, pelos cafés com os amigos que não tomamos, pelos eventos culturais ou desportivos a que não fomos, pelos apertos de mão, beijos e abraços que não demos (e foram tantos, tantos...)...

 

Agora que já estamos em 2021, cansados e desgastados por quase um ano de pandemia, mas com uma legítima e renovada esperança, impõe-se prosseguir firme e pacientemente o nosso caminho e chegar a dezembro próximo sem que nos passe pela cabeça a ideia de querer apagar 2021 das nossas vidas...

 

Luís Filipe M. Anjos
 
Leiria, janeiro de 2021
11
Dez20

...

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Vocabulário de 2020

 

Dezembro. 2020 está a chegar ao fim e, verdade seja dita, não deixa saudades! Foi um ano muito estranho!

 

E estranha vai ser também esta crónica. Doze palavras, uma por cada mês, que caracterizam bem o que foi este ano de 2020…

 

Álcool gel – em casa, nas lojas, no trabalho, em todo o lado

Confinamento – teve de ser, mas não gostei

Coronavírus/Covid-19 – não fazia falta nenhuma

Distanciamento – pratico, mas não gosto mesmo nada

Estado de emergência – nem sabíamos o que era (e ainda bem) e agora é o que se vê

Lay-off - um drama para todos aqueles que atinge

Máscara – tem de ser e o que tem de ser tem muita força

Online – já era uma realidade, mas agora ainda mais

Telescola – teve de ser, mas não é solução

Teletrabalho – experimentei, mas não gostei particularmente

Vacina - a esperança para voltarmos a ter uma vida normal

Zoom – já conhecia, mas agora parece que tudo se pode fazer por lá

 

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, dezembro de 2020

 

 

13
Nov20

Vivências

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Quando é que isto acaba?

 

Esta é, certamente, a pergunta do momento na cabeça de toda a gente aqui, em Leiria, mas também em Chaves, no resto do país, na Europa e no mundo inteiro.

 

Primeiro, apareceu lá longe e nem queríamos acreditar que chegasse até nós, mas a verdade é que, como o mundo é hoje absolutamente global, ele foi avançando… e chegou mesmo. Então, assustamo-nos (não era para menos depois de vermos as imagens de outros países), fechamos as escolas e fomos trabalhar para casa (os que puderam) e esperamos. Os que não puderam levar o trabalho para casa ficaram em “lay-off” e outros (muitos, infelizmente) perderam os seus empregos. Passamos a acompanhar conferências de imprensa diárias e a ver números quase sempre a subir. De um dia para o outro, todas as nossas rotinas mudaram drasticamente: muito tempo em casa, muita gente em casa, pouco espaço em casa, muitas refeições para preparar, E-mail’s, Zoom, Teams, Google Classroom, compras online, máscaras, viseiras, álcool gel…

 

Depois, a pouco e pouco, voltamos a sair para o que decidiram chamar “o novo normal”, tentando convencer-nos a nós próprios que tudo estava bem. Mas nunca esteve, nem está ainda... Passamos a primavera, passamos o verão e estamos já a passar o outono. Primeira vaga, segunda vaga… Pela frente, agora, o inverno, frio, sombrio e tristonho, como sempre o é, mas este vai seguramente parecer ainda mais. Andamos nisto vai daqui a nada para um ano e já era altura de voltarmos à nossa vida, àquela vida a sério que tínhamos antes de tudo isto… já era altura de voltarmos a ser gente normal, de ver caras na rua, em vez de máscaras verdes ou com padrões a tentar combinar com a roupa, de ver sorrisos, de marcar jantares com os amigos, de estender a mão para cumprimentar, de abrir os braços para abraçar…

 

Quando é que isto acaba?

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, novembro de 2020

 

 

16
Out20

Vivências

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Os jovens de hoje (felizmente, nem todos…)

 

Como parte das minhas funções profissionais contactei durante vários anos, oralmente e por escrito, com jovens, alunos e ex-alunos do Ensino Superior. Poderia aqui alongar-me sobre o quão mal se escreve, em termos de ortografia ou pontuação, havendo erros que me deixavam absolutamente espantado (apesar de ter visto muitas coisas, acreditem…). Mas não vou por aí, preferindo, antes, refletir um pouco sobre a pobreza de ideias…

 

Os jovens que hoje terminam a sua formação académica cresceram na era dos computadores, dos telemóveis e da Internet, num contexto de pleno acesso à informação e com ferramentas de comunicação sem comparação possível com qualquer outra época da nossa história. Seria, pois, expectável termos uma geração de mentes esclarecidas, ávidas de mais conhecimento e com facilidade em comunicar. A verdade, porém, é que a realidade me parece algo diferente. Será que estes jovens sabem, por exemplo, interpretar um texto literário um pouco mais complexo ou fazer uma exposição por escrito sobre determinada situação? Quantos sabem orientar uma pesquisa que não seja no Google ou formalizar uma opinião própria sobre um qualquer tema da atualidade? Sempre que são chamados a refletir ou a comunicar de uma forma um pouco mais séria ou formal a maioria experimenta uma dificuldade gritante... Arrisco-me a dizer que se lhes tirarmos o smartphone das mãos, muitos deles quase não saberão como comunicar com os outros, quanto mais ter uma conversa com alguma seriedade…

 

Podemos discutir acaloradamente as causas para esta situação e procurar respostas no sistema de ensino, mas a verdade é que muita desta cultura nem sequer se aprende na escola - aprende-se em casa, com o exemplo dos pais, aprende-se com a vida e muito por conta própria, desenvolvendo hábitos de leitura, de crítica construtiva, de pesquisa, de gosto pelo conhecimento, aprende-se com a leitura de mais livros e de menos disparates nas redes sociais, aprende-se através de uma maior intervenção cívica… E isto exige um esforço maior do que olhar para um écran e mover os dedos sobre um teclado…

 

Luís Filipe M. Anjos
 
 
Leiria, setembro de 2020

 

 

 

10
Set20

Vivências

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EN 2

 

Se fosse adequada às necessidades dos nossos dias ela seria a verdadeira espinha dorsal do país, desde Trás-os-Montes ao Algarve, ao longo de mais de 700 quilómetros. Mas a estrada nacional nº 2, de Chaves a Faro, não é, claramente, uma estrada dos nossos dias… É, antes, uma estrada que foi sendo esquecida ao longo de décadas, com troços perdidos para integrarem outras vias mais recentes, semáforos e rotundas nalgumas localidades, e até sentidos únicos e um troço submerso pela construção de uma barragem… Já não é uma estrada para viajar pelo país (queremos quase sempre chegar depressa a todo o lado), mas antes uma estrada que serve quase exclusivamente quem mora nas suas proximidades.

 

Mas o encanto continua lá - curvas, contracurvas, sinais antigos, marcos na berma, retiros para descansar, com boas sombras e fontes de água fresca… Num país pequeno, mas apesar de tudo tão diverso como o nosso, a EN 2 é a estrada que melhor liga toda esta diversidade de paisagens, gentes, culturas e modos de vida. Nenhuma outra estrada ou autoestrada nos consegue proporcionar esta visão de Portugal (pelo contrário, como bem sabemos, quando viajamos numa autoestrada não vemos nada…).

 

Ocasionalmente, leio na Internet relatos (e são cada vez mais) de quem se fez à estrada e percorreu a EN 2 de uma ponta à outra, de carro ou em duas rodas, ao longo de vários dias. Pessoalmente, nunca a percorri mais além do que a zona centro: Vila Real, Régua, Lamego, Viseu, e pouco mais. E mesmo nesta pequena parte nunca a percorri rigorosamente no seu traçado original, pois, saindo de Chaves, bastam uma meia dúzia de quilómetros para nos apercebermos de várias alterações de traçado para eliminação de curvas ou desvio de localidades (ao chegar à subida de Outeiro Jusão, temos logo a primeira…). Mas confesso que tenho curiosidade e também muita vontade de um dia, sem pressas, me aventurar a percorrê-la em toda a sua extensão. Quando o fizer, terei, certamente, uma grande vivência para partilhar…

 

Luís Filipe M. Anjos

 

 

27
Ago20

Flavienses por outras terras

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Nota de abertura

No último mês o Luís dos Anjos, autor e responsável por esta rubrica de os  “Flavienses por outras terras”,  anunciava que a última entrevista seria publicada neste mês de agosto, pondo-se assim  termo a esta rubrica. Pois o feitiço virou-se contra o feiticeiro e nesta última entrevista, o habitual entrevistador, passa a entrevistado.

 

 

 

 Luís dos Anjos

 

Cabeçalho Luís dos Anjos.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Casas dos Montes, numa casa junto ao largo da capela, e que tinha um chafariz na fachada virada para o largo.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Fui para França com um ano de idade e voltei aos 11. Quando cheguei, já com a escola primária feita, entrei para o “Ciclo” e depois frequentei a “Técnica”. Hoje, as designações são outras, mas naquele tempo era assim que estas escolas eram conhecidas.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1991 para prosseguir os estudos no Ensino Superior. Voltei em 1996 para lecionar um ano na Escola E.B. 2,3 Prof. José Ribeirinha Machado, em Vilarandelo, e depois segui para outras paragens e outros desafios profissionais.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi 10 anos em França, na região da Alsácia, junto à fronteira com a Alemanha. Em Portugal, vivi na Guarda, no Porto, em Rio Maior, em Lisboa, em Viseu, novamente em Lisboa, e finalmente em Leiria, desde 2004.

 

Castelo de Leiria 1.jpg

Fotografia de Luís dos Anjos

 

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Vou-me permitir enumerar três, mas poderiam, obviamente, ser muitas mais.

 

Os passeios de bicicleta, quase sempre com amigos, um pouco para todo o lado, muitas vezes mesmo até para Espanha.

 

Os tempos de estudante, principalmente os anos do Curso Técnico Profissional de Secretariado.

 

As vivências no Grupo de Jovens “Força Construtora”.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Proponho um início de visita no Miradouro de São Lourenço, na encosta da Serra do Brunheiro, para apreciar toda a cidade e a imensa veiga em que ela se insere. Depois, uma visita pelo centro histórico, passando pela Ponte Romana, Rua Direita, Jardim do Castelo e acabando nas Termas.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

As saudades são, antes de mais, daqueles que continuam no nosso pensamento, mesmo quando estamos longe: a família e os amigos.

 

Depois, saudades também de algumas coisas que raramente voltei a vivenciar desde que saí de Chaves e que para alguns podem parecer estranhas: uma manhã de nevoeiro, uma geada (daquelas boas, branquinhas), uma noite quente de agosto, daquelas de ficar na rua, com as janelas abertas, à espera que a casa fique mais fresca…

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Normalmente, duas vezes por ano. Uma semana no verão e uns dias pelo Natal.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

A cidade precisa de criar condições atrativas para fixar os seus jovens e, se possível, atrair outros. A partir daí, tudo o resto vem de forma mais ou menos natural…

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Nunca alimentei a expectativa de voltar para Chaves. A vida foi seguindo o seu rumo, as opções foram sendo tomadas e hoje é por Leiria que me vejo com a minha família.

Vivemos numa cidade agradável e quis o destino que aqui reencontrasse três Flavienses amigos de longa data.

 

Mapa - 1024 x 510 (21).png

Rostos.png

 

 

 

14
Ago20

Vivências

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Somos uns privilegiados

 

Léon, Espanha. Dezembro de 2017. Estamos a almoçar calmamente num restaurante “buffet” mesmo em frente ao “Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León” e a certa altura da conversa, em família, concordamos com a ideia de que somos realmente uns privilegiados por vivermos neste tempo: somos Portugueses, viajamos livremente para Espanha para uns dias de férias e estamos a experimentar propostas gastronómicas não só deste país como também de outras paragens bem mais longínquas. Se recuarmos 40 ou 50 anos, até ao tempo dos nossos pais ou dos nossos avós, nada disto seria possível de vivenciar com esta facilidade. Prosseguindo e alargando um pouco o âmbito da conversa fazemos o exercício mental de imaginar como seriam estas mesmas férias noutros tempos.

 

A diferença começaria ainda antes de partirmos – não teríamos o Booking para pesquisar o hotel online, nem o Google Maps para ver a localização, a existência de lojas ou restaurantes nas proximidades, a distância e o percurso a pé até ao centro da cidade; não teríamos um cartão MBNet gerado na hora numa App no smartphone para efetuar a reserva; não teríamos a mesma facilidade na pesquisa de informação sobre os locais a visitar na cidade, os horários dos monumentos e os preços das entradas…

 

Depois, já na viagem, não teríamos o GPS para nos conduzir pela melhor rota, principalmente no interior das cidades, nem uma pen com as nossas músicas preferidas para ouvir no rádio do carro.

 

E, finalmente, já no destino, não teríamos máquina fotográfica digital (ou um telemóvel) para poder tirar uma centena ou mais de fotografias sem a preocupação de ter ou não ter rolos nem o receio de verificar após a revelação (no regresso a Portugal) que, afinal, metade delas ficou mal; não teríamos wi-fi no hotel para usar o Messenger e falar à borla com os familiares e amigos, ao final do dia, ou ver como vai estar o tempo no dia seguinte…

 

Somos, realmente, privilegiados por vivermos neste tempo… e, muitas vezes, nem nos apercebemos disso…

 

Luís Filipe M. Anjos

 

 

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