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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

24
Jul20

Vivências

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Algarve

 

Podemos viajar por todo o país, tanto pelas velhinhas estradas nacionais como pelas modernas autoestradas, que nunca encontraremos nenhuma placa que indique “Minho”, “Trás-os-Montes”, “Beira Baixa” ou o nome de qualquer outra região de Portugal. Mas há uma exceção… Quando passamos Lisboa, em direção ao Sul, a par com a indicação das localidades por onde vamos passando, a palavra “ALGARVE” (assim mesmo, em maiúsculas, muitas das vezes) começa a aparecer de forma regular, num destaque perfeitamente despropositado que quase nos leva a pensar que este é o único destino que realmente interessa a quem viaja por estas estradas… De repente, é quase como se estivéssemos a viajar para outro país…

 

Chegados ao ALGARVE, aquele Algarve das praias e do turismo por todo o lado, não estamos noutro país, mas quase parece, pois as diferenças são tantas que é impossível não reparar nelas. Para onde quer que olhemos só vemos referências a hotéis, aparthotéis, aldeamentos turísticos, parques aquáticos, quase sempre com nomes a invocar o mar, o sol ou a praia, e a maioria das vezes em Inglês: Village, Club, Ocean, Beach… Os cafés e restaurantes, e até mesmo o restante comércio, acompanham também esta realidade e apresentam a sua oferta em Inglês, e muitas vezes também em Francês e em Alemão. Onde quer que se vá, quer seja a praia ou o supermercado, vêem-se turistas, muitos turistas e as palavras que mais ouvimos são estrangeiras… Na receção do aparthotel onde ficamos hospedados - e um pouco por todo o lado, diga-se de passagem - abundam folhetos a promoverem passeios de barco, expedições em todo-o-terreno, passeios de BTT, aulas de golfe, aulas de mergulho…enfim, toda uma infinidade de atividades para nos inserir ainda mais neste movimento gigantesco de gente e mais gente…

 

Descanso? Silêncio? Por aqui é um pouco difícil… Para mim, uns dias neste ALGARVE dos turistas servem, essencialmente, para mudar de ares, ver novas paisagens durante a viagem, e esperar pela placa “Leiria” no regresso a casa…

 

Luís Filipe M. Anjos

Páscoa de 201



23
Jul20

Flavienses por outras terras

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Flavienses por outras terras

 

 

O tempo é mesmo assim. Parece que ainda foi no outro dia que apresentei a ideia ao Fernando Ribeiro, mas já se passaram mais de 5 anos, e o espaço “Flavienses por outras terras” prepara-se agora para chegar ao fim no Blog Chaves.

 

A última entrevista será em agosto, mas antes, nesta publicação, não posso deixar de fazer um balanço do que foi este espaço. E o balanço é francamente positivo.

 

Foram 62 entrevistas no total. Percorremos o país de norte a sul, de Braga a Faro, passando pelos Açores e pela Madeira. E fomos também ao encontro de Flavienses um pouco por todo o mundo: Espanha, França, Suíça, Luxemburgo, Alemanha, Angola, Brasil, Canadá, Estados Unidos da América, e até Timor. A vida levou-os para paragens muito diversas, mas os testemunhos aqui deixados permitem-nos ter a certeza que nenhum deles esqueceu as suas origens e que todos voltam sempre que podem para matar saudades…

 

E as saudades são sempre muitas: dos amigos, da família, dos tempos de escola, do futebol, do Jardim das Freiras, das verbenas, da cidade que conheceram e que sempre amaram…

 

A todos os que aceitaram partilhar a sua experiência aqui neste espaço, o meu muito obrigado!

 

E ao Fernando Ribeiro, pela oportunidade que me deu para desenvolver esta ideia, o meu muito obrigado, também.

 

Até agosto, para a última entrevista!

 

Um abraço desde Leiria.

 

Luís dos Anjos

(um “Flaviense por outras terras”, desde 1997)

 

 

17
Jul20

Vivências

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Algarve

 

Podemos viajar por todo o país, tanto pelas velhinhas estradas nacionais como pelas modernas autoestradas, que nunca encontraremos nenhuma placa que indique “Minho”, “Trás-os-Montes”, “Beira Baixa” ou o nome de qualquer outra região de Portugal. Mas há uma exceção… Quando passamos Lisboa, em direção ao Sul, a par com a indicação das localidades por onde vamos passando, a palavra “ALGARVE” (assim mesmo, em maiúsculas, muitas das vezes) começa a aparecer de forma regular, num destaque perfeitamente despropositado que quase nos leva a pensar que este é o único destino que realmente interessa a quem viaja por estas estradas… De repente, é quase como se estivéssemos a viajar para outro país…

 

Chegados ao ALGARVE, aquele Algarve das praias e do turismo por todo o lado, não estamos noutro país, mas quase parece, pois as diferenças são tantas que é impossível não reparar nelas. Para onde quer que olhemos só vemos referências a hotéis, aparthotéis, aldeamentos turísticos, parques aquáticos, quase sempre com nomes a invocar o mar, o sol ou a praia, e a maioria das vezes em Inglês: Village, Club, Ocean, Beach… Os cafés e restaurantes, e até mesmo o restante comércio, acompanham também esta realidade e apresentam a sua oferta em Inglês, e muitas vezes também em Francês e em Alemão. Onde quer que se vá, quer seja a praia ou o supermercado, vêem-se turistas, muitos turistas e as palavras que mais ouvimos são estrangeiras… Na receção do aparthotel onde ficamos hospedados - e um pouco por todo o lado, diga-se de passagem - abundam folhetos a promoverem passeios de barco, expedições em todo-o-terreno, passeios de BTT, aulas de golfe, aulas de mergulho…enfim, toda uma infinidade de atividades para nos inserir ainda mais neste movimento gigantesco de gente e mais gente…

 

Descanso? Silêncio? Por aqui é um pouco difícil… Para mim, uns dias neste ALGARVE dos turistas servem, essencialmente, para mudar de ares, ver novas paisagens durante a viagem, e esperar pela placa “Leiria” no regresso a casa…

 

Luís Filipe M. Anjos

Páscoa de 2015

 

 

25
Jun20

Flavienses por outras terras - Helder Ventura

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Hélder Ventura

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até à margem sul de Lisboa.

 

É lá que vamos encontrar o Hélder Ventura.

 

Cabeçalho Hélder Ventura.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci na Rua do Sal, em Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santo Amaro e a Escola Industrial e Comercial de Chaves.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1974 para o Serviço Militar e posteriormente para o desempenho da vida profissional.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi em Chaves, Oeiras e Corroios. Trabalhei em Chaves, Lisboa, Almada, Setúbal, Montijo e como formador em todo o país.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Campeão Distrital de Futebol de 11 em Juvenis pelo Grupo Desportivo de Chaves.

 

Quando o Desportivo subiu à Segunda Divisão, após o célebre caso Lourosa, e quando esta equipa se deslocou ao Municipal de Chaves, eu e um colega meu, na altura ambos com 16 anos, vendemos aos nossos adeptos mais de 300 pequenas cornetas, para fazerem barulho no jogo. O Desportivo vendeu-nos os bilhetes de entrada no Estádio, acrescentamos o valor das cornetas e vendemos 300. Fomos fazer a venda junto das fábricas da telha e em vários locais de Chaves.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Visitar as Termas e provar o nosso pastel.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Muitas, mas felizmente, como sou reformado, venho várias vezes a Chaves e duas vezes por ano frequento banhos de tratamento nas Termas.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

O Largo do Arrabalde renovado, pois para mim é o coração da cidade.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Tenho uma casa de segunda residência em Vila Nova de Veiga.

Entre 2006 e 2008 regressei a Chaves, onde exerci a gerência da então Companhia de Seguros Império Bonança.

A constituição da família não me permite que regresse definitivamente a Chaves.

 

Mapa - 1024 x 510 (19).png

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Hélder Ventura.png

 

 

 

 

 

12
Jun20

Vivências

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O fim do Secundário… há 30 anos

 

Estamos em junho de 2020. Há precisamente 30 anos concluí o 12º ano na Escola Secundária Dr. Júlio Martins, muitas vezes ainda chamada a “Técnica”, devido à sua tradição no ensino técnico ao longo de várias décadas.

 

Turma 11º D - Técnico Profissional de Secretaria

 

Quis o destino que fizesse parte da primeira turma do Curso Técnico Profissional de Secretariado, iniciado no 10º ano. O facto de sermos uma turma pequena (15 alunos) e termos professores extremamente dinâmicos (principalmente a nossa coordenadora de curso, a Professora Maria Arminda Machado) permitiu que as nossas aulas fossem muito para além da mera exposição de conteúdos. Em disciplinas como Português ou Filosofia aprendíamos a pensar e a questionar, e nas aulas práticas simulávamos um verdadeiro ambiente de empresa, com a atribuição de responsabilidades, definição de tarefas e de prazos para a sua execução.

 

As visitas de estudo ao Porto eram um dos pontos altos do ano letivo e nelas fazíamos questão de incluir funcionários não docentes, lado a lado connosco e com os nossos professores (recordo-me da participação, do Sr. Pavão, da secretaria, e da D. Céu, telefonista). Visitámos, entre outros, os estúdios da RTP, a empresa de computadores IBM, o Palácio da Bolsa, a central dos CTT, e o jornal “Público”. Estas visitas incluíam também uma vertente um pouco mais lúdica e recordo-me da visita ao Castelo do Queijo, na Foz, ao Monte da Virgem, em Gaia, ao Shopping Brasília, na Boavista, e até de uma ida ao cinema, no ano em que a visita se estendeu por dois dias…

 

Turma 12º D - Técnico Profissional de Secretaria

 

O contacto com a realidade do mundo do trabalho sempre foi uma preocupação e por isso efetuámos também algumas visitas de estudo em Chaves. Estivemos nas instalações da Caixa Geral de Depósitos, num gabinete de contabilidade, e na estação dos CTT, onde me recordo do absoluto espanto de toda a turma ao ver uma mensagem enviada de Vila Real sair impressa de um telefax, ali à nossa frente, em Chaves…

 

E, assim, ao longo dos 3 anos do curso, adquirimos conhecimentos e desenvolvemos competências, mas sobretudo, e principalmente, crescemos para a vida…

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, junho de 2020

 

 

28
Mai20

Flavienses por outras terras - Luís Magalhães

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Luís Magalhães

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” voltamos à cidade da Maia, nos arredores do Porto, para encontrarmos o Luís Magalhães.

 

Cabeçalho Luís Magalhães (1).png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Bóbeda.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santo Amaro, a Escola Secundária Dr. Júlio Martins e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1987 para a frequência do Ensino Superior.

Em 1989 regressei a Chaves e lecionei Educação Física, em Vidago.

Em 1991 lecionei a mesma disciplina no Colégio da Torre de D. Chama, até 1993.

Em 1993 iniciei a atividade no ramo segurador, em Vila Real, onde permaneci até 2008, tendo um interregno de 1997 a 1999 onde estive em Chaves, abrindo a sucursal da companhia de seguros Lusitânia, na Rua da Trindade.

Em 2008 fui para Vila Nova de Famalicão na mesma atividade, tendo em 2014 mudado para a Maia.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vidago, Torre de D. Chama, Vila Real, Chaves, Famalicão e Maia.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os tempos dos Escoteiros C.N.E. (agrupamento 198) onde convivi e fiz amigos para a vida.

A praia fluvial do açude.

Os jogos de futebol no picadeiro, onde agora é a esquadra da PSP.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

As Termas e o centro histórico da cidade.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Do antigo Jardim das Freiras.

 

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Com bastante frequência no ano, três a quatro vezes.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

A cidade e o concelho necessitam de mais valências na saúde e maior acolhimento e captação de empresas para a fixação dos naturais e não só.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Não sinto essa necessidade ainda, pelo facto de visitar a cidade com frequência.

 

 

Mapa - 1024 x 510 (17).png

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

 

Rostos até Luís Magalhães.png

 

 

 

 

15
Mai20

Vivências

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Um café em Espanha

 

Um almoço, um jantar, ou até um simples café, podem proporcionar-nos uma satisfação bem diferente, dependendo do momento, do local onde estamos ou das pessoas que nos acompanham.

 

Corunha, dezembro de 2016. Acabámos de visitar o Parque de São Pedro, um antigo ponto defensivo onde sobressaem dois impressionantes canhões de defesa da costa, que foi magnificamente convertido num imenso parque impecavelmente cuidado e que é, sem dúvida, o melhor miradouro para a cidade.

 

São quase três da tarde e é hora de almoçar (em Portugal, em circunstâncias normais, já teríamos, obviamente, almoçado, mas nestes dias em Espanha, sem compromissos, os nossos horários andam um pouco diferentes…). Para não nos demorarmos mais, entramos no restaurante ali mesmo no parque e almoçamos calmamente: “primero plato”, “segundo plato”, “postre” e, para terminar, um café.

 

Qualquer português que saia de Portugal sabe da dificuldade que é tomar um bom café no estrangeiro - ou nos sai um café desenxabido, ou pedimos normal e vem exageradamente curto, ou pedimos cheio e mais parece servido numa chávena de chá… Pergunto ao empregado como é servido o “café solo”, que em Espanha é geralmente o mais próximo do nosso café expresso. Ele apercebe-se que somos portugueses (talvez já se tenha apercebido antes, mas só agora o demonstra) e pergunta-me como se pede um café em Portugal. Pode ser simplesmente “café”, digo eu… Ele acena-me que não com a cabeça, como quem está mentalmente à procura de outra palavra. Também pode ser “bica”, ou então… “Eso es… uma bica” - interrompe ele, sorrindo. Uns breves minutos depois eis que chegam os nossos cafés e… surpresa… Delta!

 

E, assim, no final de um agradável almoço em família, com a imensidão do Atlântico, a Torre de Hércules, a Praia de Riazor e toda a cidade da Corunha como moldura, lá em baixo, saboreamos um fantástico café Delta…que, pelo momento, pelo local e pela companhia nos soube maravilhosamente bem...

 

Luís Filipe M. Anjos

Corunha, dezembro de 2016

 

 

23
Abr20

Flavienses por outras terras - João Junqueira

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João Junqueira

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até à chamada Região Oeste, mais concretamente até Torres Vedras.

 

É lá que vamos encontrar o João Junqueira.

 

Cabeçalho - João Junqueira - 1024 x 380.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci no Bairro Operário, em Chaves. Cresci na Quinta da Bela Vista, perto do aeródromo, e mais tarde no Bairro do Lombo, não muito longe do Restaurante Cruzeiro.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei o Colégio Nossa Senhora da Saúde e a Escola Industrial e Comercial de Chaves, mais tarde Dr. Júlio Martins.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1987. Os motivos foram a prática de atletismo de alto rendimento (participei nos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992 e fui 31 vezes internacional), o ingresso no SL Benfica e mais tarde também o ingresso na Guarda Fiscal.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi na vila de Belas, nos arredores de Lisboa, até final de 2018 e agora moro em Santa Cruz de Torres Vedras. Tive sempre duas atividades praticadas de forma profissional: Desportivamente, representei o Ginásio Clube de Chaves (até 1984), a ANA - Núcleo de Atletismo dos Amigos do Araújo (85 e 86), o SC Salgueiros (87), o SL Benfica (88, 89 e 90), o Sporting CP (91, 92, 93, 94 e 95) e o Maratona CP (96, 97, 98, 99, 2000 e 2001). Profissionalmente, sempre na Escola da Guarda, em Queluz.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Duas é muito pouco. As tertúlias com o Pipa e companhia, no Jardim das Freiras. O silêncio que se ouvia, tanto nas noites quentes de verão como nas noites frias de inverno. Ainda nas férias grandes, as tardes passadas no canal junto ao aeródromo (a nossa piscina).

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Subir à Torre de Menagem para poder usufruir da magnífica vista da nossa veiga.

Visitar as Termas e beber um copo de água.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Dos treinos no Jardim Público, dos amigos que infelizmente já partiram, do Jardim das Freiras, do Ginásio Clube de Chaves, do açude, dos mergulhos no canal, e até das geadas e dos dias de nevoeiro.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

3 a 4 vezes por ano.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Ver a água do Tâmega límpida, ver o açude como uma verdadeira praia fluvial. Gostaria também de ver o Jardim da Freiras tal como ele era há 20 anos.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Gostava, mas infelizmente não me parece possível.

 

Mapa - 1024 x 510 (16).png

 

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O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até João Junqueira.jpg

 

 

10
Abr20

Vivências

vivenvias

 

São Salvador do Mundo

 

 

Chaves. Agosto de 2019. Estamos a chegar ao fim de uns dias com a família e, tal como já fizemos em outras ocasiões, queremos aproveitar o regresso a casa para conhecer um pouco mais do nosso país. As alternativas são duas: a cascata das Fisgas de Ermelo, no Parque Natural do Alvão, ou o Miradouro de São Salvador do Mundo, na região do Douro. A decisão acaba por ser tomada apenas na véspera da partida, e já à hora do jantar, mas ainda muito a tempo…

 

A viagem inicia-se com o trajeto normal até Vila Real. Segue-se a EN 322, em direção a Sabrosa, passando por São Martinho de Anta, a terra natal de Miguel Torga. Depois de Sabrosa inicia-se a descida até ao Douro e a paisagem começa a encantar-nos, ao ponto de ainda pararmos num dos miradouros antes de chegarmos ao Pinhão.

 

No Pinhão, o coração do Alto Douro Vinhateiro, deparamo-nos com um movimento algo inesperado de turistas que aqui chegam por diversos meios: autocarro, comboio, barco e, claro, também de automóvel… Visitamos a estação e admiramos os magníficos painéis de azulejos que representam a paisagem e a vida das gentes destas terras durienses – as vinhas, a vindima, a pisa das uvas, os barcos rabelos…

 

A chegada ao miradouro de São Salvador do Mundo acontece após o almoço. Daqui observamos o vale do Rio Douro com as suas enormes encostas escarpadas, as suas vinhas a perder de vista e, ao fundo, a Barragem da Valeira. Aqui existia, antes da construção da barragem, o famoso Cachão da Valeira, o obstáculo mais difícil para os barcos Rabelos que transportavam as pipas de vinho para as caves, em Vila Nova de Gaia. A história relata-nos vários naufrágios neste ponto do rio, como aquele que vitimou o escocês Barão de Forrester, um estudioso e grande amigo do Douro, em 1861, numa viagem com D. Antónia Adelaide Ferreira. Facto ou lenda, diz-se que a Ferreirinha se salvou porque as suas saias se comportaram como um balão e a ajudaram a flutuar até à margem do rio, enquanto que o barão foi arrastado para o fundo devido ao peso das moedas de ouro que levava no seu cinto…

 

Luís Filipe M.Anjos

Leiria, agosto de 2019

 

26
Mar20

Flavienses por outras terras

HERCULANO POMBO

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Herculano Pombo

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até Sintra, nos arredores de Lisboa.

 

É lá que vamos encontrar o Herculano Pombo, um natural de Torres Novas que adotou Chaves como a sua cidade.

 

Cabeçalho - Herculano Pombo - 1024 x 380.jpg

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei o Liceu Fernão de Magalhães e a Escola do Magistério Primário.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi em Torres Novas até aos dez anos e depois fui estudar para Santarém até aos quinze.

 

Cheguei a Chaves, a nova residência da família, no início da Primavera de 1969, viajando no “Texas” e deslumbrado pela primeira nevada da minha vida, mas continuei a estudar em Santarém, de onde só regressava nas férias.

 

Em 1970 mudei para o Liceu Fernão de Magalhães, onde concluí o antigo sétimo ano, em 1972.

 

Viajei depois para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, um curso que não concluí.

 

Em 1975 ingressei no Magistério Primário de Chaves. Mais tarde, fiz a licenciatura no ISCE, em Lisboa, e o Mestrado e Doutoramento em Didática, na Universidade de Sevilha.

 

Fui deputado na Assembleia da República, entre 1987 e 1991, regressando à casa de Chaves aos fins de semana. Depois, fui vereador e Vice-Presidente da Câmara de Sintra, de 1994 a 2001, vila onde passei a viver desde então.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os banhos na Galinheira e no Açude, os namoros no Tabulado e no Jardim Público, as tertúlias peripatéticas no Largo das Freiras.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Os verdadeiros valores identitários de Chaves estão ainda por revelar, resgatar ou afirmar, como as ligações de Camões à terra das suas origens, ou a origem e evolução do nome da cidade e as distintas culturas que a foram moldando, o seu património arqueológico diverso, onde há-de avultar futuramente o balneário romano que já lhe deveria justificar a importância universal; as autênticas e diferenciadoras valias gastronómicas, como o caldo de chicharros ou os cabaçotes com carne, que estão ofuscados pelos clichés do presunto que já não há - em quantos povos madrugam ainda as mulheres para cozerem o pote das viandas com que cebar a preceito os recos, com vossa licença?; ou os banalizados pastéis de carne, embora os da Maria sejam ainda capazes de avivar a memória dos originais; ou as deprimentes e vulgarizadas feiras de fumeiro, onde a desvergonha chega a exibir sacrilégios, como a alheira de bacalhau, a linguiça vegan e outras desrespeitosas modernices...

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Muitas saudades, mas vou-as matando... Dos amigos, das geadas e carambinas, das águas limpas dos rios e das trutas, das únicas batatas que consigo comer com gosto...

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Cinco a seis vezes por ano. Nos Santos, para lembrar os que morreram e para abraçar os que, como eu, ainda fazem vida por outras terras e sempre cá voltam para darem de beber às raízes, com uma indisfarçável motivação relacional; na primavera, para tentar caçar umas trutas; nas férias de cada Agosto, como todos os que migrámos; ou quando me convidam para eventos de cultura local, e, mais recentemente, para voltar a dar aulas no Centro Internacional de Ensino e Investigação Fernão de Magalhães,... mas sempre, sempre, a alimentar a ilusão do regresso definitivo.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Chaves tem um potencial de desenvolvimento único, com recursos naturais diferenciadores, com uma localização estratégica, servida por uma rede viária suficiente e, sendo que já foi a mais movimentada e desenvolvida cidade de Trás os Montes, dela se espera que volte a afirmar as suas mais-valias para tornar a ser “bom lugar de viver”. Como sempre, vai depender da visão e arrojo das pessoas que têm responsabilidades de decisão.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Não conheço Flaviense, ainda que adotivo, que não acalente esse sonho!

 

Mapa - 1024 x 510 (16).png

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Herculano Pombo.jpg

 

 

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