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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Abr18

Ocasionais

ocasionais

 

“Jardim das Berlengas!”

 

As datas (políticas) memoráveis estão, hoje, vazias de significado, no coração e na acção dos «berlenguíndios»!

 

No “Jardim das Berlengas”, os «berlenguíndios» já nem se lembram, e quase todos não sabem, por que são «berlenguíndios».

 

Mas, os proeminentes da sociedade, astutos, sabidolas, doutorados em gosmice, em engrampanço, em imposturice, em aldrabice e em trampolinice sabem bem como aproveitar a laparotice, a ingenuidade e a boa-fé dos «berlenguíndios» para lhes impingir falsas crenças, engrampá-los com lindas promessas.

 

E eles, os «berlenguíndios», o «Zé pagode», continuam a «cair como patos-bravos».

 

Gostam dos ajuntamentos, das romarias políticas e das procissões partidárias!

 

Vivem a democracia na medida em que aproveitam as oportunidades para falar ao microfone, sacudir a melena diante de câmara «tv», fazer coro com quem empunha cartazes e fazer peito quando se sente em rebanho.

 

Os «berlenguíndios» fazem pouco uso da Razão.

 

Ou antes, aproveitam-na mais para defender e justificar os seus actos e as suas crenças e menos para procurar a verdade.

 

Politicamente, os «berlenguíndios» desleixam o conhecimento e a informação políticas: perdem-se a tomar banho nos charcos  de opiniões de Café; nas poças das tretas de cabeleireiro; e nos açudes dos programas televisivos, «de maior audiência»!

 

Os «berlenguíndios»  não estão interessados na defesa do seu País!

 

Treta! Na forma como se comportam durante o intervalo entre Eleições, no exercício dos mandatos, na avaliação dos programas eleitorais e na hora de votar, demonstram viverem (politicamente) apenas interesados na sua tribo política. E, assim, o seu voto maioritário continua a dar maus resultados: repetem o erro!

 

O homem não é menos escravo por ser autorizado a escolher um novo dono ao fim de alguns anos” – escreve H. Spencer.

 

Pelas salas e gabinetes da política dessa terra, têm andado e andam demasiados imbecis a governar-se e a desgovernar a «cidade», com a esperança de conseguirem uma abundância de bens e de dinheiro muito maior do que a sua capacidade merece.

 

E todos os benefícios que consigam não os sentirão como um triunfo, mas, sim, como uma vergonhosa lembrança.

 

Por cá, pelo “Jardim das Berlengas”, o dinheiro corre mais fluentemente para quem trafica favores do que para quem produz bens; tantos que  se fazem, e fazem vida de, ricos pelo suborno e pelas influências!

 

Pois cá, pelo «Jardim das Berlengas», pelo que se está a ver e a ouvir, a corrupção é recompensada e a seriedade e a honradez convertidas em auto-sacrifício!

 

Por este andar, a maldade será convertida num meio de sobrevivência!

 

Medíocre, a cambada de incompetentes que administra, seja em que nível for, o País, constitui realmente uma «aristocracia da burocracia».

 

Viver não custa.

 

O que custa é saber viver.

 

E viver nos “bairros de lata”  -  e que “lata”!   -   dos Partidos Políticos é que é «viver à grande e à francesa».

 

Entrar para a «famiglia» é garantia de se estar sempre com um pezinho em chinela durada, garantia de meter a mão nas tetas do saco azul, de encher a pança … e os cofres.

 

E, depois de bem instalados, promover uma «Grande Reportagem» nos mé®dia, em que todo o discurso entre vis (t)ado se resume no supremo e extasiado consolo do «subiu a pulso».

 

O palco e o palanque são  o amor de perdição dos «berlenguíndios»   -   mesmo no centro e em cima deles ainda se «esgadunham» para se porem em bicos de pés!

 

Mozelos, dezassete de Abril de 2018

Luís Henrique Fernandes

 

 

31
Ago16

Quente e Frio!

quente-frio-cabec

 

(...)

Um dos «TINOS» pagou a conta.

 

E os dois lá seguiram pela Rua Direita, a caminho de casa, com o coração mais amansado, mas as fontes ainda a latejarem.

 

VIII

As lições foram preparadas com mais serenidade e com mais entusiasmo.

 

Ambos se propuseram acrescentar ao seu currículo de apaixonados a excelência das suas qualidades académicas.

 

No Domingo, lá estavam os dois na esquina da “Brasileira”, à espera do lustro dos sapatos e do brilho no olhar daquelas duas lindas Raparigas, mal saíssem o portão da Sé!

 

O olhar breve que elas lhes dirigiram foram como dois luminosos raios de sol a anunciar a aurora, por entre as ameias do CASTELO de MONFORTE de RIO LIVRE.

 

As quatro amigas saíram à direita pelo passeio do Hotel Tocaio, Rua da Misericórdia, Largo da CAPELA NOVA. Mas hoje, decidiram ir ver as montras da Rua Direita.

 

E desta vez, eles não as seguiram.

 

1600-vila-real (4)

 

Subiram a Avenida, passaram em frente ao Seminário, viraram para o Pioledo. Desceram a rampa do “Jardim da Carreira” (Rua do Calvário) e continuaram pela Rua Alexandre Herculano.

 

Quando se preparavam para se despedirem, qual não foi o seu espanto ao tropeçarem o olhar com a Adília e a Adélia e as duas “Lindas” a dobrarem a esquina da Farmácia Barreira, para a Rua Cândido dos Reis.

 

Todas sorriram com ironia. A Adília e a Adélia piscaram os olhos com um ligeiro acento de cabeça.

 

Na 3ªfª e na 5ª fª., depois da aula de Filosofia, as Raparigas de Vilarinho de Freires e de Vilarinho do Tanha fugiram de dar conversa aos Rapazes da “Terra Quente” e da “Terra Fria”.

 

No Domingo, os estudantes da alínea F) repetiram a esquina da “Brasileira”, o lustro dos sapatos e as aventuras do «Roy Rogers».

 

No Domingo, as estudantes de “Românicas” e de “Germânicas”, na companhia das “Lindas”, «NORMALISTAS» repetiram o passeio do “Tocaio”, a “Rua da Misericórdia”, o “Largo da CAPELA NOVA” e subiram, do seu vagar, a Rua das Pedrinhas.

 

Depois do almoço, o Celestino e o Clementino encontraram-se ao princípio da Ponte e foram dar uma volta pelo “Jardim da Estação, pela “Meia-Laranja” e espreitar a “Senhora da Saúde”.

 

1600-vila-real (63)

 

Na 3ª fª, ansiosos por «novidades», a Aula de Filosofia pareceu demorar-lhes uma eternidade.

 

Fizeram por sair mais lesto que as Raparigas, e estas sentavam-se nos bancos da frente, para atalharem à frente das suas mensageiras.

 

Elas pareciam andar a brincar às escondidas com eles.

 

A Adília e a Adélia apresaram o passo pelo corredor fora, mas a tempo de dizerem em simultâneo:

 

- Domingo devemos ter notícias!

 

Que semana tão difícil de passar!

 

Chegou a 3ª fª seguinte ao esperado Domingo e ainda não havia «Românicas” nem “Germânicas notícias.

 

Os Rapazes da “Terra Quente” e da “Terra Fria”, estudantes da alínea F), no Liceu “Camilo Castelo Branco” andavam desolados.

 

Subiam e desciam a Rua das Pedrinhas e a “Cândido dos Reis”, davam volta ao Largo de S. Pedro e demoravam-se no Largo feito pelo fim da Rua Direita e o princípio da do Rossio, com a palpitante esperança de se encontrarem de frente com as duas lindas irmãs, quer na ida quer na vinda da ESCOLA NORMAL, situada Logo à entrada da Rua do Rossio.

 

À noite, o Celestino e o Clementino mal ceavam, tal a pressa de ocupar um lugar estratégico junto à entrada do Cinema “Avenida”, quando eram exibidos filmes como “A Colina da Saudade”, “Sissi, a jovem Imperatriz”, “Shane”, “O Ritmo do Século” (com os Platters), “A Leste do Paraíso”, “Mogambo” e outros, aos quais não podiam faltar os RAPAZES e RAPARIGAS daqueles tempos.

 

Mas os olhares continuavam sem ser trocados, mesmo quando da saída da Missa, nos últimos domingos.

 

 

IX

 

Aproximava-se o “REGADINHO”.

Talvez que nesse dia de convívio estudantil aparecesse a divina oportunidade de...

 

(continua)

 

 

 

10
Jun16

Ocasionais - "Lumbudínios"

ocasionais

 

Lumbudínios

 

 

Estes fotógrafos da “LUMBUDUS” são mesmo levados do dianho!

 

Catancho!

 

Venha o diabo e escolha!...

 

Encantam com as cores, seduzem com as flores!

E eu que fique a ver estrelinhas mirabolantes, como aquelas do fogo-de-artifício, na Srª da Saúde ou no S. Caetano, ou da Srª da Livração (antigamente!) ou do Sr. do Monte (noutros tempos!)

 

Estes fantásticos fantasistas “lumbudínios” vêem, e apanham, pétalas, caules, raminhos, sombrinhas, segredinhos e, depois, eu que fique pràqui a ver historinhas d’amor,  paixonetas, súplicas de miminhos, promessas de consolinhos, e mistérios e misteriozinhos a desafiarem a minha imaginação , a intrigarem a minha lógica difusa e a torná-la mais confusa.

 

Qualquer dia, quando menos esperardes, ponho no meio dos vossos painéis de fotografias uma das minhas «historinhas» e, depois, quero ver como ficais quando fordes fazer trabalhinhos como este: apanhar flores com esse olhar de cristal!

 

Para nós, ocidentais, tudo (quase) o que brilha é ouro.

Para alguns povos orientais, o que resplandece horroriza-os.

 

Por cá, nós preferimos o brilho.

Por lá, eles, os reflexos.

 

Para nós, a luz é o maior aliado da beleza.

Para outros, a beleza «perde a sua existência se suprimem os efeitos da sombra».

 

Os “lumbudínios” são brilhantes fotógrafos.

 

Não sei nem consigo imitar-vos, embora vos siga e acompanhe.

Fico-me pelos enigmas das sombras, dos pensamentos que escondeis de mim, das mensagens codificadas que deixais em cada imagem.

 

Encantam-me a vossas fotografias: mais pelo que me sugerem do que pelo que (me) evidenciam.

Das suas sombras cato sensações, emoções, sentimentos e imaginação sem conta.

Quando a sombra é recolhimento…

Na sombra, nessa sombra, expressa-se a reserva de quem recebe, a elegância de quem se dá, o deleite de quem desfruta, o retiro de quem se assombra e medita.

Da outra sombra, da sombra-placenta dos medíocres, dessa nem me quero lembrar!

Olho para a sombra para, a partir dela, ver e apreciar a luminosidade da vida, seja ela reflectida na, ou pela, alegria ou tristeza, artes ou letras, filosofias ou ciências, distâncias ou proximidades, cânticos ou murmúrios   -   “pungir delicioso” ou “espinho acerbo” que os “seios da minh’alma” dilaceram, e a alma de “inconsolável amante” me transportam à de “amada ausente”!

 

Na Fotografia apanho sempre um bocadinho mais de vida que na Pintura.

No Real da Fotografia também encontro o Simbólico e o Imaginário.

Defeito meu.

 

M., vinte e oito de Maio de 2016

Luís Henrique Fernandes

 

 

03
Mai16

Ocasionais - Larapiógrafo

ocasionais

 

“LARAPIÓGRAFO”

 

A minha fama de fotógrafo é demasiado «abrangente», «transversal», «seguramente» «de resto» «também» e «então» «incontornável», a merecer os «acÓrdos» entre os mais rigorosos e severos críticos da arte de manobrar «minoltas», maxi-«canons», «sonny-moritas» e outras fabulosas maquinetas que nos fazem ver que, pela Natureza, andamos de olhos tapados!

 

Mas, mais que essa afamada fama famosa, eu tenho o excepcional, raro e raríssimo privilégio, uma enorme vantagem e um imenso gosto de pertencer (ser associado) à ASSOCIAÇÃO de FOTOGRAFIA e GRAVURA «LUMBUDUS».

 

Sabem-me bem melhor as fotografias destes «lumbudógrafos» que um manjar no restaurante “Gaggan” (na Tailândia), no “Mamma Leone” (NYcity)!

 

Bem, bem, bem!

 

Não me «bindes» «agÔra» para aqui falar do «pernil fumado», do Leonel; da «massa com tortulhos», do Aprígio (antigo); ou da costeleta (qual «posta», qual car[v]alho!-Isso pertence (e bem!) à mirandesa!---“deixende-βos” de macaquices!) de vitela «BARROSû, da Cristina (Foz do Rabagão!- ai que tempos!) ou da Albergaria ( agora passou a Hotel) da Carreira da Lebre; ou do cozido da D. Ana, Morgade!

 

Bem, bem, bem!

 

Até mesmo uma malga de caldo (ou um “Pastel de CHAVES”!), na companhia dos «Blogueadores flavínios) me sabe pela vida!

 

Mas, como vos estava a dizer, aquele «pelotão» de «lumbudógrafos», agora já constituído por um «batalhão», com as fotografias que anda a espalhar por aí (quer seja pelas «vias rápidas» da internet; quer pelos Salões de Arte e Cultura, quer por “Adegas” “faustosas” e «Faustinas») ataca a imaginação e a inspiração do «mais  pintado» …quando não nos deixa com os «olhos em bico»!

 

Assim, quero deixar aqui, muito bem registado, anunciado, declarado e confessado que ando a cair constantemente na tentação de «larapiar» fotografias dos «lumbudógrafos», quer eles as ponham nos Blogues, quer nos painéis das «rotundas» e «avenidas» do Facebook!

 

‘Inda hoje, a «mimosa», de Águas Frias (profValbom); e “Vilarinho de Negrões”, do “Barroso Aqui tão perto”- do F. Ribeiro, me levaram a fazer um «golpe de mão».

 

Ai de vós, se eu soubesse fazer contas de «ó-fechores», seus «lumbudógrafos»!

 

“Larapiograficamente!

 

M., onze de Abril de 2016

Luís Henrique Fernandes

 

 

27
Abr16

Ocasionais - Levado dos diabos!

ocasionais

 

“Levado dos diabos!”

 

“A livre eleição de amos não suprime

 nem os amos nem os escravos”.

-Marcuse

 

 

Qualquer pequenina ou grande coisa boa da NOSSA TERRA, lembrada, divulgada, aplaudida, premiada me toca, me enternece, me envaidece e me deixa reconhecido.

 

Um caravelho, uma cancela; um olmo, uma mimosa; um rego de batatas ou de couves; uma fonte ou um rigueiro; uma «cegonha», um «baldão»; um ninho de andorinha ou a «cama» de um coelho; a sineta de uma Capela ou Igreja ou o Cruzeiro, de qualquer Aldeia; um retrato do arruinado “Jardim das Freiras” ou o de uma desprezada Srª das Brotas; uma ameia do Castelo de Monforte de Rio Livre ou um ramo do pinheiro manso do Castro de Curalha; um Conto, um Romance ou um Poema, seja lá o que for, que traga consigo um cheirinho, um paladar, uma memória de CHAVES  -   “do BARROSO, da VEIGA ou da MONTANHA”   -   da (MINHA) NORMANDIA TAMEGANA (para os distraídos, lembro que o «condado» de Monterrey também é «meu»!) toca-me o coração, faz-me chorar de saudade e dita-me o agradecimento por ter nascido e crescido numa terra de encanto, de aconchego e de sonho.

 

Não. Ela não é madrasta!

 

Os estupores que a tomaram, graças a mentiras e traições, é que a têm arruinado.

 

 Como tem estado bem à vista, ao longo destes últimos anos «democráticos», o Bem Privado de oligarcas e movimentos políticos impera sobre o Bem Comum.

 

Mesmo sem perceberem patavina da doutrina do neo – liberalismo, os pindéricos oportunistas, infectados pelos vírus dessa «malária política», prestam-se, imbecil e ignominiosamente, a propagar essa peste, tirando proveito dessa oportunidade de moinantes.

 

Sim, o «Solar dos Montalvões»; os regatos de Outeiro Seco, as Ribeiras do Concelho, o Jardim das Freiras e o Jardim Público; o desprezo votado aos “Castros”, aos Castelos, às Capelas e a outros Monumentos de inquestionável valor histórico e cultural, a renúncia a Serviços Públicos, e a despromoção do Hospital, a falta de um Pólo Universitário são derrotas e desistências que a população Flaviense não merece, nem nunca mereceu!

 

Estas, e outras, tragédias atingem-na, subordinam-na, inferiorizam-na porque continua a temer a Deus e a adorar o Diabo … em figura de gente!

 

O «fado», o destino, a que outra distinta colaboradora do Blogue “CHAVES” referiu, não é, nem pode ser, não pode corresponder ao «fado», ao destino, que os Flavienses têm estado a viver.

 

É pena, e eu lamento imenso, que este Blogue «de CHAVES», e outros Blogues Flavienses, não cheguem diariamente aos olhos dos meus conterrâneos.

 

Estou certo de que se esses Blogues fossem lidos e comentados em casa, nas Tabernas, nos Cafés, nas Tertúlias… e até na «missa de domingo» (dispenso a do “7º dia”), as consciência dos Flavienses não andariam tão adormecidas, e esses petimetres administradores do Município, travestidos de políticos, empoleirados em galhos mais altos do que a altura dos seus méritos, piariam mais fino e mostrariam menos desrespeito pelos flavienses, pelo seu património histórico e cultural, pela riqueza das suas tradições e «questumes», pela beleza das suas paisagens naturais e pela sua vida!

 

Para tristeza da vida, bastar-me-ia o desgosto que carrego por ver a MINHA (a NOSSA) TERRA desprezada, abusada, maltratada, escarnecida, abandonada e injuriada e «gozada» “franciscanamente” por gente do piorio, sumamente incompetente na direcção dos destinos Municipais, insolentemente desrespeitosa com o seu Património, morbidamente safada nas incontáveis trafulhices com que prejudica o desenvolvimento e a qualidade de vida dos Flavienses.

 

E quando, em qualquer órgão de informação «clássico», em Blogues, em «redes sociais» ou em conversas me falam e mostram as «chagas», cada vez em maior número, com que cobrem A NOSSA TERRA, fico mesmo «levado dos diabos»!

 

A mediocracia que administra e empesta “CHAVES” ultrapassou, desde há muito, a tolerância democrática, a condescendência moral, ou o direito à esmola caridosa de benevolência!

 

Antes morrer com honra que viver com opróbrio!

 

Hoje, nem parece que CHAVES foi trono e púlpito do “Bispo Idácio”!

 

Hoje, até (me) parece que os Flavienses já nem sabem de que terra são!

 

Hoje, até (me) parece que os Flavienses já nem sabem a que terra pertencem!

 

Qualquer labrego politiconeiro lampeiro os «come de cebolada»!

 

Hoje, os Flavienses (a maioria) aí «residentes» até (me) parece que perderam o brio … e o pio!

 

Louvados sejam os, ainda, AÍ «resistentes»!

 

E eu não queria vê-los convertidos no «último mohicano»!

 

A Torre de Menagem, as Muralhas da cidade, a Torre de Santo Estêvão, os Fortes da cidade, o Castro de Curalha e o Castelo de Monforte de Rio Livre dão um corajoso e nobre exemplo do que foi a valentia dos Flavienses, do que pode valer, e vale, a resistência dos «resistentes»!

 

Louvado seja!

 

M., Vinte e cinco de Abril de 2016

Luís Henrique Fernandes

 

 

09
Mar16

Ocasionais - Afeições

ocasionais

 

“Afeições”

 

A afeição que tenho pela “NOSSA TERRA” «decreta-me», mais vezes para desgosto do que para gosto de muitos visitantes do Blogue “CHAVES – Olhares sobre a cidade”, que venha aqui, em Comentários ou em Post(ai)s, nos meus “Pitigramas”, expressar e explicar as razões de ser dessa afeição.

 

Para se compreender é preciso sentir” - ensinaram-me os professores, os livros e os amigos, na minha infância e juventude.

 

Por isso, não estranho tanto como seria de esperar que alguns se «queixem» por eu escrever (falar) «demais» sobre a NOSSA TERRA.

 

Porém, a esses NUNCA lhes ouvi (li) nem vi um gesto, uma palavra sequer, de carinho e de afeição pela “NOSSA TERRA”!

 

É bem verdade que não dou a “CHAVES”, à “NOSSA TERRA”, à NORMANDIA TAMEGANA tudo o que elas merecem receber.

 

Todavia, “CHAVES”, a “NOSSA TERRA”, a NORMANDIA TAMEGANA sabem que tudo o que tenho para lhes dar e lhes dou, embora não de acordo com os seus méritos, está conforme as minhas possibilidades.

 

E elas sabem que o faço “de todo o coração”!

 

(Para os «picuinhas», pedantes e cretinos sempre à espreita de um pentelhozito para criticarem, armados em exegetas e puristas da escrita, lembro que, por aqui, na NET, nem sempre o itálico, ou o negrito aparece como recomendação ao leitor do sentido provinciano, plebeu ou figurado da palavra. Daí, as aspas a substituírem esses sinais. Deu para entender?!).

 

O autor do Blogue deve estar lembrado de que já há muito manifestei o meu entusiasmo pelo aparecimento de «reportaiges», neste Blogue, feitas por si, Fernando Ribeiro, ou pelos colaboradores que entender, de todos e quaisquer Lugares do «Maravilhoso reino», Torgueano e NOSSO (de nós todos!) a que eu, vaidosa, orgulhosa e repimpadamente chamo de NORMANDIA TAMEGANA.

 

Para os recém-chegados ao Blogue, para os esquisitos, para os que se fazem de desentendidos, e para os meus amigos que ainda não me entenderam, traduzo, explico:

 

- A NORMANDIA TAMEGANA é aquela ilha da utopia, aquele “reino maravilhoso” cercados «por terra por todos os lados», constituída pelas “Cantões” ou “Condados” de BOTICAS, CHAVES, MONTALEGRE, RIBEIRA de PENA, VALPASSOS, VERIN e VILA POUCA de AGUIAR.

 

O Blogue “CHAVES – Olhares sobre a cidade”, de FERNANDO RIBERIO, é realmente o mais alcandorado mirante a oferecer os esplendorosos horizontes desse «reino», é o mais amplo salão de entrada para qualquer desses santuários naturais, a galeria mais iluminada para melhor se verem (lerem) os convites que qualquer um desses “Condados” nos fazem aos anseios dos nossos sentidos … e, ou, sentimentos!

 

Um retrato da “Feira das Cebolas”, de Vila Pouca, dos calhaus antropomórficos do Alvão; do S. Sebastião, do Couto de Dornelas ou das Alturas, ou do Castro de Carvalhelhos; da Feira do Folar, de Valpassos, ou do Museu de Fornos do Pinhal; duma «Chega de BOIS”, em Meixedo, ou do “Forno do Povo”, de Tourém; ou mesmo de Perdizes a saírem da cartola de Bruxos e Bruxas, lá, no Vilar delas! -; da ponte d’arame de Stº Aleixo ou da do Gardunho, ou duma «escalada do Póio»; da nascente do Tâmega, da Casa do Escudo, dos “Cigarróns” (bem, não consigo deixar passar os «Lázaros»!); do Cruzeiro de Castelões ou de Soutelo, d’Azenha do Agapito, do Castelo de Monforte de Rio Livre, e, até do(a) (Lage funerária) Jardim das Freiras (do nosso encanto!), chegam e sobram para fazer qualquer cair na tentação de (v)ir por aí acima e deixar-se perder de amores por qualquer um desses lugarzitos, escondidos e tão esquecidos, a que eu chamo as “pérolas da NORMANDIA TAMEGANA”.

 

Por isso, o autor do Blogue “CHAVES” tem de deixar, de uma vez por todas, de se encolher quando lhe apetece (pudera, como não havia de apetecer, ‘inda p’ra mais com costelas de todos os «Cantões», cantos e esquinas?! --- é que «nisto», sei bem, muito bem, do que falo!) falar (escrever e «botar» retratos», desde as Minas da Borralha, de Cerva ou de Jales; do Mosteiro de Pitões ou das Fragas da PitorGa ou da Bolideira; da Pinga dos “Mortos” ou da d’Agrela, do tintol «tinto», de Santa Valha, ou do tintol «branco», de Arcossó; das nozes de Vidago e da Bôla de Laza; da «sêmea de Lebução», e do «trigo de 4 cantos, de Faiões»; dos caramelos de Feces ou do polvo de Verin; dos pimentos, do Cambedo, e dos melões da Veiga; da geropiga, da Ribeira de Oura, e da «marelinha», das Eiras; das abêboras, do Campo da Granginha e dos figos de Rio Torto; dos merogos do Brunheiro e das pavias da Fonte Nova; dos chícharros, do Cando, e dos calondros de Outeiro Seco, etc. coisa e tal, fora o resto) de qualquer canto ou recanto da NORMANDIA TAMEGANA.

 

Como está mais “fresco”, e mais pertinho dessa «barreira de coral, do que «cá o rapaz», “fachabor” de nos conceder os benefícios do seu entusiasmo, arte e engenho falando-nos e mostrando-nos as «partículas divinas» dessa NOSSA TERRA!

 

Nunca perguntarei à minha mão direita se sabe qual é o som que faz a mão esquerda, ou vice-versa: o meu aplauso é sem parar!

 

 

M., sete de Março de 2016

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

24
Fev16

Ocasionais - Aí por CHAVES

ocasionais

 

“Aí por CHAVES

 

- Para os mais descuidados ou com cego fervor amoroso

a quem esperam que lhes faça o «tal jeito, ou jeitinho,

esclarecemos não estarmos empenhados no restauro do Passado,

mas, sim, comprometido com o respeito ao Passado.

O Futuro nunca é a continuidade,

tampouco uma versão alargada, do Presente.

Luís da Granginha

 

 

Escangalhado de riso, Hermes entrou pela messe dos olímpicos deuses, com uns papéis na mão.

 

Zeus havia-o encarregado de consultar o mapa das festividades da NORMANDIA – TAMEGANA, para a época da «Quaresma».

 

O presunto que Zeus tinha encomendado na ‘Feira de Vinhais’ do ano passado tinha morrões, e ele andava desgostoso.

 

O apetite e as saudades de uma chouriça de Morgade, de uma linguiça de Lamachã, de uma alheira de Valdanta, de um salpicão de S. Vicente da Raia, de um paloio d’ Abobeleira, de uma sêmea de Lebução, de uma fatia (ó menos) de pão centeio de Castelões (ele até está a pensar em mandar fazer um forno igual àquele e outro, ao de Tourém!) de um «trigo de quatro cantos», de Faiões; bem, isto para disfarçar a secura com que anda por já há tanto tempo ‘inda não meter o dente num «Pastel de CHAVES” e num «carolinho de Folar do de Chaves» … ou do de Valpassos, tudo isto está encriptado na ordem de Zeus a Hermes.

 

Zeus até disse ao seu assessor que estava na altura de ir ver com os seus próprios olhos um dos célebres e fantásticos “Autos da Paixão”, de CURALHA, de BUSTELO ou de CURRAL de VACAS e que não queria perder a Festa da Srª das Brotas, tão falada (e suspirada) nos Blogues Flavienses!

 

Tinha chegado ao Olimpo uma remessa daquela célebre «pomada de Quio”.

 

Na messe, os «compadres» de Hermes estavam a «entornar».

 

Mal Hermes, levantando a papelada, disse vir falar de CHAVES, todos arrebitaram as orelhas.

 

Poséidon pôs cara séria, pois tinha feito transbordar as águas do Tamega, o riacho do Caneiro, e barulhentas as águas do Ribelas.

 

Hades, franziu a «brancelha», ainda não ia muito tempo que tinha encharcado os céus do Brunheiro até ao Larouco de uma névoa, que fazia “Triste aquela Cidade”.

 

Ares pôs um ar de desconfiado, pois julgou ter sido descoberto numa falcatrua (Eleições autárquicas de 2013) em que jogou a favor ora de «pavões», ora de «cotovias».

 

Hefesto, esperava os agradecimentos por ter posto a sua forja a dar algum calor neste Inverno agora realmente começado, em meados de Fevereiro de 2016. Esperava até, que aquela papelada que Hermes levava na mão fosse uma carta-discurso com as mais deliciosas laudas tecidas pelo «pavão de Castelões», e já pronunciada e divulgada na «Sinal TV» e nos «jornalecos» flavienses, pelo maravilhoso trono dourado com que tinha premiado aquele pantomineiro.

 

Dioniso, que tinha despido a sua pele de raposa para a oferecer ao «Tonho Cabeleira» no dia da sua coroação como «predizente de cambra», ficou na expectativa de ir receber um daqueles papeluchos como convite para mais uma «feireca» medieval, animada com as «concertinas de Venda Nova».

 

Perseu esperava que uma daquelas folhas A4 trouxesse a relação dos sacripantas de CHAVES a quem iria cortar a cabeça ou pôr-lhes diante dos olhos a cabeça de Medusa (já que eles eram uns estupores de «olhos abertos», mas uns grandes cegos porque «não queriam ver»)!

 

Hermes descansou-os.

 

A risota escangalhada devia-se a que, na pesquisa, topara uns «Tratados» [Post(ais] de Blogue], escritos por um “Tucídides” e por um “Ésquilo” Flavienses   —   um tal Fernando Ribeiro e um tal Sousa e Silva   -   da «Descoberta» de uma “πTorga”, que torna o «Labirinto de Creta» uma brincadeira de crianças! Agora, na pesquisa, outro «labirinto» com umas setas a respeito da «Rota d’Água”!

 

- “’Inda bós não sabendes do túnel, secreto e enfeitiçado, a passar por baixo do rio, com uma quantidade enorme de minas-ratoeira, que liga(va) o “CASTRO de CURALHA a VILELA do TÂMEGA”! - disse Hermes, já visitante antigo da NORMANDIA –TAMEGANA.

 

- “βende βós, os labirintos que não deβe haβer em CHAβES”! – sublinhou Hermes.

 

Razão tinha Zeus quando escreveu para aquele seu amigo de longa data e com quem tem tido umas “CONVERSAS”   -   disse-lhes Hermes.

 

E lembrou-lhes o que Zeus dizia:

……….,

 

- “Aí por CHAVES, esses «pavões e lalões» do aviário do “Tony Cabeleira”, afamado «pavão de Castelões», «bimbos» políticos» e «poneyzinhos-de-Tróia» flavínios passeiam-se e exibem-se com todo o ar de quem acaba de patentear a sua mediocridade, a sua incompetência e a sua ruindade moral como sublimes qualidades!

 

Aí por CHAVES, na «política caseirinha», a «habilidade» é superior ao conhecimento.

 

Aí por CHAVES, a excepção do homem, do Flaviense, de excepção é cada vez mais uma excepção ….. e um espanto!

 

Pobre Democracia   - a tal, ao que parece, sempre «jovem para todo o sempre democracia portuguesa»   -   que, afinal, não tem feito mais do que afastar as competências e as excelências!

 

A fixação no poder e a necessidade doentia de ser poderoso fazem muitas vezes com que cheguem ao poder aqueles cujo vazio interior é o maior”.

 

Aí por CHAVES, «opositores» (dos principais Partidos) são farinha do mesmo saco: medíocres, cegos de ambição fazem uma «oposição» suave e doce aos «galináceos» do «pêpêdê», e, assim, perpetuam-se nessa «sombra», nessa «babuje»!

 

Aí por CHAVES (bem, na verdade, por aí, por aqui, desde o Minho ao Algarve, e pelos Açores, as Berlengas e a Madeira), até parece que a sabedoria é que é coisa supérflua; e a esperteza, vital!

 

E a «CIDADE”, e o Município, e os Flavienses lá vão «cantando e rindo» pelos caminhos do decaimento, da perda de prestígio, de qualidade de vida e de vida com qualidade!

 

CHAVES «não vai » com esse Executivo Camarário!

 

Mais parece que o propósito do «pavão de Castelões» e do seu bando é mais de impedir o desenvolvimento do Município do que criar melhores condições de vida para os Flavienses!

 

Escolas, Tribunal, Hospital, Infantários, Centros Sociais, Comércio, Indústria, Agricultura e Turismo apoiados, Património Histórico e Cultural bem conservado; vias municipais cuidadas e seguras; paisagens protegidas; rios e ribeiros não poluídos; um Museu com dimensão e riqueza ajustadas à História; e administradores intelectualmente inteligentes, competentes, dedicados, empenhados e leais para com todos os Munícipes são um direito e não um favor que os Flavienses reclamam!

 

Desde sempre que companheiros e vizinhos desse «pavão» se aperceberam da sua mediocridade pretensiosa com grandes ambições. Passa a vida a confundir o essencial com o acessório, o principal com o secundário.

 

É um falhado!

 

Não sabe qual é a primeira tarefa de um Presidente de Câmara: gerir a instituição com vista à missão para a qual foi concebida.

 

Não sabe porque o seu inútil tutor também o não sabia!

 

No «pavão» salientam-se bem as «obliquidades do astuto e os soslaios dos impotentes».

 

Dos milhões de átomos que compõem o «pavão de Castelões», bem como os «pavõezinhos de aviário» da sua ninhada politicastra, dá para ver, sem microscópio, à luz do dia e mesmo à «luz da noite» que os mais notáveis já pertenceram a Nero, a Judas, a Bórgias, a al Capone, a Efialtes.

 

As boas ideias para o Progresso de CHAVES morrem de solidão na cabeça desse «pavão».

 

O que esse farsolinha (o tal «pavãozeco» de Castelões) sabe fazer é só o «FAZ-DE-CONTA».

 

Se Ortega y Gasset viesse a CHAVES deitaria às mãos à cabeça e reescreveria: «todos aqueles que ocupam cargos no Executivo Camarário de CHAVES deviam ser «saneados» «ad ӕternum» da vida pública e proibidos de meter o bedelho fosse no que fosse: porque eles acabaram de confirmar o seu nível de incompetência!

 

Nem para porteiros da antiga serventia da “Canelha das Longras” seriam admitidos, carago!

 

O que se tem passado na administração do Município de CHAVES é que «Alexandres e alexandrinos», «Baptista e seus lalões», «pavão, pavões e lalõezinhos»   -   com «penas ou com cabeleira»   -   pouco mais têm feito do que cuidar dos seus gostos, dos seus interesses, das suas conveniências, dos seus poleiros: conduziram e continuam a conduzir os destinos do Município às guinadas, sem plano, sem visão e sem esperança para os Flavienses.

 

A mentalidade feudal dessa trupe que se arregimentou em CHAVES tem de ser varrida.

 

Essa gentalha disfarça o seu reaccionarismo com pinceladas coloridas de aberrantes «modernidades».

 

Se esses administradores autárquicos tivessem algum grau de decência social, bairrista, regional, preocupar-se-iam em reparar em CHAVES os pecados de Lisboa.

 

Os «tugas» - flavienses- continuam a votar em cabeleiras e cavacos, pavões e coelhos, pedro e paulos, porque acreditam que a MEDIOCRIDDE é mais segura para garantia dos seus interessezinhos!

 

O culto da incompetência é a religião oficial dessa vossa Democracia”!

 

……….,

 

Dioniso, levantou-se do coxim e disse:

-Pois vamos lá a um “Auto da Paixão», a uma “Srª das Brotas” ou à ““πTORGA” de Curral de Vacas, que, eu parece-me, que por lá há umas variedades de «pinga» muito especiais e, então, quem leva os «Kilix» para oferecer aos flavienses “Blogueiros – Pitorgueiros” sou eu. E espero trazer de lá uns bons pichorros de Barro de Nantes, olarilóléla!

 

M., 19 de Fevereiro de 2016

Luís Henrique Fernandes

 

 

05
Nov15

Ocasionais - “Ali, no Castro de CURALHA”

ocasionais

 

Ali, no Castro de CURALHA”

 

Quem viaja pela Auto-estrada A24, em direcção à Galiza, passados os pórticos à frente de Vidago, oferece-se-lhe a indicação da “Saída” para BOTICAS e MONTALEGRE.

 

Até parece que há uma esquerda para BOTICAS e uma direita para a capital barrosã!

 

Mas essa “Saída” é bem mais uma envergonhada “ENTRADA” para CHAVES!

 

Feitos os cem metros curvos e inclinados, vira-se, à esquerda, para BOTICAS, CARVALHELHOS e MONTALEGRE; à direita, para CHAVES.

 

Afinal, aí já se está em CURALHA!

 

Sobranceiro, dá nas vistas um frondoso pinheiro manso.

 

Tem um ar misterioso.

1600-CURALHA (199)

E se, quando chegarmos logo à frente, ao “Café FRADE”, dobrarmos a esquina, sentimo-nos como que puxados pelo mistério que o pinheiro manso sugere esconder.

 

Dois, três coelhos-do-monte e uma lebre vêm espreitar-nos à beira do estreito carreiro que nos conduz às ruínas de um interessante castro   -   O CASTRO de CURALHA!

 

Saído do automóvel, apeteceu-nos muito respirar aquele ar, leve, misterioso, e olhar em redor, numa volta perfeita.

 

Bebemos um gole d’água numa torneira pública.

 

Olhámos o céu, como que a pedir-lhe licença para entrar na fortaleza.

1600-CURALHA (200)

Um coelhito-do-monte júnior resolveu vir mordiscar umas ervas, ali à nossa frente, olhar-nos com algum atrevimento e fazer umas olímpicas habilidades em salto e em corrida.

 

Achámos-lhe graça, e seguimo-lo com o olhar até desaparecer entre o mato.

 

No chão não se viam pègadas de homem, nem vestígios de visitas.

 

Uma folha de papel voou quando o coelhito-do-monte júnior fez o último zig-zag antes de desaparecer.

 

Afinal, a mão do homem deixara uma impressão.

 

Apanhámos a folha.

 

Estava escrita numa caligrafia a lembrar o «bastardinho» que, noutros tempos, tinha que se aprender na Escola Comercial e Industrial.

 

Dizia:

- “Por aqui vou andando.

Sem horizontes, sem sonhos, sem esperanças.

Vejo-me à beira do fim, da meta, do abismo. Mas não lhes topo o fio ou sinal do limite.

De que me valeu a vida?!

 

Neruda, no poema «el barco», diz que todos nós pagamos, entendo-lhe eu, a nossa passagem por este mundo!

E pergunta, com espanto, entendo eu: -“Porquê, por que é que não nos deixam sentarmo-nos e comer?/ Queremos olhar as nuvens/ queremos apanhar sol e sentir o cheiro a sal/ francamente, não se trata de fazer mal a ninguém/ é tão simples quanto isto: somos passageiros”!

 

Oh! Mas não me diz, e eu não sei, quem me pagou o bilhete!

 

Chegar ao fim da vida será, como a ancoragem de um navio, um «tocar terra» em porto seguro, uma «morte afortunada» …. depois de uma boa travessia pela existência, e “entrar serenamente na eternidade”.

 

Ou será como o naufrágio em mar revolto e tempestuoso?!

1600-CURALHA (204)

Nesta travessia, já com mais de setenta mil léguas cumpridas, raramente conheci outro mar que não encapelado, atalhado por Cabos e Cabos de Tormentas!

 

E porque nunca fui capaz de deitar borda fora as «cargas de trabalhos» que fui carregando às costas, do corpo e da alma, o lastro da barca da minha vida foi ficando cada vez mais pesado.

 

E eu afundando-me cada vez mais, atirado de um lado para o outro pelas vagas tenebrosas que me batiam e abatiam!

 

Os deuses são mesmo insaciáveis!

 

Não me concederam bonança que tranquilizasse!

 

Não me concederam vento que me entusiasmasse!

 

E, aqui chegado, a estas letras, não vislumbro ainda o horizonte da minha chegada, nem tampouco, olhando para trás, encontro o lugar e o momento em que fiquei perdido.

 

A morte não é a sorte legítima da vida!”.

 

Um murmúrio de queixume fez soluçar os ramos das giestas e as agulhetas das galhas do pinheiro manso, ali, no CASTRO de CURALHA!

 

M., 13 de Fevereiro de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

 

21
Jul15

Ocasionais - Saudades do Tio Nona

ocasionais

 

“Saudades do Tio Nona”

 

Por aqui me ando e por aqui me perco.

 

E se me conforto com a arte (fotográfica), com a prosa e a poesia do autor do Blogue e de seus colaboradores, nesta «ausência» definho com as saudades da minha ALDEIA, do meu rio, da MINHA CIDADE   - da NOSSA TERRA!

 

Para bem dos meus pecados, para compensação dos meus crimes; para castigo das minhas virtudes, para tormento das minhas afeições, sou natural da NORMANDIA TAMEGANA.

 

Nem imaginais o contentamento que me inundou a alma quando, em África, «no mato», «em missão»; nos «States», num «Clube» ou numa romaria, encontrava um conterrâneo ou um vizinho!

 

Ficava com a impressão de que o sol só deixava ser dia onde estivesse plantado um Transmontano, um Normando-Tamegano, um Flaviense!

 

Hoje, nem sei bem porquê, lembrei-me de uma crónica deste Blogue, apresentada em 2012. O seu autor continua por aqui. Mas não tem falado no “Tio Nona”.

 

Então, vou oferecer-vos o «Pitigrama» que na altura escrevi, mas que não enviei.

 

 

…………….-

 

 

Ao “Tio Nona”

 

Que interessante conversa teve com o seu sobrinho António Júnior!

 

Bons propósitos o animam, sim senhor!

 

Mas deixe que lhe lembre:

 

-O «discurso» do Gil, embora na maioria das vezes seja uma reprodução do seu livro “Ecos do Planalto”, mostra-nos a humanidade dos corações dos Flavienses.

 

- O «discurso» do Zé Carlos Barros lembra-nos fracções do tempo (dos tempos) de uma CHAVES - cidade e Região – ainda recente, e que muitos, mas mesmo muitos de nós, desejamos que persistissem.

 

- O «discurso» do Sousa e Silva é uma reflexão política acerca de preceitos que poderiam conduzir por mais e melhor acerto as decisões da administração municipal e por melhores caminhos a vida dos Flavienses.

 

-o «discurso» da Isabel Seixas, poético e rimado com metáforas tão bem caidinhas com as realidades da NOSSA TERRA.

 

-o «discurso» do Francisco Melo são elegantes relatórios de Contas mal feitas por quem administra a Cidade e lembrando-nos que também por aí, por Chaves, “Somos enganados pela aparência do bem”.

 

- AS “Intermitências” da Sandra são uma revelação de uma jovem escritora Flaviense, cuja qualidade engrandece a CIDADE.

 

-As “Crónicas” do Roque e do Esteves são testemunhos de um tempo em que na NOSSA TERRA os sentimentos de afeição estavam mais espalhados, eram mais vincados e davam mais sabor e alento à vida.

 

-As «Cartas” do Zé Moreira eram uma mostra do grande coração dos verdadeiros Normando-Tameganos ausentes.

 

- Os Textos do João Madureira são memórias egrégias daqueles que souberam fazer-se homens, uns; outros, sérios avisos à navegação dos mares políticos, assinalando os fundos falsos das águas, as traiçoeiras correntes e os cabos de tormentos que a rota seguida pelos Flavienses está sujeita a continuar a encontrar, numa fatalidade irrecuperável.

 

-Os Post(ais) do autor do Blogue foram e são chamamentos constantes de alerta para o que lindo e maravilhoso sempre teve e ainda vai tendo a NORMANDIA TAMEGANA, por um lado, e, por outro, principalmente para os desmandos, os desaforos, a insensatez, e a cretinice, até, que sobre ela exercem os Governantes Centrais e, muito especialmente, os administradores municipais.

 

O Blogue “CHAVES” tem sido desde sempre um verdadeiro desafio político aos pseudo-políticos cujos planos e decisões apenas servem para passearem as suas vaidades, tão enormes quanto a sua incompetência, mediocridade e estupidez, pela Rua Direita abaixo e Rua de Santo António acima, intervalando com uns copos no “Faustino” ou nas suas “Adegas Regionais”.

 

«Lalões» e «lalinhos» chamei-lhe eu neste Blogue.

 

Politicamente «coitadinhos», mas cheiinhos de maldade, resolveram limitar-se a espreitar este Blogue e, depois, aproveitar o que aqui se diz em imagens e em palavras para justificarem umas merendas, uns almocitos, uns jantares, ou até só o «botar de um(ns) copo(s) para «debaterem a oposição».

 

Onde o “Tio Nona” vê um campo de «feira de vaidades», eu vejo um campo aberto a discursos, a debate, opiniões e até «palpites» convergentes ou divergentes, cheios de vontade para que a NOSSA TERRA seja mais farta, mais feliz e mais respeitada.

 

Para mim, o autor do Blogue, com este, pretendeu e pretende um «toque a reunir» de TODOS os FLAVIENSES e NORMANDO – TAMEGANOS que se prezam, para juntarem forças e clamor necessários e suficientes à defesa do Bom Nome, do Prestígio e do Histórico Passado da NOSSA TERRA; da construção de um PRESENTE que a si, “Tio Nona”   -   ao seu sobrinho, a mim, aos «vaidosos que por aqui escrevem» (como lhes chama), e aos que com outras armas se batem pelo Bem da Região     -   seja lembrado num Futuro, que se quer rico e brilhante, como o tempo de Gente sincera e lealmente empenhada no respeito e no engrandecimento do Património, da História e das Gentes de CHAVES e da NORMANDIA – TAMEGANA!

 

O “Tio Nona" já passou dos sessenta, li.

 

Eu já os deixei para trás.

 

Ambos chegámos à idade da obrigação de saber ler.

 

Digo-lhe, com franqueza, que errou ao entender que por aqui andam «militantismos cegos e as posições idiotas partidárias».

 

“Tio Nona”, volte atrás, e repare como este Blogue tem sido, pela parte que lhe toca ao autor e àqueles que com ele colaboram, aquilo que o “Tio Nona” recomenda.

 

Já reparou em que grau os Jornais, as Rádios, as Associações corporativas, sociais, desportivas e recreativas da Região correspondem às suas expectativas?

 

Já se deu conta, já se deu bem conta dos merecimentos e dos desmerecimentos de quem conduz os destinos da NOSSA TERRA?

 

Vou entender que a conversa de hoje com o seu sobrinho foi mais um dos seus habituais e carinhosos resmungos para quem o Júnior já nos havia alertado: ““Hoje, Nona, já tio, entrando naquela idade que apelidamos de velhice, olhando de frente para o passado, resmunga consigo próprio e com os seus conterrâneos que não souberam, a tempo, usar da tradição e da história, da situação geográfica privilegiada, dos seus recursos agro-florestais e do subsolo e, fundamentalmente, das suas gentes, para se desenvolverem”.

 

Bem, na verdade, o autor e os colaboradores deste Blogue, (e este «respostador») só têm de lhe ficar “multip(de)licadamente” agradecidos por considerar que o BLOGUE CHAVES até é capaz de mudar para melhor a vida e obra da CIDADE!

 

Este Blogue continua a ser muito importante!

 

E se por mais não fosse, bastar-lhe-ia a resmunguice do “Tio Nona”.

 

Desejo-lhe muita inspiração e saúde .

M.,, 2012-12-01

Saudações flavienses

Luís Henrique Fernandes

 

M., 24 de Abril de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

 

18
Fev15

Filauciosos e Fementidos

ocasionais

 

“Filauciosos e Fementidos”

“A um Povo que perdeu o medo

não há despotismo que lhe resista”

– de La Boitié

 

O feudalismo mental continua a ser um baluarte para toda a prosápia da imbecilidade, da tacanhez de espírito e da grandiosa quão estúpida soberba de todos quantos se convencem que a História da Humanidade é neles, e só neles, que se realiza.

 

Do pouco que estudaram, aprenderam uma insignificância que aproveitam às mãos cheias para enfartar o seu insaciável ego eivado de mediocridade.

 

Na vida estão eles, cada um por si, eles, e, depois, os demais.

 

Nascem indivíduos, passam a trastes, nunca chegam a ser pessoa.

 

Embora visíveis a olho nu, o descaramento com que se revestem disfarça-os mais do que a pele do cordeiro ao lobo.

 

Afinal, não passam de caracaras apalhaçados com plumagem de araras.

 

Ao longo da História, e particularmente no pós-25, continuam a proliferar, porque este Povo hospitaleiro os hospeda com afecto e toda a ingenuidade.

 

Portugal transformou-se num país decadente.

 

Os Povos que outrora invadiram e ocuparam a Península traziam com eles Civilização e Cultura. Desde os Celtas até aos Mouros, todos legaram vínculos de Dignidade, de compromisso colectivo, de empenho e luta por condições de Progresso e Desenvolvimento em benefício de toda a comunidade.

 

Apesar de acidentados ou vergonhosos comportamentos, as Dinastias monárquicas ainda sobrelevaram marcantes decisões e feitos que deram fiável suporte à nossa identidade nacional.

 

A República disse dar «soberania ao Povo». Chamou-se a si própria «Democrática». Comprometeu-se a «alimentar os seus filhos e a instruí-los». O “Estado Novo” morreu velho.

 

O 25 de ABRIL de 1974 realizou o milagre de converter o vermelho dos cravos num verde de imensa esperança. E a Bandeira Portuguesa teve, sim, nesse DIA, todo o seu profundo e sagrado significado.

 

Portugal seria agora um País governado pela lei e pelo Povo.

 

Mas a «abrilada» subverteu o espírito do Dia 25 de Abril.

 

Os “bandos de bandidos” aproveitaram a bem-aventurança desses Dia para «crescer e multiplicar-se».

 

Salazarentos, fascizóides e fascistas souberam mexer-se, sorrateiros e camaleões.

 

A mediocridade e a pantominice soube disfarçar-se e insinuar-se muito bem.

 

Meteu socialismos na gaveta; institucionalizou a corrupção, a fraude e a mentira; condecorou a traição; denegriu o esforço; compensou o desleixo; promoveu a mediocridade e gratificou a covardia.

 

Hoje estamos chegados «aonde chegámos»!

 

Somos presididos pelo cinismo e governados pela desfaçatez.

 

“Pedreiros” e padroeiros lá vão os crentes e não-crentes carregando às costas.

 

Para as albardas de uns e os andores de outros é que nunca pode faltar «alimento e instrução»: dinheiro!

 

Os Portugueses estão a ser injuriados e humilhados todos os dias e a toda a hora por refinados cretinos compatriotas, europeus e estranhos (estrangeiros).

 

Estes e os europeus fazem de valentes guarda-costas dos «valentões» que por cá, pelo NOSSO PAÍS, cantam de galo e, ou, se armam em pavões, tratando Os Portugueses abaixo de cão.

 

O Povo Português é «muito mais uma aglomeração de grupos que uma massa compacta de natureza homogénea. A unidade do Povo, como coincidência dos pensamentos, sentimentos e vontades e solidariedade de interesses é um postulado ético-político afirmado pela ideologia estatal mediante uma ficção!»!

 

Os Portugueses renegaram o seu direito de ASSOCIAÇÃO como um Povo.

 

Contentam-se, e entretêm-se, com o direito de associação em grupelhos de adeptos de futebol, clubes de caça e pesca, confrarias, sindicalistas e militantes de Partidos políticos, e esquecem por completo a condição e a qualidade de Cidadãos.

 

Não a assumem. Não a realizam.

 

Não a cumprem.

 

Assim, até nem admira que, em cada dia que passa, mais submetido fique a interesses, ganâncias, tiranias e caprichos de BCE’s, FMI’s, Troikas, Merkelêndeas, Xi Jinpinguices, e respectivos “gangs” de «assassinos a soldo», como Paulo Portas, O «arcebispo Opucado» Macedo, Relvas, Gaspar, Passos-“charlie”-Coelho e Cavaco.

 

Empobrecida, viciada, enfraquecida pela mentira, pela manipulação, pelas falsas promessas dos seus eleitos, a Comunidade Portuguesa revela apenas, somente, uma aptidão: a de obedecer como rebanho de ovelhas   -   já nem carneiros tem para darem uma marrada!

 

Os Portugueses, hoje, não são uma comunidade política. Daí, a ilegitimidade do Governo que os (des)governa.

 

Parecem. Simulam. Mas não o são!

 

Onde pára a sua soberania?!

 

O Povo Português perdeu a coragem e a valentia para combater e derrubar a hipocrisia de governantes que estão a converter um Povo «engagé» num Povo «enragé».

 

E, pelo que me contam, aí por CHAVES, às vezes, demasiadas vezes, a política que se pratica faz lembrar as brincadeiras de «índios e cow-boys» dos anos 50, nos montes e penedias da Mijareta!

 

Não basta as Retretes públicas estarem fechadas grande parte dos dias de semana e o dia todo aos fins-de-semana, e o «pavão» e os «pavõezinhos» do seu aviário fedorento trancarem as portas das casotas do Centro Cultural, onde dizem ter Exposições abertas ao Público, com horários afinal falsos!

 

A Biblioteca parece o Largo da Feira dos Recos: as mesas são ocupadas por grupelhos de gandulos a fazer há-de conta que são estudantes, pois o seu entretimento é gargalhar e roncar alto, com o seráfico (e covarde) consentimento dos funcionários. Assim consentida esta falta de respeito «bibliotecário», claro que a Biblioteca é «muito frequentada», mas sempre pelos mesmos que dela fazem uma taberna e, qualquer dia, uma discoteca!

 

Deitam-se uns remendos aldrabados em alguns caminhos deixando valetas por construir, o alcatrão é da grossura de fita adesiva e, retrato tirado, fazem umas reportagens e umas entrevistas nos “media” locais todos regalados por estarem, uma vez mais, a engrampar «o pagode»!

 

Estou a ver que às Caldas vai acontecer como ao comboio: encerram «para obras», e depois …”era uma vez”!

 

Os de CHAVES gostam mesmo do papel de lorpas!

 

Bonito! Aí por Chaves medram, que se fartam, os YAhOOS   -   espécie degenerada de humanóides que se destacam pela baixeza, o vício e um carácter repugnante.  

 

Temos que ser intransigentes com almas venenosas!

 

O «pavão de Castelões», liliputiano, falso "honnête-homme”, não passa de um moço de recados no “Galinheiro de Boliqueime”?!  

 

É um ningres-ningres profissional que lá conseguiu furar por um buraquito da politiquice para se poder desenvencilhar das dificuldades ditadas pela sua insignificante e apagada competência.

 

Esse “pangaio” jamais se habituará, ou aprenderá, a falar e a fazer que faz (pois não trabalha) de forma honesta e sincera.

 

Para ele e o seu pelotão de «poneyzinhos-de-Tróia», a política é uma «espécie de estrada furtiva para o mundo da riqueza e luxo».

 

Tartufo-mor da classe política flaviana, de sorriso e palavreado untuosos, lá vai conseguindo ganhar a confiança de alguns labregos, de muitos palermas e de uma tantinha gente de boa-fé.

 

Nunca conseguiu obter as graças e a atenção dos Flavienses.

 

Então, rastejou até uma oportunidade no campo lamacento da política partidária alaranjada e lá trepou, com a ajuda de outros «desgraçados» como ele, para uma cadeirita do alto da qual exemplifica a suma arrogância a que o poder seduz.

 

Esse marmanjo-CABELEIRA- inútil e daninho, além de não cumprir com os propósitos eleitorais e programáticos, estraga, e faz pagar aos outros os destroços das suas asneiras, da sua incompetência e da sua ruindade.

 

O que esse sacristão...excomungado (ex-vice-presidente da Câmara) e o sacripanta renegado (ex-presidente da Câmara) fizeram e continuam a fazer não tem sido mais do que anestesiar, iludir, engrampar o Zé Pagode Flaviense, tornando-o num dócil e obediente cristão.

 

Segóvia” paranóico, anda armado em KAISER espiritual dos Flavienses.

 

Esses «políticos de aviário»   - tais «penas» e tais «pavões»,   como «coelhos» e seus «semelhantes»   - não lhes interessa sair da capoeira da retórica, onde se espolinham alegre e «untuosamente».

 

Sair para o campo da dialética assusta-os, mete-lhes medo: sabem que logo se lhes «descobriria a careca»   -   e a liberdade que pavoneiam conduzi-los-ia a uma outra «capoeira», “gaiola”!

 

Ora imitadores amacacados dos pretensos neo-liberais, na realidade sinistros neo-cons, que, desde Lisboa, lhes dão ordens e «ensaios»; ora «poneyzinhos-de-Troia» flavianos, dia a dia, contribuem cada vez mais para que os Portugueses, em geral, e os Flavienses, em especial, fiquem submetidos à pobreza, a ponto de perderem a Liberdade!

 

É isso que realmente está a formar-se no nosso horizonte.

 

O drama dos Flavienses está em que os principais administradores autárquicos têm sido completamente incapazes de «agir na alçada política», já que na área profissional se revelaram uns «falhados»!

 

Especialmente, aí por CHAVES, pela NORMANDIA TAMEGANA, continua-se a pôr no poleiro os atletas pepe-rápidos da camaleonice politicastra, e cuja maior qualidade está chapada, chapadinha, no conceito que têm do desempenho das funções de edis: - entrar em gozo de férias graciosas, por períodos de quatro anos, com todas as loucuras e lucros já metidos na conta … de quem tem de os «gramar»!!!

 

Queremos todo o merecimento para os nossos NORMANDO - TAMEGANOS.

 

Por isso, e para isso, jamais devem deixar-se atrair, e cair, na escravidão de petimetres neróides.

 

A esses filauciosos e fementidos, o nosso amigo Zeus manda avisar que basta esse disparate para lhes retirar metade do mérito que têm. Assim, o que lhes resta?

 

- Ter Cá, nesta vida, e Lá, na outra, o inferno atiçadinho!

 

Chega para ganharem Juizinho?!

 

Safaditos!

 

Essas medíocres caricaturas, de boa consciência tagarela, perversos e cheios de balofos preconceitos democráticos, consideram o seu comportamento, o desempenho/aproveitamento do cargo autárquico como demonstração de regime democrático   - de Democracia. Porém, “essas caricaturas parecidas, e precisamente porque se parecem, são o pior inimigo daquilo com que parecem, daquilo a que usurpam o nome”-

 

Estamos a um passo da tirania!

 

Estamos a um passo largo do totalitarismo!

 

Dentro em pouco, Flavienses e Portugueses, passaremos a constituir uma “Comunidade dos Sem Comunidade”!

 

É tempo de dizermos não à submissão.

 

Por isso, continuamos a alertar:

 

“O Fascismo bate à porta!”

M., 12 de Fevereiro de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

 

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