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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

09
Jan26

Vivências


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Uma primeira lição de flexibilidade

 

A esta distância, já não consigo precisar o ano de escolaridade, mas sei que foi no “Ciclo”, a atual Escola E.B. 2,3 Nadir Afonso, em Chaves, e como naquela época a escola só tinha turmas de 5º e 6º ano, foi, portanto, num desses anos. E foi na disciplina de História, com um professor cujo nome já não me recordo, que recebi, sem o saber na altura, uma primeira lição de flexibilidade.

 

A situação ocorreu logo num dos primeiros momentos de avaliação, ainda no primeiro período. Depois de um teste dentro do estilo “normal” dos testes de avaliação de qualquer disciplina, fomos surpreendidos com um teste que tinha uma única pergunta… Questionado o professor, logo ali no momento em que recebemos o teste, fomos brindados com uma resposta que nos dizia que deveríamos estar preparados para qualquer tipo de teste… Não reclamamos, obviamente, mas ficamos talvez um pouco desconfortáveis com aquela forma diferente de avaliação. E ficamos, igualmente, despertos para o que se seguiria ao longo do ano…

 

E, assim, recordo que nas avaliações seguintes tivemos, entre outros, um teste de escolha múltipla e outro em que podíamos escolher as perguntas a responder de entre um conjunto de opções. E nós, putos com idades entre os 12 ou 13 anos, a nada disto estávamos habituados naquele início dos anos 80… Era, sem dúvida, uma postura disruptiva naquela época.

 

Passados mais de 40 anos, olhando para trás, para todo o meu percurso de vida pessoal, académica e profissional (e já nem sei sequer o que me levou a recordar este episódio), constato que este foi apenas um primeiro momento de muitos outros em que me apercebi da importância de estar preparado. Preparado para o mais expectável, mas sempre com espírito de flexibilidade e adaptabilidade para enfrentar as mais diversas situações que vão surgindo ao longo da vida.

 

Luís Filipe M. Anjos
Leiria, janeiro de 2026

 

12
Dez25

Vivências


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Boas Festas!

 

E pronto… aí está novamente dezembro, e com ele as rotinas típicas desta época natalícia, entre as quais os votos de Boas Festas…

 

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Assim, sem mais, seguem de Leiria, para todos os leitores e colaboradores do Blog Chaves, e para todos os Flavienses em geral (em Chaves ou numa qualquer outra terra), os votos de Boas Festas e um 2026 com tudo de bom!

Luís Filipe M. Anjos

 

 

14
Nov25

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A porta da nossa casa

 

A porta da nossa casa é a porta mais importante da nossa vida. Ao contrário das portas dos centros comerciais ou de outros espaços públicos, não diz “Puxe” ou “Empurre”, nem é de abertura automática… Não é preciso. É uma porta só nossa – ou, melhor dizendo, nossa, dos nossos, e daqueles a quem damos permissão para a transporem (e, na verdade, não deixamos que seja transposta por qualquer pessoa…).

 

A porta da nossa casa vai mudando ao longo dos tempos. Começa por ser a porta da casa dos nossos pais, nos primeiros anos da nossa vida, e são eles que têm a chave e que nos guiam por essa porta para sair e voltar para casa. Mais tarde, quando já somos mais crescidos e responsáveis, passamos a ter uma chave de casa para nós. Entretanto, continuamos a crescer, concluímos os nossos estudos, começamos a trabalhar, casamo-nos ou, simplesmente, deixamos a casa dos nossos pais e passamos a ter a nossa própria casa e uma outra chave de uma outra porta, só nossa.

 

A verdade é que, qualquer que seja o nosso percurso de vida, teremos sempre uma porta de casa e essa porta será sempre a mais importante e a única que delimita a nossa presença em dois mundos distintos: o nosso mundo pessoal e o mundo exterior.

 

Quando estamos do lado de dentro da porta de nossa casa, sair em cada manhã significa deixar o conforto do nosso lar e embrenharmo-nos no mundo exterior, na realidade social, ou profissional da nossa vida: saímos para a escola, para brincar com os amigos, para namorar, para trabalhar, para ir ao ginásio ou ao futebol…

 

Quando estamos do lado de fora da porta de nossa casa e inserimos a chave na fechadura, no final do dia, cansados, exaustos, mas seguramente felizes por voltar, deixamos para trás toda a agitação e todo o burburinho da rua e chegamos ao nosso refúgio, à nossa família, ao nosso porto de abrigo…

 

É assim a porta da nossa casa…

 

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, novembro de 2025

10
Out25

Vivências


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As vivências às vezes também são tristes…

 

Éramos amigos desde 1996, quando nos cruzamos em Vilarandelo, no primeiro ano da minha breve passagem pelo ensino. Era um homem das letras, amante da boa escrita e da boa leitura (seguramente que naquela altura já me levava uma centena ou mais de livros de avanço). Era culto, formal e refinado quando era suposto sê-lo, mas, simultaneamente, de trato simples com todos ao seu redor e com uma facilidade de conversação ímpar, quer fosse sobre um clássico da literatura ou uma qualquer trivialidade do dia a dia. Tornamo-nos amigos com toda a naturalidade e convivemos de forma bastante próxima durante aquele ano letivo. Depois, eu segui para outras escolas e, mais tarde, para outros desafios profissionais, mas a amizade e o contacto mantiveram-se e foram inúmeras as vezes em que nos reencontramos, quase sempre em agosto, por ocasião da minha vinda a Chaves.

 

Telefonava-lhe e propunha que nos encontrássemos para um café, ao que ele sempre respondia com um “vindes cá jantar…”. E, então, em cada reencontro havia sempre um sorriso franco e genuíno, braços que se abriam, uma conversa que continuava… e livros, sempre livros! Falava-me dos seus projetos literários com aquela satisfação de quem faz o que gosta, com toda a atenção aos detalhes, sem pressas… E sempre que havia um livro novo, pegava numa caneta, assinava um exemplar e entregava-mo, num ato que ele transformava quase num ritual…

 

Depois, perguntava-me como ia a minha escrita (embora fosse um leitor assíduo das minhas publicações) e entusiasmava-me para me lançar na publicação de um livro, o que veio a acontecer há dois anos, com as “Vivências”. Foi também por “culpa” dele…

 

Este ano, em agosto, as circunstâncias já não permitiram que nos encontrássemos. E agora, no final de setembro, a notícia da sua partida.

 

Ficam na memória as boas conversas, os livros, os jantares em sua casa e as vivências…

 

Até um dia, amigo!

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria. Setembro de 2025

 

12
Set25

Vivências


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Setembro

 

Tal como janeiro, setembro também marca o início de um novo ano. Não é o ano civil, mas é o ano letivo, igualmente importante para quem tem filhos em idade escolar. E, assim, depois das merecidas férias, os pais passam mais uma vez por aquela fase de saber as turmas e os horários dos filhos, resgatar os vouchers dos livros escolares, comprar mochilas novas, fazer listas de material para as aulas de Educação Visual… Depois, no dia marcado, acontecem as apresentações nas escolas e, no dia seguinte, arrancam as aulas.

 

Mas a escola é apenas uma parte da nova rotina. Para a maioria dos pais, em maior ou menor número (para alguns, claramente em exagero) vai ser necessário encaixar no horário as atividades extra-curriculares dos filhos, ou seja, o futebol, a piscina, as aulas de Inglês, o ballet, a patinagem, o karaté… e definir quem os vai levar e quem os vai buscar, pois não raras vezes, pela coincidência de atividades, pai e mãe têm de se desdobrar em viagens.

 

E, então, finalmente, lá para o fim do mês, quando tudo já estiver em velocidade de cruzeiro, será a vez dos pais marcarem as suas atividades… (sobrará espaço para uma ida ao ginásio ou para as aulas de Pilates para aliviar as dores nas costas?).

 

Na minha crónica de agosto, sem grande inspiração, prometi que voltaria em setembro com nova energia… Pois cá estamos, e a nova energia bem que faz falta!

 

Um bom regresso ao novo ano letivo!

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, setembro de 2025

 

08
Ago25

Vivências


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Boas férias, sem mais!

 

 

Estamos em agosto. É tempo de calor, de férias (passamos o ano inteiro a pensar nelas), de praia, de turistas, de emigrantes pelas ruas… É tempo, também, de algum ócio, para não dizer preguiça, e, talvez por isso mesmo, aqui por estas bandas, sem inspiração para grandes escritos (estou mais numa onda de leituras…).

Assim sendo, que me perdoem os leitores habituais do Blog Chaves, mas este mês fico-me por um mero voto de boas férias para todos, e reencontramo-nos em setembro, com nova energia para mais um ano de trabalho e de crónicas.

 

Boas férias, e cuidem-se!

 

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, agosto de 2025

 

11
Jul25

Vivências


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A primeira subida

 

30 de junho de 1985. Tenho 13 anos e estou colado ao rádio lá de casa a ouvir o relato do União da Madeira – Desportivo de Chaves. Oficialmente, é o último jogo do Torneio de Competência I/II Divisão, mas ninguém conhece esta designação, e todos lhe chamam “liguilha”, uma espécie de mini-torneio entre os segundos classificados da 2ª Divisão (o Chaves, da zona norte, o União de Leiria, da zona centro, e o União da Madeira, da zona sul) e o 13º classificado da 1ª Divisão, o Rio Ave. O resultado final foi 4-3 favorável ao Chaves, mas recordo que o jogo foi, como se costuma dizer muitas vezes, impróprio para cardíacos: o Chaves esteve a perder por 1-0, depois empatou e chegou ao 2-1, mas o União da Madeira ainda voltou a virar o marcador para 3-2, antes de, finalmente, o Chaves chegar ao 4-3. Com o apito final do árbitro, o Chaves estava na 1ª Divisão pela primeira vez na sua história!

 

GDC.jpg

 

1 de julho de 1985. A chegada dos jogadores à cidade aconteceu já ao fim da tarde. Vale a pena recordar que à época não existiam nem A23, nem A7, nem A4 e, portanto, a viagem até Chaves demorava várias horas. E como também não existiam telemóveis, e muito menos Internet ou redes socias, nem sei como é que a hora da chegada foi conhecida. Recordo que a espera foi longa com os meus pais e os meus irmãos, na reta do Raio-X, mas sem qualquer impaciência, pois era um dia histórico para todos os Flavienses. E recordo, também, o Largo do Arrabalde transformado num autêntico mar de gente, com centenas de bandeiras azuis-grená agitando-se no ar. E o lento avançar do autocarro da Auto-Viação do Tâmega que transportava os nossos heróis…

 

Foi há 40 anos! Seguiram-se outras subidas à Primeira Liga, mas por razões familiares não estive em Chaves nesses momentos. Acompanhei sempre os festejos à distância, pela televisão e, mais recentemente, pelas redes sociais, mas parece-me que o ambiente de 1985 nunca se repetiu…

Luís Filipe M. Anjos

Leiria, junho de 2025

 

06
Jun25

Vivências


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A carta e um tablet, se faz favor!

 

Estamos em junho de 2025, mas a cena é recorrente em qualquer restaurante de há uns anos a esta parte. Olhamos em redor e em praticamente todas as mesas, quer estejam ocupadas por casais de namorados, grupos de amigos ou famílias com filhos, o que vemos, a maior parte do tempo, são rostos com o olhar fixo no écran do telemóvel e dedos a fazerem scroll atrás das últimas notícias ou dos últimos posts.

 

Já escrevi sobre esta realidade há uma meia dúzia de anos e pouco ou nada teria hoje a acrescentar, não fosse uma notícia que vi recentemente na comunicação social e cujo título passo a transcrever textualmente: “Crianças já não largam o tablet à refeição. Restaurantes começam a fornecer o aparelho: assim não incomodam e dão descanso aos pais”. Absolutamente estupefacto, avanço para a leitura da notícia e confirmo aquilo que o título indicia. Há restaurantes que disponibilizam (e até sugerem mesmo) tablets para as crianças estarem entretidas durante a refeição e, assim, não perturbarem nem os pais nem os outros clientes do espaço. Várias questões me surgem logo no momento. Então, mas não é suposto ser uma refeição em família? Se não é para estar com os filhos na refeição e ter tempo para eles, para quê levá-los ao restaurante? Ou será que os pais também vão estar cada um com o seu smartphone? (infelizmente, acredito bem que sim…). E, assim, aquilo que poderia ser um momento de promoção de laços familiares e diálogo com os filhos num ambiente mais descontraído, acaba por se transformar num momento quase surreal, em que qualquer hipótese de conversa acaba muitas vezes ainda antes mesmo de começar…

 

Não consigo acrescentar mais nenhum comentário a esta bizarrice e espero que ela não alastre a outras situações, pelo que me limito a acabar com a mesma interjeição com que acabei a minha reflexão de há uns anos sobre a presença dos telemóveis nas mesas dos restaurantes.

 

Haja paciência!

Luís Filipe M. Anjos

09
Mai25

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28 de abril de 2025 – o apagão

 

11h33. É uma segunda-feira igual a todas as outras e estou a trabalhar. Num instante, os dois monitores que tenho à minha frente desligam-se. Esperamos uns minutos no gabinete a ver o que acontece, até que saímos para o hall do edifício, onde já se encontram outros funcionários. Chega mais alguém e diz que a falha foi em toda a cidade, porque estava ao telefone e comentaram o mesmo… Mais uns poucos minutos e alguém comenta que, afinal, foi em todo o país… não, esperem… em Espanha também, e em França, diz mais alguém… O quê, o que é isto? Começam a procurar-se por notícias nos telemóveis e as informações vão cruzando todo o espaço onde nos encontramos… Em simultâneo, começam os primeiros relatos de que não se conseguem fazer chamadas…

 

12h30 (+/-). Já não há dúvidas. É coisa séria e para durar… Sem condições para trabalhar, começamos a sair para a hora de almoço, ou melhor, para procurar contactar os filhos, os maridos e as esposas e outros familiares, e pensar como vão ser as próximas horas…

 

14h30 (+/-). Regresso ao trabalho. O trânsito está complicado, principalmente no acesso ao centro comercial da cidade, e ao passar em frente à entrada vejo o segurança, um pouco em desespero, a encaminhar os carros para o acesso exterior, pois o parque subterrâneo já está encerrado.

 

15h30 (+/-). Continuamos sem eletricidade (dizem que a reposição vai demorar entre 8 a 10 horas) e recebemos indicações para voltar para casa e aguardar. Pelo caminho, organizo mentalmente as tarefas a fazer quando chegar: encher recipientes com água para consumo e para outros fins, verificar alimentos, nomeadamente conservas e outros que não necessitem de frio, desligar os equipamentos das tomadas, preparar lanternas para a noite…

 

19h00 (+/-). Sem nenhum equipamento a gás para cozinhar, preparo o carvão e acendo a churrasqueira. Como o tempo está bom e os dias já são grandes, optamos por jantar no exterior, ainda com a luz do dia.

 

20h00 (+/-). Cada um com o seu livro, ocupados nas nossas leituras, e à espera que a luz volte.

 

22h30 (+/-). Habemus luz! Ainda não temos comunicações nem água, mas já é o princípio do regresso à normalidade…

 

 

28 de abril de 2025 – Havemos de recordar esta data…

Luís Filipe M. Anjos

14
Mar25

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O que muda em 5 gerações?

 

Entre a geração das minhas filhas, nascidas na primeira década deste século, e a geração dos seus tetravôs, nascidos no último quartel do século XIX (a referência mais antiga que tenho na árvore genealógica da família), cabem quase 150 anos de história e 5 gerações. Não é, obviamente, possível efetuar comparações entre estas duas gerações - como poderíamos comparar uma aldeã analfabeta a trabalhar num campo algures em Trás-os-Montes ou na Beira Baixa e que, provavelmente, terá saído uma ou duas vezes da sua aldeia, com uma adolescente que estuda numa grande cidade, domina as novas tecnologias, viaja com os pais e ambiciona conhecer o mundo? Estamos a falar de contextos, vivências e expectativas completamente diferentes. Mas, não sendo possível a comparação, é, no entanto, importante conhecer e compreender o muito que se passou neste intervalo de tempo na família, em Portugal e no mundo (e aconteceram muitas coisas...).

 

Nas nossas famílias, nasceram filhos, morreram pais e avós, uniram-se famílias, construíram-se casas, compraram-se e venderam-se propriedades, fizeram-se partilhas, zangaram-se muitas comadres e souberam-se muitas verdades, contaram-se histórias à lareira, alimentaram-se namoros à janela, trabalharam-se terras de sol a sol, encheram-se celeiros e adegas, choraram-se colheitas, misérias e vidas perdidas…

 

Em Portugal e no mundo, mudámos duas vezes de século, derrubámos a Monarquia e instaurámos a República, atravessámos duas guerras mundiais, levámos o Homem à Lua, perdemos as colónias e ganhámos a liberdade, entrámos na Europa, perdemos o Escudo e ganhámos o Euro (o da moeda, primeiro, e o do futebol, depois).

 

Em 150 anos e 5 gerações cabem muitas histórias, muitos dilemas, muitas escolhas, muitos erros, em suma, muita vida e muitas vidas… E, quer queiramos quer não (e sem fazer quaisquer comparações ou juízos de valor), foram essas vidas que nos trouxeram até aqui e àquilo que hoje somos…

 

Luís Filipe M. Anjos

 

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