Ocasionais
* Balha-me Zeus!*

*Balha-me Zeus!*
Em esta democracia «abrilonsa», hei visto mais demagogia que nunca.
Os principais intérpretes da política dita democrática, cérebros obtusos, ávidos de charadas, quer no salão principal, quer nas salinhas, púlpitos e casotas onde levantam a sua voz revelam-se grandiosos cantadores ao desafio, e refinados flautistas, uns e possantes rufadores de tambores outros.
No último decénio juntou-se-lhes um tocador de castanholas estaladas.
Esta democracia é muito parecida com um concurso de bandas formadas por bandos de manetas, pernetas, ceguetas políticos dando «tanga» tocando tangos, dando ordens tocando marchas; criando dramas tocando óperas; originando tragédias fazendo teatro; e, como palco apropriado para fanfarrões, aldrabões, charlatães; hipócritas, facínoras e pantomineiros, exibição de tristes comédias!
Afinal, nem sabem tocar - fingem sabê-lo!
Afinal, nem sabem representar - até os palhaços se riem deles!
Afinal, *não fazem o que querem: conseguem fazer apenas aquilo que parece quererem*!
Escravos da sua mediocridade, ignorância e incompetência, são corruptos!
A justiça e a bondade não contam para eles.
Vão para a política para fazer dinheiro - para si próprio, para os seus clãs e para a sua camarilha.
Sócrates, o ateniense, diria destes serem uns *desgraçados*!
Pois! Isto de se votar em Listas e não em pessoas sujeitas a escrutínio para serem candidatos e constarem nas Listas dá nisto: mediocridade, incompetência e ignorância até dar c'um pau!
E os desavergonhados «queridos líderes» dos partidos políticos «tachistas», apesar de tão indecente e má figura dos seus candidatos e eleitos, não conseguem mesmo ter um pinguinho de vergonha!...
Muito menos de dignidade!
Há indecência a mais na Democracia portuguesa!
A pinga e a bejeca, a *água das Pedras* e a das *Caldas de mais virtude*, a das ondas dos mergulhos no mar e as das poças dos rios (ora pomposamente ditas «praias fluviais», eh! eh! eh!...), a água-ardente, a água -de-colónia, o xarope e o antibiótico trata-tudo … e até a água-benta contêm aquela fantástica percentagem de clorofórmio para deixar tugas, tugaleses, portugaleses e quase todos os Portugueses sonolentos, adormecidos, inconscientes; tão aparvalhados que nem sabem a que terra pertencem!
E as fatias de Censura, as doses do «politicamente correcto»; a metralha do *pensamento único*, o «terrorismo semântico» e o estado de sítio a decretar a *novilíngua* lá conseguem meter no toutiço de quase todos os Portugueses, portugaleses, tugaleses e tugas o sectarismo ideológico, muito mais fanatizado que «o amor» a qualquer um dos «Três Grandes» do futebol!
*Todos os seres humanos tendem para o Bem*.
Quem o disse, e já lã vão uns dois mil e quinhentos anos, não sabia que existiam morrões e vermes num ««jardim da Europa à beira-mar plantado»!
Por «Cá», os conceitos de justiça e de verdade, de honradez e de lealdade, de patriotismo e de dignidade afogaram-nos no mar dos Farilhões!
A utopia, para mim, foi sempre um ponto de partida para a realidade!
M., doze de Julho de 2025
Luís Henrique Fernandes, da Granginha




