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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

24
Set20

Ocasionais

ocasionais

 

COVIDIOTAS

 

 

“É pela atitude perante o poder

que se vê o tipo de (Povo) pessoa que somos”.

-A.Gruen-

 

 

O Governo, a Ministra da Saúde e a Directora-Geral da Saúde, com a responsabilidade de liderarem com competência e eficiência a luta contra o “VÍRUS CHINÊS”, porque são fracos, medíocres e mais comprometidos com outros objectivos e outros interesses, nem mesmo como exemplo de outros pares estrangeiros, que, de imediato, apoiaram a Ciência, a Investigação e o Desenvolvimento de uma vacina protectora ou tratamento efectivo para combater  o “COVID XI JINPING”, vêm, a toda a hora e momento, disfarçar o desastre das suas decisões e, ou, não-decisões, invocando e agarrando-se à letra das leis e dos regulamentos feitos ao sabor do que lhes dá na veneta, a eles e a outros, como os «xerifes» da OMS- Organização Mundial da Saúde, multiplicando burocracias ou justificações burocráticas, ignorando, e, ou, atropelando sentimentos das populações que, coitadas, têm de aturá-los!

 

Essa gentalha cretina que nos governa tem mais respeito pelas regras que pela vida de cada um ou de todos nós!

 

As suas aparições permanentes nas Televisões não visam mais do que adormecer o já pouco juízo crítico dos portugaleses! Escondem-se da realidade e escondem-nos a realidade com superficialidades!

 

Que deleite o deles fazendo dos portugueses uns autênticos “COVIDIOTAS”!

 

Não sabem e, ou, não querem saber das verdadeiras necessidades e dos verdadeiros sentimentos dos portugaleses, em relação ao “COVID/19”!

 

Se sabem, não o mostram!

 

Que cínica simplicidade e banalização nos processos de instalarem o terror «covidesco» … já com notórios laivos «pidescos», reduzindo a razão de viver a estatísticas e … a máscaras!

 

O estado policial digital está a caminho de um Portugal cada vez mais pequenino!

 

As diatribes da «libelinha cinderela» e da «pikachu soletrista,» lá vão tirando as pedras do caminho para que os mandantes do nosso País se perpetuem no poder, instalando mesmo uma dinastia nos dois modernos tons fascistas: o social-fascismo e nazi-fascismo!

 

Governo, Ministra da Saúde e Directora-Geral da Saúde, apaparicados pelo cantinflas prediZente “Celito Marcelfiezinho”, em vez de encorajarem os tugaleses diante do inimigo «Zhongghuónimo», mingam-lhes a coragem!

 

Será a politiquice gerigonçada desta falsa, e dita sempre jovem, democracia portuguesa a causa de uma doença que se espalha assustadoramente pelo país   -   a sífilis política?!

 

Os portugueses têm estado estão a aturar os seus governantes com demasiada condescendência!

 

Mozelos, cinco de Setembro de 2020

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

 

11
Set20

Ocasionais

ocasionais

 

 

Covidemónio

 

 

“You'll find that life is still worth-while

If you just smile”.

-Chaplin-

 

Parece que o coração de cada um dos portugueses ficou endurecido com o VIRÚS CHINÊS e que todos caminham e vivem ao lado dos queixumes como se eles fossem a linguagem natural dos homens.

 

O COVID mata. O medo do COVID mata mais!

 

Os medos e os policiamentos covidescos estão a fazer fugir a alegria.

 

O Governo e os «Jornalísticos» descobriram o orgasmo da safadeza, do cinismo e da sua mediocridade ao insistirem em divulgar, quase d’hora a hora, o número de mortos, de infectados, internados, «desinternados» à pala do COVID!

 

O Governo e os «Jornalísticos» não conseguem determinar, nem sequer deles falar, dos afectados! Não dos afectados na conta bancária, não, senhor! Mas dos afectados na alma, no coração, no espírito!

 

Ao “Telejornal”, ao “Primeiro Jornal”, ao “Jornal da Tarde”, ao “Jornal da Noite”, ao “Notícias à hora certa” bem se lhes pode juntar o “Noticiário da Manhã, da Pandemia”, o “Noticiário das Onze, do “VÍRUS CHINÊS”, o “Noticiário do Meio-dia, do “COVID/19”, o “Noticiário da Uma, do “VÍRUS de WHUAM”, o “Noticiário da Tarde, do “COVID XI JINPING em Portugal”, o “Jornal da Vespertino, do CORONAVÍRUS”, “O Jornal da Noite, da Pandemia” a informar «os nossos cidadãos, com escrupulosa objectividade, dos progressos e retrocessos da doença, prestar o apoio das suas “colunas invertebradas” a todos os que, conhecidos ou desconhecidos, estejam dispostos a lutar contra o flagelo,…, transmitir as directivas das autoridades» (Não use máscara: não serve para nada! O Uso de máscara é obrigatório, e se estiver mal posta apanha um enxerto de porrada de polícias! ……… Cá pra mim, uma medalha de S. Roque, nem que fosse a do seu cachorro, arrenegava bem mais o diabo do Covid!) E lá vai o COVID CHINÊS servir de capa e contra-capa a uma enciclopédia de subtil propaganda ao governo geringonçado e da recandidatura de um truão e de cartazes a receitar pílulas de poupança em gastos desnecessários!

 

Os novos Donos e DONAS da Saúde, nunca fartos nem envergonhados por terem dito ontem uma coisa e hoje o seu contrário, derretem-se, babam-se «à hora certa» das “Notícias” e «à hora oportuna e conveniente» da Publicidade para  falarem de mortos, de internados, de «desinternados», e apresentarem esfarrapadas desculpas das culpas dos correligionários que, além de não saberem combater o inimigo (estamos em guerra, proclamam!) metem os pés pelas mãos, multiplicam-se em asneiras e desmultiplicam-se em oportunidades para dar nas vistas, ficarem à frente de um microfone e das câmaras das Televisões!

 

Pudera! O exemplo vem de cima!

 

E não há como amacacadamente imitar o cantinflas preDiZente -mor!

 

Ao fim de quase meio ano de «guerra», o Inimigo chinoca ainda não sofreu uma baixa!

 

Que nação valente esta!

 

Aos €uros desviados para os ventiladores chineses foi um ar que se lhes deu!...

 

Tanta treta das DONAS e dos Donos da Saúde e, afinal, o que fazem e o que nos dizem para fazermos é esperar sentados, à espera que o Covid parta para a China como de lá veio!

 

Claro que o «mister» XI JINPING continuará a esfregar as mãos de contente: os seus objectivos foram alcançados!

 

O importante é andarmos todos de cara tapada e de costas voltadas!

 

A paixão de viver só é consentida aos frequentadores de Festivais, de comícios políticos … e de «touradas politiquetas»!

 

 Os tugaleses continuam de olhos fechados: nem o COVID os força a pensar!

 

Os tugaleses são ignorantes por vício!

 

Julgam-se ter nascido já a saber tudo … de tudo!

 

Todos se dizem capazes  -   e alguns o serão!   -  de grandes acções.

 

Quantos serão capazes de um grande sentimento?!

 

, na “Guerra do Ultramar”, nos anos 60, poucos vi capazes de algo que valesse a pena!

 

No próximo 10 de Junho a Ministra da Saúde, a Directora-Geral de Saúde, mais os cromos da seita (ai! Tenho de acrescentar AS CROMAS!...) irão ser condecoradas pelo preDiZente pamplinas (que, até, pelas vezes sem conta em que meteu o bedelho no Covid, para eludir, lavar, branquear, limpar a «shit» do kosta y sus muchachas, e fazer dos portugueses, portugaleses e tugaleses uma cambada de tansos, vai condecorar-se a si próprio!) com o grande colar e medalha (de platina) da pandemia!

 

As «autoridades»   -   desde o quase insignificante presidente de Junta de Freguesia a jagunços camuflados com farda de bombeiro, de polícia ou de militar da «gê-éne-érre», com boina à fanfarrão e, ou, pistola à cinta; porteiros promovidos a «seguranças», e até os vestidos e investidos com os mais poderosos (embora vergonhosamente mais baixos do que altos) cargos políticos, e, a rematar, com as ridículas vedetas do estúdio da Saúde   -  ministra , directora-geral e os seus bobos de corte!   -   bem que aproveitaram o “COVID CHINÊS” para passarem a tratar tugaleses, portugaleses e portugueses como condenados!

 

Uns atormentam-nos com ameaças de bastão, de pistola, de prisão; outros, a toda a hora e momento, nas Televisões, com o medo, o fantasma, o terror do CORONAVÍRUS CHINÊS, disparando números, estatísticas, sentenças, previsões, profecias e desfolhando ziguezagueantes sarrabiscos numa catadupa tal que nos deixam a todos com a cabeça à roda!

 

Até parece que os poderes legislativo, executivo e judicial; mai-los «jornalisteiro», «opineiro» e «pandeminólogo» sempre muito bem acompanhados, na hora certa, pelo cantinflas do preDiZente da República vivem e dormem obcecados por nos fazer sentir que, nós, portugueses, portugaleses e tugaleses, cada dia que vivemos apenas significa a véspera da nossa morte!

 

Deram-se, de mão beijada e por baixo da mesa, milhões e milhões de €uros a Empresas administradas por sem-vergonha, como a TAP e o Novo Banco!

 

Os milhões de €uros pagos por ventiladores chinocas, que nunca chegaram, levados pelo vento!

 

Não ouvi, não li, não soube que tivessem sido dados uns cêntimos sequer aos nossos cientistas para tentarem a descoberta de um remédio, de uma arma mortífera (já que a «eles» tanto lhes gosta falar em guerra!), de uma vacina ou de uma pílula para derrotar o VÍRUS CHINÊS!

 

Será que, afinal, os cientistas portugueses são uma cambada de burros?!

 

Terá sido o CORONAVÍRUS mais um dos caprichos amacacados dos salafrários comunistas-chefes chineses?!

 

“A porcaria desta doença! Até os que a não têm a trazem no coração”!

 

Os PANDEMÓNIOS chineses puseram o mundo num autêntico pandemónio!

 

É tempo de isto acabar!

 

 

M., vinte e cinco de Julho de 2020

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

29
Mai20

Ocasionais

ocasionais

 

OS LEOPOLDINOS

 

 “Portugal

é um Purgatório

povoado de almas”.

- UNAMUNO-

 

 

O gosto do poder aumenta com o tempo em que é usufruído. Daí ao fanatismo vai um passo muito curto.

 

Mansamente, com sorrisos, lindas palavras e «selfiezinhas», o estado policial vai-se instalando em Portugal.

 

Fronteiras encerradas, soberba, arrogância e abuso das forças policiais, militarizadas, fardadas. Ou até só com casaquitos fluorescentes (mais ou menos) de Serviços da Administração é o que se depara frente às liberdades ditas democráticas de um “25 de Abril” de cravos murchos, apodrecidos e mesmo fétidos!

 

A manipulação da informação e a vigilância individual estão a atingir níveis de indecência e de obscenidade.

 

A repressão social, está a chegar de mansinha. Não tardará a repressão política!

 

Dois passos à frente, e os adornados e adoçados com o palavrório e relambório da «cidadania», contaminados com o espírito borreguil, passarão a ser tratados abaixo de cão: os bichos serão senhores de mais e melhores direitos!

 

A comandar os «heróis do mar» estará o “Tugasoc». Aos “tugaleses” será permitida «a liberdade intelectual porque não têm intelecto algum».

 

Cumulados de mentiras, os “tugaleses” serão sacramentados com o juramento de fidelidade ao Ministério da Verdade, do Grande Irmão!

 

Os grupelhos e os bandos social-fascistas e socialistas fascizóides, os «LEOPOLDINOS» pós-modernos, estão a fazer uma lavagem ao cérebro dos “tugaleses”, com tão elevada frequência e tão enorme pressão que os prostra numa trágica estagnação mental. É o que a política cultural, de informação, melhor dizendo, propaganda, e de distracção e recreio televisivos, radiofónicos e festivaleiros dos nossos governos ditos democráticos está a realizar nos «tugaleses»!

 

Aos Partidos políticos «tugaleses», principalmente aos «geringonçados», o “Covid chinês” calhou-lhes que nem ginjas!

 

A campanha do medo teve início.

 

Os Governantes e o «enCOSTAdo predizente» da República sabiam bem que uma das consequências do medo é «ser submisso ao Chefe»!

 

Os Governantes e o «enCOSTAdo predizente» da República foram lestos em usar uma linguagem guerreira   -   declararam guerra contra o “vírus de WHuam”, com uma arrogância a fazer envergonhar os Afonsos Henriques, o IV e Albuqerque; D. Nuno, Carvalho Araújo, Bento Roma ou o coronel Maçanita!

 

Depois, aparecem diariamente, e vezes sem conta, nas Televisões com «bitaites» muito a propósito, a lembrar aos «tugaleses» a sua «obrigação cívica» de se sujeitarem a mil sacrifícios, a gozarem das «amplas liberdades» confinados em pós-modernos campos de concentração.

 

Aos nossos Governantes e ao «enCOSTAdo predizente» da República que jeito lhes deu o «estado de excepção»!

 

Eles até nem o queriam! Mas que rica oportunidade para ver até que ponto seriam capazes de controlar o «pagode lusitano»!

 

Falam, insistem, doutrinam o «distanciamento social» (o nosso próximo foi abolido, diz, a propósito, G. Agamben) para melhor executarem o «controlo social»!

 

O “Covidezinho chinoca” calhou-lhes que nem sopa no mel! Deu-lhes oportunidade para entrar a toda a hora e momento nas casotas «tugalesas», com ares e linguagem de guerrilheiros triunfantes (a linguagem guerreira permite exigir os maiores sacrifícios, inclusivamente a perda da liberdade individual   -   como sublinha o cronista Ramón Lobo), fazendo crer as suas pantominas épicas e as suas atrapalhadas mentiras gloriosas!

 

A bandidagem que se arregimenta na política, fá-lo com o «desejo de enriquecer» e com a ambição de «manter os outros na miséria».

 

Esta constante e ridiculamente propalada «jovem democracia portuguesa», depois de ter já sido caracterizada, com uma cleptocracia, uma oclocracia, uma oligarquia, uma plutocracia, uma mediocracia, e outras «cias» e «ias», chegou ao ponto de ser mesmo uma “KAKISTOCRACIA”!

 

Esta democracia «abrileira», nascida com tanta alegria e esperança, está a transformar-se numa imensa nuvem de tristeza, e até de uma perda de honra dos portugueses!

 

Que decepção!

 

Os nossos Presidentes da III República, dita “Democracia Portuguesa”, meteram e metem, salvo honrosa excepção, pior figura que os do Estado Novo!

 

Os nossos Primeiros-Ministros e membros do Governo e da Assembleia da República foram e são bem mais reles e medíocres que os da II República!

 

Aos nossos ministros, parlamentares e autarcas pouco importa o desperdício, o esbanjamento de dinheiro, o acumular de calotes: O Estado (o nosso) é o único a ter o privilégio de não pagar as dívidas! Alguns deles até garantem pôr as pernas da “Merkel” a tremer como varas verdes!...

 

O Covid/19 (coronavirus disease 2019, para gosto dos neo-parlantes tugalenglish) constituiu uma insidiosa forma de dominar, controlar e amordaçar os lusíadas!

 

Por este andar, o Futuro dos Portugueses adivinha-se cada vez mais desditoso!

 

Nenhum País, nenhuma Sociedade, «pode ser “GRANDE” sem Grandes Homens», lembrou B. Russell.!

 

PORTUGAL é mesmo um País pequenino!

 

M., vinte e quatro de Maio de 2020

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

15
Mai20

Ocasionais

ocasionais

 

Ao Prof VALBOM, de ÁGUAS FRIAS

 

 

 

“XI JINPINGS”

 

 

*Se te falta coragem para entrar

na toca do lobo,

como podes apanhar

os seus lobecos?!*

-minha adaptação de provérbio chinês-

Luís Henrique Fernandes

 

 

Somos todos chinocas!

 

Somos todos “XI JINPINGS”!

 

Ai se não somos, carago!

 

Os chinos começaram por semear entre os outros Povos as confusões e desconfusões de um tal sábio seu, Confúcio.

 

Com aquela paciência chinesa, vinda dos tempos das dinastias XIA, SHANG ZHOU, e aperfeiçoada pelas dinastias HAN, JIN e TANG; requintada pelas dinastias SONG, YUAN e MING, QING, as sementes lá foram grelando, grelando.

 

Até que, em 1911, em WHUAM, os chinos resolveram acabar com os imperantes, e SUN YAT-SEN, líder do Kuo-min-tang (Partido Nacionalista chino), mesmo de férias no COLORADO, toma conta dos destinos da CHINA, graças à capacidade e competência militar de um comandante de igual ou maior valia que SUN TZU   -  Chiang Kai-shek, que se tornaria o primeiro presidente da Republica da CHINA.

 

Só que o veneno comunista já tinha sido injectado para dentro da Grande Muralha.

 

Mau, Maria!  - vociferou Chiang Kai-shek, quando um Mao-Tsé-Tung, à frente da Porta de Tian'anmen proclamou a República Popular da CHINA!  Tão popular, tão popular que até é UNIPARTIDÁRIA!...

 

E esta ânsia e ganância dos Tsé-Tungs e Tunguinhos quererem que todo o mundo seja uma autêntica “Quinta do Orwell” fez com que o sucessor do MAO ZEDONG, Deng Xiao-ping com toda aquela paciência aperfeiçoada e requintada pelos seus antepassados e aprimorada pelo seu antecessor, depois de dar cabo do Bando dos Quatro, e «imbejôso» dos *Portugueses de Quinhentos*, resolveu espalhar chinesices pelos Quatro Cantos do Mundo  -    não tivesse ele, Ping-Xiao-Deng (lendo, «à chinesa», da direita para a esquerda) tirocinado em CANTÃO!...

 

Até aqui, todos os leitores sabem da História até «milhore» do que eu, sem dúvida alguma!

 

As sementes grelaram, grelaram; começaram a dar muita folha!

 

E, depois de já estarem a fazer muitas flores, o pequinês Xi Jinping, deu conta que toda essa paciente paciência chinesa estava na hora de dar frutos, saborosos, deliciosos, opiados, adamamos e diamantinos frutos!

 

Com a mão no pé de todos os grelos de todas as Repúblicas e Monarquias, não havia como celebrar o grito popular de WHUAM: em 2019 decreta a Lei Universal do VIÍRUS de WHUAM!

 

E, em nome da republicana e popular igualdade chinesa, toca toda a gente andar de máscara!

 

Saímos à rua, e damos conta que, afinal!…

 

… Somos todos “XI JINPINGS”, c’um catano!

 

 

Quem diria que até o ZORRO, em vez de mexicano-californiano, queria ser chinês!

 

M.,, treze de Maio de 2020

路易斯 Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

24
Abr20

Ocasionais

“QUINZENTENA”

ocasionais

 

“QUINZENTENA”

 

 

“O homem não se rende aos anjos,

 nem se entrega inteiramente à morte,

a não ser pela fraqueza

da sua frágil vontade”-

-Edgar A. POE-

 

 

À minha porta passou um destes goliardos da moda, com o «pópó» em marcha lenta e os altofalantes no máximo, aproveitando o movimento e as filas de pessoas para entrada no CAFÉ, na Pastelaria, na Clínica Veterinária, no “Euromilhões”, no Talho, na Lavandaria, no “Take Away”, no super-mini-Mercado, no Multibanco, na Farmácia a convidar, ou a provocar, a que as pessoas reparassem no carro novo, com dez anos de livrete, que acabara de comprar, a prestações, no stand  que mais alargadas condições de crédito lhe tinha dado.

 

Fazendo uma aceleração, com um chiar de pneus, lá ao cimo da rua, sumiu-se na curva da «poça».

 

O sol e o cheiro a Primavera tentaram-me a sair à rua.

 

Sei lá bem por quê, lembrei-me que o meu amigo Jorge Agamben me disse, se a memória não me falha, que o estado de excepção era «o momento do direito em que se suspende o direito precisamente para garantir a sua continuidade e, inclusive, a sua existência».

 

Fiz a vontade à tentação. E fiz uma excepção ao estado de excepção.

 

Saí à rua!

 

Tive a sorte de ver dois melros e um casal de lavandiscas a pisgarem-se para o arvoredo de um quintal vizinho. Nos arbustos do meu jardim, os pardais chilreavam tanto que até pareciam andar engaliados.

 

E vejo por aqui criaturas excepcionais a quem o estado de excepção confere uma excepcional excelência de atitude e de comportamento.

 

Um cliente do Talho estaciona ao viés o seu automóvel. Sai da viatura com ar severo, depois de ter afivelado todos os músculos do rosto com um aperto mais puxado que o das albardas das burras e burrecos do «comboio de Seara Velha»! Empurra o ar com um «pipo» onde armazena zelosamente bifanas, entrecosto, costeletas, «francesinhas», feijoada e umas grades de «bejecas»! Olha para os transeuntes com ar de castigador imperador. Convencido de que elevava o grau da sua alpina importância, arrima os óculos para cima da cabeça! De acordo com o estatuto social que se atribui a si mesmo, calcula a excepcional distância coronovírica e aguarda a vez de ir encher a saca que pendura na mão direita.

 

Um casal, também acabadinho de chegar no seu Renault Clio de 1990, estaciona de tal forma que nem à esquerda nem à direita cabe um «papa-reformas»: ganharam espaço para abrir as portas do seu «topo de gama», com uma solenidade e ares de grandeza realmente mais «grande»! Ambos vestem (para ser mais fino, pois falo de «gente fina», não digo calçam!) luvas e usam máscaras ANTI-COVID/19!

 

Passados uns largos minutos (Não!... Que se fossem estreitos minutos os que estavam, cá fora; à espera, não reparariam na excepcional exigência na selecção das suas compras!) vi-os sair, a ela, com uma saca colorida e meia cheia de mercearia; a ele, com duas «boxes» de 5 litros, cada, de vinho alentejano.

 

Do lado de lá da rua, sobe o passeio e pára à porta de uma CAFÈ um jovem de trinta e cinco anos   -   se tivesse trinta e seis já não lhe podia chamar jovem, segundo a lei empresarial – ministerial    -   com a cara tapada por uma máscara e as mãos tapadas com umas luvas, uma e outras também anti-pandémicas!

 

Não demora muito, e vejo, entre os grupos que se dirigem à Farmácia, à Lavandaria, ao “Euromilhões”, ao «Continente», à Pastelaria, ao «Multibanco», pessoas a menearem a cabeça e a balouçarem as mãos, preocupadas em exibir os privilégios de serem pessoas excepcionais, muito especialmente neste estado de excepção; senhoras de recursos excepcionais para, neste regime de excepção, se defenderem excepcional e excelsamente do  «coronavírus chinês»!

 

Realmente!  O regime de excepção cria mesmo gente de excepção!

 

Cria mesmo gente excepcional!

 

Toda a equipa médico-sanitária se queixa da falta de máscaras e de luvas   -   e de outros equipamentos fundamentais para o exercício das suas tarefas (e que não são assim tão poucas!), e, pelas ruas e alamedas deste «jardim da Europa»   -   como se a Galiza e a Andaluzia não fossem também um jardim!...   -   «à beira do mar plantado» passeiam, «garbosos e contentes», dezenas de “combatentes anti-vírus”, com ar de super-heróis   -   de quem até o ZORRO teria medo e vergonha!...

 

Ontem, numa Farmácia aqui vizinha, entrou um “MASCARILHA-COVID /19”, com ar de “Batman” à portuguesa!

 

Coitado! Não fora a «doutora de Framácia» (a farmacêutica) chamar-lhe a atenção para a máscara colocada ao contrário e este «tugalês» excepcional ainda a estas horas andaria por aí a fazer «alegre» figura! E se o Bronco Bustin visse este MASCARILHA-COVID /19”, de tanto rir, até daria um tiro no pé!

 

Como agora, por decreto presidencial, mais rebeladamente afectivo  do que efectivo,  uma «QUARENTENA COVÍDICA» é igual a quinze dias, uma QUINZENA de FÉRIAS será de quarenta dias», olarilolela!

 

Ah! Sindicalistas!

 

O Povo é quem mais ordena!

 

Se uma QUARENTENA SANITÁRIA é de quinze dias, uma QUINZENA de FÉRIAS tem mesmo de ser de quarenta dias!

 

A luta continua!

 

E há já muito que não se falava de guerra!

 

Vejam só a coragem, a valentia, o arroubo, o «lanço» com que os nossos pistoleiros de treta e das tretas, os nossos guerreiros «parlamenteiros» e bem-governados falam de guerra, graças ao seu enorme conhecimento e sabidola experiência adquiridos no uso «exponencial» de pistolas e de metralhadoras ……………de plástico ……… ou dos vídeo - jogos!

 

Treinos desses não os tive eu, nem alguns de vós, caraças!

 

Coisas e loisas de uma excepcional pandemania de excepção!

 

 

(Agora a sério: espero que «a íntima solidariedade» entre Democracia e Totalitarismo não esteja a brincar connosco).

 

 

Mozelos, vinte e oito de Março de 2020

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

16
Jan20

Ocasionais

ocasionais

 

 “AOS BISBÓRRIAS”

 

“A glória dos grandes homens

deve sempre medir-se pelos meios

de que se serviram para a alcançar”.

-La Rochefoucauld-

 

 

Depois de tantos anos já passados de “Democracia”, sinto um profundo desprezo pelas figuras, figurinhas e figurões da política nacional.

 

Por este andar, de gente cretina, medíocre, oportunista, sem-vergonha, corrupta, não tardará que o Povo português se indigne ao ponto de julgar e condenar toda a trupe que o tem traído, enganado e roubado!

 

Portugal e os portugueses têm sido governados «democraticamente», isso sim, por gente da mais perversa.

 

Na verdade, neste «jardim da Europa à beira-mar plantado» ainda caem algumas gotas de orvalho   -   já não há, jamais, um pingo de vergonha!

 

Quando se elege para a Assembleia da República uma deputada por um Partido que, arroupado por essa eleição, vai para a frontaria da Assembleia insultar a História de Portugal e enxovalhar a Bandeira Portuguesa, que mais dizer a não ser gritar «às Armas!»?!

 

Há crimes, há pecados que não têm remissão!

 

Nem nesta nem na outra vida!

 

O silêncio e a indiferença de deputados, de Ministros e do Presidente da República não tem perdão!

 

E quando deitam alarvices pela boca fora, sabem  bem utilizar «ad náusea» o chavão da  «jovem democracia portuguesa», impantes de uma vaidade assolapada, como se fossem os engenheiros e construtores de tal monumento político, convencidos que disfarçam os erros, os disparates, as vergonhas com que conduzem à decadência desta democracia, não fazem mais do que denunciar e pôr às claras a sua eterna puberdade política!

 

Passeiam-se por aí enfatuados e iludidos que o exercício das suas funções se resume a uma afirmação de «nós e os outros»!

 

Endrominado pelas dogmáticas mentiras e aldrabices de quem tem assaltado o poder e o tem governado, o povo português continua distante de adquirir consciência pública de cidadania!

 

Basta de encher este povo com promessas nunca cumpridas e com esperanças sempre enganadas e atraiçoadas!

 

Ao insaciável apetite pelo poder, essa gente maldosa e malvada, que com capa e batina de «democratas» tem administrado Portugal, essa gente-gentalha associa uma infindável desfaçatez de hipocrisia.

 

Às palavras enganadoras dos seus discursos, esses petimetres sabem combinar ardilosamente a voz enganadora.

 

E, a horas certas, servem-se com oportunidade do chavão que «os portugueses são um Povo de brandos costumes»!

 

Sê-lo-ão, sê-lo-ão!

 

Até um dia!

 

Os Portugueses são, realmente, um Povo sofredor e resignado. Aguentam o «custe o que custar» passivamente, sem protestar.

 

Mas eu deixo um aviso aos bisbórrias que abocanharam as rédeas do poder em Portugal:

 

- “A ira mais terrível é a ira dos mansos”!

 

O fado português é o de um Povo inquieto, de um Povo com destino errante, de um Povo sem descanso.

 

A decadência social, cívica, moral, cultural que se está a viver, os salafrários que ocupam os bancos, as cadeiras, os palanques e o cadeirão do poder bem que a disfarçam com feiras, festanças e festivais     e «selfies» com o pantomineiro-mor do reino!

 

E a fome que se adivinha eludem-na, nas cidades, nas vilas e nas aldeias com a «feira das sopas», já envergonhados com a «malga do caldo»!

 

O fogo de artifício é uma paixão e uma arte bem portuguesa: o êxtase que qualquer foguetório provoca no «zé pagode»!...

 

À superstição ancestral dos portugueses, os «abrileiros de 74» aparelharam-lhe o fanatismo partidário-político … e (já agora) o futebolístico!

 

Não! Não é só o «rei que vai nu».

 

Nus vão também, na sua maioria, os portugaleses. Nesta democracia aldrabada, caldeirada de política mercenária de oportunistas, corruptos, cretinos e ditadores encapuzados, a política passeia-se nua, e vazia, pelos “Passos Perdidos”, de S. Bento, e pelos jardins floreados e «selfizados», do Palácio de Belém!

 

Estamos, voltamos a estar, na era do paganismo político: nos novos altares criados pelos homens, é, como outrora, “ao homem que se imola e aos animais a quem se enaltece”!

 

O cartel dos principais Partidos políticos não tem feito mais do que reduzir os cidadãos portugueses ao papel de eleitores!

 

O descrédito da política   -  actividade que, por definição, tem por fim último o bem comum    -   empurra o homem para o individualismo egotista e, consequentemente, degrada o sentido de comunidade.

 

Quero deixar ao meu neto um mundo melhor, não uma sociedade que me faz ter saudades daquela em que fui nascido e criado!

 

M., dezassete de Dezembro de 2019

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

02
Jan20

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“15º ANIVERSÁRIO do BLOGUE ‘CHAVES”

 

 

No, no há sido en libros donde he aprendido

 a querer a mi Patria:

 há sido recorriéndola,

há sido visitando devotamente sus rincones”.

-D. Miguel de Unamuno

 

 

Conhecer o BLOGUE “CHAVES” dá de sobra para se ver que o FERNANDO tem os dias (e as noites) muito preenchidos, com preocupações e canseiras.

 

Se nos lembrarmos que também tem uma vida profissional, mais se dá conta do preenchimento do espaço das suas preocupações (e, evidentemente, outras responsabilidades .... com “o seu quintal” e «circunstâncias adjacentes»).

 

Ao fim de tantos anos de uma assiduidade exemplar, de uma dedicação extremosa à revelação e à divulgação dos encantos, dos méritos e dos valores de todos os recantos da NOSSA TERRA, de uma NORMANDIA TAMEGANA, soberba parcela do “Reino Maravilhoso”, é bem mais do que merecido que este BLOGUE passe a ser considerado Património Cultural de Trás-os-Montes.

 

Porém, estou certo, quando, por aqui, por este Blogue, forem publicados os Post(ai)s acerca dos POBOS GALEGOS, também eles inscritos na NORMANDIA TAMEGANA, o BLOGUE passará a ser Património Cultural Galaico-Transmontano!

 

Nos seus Post(ai)s, Don FERNANDO leva-nos à descoberta de que todos os povoados da NORMANDIA TAMEGANA, da NOSSA TERRA, têm um inimaginável fascínio, sedutores encantos, uma rica história!

 

O BLOGUE “CHAVES” é, realmente, um irrecusável convite a fazer-nos peregrinos por esse encantador “Reino Maravilhoso”!

 

Quão precioso é para mim   -   e para vós, não?!    -     ouvir falar de qualquer rincão desse condado, e poder dizer: “Já estive !”.

 

Há preguiça, desinteresse ou mesmo sobranceria em visitar rincões cheios de história e de encantamento, aqui e ali, na NOSSA TERRA.

 

E, por contraponto, quanta ambição e quanta prontidão em dar um salto a Londres; fazer uma peregrinação a Roma; correr a levantar o papo para a Torre Eiffel e dobrar o cachaço ao Arco de Triunfo!

 

Não sabem?! Ainda há magia na NOSSA TERRA!

 

Consultado o «Oráculo de Delfos», as espirais do incenso queimado no turíbulo da pitonisa revelavam-me que a mensagem transmitida pelo BLOGUE “CHAVES” dizia que o “REINO MARAVILHOSO TRANS-VISIMONTANO”, lugar de consolo e de repouso, continua a não ser conhecido por uma maioria de normando-tameganos e muito menos pelos portugaleses!

 

É preciso sem demora aprender a amar o nosso torrão natal!

 

E este BLOGUE “CHAVES”, hoje aniversariante, ajuda-nos a todos nessa lição!

 

Camilo e Torga andaram por aí!

 

E hoje anda o D’Artagnan Don FERNANDO, el Pluto, mai-los três Mosqueteiros BERTO, TIO NONA e TerçOlho, pela graça do deus Larouco!

 

FERNANDO RIBEIRO é tratado pelos «pavonautas» da política provinciana como o foi o herói da Mitologia   -   é demasiado “pesado”, (importante, virtuoso e apaixonado pela cidade) para que a «nau» flaviense possa transportá-lo!

 

Esses petimetres «pavões, lalões e lambões» lembram o tribuno grego que mandou nivelar um campo de trigo cortando as espigas que sobressaiam acima das outras! Eles são daquela raça de gente que “Sofre mais com as venturas alheias do que com as misérias próprias"!

 

O BLOGUE “CHAVES” está sólida e prestigiosamente acompanhado por bons escritores, interessados e curiosos leitores, exigentes e apurados críticos, e por brilhantes «opinólogos» com vibrantes e sonoros comentários sempre prontos na ponta da língua (mas no mirante do “Sport”, nas suas salas piramidais das «workshops» da má-língua)!

 

FERNANDO DORES COUTO RIBEIRO é um crédito para a NOSSA TERRA, para CHAVES, para a NORMANDIA TAMEGANA!

 

O BLOGUE “CHAVES” é, na verdade, um luminoso complemento da cultura flaviense e NORMANDO-TAMEGANA.

 

Tardiamente a História virá reconhecer, aplaudir e comemorar o feito, e os feitos, deste BLOGUE e do seu autor. Tempo virá em que a todos os flavienses será coisa agradável lembrarem-se do FERNANDO DORES COUTO RIBEIRO, quer eles próprios falando dele, quer ouvindo-o de outros!

 

Não será para admirar: é o fatalismo do comodismo, do egoísmo, da gosmice, e da ingratidão humana!

 

Tantos flavienses que quereriam aplaudir e, neste Dia de Aniversário do BLOGUE “CHAVES”, celebrar o FERNANDO D.C. RIBEIRO! Mas o medo aos amuos dos seus caciques politicastras tolhe-lhes os braços e as mãos e mantém-lhes a boca fechada!

 

Para mim é sempre valioso e merecedor do meu reconhecimento o pedacinho do seu precioso tempo que, através do seu BLOGUE, dedica à NOSSA TERRA!

 

Direi como D. Miguel de Unamuno:

 

- Como seria interessante ver uma tabela de valores de méritos literários e artísticos de flavienses tal como estabelecida pelos seus conterrâneos e tal como a formada por estrangeiros que os conheçam!

 

A maioria dos «daí», espantados com a classificação estrangeira e habituados apenas à colheita, no BLOGUE, de algumas brasas para melhor destilarem a sua bílis, traduziriam o seu despeito com um «era o que mais nos faltava! Aparecer como uma eminência um bloguista que não suportamos, vê-lo, ouvi-lo e lê-lo durante tanto tempo sem termos suspeitado semelhante coisa»!

 

Às minhas felicitações, acrescento o desejo de que o fogo das quinze velas que rodeiam o “Bolo de Aniversário” do BLOGUE “CHAVES” sirvam para manter afastados do seu autor os demónios … reais, imaginários ou «em figura de gente»!

 

Eu creio que o sol ainda brilha sobre o Brunheiro”!

 

M., dois de Janeiro de 2020

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

12
Dez19

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“A «NOSSA» DEMOCRACIA”

 

*Numa Democracia,

a LIBERDADE morre

se for simplesmente tolerada*.

Claude Julien

 

 

Portugal é um país-tagarela, um país sem lei, um país cheio de decretos!

 

Portugal tem como matéria-prima a mediocridade política, a imbecilidade arrogante, a ignorância estúpida e um jazigo imenso da mais venenosa inveja!

 

Portugal é um país de discórdia!

 

Pela imagem que os deputados dão na Assembleia e os candidatos e a sua centúria de apoiantes dão nas campanhas (e pré-campanhas) eleitorais, é caso para se dizer que esta democracia portugalesa  é uma autêntica guerra civil   -   piadas grosseiras, insultos, provocações, calúnias, difamações, etc. são o seu pão-nosso-de-cada-dia!

 

O que se tem visto nesta democracia «sempre jovem», noviça e «nabiça» é que a incompetência, a mediocridade, a cretinice e a hipocrisia têm alastrado por contágio, particularmente nos sermões e missas cantadas das capelas político-partidárias!

 

Bastantes candidatos a candidatos, e alguns candidatos a listas e a lugares políticos   -   quer sejam lugares no organigrama do Partido, quer nos micro, médio ou máximos governamentais   -   apresentam mancheias de ideias tão inovadoras e geniais quão absurdas, apenas com a vantagem de serem recusadas e, ou, ridicularizadas!

 

Nesta democracia, todos os sapateiros querem tocar rabecão e subir acima da chinela!

 

Treinados, «lavados» (cerebralmente), para a obediência intelectual, os “Jotinhas” partidários tornam-se autómatos na obediência moral e satisfazem-se em ser uns paus mandados.

 

Nesta democracia, a «habilidade» é considerada uma qualidade superior, mais meritória, mais louvável do que o conhecimento e a competência!

 

E, à medida que a mediocridade alastra e toma conta dos principais lugares da administração pública, os competentes vão-se apagando.

 

Na política portuguesa abundam os politiqueiros a fazer o papel de governantes   -   não passam de impostores e patronos de fraudes!

 

A democracia carece de maior número de partidários que qualquer outra forma de Governo, para não ter muitos descontentes”, disse Faguet, mal ele sabendo, ou sequer imaginando, o que estava pra chegar de clientelas políticas ao «Jardim das Berlengas»!

 

Nesta democracia portugalesa, o povo é senhor de tudo, e os directórios partidários são os senhores do povo.

 

A esses farsantes sobra-lhes em astúcia o que lhes falta em sinceridade!

 

O Estado (Português), como organização político-social de uma comunidade que partilha um território, uma Cultura, uma História, e aqueles que o administram, o Governo, para reconhecerem e protegerem os direitos dos seus cidadãos exige-lhes e cobra-lhes impostos. Porém, mais do que protecção, o Estado (Português)    -   ah!  O Governo, os governantes e governantezinhos   -   mais do que protecção sujeita-(n)os à humilhação [veja-se a arrogância de ministros (p. ex., «custe o que custar»); as diatribes injuriosas de deputados (p.ex.: tratar por «peste grisalha» os velhotes, como se o marmanjo fosse filho, neto e bisneto de pais e avós incógnitos …. ou de híbridos!); as poses «à dr. Mundinho» (de predizentezecos de Municípios, CIM’s e respectivos camaristas); e ainda a arrogância e petulância de «Jotas» e «jotinhas, cretinos militantes encartados, e a de gentinha-gentalha investida como funcionária pública!].

 

Sócrates estabeleceu o princípio de que o homem de Estado devia ser sábio (aquele que está consciente da sua imensa ignorância): Os «tugaleses», ultrapassando mesmo o conceito de Platão, deram mais brilhantismo ao postulado, e determinaram que «o homem de Estado» deve ser “xico’sperto», reguila, mentiroso, falso, trampolineiro, hipócrita, trafulha, «vígaro», corrupto, enfim, maissabichãodo que sábio!

 

No “ABRIL de 74”, os grupelhos que substituíram a classe política apressaram-se a nacionalizar as empresas e as propriedades:  e, com todo o desembaraço, cuidaram das cruzadas para nacionalizar as mentes dos «portugaleses»! Falam do Futuro sem terem aprendido  -   nem sequer querido aprender   -   com o Passado e o Presente.

 

E, de então para cá, tem sido um corrupio de «nabiços» a serem ordenados sacerdotes de políticas de campanário, fazendo fingir saberem de Política, quando, na realidade, nada sabem.

 

E os «tugaleses» continuam alegremente a consentir serem castigados com impostos e mais impostos, multas, coimas, taxas e sobretaxas (moderadoras ou imoderadas), burocratismo; dificuldades e obstáculos à Justiça, à Saúde; ao Ensino, à Ciência, e acesso ao Trabalho, a uma Reforma digna, e sem tugir nem mugir, em vez de esclarecidos, apoiados e respeitados!

 

O poder político não será verdadeiramente democrático enquanto as campanhas eleitorais não oferecem a possibilidade de opções claras, enquanto o controle dos cidadãos sobre os seus eleitos e dos parlamentares sobre o executivo não for restabelecido, enquanto as grandes orientações não forem objecto de grandes debates”.-C. Julien

 

Para os nossos políticos   -   governantes, governantezinhos, predidentes disto, daquilo e daqueloutro, e parlamentares   -  parece que os portugueses são APENAS «animais vivos» e «”ALÉM DISSO” somente quando FAZEM GREVE ou «VÃO VOTAR» é que «são capazes de existência política».

 

Os Portugueses têm direito ao «simples viver», enquanto os seus políticos têm o direito ao «VIVER BEM»!

 

E, do alto da sua importância, arrogância e soberania políticas declaram que o Povo Português tem «Voz», mas só neles a Linguagem é um dom!

 

A definição mais profunda e apurada de «política», depois de percorridas todas as obras dos mais célebres e dos mais ignorados autores, e de procurados os dicionários das mais famosas Línguas e dos mais desdenhados dialectos, essa definição foi, por fim, descoberta na catacumba que vai de Castro Laboreiro a Castro Marim e das Furnas às Fajãs: *Política é a arte e o saber de «VIVER BEM», «à grande e à francesa», a arte maior de os «nossos políticos» saberem «tratar da vidinha»*!

 

Esta democracia portugalesa, regida e interpretada pela profusão de moinantes, adivinhos e profetas que se fazem passar por políticos de papelão, é bem mais uma “Feira de S. Miguel” ou “das Cebolas” que um regime político!

 

Antístenes merece regressar!

 

Mozelos, cinco de Outubro de 2019

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

 

28
Nov19

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Um sonho afonsino

 

O diabo tem cada uma!

 

Atão não é que ele, ontem à noite, quando eu ia dar um recado, m’apareceu, assim num repente, ali numa esquina, com os cornos mais enfeitados do que os das juntas de bois candidatas ao «prémio» dos «milhores santos du mundo», os “SANTOS” de CHAVES?!

 

Soltou uma estridente gargalhada, fez umas esquisitas piruetas, apontou-me a forquilha e sumiu-se: nem me deu tempo de apanhar um calhau, para lhe partir a testa!

 

Quando voltei a casa, liguei a televisão. Apareceram uns diabitos vermelhos a correr, pareceu-me que ao romisco, mas, afinal, eram uns «lampiões» a jogar à bola!

 

A princípio, até julguei tratar-se de mais uma diabrura do diabo que m’apareceu!

 

Fui à deita.

 

Adormeci.

 

E, inda nem o roncar dos carros dos que vão trabalhar nas fábricas da maior zona industrial corticeira do mundo (foi tempo em que o roncar era de motorizadas!) tinha começado, já eu fora obrigado a arregalar os olhos e ir ver se eu estava mesmo aqui na Costa Verde ou se era no “Alto do Campo”, da Granginha.

 

Afinal, eu estava mesmo aqui. E o julgar-me no “Alto do Campo”, da Granginha, tinha sido mesmo um sonho.

 

E que sonho!

 

Coisas do diabo!

 

- Eu olhava a cidade. E, de repente, vejo, nas ameias do Castelo, o MESTRE Don NADIR a fazer um gesto de ilusionismo: e todo o Bunheiro coberto por uma tela!

 

Quando tal, tudo ficou do tamanho duma manta como as de Soutelo.

 

Don NADIR agarra nuns palitos, traça daqui, dali e dacolá, e eu vejo-o a pegar na Ponte Romana, n’Azenha do Agapito, num pimento do Cambedo, num pé de batata e noutro de raba, numa galha de merogos do Brunheiro; num brinco de cerejas de Valpassos; num cabo de cebolas de Vila Pouca; numa manta «coroa de rei», de linho de Limões, Ribeira de Pena; numa truta do Bessa, nos cornos das Alturas; num boi barrosão; num “Cigarrón”, de Verin, e tudo «palitado», nas proporções ideais do MESTRE dava uma linda figura, cuja coroa tinha mesmo mesminho o feitio do retinto  PASTEL de CHAVES!

 

  1. NADIR AFONSO, ‘stou’que desconfiou do meu poleiro: pôs-se de lado, para me deixar ver «milhore», fez outro passe de mágica e … o que é que eu vejo?!...

 

- A BANDEIRA da NORMANDIA TAMEGANA!

 

Sopra um vento da Galiza, desce um nevoeiro pela Serra abaixo, a cidade fica escondida.

 

Um raio de sol dispara-se de uma barbacã do Castelo de Monforte de Rio Livre. O vento pára.  O nevoeiro desaparece, O céu fica limpo e de uma azul magnífico. E o raio acerta certeirinho numa ameia da Torre de Menagem, tornando gigante a figura dum “defensor de CHAVES e Condestável da NORMANDIA TAMEGANA”, Don Fernando DC Ribeiro, a agitar a bandeira consagrada pelo MESTRE D. NADIR AFONSO, e a avisar-nos do seu regresso, com todas as «milhoras»!

 

Corri ao PC. Liguei ao Blogue “CHAVES-Olhares” e topei com um dos meus “Pitigramas” com direito a edição.

 

Das «milhoras» do NANDO queria eu saber AQUI!

 

M., vinte e cinco de Outubro de 2019

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

07
Nov19

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TAMBÉMNISMO

 

“… a mim faz-me tristeza contemplar a ribaldaria

com que os belfurinheiros e lantejoulas

adornam a Língua de Camões,

despojando-a dos seus adereços diamantinos”.

Camilo- A queda de um anjo

 

Não querendo ficar atrás de corrente filosófica, literária ou artística, figuras públicas e figurões, e candidatos a figurões e a figuras públicas, com a saturação de tantas pantominas em todos os palcos; com o cansaço de tantas pincha-carneiras nos campos e lameiros da política; com infindáveis macacadas e macaquices em todos os galhos (ramos) de qualquer modo de vida, imensos (eles são cada vez mais!) «tugaleses» do “Tugaquistão” desunham-se raivosamente para fazer a «burrice» valer como sabedoria; o disparate, como subtileza; o erro, como exactidão; o absurdo, como sensatez; a palermice oratória, como soberba eloquência.

 

Tardiamente, e ao acaso, passaram os olhos por um livrito traduzido por um traduzidor, daqueles que encontra a folgança da sua glória intelectual em aplicar incansavelmente, e à trouxe-mouxe, advérbios, e toca a copiá-los!

 

Dá-lhes jeito para disfarçar a gaguez do pensamento; a tremideira do juízo; a insegurança da palavra; a traição do gesto, do jeito e do trejeito; a falta de sinceridade e de honestidade no que prometem ou afirmam.

 

Ligo a Televisão, e julgo assistir à «guerra da Cochinchina»: não há canal que se preze que não apresente um batalhão de «rangers», «comandos», «fuzileiros», «especialistas em minas e armadilhas», «paraquedistas», «caçadores especiais», «correspondentes de guerra»  a dispararem «mísseis» e «petardos» em «transições rápidas» de «transacções lentas»; garantindo «entre linhas» os «desequilíbrios» entre as «janelas de oportunidade» e as «zonas de conforto», numa «filosofia de jogo» de palavras assinalado tal como no da «delambida» , com sinais verbais onde pontificam o o «obviamente», o «seguramente«, o «também» como certificados  da infalibilidade papal com que conquistam as posições estratégicas, de «importância capital»  para a «entrada de capital» nos cofres dos seus ministérios!

 

Os realizadores dos programas, sabidolas, combinando o movimento da câmara com o plano, até nos apresentam cada um desses especialistas, tão parecidos com «jumentos nunca ferrados em condições», como autênticos ministros da Cultura.

 

Deleito-me com a «feroz competição» entre eles a ver qual o que usa com mais frequência, e «intensidade», numa das suas «transições rápidas», os bordões de linguagem que, entre si, estipularam estar mais na moda!

 

Eles dizem **pensar «claramente» que «de certeza absoluta» «talvez» o jogador ”A” é «claramente» «TAMBÉM» um «reforço» «claramente» nesta «janela de transferências» «claramente»  para este clube «TAMBÉM» jogando «claramente» nas «costas do ponta de lança» «TAMBÉM» «claramente» «flectindo para dentro» podendo «TAMBÉM» «claramente» «jogar a oito» «TAMBÉM» «obviamente» com «claramente» «grande margem de progressão» «TAMBÉM» «claramente»**.

 

Diamantino Viseu, Chibanga, Paquirri, El Cordobés ou Roca Rey «claramente» perdem «seguramente» com os empáfios figurões públicos e pindéricas figuras públicas, «obviamente», «nesta altura», «TAMBÉM», no sábio uso da muleta!

 

É manifestamente degradante a demissão de jornalistas e de «tudólogos» da sua responsabilidade no melhor uso da Língua Portuguesa.

 

O respeito pela POTUGUÊS (e o respeito por quem por ele tem respeito) deve ser manifestado a todo o momento e em qualquer circunstância. 

 

“A Língua é monumento que se deve amparar, embora admita uma riqueza nova ou um enfeite que a não destrua”.

 

É pena que alguns idiotas apenas tenham inspiração para larachas fúteis, convencidos de que são uns grandes «reguilas», não demonstrando mais do que a tentativa frustrada de disfarçar a sua mediocridade!

 

Se a Língua é mesmo essencial para a formação e continuação da Cultura, por este andar … bem que depressa passaremos a falar «berlenguês»!....

 

Tornando-se todos mais iguais uns aos outros, patenteiam as suas asneiras e disparates, e assim os exibem com supremas virtudes!

 

Afinal, são mesmo idiotas!

 

M., dezanove de Setembro de 2019

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

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