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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

03
Jan20

A arte sai à rua...

Madalena - Chaves


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Os nossos artistas estão na rua. Na Madalena, o Pintor Mário Lino, vai dando as suas pinceladas reproduzindo nas paredes os trabalhos de construção da Ponte Romana. Como há 2000 anos não havia fotografia, nem pintores que se tivessem dedicado a esta construção, com um pouco de imaginação, o pintor de hoje, faz-nos essa representação. Gosto!

 

 

08
Jul19

Chaves em festa - os meus destaques


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No programa de hoje de Chaves em Festa o meu destaque vai para a inauguração da exposição coletiva de artes plásticas,  “Uma geração, Dois momentos”,  a acontecer às 16H00 na Sala Multiusos do Centro Cultural. Uma exposição em jeito de homenagem a três dos nossos artistas flavienses falecidos – António Vilanova (1958-1997), Joaquim Rodrigues (1957-2008) e Rui Rodrigues (1953-2016), que não podendo estar presentes em corpo, estão-no em alma com as suas obras. Esta homenagem conta com a participação de três artistas flavienses da mesma geração – A.Pizarro, Carneiro Rodrigues e Mário Lino. Ao todo, seis artistas flavienses e a sua arte.

 

Uma boa oportunidade para os amigos e apreciadores da arte dos três pintores que já não estão entre nós se juntarem a esta homenagem estando presentes na inauguração da exposição, aberta ao público.

 

O segundo destaque, fica para a noite de hoje, com os concertos musicais à beira rio no jardim exterior do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso a rematar com um espetáculo de pirotecnia.  

 

 

22
Set08

Chaves em dia de medievais, tamaganis, santas e murais - Portugal


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Há fins-de-semana em que Chaves é invadida pelo marasmo, no entanto o último foi rico em acontecimentos que começaram logo no Sábado.

 

Vamos resumir então:

 

- Desfile medieval e feira medieval;

- Inauguração da Galeria Tamagani;

- Inauguração do mural da Madalena executado pela escola de Mário Lino;

- Actividades da Semana Europeia da Mobilidade;

- Tradicional festa da Nossa Senhora das Graças;

 

Á excepção da procissão da Nossa Senhora das Graças à qual não assisti por motivos mais nobres, marquei presença em todas as actividades de Sábado.

 

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Comecemos pelo desfile e Feira Medieval. A minha filha, 9 anos, ficou curiosa com os “medievais” que iam invadir a cidade. Durante a semana consultou enciclopédias, pesquisou na NET e constantemente me fazia perguntas se na época medieval isto, na época medieval aquilo… por aí fora. Fez muitas ilusões com esta feira, o problema foi durante o desfile e a feira, à qual assistiu comigo, responder-lhe às perguntas que me ia fazendo. Deixo-vos com algumas perguntas curiosas seguidas da observação que a levou a tal, ficando de fora o meu “Porquê filha?:

 

 

- Ó pai na época medieval já havia lojas dos chineses? … é que o senhor que lança lume leva umas chinelas de senhora calçadas iguais às que vendem nas lojas dos chineses!

 

- Ó pai na época medieval já havia escuteiros?... Já, pai!?

 

- Ó pai, eles por baixo destas roupas já usavam roupas iguais às nossas?...

 

Entre outras perguntas, fui respondendo como pude e a algumas deixei a resposta para mais tarde.

 

Digamos que numa cidade como a nossa que tem um passado medieval tão rico, é merecedora de uma feira medieval, mas feita com pés e cabeça, com algum rigor histórico e, onde se possa fazer um bocadinho da história medieval, ensinar a história da nossa cidade medieval, principalmente aos putos, que são sempre os mais interessados. Ao contrário disso o que se faz debaixo de um nome com Feira Medieval é um perfeito disparate que mais parece um desfile de carnaval e mais grave ainda com muitas falhas de organização e selecção. Só a título de exemplo, durante o desfile na Rua Direita até uma limusine apareceu pelo meio, fora uma boa dezena de carros que aqui e ali ia interrompendo o desfile. Acontece que no mesmo momento em que os “medievais” iniciaram a sua marcha rua abaixo, a cerimónia de um casamento iniciou a sua marcha rua acima. A confusão instalou-se porque alguém se esqueceu de cortar o trânsito numa rua que até é de trânsito proibido e, ao que parece, não foi o único incidente, mas aos outros não assisti.

 

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Quanto à feira em si (as barracas) já cheiravam a Santos, havia um pouco de tudo, uma mistura de feira das bruxas (à moda de Vilar de Perdizes) com consultas in locu até loja de produtos indianos, só faltaram mesmo os marroquinos e os chineses… tudo muito medieval que terminava numa corte de burros.

 

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Quanto ao local das barracas e das actividades, na minha humilde opinião, o local acertado seria o Jardim Público ou até o Forte de S.Neutel e o seu fosso. Quanto à feira medieval, que de medieval só tem quase o nome, mais valia fazerem uma feira das freguesias associada à procissão das freguesias da Nossa Senhora das Graças, e aí sim, poderiam convidar o homem do lume, os cavalos, os gaiteiros e a menina da dança do ventre para animar a festa das freguesias.

 

E de feira medieval estamos (por aqui) conversados, pois em casa, ainda tenho algumas explicações para dar à minha pequena.

 

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Continuei o meu Sábado à tarde com as visitas que tinha prometido. Primeiro à exposição colectiva dos Tamaganis a inaugurar a sua galeria, onde (claro) o Eurico Borges estava de porteiro, não fosse ele o Presidente dos Tamaganis. O local da galeria, embora improvisado, é um dos mais nobres da cidade, pois trata-se da antiga entrada e foyer do antigo Cine-teatro. Visitei a exposição, gostei do que vi, principalmente da nova fase do Mário Lino. No livro de visitas deixem os meus parabéns sinceros à Tamagani, mas também o meu lamento, por aquela galeria não estar dentro do espaço de um cine-teatro tal como esteve projectado no programa polis, mas que por outras opções, não foi avante. Aí sim, seria ouro sobre azul.

 

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Depois de ver o Mário Lino nos Tamaganis, lembrei-me do convite para ir assistir à inauguração do mural da Madalena, que o Mário Lino mais os miúdos da sua escola levaram a efeito. Cheguei atrasado o que até foi bom, pois deu para apreciar descansadamente o mural. Estilo Mário Lino (claro, nem poderia deixar de ser) embelezou aquilo que são as traseiras de uns anexos. Gostei do que vi, do aproveitamento e integração dos próprios anexos no desenho do mural e de como aquele exemplo poderia ser seguido noutros locais da cidade. Só lamento não ter chegado à inauguração, mas estive lá.

 

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Ao lado, no rio, desenvolvia-se uma das actividades da Semana Europeia da Mobilidade, a canoagem. Só dois apontamentos a este respeito. Primeiro a organização esqueceu-se que para fazer canoagem é preciso haver água no rio, mas mesmo assim ainda encontraram por lá uns charcos para lançar as canoas. Gostava mais de as ver a passar por baixo da ponte Romana e da nova Ponte Pedonal, mas já que tal não foi possível, aguardamos pelo próximo ano em que a nova ponte já esteja concluída e as comportas do espelho de água fechadas para o rio encher.

 

O segundo apontamento é a hipocrisia desta semana europeia da mobilidade. Primeiro os políticos (locais, nacionais, europeus e internacionais) com as suas politicas estão pura e simplesmente a marimbar-se para o ambiente e para a mobilidade, depois, porque fica bem e nos faz a todos pensar e sentir culpados, vêm com as tretas das semanas da mobilidade, para após a sua passagem, continuar tudo na mesma.

 

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Chaves é um bom exemplo disso, basta olhar para a mobilidade do centro histórico e para a “guerra” que foi conseguir uma Ponte Romana sem Trânsito automóvel. Já sei-já sei, que vêm aí as ciclo-vias… e o problema fica resolvido.

 

Pensava eu estar o Sábado terminado e como estava ali à mão de semear, fui até ao jardim público com a minha filhota, que me encarregou de um pedido que passo a transcrever:

 

- Ó pai, podias pedir lá na Câmara que trouxessem metade do parque infantil do Tabolado “praqui” e assim ficavam os dois bons.

 

O pedido não foi inventado para encher o post, foi mesmo feito. Afinal as crianças também se dão conta de alguns defeitos das obras, principalmente naquilo que lhes toca.

 

Ao lado, na antiga “Casa portuguesa” decorria afinal (deslocada) a inauguração do mural. Como fui convidado, ainda estive tentado a passar por lá, mas como não e apetecia lanchar e estava lá alguma gente de fato e gravata, resolvi (em honra da mobilidade e da minha roupa não apropriada para o acto), debitar alguns passos num passeio pelo jardim.

 

Domingo, como já expliquei, causas mais nobres tiraram-me da vida da cidade.

 

Até amanhã, mas ainda hoje e dentro do programa da Semana Europeia da Mobilidade, teremos das 8 às 18 horas o encerramento das ruas ao trânsito automóvel no Centro Histórico em (artérias a definir) !?   e das 9 às 11 horas, Actividades Lúdico-desportivas infantis no Largo General Silveira.

 

Continua-se a insistir nas Freiras para fazer actividades quando na cidade há pelo menos meia dúzia de locais com mais e melhores condições, até parece que com tais actividades se tenta justificar qualquer coisa ou arranjar tema de conversa para o Café Sport, mas penso eu, na minha modesta opinião, que em termos de “mobilidades” o engraçado seria mesmo desenvolver estas actividades nas ruas que vão fechar ao trânsito.

 

Lamento não deixar imagens da procissão da senhora das Graças, mas tal como disse ontem não estive de serviço ao click.

 

Até amanhã, com outros olhares sobre a cidade.

 

 

 

  

 

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