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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

24
Out19

Cidade de Chaves

Santos e Outono - dia 4

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Santos e Outono – dia 4

 

Hoje iniciamos pelo Outono para depois irmos dar uma voltinha pelos Santos. Ontem deixámos aqui um momento de outono do Jardim Público, hoje, atravessamos o núcleo antigo da Madalena e ficamos pelo S.Roque, junto à sua capela e espaço verde criado num largo que ao longo dos séculos já teve várias funções, desde feira de porcos a parque de campismo até hoje ser um lugar para desfrutar e estar.

 

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Feira dos Santos - 2011

E agora os Santos, a Feira dos Santos e a sua componente dos divertimentos e carrosséis, curiosamente no mesmo local da foto anterior do outono, do tempo (esta de 2011) em que os divertimentos estacionavam na Madalena, e a meu ver, muito bem…mas sobre isso já disse tudo que tinha a dizer.

 

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Feira dos Santos - 2015

E por último uma imagem da arte de rua que todos os anos também vai acontecendo nas ruas da Feira, na só com a arte da música mas também com outras artes, como esta dos homens e mulheres estátua que fazem a delícia de quem passa.

 

 

17
Out19

Cidade de Chaves

A semana do turista - 4

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A semana do turista – 4

 

Da praça da República até à Madalena

Praça da República

 

Ontem os nossos turistas ficaram na Igreja Matriz, que se for visitada durante a semana, ter-se-á que fazer uso da porta lateral virada a Norte. Pois ao sair estará na Praça da República, o nosso ponto de partida de hoje. Nesta praça o ator principal é o Pelourinho, a ocupar o centro da praça. Vamos então a um pouco da sua história, curiosa por sinal, pois este pelourinho que hoje vemos na praça não é tão antigo quanto se pensa, pois embora o original seja de 1515,  que andou durante séculos aos trambolhões pela cidade,  versão é já do Século XX (1910)  e pouco ou nada terá a ver com a versão original. Mas leia-se a seguir a cronologia de alguns acontecimentos com ele relacionados para se saber um pouco da sua verdade.

 

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Cronologia

1080 - no tempo de D. Afonso VI a povoação passou a chamar-se Clavis;

1258, 15 Maio - foral concedido por D. Afonso III;

1350 - D. Afonso IV confirma todos os antigos privilégios por carta de foral;

1514, 07 Dezembro - D. Manuel concede-lhe foral novo;

1515 - construção do pelourinho  frente aos Paços do Concelho, atual Praça da República;

1706 - povoação dos Duques de Bragança, da comarca de Bragança e com 400 vizinhos;

1758, 27 Março - segundo o prior encomendado da Matriz de Chaves, António Manuel de Novais Mendonça, nas Memórias Paroquiais, a freguesia era da Casa de Bragança e da comarca da ouvidoria da cidade de Bragança; tinha juiz de fora, provido pelo rei, como administrador da Casa de Bragança, 6 escrivães, 1 meirinho, 1 juiz dos órfãos leigo, 2 escrivães, juiz almoxarife da Casa de Bragança, juiz da alfândega, escrivão, meirinho e guardas; tinha ainda vedoria geral, com vedor, oficiais e meirinho e câmara, que constava de vereadores, procurador e um tesoureiro;

Praça da república/pelourinho

1864, finais - demolição dos velhos Paços do Concelho, vendidos à Sociedade Civilisadora Flaviense, para no seu terreno se construir a nova sede daquela sociedade;

1870 - a vereação manda nivelar a praça, construindo-se um lageado de granito, conhecido como "eira", mandando-se apear o pelourinho, por prejudicar a regularidade do lageado e ali já não existirem os Paços do Concelho; em vez de o transferirem para frente do novo edifício, ergueram-no no pequeno lg. da Madalena, colocando-se um catavento de ferro cravado no capitel; anos depois - foi novamente apeado para a construção de um fontanário no local; o seu fuste e capitel estiveram arrumados muitos anos no quintal do Tenente-Coronel Sousa Machado, no Largo da Madalena;

1910 - depois de proclamada a República, houve a ideia de o reerguer frente à Câmara; Pe. António José Serimónias propôs em sessão camarária a reconstrução do pelourinho e do cruzeiro; 27 Outubro - aprovado em sessão de câmara, devendo colocá-los no lugar onde antigamente se erguiam - o Largo de Camões e do Anjo, respetivamente; os largos deviam ser devidamente calcetados e embelezados; para a base, foi-se buscar os elementos de um cruzeiro que em tempos houve quase à entrada do caminho para a Capela do Pópulo; para o remate, introduziram-se outras pedras de granito, pôs-se a meio do capitel um pequeno plinto, cravou-se-lhe em cima uma esfera armilar, que em tempos servira de ornato a um chafariz, e pôs-se-lhe à volta 4 pináculos;

 

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1911, 19 Janeiro - pagamento de 15$660 a Francisco Moreiras, morador na vila, para a colocação e aformoseamento do Pelourinho no Largo Camões; 16 Fevereiro - por promoção do Senhor Administrador do Concelho, foi deliberado mandar concluir a reconstrução do Pelourinho no Largo Camões;

1919 - a vereação eleita neste ano mandou apear o pelourinho aquando do arranjo do Largo Camões;

1920 - apeamento do pelourinho;

1934 - novamente erguido na Praça da República, onde ainda hoje se encontra.

 

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Ainda na praça há que lançar um olhar ao seu redor, a Sul a fachada da Igreja Matriz onde podemos demorar um pouco o olhar nos ornamentos das ombreiras e padieira da porta de entrada. A poente o edifício da sociedade também merece ser observado. A Norte o casario habitacional, com destque para a fachada do edifício central, principalmente pelo trabalho de cantaria e carpintaria/marcenaria colocados nos seus vãos. A Nascente a “Casa da Palmeira” a ocupar todo um quarteirão que vai desde a Praça da República, passa pela Rua Direita, Vira prá Travessa das Caldas e termina da Rua de Santa Maria. Um belíssimo edifício que todos esperámos que apanhe a recente onda de reconstrução do nosso Centro Histórico.

 

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Então estamos ainda na Praça da República que agora vamos abandonar para nos dirigirmos até à Ponte Romana, pela Rua Direita abaixo, onde poderemos apreciar algum do nosso casario mais típico, com as nossas populares varandas lançadas para a rua ao nível do 3º piso. Acabada a Rua Direita desaguamos no Largo do Arrabalde onde podemos encontrar uma mistura de arquiteturas, com o tradicional no casario particular, e um misto de português suave e modernista nos edifícios públicos e bancos (Tribunal, e Antigos Bancos Ultramarino e BPSM), onde não falta também a onda mais recente da arquitetura, em b€tão e popularmente conhecida por mamarrachos, e aqui reservo-vos o direito de adivinharem qual é (são) os mamarrachos.

 

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Mas entremos na Ponte Roma de Trajano, construída no I Século D.C., quase 2000 anos, parte integrante de uma das principais vias romanas, a Via Augusta XVII, inicialmente construída com 18 ou 19 arcos à vista, dos quais 12 ainda são visíveis, é sem qualquer dúvida o nosso ex-libris, uma das maravilhas flavienses e a nossa Top Model. Para apreciá-la, na basta passar-lhe por cima, há que descer até à margem do rio e apreciá-la nos seus vários ângulos, mas há quatro que são obrigatórios, dois a montante da ponte de ambas as margens e dois a jusante da ponte de ambas as margens, onde a Rainha e senhora é sempre a Ponte Romana, mas a composição é sempre diferente e não sei qual delas a mais interessante.

 

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Que toma a Ponte Roma e atravessa o rio (Tâmega) para a outra margem vindo do lado da cidade, do outro lado vê-se um velho casario onde se destaca a Igreja de S.João de Deus e do lado oposto um alto arvoredo que termina num gradeamento sobre o rio, trata-se do Jardim Público. Todo o casario que se vê esteve em tempos dentro das muralhas seiscentistas que faziam a defesa da cidade na margem esquerda do Rio. A nossa proposta turística é mesmo adentrar pela Madalena adentro e visitar todos os seus cantinhos, ainda cheios de vida durante o dia, com visita obrigatória a Igreja S. João de Deus e edifício adjacente, Antigo Hospital Militar, Visita demorada ao Jardim Público, apreciar todos os seus cantinhos, coreto e vistas sobre as pontes pedonal metálica e Romana, se a visita for de Verão tem bar aberto ao público para um café, chá ou cerveja, o que preferir, a sobra é garantida. Toda a Madalena se dedica a um tipo de comércio mais rural, no entanto há lá de tudo, incluindo meia dúzia de tascas onde no seu interior ainda há petiscos à moda antiga.

 

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E hoje ficamos por aqui, na Madalena, de preferência num dos seus tascos com uma caneca de vinho de lavrador ou se preferir uma cerveja, pão centeio e uma das iguarias que tenham no momento.

   

Consultas:

http://www.monumentos.gov.pt

 

 

18
Set19

Uma proposta para o próximo domingo

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Uma bicicleta em cima de um muro não é muito normal, mas é uma boa forma de chamar a atenção e publicitar uma iniciativa, também ela original, que já vai na sua 4ª edição, isto a julgar pelo cartaz. Trata-se do 4º Merendeiro Domingueiro, com um passeio de pasteleiras pela cidade de Chaves a terminar em merenda/almoço no Jardim Público.

 

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Interessante de ver e mais ainda deve ser participar. Vai acontecer no próximo domingo, com concentração no Largo de São Roque às 10H00, início do passeio pela cidade e arredores às 10H30, para terminar/começar às 12H30 numa merenda/almoço no Jardim Público.  Pelo que vi nas anteriores edições, é para todas as idades, para senhoras e cavalheiros, meninas e meninos, etc. Por razões alheias à minha vontade não posso participar, senão participava!

 

 

 

12
Set19

Cidade de Chaves - No Km Zero da Route 66 portuguesa

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Esta é a fachada do Km 0 (zero) da EN2, a estrada mais longa de Portugal que se inicia aqui e termina em Faro ao Km 738,5, já apelidada de a Route 66 portuguesa, e que está na moda percorrê-la no seu todo com partida deste ponto. Aliás basta passar por aqui de manhã para verificar que raro é o dia em que não há motociclistas e/ou outros a posar para a fotografia com o testemunho do marco do Km 0 antes da sua partida. Uma mais valia para nós, mas que pouco partido tiramos dela, parece-me, e, no entanto, também me parece termos todas as condições para que qualquer coisa de diferente se fizesse neste ponto de partida. Quanto à localização é excelente, bem enquadrada com o jardim público a um lado e o palacete Sotto Mayor do outro e de fundo toda a fachada do edifício que fica em fotografia. O lado negativo é que embora a companhia seja agradável, à exceção do Jardim de Público, tudo o resto está abandonado e em mau estado de conservação, e é esta a imagem que fica de fundo nas fotografias que por lá tiram nas partidas diárias, e temos pena!

 

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Velho, abandonado, degradado, mas mesmo assim cheio de pormenores a mostrar a sua graça e beleza de um tipo de construção que hoje já não se faz e com uma preocupação estética que hoje também já não se usa. Resta-nos a esperança de que a onda de reconstrução que se vai verificando no Centro Histórico de Santa Maria Maior, atravesse a ponte romana e chegue a este centro histórico de Santa Maria Madalena. Ai “si yo fuera rico, dubi dubi dubi dubi dubi dubi dubi du…”  

 

 

10
Set19

Em pleno outono ainda no verão!

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As noites fresquinhas já chegaram e as vindimas estão aí a par da colheita dos últimos frutos. Não é por nada mas meteorologicamente falando desde dia 1 de setembro que estamos no outono, mas para os mais otimistas, o outono dos astros só chega no dia 21, logo a seguir estão aí os Santos, depois o S. Martinho e quando formos a dar conta já é Natal. Assim, há que aproveitar o que resta de verão. Esta de desfrutar do rio Tâmega, é uma das formas, e estou a referir-me às canoas e a essas coisas puxadas a remos, que quanto a banhos, isso, são coisas do passado. Pena que estas canoas não naveguem todos os dias no nosso rio, davam-lhe outro colorido, e pena também que não estejam à disposição de todos… mas sempre nos restam uns passeios à beira rio.

 

19
Ago19

Como um tolo no meio da ponte...

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Não sei se hei de ou não regressar à cidade, estou como um tolo no meio da ponte, tudo porque durante uns dias fui obrigado a sair da rotina dos dias e nem sequer pude ir, como é habitual aos fins de semana, até mais uma das nossas aldeias, então do Barroso, nem se fala, e agora estou perante este dilema de regressar ou não à cidade, porque pensando bem, se não saí dela, não posso regressar…

 

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Mas também, para ser sincero, estes regressos à cidade são pura ficção, ou, se quiser ser romântico, são pura poesia, pois na realidade eu nunca saio da cidade, como também é verdade que nunca estou nela. Coisa complicada de explicar por isso passo à frente, agora a verdade-verdadinha é que encalhei na escolha da foto a trazer aqui hoje, ou melhor, fiquei indeciso se havia de trazer aqui o Arrabalde povoado de gente ou o diálogo da música com o gato. Para resolver a coisa, trouxe as duas e assunto resolvido.

 

Boa semana!

 

 

 

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