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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Jun19

É tão bom...

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Hoje fazemos uma passagem pelo Bar da Associação, um cantinho de lazer para quem trabalha no duro, de sol a sol quando o há e se não houver, o trabalho não para. Gente que não tem vidas fáceis, mas também não são de complicar muito a vida, são mais de vidas simples mas com muitas experiência e experiências, tantas, que se fosse escritor, em cada vida, de cada um, arranjava argumentos para um ror de romances, sem ficção, só com o meu amigo Bino, que também está na foto, arranjava três ou quatro argumentos, mas com ele, decidia-me pelo cinema, para filmes daqueles que implicam com as pessoas. De vez em quando vou por lá, claro que momentos destes só em domingos e feriados, vou e fico por lá, apenas.

 

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Nestes momentos não conto as horas, nem sequer as levo comigo para não cair na tentação de as ter presentes, fica-se enquanto se ficar e mais nada, quando muito, faz-se um pequeno desvio até à beira rio, com a melodia de fundo sempre presente, mesmo sem concertinas, pois há sempre o bater de umas cartas na mesa ou as malhas a bater nas beiças do sapo onde especialistas na matéria fazem o entretém do seu público fiel, entretanto, eu, à beira rio, entro numa maré de contemplação onde mesmo sem palavras, a poesia acontece. É tão bom amanhã ser sábado!

 

 

 

09
Jun19

Chaves - mercados, festas e corridas

 

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Ontem dizíamos por aqui que este fim de semana era rico em eventos a acontecer em Chaves e prometemos ir dar uma vista de olhos ao Mercado da Madalena, e cumprimos, fomos lá espreitar, mas também ainda passámos por mias dois eventos. Mas vamos por partes.

 

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MERCADO DA MADALENA

 

Confirma-se que o espaço é ótimo, agradável, convidativo, com a vantagem de ter estacionamentos para popós à escolha do freguês.

 

Pois do que vi gostei. Temia que sendo a Associação de Produtores Artesanais de Chaves uma das organizadoras deste evento a coisa se resumisse só a artesanato, mas não, felizmente é aberta aos produtos da terra e quando digo terra, são mesmo os produtos que a terra dá, e estavam lá alguns, os da época (cebola, couve, alface, cerejas). Aliás penso que nem poderia ser de outra maneira, isto tendo em conta que a Junta de Freguesia de Santa Maria Madalena também está associada ao evento e 99% do seu território está na veiga de Chaves, onde as hortas e produtos hortícolas abundam, daí seria um crime eles não estarem representados, mas estavam, pena serem tão poucos. E já agora, penso que será também do interesse de todos que as nossas freguesias rurais também façam parte da nossa feira. Aliás penso que já lá estavam algumas.

 

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Os insufláveis para os putos brincarem é uma boa ideia, a rulote bar também dá jeito e até podia ter esplanada, isso é que era. Claro que os pastéis de Chaves também lá podiam estar, e outras coisas boas que temos por cá, presunto por exemplo, vinhos, etc. Penso que esta feira tem pernas para andar e outros eventos se lhe podem associar e com o tempo, bem podia ser semanal e uma grande feira, a feira dos residentes e dos turistas, isto tendo em conta que a grande maioria dos flavienses residentes que trabalham não podem usufruir da  feira semanal das quartas-feiras.

 

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Também pode ser que esta feira sirva para que o espaço excelente que ocupa possa ser aberto ou dar ideias a outros eventos e que o Município de Chaves venha a ocupar ou reservar para equipamento municipal todos os terrenos livres de construções entre a capela e a ponte de São Roque, para um parque multiusos, por exemplo, isto tendo em conta que o de Santa Cruz virou a campos da bola e isto também,  antes que nasça lá mais um mamarracho qualquer ou mais uma grande superfície.

 

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FESTA DE VILAR DE NANTES – CORRIDA DE CARRINHOS DE ROLAMENTOS

Se não foi corrida de carrinhos de rolamentos, foi coisa parecida, pelo menos diversão foi, dos mais novos e mais velhos, e também não houve diferença de géneros na participação e até os animais participaram, senão como pilotos foi como penduras, não sei se foi para satisfazer o pessoal do PAN mas que vi lá um urso, lá isso vi. Está bem, eu sei que era um peluche, mas o que vale é a intenção!

 

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Por várias razões lamento não ter participado mais nesta festa, nem que fosse e só por ser a minha freguesia de residência, mas outros compromissos anteriormente assumidos levaram-me para outras paragens, mesmo assim tive tempo de fazer alguns registos e de reparar no profissionalismo posto na feitura dos carrinhos de rolamentos, no rigor do equipamento de alguns corredores e no staff de apoio à corrida.

 

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Mas para Vilar de Nantes, como está aqui à mão, outras oportunidades haverá, aliás em breve terá aqui no blog o seu post desta nova ronda pelas aldeias e aí prometo fazer um posta à altura da aldeia e freguesia.

 

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RALI ALTO TÂMEGA

Assisti à PE2 Chaves Sul, infelizmente não pudemos ver todas as máquinas e pilotos porque a prova foi interrompida devido a um acidente, mas deu para ver vinte e sete máquinas a acelerar em direção a ven-ven -Ventuzelos, desde o cruzamento de Agostém. Claro que uns aceleravam mais que outros, mas as máquinas também eram diferentes, desde o velhinho e clássico Ford Escort,  a deliciar-nos com as suas performances desde os anos setenta do século passado e a dizer que ainda está cá para as corridas aos Sr.s Porsches e outros que tais daqueles que não nos importávamos nada em tê-los a ocupar espaço nas nossas garagens.

 

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Embora não seja um seguidor assíduo deste desporto, gosto de ver estas máquinas a gemer e a dar o seu máximo nas mãos e perícia dos pilotos, digamos que sou um fã não assíduo, um fã do sempre que posso ou anda por perto, e claro, fã também de fazer um registos fotográficos, com todo o inconveniente de a fotografia congelar o movimento, mas também de o perpetuar um momento. Mesmo assim podemos fazer qualquer coisinha para lhe dar um movimento virtual, foi o que fizemos num pequeno vídeo que fica de seguida, com o qual aproveitamos para nos despedir com um até amanhã, que, por ser feriado não vamos fazer o nosso habitual regresso à cidade, mas se possível, trazer aqui mais uma aldeia do Barroso que deveria estar aqui hoje. Fica então o vídeo.

 

 

 

 

06
Mai19

De regresso à cidade... pela Madalena

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Cá estamos com um novo regresso à cidade, via Madalena, aliás é um dos meus regressos preferidos, o de ser pela Madalena, claro, pois é sempre com gosto que por lá debito os meus passos, com gosto mas também com alguns lamentos, de ser o que é e estar como está, pois tem todas as condições para ser um dos espaços mais nobres e interessantes da cidade, embora do outro lado do rio, é igualmente centro histórico desta antiga urbe que hoje dá pelo nome de Cidade de Chaves.

 

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Esperemos que outro Sotto Mayor descubra as potencialidades deste espaço, e nem precisa de ser banqueiro, mas também outros com poder podiam olhar para ele com outros olhos, basta ter ideias, e isto antes que uma (outra) grande superfície comercial descubra a Madalena e venha a estragar tudo…

 

Até amanhã e Boa semana!  

 

 

02
Mai19

Cidade de Chaves, um olhar desde a Rua Direita...

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Hoje fica mais uma imagem da nossa cidade. Um olhar lançado desde a Rua Direita para a Ponte Romana, Madalena e só não chega ao infinito e mais além porque a Serra do Brunheiro não deixou. Esta do infinito e mais além fui bebê-la ao Toy Story, era a deixa do Buzz Lightyear antes de levantar voo. As coisas que eu não sei, que remédio, fui obrigado, durante não sei quanto dias, centenas deles, era o meu filme de fim de tarde, religiosamente depois do meu puto lanchar, lá peregrinávamos os dois até ao sofá para mais uma sessão de Toy Story, isto depois de mais de um ano do Rei Leão, ainda por cima, ambos com mais de 80 minutos, bem longe das curtas do meu tempo, de Mr. Magoo, da Patera cor de rosa, do Snoopy e Charlie Brown, os meus preferidos, entre outros, daqueles que nos davam nos curtos 15 minutos antes das notícias da noite, por sinal, segundo as sondagens, o programa com mais audiência na TV de então (apenas RTP), com fecho à meia-noite e abertura às 7 da manhã, se não me engano. Memórias de há vinte e poucos anos e mais além!.

 

 

 

12
Fev19

Chaves, Casa Azul e a ausência do parpalhaço

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De vez em quando dou comigo a regressar a casa por outros caminhos. Felizmente hoje todos andamos com um instrumento no bolso que além de nos manter contactáveis a todo o momento, também nos permite fazer registos por onde passamos. Refiro-me ao telemóvel. Pois numa desses regressos a casa tomei os meus caminhos de infância e primeira juventude, caminhos que calcorreei desde que nasci até finais dos meus 14 anos de idade, caminhos do meu bairro da Casa Azul. Curioso que desde essa altura já passei por outros bairros e moradas, bem mais tempo que os 14 anos da Casa Azul, mas este, continua a ser o meu único bairro, e não o é só por ter nascido lá… Mas continuando, ia eu dizendo que numa das vezes que por lá passei, fiz três registos de imagem, apenas três, sem qualquer razão aparente, mas que hoje, revendo essas imagens, vejo que foi o meu inconsciente (o da psicologia) que deu impulso ao  meu acto, pois nele registei as três casas que mais me marcaram e trago sempre comigo na memória viva do consciente. Primeiro, esta casa que ficou atrás na primeira imagem do post, é a casa dos braguinhas (foi assim que a conheci), a casa principal de um conjunto de casas que se desenvolviam de um e do outro lado da estrada, casa que para mim sempre foi a construção mais bonita da cidade de Chaves, cheia de pormenores de encantar, com jardins lindíssimos e uma pérgula que de verão irradiava os aromas de perfume das glicínias. Sempre me encantou e continua a encantar, mas o registo que tenho desta casa, é um registo estranho e talvez seja por isso que a mantive para sempre na memória, ou seja, não tenho memória de alguma vez ter visto esta casa habitada, pessoas na varanda, à janela, a usufruir da pérgula, e a pergunta que sempre me pus sem a fazer é: Porquê uma casa de encanto, a mais bonita, de contos de fadas, príncipes e princesas, nunca teve gente dentro para dela poder usufruir e nela ser feliz?

 

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A segunda casa que aqui fica é a casa onde nasci, vivi nela apenas 14 anos mas conheço de memória todos os seus cantinhos. 14 degraus de escadas, virar á direita, 4 passos e a entrada, e fico-me por aqui, pois lá dentro há toda uma imensidão de recordações, boas recordações, mesmo aquelas em que chorei de dor ou de revolta, hoje são boas recordações, recordadas como momentos felizes. Curiosamente hoje refleti um pouco sobre a felicidade, em como ela se conjuga no passado e em todos os pretéritos, e ao que parece, quanto mais distante é esse passado mais felizes fomos, mesmo que então o não tivéssemos sido.  Passar hoje por esta rua, pela “minha” casa, é reviver acontecimentos em cada palmo de casa, em cada palmo de rua, sempre cheia de gente, muita rapaziada de todas as idades. Daquela varanda do meu quarto, dominava toda a rua e todo o mundo, mas apenas servia para espreitar se era o momento certo de descer para a viver, a rua. Ultimamente tenho passado por lá mais vezes do que era habitual e há uma razão, desta vez conhecida e consciente. Lembro-me de tudo nesta rua, dos rostos de toda a gente, onde moravam, os nomes e alcunhas, o que faziam, onde trabalhavam, sei indicar com precisão onde malhei a primeira vez de bicicleta, depois de motorizada, quando fiz as cicatrizes que ainda hoje tenho nos joelhos, etc, etc, etc. Mas há dias um rapaz do meu bairro, em conversa, referiu-se a um acontecimento que ocorreu ao pé da casa do “parpalhaço”, e desde aí a minha cabeça não tem tido descanso. Ao ouvir “parpalhaço” uma luz acendeu-se  e trouxe-me à vida o nome, alcunha que durante anos a fio esteve escondido em qualquer canto da memória, mas não há raio de me lembrar onde o homem morava, quem era, como era, a minha memória trouxe-me o nome do “parpalhaço”, apenas isso. Porquê esqueci o resto!? Porquê!? Não tenho insónias com o caso porque sou de bom dormir e não entro em depressão porque não tenho tempo, senão andava praí todo deprimido e a morrer de sono. É inadmissível que  toda a rapaziada do meu bairro se lembre do parpalhaço e eu não.

 

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Mas passemos à frente, à casota do pastor. Desde que tenho memória, sempre me lembro dela, ali estacionada, no mesmo sítio ao lado da oliveira, às vezes com ovelhas espalhadas à volta pelo campo, outras vezes sem elas, é uma das três casas que guardo comigo para todo o sempre, vejo-a na perfeição de olhos fechados mas tal como a primeira, há uma coisa que sempre me intrigou e continua a intrigar, nunca vi a casota habitada, mais ainda, nunca vi ou conheci o pastor. Imperdoável talvez, mas desta vez sei que não há esquecimentos, apenas nunca calhou ter visto o pastor.

 

Bom, e para terminar num momento feliz, o engraçado era se o pastor fosse o parpalhaço, mas não, isso sei que não é verdade, pois o pastor tenho a certeza que nunca o vi, já quanto ao parpalhaço, tenho  também a certeza de que o conheci… daí, lá terei que continua a passar pela minha rua para ver se me vem à lembrança.

 

 

22
Jan19

Apontamento sobre a cidade... de Chaves

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De vez em quando o pessoal cá da terra insurge-se contra alguns atentados arquitetónicos que se vão cometendo por aí, no entanto há locais que são mais sujeitos a críticas do que outros. Por exemplo na Madalena, ao longo dos tempos, ou melhor, de há cento e poucos anos para cá tem-se cometido por lá os maiores atentados da cidade e nem por isso têm dado ou deram muito que falar, refiro-me a atentados como a destruição quase total das muralhas seiscentistas e respetivo fosso, à demolição da casa dos arcos com o pretexto de posteriormente, com a demolição do edifício da farmácia, dar lugar a um largo, no entanto o edifício da farmácia acabou por ser demolido há coisa de trinta e tal anos mas para no seu espaço ser construído um novo edifício sem o mínimo de respeito pela arquitetura das construções existentes. Mas o post de hoje vai de encontro a duas escolhas de mau gosto para o pequeno largo que se vê nas imagens. A primeira escolha de mau gosto, que se repete noutros sítios da cidade, tem a ver com a localização escolhida para os contentores e ecopontos de recolha ou armazenamento de lixo, mesmo no cento do largo como se de uma escultura ou monumento se tratasse.

 

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A segunda escolha de mau gosto foi a alteração das cores originais de um pequeno prédio do largo (amarelo, azul e branco), por uma só cor. Cores essas que com um pouco de Photoshop recuperei e reproduzo na segunda imagem, com recurso à memória, graças a tantas vezes ter passado por lá e esse pequeno prédio fazer a diferença no largo, daí tornar-se inesquecível. Pintado de uma só cor,  ficou sem a graça que possuía e perdeu todo o interesse arquitetónico, tanto mais, que o projeto desse pequeno prédio é de autoria de Nadir Afonso e um dos poucos que o arquiteto pintor fez para esta cidade de Chaves. Posso estar errado, mas vejam a diferença e tirem as vossas conclusões.

 

 

27
Dez18

MADALENA - Chaves - Portugal

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Quem acompanha este blog, pela certa já deu conta que a Madalena tem um lugar privilegiado neste blog e as razões são várias e simples, mas ainda antes das razões, vamos à história da Madalena, que existe desde que Chaves existe, ou melhor, existe desde que Chaves foi povoada pelos romanos e construíram a ponte, ainda hoje existente, sobre o Rio Tâmega. Assim teve de ser, nem que fosse e só, pela defesa da ponte, que durante séculos, pelo menos até aos anos 50 do Século passado, era a única ponte que existia nas proximidades da cidade, exceção para a ponte ferroviária de Curalha que foi construída nos anos 20 do Séc. passado, mas essa era para o comboio no tempo em que ele existiu. A importância da defesa da ponte foi tanta que na Madalena até há pouco tempo atrás foi ocupada por várias unidades militares, tendo mesmo lá existido um hospital militar. Aliás nas gravuras de Duarte de Armas (Séc. XV) já era bem notório o casario da Madalena, e daí também,  mais tarde, a necessidade de as muralhas seiscentistas abrangerem também o povoado da Madalena. Mas há registos documentais  bem anteriores esta que demonstram a importância militar da Madalena, mas não só, há um que refere que a pedido  do Conde de Barcelos D.Afonso, filho de D.João I, foi criada a feira franca em Chaves, por carta régia de 10 de Setembro de 1410. Talvez daí, ainda hoje o por vias travessas, parte dos negócios da feira semanal de Chaves se fazerem ainda na Madalena. Falo em negócios sem barracas e banca montada, mas antes concertados em palavra de homem para homem.

 

Embora na periferia do centro histórico da Madalena a importância comercial e de alguns serviços ainda se mantenha e por lá se tenham instalado nos últimos tempos (Bombeiros, Serviços Agrícolas, quatro grandes superfícies comercias entre outras) a verdade é que o  centro histórico da Madalena abre às 9 e fecha às 19 horas, tendo perdido a sua importância residencial, e é pena, pois a Madalena tem excelentes condições para que tal continuasse a ser possível.

 

Pois estamos chegados às razões pelas quais a Madalena passar por aqui amiúde, nem que seja e só para ter a oportunidade de mandar uns palpites e de lançar umas ideias para uma Madalena melhor, mais atrativa de modo a que se sinta que verdadeiramente faz parte da cidade de Chaves, sobretudo hoje em dia em que perdeu a sua importância militar onde nem sequer houve o bom senso de preservar as muralhas seiscentistas. Contudo esses palpites e ideias não passam de sonhos meus, bem possíveis de realizar e de fácil execução, isto enquanto ainda houver espaços disponíveis para que possam acontecer, um deles, que há poucos anos atrás tive algumas esperanças de que vingasse, era a da realização da Feira dos Santos (divertimentos) serem lá instalados e nesse mesmo espaço, realizar-se a feira semanal. Claro que seriam necessárias algumas obras, poucas, mas, enfim, não passam de sonhos que por aqui vou deixando. Se os benefícios de investimentos sociais (no bem que se faz às pessoas) pudessem ser contabilizados em folhas de excel, aí até o galo cantaria, sem necessidade de se recorrer a aves mais raras e vistosas…

 

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