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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

03
Jan20

A arte sai à rua...

Madalena - Chaves

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Os nossos artistas estão na rua. Na Madalena, o Pintor Mário Lino, vai dando as suas pinceladas reproduzindo nas paredes os trabalhos de construção da Ponte Romana. Como há 2000 anos não havia fotografia, nem pintores que se tivessem dedicado a esta construção, com um pouco de imaginação, o pintor de hoje, faz-nos essa representação. Gosto!

 

 

24
Out19

Cidade de Chaves

Santos e Outono - dia 4

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Santos e Outono – dia 4

 

Hoje iniciamos pelo Outono para depois irmos dar uma voltinha pelos Santos. Ontem deixámos aqui um momento de outono do Jardim Público, hoje, atravessamos o núcleo antigo da Madalena e ficamos pelo S.Roque, junto à sua capela e espaço verde criado num largo que ao longo dos séculos já teve várias funções, desde feira de porcos a parque de campismo até hoje ser um lugar para desfrutar e estar.

 

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Feira dos Santos - 2011

E agora os Santos, a Feira dos Santos e a sua componente dos divertimentos e carrosséis, curiosamente no mesmo local da foto anterior do outono, do tempo (esta de 2011) em que os divertimentos estacionavam na Madalena, e a meu ver, muito bem…mas sobre isso já disse tudo que tinha a dizer.

 

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Feira dos Santos - 2015

E por último uma imagem da arte de rua que todos os anos também vai acontecendo nas ruas da Feira, na só com a arte da música mas também com outras artes, como esta dos homens e mulheres estátua que fazem a delícia de quem passa.

 

 

17
Out19

Cidade de Chaves

A semana do turista - 4

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A semana do turista – 4

 

Da praça da República até à Madalena

Praça da República

 

Ontem os nossos turistas ficaram na Igreja Matriz, que se for visitada durante a semana, ter-se-á que fazer uso da porta lateral virada a Norte. Pois ao sair estará na Praça da República, o nosso ponto de partida de hoje. Nesta praça o ator principal é o Pelourinho, a ocupar o centro da praça. Vamos então a um pouco da sua história, curiosa por sinal, pois este pelourinho que hoje vemos na praça não é tão antigo quanto se pensa, pois embora o original seja de 1515,  que andou durante séculos aos trambolhões pela cidade,  versão é já do Século XX (1910)  e pouco ou nada terá a ver com a versão original. Mas leia-se a seguir a cronologia de alguns acontecimentos com ele relacionados para se saber um pouco da sua verdade.

 

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Cronologia

1080 - no tempo de D. Afonso VI a povoação passou a chamar-se Clavis;

1258, 15 Maio - foral concedido por D. Afonso III;

1350 - D. Afonso IV confirma todos os antigos privilégios por carta de foral;

1514, 07 Dezembro - D. Manuel concede-lhe foral novo;

1515 - construção do pelourinho  frente aos Paços do Concelho, atual Praça da República;

1706 - povoação dos Duques de Bragança, da comarca de Bragança e com 400 vizinhos;

1758, 27 Março - segundo o prior encomendado da Matriz de Chaves, António Manuel de Novais Mendonça, nas Memórias Paroquiais, a freguesia era da Casa de Bragança e da comarca da ouvidoria da cidade de Bragança; tinha juiz de fora, provido pelo rei, como administrador da Casa de Bragança, 6 escrivães, 1 meirinho, 1 juiz dos órfãos leigo, 2 escrivães, juiz almoxarife da Casa de Bragança, juiz da alfândega, escrivão, meirinho e guardas; tinha ainda vedoria geral, com vedor, oficiais e meirinho e câmara, que constava de vereadores, procurador e um tesoureiro;

Praça da república/pelourinho

1864, finais - demolição dos velhos Paços do Concelho, vendidos à Sociedade Civilisadora Flaviense, para no seu terreno se construir a nova sede daquela sociedade;

1870 - a vereação manda nivelar a praça, construindo-se um lageado de granito, conhecido como "eira", mandando-se apear o pelourinho, por prejudicar a regularidade do lageado e ali já não existirem os Paços do Concelho; em vez de o transferirem para frente do novo edifício, ergueram-no no pequeno lg. da Madalena, colocando-se um catavento de ferro cravado no capitel; anos depois - foi novamente apeado para a construção de um fontanário no local; o seu fuste e capitel estiveram arrumados muitos anos no quintal do Tenente-Coronel Sousa Machado, no Largo da Madalena;

1910 - depois de proclamada a República, houve a ideia de o reerguer frente à Câmara; Pe. António José Serimónias propôs em sessão camarária a reconstrução do pelourinho e do cruzeiro; 27 Outubro - aprovado em sessão de câmara, devendo colocá-los no lugar onde antigamente se erguiam - o Largo de Camões e do Anjo, respetivamente; os largos deviam ser devidamente calcetados e embelezados; para a base, foi-se buscar os elementos de um cruzeiro que em tempos houve quase à entrada do caminho para a Capela do Pópulo; para o remate, introduziram-se outras pedras de granito, pôs-se a meio do capitel um pequeno plinto, cravou-se-lhe em cima uma esfera armilar, que em tempos servira de ornato a um chafariz, e pôs-se-lhe à volta 4 pináculos;

 

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1911, 19 Janeiro - pagamento de 15$660 a Francisco Moreiras, morador na vila, para a colocação e aformoseamento do Pelourinho no Largo Camões; 16 Fevereiro - por promoção do Senhor Administrador do Concelho, foi deliberado mandar concluir a reconstrução do Pelourinho no Largo Camões;

1919 - a vereação eleita neste ano mandou apear o pelourinho aquando do arranjo do Largo Camões;

1920 - apeamento do pelourinho;

1934 - novamente erguido na Praça da República, onde ainda hoje se encontra.

 

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Ainda na praça há que lançar um olhar ao seu redor, a Sul a fachada da Igreja Matriz onde podemos demorar um pouco o olhar nos ornamentos das ombreiras e padieira da porta de entrada. A poente o edifício da sociedade também merece ser observado. A Norte o casario habitacional, com destque para a fachada do edifício central, principalmente pelo trabalho de cantaria e carpintaria/marcenaria colocados nos seus vãos. A Nascente a “Casa da Palmeira” a ocupar todo um quarteirão que vai desde a Praça da República, passa pela Rua Direita, Vira prá Travessa das Caldas e termina da Rua de Santa Maria. Um belíssimo edifício que todos esperámos que apanhe a recente onda de reconstrução do nosso Centro Histórico.

 

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Então estamos ainda na Praça da República que agora vamos abandonar para nos dirigirmos até à Ponte Romana, pela Rua Direita abaixo, onde poderemos apreciar algum do nosso casario mais típico, com as nossas populares varandas lançadas para a rua ao nível do 3º piso. Acabada a Rua Direita desaguamos no Largo do Arrabalde onde podemos encontrar uma mistura de arquiteturas, com o tradicional no casario particular, e um misto de português suave e modernista nos edifícios públicos e bancos (Tribunal, e Antigos Bancos Ultramarino e BPSM), onde não falta também a onda mais recente da arquitetura, em b€tão e popularmente conhecida por mamarrachos, e aqui reservo-vos o direito de adivinharem qual é (são) os mamarrachos.

 

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Mas entremos na Ponte Roma de Trajano, construída no I Século D.C., quase 2000 anos, parte integrante de uma das principais vias romanas, a Via Augusta XVII, inicialmente construída com 18 ou 19 arcos à vista, dos quais 12 ainda são visíveis, é sem qualquer dúvida o nosso ex-libris, uma das maravilhas flavienses e a nossa Top Model. Para apreciá-la, na basta passar-lhe por cima, há que descer até à margem do rio e apreciá-la nos seus vários ângulos, mas há quatro que são obrigatórios, dois a montante da ponte de ambas as margens e dois a jusante da ponte de ambas as margens, onde a Rainha e senhora é sempre a Ponte Romana, mas a composição é sempre diferente e não sei qual delas a mais interessante.

 

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Que toma a Ponte Roma e atravessa o rio (Tâmega) para a outra margem vindo do lado da cidade, do outro lado vê-se um velho casario onde se destaca a Igreja de S.João de Deus e do lado oposto um alto arvoredo que termina num gradeamento sobre o rio, trata-se do Jardim Público. Todo o casario que se vê esteve em tempos dentro das muralhas seiscentistas que faziam a defesa da cidade na margem esquerda do Rio. A nossa proposta turística é mesmo adentrar pela Madalena adentro e visitar todos os seus cantinhos, ainda cheios de vida durante o dia, com visita obrigatória a Igreja S. João de Deus e edifício adjacente, Antigo Hospital Militar, Visita demorada ao Jardim Público, apreciar todos os seus cantinhos, coreto e vistas sobre as pontes pedonal metálica e Romana, se a visita for de Verão tem bar aberto ao público para um café, chá ou cerveja, o que preferir, a sobra é garantida. Toda a Madalena se dedica a um tipo de comércio mais rural, no entanto há lá de tudo, incluindo meia dúzia de tascas onde no seu interior ainda há petiscos à moda antiga.

 

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E hoje ficamos por aqui, na Madalena, de preferência num dos seus tascos com uma caneca de vinho de lavrador ou se preferir uma cerveja, pão centeio e uma das iguarias que tenham no momento.

   

Consultas:

http://www.monumentos.gov.pt

 

 

18
Set19

Uma proposta para o próximo domingo

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Uma bicicleta em cima de um muro não é muito normal, mas é uma boa forma de chamar a atenção e publicitar uma iniciativa, também ela original, que já vai na sua 4ª edição, isto a julgar pelo cartaz. Trata-se do 4º Merendeiro Domingueiro, com um passeio de pasteleiras pela cidade de Chaves a terminar em merenda/almoço no Jardim Público.

 

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Interessante de ver e mais ainda deve ser participar. Vai acontecer no próximo domingo, com concentração no Largo de São Roque às 10H00, início do passeio pela cidade e arredores às 10H30, para terminar/começar às 12H30 numa merenda/almoço no Jardim Público.  Pelo que vi nas anteriores edições, é para todas as idades, para senhoras e cavalheiros, meninas e meninos, etc. Por razões alheias à minha vontade não posso participar, senão participava!

 

 

 

12
Set19

Cidade de Chaves - No Km Zero da Route 66 portuguesa

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Esta é a fachada do Km 0 (zero) da EN2, a estrada mais longa de Portugal que se inicia aqui e termina em Faro ao Km 738,5, já apelidada de a Route 66 portuguesa, e que está na moda percorrê-la no seu todo com partida deste ponto. Aliás basta passar por aqui de manhã para verificar que raro é o dia em que não há motociclistas e/ou outros a posar para a fotografia com o testemunho do marco do Km 0 antes da sua partida. Uma mais valia para nós, mas que pouco partido tiramos dela, parece-me, e, no entanto, também me parece termos todas as condições para que qualquer coisa de diferente se fizesse neste ponto de partida. Quanto à localização é excelente, bem enquadrada com o jardim público a um lado e o palacete Sotto Mayor do outro e de fundo toda a fachada do edifício que fica em fotografia. O lado negativo é que embora a companhia seja agradável, à exceção do Jardim de Público, tudo o resto está abandonado e em mau estado de conservação, e é esta a imagem que fica de fundo nas fotografias que por lá tiram nas partidas diárias, e temos pena!

 

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Velho, abandonado, degradado, mas mesmo assim cheio de pormenores a mostrar a sua graça e beleza de um tipo de construção que hoje já não se faz e com uma preocupação estética que hoje também já não se usa. Resta-nos a esperança de que a onda de reconstrução que se vai verificando no Centro Histórico de Santa Maria Maior, atravesse a ponte romana e chegue a este centro histórico de Santa Maria Madalena. Ai “si yo fuera rico, dubi dubi dubi dubi dubi dubi dubi du…”  

 

 

10
Set19

Em pleno outono ainda no verão!

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As noites fresquinhas já chegaram e as vindimas estão aí a par da colheita dos últimos frutos. Não é por nada mas meteorologicamente falando desde dia 1 de setembro que estamos no outono, mas para os mais otimistas, o outono dos astros só chega no dia 21, logo a seguir estão aí os Santos, depois o S. Martinho e quando formos a dar conta já é Natal. Assim, há que aproveitar o que resta de verão. Esta de desfrutar do rio Tâmega, é uma das formas, e estou a referir-me às canoas e a essas coisas puxadas a remos, que quanto a banhos, isso, são coisas do passado. Pena que estas canoas não naveguem todos os dias no nosso rio, davam-lhe outro colorido, e pena também que não estejam à disposição de todos… mas sempre nos restam uns passeios à beira rio.

 

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