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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

17
Jan20

O Barroso aqui tão perto - Carvalho

Carvalho - Montalegre - Barroso (Com vídeo)

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CARVALHO

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando do seu post neste blog,  não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje aqui esse resumo da aldeia de Carvalho, freguesia de Salto, Concelho de Montalegre.

 

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de Carvalho:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalho-1623928

 

 

 

 

 

 

12
Jan20

O Barroso aqui tão perto - Lama da Missa

Montalegre - Barroso

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Lama da Missa, é este o nome da aldeia barrosã que hoje vamos ter aqui e que tantas vezes calha nos nossos itinerários do Barroso.

 

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Localizada na margem esquerda do rio Rabagão, juntinha ao paredão da barragem do Alto Rabagão, comummente conhecida por barragem dos Pisões, esta localidade um pouco dispersa, situa-se já em plena serra do Barroso, a 900 metros de altitude, ali como quem sobe para os famosos cornos do Barroso e a umas centenas de metros do limite do concelho de Montalegre, confrontante com o concelho de Boticas.

 

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Já que iniciámos com a localização, vamos agora ao nosso itinerário recomendado, que por sinal não é o mais curto, mas que para uma primeira vez recomendamos este, que desde a cidade de Chaves, tem início na EN103 (estrada de Braga), passa pelo nó da A24, Sapiãos até ao Barracão. Aqui recomendamos sair da EN103, virar à esquerda para a M525 em direção a Criande/Morgade, onde encontramos a barragem dos Pisões (margem esquerda). Depois é seguir sempre junto à barragem, passando por Negrões e Vilarinho de Negrões, e logo a seguir é a Lama da Missa, mesmo junto ao paredão da barragem. Ao todo, entre Chaves e a Lama da Missa , são 56,20Km. Mas fica o nosso mapa com as indicações necessárias.

 

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Tal como referimos não é o itinerário mais curto (via Boticas), mas recomendamos este, porque o troço entre Morgade e a Lama da Missa é de passagem obrigatória, com um convite constante a paragens para apreciar a paisagem e fotografar, sempre com a barragem em primeiro plano e as suas aldeias ribeirinhas a entrar pela barragem a dentro, principalmente quando esta está cheia em que a água chega mesmo a tocar em algumas casas.

 

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Há ainda uma terceira opção para chegar à Lama da Missa, que é continuar sempre pela EN103 até aos Pisões e aí, atravessar via paredão da barragem para a outra margem. No final do paredão já é Lama da Missa.

 

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Lama da Missa, que além de calhar em passagem nos nossos itinerários, também é um dos pontos onde com frequência fazemos paragens para repor forças, principalmente depois de uma longa manhã de trabalho na recolha de imagens das aldeias barrosãs, onde há sempre uma mesa cheia de coisas boas, da época de inverno, que se “colhem” nos lareiros, nas salgadeiras e terrenos anexos.

 

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Nesta imagem que atrás fica e na próxima, podemos ver aquilo que, depois de “maduro”, se pode colher nos lareiros, para depois de irem ao pote, à panela e ao lume, sem esquecer à ida à horta, às couves, e ao armazém às batatas, que pode ser na hora. Depois é esperar que o pote fumegue tudo que tem a fumegar, junta-se tudo numa travessa e vai à mesa, acompanhado de bom azeite para quem quiser, mas que até se dispensa e de bom vinho, este não se pode dispensar, pois é como um medicamento que vai ajudar a combater alguma gordura em excesso e a fazer a digestão. Depois disto, convém descansar um bocado, assossegar, mais o corpo do que a alma, antes de se fazer de novo ao caminho.

 

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Quanto à origem deste topónimo, ainda sem consultarmos o que diz a Toponímia de Barroso e outros escritos, mas com aquilo que os seus habitantes e populares nos contaram, dizem ter origem em tempos mais antigos, em que os habitantes da margem esquerda do rio Rabagão, muito antes de existir a barragem dos Pisões, nos invernos mais chuvosos, o rio impedia-os de atravessarem para a outra margem. Aos domingos, quando queriam ir à missa da igreja mais próxima e da freguesia, a de Viade de Baixo, deslocavam-se até ao local mais próximo da igreja que lhes era permitido ir, ou seja uma lama[i] próxima do rio, e desde aí ficavam a “assistir” à missa de Viade de Baixo, mais metro, menos metro, segundo os meus cálculos, a cerca de 1km de distância.

 

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Claro que este “assistir “ à missa, e agora sou eu a supor, seguiria com as rezas habituais das missas, mais ou menos, em simultâneo com o que suporiam estar a acontecer do outro lado do rio, na igreja de Viade de Baixo, pois na altura, não me consta que houvesse altifalantes para reprodução de som, skypes, facebooks com ligações em direto, etc., aliás, nem eletricidade havia. Bem, esta foi a estória que me “venderam”  e não me custa nada, mesmo nada, acreditar nela.

 

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Ainda antes de passarmos ao que encontrámos nas nossas pesquisas, ficam mais algumas impressões pessoais sobre a Lama da Missa, cuja recolha de imagens e de informações não fizemos de uma só vez, mas antes, fomos fazendo ao longo dos anos em que andamos nestas andanças de descobrir o Barroso, que para nós também foi uma lição de como se descobre. Pois de início, ia passando por lá e dizia para com os meus botões – “isto não tem nada para além do restaurante”, mas com o tempo, fomos dando conta que não era bem assim, pois a Lama da Missa não se pode entender como uma povoação tradicional, com um aglomerado histórico e campos à sua volta, nada disso, a Lama da Missa é um conjunto de casario disperso, mais antigo e atualmente abandonado, mais parecendo quintas com os seus conjuntos de casa de habitação e anexos, mas também aqui bem diferentes das quintas tradicionais, em geral abastadas, esta são “quintas” de montanha, mais humildes e mais abrigos do que propriamente quintas.

 

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Hoje em dia, logo a seguir ao restaurante Albufeira, existe sim um pequeno núcleo de casas recentes, mas sem chegar à dúzia. Contudo não deixa de ser interessante, basta deixar as estradas, ou até mesmo nestas, e subir as encostas e adentrar-mos os seus caminhos, para descobrir-mos pormenores e paisagens únicas, quase virgens (às vezes) mas cheias de vida selvagem ou semisselvagem, tal como acontece com o gado doméstico, cavalos, cabras, vacas e burros a viver felizes (suponho) sem ninguém por guarda, embora em campos vedados, à exceção das cabras que essas andam mesmo a monte. Seria uma pena termos ficado pelas primeiras impressões de “isto não tem nada” e termos perdido estes lugares, estas paisagens, este viver a terra no que ela permite ser vivida.

 

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Mas adiantemos e vamos até aquilo que nos dizem os documentos e outras publicações que consultamos, que antevemos ser pouca coisa, tal como acontece na monografia de Montalegre, onde apenas aparecem duas referências, uma no espaço dedicado à freguesia onde se menciona a Lama da Missa como um dos seus lugares e outra, indireta, por calhar na rota das barragens.

 

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Eis a referência que faz a monografia de Montalegre:

 

A grande rota das barragens

Vamos propor um passeio ao longo das albufeiras que se espraiam pelos vales dos rios Cávado e Rabagão. São cenários majestosos de água e serra, bem vivos nos prazeres da pesca, da vela do flyserf,  do remo, da canoagem e do esqui, ou no gosto da vitela barrosã, do cabrito,  das trutas  e das carpas.

 

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E continua a monografia de Montalegre:

Fixe como ponto de partida a vila de Montalegre. Saia em direcção à EN 103, Braga - Chaves, seguindo em direcção às aldeias da Aldeia Nova do Barroso – aldeia dos Colonos - Morgade, Negrões, Lamachã e Lavradas, já no concelho vizinho, para ter acesso ao grande miradouro do Vale do Rabagão, que são os “Cornos das Alturas”. Lamachã e Vilarinho Seco são aldeias pequenas de rosto antigo, sorridentes nas expressões populares e rodeadas de pastos, campos de milho e centeio. Na descida para Lama da Missa pare e admire o vasto panorama da albufeira da barragem do Alto Rabagão.

 

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Sinceramente mais nada encontrámos nas nossas pesquisas, mesmo na internet, que embora apareçam algumas referências à Lama da Missa, sem interesse para este post, tal como coordenadas, código postal, etc, a única que se repete, e que já indiretamente abordámos, é a do Restaurante Albufeira, a esse sim, há muitas referências. Assim sendo, passemos para o que nos diz a Toponímia de Barroso.

 

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Na Toponímia de Barroso, encontrámos o seguinte (as notas de rodapé são nossas):

 

Lama da Missa

É um lugar muito recente. A lama já lá estaria há muito tempo mas a missa ainda hoje lá não chegou. (veja o topónimo Lamas).[ii]

Conta-se que os habitantes do Telhado, durante os meses de Inverno, visto que não havia ponte sobre o Regavão[iii] para irem à missa a Viade, desciam de suas casas até à lama, ajoelhavam-se, descobriam-se venerantemente e ali esperavam que alguém lhes acenasse com um lençol… Era o sinal da missa em Viade. Daí a Lama da Missa.[iv]

 

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E mais não diz, e mais nada temos para contar, só resta para terminar, sem qualquer intenção de fazer publicidade, agradecer a forma como sempre fomos recebidos no Restaurante Albufeira, inclusive quando aparecemos fora de horas ou quando está à pinha, nunca saímos de lá sem comer e satisfeitos. Um obrigado ao Paulo Pinto, à mãe e às empregadas lá do sítio (do Restaurante e da Lama da Missa e redondezas). 

 

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E agora o vídeo com todas as imagens publicadas. Não deixamos referência para posts anteriores, porque este é o primeiro que dedicamos à Lama da Missa.

 

 

 As nossas consultas:

 

BIBLIOGRAFIA:

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

WEBGRAFIA

http://www.cm-montalegre.pt/

http://toponimialusitana.blogspot.pt

https://dicionario.priberam.org/lama - "lama", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020,  [consultado em 12-01-2020].

 

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[i] Conjunto de matérias soltas do solo ensopadas em água

[ii]  Que nós fomos ver, mas como apenas se refere ao significado e origem da palavra “Lamas”, não tem interesse para este post, além de o significado já o termos deixado neste post.

[iii] Em geral é grafado como Rio Rabagão

[iv] “Quem conta um conto, acrescenta um ponto”, como veem os ditados populares têm sempre razão. A estória que me contaram é ligeiramente diferente e como nunca foi grafada em qualquer documento, a não ser os atuais em que começa sempre por “conta-se”, “disseram-nos”, “diz o povo”, ou seja, é feita a história à maneira cigana, vai passando de geração em geração oralmente, daí, embora todas as estórias andem à volta do mesmo, todas elas são diferentes e igualmente válidas. Aqui temos duas…

 

 

05
Jan20

O Barroso aqui tão perto - Salto

Montalegre - Barroso (com vídeo)

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Vila de Salto 

 

Sinceramente que já estávamos com saudades de ir por terras do Barroso, embora hoje o façamos apenas virtualmente, mas é o suficiente para recordar alguns momentos que por lá fomos passando.

 

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Pois estamos de regresso aos post completos sobre as localidades do Barroso, ainda no Barroso de Montalegre e no caso de hoje, no Barroso verde de Salto.

 

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Já que estamos em maré de ser sinceros, posso dizer sem qualquer dúvida, que Salto e toda a sua freguesia, foi o que mais me surpreendeu no que me faltava por descobrir do Barroso, e a surpresa chama-se “verde exuberante” cor com que toda a freguesia é vestida. Basta ver as fotografias de todas as aldeias da freguesia de Salto que passaram por aqui para confirmar como é verdade, e não é apenas na primavera ou verão, é todo o ano. Só por isso, já valeu a pena a descoberta. Mas há muito mais, mas hoje, ficamos só por Salto, sede de freguesia.

 

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Antes ainda de passarmos ao que encontrámos nas nossas pesquisas sobre a Vila de Salto, e para rematar, ficam as restantes impressões pessoais nesta descoberta. Já sabíamos que a seguir a Montalegre, sede de Concelho, Salto seria a segunda localidade mais importante, pois não seria por mero acaso que passou a ser classificada como vila desde 1995. Uma vila relativamente recente que está bem plasmada naquilo que hoje é, notoriamente com um pequeno núcleo antigo que seria a antiga aldeia de Salto, mas hoje com a maioria do aglomerado da vila ocupada por construções muito mais modernas e recentes, com alguns edifícios públicos e/ou associativos e de habitação coletivas a destacarem-se das restantes construções, maioritariamente constituídas por moradias.

 

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Pena que a nossa praia sejam mais os núcleos antigos, os centros históricos, centenários, aqueles que estão carregadinhos de história e estórias para contar. Núcleos históricos qua acabaram por ser vítimas da modernidade, muito mais apetecível pelas melhores condições de uso e habitabilidade que oferecem.

 

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Para finalizar da nossa parte, fica o nosso mapa com o itinerário que recomendamos, com partida da Nacional 103 até Sapiãos, onde abandonamos a 103 e rumamos em direção a Boticas, aí apanhamos a Nacional 311 e se não saímos dela, a 54,3 km (desde Chaves), estamos em Salto.  Atenção à estrada, com bom pavimento e largura aceitável, mas com muita curva e algumas delas meias traiçoeiras. De vagar, pois assim também pode ir apreciando a paisagem e fazer algumas paragens, uma delas, recomendo, é junto à aldeia de Cerdedo, ainda no Concelho de Boticas, aldeia também barrosã que um destes dias também passará por aqui.

 

Fica o nosso mapa:

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Agora sim, vamos passar ao que os documentos e demais literaturas dizem sobre Salto. Iniciemos pela página oficial da Junta de Freguesia, que tem alguma informação preciosa, aliás se todas fossem como esta, tínhamos metade do nosso trabalho feito (o Link fica no final do post, nas nossas consultas):

 

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História da Freguesia de Salto

A freguesia de Salto é, quer em área, quer em população, a maior freguesia do concelho. Como espaço habitado e evangelizado, Salto é já referido no Paroquial Suévico como uma das trinta paróquias já existentes, no último terço do século VI e pertencentes à catedral de Braga. Ao longo da sua vida teve muitos momentos de glória, daí a riquíssima história desta freguesia. Enquanto os cruzados do norte da Europa atravessavam o Atlântico e o Mediterrâneo, para combater nos lugares santos, o povo portugalense trepava descalço os caminhos das suas peregrinações que atravessavam a freguesia. De tal modo que D. Afonso Henriques autorizou e apoiou a construção da Albergaria de São Bento das Gavieiras, ao monge Benedito, em 1136. Alguns nobres olharam com cobiça para esse território onde adquiriram casais ou mesmo povoações como Carvalho, Póvoa e Revoreda que eram do fidalgo-trovador D. João Soares Coelho e de suas irmãs. D. Pedro I, o tal que arrancou o coração pelo peito a Pero Coelho (bisneto do referido João Soares Coelho) e pelas costas a Álvaro Gonçalves por terem morto Inês de Castro, também cobiçou Salto. Por isso, depois de uma visita a Santa Senhorinha de Basto, de quem era devoto, cedeu-lhe fartos rendimentos da Igreja de Santa Maria de Salto.

 

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E continua a pág. da Junta de Freguesia:

O território da freguesia actual 78,6 km2 era ocupado também pela freguesia de Novaíças que incluía vários casais e herdades em diferentes povoações entre- tanto desaparecidas: Pontido, Curros de Mouro, Ulveira, Gulpilheiras, etc. Os grandes mosteiros do norte Refojos, Pombeiro e Bouro – todos levantavam daí grossas rendas. A história desta freguesia dava matéria para dez livros como este. Aqui poderá visitar a antiga casa do Capitão, agora pólo do Ecomuseu de Barroso, onde encontrará uma apresentação dos ofícios tradicionais, do Pisão de Tabuadela e das Minas do Volfrâmio da Borralha.

 

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Ainda na pág. da Junta de Freguesia:

A Freguesia de Salto com uma área de 78,54 km2 e com uma população presente a rondar as mil e quinhentas almas nas vinte povoações existentes, continua com dinamismo!

(…)

O comércio, sobretudo a restauração, está ativo e a feira semanal ao Domingo, contribui para o desenvolvimento da economia local.

 

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E continua:

As Associações da terra criam dinâmica e movimento.:

 

O Grupo Desportivo com cinco equipas a competir nos Campeonatos Distritais, movimenta dezenas de atletas.

 

O Lar de Salto acolhe dezenas de idosos e leva o comer a muitos outros. Sendo o maior empregador local.

 

As Associações ligadas à lavoura: Centro de Gestão, Agro-Florestal e de Criadores, apoiam os agricultores e promovem cursos de formação para os mesmos.

 

Os Bombeiros fazem o apoio aos doentes e mantem a floresta protegida.

 

A Banda Filarmónica continua com dinamismo e tem em funcionamento uma Escola de Música.

 

As Associativas da Caça vão trazendo até Salto gente ou para caçar ou para os torneios que promovem.

 

Os Ecomuseus de Salto e das Minas da Borralha, acolhendo visitas e promovendo iniciativas de interesse para os visitantes.

 

A Junta de Freguesia, agora, instalada na Rua Central atende todo o povo da freguesia, com serviços próprios e dos correios.

 

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E sobre a Igreja Matriz de Salto diz o seguinte:

 

Quem entra em Salto e segue até à zona central da vila, não fica indiferente à imponente imagem eclesial situada no topo da Rua Padre Manuel José Jorge, em paralelo granítico. Trata-se da antiga igreja matriz de salto, talvez o principal ícone desta vila. É um edifício de traça romântica, que foi sofrendo algumas remodelações estruturais ao longo do tempo. Nas paredes Norte e Sul da nave é possível ver troços da perfeição com que pedras foram sobrepostas na construção do edifício. Deslocados para a traseira da igreja, alinhados na bordadura do adro ajardinado e bem tratado, observam-se quatro arcas tumulares cobertas com tampas, presentando todas elas decoração e inscrições. Estes são importantes vestígios da necrópole dos tempos medievais, testemunhadores da antiga pratica de enterrar os paroquianos no adro envolvente da igreja. No interior, as estatuas de Nossa Senhora do Pranto (santa padroeira) e do Beato D. Nuno, o Condestável, que por estas terras terá treinado o seu exercito aquando das batalhas com reino de Castela.

 

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E sobre o Ecomuseu:

 

Ecomuseu de Barroso - Casa do Capitão

 

Instalado numa antiga casa senhorial, que pertenceu ao Capitão da aldeia, representante da autoridade e do poder, a nível local, este polo do Ecomuseu de Barroso, em Salto, representa algumas das atividades tradicionais mais emblemáticas.

 

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E continua sobre o Ecomuseu:

Neste espaço foram recolhidas, tratadas e inventariadas mais de mil peças. Estas, doadas pelos habitantes da freguesia, deram origem a um polo etnográfico, que permite uma visita ao que seria uma casa típica barrosã. Os temas tratados são muito variados: a raça barrosã, que é autóctone, as alfaias agrícolas manuais e de tração animal, o ciclo do pão, a cozinha de Barroso, o ciclo da lã e do linho, as minas de volfrâmio da Borralha e D. Nuno Álvares Pereira, Senhor das terras de Barroso. Este local disponibiliza uma ludoteca, uma biblioteca e uma loja de produtos locais.

 

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Uma vista de olhos pela wikipedia para as festas populares:

 

FESTAS POPULARES

 

A festa Senhora do Pranto

O pároco da freguesia de santa Maria de salto em 1758, o reitor António Alves de Sousa, fornece a sua versão para a origem do nome de salto:” Este dito lugar é assim chamado para a tradição de uma imagem com o titulo Senhora do Pranto, padroeira desta freguesia chamada a “Senhora de Salto” pela dita tradução de que de distancia de quase meio quarto de légua saltara para um sítio em que hoje está, para a lagoa e carvalheira que esta se extingui e é o sítio deste lugar.  A carvalheira secou e a lagoa enxugou de sorte de que no tempo do Estilo e parte do Outono faz a aprazível e de limitável a circunspecto deste lugar de salto”

 

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E continua:

Perante o fenómeno milagroso persistentemente repetido, da misteriosa mudança de imagem de Senhora, do lugar de Oliveira para o sítio onde seria construída, há mais de mil anos, a igreja velha, o povo devoto achou que se a Senhora dava o “salto” para este lugar era porque desejava que lhe construíssem um espaço de culto ali e por isso foi decidido construir uma capela para acolher a Senhora, nascendo a nova aldeia em seu redor, a qual recebeu o nome de Nossa Senhora de Salto ou Santa Maria de Salto, em honra do “salto da Senhora” de Terras de Oliveira para este novo lugar.

Sendo pacificamente aceite que a etimologia de Salto remete para a designação latina as saltum com o significado “caminho entre os bosques”.

Nossa Senhora do Pranto é comemorado a 15 de Agosto, dia em que a “Senhora” sai em longa e florida procissão.  A 13 de Agosto existe uma outra procissão a Nossa Senhora de Fátima.

Remetendo para 3 dias de grande euforia em Salto.

 

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Agora quanto à Festa de São Sebastião na wikipedia encontrámos o seguinte:

 

A festa de São Sebastião

No dia 20 de Janeiro, a meio do Inverno, tem lugar a Festa de São Sebastião, numa época considerada como não coincidente com o tempo festivo.

Vinha o Santo em procissão dum único andor presidir à bênção do pão e do vinho que ficava assim diferente do pão normal. Tinha mezinha, podia-se guardar de um ano para o outro que não ganhava bolor.

O bobo comunitário de São Sebastião reconhece as graças concedidas, através do esconjuro de afastamento dos cavaleiros do Apocalipse, sendo as capelas de São Sebastião situadas na entrada dos povos donde sopram os maus ventos ou donde vêm as pragas às culturas. Sabemos que a origem desta fé é muitas vezes secular, atribuída por Leite Vasconcelos a uma grande peste que assolou o país em 1505.

 

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E continua sobre o São Sebastião:

O medo da fome, da peste e da guerra de que o santo é advogado foi sempre uma espada de Damocles sobre a cabeça do povo, daí a devoção a este servo de Deus.

Em Salto, na “roda” de distribuição gratuita, são ofertados os “mordomos” benzidos, uma porção de pão e um copo de vinho. Os que assistem ao ritual levam para casa um “mordomo” a mais para cada filho, e muitas vezes outro por cada género de animais. A este pão ou carolo atribui-se poder curativo, não ganhando bolor ao longo do ano.

 

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Festa de São Sebastião que é muito popular em todo o Barroso e que todos os anos leva milhares de pessoas até elas, pois além de Salto, na atrás referida aldeia de Cerdedo também é celebrado e logo ao lado, na aldeia de Couto de Dornelas, talvez a maior de todas a par da de Alturas de Barroso onde também se festeja. Vale a pena ir a todas elas, pois embora sejam no mesmo dia, ficam a uns quilómetros umas das outras e em timings diferentes, todas elas no Barroso, embora as três últimas sejam no concelho de Boticas.

 

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Ainda na wikipedia:

 

O tempo da quaresma

A quaresma que se seguia este longo período festivo que abarca Dezembro, Janeiro e Fevereiro, impõe silêncio e jejum, com interdição do toque dos sinos, das festas, jogos ou espectáculos. É um período sagrado, centrado nos sermões e preces, cujos 40 dias culminaram na Semana Santa, e em particular na Sexta-Feira e no Domingo de Páscoa- o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia da Primavera.

 

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O sexto domingo, que dá inicio a semana santa, é chamado “Domingo de Ramos”.

 

Os dois grandes períodos opostos do Inverno e do Verão são assinalados pela matança do porco, a qual se apresenta como uma inauguração caléndarica ritual e psicológica, uma espécie de antecipação do Carnaval. O porco é a despensa do ano, que permite uma grande variedade de preparações

 

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Passemos agora à Monografia de Montalegre, onde há bastantes referências à Vila de Salto, mas a maior parte já foi abordada, mas há esta primeira que transcrevo que é curiosa e há ainda quem a defenda:

 

“A Questão de Salto” - anos de 1914 a 1916 Entre 1914 e 1916 ocorreu a Célebre Questão de Salto. Foi o caso de um algarvio, eleito pelos eleitores do Minho, chamado Augusto José Vieira decidir agitar os ânimos da boa gente nortenha. Assim, propôs (após a necessária campanha Caciquista no Minho) a anexação da freguesia de Salto ao concelho de Cabeceiras de Basto. A batalha durou três anos mas no fim tudo correu como devia: Salto foi, é e será de Montalegre.

 

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As características da freguesia:

Salto

Área: 78.6 km³

Densidade Populacional: 23.8 hab/ km²

População Presente: 1853

Orago: Nossa Senhora do Pranto

Pontos Turísticos: Casa da Fonte (Corva); Sepulturas Antrmpomórficas (Seara) Igreja Velha e Arcas Tumulares (Salto); Monte da Maçã; Casas Diversas.

Lugares da Freguesia: Ameal, Amiar, Bagulhão, Beçós, Minas da Borralha, Caniçó, Carvalho, Cerdeira, Corva, Linharelhos, Lodeiro d’Arque, Paredes , Pereira, Pomar de Rainha, Póvoa, Reboreda, Salto, Seara e Tabuadela.

 

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E agora é tempo da “Toponímia de Barroso”

 

Salto

Notável e antiquíssimo arcaísmo fonético: do latino Saltu > Salto!

A manutenção do L confirma a velhíssima constituição daquele topónimo que é referido como sede de paróquia suévica no Paroquial de 570. A Diocese Bracarense que se estendia desde Vila do Conde a Bragança e ao Minho tinha apenas trinta paróquias e entre elas Ad Saltum. Chegou a distribuir o seu território por três concelhos conquanto pertencesse sempre à Borba de Barroso. Apesar de regularmente desmembrada ainda atinge um domínio da origem dos oitenta quilómetros quadrados de área onde vigoram vinte agregados populacionais.

 

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E na Toponímia Alegre, vamos lá aos Escorricha-odres de Salto:

 

(…)

Boa terra era Salto

Se não fora geadeiro

Vem a geada leva tudo:

Não colhe nem um graeiro.

 

Não vou mais ao São Miguel

De dia ou de madrugada

Por mor da ronda de Salto

Apanhamos a traulitada (1)

 

  • (1)– Alude-se às cenas de pancadaria entre trauliteiros e republicanos na monarquia do Norte – 1919.

 

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E continua:

 

Ó moças da Venda Nova

Apertai esses coletes:

Olhai as moças de Salto,

Parecem uns ramalhetes.

(…)

Venho do Senhor São Bento,

Vou prá Senhora de Salto,

O que eu quero é dinheiro

Raparigas não me falto!

(…)

 

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E para finalizar o vídeo com todas as imagens aqui publicadas:

 

 

Para ver o vídeo diretamente no YouTube ou partilhar, sirva-se deste link:

 

https://youtu.be/BIf4TEDCBPA

 

1600-salto (68)

 

BIBLIOGRAFIA

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

WEBGRAFIA

http://www.cm-montalegre.pt/

http://toponimialusitana.blogspot.pt

https://jf-salto.pt/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Salto_(Montalegre)

 

Links de interesse

https://www.facebook.com/pages/category/Public-Figure/Vila-de-Salto-10150135785210313/?redirect=false

 

 

 

29
Dez19

O Barroso aqui tão perto - Caniçó

Vídeos das aldeias de Barroso

1600-canico-video.jpg

montalegre (549)

 

 

Caniçó

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando do seu post,  não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje aqui esse resumo da aldeia de Caniçó, Concelho de Montalegre.

 

Antes do vídeo, ainda uma nota. Com o início do novo ano de 2020 o blog irá proceder a algumas alterações na sua grelha de publicações. Uma delas terá a ver com o Barroso e com estes pequenos vídeos em falta das aldeias, que passarão a ser publicados aos sábados, no entanto, mater-se-á a publicação sobre o Barroso dos domingos com um post completo das aldeias que ainda não tiveram aqui o seu espaço. Ou seja, o Barroso fica a ganhar com mais uma publicação semanal. Agora sim, o vídeo de Caniçó:

 

 

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

 

https://youtu.be/7sWwZWGxYpI

 

 

Posts do blog Chaves dedicados à aldeia de Caniçó:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

 

 

 

 

22
Dez19

Cambezes do Rio - Montalegre - Barroso

aldeias do Barroso - vídeo

1600-cambeses do rio (23)-video.jpg

montalegre (549)

 

Cambezes do Rio

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Cambezes do Rio.

 

Ainda antes do vídeo, só mais um apontamento para esclarecer os mais atentos. Acontece que Camabezes (com z) do Rio também é às vezes grafado como Cambeses (com s) do Rio. Na altura dos post optei por grafar quase todo o texto com Cambeses (com s). Desta vez, naturalmente e sem reparar no post dedicado à aldeia, grafei tudo com Cambezes (com z). Eu sei que, por uma questão de coerência,  deveria optar só por uma forma de escrever, mas aconteceu assim, sem coerência mas também sem erros. E agora sim, o vídeo:

 

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

 

https://youtu.be/6MkbTI-LDiE

 

Posts do blog Chaves dedicado à aldeia de Cambezes do Rio:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

 

 

15
Dez19

O Barroso aqui tão perto - Cabril (vídeo)

aldeias de barroso

1600-cabril (127)-video.jpg

 

Cabril

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Cabril, do concelho de Montalegre.

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/9ejjc1tPYt8

 

1600-entre cabril e (25)-video

1600-entre cabril e (30)-video

1600-entre cabril e (52)-video

 

 Hoje, excecionalmente, deixamos mais imagens, também incluídas no vídeo, mas que não foram publicadas no post de Cabril.

 

1600-entre cabril e (29)-video

 

Posts do blog Chaves dedicado à aldeia de Cabril:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cabril-1849944

 

 

13
Dez19

Cidade de Chaves

inverno no tâmega e dia das bruxas em montalegre

1600-(45511)

 

Embora ainda estejamos no outono, a imagem já é de inverno que, também tem os seus encantos e, pessoalmente, sem sequer ser uma questão de gostar ou não, e pondo a coisa em termos de contrastes entre inverno e verão, prefiro o inverno, dou-me melhor com ele, principalmente tendo em conta o calor de inferno dos nossos verões. E por falar em inferno, hoje é sexta-feira 13, dia das bruxas em Montalegre.

 

1600-montalegre (1169) -1.jpg

 

Assim, fica também uma foto de Montalegre, já aqui repetente, mas é só para lembrar os desavisados que queiram lá ir, à sexta-feira 13, e como quem te avisa teu amigo é, deixo mais uma – levem agasalho que a noite promete ser fria…

 

 

 

 

08
Dez19

Bustelo - Montalegre - Barroso

vídeo

1600-bustelo (5)-video.jpg

 

Bustelo - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Bustelo, Montalegre.

 

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/g9LlsVh2KwA

 

 

Posts do blog Chaves dedicado à aldeia de Bustelo:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

 

 

01
Dez19

Brandim - Montalegre - Barroso

2000-brandim (1).jpg

montalegre (549)

 

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Brandim.

 

 

 

Link para partilha ou ver original diretamente no youtube:

https://youtu.be/8iV_0cWpo3A

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia barrosã de Brandim, Montalegre:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-brandim-1645851

 

 

24
Nov19

O Barroso aqui tão perto - Bostochão

Montalegre - Barroso - Portugal

1600-bostochao (12)-video.jpg

montalegre (549)

 

 

Bostochão

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia barrosã de Bostochão, concelho de Montalegre.

 

 

 

Link para partilha ou ver original diretamente no youtube:

https://youtu.be/SgmKSFwbNhU

 

 

Posts do blog Chaves dedicado à aldeia de Bostochão:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bostochao-1786017

 

 

 

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