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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

19
Ago20

Moure - Chaves - Portugal

Aldeias do Concelho de Chaves

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Moure.

 

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Posts estes cuja finalidade é trazer aqui o vídeo resumo com todas as imagens da aldeia publicadas até hoje no blog, mas que aproveitamos sempre para meter mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções, mas acontece, que estes posts resumo, nalguns casos, em imagem, é mais completo, ou tem mais imagens, que os posts anteriores. É o que acontece hoje com a aldeia de Moure.

 

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Não é que tenhamos dois pesos e duas medidas para tratar e fazermos esta abordagem às aldeias, simplesmente acontece, pois tentamos ser isentos nestas abordagens, aliás nem poderia ser de outra maneira e também não há razões pessoais, em especial, para que fosse doutra maneira, tanto mais que não tenho qualquer ligação a nenhuma delas, quando muito poderia ter alguma ligação às aldeias onde vivo, e disse aldeias porque vivo entre duas aldeias e não sei bem a qual pertenço, mas também estas, hoje em dia, são mais bairros dormitórios da cidade do que propriamente aldeias, exceção para os seus núcleos históricos (os mais antigos) onde vivem, aí sim, os seus habitantes genuínos que podem dizer e afirmar, alto e em bom som – a minha aldeia…mas isto são outras conversas que talvez possam ser abordadas na próxima aldeia de Chaves que estará aqui no próximo sábado.

 

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Acontece também que aquando dos posts que dediquei a Moure, apenas tinha ido uma vez à aldeia, precisamente para recolher algumas imagens para lhe dedicar um post. Depois disso, já passei por lá mais algumas vezes, em que aproveitei para tomar mais algumas imagens da aldeia e da sua envolvente, pois da aldeia, por muito esforço que possamos fazer, numa pode dar muitas imagens diferentes, isto porque se trata de uma aldeia pequena cujo núcleo antigo se desenvolve à volta de um largo, e fica-se por aí, à exceção de cerca de uma dezena de casas mais recentes que foram sendo construídas ao longo da estrada de acesso à aldeia e ao rio.

 

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E mesmo assim, para enriquecer o espólio fotográfico da aldeia, incluímos imagens da antiga estação dos caminhos de ferro, que embora esteja construída junto à aldeia, tem inscrito na construção o nome da aldeia vizinha de Vilela do Tâmega que fica a 3 quilómetros da estação. Nunca entendi o porquê de tal acontecer, pois a meu ver se a estação está em Moure, deveria adotar o nome desta aldeia, ou quando muito, da aldeia de Bóbeda, que fica a 700 metros da estação. Pela certa foram politiquices da altura, tal como a estação de Loivos que ficava isolada no meio do monte, a mais de 5Km de Loivos e sem estrada de ligação (apenas os ditos caminhos de cabras que ainda hoje só a pé ou num todo terreno é que se consegue lá ir) e que durante anos que eu andei de comboio, este fazia lá sempre paragem, mas nunca vi um único passageiro a entrar ou sair do comboio. Seja como for, hoje em dia tanto faz, pois, o comboio, para justificar o negócio das autoestradas, passou à história, os carris de ferro e estruturas base de madeira foram roubados, idem para as estações e apeadeiros que além de roubarem o pouco que havia foram totalmente vandalizadas. Hoje em alguns troços da antiga linha fizeram ciclovias por onde ninguém circula…

 

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A par da estação e antes da linha passar a ciclovia, um dia lembrei-me de fazer o percurso entre Curalha e Moure à procura de um conjunto de casas e moinhos que recordava, por os ver nas minhas viagens de comboio. Já então eram casas em ruinas e suponho que os moinhos também não funcionavam, no entanto sempre aquele conjunto abandonado tinha um certo encanto, nem que fosse pela proximidade do rio e pelo seu isolamento. Fui e lá estavam tal como os recordava, abandonados e em ruínas. Também essas fotografias, que hoje ficam aqui algumas delas, estão arquivadas como sendo pertença de Moure, embora dada a proximidade de Bóbeda, possam pertencer ou ter pertencido a esta última aldeia. Mas seja como for, já que a estação de Moure tinha o nome de Vilela do Tâmega, estas ruínas junto ao rio bem podem pertencer a Bóbeda mas no meu aquivo pertencem a Moure, e não se discute mais este assunto.

 

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Mas Moure, embora em criança eu identificasse a aldeia como sendo Vilela do Tâmega,  graças às minhas viagens de comboio e à tal inscrição desta última aldeia na estação, já fazia parte do meu imaginário de criança, isto porque a aldeia de Moure tinha honras de uma placa a indicar a aldeia noa Estrada Nacional 2, curiosamente, no local existiam duas placas indicando sentidos contrários, para cima indicava Redial e para baixo Moure e depois, nesse meu imaginário de criança, convenci-me de que a aldeia era de um vizinho meu, que tinha vindo da américa, tudo porque a esse tal vizinho lhe chamavam Manuel Moure… que saudades desses tempos de criança em que no reino da Casa Azul tudo era possível…

 

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Pois para compensar, hoje, neste post, a aldeia de moure tem 17 imagens, mais que todas as imagens que publiquei até hoje nos posts anteriores que lhe dediquei. Aliás não aconteceu só com Moure, já houve outras aldeias em que aconteceu o mesmo, daí que esta nova ronda que estamos a fazer com o vídeo das aldeias, sirva também para fazer alguma justiça  aquelas aldeias em que fomos parcos em imagens.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia das Moure que foram publicadas até hoje neste blog, incluindo as deste post. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre Moure ao longo do tempo de existência deste blog, a seguir ao vídeo, ficam links para esses posts.

 

Aqui fica:

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Moure:

https://chaves.blogs.sapo.pt/moure-chaves-portugal-1664451

https://chaves.blogs.sapo.pt/moure-uma-aldeia-do-mundo-rural-1083549

https://chaves.blogs.sapo.pt/187776.html

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Nantes.

 

 

07
Abr18

Moure - Chaves - Portugal

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Então cá estamos de novo com as nossas aldeias de Chaves, hoje com a aldeia de Moure, uma velha conhecida, pois desde puto que me fui habituando a ver a sua placa na EN2, mas inteiramente desconhecida até ser já bem adulto, pois embora a placa da estrada a anuncie, é preciso descer até ela para conhecer a sua intimidade.

 

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Moure que se implanta em plena encosta da montanha e “entalada” entre a EN2 e o Rio Tâmega, mas mais próxima do rio, existindo entre este e a aldeia uma pequena e fértil veiga.

 

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Era uma das aldeias que assistia diariamente à passagem e paragem de vários comboios, enquanto existiu, tendo uma belíssima estação, como quase todas, que hoje se encontra abandonada e vandalizada.

 

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Curiosamente na sua estação, nas paredes dos alçados laterais está inscrito “Vilela do Tâmega”. É, o comboio ou quem decidia, tinha as suas noias. Em Chaves ia-se acontecendo uma “guerra civil” entre os defensores da estação na margem esquerda do Tâmega e os defensores da margem direita. Claro que ganharam os da margem direita, não fosse lá que estava a então Vila de Chaves, um pouco como ainda hoje acontece.

 

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Pois em Moure, a estação do comboio ficou com nome do topónimo da aldeia vizinha, que embora próxima, sempre ficava, e fica, a mais de 3km. Mas de maior noia era a estação de Loivos, que ficava no meio do monte, a 5 km de Loivos, onde durante os quase 20 anos que eu utilizei o comboio, ele parava sempre na estação onde nunca vi entrar ou sair um único passageiro que fosse.

 

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Quanto à aldeia de Moure, é uma pequena aldeia, como quase todas também a sofrer da maleita do despovoamento.

 

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Uma aldeia onde já fomos algumas vezes mas que sei hoje termos deixado alguns registos fotográficos para trás, aparentemente algumas preciosidades, pelo menos a crer pelo que as fotografias aéreas deixam ver. Razão suficiente para uma futura visita mais atenta e demorada, sem esquecer uma descida até ao Rio Tâmega. Fica prometido para a próxima ronda pelas aldeias de Chaves aqui no blog, pois se pensavam que depois da atual ronda nós deixávamos as aldeias esquecidas, enganaram-se.

 

 

22
Jun14

Moure - Uma aldeia do mundo rural flaviense

 

Os que por aqui vêm com regularidade sabem que aos fins de semana as aldeias têm de marcar presença neste blog, contudo não é de todo muito fácil cumprir essa promessa, pois para as trazer aqui tenho que, com alguma antecedência, passar e estar nessas mesmas aldeias. É certo que não há aldeia do nosso concelho onde eu ainda não tenha estado e lamento, mas lamento mesmo, mas mesmo muito, que das primeiras vezes em que fui às nossas aldeias não tivesse então uma câmara fotográfica para fazer alguns registos, os de então, e não vai lá muito tempo, pois as minhas primeiras incursões pelo mundo rural flaviense aconteceram nos anos 70 do século passado.

 

 

Para a História 30 ou 40 anos nada significam, principalmente quando a nossa História é milenar e tão rica em acontecimentos importantes, mas a par dessa História milenar e rica de grandes acontecimentos há toda a História de um povo que ninguém conta nem cabe nos livros História.  Há dias, aquando do encontro de fotógrafos Lumbudus em terras do Barroso tive oportunidade de, no Ecomuseu do Barroso, comprar uma suposta segunda edição do livro Negrões – Memória Branca, com fotografias de Gérard Fourel e textos de Gilles Cervera. As imagens são impressionantes, mexem connosco e fazem toda a tal História que não cabe nos livros de História. Trago aqui o exemplo deste livro porque o mesmo é feito com imagens de há trinta e tal anos atrás, do tempo em que eu não tinha câmara fotográfica, mas que ainda retenho na memória imagens idênticas.

 

 

 

Claro que em trinta e tal anos as nossas aldeias não se modificaram assim tanto e ainda é possível entrar por elas adentro e encontrar muitas das casas, ruas e lugares de então, pois é, mas a grande diferença é que então, há trinta e tal anos,  era quase impossível tomar uma imagem numa aldeia onde não aparecessem pessoas, crianças ou velhos,  ou galinhas, ou cães, ou vacas, ou burros ou até mesmo tudo isto numa só imagem (as imagens de Gérard Fourel são um testemunho disso), hoje, na maioria das nossas aldeias, entra-se, está-se e sai-se sem encontrar alma viva. E regresso ao livro de Gérard Fourel, ao prefácio da primeira edição, onde o Padre Fontes a alturas tantas dizia: “ (…) São assim mansas, ainda que negras, enlameadas, solitárias e submergidas as aldeias transmontanas. Esta quietude bíblica, pastoril, onde o tempo caminha a passo de caracol, onde nem crianças nem velhos sabem quanto anos têm, e todos sorriem à chuva, à neve, à nudez, criando para si este mundo de granito, a desafiar os séculos. E esta terra e esta gente que deslumbra a alma do poeta, do artista, do guloso fotógrafo que tenta guardar na retina da película o prato suculento, estendido na toalha branca da natureza nevada, ou negra pela lama e chuva. Hoje seremos únicos no mundo, mas foi assim (…)” Pois é, mas foi assim, era assim, mas já não é, já não há história para contar a jeito de gente de crianças e velhos sem saberem a idade. Já agora um aparte, aparte da história de hoje – A segunda edição do livro Negrões – Memória Branca, embora aumentada, está muito mais pobre sem as sábias palavras do prefácio do Padre Lourenço Fontes, que, vá-se lá saber porque, não constam nesta segunda edição.

 

 

Pois as imagens de hoje (tomadas ontem) vão de encontro àquilo que por aqui disse. Nem crianças nem velhos nas ruas, pitas e cães nem vê-los, uma estação abandonada que faz as memórias e um comboio que há 30 anos ainda lá parava, pinturas de vende-se por tudo que é sítio e, curiosamente, umas vistosas e novas placas toponímicas colocadas nas ruas e portas de casas abandonadas, não vá alguém perder-se nas poucas ruas desertas. Valha-nos a natureza que contra tudo e contra todos insiste em nascer e renascer para nos dizer que a beleza, embora selvagem, ainda existe.

 

As imagens de hoje são de Moure, aqui a meia dúzia de quilómetros de Chaves, uma aldeia que por sinal é bem simpática com olhares lançados para poente e para o Rio Tâmega cujo sussurro o silêncio da aldeia deixa ouvir, que ainda tem alguma vida (eu sei) mas que de todas as vezes que por lá fui nos últimos anos insiste em não sair à rua.       

 

 

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