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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

29
Mar19

Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso - Chaves - Portugal

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Hoje vamos até ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso onde estão patentes ao público 3 exposições com os trabalhos de 5 artistas: Nadir Afonso, Ema Berta, Carlos Barreira, Cristina Valadas e João Ribeiro, dois deles flavienses (Nadir Afonso e o escultor Carlos Barreira).  Exposições a não perder. Se ainda não as viu e está interessado em vê-las, não se distraia, pois a exposição individual de Ema Berta e a coletiva 3 Gerações, de Carlos Barreira, Cristina Valadas e João Ribeiro, já entraram na contagem decrescente dos seus últimos dias, pois só estarão por cá até ao próximo de 28 de abril.

 

25
Fev19

De regresso à cidade...

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De regresso à cidade, mas antes de atrevassarmos a ponte, fizemosuma passagem à beira Rio Tãmega, com a sempre nossa Top Model Ponte Romana por companhia.

 

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Hoje fazemos o regresso à cidade com dois olhares, tomados precisamente do mesmo local mas em direções diferentes, mas ambos tendo de fundo obras de arte, uma bem Histórica e antiga, a outra bem contemporânea e bem recente - O Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, cujo projeto é do mais que consagrado Arquiteto Siza Vieira e no seu interior a arte contemporânea, com três exposições e cinco artistas: Ema Berta (pintura), Cristina Valadas (pintura), João Ribeiro (pintura), Carlos Barreira (escultura) e Nadir Afonso (pintura), sendo os últimos dois flavienses.

 

 

22
Jan19

Apontamento sobre a cidade... de Chaves

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De vez em quando o pessoal cá da terra insurge-se contra alguns atentados arquitetónicos que se vão cometendo por aí, no entanto há locais que são mais sujeitos a críticas do que outros. Por exemplo na Madalena, ao longo dos tempos, ou melhor, de há cento e poucos anos para cá tem-se cometido por lá os maiores atentados da cidade e nem por isso têm dado ou deram muito que falar, refiro-me a atentados como a destruição quase total das muralhas seiscentistas e respetivo fosso, à demolição da casa dos arcos com o pretexto de posteriormente, com a demolição do edifício da farmácia, dar lugar a um largo, no entanto o edifício da farmácia acabou por ser demolido há coisa de trinta e tal anos mas para no seu espaço ser construído um novo edifício sem o mínimo de respeito pela arquitetura das construções existentes. Mas o post de hoje vai de encontro a duas escolhas de mau gosto para o pequeno largo que se vê nas imagens. A primeira escolha de mau gosto, que se repete noutros sítios da cidade, tem a ver com a localização escolhida para os contentores e ecopontos de recolha ou armazenamento de lixo, mesmo no cento do largo como se de uma escultura ou monumento se tratasse.

 

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A segunda escolha de mau gosto foi a alteração das cores originais de um pequeno prédio do largo (amarelo, azul e branco), por uma só cor. Cores essas que com um pouco de Photoshop recuperei e reproduzo na segunda imagem, com recurso à memória, graças a tantas vezes ter passado por lá e esse pequeno prédio fazer a diferença no largo, daí tornar-se inesquecível. Pintado de uma só cor,  ficou sem a graça que possuía e perdeu todo o interesse arquitetónico, tanto mais, que o projeto desse pequeno prédio é de autoria de Nadir Afonso e um dos poucos que o arquiteto pintor fez para esta cidade de Chaves. Posso estar errado, mas vejam a diferença e tirem as vossas conclusões.

 

 

19
Set18

Cem brincadeiras ComSiso - 100 - The End com festa!

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Cem Brincadeiras ComSiso, foi assim que no dia 12 de junho passado iniciámos aqui uma nova rubrica com fim anunciado para hoje, com a brincadeira 100. Como a minha memória já não chega com exatidão ao que então disse, fui ver o que escrevi e que de novo reproduzo aqui:

 

Com ou sem siso, irão ser 100 (cem) brincadeiras a acontecer nos próximos 100 (cem) dias. Brincadeiras inocentes!? Não. Há muito que deixei de acreditar na inocência. Pretensiosas!? Também não. Se o pretendessem ser não seria aqui que as traria. Quando muito seria arte digital (digital art) que, como “todos” sabem, “não é arte”, são coisas feitas no computador. Brincadeiras apenas, puros devaneios (talvez) com(paixão) pelas formas e pela geometria, sim, porque gosto (like) da geometria, de a construir a partir do papel branco, com início sempre num simples ponto que depois de reproduzido e unido dá retas, semirretas, curvas, semicuravas para serem fechadas e construir planos, ou dar-lhes liberdade, deixando-as abertas para se projetarem no infinito, sempre com a exatidão da geometria, outras vezes nem tanto, talvez um desafio, talvez um devaneio. Construir todo esse ajuntamento de pontos para serem o que quiserem ou quisermos, mas sem os construir, pois também já há muito que arrumei as canetas. Apenas brincadeiras, 100 no total, a partir do mesmo tema, com outras tantas fotografias (100) e Photoshop q.b.. Se gostarem, ótimo, gostem tanto como eu gostei de as construir. Se não gostarem, paciência, passem à frente, virem a página.

 

Disse-o,  está dito,  e hoje relido não retiro uma única palavra, apenas acrescento algumas, neste dia 100 que quero, que seja um dia de festa com o espírito de uma missão que se tornou comprida, mas que está hoje cumprida, pois, brincadeiras sim, mas até as brincadeiras têm de ter a sua dose de seriedade. Blá, blá, blá….

 

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Prometi festa para hoje e é a isso que vamos, uma festa também a brincar, para a qual convidei todos os “bonecos”,  que até eram gente a sério, que serviram de figurantes ou personagens principais nesta “aventura”. Uma festa nos jardins do tema que serviu de mote, ou brinquedo, nestes 100 dias, tema esse que no início se quis disfarçado, mas que cedo se revelou. Tudo à volta da arte, ou das artes,  quatro no total: as duas primeiras sendo as artes plásticas e arquitetura – o tema/pretexto em que a personagem principal foi o MACNA – Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, e as duas seguintes a fotografia e arte digital (que não são arte, pois a primeira é uma máquina que as faz e a segunda é o computador…) e é, foi, nestas últimas que nós entrámos, ao recorremos a algumas fotografias que fomos tomando ao longo da existência do MACNA, pegando nelas como de uma tela em branco se tratasse, transformando-as, misturando-as, acrescentando-lhes motivos, filtros e outros adornos, alterando escalas…enfim, mais que criar foi a imaginação a trabalhar e photoshop q.b., mas chegamos ao fim, pelo menos desta série, mas estaremos atentos ao que vem aí, ao que vai acontecendo na casa da arte contemporânea flaviense, o MACNA, prevendo, até, o futuro de novos artistas que estarão aí a chegar – Ema Berta, será a próxima, entre outros, incluindo flavienses, pois Nadir Afonso não é o único artista flaviense, existem outros, igualmente ou até mais consagrados que Nadir, e/ou emergentes, que andam por esse mundo fora a mostrar a sua obra, a construir a sua carreira,  até um dia, em que caírem no goto, conhecimento e reconhecimento dos flavienses.

 

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Brincadeira MACNA com escultura de Ema Berta

 

E ficamos por aqui, com a brincadeira 100 (primeira imagem), com a festa onde todos os “bonecos”, ou quase, que entraram nas “brincadeiras” foram convidados para a festa nos jardins do MACNA, onde há também lugar à entrada de uma imagem do Mestre Álvaro Siza Vieira, o Arquiteto, adossado a uma fachada do edifício de que é autor e uma imagem de Nadir Afonso que dá nome ao Museu de Arte Contemporânea.

 

Quanto às brincadeiras, com outros temas, continuarão, apanhei-lhe o gosto, e embora possam passar por este blog, irão ter o seu próprio espaço, num novo blog, que aliás já existe, pois nasceu no decorrer das “brincadeiras”, um novo blog que dá pelo nome de Rêverie Art ( https://reverieart.blogs.sapo.pt/) onde para já irão estar as “Cem Brincadeiras ComSiso), e depois sim, teremos novas brincadeira.  Mas mais, pois é tempo de as brincadeiras saírem dos computadores e vinte (20) delas irão estar em exposição, em papel,  nos próximos 2 meses na Adega do Faustino. Mas disso daremos conta daqui a uns dias.

 

E ainda antes de terminar fica um vídeo com as 100 brincadeiras, ou 102, pois há uma extra no início e outra no final.

 

 

 

É tudo. Acabou-se a brincadeira. Toca a trabalhar!

 

 

 

29
Ago18

Cidade de Chaves - Café Sport

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Primeira parte – O Café Sport

 

Ontem fiquei pelo recorte desta primeira imagem. Prometi que viria aqui, hoje, com a imagem completa e algumas palavras que vão andar à volta do café sport, o meu primeiro café do tempo de liceu, o único desse tempo que se tem mantido quase como era então, com pequenas alterações (físicas) quase nada, pois tudo do meu tempo continua por lá. Tempo esse inicial ainda antes de existir o Carlton e o 5 Chaves, aliás em termos de cafés na cidade, resumiam-se praticamente aos da Rua de Stº António (Sport, Comercial, Ibéria e Geraldes, o Aurora nas Freiras e subindo a ladeira da Trindade, mais dois – o Brasil e o Brasília). Fora estes cafés, apenas umas passagens pela Adega do Faustino para festejos de passagens de exames ou antes de aulas mais complicadas do pós 25 de abril ou o então o Jorge, pelo jogo do sapo e uma caneca de traçado, mas o café de minha adoção foi o Sport. Para já era o mais in, tinha nome estrangeiro, mas principalmente porque desde o seu interior ou esplanada, dominava-se toda a vida do Jardim das Freiras, que então era o coração da cidade. Quanto ao Aurora, que ainda hoje existe mas que em nada reflete o Aurora de outrora, primeiro (antes 25 de Abril), era elitista e sala dos professores do Liceu, com tal clientela, era-nos impensável lá entrar, no pós 25 de Abril, democratizou-se e virou a uma mescla de intelectuais locais, pseudointelectuais, alguns queques resistentes, pseudoqueques aos montes, etc. Manteve as toalhas na mesa mas os lustres ficaram sem brilho… o Sport não, continuou com os seus clientes, o fazer mesa toda a tarde pelo preço de um café, as senhoras do chá frio das 5,  os seus velhos do restelo, o grupo de comentadores à porta ( de política, futebol e outras atualidades, tipo os atuais comentadores de TV que discutem os assuntos do dia e sabem de tudo),  o grupo da esplanada, o grupo da montra da atique, e os restantes, pessoas comuns,  que davam sempre para ter casa e esplanada cheia em que chegando atrasado era complicado arranjar mesa. Aliás as mesas iam-se trespassando sem nunca ficarem vazias. Foi o meu café e nele tenho muitos momentos passados que ficarão eternamente guardados na memória. Ontem prometi algumas estórias, mas hoje vou continuar mantê-las num cantinho da memória. Pode ser que noutra altura surjam naturalmente por outro motivo qualquer, mas sim, o Sport era uma sala de estar, de discussões acaloradas, de projetos, de sonhos, de amor, de algumas desilusões, anedotas, curiosidades, ponto de encontro, porto de abrigo e de esperas. A respeito de esperas, apenas conto uma sem nada contar. Encontro marcado para as 17H30 numa tarde de verão. A mesa da esplanada junto à atique era estratégica para quem esperava. Ficou livre, assentei arraiais. Seriam por aí 17H00 quando tomei posse da mesa. Um café chegava para a pagar. Chegou um amigo e sentou-se, fomos conversando. Chegaram as 17H30  e comecei a lançar o olhar para a estrada, porque não era bem um encontro, era uma recolha para uma pequena viagem, a pessoa que ficou de me recolher vinha de carro, por isso tinha de estar atento à estrada. Costumava ser pontual, estaria para chegar, mas às 18H00 ainda nada, entretanto o amigo da mesa já tinha abalado, mas mais dois tinham chegado. 18H30 e nada, a mesma ausência na estrada, pelo menos de quem eu esperava. Os dois amigos também abalaram. 19H00, aumenta o trânsito na rua, encerramento dos comércios, hora de ponta. 19H30 e nada, a atique já fechou, o trânsito já passou e a esplanada quase esvaziou. 20H00 nada, 20H30 a mesma coisa, 21H00 começa a parecer o pessoal da noite, passam os primeiros amigos da noite, a vida regressa ao Sport e às 22H00 a a mesma espera. Sem comer mas também sem fome, a ansiedade da espera não dava tempo para apetites. 23H00 nada. Meia-noite o Sport começa as arrumações de fecho. A esplanada essa, ficava montada para o dia seguinte, não havia qualquer crise, ninguém mexia nela e sempre dava para algumas conversas mais tardias. 1 da manhã, já não sei bem se ainda era espera, sei que continuava lá,  talvez já conformado com a ausência, mas mais um bocadinho não fazia mal. 2 da manhã. Desisti. Levantei-me, rumei a casa e dormi toda a noite ou o que restava dela. Na tarde seguinte, veio a explicação, a justificação e o pedido de desculpas, logo aceites. Muitas vezes me vem à memória essa espera e hoje, se fosse possível esperar por essa pessoa, esperaria de novo, nem que fosse uma semana, porque há ausências que são impossíveis de preencher o seu vazio,  e não era de amores que se tratava, era antes um porto de abrigo. O bom desta estória, é que hoje quando tenho de esperar por alguém e chega atrasada meia-hora ou uma hora que seja, e eu possa esperar, espero, e quando chegam e me pedem desculpa, eu esboço um sorriso e digo: — Eh pá! deixa lá, isso não foi nada…

 

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Segunda Parte – A Pintura de Nadir

 

Pois quando comecei a frequentar o café Sport, o Nadir Afonso ainda não era conhecido na cidade, refiro-me ao pessoal da minha geração, a de 60, pois quando nós nascemos já Nadir não andava por cá. Começámos a ouvir falar de Nadir já depois do 25 de abril, em que ele aparece por Chaves, com a sua figura esguia e diferente. Os mais velhos diziam que era pintor, o único que Chaves tinha e isso era importante. Que tinha estado em Paris, no Brasil e por esse mundo fora. Mas quem era!? Ora! Era o irmão do Professor Lareno,  e esse conheciamos e bem, pelo menos quem foi aluno dele, como eu.  Curioso que hoje é ao contrário, pois se se falar do professor Lareno e perguntarem quem era, os que sabem dizem logo: Ora, era irmão de Nadir. Pois ficámos a saber quem era Nadir, um grande pintor, mesmo sem nunca termos visto uma única obra dele. Ignorantes que éramos. No café Sport, claro que o aparecimento de Nadir em Chaves também passou a tema de conversa, começou-se a dizer que por trás da estantaria do balcão existia uma pintura dele, que taparam com as obras do estanteamento. Crime diziam uns, que deveria estar à vista, que nunca deveria ter sido tapada, etc, coisa e tal. Nadir lá ia aparecendo sempre de braço dado, ora a um,  ora a outro amigo do seu tempo. Era artista, era pintor, vinha de fora, do estrangeiro, todos os amigos lhe queriam meter o braço, era importate e Nadir dava nas vistas, a sua figura esguia, o boné e a barba, davam-lhe uma imagem distinta de artista, não passava despercebido, era mesmo artista,  encantava as pessoas e até as raparigas mais crescidas começaram a saber quem era e a olhar para ele com outros olhos... claro que na altura não havia telemóveis, senão,  pela certa,  que Nadir passava a ser o Marcelo das sélfies de Chaves. Mas voltemos à pintura de Nadir do Sport. Pois havia pessoas que diziam que sim, que era muito bonita, descreviam-na com pormenores,  e o espírito da pintura de Nadir passou a andar no ar do Sport, até que, há uns anos atrás, agora com Nadir já mundialmente conhecido em Chaves, penso que já nos anos 90, pois não sei precisar porque dadas as circunstâncias da vida deixei de ser cliente assíduo do Sport ou de qualquer outro, mas dizia eu que nos anos 90 o sport entrou em obras, mais de restauro, pois manteve a sua estrutura inicial, e nessas obras surge a ideia de reproduzir uma obra de Nadir numa das suas paredes, penso que a ideia foi do Arquiteto Guerra, que infelizmente nos deixou há pouco tempo, também ele um grande pintor, faceta dele completamente deconhecida em Chaves. Mas a pintura de Nadir, finalmente aperece no Sport, e ela lá está, desde então. É dessa pintura que hoje fica a imagem. Quanto à outra, a das estanterias nunca a cheguei a ver, nem sei se nas ditas obras ela apareceu, seja como for, finalmente o Café Sport passou a ter uma pintura de Nadir, não é original e segundo me contaram até foram meia dúzia de funcionários da Câmara, dos jeitosos, que a pintaram,  mas isso não interessa,  e com o tempo, daqui a 100 anos ou 200 quando já não houver cá quem se lembre, se ainda lá estiver, até pode ser que a História se encarregue de a transformar em verdadeira e que seja objeto de estudo para uma tese qualquer.

 

 

06
Abr18

Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso vence Prémio Nacional do Imobiliário 2018

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Há dias assim, acordamos pela manhã e a primeira novidade do dia surpreende-nos com uma notícia agradável e importante para nós flavienses, mas também para a arte e para a arquitetura em geral, com obras com que os que os mestres nos têm brindado ao longo dos séculos, obras de arte universais que vão desde a Ponte Romana construída há 2000 anos até à mais recente, de autoria do Arquiteto Siza Vieira (http://macna.chaves.pt/pages/583) - O Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, agora premiado.

 

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A Gala do Prémio Nacional do Imobiliário 2018 decorreu no Vila Galé Cascais Hotel, no dia 3 de Abril, e a cerimónia ficou marcada pelo ambiente de festa que celebrou a excelência do imobiliário em Portugal. Presentes estiveram cerca de 200 convidados entre individualidades, empresas e associações do sector.
O Júri composto por Paulo Silva (Savills Aguirre Newman), Almeida Guerra (Rockbuilding), João Paciência (arquitecto), Juan Antequera (Vilamoura World) e Eduardo Abreu (neoturis) atribuíram o troféu mais elevado da noite – o ‘Melhor Empreendimento do Ano 2018’ – ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, um projecto de autoria de Álvaro Siza Vieira. Este espaço museológico venceu também o prémio na categoria de Equipamentos Colectivos.

Fonte: Magazine Imobilário

 

Para quem ainda não conhece, ficam algumas fotos do edifício (MACNA), do exterior e interior.

 

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Interior onde estão duas exposições patentes ao público, uma permanente do nosso artista flaviense, Arquiteto e Pintor, Nadir Afonso,  e outra do Escultor e Designer João Machado.

 

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Mas atenção que a exposição de João Machado só estará mais três dias patente ao público, pois no próximo domingo será o último dia em que a poderá ver. Se está cá por Chaves ainda está a tempo de a visitar. Se está ausente, ainda não a visitou e não pode vir cá até ao próximo domingo,  então temos pena, pois perdeu uma grande exposição de um dos melhores designers vivos, também amplamente premiado.

 

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Sai João Machado mas no próximo dia 19 de abril inaugura a “Mesa de Sonhos” com duas coleções de arte contemporânea.

 

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“Mesa dos sonhos: Duas coleções de arte contemporânea” que reúne cerca de 30 obras da Coleção de Serralves e da Coleção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD). Através do diálogo entre as duas coleções, o espectador é convocado para uma pluralidade de universos e de questões estéticas, políticas e poéticas.

 

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E por hoje é tudo, e já não é pouco, que nos dera que assim fosse todos os dias…

 

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Para mais novidades sobre o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, vá passando pela sua página oficial na net, em http://museunadirafonso.chaves.pt ou http://macna.chaves.pt

Como preferir, pois ambas vão dar ao mesmo sítio.

 

 

 

 

 

30
Jun17

Mais uma de Nadir Afonso

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Depois da grande exposição que esteve patente ao público desde a inauguração do MACNA - Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, que ocorreu em julho do passado ano, depois de o MACNA ter aberto as portas a uma exposição itinerante da Fundação de Serralves é tempo de Nadir Afonso ocupar as salas de exposição permanente com uma nova exposição, a inaugurar hoje mesmo às 18 horas. Esta, em que a geometria marca uma forte presença namoro das telas do Nadir Afonso Pintor com os estudos e projetos do Nadir Afonso Arquiteto.  

 

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E se nas salas de exposição permanente, Nadir Afonso inaugura hoje mais uma exposição, nas sala de exposições temporárias continuam patente ao público a exposição “Corpo   Abstração e Linguagem” com as obras em depósito da Secretaria de Estado da Cultura na Coleção Serralves, com pinturas e esculturas de grandes nomes da arte feita em Portugal entre os anos 60 e 80 do século passado, ao todo 27 artistas, a saber: Lourdes Castro, Joaquim Rodrigo, René Bertholo, Álvaro Lapa, João Vieira, Manuel Baptista, Fernando Lanhas, Paula Rego, António Palolo, António Sena, Ângelo de Sousa, Júlio Pomar, Pedro Cabrita Reis, Jorge Martins, António Dacosta, Eduardo Betarda, José Pedro Croft, António Campos Rosado, Alberto Carneiro, José de Guimarães, Julião Sarmento, Nikias Skapinakis, Manuel Rosa, Graça Morais, José de Carvalho, Pedro Calapez e José Loureiro.

 

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Duas exposições a não perder, hoje com entrada gratuita após a inauguração e com festa nos jardins do Museu, um sunset  a partir das 18 horas, ou seja, uma festa ao pôr do sol, com música e copos.

 

 

 

03
Fev17

Discursos Sobre a Cidade - por António de Souza e Silva

SOUZA

 

O LEGADO DE NADIR AFONSO ARQUITETO

 

Somos filho da Galáxia de Gutenberg. Nascemos no culto do Livro e da sua Leitura. Por muito que o digital nos apele a seguirmo-lo, não prescindimos, na leitura, no sentir da textura das folhas de um livro, no seu manuseamento constante.

 

Daí que, quando nos deslocamos de Chaves para outros centros urbanos de maior dimensão, não deixamos de frequentar uma boa livraria - que infelizmente por cá não há! E saber das novidades editoriais, nos livros que vão aparecendo nas áreas que mais gostamos, e investigamos, e nos prendem a nossa atenção e curiosidade.

 

Desta feita, num dos escaparates de uma delas, na cidade Invicta, fomos dar com um livro, editado no verão passado pela editora Caleidoscópio, com o título «Arquiteturas-Imaginadas: Representação Gráfica Arquitetónica e ‘Outras Imagens’. Desenho [...] Cidade [...] Lugar».

 

Trata-se de um conjunto de textos (1º volume), de vários autores, que tiveram por base um Projeto de Investigação, criado em 2009, com a designação do título do Livro, do Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design (CIAUD), da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, FA/Lisboa, Fundação para a Ciência e Tecnologia, FCT, coordenado cientificamente por Pedro António Janeiro, o editor deste 1º volume, de coletânea de textos.

 

De um relance de olhos ao índice, fizemos uma leitura transversal ao conteúdo dos diferentes autores. Sem desprimor, e enorme importância dos restantes, despertou particularmente a nossa curiosidade dois textos: um, de Michel Toussaint, «Nadir Afonso e a Arquitetura»; o outro, de Sylvio Barros Sawaya, «As Decisões que constroem o Espaço Humano».

 

Pelo primeiro, para além de nos dar o percurso do artista/arquiteto flaviense Nadir Afonso, correndo as sete partidas do Mundo e trabalhando nos ateliers dos arquitetos mais famosos do seu tempo, em projetos que hoje marcam e fazem parte da História da Arquitetura moderna, como Le Corbusier e Oscar Niemeyer, somos informados que “o discurso de Nadir Afonso coloca a Arquitetura e a Arte em mundos diferentes, mas não deixa de se centrar na proporção e harmonia, no entanto [continua Michel Toussaint, seguindo o pensamento de Nadir Afonso], só a Arte no seu isolamento é capaz de assegurar tal. Sob este ponto de vista, Nadir Afonso situa-se na continuidade do pensamento estético desde o século XVIII com Kant, com a separação concetual entre Arte e Técnica, entre Arte e Utilidade, entre Arte e Ciência”. E, mais à frente, continua Michel Toussaint, transcrevendo uma parcela de pensamento de Nadir, ínsita na obra «Mecanismes de la Création Artistique»: “No ato artístico a forma resiste pela sua proporção sensível e no ato técnico ela resiste pela sua estrutura racional. O indivíduo que se propõe ser ‘artista técnico’ força as formas a um jogo duplo que o desenvolvimento progressivo das suas funções diferentes torna insustentável”. No fim do seu artigo Michel Toussaint, a propósito do projeto de uma igreja escreve da seguinte forma o pensamento de Nadir: “Na conceção de toda a obra técnica está aí, sim, a grande contradição a resolver: enquanto as estruturas funcionais, empurradas pela ciência, avançam, as estruturas tradicionais, empurradas pelos ‘destinos espirituais’, puxam para trás. E sobre Gaudi, o arquiteto catalão cujas obras são hoje grande atração turística em Barcelona [Nadir Afonso] afirma: «Não, Gaudi não foi um ‘arquiteto genial’. Querendo ser um arquiteto e um artista ao mesmo tempo, Gaudi falhou numa e noutra dessas atividades. A arquitetura de Gaudi, ‘essa escultura habitável’ que Le Corbusier ele próprio admirava tanto, não é finalmente nem escultura, nem ‘habitat’». Só a extravagância pôde sustentar, mais de meio século, as suas obras»” E Michel Toussaint conclui que “Nadir Afonso não quis mais jogar  (...) [este ] insustentável ‘jogo duplo’, quis terminar com o [seu] ‘verdadeiro martírio’ e voltar à pureza da sua escolha inicial [antes de entrar no curso de Arquitetura]: ser artista. Por isso, abandonou a arquitetura [como profissão]”.

 

Entretanto, Nadir Afonso, enquanto se degladiava com o ‘seu verdadeiro martírio’ - entre ser Artista e /ou Arquiteto, fazendo uma opção em função daquilo que pensava o que eram estas duas áreas, deixou-nos, como arquiteto, nove projetos, sendo a fábrica de panificação (Panificadora de Chaves) uma das obras mais emblemáticas, precisamente localizada na sua terra natal, Chaves.

 

Mas não é do legado desta obra que hoje nos motivou à escrita sobre Nadir, o Arquiteto.

 

Hoje, muito sucintamente, queremos falar do «Anteplano de Urbanização da Cidade de Chaves», por ele coordenado, em 1965, e que acaba por culminar, definitivamente, a sua carreira como arquiteto.

 

Teria todo o interesse que, em futuras iniciativas do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, se procedesse a um ciclo de conferências subordinado ao tema «Repensar o Urbanismo na cidade de Chaves», tendo como mote aquele Anteplano, historicamente bem situado.

 

Refere Michel Toussaint: ”Como não podia deixar de ser, assentou a proposta de plano na descentralização, isto é, na criação de novos núcleos habitacionais com alguma autonomia, separados do Centro Histórico por áreas verdes inscrevendo-o no modelo das cidades satélites proveniente das doutrinas de Hebzener Howard, conhecido tanto por Le Corbusier, como pela disciplina urbanística em Portugal, nomeadamente a partir da presença de De Groër, arquiteto urbanista convidado por Duarte Pacheco.

 

A ideia de zonamento, ou seja, da constituição de zonas funcionalmente especializadas, está igualmente plasmada neste plano, defendida como basilar pela Carta de Atenas, documento escrito por Le Corbusier [...]. E, entendendo que a «ossatura das cidades é o traçado das suas ruas» como Nadir Afonso escreveu no Anteplano, organizou-o de acordo com as vias existentes, mas não seguindo a predeterminação de um modelo «radiocêntrico, ramificado ou em xadrez». O rio Tâmega e a sua Veiga, bem como as Águas Termais, são aqui defendidas como uma das bases económicas do futuro, não deixando de preconizar a indústria como outra perspetiva de desenvolvimento no horizonte de 20 anos [...]. Afinal este trabalho inscreve-se nos saberes e práticas urbanísticas da época em Portugal e apresenta-se já não apenas como um plano que define as formas dos edifícios e espaços exteriores em desenho, mas aposta sobretudo para um esquema de ordenamento do território da cidade existente e a sua expansão com um regulamento que orientaria as intervenções nesse território [...].

 

Bem pregou Frei Tomás!...

 

O que assistimos a seguir, e fundamentalmente depois de 76 do século passado, com a gestão autárquica do PPD, de Branco Teixeira, foi à subversão total de tudo quanto este autor, cidadão flaviense, preconizava!...

 

Hoje, volvido meio século sobre este trabalho de Nadir Afonso, que desenvolvimento e ordenamento territorial temos na nossa cidade?

 

Será que planeamos, ordenamos e desenvolvemos a nossa cidade, como muito bem diz Sylvio Barros Sawaya, tendo em linha de conta que “é, a todo o instante, que o espaço humano, gerando afirmação do que entende como sendo e do que deseja ser, uma fala social em que a sociedade concreta ali localizada se manifesta através dos gostos, das afeições, das necessidades e anseios, deixando traços inscritos no próprio espaço falando da sua vida e indicando um devir”?

 

As consultas públicas, quando as há, são meros proformas. E os cidadãos são verdadeiramente ostracizados acerca do que se passa e se faz na sua cidade. E, mais ainda, do que se vai passar, nos seus espaços vitais, quer sejam públicos, quer privados.

 

Estamos com Sylvio Barros Sawaya quando fala ser necessário explicitar, de antemão, todos os aspetos que vão levar à modificação do espaço público e privado da cidade onde «habitamos», através do projeto que se vai encomendar, ouvindo previamente os diferentes pontos de vista do(s) cidadão(s). Caso assim não aconteça, o projeto que se encomenda transforma-se numa decisão aleatória, não partilhada e distante da efetiva participação da sociedade, das suas comunidades e seus indivíduos.

 

Quantos projetos encomendados a técnicos para o ordenamento e desenvolvimento do território flaviense tiveram a participação social na conceção do mesmo?

 

É que uma decisão sobre qualquer projeto para a cidade, a nossa cidade, o nosso ‘habitat social’, deve basear-se numa audição prévia à decisão da encomenda do projeto. Trata-se de uma atitude sábia, consequente e harmoniosa, diz Sylvio Barros Sawaya, que vai depois tornar o projeto querido e participado por aqueles a quem se destina para nele estarem todos os dias, usufruindo do seu espaço, de qualquer natureza que seja - público ou privado. Quando um espaço é querido e partilhado por quem o habita, o usufrui, ou simplesmente gosta de o contemplar, não se transforma num corpo estranho à nossa vivência quotidiana...

 

Infelizmente não é isso que, pelas nossas bandas, todos os dias se passa. Exemplos? Não faltam!...

 

Intervir num espaço, em especial de uma cidade, não é apanágio exclusivo daqueles a quem confiamos, pelo voto, os destinos dos espaços que «habitamos». É de todos nós. Que, por isso, devemos ser ouvidos antes de qualquer intervenção. E partilharmos na execução dos mesmos. Porque não estamos aqui simplesmente em presença da elaboração ou execução de uma obra de arte, mas de um espaço que se destina a ser «habitado», usufruído, por todos. Quem não entender isto que siga outras áreas, deixando a política, a arquitetura ou o urbanismo, ou o que quer que seja, e que tenha a ver com o espaço onde a sociedade e as comunidades se desenvolvem e o Homem vive. E, tal como aconteceu sabiamente com Nadir Afonso, mude de rumo. Sejamos honestos!

 

Na verdade, estamos com Nadir - Arquitetar, Urbanizar e Ordenar não é a mesma coisa que Arte.

São, positivamente, duas atividades bem diversas uma da outra. Que exigem visões e posturas diferentes sobre a realidade.

 

Ordenar e gerir um território exige-se não só competência, sensibilidade social mas, acima de tudo, cultura efetivamente democrática, em que a abertura à participação cidadã - isenta do faz de conta e de pequenos ditadores - é a chave decisiva para o sucesso do desenvolvimento e bem-estar das populações que ocupam um determinado espaço - aquele onde a nossa vida, individual e coletiva, se desenrola e acontece.

 

António de Souza e Silva

31
Out16

Professor José Henrique - “Reconhecer o Génio de Nadir Afonso – Diálogo(s) Sobre a Obra”

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Eu sei que hoje deveria trazer aqui um pouco da Feira dos Santos do dia 30 de outubro, mas ontem, nem todos os caminhos se dirigiam à feira. Assim, optei por outro caminho que me levou até ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, onde Nuno Dias ia fazer o lançamento do livro “Reconhecer o Génio de Nadir Afonso – Diálogo(s) Sobre a Obra” , e a opção deste caminho foi pela autoria dos diálogos serem de José Henrique e fui lá em jeito de homenagem a esse autor que um dia, felizmente, se atravessou no meu caminho como professor de português no Liceu de Chaves.

 

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Eu sei que nestas coisas há sempre quem apareça porque é “politicamente correto” aparecer, porque parece bem… principalmente para quem quer fazer nome na praça intelectual, mas acredito que a maioria dos que lá estiveram presentes, estiveram lá em jeito de homenagem, porque conheceram o Professor José Henrique.  Não é que eu seja um prosador, mas na minha modesta e sincera prosa, com aquela que sei e à qual às vezes, despretensiosamente, recorro, gosto de reconhecer e agradecer àqueles a quem estou reconhecido e agradecido. Para o provar deixo-vos aqui as referências que este blog fez ao Professor José Henrique:

 

 

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

 

Duas imagens e um poema

 

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No meu percurso estudantil tive a sorte de ter um professor que me despertou para a poesia. Nunca até então tinha lido verdadeiramente um poema. Até aí a poesia era uma sucessão de palavras com algum sentido, outras vezes sem sentido nenhum e que tanto rimavam, como não, onde se brincava com as palavras que se apresentavam sempre de uma forma esguia que saíam fora do formato normal de um texto de prosa. Com esse professor aprendi que a poesia não deveria ser olhada e muito menos lida com essa leviandade. Com ele, aprendi que a poesia é a verdadeira arte da palavra e do dizer, que pode até ter o poder e mais força que a de um verdadeiro exército, ou, como diria o José Carlos Ari dos Santos – a palavra é uma arma – e eu até aí não sabia.

Gosto sempre de deixar os créditos das fontes, dos despertares e daqueles que verdadeiramente me ensinaram. O professor a que me refiro chamava-se José Henrique e tenho-o como uma referência do Liceu de Chaves.

 

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Tudo isto a respeito das duas imagens de hoje, que são a mesma, mas não o são. Numa há a tal poesia colorida, cheia de música e rima que encanta pela forma e pela luz doirada. É um cliché feito com um olhar leviano sobre um entardecer, apenas isso, mas, se apurarmos o olhar veremos que há muito mais que entardeceres doirados, que há muitas imagens, sentimentos e até um porto de partida ou chegada onde alguém espera ou se despede de um momento que nunca mais irá acontecer.

 

 

 

Mais tarde, a propósito da Linha do Corgo, a Associação de Fotografia Lumbudus publicou um livro onde contribuímos com um texto que trouxemos ao blog em:

 

Terça-feira, de de fevereiro de 2016

(…)

a Linha do Corgo, da Régua a Chaves, depois da regueifa e dos rebuçados de açúcar torrado, era feita na varanda do comboio, mas há uma viagem, a última, que nunca mais esquecerei, não por saber que era a última, pois não sabia então que passado pouco tempo, traiçoeira e irrefletidamente a linha iria ser encerrada, mas porque nessa viagem tive uma companhia inesperada à varanda, uma companhia que a família (mulher e filhos) tinha deixado na estação da Régua para apanhar o comboio para Chaves, uma companhia que eu há anos já admirava e da qual tinha saudades, sobretudo da sua sabedoria, do seu amor à poesia e do seu conversar. Era o meu antigo professor de português do Liceu, o Dr. José Henriques, que ainda antes do 25 de abril de 74, através da poesia e dentro das quatro paredes da sala de aulas nos falava da liberdade. Foi a minha última viagem na Linha do Corgo e a última conversa com o meu antigo professor, espaçada de silêncios, explicados pelo êxtase da apreciação da paisagem ou pela apanha e descarga de passageiros nas estações e apeadeiros.

(…)

 

Fica agora a notícia do lançamento do livro “Reconhecer o Génio de Nadir Afonso – Diálogo(s) Sobre a Obra”, apenas isso, pois ainda não o lemos, mas pela certa que futuramente teremos oportunidade de trazer aqui algumas coisas deste livro.

 

 

08
Jul16

Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso - Abre hoje ao público

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Depois da inauguração no passado dia 4, abre hoje ao público, com entrada gratuita, o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso.  O Museu abre as suas portas às 10 horas e hoje, excecionalmente, manter-se-á de portas abertas durante a noite, para além daquele que irá ser o horário normal de abertura ao público. Nos jardins do Museu, a partir das 23H30, terá lugar um concerto com Tiago Bettencourt,  seguido de um espetáculo pirotécnico.  

 

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