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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

05
Dez19

Cidade de Chaves e Nadir Afonso

semana do preto&branco

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Continuamos com a nossa semana do preto & branco com um olhar lançado sobre um pormenor da igreja da Madalena e, mais uma vez, com uma renúncia, pois queremos dar aqui conta, a cores, do lançamento do livro “NADIR AFONSO – A Geometria como Universo”, de autoria de António Augusto Joel, com edição do MACNA (Câmara Municipal de Chaves), que aconteceu ontem, ao fim da tarde, no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso.

 

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A cerimónia iniciou-se com um momento musical da Cinquentuna, interpretando três temas do seu reportório, sendo o último, a marcha de Chaves.

 

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De seguida o Sr. Presidente da Câmara, Nuno Vaz, numa breve intervenção, falou da importância deste livro editado em jeito de homenagem ao Mestre Nadir Afonso no seu dia de aniversário, dando à luz as obras que o mestre ofereceu ao Município de Chaves nos anos oitenta e que atualmente fazem parte do acervo do MACNA, deixando a apresentação do livro para o seu autor, António Augusto Joel. Apresentação que o autor fez, algumas vezes de forma emotiva, recordando algumas passagens do mestre Nadir por Chaves e a sua forte ligação que sempre teve à cidade.

 

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Aproveitando o lançamento do livro estar a ser feito numa das salas de exposição de MACNA, com uma obra de Nadir Afonso de fundo, integrada na exposição “Registos de Luz” que o Museu Nacional de Arte Contemporânea trouxe até Chaves, realçou a visão do Mestre Nadir de, já em meados do século passado, ser um dos primeiros pintores a abandonar a corrente artística até aí dominante e entrar na atual corrente de arte contemporânea com a suas formas geométricas que muitas vezes nos levam além da segunda dimensão, estilo que manteve até à sua morte.

 

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No final da cerimónia, o autor do livro pediu uma salva de palmas para o Mestre, a sua obra e o sempre e orgulhoso Flaviense Nadir Afonso .   Foi uma cerimónia/homenagem, breve, bonita e merecida que dominou o espaço, com todos os presentes a aplaudir de pé, homenagem essa também espelhada no livro que foi lançado “NADIR AFONSO – A Geometria com Universo”. Uma boa prenda de Natal, à venda na loja do MACNA.

 

 

 

04
Dez19

Nadir Afonso

NADIR AFONSO – A Geometria como Universo

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Continuamos com o preto & branco, com uma imagem de um olhar sobre um pormenor do MACNA-Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, uma imagem pensada para aqui podermos cometer uma renúncia ou pecado de colorir um pouco este post, com imagem de cor.

 

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Pecado ou renúncia para anunciar que hoje, precisamente no MACNA, às 18 horas, será lançado mais um livro sobre a obra de Nadir Afonso, neste dia 4 de dezembro, dia do aniversário do nascimento de Nadir que, a ser vivo, faria hoje 99 anos. Um livro/catálogo intitulado “NADIR AFONSO – A Geometria como Universo”, de autoria de António Augusto Joel, com edição do MACNA (Câmara Municipal de Chaves).

 

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Fica também o nome de NADIR, estilizado pelo escultor e designer João Machado, responsável pelo design gráfico do livro (incluindo capa e caixa), aliás imagem que é reproduzida no referido livro. A entrada para o lançamento do livro é livre e gratuita, podendo ainda usufruir de deitar um olho (melhor será os dois) a obras de arte dos nomes mais sonantes da arte portuguesa do Sec.XX e XXI, tais como: Amadeu de Sousa Cardozo; Columbano Bordalo Pinheiro; Armando Basto; Carlos Reis; José Malhoa, Eduardo Viana; Dordio Gomes; Abel Manta; Dominguez Alvarez; Jorge Barradas; Carlos Botelho; Almada Negreiros; Mário Cesariny; Fernando Lemos; António Dacosta; Cândido Costa Pinto; Marcelino Vespeira; Jorge Oliveira; João Hogan; Manuel Filipe; Júlio Pomar; Fernando Lanhas; Arlindo Rocha; Nadir Afonso; Jorge Vieira; Adriano de Sousa Lopes; Carlos Barreira; Carlos Pinheiro; Maria Helena Vieira da Silva; Paulo Quintas; Jorge Pinheiro e Ângelo de Sousa. O negrito e sublinhado é para os artistas flavienses.

 

 

18
Out19

Cidade de Chaves - A semana do turista - 5

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A semana do turista – 5

 

Ontem os nossos turistas ficaram na Madalena. Pois bem, um passeio junto ao rio até à ponte de São Roque, atravessá-la, a meio é obrigatório parar e lançar um olhar sobre a Ponte Romana. Depois, ainda antes de terminar a ponte de São Roque começa a surgir à esquerda os espaços verdes e o MACNA-Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso. É para aí que vai a minha proposta de um final de dia de visita a Chaves.

 

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Quanto ao  MACNA o que há a dizer!? Pois embora um jovem museu já é uma referência nos museus de arte contemporânea de Portugal. Com projeto do Arquiteto Siza Vieira já têm passado por ele os maiores nomes da arte contemporânea portuguesa, para além da exposição permanente do nosso pintor flaviense que dá nome ao museu – Nadir Afonso.

 

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Com 4 salões de exposição tem ainda toda a área de entrada (receção e foyer) também destinado a algumas obras de arte, onde de momento pode encontrar esculturas de um artista também flaviense – Carlos Barreira, uma escultura de Carlos Pinheiro, mas também uma coleção do Novo Banco, com 5 obras de arte dos mais que consagrados e principais nomes da arte contemporânea nacional como a Vieira da Silva e o Júlio Pomar e ainda Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro e Paulo Quintas. Ainda na zona de receção há trabalhos de Nadir Afonso e João Machado. Esta área do Museu é de acesso livre e gratuito, ainda com acesso à loja e ao filme sobre a vida e obra de Nadir Afonso que é projetado duas vezes por dia, uma de manhã e outra à tarde.

 

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Uma boa proposta cultural que com a visualização do filme poderá demorar de 1H30 a 2H00 de visita, mas vai ver que vale a pena e que se não conhece, vai ficar surpreendido com que que vai ver, quem em obras de arte quer com o próprio edifício.

 

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E terminamos aqui esta voltinha pela cidade, para um dia bem passado. Claro que ficou de fora ainda muita coisa importante e de visita obrigatória, como todo o centro histórico, todo os espaço polis à beira rio, incluindo o Jardim do Tabaolado, as termas de Chaves, as Termas romanas, as duas fortificações (Forte de S.Francisco e de S.Neutel), troços de muralha medieval, baluarte do cavaleiro e troços de muralha seiscentista, capela da Lapa e de Santa Catarina e muito mais. Ficou de fora a nossa gastronomia mas essa está bem entregue aos nossos restaurantes, pois na sua maioria come-se bem e a um preço acessível.

 

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E é tudo, para já, pode ser que um dia destes voltemos com outros possíveis roteiros sobre a cidade e a nossa região.

 

 

29
Mar19

Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso - Chaves - Portugal

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Hoje vamos até ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso onde estão patentes ao público 3 exposições com os trabalhos de 5 artistas: Nadir Afonso, Ema Berta, Carlos Barreira, Cristina Valadas e João Ribeiro, dois deles flavienses (Nadir Afonso e o escultor Carlos Barreira).  Exposições a não perder. Se ainda não as viu e está interessado em vê-las, não se distraia, pois a exposição individual de Ema Berta e a coletiva 3 Gerações, de Carlos Barreira, Cristina Valadas e João Ribeiro, já entraram na contagem decrescente dos seus últimos dias, pois só estarão por cá até ao próximo de 28 de abril.

 

25
Fev19

De regresso à cidade...

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De regresso à cidade, mas antes de atrevassarmos a ponte, fizemosuma passagem à beira Rio Tãmega, com a sempre nossa Top Model Ponte Romana por companhia.

 

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Hoje fazemos o regresso à cidade com dois olhares, tomados precisamente do mesmo local mas em direções diferentes, mas ambos tendo de fundo obras de arte, uma bem Histórica e antiga, a outra bem contemporânea e bem recente - O Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, cujo projeto é do mais que consagrado Arquiteto Siza Vieira e no seu interior a arte contemporânea, com três exposições e cinco artistas: Ema Berta (pintura), Cristina Valadas (pintura), João Ribeiro (pintura), Carlos Barreira (escultura) e Nadir Afonso (pintura), sendo os últimos dois flavienses.

 

 

22
Jan19

Apontamento sobre a cidade... de Chaves

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De vez em quando o pessoal cá da terra insurge-se contra alguns atentados arquitetónicos que se vão cometendo por aí, no entanto há locais que são mais sujeitos a críticas do que outros. Por exemplo na Madalena, ao longo dos tempos, ou melhor, de há cento e poucos anos para cá tem-se cometido por lá os maiores atentados da cidade e nem por isso têm dado ou deram muito que falar, refiro-me a atentados como a destruição quase total das muralhas seiscentistas e respetivo fosso, à demolição da casa dos arcos com o pretexto de posteriormente, com a demolição do edifício da farmácia, dar lugar a um largo, no entanto o edifício da farmácia acabou por ser demolido há coisa de trinta e tal anos mas para no seu espaço ser construído um novo edifício sem o mínimo de respeito pela arquitetura das construções existentes. Mas o post de hoje vai de encontro a duas escolhas de mau gosto para o pequeno largo que se vê nas imagens. A primeira escolha de mau gosto, que se repete noutros sítios da cidade, tem a ver com a localização escolhida para os contentores e ecopontos de recolha ou armazenamento de lixo, mesmo no cento do largo como se de uma escultura ou monumento se tratasse.

 

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A segunda escolha de mau gosto foi a alteração das cores originais de um pequeno prédio do largo (amarelo, azul e branco), por uma só cor. Cores essas que com um pouco de Photoshop recuperei e reproduzo na segunda imagem, com recurso à memória, graças a tantas vezes ter passado por lá e esse pequeno prédio fazer a diferença no largo, daí tornar-se inesquecível. Pintado de uma só cor,  ficou sem a graça que possuía e perdeu todo o interesse arquitetónico, tanto mais, que o projeto desse pequeno prédio é de autoria de Nadir Afonso e um dos poucos que o arquiteto pintor fez para esta cidade de Chaves. Posso estar errado, mas vejam a diferença e tirem as vossas conclusões.

 

 

19
Set18

Cem brincadeiras ComSiso - 100 - The End com festa!

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Cem Brincadeiras ComSiso, foi assim que no dia 12 de junho passado iniciámos aqui uma nova rubrica com fim anunciado para hoje, com a brincadeira 100. Como a minha memória já não chega com exatidão ao que então disse, fui ver o que escrevi e que de novo reproduzo aqui:

 

Com ou sem siso, irão ser 100 (cem) brincadeiras a acontecer nos próximos 100 (cem) dias. Brincadeiras inocentes!? Não. Há muito que deixei de acreditar na inocência. Pretensiosas!? Também não. Se o pretendessem ser não seria aqui que as traria. Quando muito seria arte digital (digital art) que, como “todos” sabem, “não é arte”, são coisas feitas no computador. Brincadeiras apenas, puros devaneios (talvez) com(paixão) pelas formas e pela geometria, sim, porque gosto (like) da geometria, de a construir a partir do papel branco, com início sempre num simples ponto que depois de reproduzido e unido dá retas, semirretas, curvas, semicuravas para serem fechadas e construir planos, ou dar-lhes liberdade, deixando-as abertas para se projetarem no infinito, sempre com a exatidão da geometria, outras vezes nem tanto, talvez um desafio, talvez um devaneio. Construir todo esse ajuntamento de pontos para serem o que quiserem ou quisermos, mas sem os construir, pois também já há muito que arrumei as canetas. Apenas brincadeiras, 100 no total, a partir do mesmo tema, com outras tantas fotografias (100) e Photoshop q.b.. Se gostarem, ótimo, gostem tanto como eu gostei de as construir. Se não gostarem, paciência, passem à frente, virem a página.

 

Disse-o,  está dito,  e hoje relido não retiro uma única palavra, apenas acrescento algumas, neste dia 100 que quero, que seja um dia de festa com o espírito de uma missão que se tornou comprida, mas que está hoje cumprida, pois, brincadeiras sim, mas até as brincadeiras têm de ter a sua dose de seriedade. Blá, blá, blá….

 

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Prometi festa para hoje e é a isso que vamos, uma festa também a brincar, para a qual convidei todos os “bonecos”,  que até eram gente a sério, que serviram de figurantes ou personagens principais nesta “aventura”. Uma festa nos jardins do tema que serviu de mote, ou brinquedo, nestes 100 dias, tema esse que no início se quis disfarçado, mas que cedo se revelou. Tudo à volta da arte, ou das artes,  quatro no total: as duas primeiras sendo as artes plásticas e arquitetura – o tema/pretexto em que a personagem principal foi o MACNA – Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, e as duas seguintes a fotografia e arte digital (que não são arte, pois a primeira é uma máquina que as faz e a segunda é o computador…) e é, foi, nestas últimas que nós entrámos, ao recorremos a algumas fotografias que fomos tomando ao longo da existência do MACNA, pegando nelas como de uma tela em branco se tratasse, transformando-as, misturando-as, acrescentando-lhes motivos, filtros e outros adornos, alterando escalas…enfim, mais que criar foi a imaginação a trabalhar e photoshop q.b., mas chegamos ao fim, pelo menos desta série, mas estaremos atentos ao que vem aí, ao que vai acontecendo na casa da arte contemporânea flaviense, o MACNA, prevendo, até, o futuro de novos artistas que estarão aí a chegar – Ema Berta, será a próxima, entre outros, incluindo flavienses, pois Nadir Afonso não é o único artista flaviense, existem outros, igualmente ou até mais consagrados que Nadir, e/ou emergentes, que andam por esse mundo fora a mostrar a sua obra, a construir a sua carreira,  até um dia, em que caírem no goto, conhecimento e reconhecimento dos flavienses.

 

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Brincadeira MACNA com escultura de Ema Berta

 

E ficamos por aqui, com a brincadeira 100 (primeira imagem), com a festa onde todos os “bonecos”, ou quase, que entraram nas “brincadeiras” foram convidados para a festa nos jardins do MACNA, onde há também lugar à entrada de uma imagem do Mestre Álvaro Siza Vieira, o Arquiteto, adossado a uma fachada do edifício de que é autor e uma imagem de Nadir Afonso que dá nome ao Museu de Arte Contemporânea.

 

Quanto às brincadeiras, com outros temas, continuarão, apanhei-lhe o gosto, e embora possam passar por este blog, irão ter o seu próprio espaço, num novo blog, que aliás já existe, pois nasceu no decorrer das “brincadeiras”, um novo blog que dá pelo nome de Rêverie Art ( https://reverieart.blogs.sapo.pt/) onde para já irão estar as “Cem Brincadeiras ComSiso), e depois sim, teremos novas brincadeira.  Mas mais, pois é tempo de as brincadeiras saírem dos computadores e vinte (20) delas irão estar em exposição, em papel,  nos próximos 2 meses na Adega do Faustino. Mas disso daremos conta daqui a uns dias.

 

E ainda antes de terminar fica um vídeo com as 100 brincadeiras, ou 102, pois há uma extra no início e outra no final.

 

 

 

É tudo. Acabou-se a brincadeira. Toca a trabalhar!

 

 

 

29
Ago18

Cidade de Chaves - Café Sport

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Primeira parte – O Café Sport

 

Ontem fiquei pelo recorte desta primeira imagem. Prometi que viria aqui, hoje, com a imagem completa e algumas palavras que vão andar à volta do café sport, o meu primeiro café do tempo de liceu, o único desse tempo que se tem mantido quase como era então, com pequenas alterações (físicas) quase nada, pois tudo do meu tempo continua por lá. Tempo esse inicial ainda antes de existir o Carlton e o 5 Chaves, aliás em termos de cafés na cidade, resumiam-se praticamente aos da Rua de Stº António (Sport, Comercial, Ibéria e Geraldes, o Aurora nas Freiras e subindo a ladeira da Trindade, mais dois – o Brasil e o Brasília). Fora estes cafés, apenas umas passagens pela Adega do Faustino para festejos de passagens de exames ou antes de aulas mais complicadas do pós 25 de abril ou o então o Jorge, pelo jogo do sapo e uma caneca de traçado, mas o café de minha adoção foi o Sport. Para já era o mais in, tinha nome estrangeiro, mas principalmente porque desde o seu interior ou esplanada, dominava-se toda a vida do Jardim das Freiras, que então era o coração da cidade. Quanto ao Aurora, que ainda hoje existe mas que em nada reflete o Aurora de outrora, primeiro (antes 25 de Abril), era elitista e sala dos professores do Liceu, com tal clientela, era-nos impensável lá entrar, no pós 25 de Abril, democratizou-se e virou a uma mescla de intelectuais locais, pseudointelectuais, alguns queques resistentes, pseudoqueques aos montes, etc. Manteve as toalhas na mesa mas os lustres ficaram sem brilho… o Sport não, continuou com os seus clientes, o fazer mesa toda a tarde pelo preço de um café, as senhoras do chá frio das 5,  os seus velhos do restelo, o grupo de comentadores à porta ( de política, futebol e outras atualidades, tipo os atuais comentadores de TV que discutem os assuntos do dia e sabem de tudo),  o grupo da esplanada, o grupo da montra da atique, e os restantes, pessoas comuns,  que davam sempre para ter casa e esplanada cheia em que chegando atrasado era complicado arranjar mesa. Aliás as mesas iam-se trespassando sem nunca ficarem vazias. Foi o meu café e nele tenho muitos momentos passados que ficarão eternamente guardados na memória. Ontem prometi algumas estórias, mas hoje vou continuar mantê-las num cantinho da memória. Pode ser que noutra altura surjam naturalmente por outro motivo qualquer, mas sim, o Sport era uma sala de estar, de discussões acaloradas, de projetos, de sonhos, de amor, de algumas desilusões, anedotas, curiosidades, ponto de encontro, porto de abrigo e de esperas. A respeito de esperas, apenas conto uma sem nada contar. Encontro marcado para as 17H30 numa tarde de verão. A mesa da esplanada junto à atique era estratégica para quem esperava. Ficou livre, assentei arraiais. Seriam por aí 17H00 quando tomei posse da mesa. Um café chegava para a pagar. Chegou um amigo e sentou-se, fomos conversando. Chegaram as 17H30  e comecei a lançar o olhar para a estrada, porque não era bem um encontro, era uma recolha para uma pequena viagem, a pessoa que ficou de me recolher vinha de carro, por isso tinha de estar atento à estrada. Costumava ser pontual, estaria para chegar, mas às 18H00 ainda nada, entretanto o amigo da mesa já tinha abalado, mas mais dois tinham chegado. 18H30 e nada, a mesma ausência na estrada, pelo menos de quem eu esperava. Os dois amigos também abalaram. 19H00, aumenta o trânsito na rua, encerramento dos comércios, hora de ponta. 19H30 e nada, a atique já fechou, o trânsito já passou e a esplanada quase esvaziou. 20H00 nada, 20H30 a mesma coisa, 21H00 começa a parecer o pessoal da noite, passam os primeiros amigos da noite, a vida regressa ao Sport e às 22H00 a a mesma espera. Sem comer mas também sem fome, a ansiedade da espera não dava tempo para apetites. 23H00 nada. Meia-noite o Sport começa as arrumações de fecho. A esplanada essa, ficava montada para o dia seguinte, não havia qualquer crise, ninguém mexia nela e sempre dava para algumas conversas mais tardias. 1 da manhã, já não sei bem se ainda era espera, sei que continuava lá,  talvez já conformado com a ausência, mas mais um bocadinho não fazia mal. 2 da manhã. Desisti. Levantei-me, rumei a casa e dormi toda a noite ou o que restava dela. Na tarde seguinte, veio a explicação, a justificação e o pedido de desculpas, logo aceites. Muitas vezes me vem à memória essa espera e hoje, se fosse possível esperar por essa pessoa, esperaria de novo, nem que fosse uma semana, porque há ausências que são impossíveis de preencher o seu vazio,  e não era de amores que se tratava, era antes um porto de abrigo. O bom desta estória, é que hoje quando tenho de esperar por alguém e chega atrasada meia-hora ou uma hora que seja, e eu possa esperar, espero, e quando chegam e me pedem desculpa, eu esboço um sorriso e digo: — Eh pá! deixa lá, isso não foi nada…

 

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Segunda Parte – A Pintura de Nadir

 

Pois quando comecei a frequentar o café Sport, o Nadir Afonso ainda não era conhecido na cidade, refiro-me ao pessoal da minha geração, a de 60, pois quando nós nascemos já Nadir não andava por cá. Começámos a ouvir falar de Nadir já depois do 25 de abril, em que ele aparece por Chaves, com a sua figura esguia e diferente. Os mais velhos diziam que era pintor, o único que Chaves tinha e isso era importante. Que tinha estado em Paris, no Brasil e por esse mundo fora. Mas quem era!? Ora! Era o irmão do Professor Lareno,  e esse conheciamos e bem, pelo menos quem foi aluno dele, como eu.  Curioso que hoje é ao contrário, pois se se falar do professor Lareno e perguntarem quem era, os que sabem dizem logo: Ora, era irmão de Nadir. Pois ficámos a saber quem era Nadir, um grande pintor, mesmo sem nunca termos visto uma única obra dele. Ignorantes que éramos. No café Sport, claro que o aparecimento de Nadir em Chaves também passou a tema de conversa, começou-se a dizer que por trás da estantaria do balcão existia uma pintura dele, que taparam com as obras do estanteamento. Crime diziam uns, que deveria estar à vista, que nunca deveria ter sido tapada, etc, coisa e tal. Nadir lá ia aparecendo sempre de braço dado, ora a um,  ora a outro amigo do seu tempo. Era artista, era pintor, vinha de fora, do estrangeiro, todos os amigos lhe queriam meter o braço, era importate e Nadir dava nas vistas, a sua figura esguia, o boné e a barba, davam-lhe uma imagem distinta de artista, não passava despercebido, era mesmo artista,  encantava as pessoas e até as raparigas mais crescidas começaram a saber quem era e a olhar para ele com outros olhos... claro que na altura não havia telemóveis, senão,  pela certa,  que Nadir passava a ser o Marcelo das sélfies de Chaves. Mas voltemos à pintura de Nadir do Sport. Pois havia pessoas que diziam que sim, que era muito bonita, descreviam-na com pormenores,  e o espírito da pintura de Nadir passou a andar no ar do Sport, até que, há uns anos atrás, agora com Nadir já mundialmente conhecido em Chaves, penso que já nos anos 90, pois não sei precisar porque dadas as circunstâncias da vida deixei de ser cliente assíduo do Sport ou de qualquer outro, mas dizia eu que nos anos 90 o sport entrou em obras, mais de restauro, pois manteve a sua estrutura inicial, e nessas obras surge a ideia de reproduzir uma obra de Nadir numa das suas paredes, penso que a ideia foi do Arquiteto Guerra, que infelizmente nos deixou há pouco tempo, também ele um grande pintor, faceta dele completamente deconhecida em Chaves. Mas a pintura de Nadir, finalmente aperece no Sport, e ela lá está, desde então. É dessa pintura que hoje fica a imagem. Quanto à outra, a das estanterias nunca a cheguei a ver, nem sei se nas ditas obras ela apareceu, seja como for, finalmente o Café Sport passou a ter uma pintura de Nadir, não é original e segundo me contaram até foram meia dúzia de funcionários da Câmara, dos jeitosos, que a pintaram,  mas isso não interessa,  e com o tempo, daqui a 100 anos ou 200 quando já não houver cá quem se lembre, se ainda lá estiver, até pode ser que a História se encarregue de a transformar em verdadeira e que seja objeto de estudo para uma tese qualquer.

 

 

06
Abr18

Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso vence Prémio Nacional do Imobiliário 2018

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Há dias assim, acordamos pela manhã e a primeira novidade do dia surpreende-nos com uma notícia agradável e importante para nós flavienses, mas também para a arte e para a arquitetura em geral, com obras com que os que os mestres nos têm brindado ao longo dos séculos, obras de arte universais que vão desde a Ponte Romana construída há 2000 anos até à mais recente, de autoria do Arquiteto Siza Vieira (http://macna.chaves.pt/pages/583) - O Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, agora premiado.

 

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A Gala do Prémio Nacional do Imobiliário 2018 decorreu no Vila Galé Cascais Hotel, no dia 3 de Abril, e a cerimónia ficou marcada pelo ambiente de festa que celebrou a excelência do imobiliário em Portugal. Presentes estiveram cerca de 200 convidados entre individualidades, empresas e associações do sector.
O Júri composto por Paulo Silva (Savills Aguirre Newman), Almeida Guerra (Rockbuilding), João Paciência (arquitecto), Juan Antequera (Vilamoura World) e Eduardo Abreu (neoturis) atribuíram o troféu mais elevado da noite – o ‘Melhor Empreendimento do Ano 2018’ – ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, um projecto de autoria de Álvaro Siza Vieira. Este espaço museológico venceu também o prémio na categoria de Equipamentos Colectivos.

Fonte: Magazine Imobilário

 

Para quem ainda não conhece, ficam algumas fotos do edifício (MACNA), do exterior e interior.

 

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Interior onde estão duas exposições patentes ao público, uma permanente do nosso artista flaviense, Arquiteto e Pintor, Nadir Afonso,  e outra do Escultor e Designer João Machado.

 

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Mas atenção que a exposição de João Machado só estará mais três dias patente ao público, pois no próximo domingo será o último dia em que a poderá ver. Se está cá por Chaves ainda está a tempo de a visitar. Se está ausente, ainda não a visitou e não pode vir cá até ao próximo domingo,  então temos pena, pois perdeu uma grande exposição de um dos melhores designers vivos, também amplamente premiado.

 

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Sai João Machado mas no próximo dia 19 de abril inaugura a “Mesa de Sonhos” com duas coleções de arte contemporânea.

 

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“Mesa dos sonhos: Duas coleções de arte contemporânea” que reúne cerca de 30 obras da Coleção de Serralves e da Coleção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD). Através do diálogo entre as duas coleções, o espectador é convocado para uma pluralidade de universos e de questões estéticas, políticas e poéticas.

 

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E por hoje é tudo, e já não é pouco, que nos dera que assim fosse todos os dias…

 

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Para mais novidades sobre o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, vá passando pela sua página oficial na net, em http://museunadirafonso.chaves.pt ou http://macna.chaves.pt

Como preferir, pois ambas vão dar ao mesmo sítio.

 

 

 

 

 

30
Jun17

Mais uma de Nadir Afonso

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Depois da grande exposição que esteve patente ao público desde a inauguração do MACNA - Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, que ocorreu em julho do passado ano, depois de o MACNA ter aberto as portas a uma exposição itinerante da Fundação de Serralves é tempo de Nadir Afonso ocupar as salas de exposição permanente com uma nova exposição, a inaugurar hoje mesmo às 18 horas. Esta, em que a geometria marca uma forte presença namoro das telas do Nadir Afonso Pintor com os estudos e projetos do Nadir Afonso Arquiteto.  

 

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E se nas salas de exposição permanente, Nadir Afonso inaugura hoje mais uma exposição, nas sala de exposições temporárias continuam patente ao público a exposição “Corpo   Abstração e Linguagem” com as obras em depósito da Secretaria de Estado da Cultura na Coleção Serralves, com pinturas e esculturas de grandes nomes da arte feita em Portugal entre os anos 60 e 80 do século passado, ao todo 27 artistas, a saber: Lourdes Castro, Joaquim Rodrigo, René Bertholo, Álvaro Lapa, João Vieira, Manuel Baptista, Fernando Lanhas, Paula Rego, António Palolo, António Sena, Ângelo de Sousa, Júlio Pomar, Pedro Cabrita Reis, Jorge Martins, António Dacosta, Eduardo Betarda, José Pedro Croft, António Campos Rosado, Alberto Carneiro, José de Guimarães, Julião Sarmento, Nikias Skapinakis, Manuel Rosa, Graça Morais, José de Carvalho, Pedro Calapez e José Loureiro.

 

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Duas exposições a não perder, hoje com entrada gratuita após a inauguração e com festa nos jardins do Museu, um sunset  a partir das 18 horas, ou seja, uma festa ao pôr do sol, com música e copos.

 

 

 

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      Felizes são vocês , da minha sempre querida Chaves...

    • Fer.Ribeiro

      Obrigado pelo seu comentário, de facto o Barroso é...

    • Fer.Ribeiro

      A história da nossa cidade de Chaves é muito simpl...

    • Bete do Intercambiando

      Mil desculpas pelo erro. Depois que enviei a mensa...

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