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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

06
Mai21

Reino Maravilhoso - O Rexo (Allariz)

Douro e Entre os Montes

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O Rexo – Allariz

 

O nosso destino de hoje neste Reino Maravilhoso é entre os montes galegos, próximos de Allariz,  a caminho de Orense.  Allariz que é também um destino bem conhecido por muitos flavienses, mas que passam ao lado, ou desconhecem o Centro de Educação Ambiental – O Rexo, onde se promovem várias atividades em pleno ambiente rural na companhia de um autêntico museu de arte contemporânea ao ar livre.

 

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Para que não haja dúvidas onde fica o nosso destino, fica o mapa com o itinerário, mas podemos adiantar que O Rexo, fica a pouco mais de 3Km de Allariz, junto à povoação de Requeixo de Valverde, a 78 km de Chaves, e quase todos podem ser feitos em autoestrada e autovia grátis.

 

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Sobre o que lá existe, fica o que se diz na página oficial do Rexo, com link no final.

 

O texto está em galego, mas compreende-se bem, é assim como se fosse em português, mas com alguns erros pelo meio.

 

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O Centro de Educación Ambiental O Rexo está situado na Reserva da Biosfera Área de Allariz xestionada pola Fundación Ramón González Ferreiro.

 

Este espazo preséntase como un recurso, medio de apoio e complemento aos programas escolares, asociacións e familias. Conta cunhas instalacións (aula, granxa e queixería) acomodadas para desenvolver un proxecto educativo, que ten como fin e obxectivo xeral pór en coñecemento e valorización, iniciativas de desenvolvemento rural que axuden a preservar o medio natural.

 

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A través de xogos, dinámicas grupais, cancións e sobre todo da participación dos visitantes, os monitores achegan ós visitantes á flora e a fauna da Reserva da Biosfera, as tarefas e coidados na granxa, sensibilización ambiental, o traballo nunha queixería…

 

A edificación do centro levouse a cabo seguindo criterios bioclimáticos e coa instalación de enerxías renovables para un mellor aproveitamento dos recursos naturais na busca da coherencia co proxecto educativo. Así mesmo o edificio é unha ferramenta educativa máis a través das que traballamos a eficiencia enerxética, bioconstrucción, enerxías alternativas…

 

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INSTALACIÓNS

  • Aula, con capacidade para 50 persoas aproximadamente
  • Granxa de ovellas
  • Queixería
  • Casa de Palla
  • Charca con vida

 

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CONTIDOS

Desenvolvemento rural; Construcción sostible; Enerxía e cambio climático; Coñecemento do medio; Arte na natureza; Sensibilización e conservación ambiental…

 

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GRUPO DE VOLUNTARIADO

Dende o 2012 creamos o noso grupo de voluntariado a través do cal tentamos axudar a mellorar o noso entorno natural con saídas de limpeza e charlas divulgativas.

 

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ACTIVIDADES

As propostas do Centro de Educación Ambiental do Rexo personalízanse pensando nas características concretas dos participantes, idades, procedencia, nº de participantes… e sempre estamos abertos a suxerencias e aportacións.

 

Para os que dispoñen de pouco tempo está a Visita Básica, para aqueles que queiran gozar máis con nós están os obradoiros, xogos, roteiros e demáis visitas que vos darán a oportunidade de pasar no Rexo unha xornada enteira ou varias.

 

Fica o link para saber mais sobre O Rexo: https://fundacionrgf.org/cea-orexo/

 

 

 

 

07
Mai20

As janelas das nossas vidas

Janelas de Chaves

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Não tenho qualquer dúvida que o Homem foi feito, fosse por quem fosse, para ser, um ser gregário e da natureza. Deixemos o ser gregário de parte, que esse é muito complexo e passemos à natureza, que embora também complexa, é natural, e como todos sabemos, também tem as suas vicissitudes, ou seja, não é certa da moleirinha, e tanto nos dá dias de sol e noites de sinfonia, como dias ventosos, de chuva e noites subversivas. Dotado de inteligência, mas bastaria de instinto animal, o homem, ao longo do tempo, tem-se protegido dos perigos e outras adversidades da natureza. Primeiro encontrou as grutas e espaços naturais protegidos para lhe servirem de abrigo, refúgio e porto seguro, depois, com a sua evolução natural e a sua sedentarização,  construiu casas para esse mesmo abrigo, refúgio e porto seguro, e não querendo nem podendo ser um bicho do buraco, deixou nas suas casas vãos de ligação à natureza, portas, janelas, varandas, sacadas e terraços para não perder o seu ar, a luz do dia ou a escuridão da noite, para, enfim, ter a natureza debaixo de olho e aceitar os seus convites para o seu acolhimento e desfrute da mãe natureza, ou então, deixá-la lá na sua noia, pra lá da janela,  nos seus dias madrastos.

 

 

 

09
Ago19

A mãe natureza num dia perdido...

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Em geral, aos fins-de-semana, deixamos aqui uma das aldeias de Chaves e uma do Barroso, mas como devem entender, para estarem aqui, primeiro, temos que andar por elas a recolher imagens. Claro que antes de sairmos para o terreno fazemos um roteiro, escolhemos as aldeias a visitar, escolhemos o itinerário mais interessante, verificamos o equipamento, etc. Tudo como mandam as regras, e até deitamos um olho ao boletim meteorológico para ver se o tempo está de feição, embora a este último pormenor não lhe demos muita importância, ainda para mais sabendo que é habitual ou com muita frequência acontece que no entretanto as previsões alteram-se e em vez de chuva temos sol ou um céu limpo passa a nublado, etc. Em geral o tempo deixa-nos cumprir a nossa missão. Mas há exceções…

 

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Pois ontem propusemo-nos ir mais uma vez até ao Barroso, aquele que segundo alguns existe além do concelho de Boticas e Montalegre e embora as previsões do boletim meteorológico houvessem por lá uns chuviscos, acreditámos que iria ser coisa pouca, mas não foi, a chuva caiu a bom cair, principalmente quando entrávamos numa aldeia decididos a fotografar é que ela caía com mais força, parecia de propósito. Mesmo assim fizemos algumas imagens, bem molhadinhas. Como a coisa não estava para melhorar e as máquina fotográficas não gostam de chuva, decidimos acabar o nosso trabalho à hora de almoço.

 

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Pela tarde, o nosso itinerário de regresso a casa coincidia, em sentido contrário, com a volta a Portugal em bicicleta. Já que a manhã não tinha dado para as aldeias, pela tarde, com o céu a prometer abrir e parar com a chuva, decidimos esperar pelas bicicletas da volta e não dar o dia todo como perdido. E assim foi, em plena Nacional 103, junto à ponte sobre o Rio Beça, estacionámos para umas fotos às bicicletas.

 

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Como as bicicletas ainda andariam a rolar entre Chaves e Boticas, decidimos descer até ao rio Beça,  atravessando umas pequenas e verdejantes pastagens que se localizavam entre a ravina para a estrada, o Rio Beça e muros de pedra solta com alguns carvalhos e amieiros à mistura. Um lugar que respirava frescura com a agradável companhia do sussurro das águas do Beça em pequenas quedas entre pequenas rochas.

 

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Como o tempo era de espera deu para reparar nos pormenores da natureza, naqueles que não se veem num olhar distraído em que o verde das pastagens e do arvoredo ocupa todo o espaço. Na realidade há muitas mais cores para além do verde e muita vida que os olhares distraídos não conseguem captar. Com a máquina fotográfica em punho, dediquei-me à descoberta de alguns desses pormenores, e teria continuado com agrado se as sirenes da GNR na estrada e helicóptero no ar, não estivessem a anunciar que as bicicletas estavam próximas.

 

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Mesmo assim, só nuns minutos e dentro de numa pequena pastagem,  deu para registar cinco espécies deferentes de plantas com a sua respetiva flor, algumas mais volumosas como as dos cardos, outras assim-assim e outras minúsculas, com milímetros apenas que, para se fazerem ver se juntam às dezenas parecendo uma única flor. Tenho pena de não ser um especialista na matéria para vos poder dizer quais as espécies que por lá há, mas ficam as imagens.

 

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E no meio de tanta natureza viva também há alguma morta, principalmente junto ao Rio Beça. Árvores que talvez não tivessem resistido ao peso da neve, à força dos ventos ou das águas mais embravecidas do Beça, e que ali jazidas nos convidam a apreciar arte onde ela realmente e naturalmente existe, como na casca de um choupo-branco (Populus alba).

 

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Claro   que a delicadeza de uma borboleta atrai sempre uma objetiva, o que nem sempre é fácil captá-las. Em movimento nem pensar, paradas, nem sempre são visíveis, tal como esta que lá apanhei, imóvel, rente ao chão. Quase a trepá-la e não dava por ela de tão bem camuflada que estava, mas fez-me o favor de se manter de asas abertas e imóvel para a foto.

 

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Por último uma preciosidade de beleza e engenharia, parecendo quase impossível como finíssimos fios de seda podem com as enormes gotas de água, formando uma espécie de colar de pérolas com o seu brilho e transparência, e lá em cima, imóvel e de cor a confundir-se com a erva seca, a mestre aranha à espera de uma presa. Na foto parece enorme, mas na realidade este conjunto não tinha mais que 6 ou 7 centímetros de diâmetro.

 

Às vezes vale a pena perdermos o dia para ganharmos outro.

 

 

18
Abr19

A criatura e um pouco de tudo!

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Com a imagem que vos deixo, queria iniciar hoje, aqui e agora, uma nova rubrica no blog que se intitularia “Estórias da Criatura”, em que a criatura, a personagem principal dessas estórias, seria a gata preta que aparece na imagem. No entanto, pensei melhor e para já, não o vou fazer. Acontece que a criatura não é lá muito certa das puxadas, aliás é uma das características da raça, e sei isto por experiência que tenho dos gatos que passaram por casa, que,  quando nós adotamos um e o trazemos para casa para viver connosco, ele pensa que é ao contrário e mal entre em casa, pensa que a casa é dele e nós é que vivemos com ele. A psiconlinews que estuda a psicologia dos gatos diz isso mesmo quando afirma: “Ele acha-se o dono da casa no momento em que pisa nela pela primeira vez: já toma conta da cozinha, do sofá e até arranja o seu próprio cantinho. Os objetos, em hipótese alguma, devem ser substituídos ou trocados de lugar:  a sua casa torna-se o centro do universo para ele. Se você mudar alguma coisa dele de lugar, fará com que ele suba pelas paredes com tanto stress. Gostam de dominar e se ele não gostar das condições que você lhe oferecer, ele vai tentar fugir.” . Ora esta criatura nem sequer é de casa, é meia vadia,  e daí não me dar garantias de que irei ter matéria para alimentar a rubrica pensada de “Estórias da Criatura”. Assim sendo, o projeto vai ficar em banho maria a aguardar pelo desenrolar das estórias, e se elas continuarem, aí sim, faremos a complicação de tudo e até talvez dê para um romance ou, quem sabe, um filme…  

 

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Sem criatura, lá teremos que continuar com o dia-a-dia daquilo que vai acontecendo à nossa volta. Felizmente não faltam acontecimentos, o problema está mesmo em decidirmo-nos por um. Geralmente vamos indo ao sabor dos dias e do tempo, ou seja, se está a nevar trazemos aqui a neve, se está calor falamos do seu exagero, da seca, dos incêndios, etc. Ora tem estado a chover, estamos na Primavera e vem aí a Páscoa, não faltam temas para abordar e até podemos jogar com eles, por exemplo com o brilho da chuva, as cores da primavera, o florir dos campos, onde está também a cor púrpura da Páscoa ou mesmo inspirarmo-nos na geometria da pinga, da gota, da água…eu sei lá!

 

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Pois são essas (estas) as imagens que hoje vos deixo, apenas para variar um pouco.  

 

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Até amanhã!

 

 

12
Mai14

De regresso à cidade

 

Sim, de regresso à cidade mas, já, com saudades do campo, da natureza, das cores, da primavera, das coisas simples feita com toda a sua complexidade de formas e estruturas selvagens.

 

 

Assim, e já que não posso ter toda estas coisas na cidade, nos dias da semana em que o relógio se sobrepõe a todas as coisas naturais, deixo uma imagem por cada dia de trabalho.

 

 

Cinco imagens com cinco momentos, com o verde de fundo e a provocação das outras cores.

 

 

E flores, muitas, de todas as cores, selvagens, sempre selvagens

 

 

Enfim, ficaria por aqui todo o sempre, mas, temos de regressar à cidade!

 

 

15
Abr14

A magia da primavera

 

A primavera é isto mesmo, é a cor, é a beleza selvagem, pura e simples onde até o branco da cor branca se esquece de ser neutra para se assumir como uma verdadeira cor, colorida. Mas sobretudo do que mais gosto da primavera é o ato selvagem de nascer do nada como se fosse a primeira vez …

 

 

Apresentado o meu espanto pela natureza,  desta vez apresentada em forma de primavera, passemos às imagens. Graças a este blog transformei-me em caçador de imagens com a marca Chaves, quer urbana quer rural. E tal como o verdadeiro caçador, pego na minha arma e aponto a tudo quanto é presa dentro da tal matriz Chaves, no entanto não resisto a lançar outras miradas, olhares a outros chamamentos, sobretudo aos chamamentos da beleza, da arquitetura das coisas, da cor, da arte, não aquela que é feita pela mão humana, mas aquela com que a natureza nos brinda.

 

 

E não resisto, nunca resisto, a tomar o registo de uma flor, pois coisa mais bela e complexa não há, em tudo, nelas, tudo é pura arte e perfeição, geometria pura, simples mas complexa. Com tanto espanto, não admira que fique espantado, e fico.

 

 

Pois as flores que hoje vos deixo são das nossas, também elas flavienses e encontradas um pouco por aí ao acaso, sem precisarem de jardim para se mostrarem, pois são selvagens. Basta-lhes um pouco de terra, um lugar ao sol e, voilà, o milagre acontece em formas, cor e beleza, onde até o branco é cor.   

 

 

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