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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

13
Mar21

O Barroso aqui tão perto - Pitões das Júnias C/ Vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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PITÕES DAS JÚNIAS

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PITÕES DAS JÚNIAS.

 

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Pitões das Júnias que desde há muito é uma das aldeias mais afamadas do concelho de Montalegre e do Barroso, não só pela aldeia, mas pelo conjunto aldeia, mosteiro e cascatas, qual destes motivos o mais interessante.

 

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Para além de Montalegre, ou do Sr. da Piedade, foi uma das nossas primeiras descobertas do Barroso, decorriam os finais dos anos 70 do século passado, e já foi a sua fama que nos levou lá numa pequena excursão, de uma viatura apenas, mas cheia como um ovo. Claro que ainda estávamos na nossa época de crescer para cima, bem antes de crescermos para os lados, ou seja, aí há uns 40 kg atrás.

 

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Como já dedicámos o devido post a esta aldeia, hoje só trazemos oito imagens, as restantes estão no vídeo. Oito imagens precisamente com aquilo que de mais icónico tem a aldeia de Pitões das Júnias, ou seja o conjunto da aldeia e a sua relação com a serra, uma imagem com a vista geral sobre o Mosteiro, as cascatas e respetivo acesso, um pormenor de uma das ruas da aldeia e por último a capelinha de S. João da Fraga, a tal que ainda não arranjamos coragem para lá subir, vontade não falta, começa a faltar é pernas e pulmões…

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de PITÕES DAS JÚNIAS que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre a aldeia,  a seguir ao vídeo, ficam link para esses post. Fica o vídeo que espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PITÕES DAS JÚNIAS:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pitoes-das-1844157

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próximo sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Pomar da Raínha.

 

 

26
Fev21

O Barroso aqui tão perto - Pereira C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Montalegre

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Pereira - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seu post neste blog, não teve o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PEREIRA, do concelho de Montalegre.

 

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Mais uma aldeia do Barroso verde, da freguesia de Salto, onde as pastagens e a raça bovina barrosã dominam a paisagem.

 

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Embora Pereira seja uma aldeia que fica “entalada” e relativamente próxima das duas principais vias que atravessam o Barroso, a N103 e R311, a menos de 3 km de cada (em linha reta), a verdade é que não é o suficiente próxima nem destas nem doutras vias. A sua condição de “fim de linha” e não ser uma aldeia de passagem, faz com que tenhamos que ir lá de propósito para a conhecer, mas vale a pena ir lá.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de PEREIRA, isso, já o fomos fazendo no post que lhe dedicámos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo, mas também, aproveitando a ocasião, para deixarmos aqui mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção. Vamos então ao vídeo que espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PEREIRA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Pincães.

 

 

07
Nov20

O Barroso aqui tão perto - Padornelos

Aldeias do Barroso de Montalegre - Com Vídeo

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Padornelos, Montalegre.

 

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Aldeia de Padornelos que é também a porta de entrada (e saída) da Serra do Larouco e uma das aldeias mais típicas do Alto-Barroso, incluindo nos nevões que são tão familiares à aldeia, daí, ser uma aldeia de visita obrigatória, que também já serviu de mote a um romance de Ferreira de Castro – “Terra Fria”, que por sua vez deu origem a um filme. Mas hoje não estamos aqui para falar da aldeia, pois isso já o fizemos no post que lhe dedicámos para o qual fica link no final, hoje estamos aqui pelo vídeo que não teve nesse post.

 

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Montalegre vista desde Padornelos

 

E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Padornelos que foram publicadas até hoje neste blog, incluindo as que escaparam à seleção anterior e ficam de hoje aqui. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Padornelos:           

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

 

 

 

E quanto a aldeias do Barroso de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira,  em que teremos aqui a aldeia de Padroso.

 

 

23
Out20

O Barroso aqui tão perto - Ormeche C/Vídeo

Aldeias do Barroso de Montalegre

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ORMECHE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Ormeche, do Barroso de Montalegre.

 

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Ormeche é mais uma das aldeias localizada nas proximidades da EN103 e do Rio Cávado, curiosamente onde o Rio Cávado começa a dar lugar à Barragem da Venda Nova, com o rio e a estrada, juntinhos, parecem fazer um par de dança a deslizar nas curvas do terreno. Embora esta proximidade de rio, estrada e aldeia, o facto é que para se ver e conhecer Ormeche, somos mesmo obrigados a sair da estrada.

 

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Ormeche tem como aldeias mais próximas Reigoso, São Fins, Pondras, Paio Afonso (Pai Afonso) e Vila da Ponte, todas num raio aproximado de 2Km, isto no terreno, pois por estrada pode ser mais um bocadinho.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falar da aldeia, mas sim por causa do vídeo que não teve aquando do post que lhe dedicámos e para o qual fica link no final deste post. Mas também como é habitual trazemos mais algumas imagens da aldeia que escaparam à seleção anterior, chamado a atenção para duas imagens, a primeira, uma vista geral de Ormeche vista desde a capela de Paio Afonso, onde se pode ver também Ladrugães ao fundo. A segunda imagem, a que fica a seguir, é uma vista geral do lado oposto, ou seja desde Ladrugães, onde se pode ver também a capela de Paio Afonso lá na croa da montanha.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Ormeche que foram publicadas até hoje neste blog.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Ormeche:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

 

 

16
Out20

O Barroso aqui tão perto - Nogueiró c/vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Nogueiró, do Barroso de Montalegre.

 

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Como vem sendo habitual aproveitamos também esta oportunidade para deixar aqui mais algumas imagens que escaparam à seleção que fizemos para o post que dedicámos à aldeia, para o qual fica link no final deste post.

 

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Nogueiró fica na encosta da Serra do Facho, mesmo lá em cima onde a montanha deixa a vertente virada a nascente para descair para poente, ou seja deixa as vistas lançadas para a Serra do Barroso e vira-se para a serra do Gerês.

 

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É graças a esta localização que desde a estrada e ponto mais alto de Nogueiró é um autêntico miradouro, quer para a Serra do Gerês, quer mais até terras do concelho de Vieira do Minho, cujas primeiras aldeias confrontantes com o concelho de Montalegre são ainda pertença do Barroso.

 

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Já para Norte, as vistas são mais contidas, chegam até Xertelo e não vai mais além por causa da imponência da Serra do Gerês, que vista assim tão rochosa e escarpada chega a assustar, embora depois entrando nela, onde ela deixa, até se torna simpática e acolhedora, isto se por cima tiver o céu azul com o sol a brilhar… Mas hoje estamos aqui pelo vídeo, pois tudo que tínhamos a dizer sobre a aldeia, já o dissemos no post que em tempo lhe dedicámos.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia das Nogueiró que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e agora também o podem ver no MEO KANAL nº 895 607, este e outros vídeos do Barroso e não só.

 

Aqui fica:

 

 

 

Link para o post do blog Chaves dedicado à aldeia de Nogueiró:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Ormeche.

 

 

02
Out20

O Barroso aqui tão perto - Mourilhe

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Mourilhe, Montalegre.

 

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Como vem sendo habitual, aproveitamos esta ocasião para deixar aqui mais algumas imagens da aldeia que escaparam à anterior seleção.

 

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Mourilhe que é uma das aldeias da periferia da sede do concelho, Montalegre.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de Mourilhe, isso, já o fizemos no post que lhe dedicámos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo, onde poderá ver todas as imagens da aldeia publicadas até hoje neste blog.

 

Aqui fica, espero que gostem:

 

 

Agora tabém pode ver este e outros vídeos no MEO KANAl nº 895 607

Link para o post de Mourilhe:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

E quanto a aldeias do Barroso de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Negrões.

 

 

27
Set20

O Barroso aqui tão perto - Ardãos

Aldeias de Barroso - Concelho de Boticas

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O nosso destino de hoje no Barroso aqui tão perto é para a aldeia de Ardãos, uma das aldeias que fica no limite do concelho de Boticas, que confronta com o concelho de Chaves, e que a par da aldeia de Sapelos, são as aldeias de Boticas mais próximas da cidade de Chaves. E com Ardãos iniciamos também hoje um périplo pelas aldeias da freguesia de Ardãos e Bobadela.

 

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Ardãos que já foi pertença do concelho de Chaves. Acontece que o concelho de Boticas foi criado em 1836, recebendo as suas freguesias do concelho de Montalegre. Apenas as freguesias Anelhe e Ardãos transitaram do concelho de Chaves. (Ambas pertenceram anteriormente ao Julgado de Barroso conforme se verifica nas Inquirições afonsinas de 1258 referentes àquele Julgado). Em 1855, Anelhe regressa ao concelho de Chaves, mas Ardãos manteve-se em Boticas.

 

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Esta de Ardãos ter pertencido a Chaves é apenas uma curiosidade do tempo em que os concelhos e freguesias davam origem a novos concelhos e freguesias, ao contrário de hoje em que a tendência é a de unir freguesias, tal como aconteceu na última reorganização administrativa  de 2013 em que Ardãos é de novo protagonista ao ver-se unida à freguesia vizinha de Bobadela, sendo hoje a freguesia de Ardãos e Bobadela do concelho de Boticas, para já, pois cheira-me que mais cedo do que aquilo que se possa pensar, teremos aí uma nova reorganização administrativa envolvendo também concelhos e não apenas freguesias tal como aconteceu em 2013, reorganização feita apenas para “inglês ver”.

 

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Então iniciemos pela localização e itinerário até Ardãos, que por ser tão perto e fácil, até dispensamos o nosso segundo mapa assinalando os pontos de passagem mais importantes. Ardãos fica a apenas 15,1km da cidade de Chaves e o melhor acesso, mais curto e mais rápido para lá chegar é via Seara Velha, saindo de Chaves por Casas dos Montes, Valdanta, Soutelo, Seara Velha e quase logo a seguir, teremos Ardãos. Fica o nosso mapa com a localização.

 

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O quase a seguir do parágrafo anterior tem a ver com uma paragem obrigatória que temos de fazer antes de entrar na aldeia de Ardãos, pois mais ou menos entre Seara Velha e Ardãos temos de visitar o Santuário de N.ª Sr.ª  das Neves, não só pela sua beleza mas também pela paz e harmonia que o local inspira, basta estar lá para se estar bem, pelo menos comigo foi assim. Mas também porque pelo caminho temos outros símbolos, não só religiosos, mas também culturais, por serem traços da cultura portuguesa – alminhas e cruzeiros. Digamos que para quem vai a Ardãos desde Chaves, pelo aperitivo, a aldeia promete.

 

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Depois de se demorar o tempo que tiver a demorar no Santuário de N.ª Sr.ª das Neves, sigamos então para Ardãos. Então logo após retomarmos a estrada entre Seara Velha e Ardãos, a menos de 1,5km teremos de atravessar a ponte sobre o rio Terva, um afluente do rio Tâmega. O rio Terva que nasce no concelho de Chaves, nas proximidades de Calvão, que atravessa o concelho de Boticas e desagua no Tâmega já no concelho de Vila Pouca de Aguiar. Embora passe em três concelhos, é um pequeno rio com uma extensão de apenas  23km, mas o suficiente para, segundo os pescadores especialistas, se pescarem por lá boas trutas, só têm é de ter sorte em encontrar os troços do rio onde as há, e este fenómeno já há muito que é conhecido, pelo menos já era referido nas Memórias Paroquias de 1758… mas sobre este assunto de haver trutas só em alguns troços do rio, nem há como ler um texto que José Carlos Barros deixou neste blog em setembro de 2014, um delicioso e divertido texto sobre as mesmas, fica aqui: As Trutas do rio Terva em 1758  

 

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Atravessado o rio Terva entramos em Ardãos, pois logo a seguir ao rio começam a aparecer as construções mais recentes a anunciar o casco velho da aldeia, por sinal de povoamento bem concentrado, com um largo logo no início da aldeia aonde convergem vários arruamentos da mesma. Mais lá para dentro, quase no centro da aldeia, um outro largo, de menores dimensões, aliás muito mais pequeno, mas onde me parece ser, ou ter sido, o coração da aldeia, pois é nele que está o forno do povo, uma fonte de mergulho um grande tanque bebedouro e um dos dois cruzeiros que vi na aldeia. Um largo bem interessante por sinal.

 

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Foi precisamente neste largo que encontrámos fortuitamente o nosso cicerone para o resto da visita à aldeia, o Sr. Baia Valença, que nos mostrou o resto da aldeia enquanto nos dizia: “- Antes de ter tido duas tromboses, escrevia e lia muito, agora já estou a enrolar, mas eu tenho isto tudo estudado”.  A manhã estava fria, aliás estávamos a meados de janeiro do passado ano de 2018, no tempo daquele frio mesmo frio de cortar, o Sr. Baia, protegia a cabeça com um daqueles bonés com proteção para as orelhas, as mãos eram protegidas com um par de meias de lã, enquanto do seu discurso fluíam ensinamentos sobre o universo, a ecologia e a ciência em geral, contrariando mesmo a Lei de Conservação das Massas do francês Antoine Laurent de Lavoisier (1743-1794), que ficou mundialmente conhecida como a Lei de Lavoisier que vulgarmente aprendemos como “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. No entanto o Sr. Baia Valença deixou-me a pensar com a sua teoria, a sua Lei, muito mais breve que a de Lavoisier em que contraria a sua primeira parte, e eu hoje não sei a quem dar razão, se ao Lavoisier, se ao Sr. Baia ou a ambos, mesmo com uma contradição pelo meio. Pois segundo o Sr. Baia Valença: “ O Sol é como um pai a alimentar a família, é ele que alimenta a vida na terra. Cá em baixo tudo se cria e transforma”.

 

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Ardãos é uma das aldeias que calha muitas vezes nos nossos itinerários do Barroso, por onde passamos amiúde, quer para entrarmos ou sairmos no Barroso, quer venhamos ou vamos para Boticas ou Montalegre, num dos sentidos, fazemo-lo via Ardãos, mas uma coisa é parar e outra é entrar dentro da aldeia, na sua intimidade, pois na passagem apenas nos fica na memória o grande largo da entrada e a restante estrada que não é mais que uma variante à aldeia, que passa à beira dela.

 

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Se entramos na sua intimidade, no seu casco histórico e coração, começamos logo a surpreender-nos, nem o frio daquela manhã de inverno de janeiro, com a temperatura a rondar os zero graus nos fez interromper as conversas e o tomar de fotografias, que segundo o registo das mesmas, foi feito num período que ultrapassou as duas horas, mas valeu a pena, e só temos, também pena, de não podermos deixar aqui todas as imagens, mesmo assim, hoje excedemos um pouco aquilo que vem sendo habitual. E sobre a aldeia e os nossos registos pessoais, nada mais dizemos, passemos agora à documentação, que neste caso de Ardãos e as restantes aldeias localizadas no vale superior do rio Terva, até há, ia dizer em demasia, mas se a informação é de qualidade, nunca é em demasia, digamos antes que há muita, desde teses de mestrado e doutoramento a outros documentos mais antigos, não fosse este vale superior do Terva rico em ouro, onde os romanos exploraram várias minas.

 

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Passemos então à leitura e transcrição de algum do conteúdo de um dos cadernos que a C.M.de Boticas publicou a cada freguesia com a “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”, neste caso com o caderno da antiga freguesia de Ardãos.

 

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Saliente-se que a publicação atrás referida é do ano de 2006,  pelo que é natural que alguma da informação esteja desatualizada, nomeadamente no que diz respeito ao número de habitantes, estabelecimentos, associações existentes e outros existentes na altura, pelo que, nalguns casos, entre [ ] deixamos alguns apontamentos nossos.

 

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A freguesia de Ardãos fica na par­te mais a nordeste do concelho de Boticas. Confronta com várias freguesias: a Norte Sarraquinhos e Meixide, ambas do concelho de Monta­legre, a Este Seara Velha e Redondelo, ambas do concelho de Chaves, a Sul Bobadela e Sapiãos e a Oeste Cervos, do concelho de Montalegre. Dista da sede do concelho aproximadamente 10 km. O acesso viário [a partir de Boticas],  faz-se seguindo pela EN 312. Em Sapiãos segue-se pela EN 103 na direcção Chaves. Virando depois em direcção a Bobadela, percorre-se a EM 527 até Ardãos. A aldeia de Ardãos, (…), encontra­-se disposta num vale. Protegida a toda a volta por serras e montes, os seus pas­tos e campos de cultivo estendem-se por uma vasta zona plana e fértil, povoada de várias ribeiras. A [antiga] freguesia [de Ardãos] ocupa uma área total de 22,4 Km2.

 

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O desenvolvimento da população (…) [da antiga] freguesia de Ardãos acompanha o movimento demográfico que caracteriza toda a região de montanha no Norte de Portugal, tipifi­cada por uma diminuição progressiva da população, com uma pirâmide etária in­vertida, onde os grupos etários mais bai­xos são diminutos e a população enve­lhecida aumenta.

 

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Actualmente [em 2006], tem aproximadamente 311 habitantes. Se da década de 60 até á de 70 a população residente não registou grandes oscilações, a partir dos anos 70, esta freguesia, à semelhança do que se verifica na generalidade das freguesias do concelho, perdeu muita da sua população residente, aproximadamente 60%. Este gradual decréscimo da população deve-se essencialmente à intensificação do êxodo populacional que a partir de então se verificou. Muitos foram os que partiram para o estrangeiro, para países como Brasil, Estados Unidos da América, França, Luxemburgo e Suíça, e para outras regiões do país, em busca de melhores condições de vida.

 

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(E)migrar continua a ser uma opção para a popula­ção mais jovem dada a limitação local de ofertas de emprego. Note-se que em 1758 (…) a freguesia de Ardãos tinha 309 pessoas, e em 1796 tinha um aumento aproxima­do de 50%, perfazendo um total de 470 pessoas", mesmo assim muito distante dos valores populacionais de 1960, altura em que atingiu o máximo de população. Depois disso tem vindo a diminuir gradualmente, atingindo valores muito próximos daqueles que Ardãos tinha nos inícios do século XVI, em 1527, cujo nú­mero de moradores cabeça de casal era de 48, o que em habitantes dá um valor aproximado de 200 indivíduos[i].

 

Ardãos é hoje [2006] habitada por uma população marcadamente envelhecida, da qual apenas um quinto tem menos de 25 anos.

 

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Os níveis de alfabetização desta população residente são baixos, acompanhando o seu nível de envelhecimento, destacando-se o número elevado de pessoas sem nenhuma qualificação académica. Esta situação excepcional é suportada pelo elevado número de idosos, alguns deles regressados da emigração, em situação de aposentados.

 

No que se refere à área de actividade, a maior parte da população local continua a dedicar-se à agricultura, essencialmente de subsistência, e á pecuária. Alguns trabalham na construção civil e no pequeno comércio e outros na área dos serviços em instituições do concelho (Município de Boticas, Santa Casa da Misericórdia de Boticas, etc.) e nos concelhos vizinhos, especialmente em Chaves.

 

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Na aldeia há um café e mini mercado com um pequeno salão de jogos onde os mais jovens se distraem. A sede da Junta de Freguesia também tem um bar que está a ser explorado pela Associação Recreativa e Cultural de Ardãos e abre aos Sábados à tarde e Domingos para os sócios. Além do bar, o edifício possui também um salão que pode ser utilizado pela população para os mais diversos fins. Nas horas de ócio e sempre que o tempo permite vêem-se pessoas nos largos da aldeia a conversar.

 

Em termos associativos, em Ardãos existe a Associação Recreativa e Cultural de Ardãos e um Agrupamento de Escuteiros do Corpo Nacional de Escutas, Agrupamento 1196 — Ardãos.

 

No primeiro sábado de cada mês realiza-se uma feira na aldeia.

 

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MARCAS DO PASSADO

Não é fácil conhecer o dia primeiro da origem da maioria das paróquias e freguesias. Excluindo uma ou outra que vem identificada nos documentos antigos, a maioria das aldeias têm origem desconhecida no tempo. Umas mais antigas, outras de origem mais recente, sabe-se que a maioria destas aldeias são formadas a partir do agrupamento de famílias unidas por laços de parentesco ou afinidades económicas e profissionais que se organizaram em comunidade. Muitas das aldeias de Barroso têm a sua origem histórica no movimento de reconquista e povoamento do território iniciado com a formação do Reino de Portugal em 1143 e posterior fixação de uma ou mais famílias de povoadores.

 

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Teve particular desenvolvimento a partir do século XIII. Estes povoadores eram atraídos por contratos de aforamento de terras incultas que se comprometiam a trabalhar e a fazer produzir, assim como a povoar e defender. Em troca pagavam o foro em géneros produzidos na terra: cereal, galinhas, ovos, carneiros, peças de porco. Estes contratos são conhecidos como o processo de enfiteuse e eram promovidos indistintamente pela Coroa e/ou pelas Casas Nobres e Senhorios Eclesiásticos. Em Ardãos já a presença humana se fazia sentir no tempo da ocupação romana, muitos séculos antes da fundação de Portugal. Não podemos é afirmar a existência de uma povoação organizada. Pelo menos os vestígios arqueológicos indicam que foi couto mineiro dos romanos, que estes exploraram a céu aberto, como o testemunham as lagoas antigas que ai existiam e sempre se afirmou serem feitas para exploração de metal no tempo dos romanos[ii]. Entretanto, com as invasões dos povos germânicos grande parte destas terras estavam desertas, vindo a ser ocupadas pelos portugueses, então liderados pelos reis da primeira dinastia, através de movimentos de povoamento.

 

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São conhecidos alguns contratos de enfiteuse para as terras de Barroso, que nos permitem pensar que a grande maioria das suas aldeias e povoados tiveram origem neste modo de povoamento[iii]. Alguns contratos de aforamento são disso testemunho, como é o caso do aforamento da "Póvoa" de Lavradas, feito nos finais do século XIII (1288 da era cristã), no tempo do Rei D. Dinis e que, tudo o indica, está na origem da actual aldeia de Lavradas".

 

1600-ardaos (74)

 

De facto, por este documento fundador de Lavradas verifica-se que foi terra ocupada, a partir de uma carta de aforamento passada pelo Rei de Portugal, por um conjunto de povoadores que, com suas mulheres, receberam autorização de Sua Majestade para formarem 11 casais (propriedades agrícolas) que deveriam povoar, lavrar e frutificar a troco de um foro (renda) traduzido em dois maravedis e dois alqueires de pão (um de milho outro de centeio) por casal, que deveriam pagar pelo S. Martinho. A freguesia de Ardãos terá tido a sua origem neste movimento povoador. Em 1527 aparece já bem consolidada no "Numeramento" mandado fazer por D. João III, com uma população composta por 48 moradores ou cabeças de casal que daria um número aproximado de 200 habitantes.

 

1600-ardaos (69)

 

OS CASTROS DE ARDÃOS

No território da freguesia de Ardãos encontram-se identificados variados vestígios de povoados fortificados, localizados nos montes à volta da aldeia. Os principais vestígios castrejos identificados são: o Castro de Malhó, o Castro da Gorda e o Castro do Muro ou Cunhas. Existem também no termo desta freguesia os vestígios da cidade de Batocas e as respectivas minas, onde em tempos idos se fazia exploração mineira.

 

1600-ardaos (54)

 

UM DOCUMENTO DE 1758

No ano de 1758, o Rei D. José, através do seu ministro Marquês de Pombal, desenvolveu um inquérito a todas as paróquias do Reino de Portugal continental que hoje se encontram no IAN/TT.

 

Este inquérito, que foi respondido pelos párocos das freguesias, era composto de três partes: a primeira respeitante à paróquia onde se tratava de saber da sua história, produções agrícolas, população, instituições locais, igreja e capelas com suas devoções e romagens; a segunda tratava da serra e das suas características, se tinha lagoas e nascentes, monumentos, capelas, caça e árvores e a terceira perguntava sobre os rios e ribeiros que nela existissem, assim como das levadas, represas, moinhos, pisões e culturas nas suas margens.

 

1600-ardaos (67)

 

É graças a este inquérito que se pode obter uma visão mais ou menos completa de como era a freguesia de Ardãos nos meados do século XVIII como abaixo se pode ver. Estas memórias paroquiais são particularmente ricas em informação, o que nos permite até imaginar como seria a vida desta comunidade paroquial. É a resposta dada pelo pároco da freguesia de Ardãos, nesse ano o padre Miguel Álvares, que adiante apresentamos. Para melhor leitura foi actualizado o Português naquelas palavras que consideramos necessário, introduzindo-se-lhe pontuação e parágrafos.

 

1600-ardaos (63)

 

Miguel Álvares, pároco nesta igreja de Santo André de Ardãos, comarca de Chaves, Arcebispado de Braga Primaz, recebi uma ordem do muito Reverendo Senhor Doutor Vigário Geral desta comarca para informar o que se pede nos interrogatórios seguintes:

 

  1. Este lugar de Ardãos pertence à província de Guimarães, Arcebispado de Braga, termo e comarca de Chaves, freguesia de Santo André.
  2. É Comenda do Almotacé mor, o senhor dela no presente.
  3. Tem esta freguesia noventa e um vizinhos, pessoas que comungam trezentas e nove e menores que não comungam quarenta e nove.
  1. Está este lugar situado num baixo, num vale. Está rodeado de serra a norte, a nascente e a poente. Deste lugar somente se avistam os lugares de Nogueira, Bobadela e Sapelos, distantes deste lugar a meia légua.
  2. Tem termo seu e não tem mais lugares nem aldeias. Os noventa e um vizinhos [vivem] todos juntos num só lugar e aldeia.
  3. A igreja paroquial está junto à residência do pároco e dos vizinhos do lugar. Não tem mais lugares ou aldeias.
  4. É orago desta igreja Santo André, tem três altares: um da capela-mor da igreja com a imagem de Santo André e da Nossa Senhora do Amparo: outro do Santo Cristo com a imagem do Senhor Crucificado e outra imagem de São Sebastião; e o terceiro altar é do Menino Deus com a sua imagem e um painel das Almas. Não tem irmandades algumas nem naves.
  5. É o pároco desta freguesia vigário colado apresentação do Reitor de São Miguel de Bobadela. Rende de um ano para o outro noventa mil reis, e os frutos para o Comendador quatrocentos e cinquenta mil reis pouco mais ou menos.
  6. Não tem beneficiados nem renda para eles nem quem os apresente.

 

1600-ardaos (57)

 

  1. Não tem conventos de religiosos ou religiosas, nem quem os apresente.
  2. Não há hospital, nem quem o administre, nem renda para ele.
  3. Não tem casa de Misericórdia, nem quem a administre, nem renda para ela.
  4. Tem duas ermidas, uma de S. Roque junto a este lugar e a outra de Nossa Senhora das Neves, no sitio da Ribeira, distante deste lugar meia légua. Fabricam-nas os fregueses deste lugar.
  5. Não acodem a elas romarias, somente, alguns sábados, vão alguns devotos à Nossa Senhora das Neves, e não são sempre uns e também nos seus dias.
  6. Os frutos comuns são na maior parte centeio, vinho ordinário, milho mediano, pouco trigo, castanha, feijão, hortas de couves, cebolas e alfaces em proporção.
  7. Tem juiz espadano, que está sob a alçada do juiz de fora e da Câmara da vila de Chaves. Não tem Câmara.
  8. Não é couto, nem cabeça de conselho, nem honra ou behtria.
  9. Não há memória que houvesse neste lugar, ou daqui saíssem homens ilustres, em virtudes, letras ou armas.
  10. Não tem nenhum dia, nem tempo determinado para feiras francas ou cativas.
  11. Não tem correio, vale-se do da vila de Chaves, que dista deste lugar 2 léguas.
  12. Este lugar dista da cidade capital de Braga catorze léguas, e da capital do Reino, Lisboa, setenta e cinco léguas, mais ou menos.
  13. Este lugar não tem privilégios, nem antiguidades, nem outras coisas dignas de memória.
  14. Não há no termo desta freguesia nenhuma fonte especial. Somente algumas fontes de água comum que nascem no povo, servem para alimento dos racionais, e outras fontelas e regatos que servem para os irracionais e se juntam à Ribeira do Brão.
  15. Não há porto marítimo.
  16. Não é praça de armas, nem tem fortalezas, nem mesmo castelos nem torres.
  17. Não sofreu nenhuma destruição no terramoto de 1755.
  18. Há nos limites desta freguesia quatro muralhas em ruínas que dizem ter sido antigamente fortalezas dos romanos. Um chama-se o muro da Murada, outro o muro do Malho, outro o muro de Cunhas e outro o muro da Ribeira. Há também umas concavidades em dois sítios, uma chama-se das Batocas e a outra das Freitas, que terão sido, antigamente, minas dos Mouros, mas não me consta que nelas se tenha achado ouro, nem prata, nem que para isso se fizesse alguma diligência. Há nestas concavidades umas lagoas de água que nunca secam e têm pouca correnteza para fora em lançar água comum.

 

1600-ardaos (50)

 

Serra

  1. Há uma serra que no meio se chama o Pindo.
  2. Tem duas léguas de comprido e meia de largo. Principia no termo do lugar de Meixide e acaba no lugar das Quintas.
  3. Os nomes dela são: as Palhaças, Fosqueira, Chão de Lexandre, Chão de João Diz [Roca] de Covas, Piomeiras, Murada, Pindo, Penices e Leiranco.
  4. Nascem nela regatos, uns secam no Verão, outros não. Não são propriedade de ninguém, nascem para o Nascente, correm para Sul e terminam no Tâmega. Este no Douro e antes forma-se um rio que se chama Terva.

 

1600-ardaos (46)

 

  1. Não há nele vilas nem ao redor. Há da parte do Nascente este Ardãos, o lugar de Nogueira, Bobadela, Sapiãos, Eiró, Boticas e Quintas, e para o poente há Cervos, Arcos, Antigo, Pedrário e no norte Meixide.
  2. Não consta que haja fontes com propriedades medicinais na dita serra.
  3. Não tem minas de metais alguns, nem canteiras de pedra, nem de outras matérias.
  4. Não consta que tenha ervas medicinais. Só lenhas como torgos e urzes, carquejas, giestas, carvalhos, ervedeiros, estevas, estevais e queirogas.
  5. Não há nela mosteiros, nem capelas nem imagens milagrosas que se saiba.
  6. A sua temperatura é mediana, às vezes tem neve. Para a parte nascente é favorável e para a do poente é fria.
  7. Criam-se nela lobos, raposas, gatos a que chamam Algaria, coelhos, perdizes, gadunhas e umas aves a que chamam bufos.
  8. Não tem lagoa nem fojos.

Não sei mais nada desta serra que seja digno de memória.

 

1600-ardaos (38)

 

Rios

  1. Rio de Ribeira de Brão nasce de diversos regatos pela serra acima.
  2. Não nasce caudaloso, porém corre todo o ano.
  3. Juntam-se-lhe outros regatos de Nogueira e Bobadela logo abaixo desta freguesia.
  4. Não é navegável, nem apropriado para embarcações.
  5. Corre com curso mediano.
  6. Corre de norte para sul.
  7. Cria umas bogas e quando há enchentes encontram-se algumas trutas.
  8. Não há nele pescarias, não há peixes senão bogas.
  9. Como não há pescarias também, não há senhor delas.
  10. Cultivam-se as suas margens e não tem arvoredos.
  11. Não têm virtudes especiais as águas.

 

1600-ardaos (37)

 

  1. Não conserva [sempre] o nome de Ribeira de Brão, logo abaixo junta-se outro regato no sítio de Sapelos que vem de Calvão e ali principia a ter o nome de rio Terva. Não há memória que tivesse outro nome.
  2. Desagua no rio Tâmega, entra nele no sítio da Seixa.
  3. Como não é navegável não tem açudes nem cachoeiras que o contenham.
  4. Tem uma ponte de três arcos entre Sapelos e Sapiãos, na estrada de Braga para Chaves ou de Chaves para Braga, por se não poder passar a vão em enchentes.
  5. Tem alguns moinhos onde somente no Inverno se pode moer. Não tem pisões, nem noras nem outros engenhos.
  6. Não consta que em tempo algum se tirasse dele ouro, nem outro metal.
  7. Os povos usam as suas águas livremente para cultura dos seus campos.
  8. Desta freguesia até ao Tâmega, onde termina, serão duas léguas. Passa pelo termo de Bobadela, Sapelos, Sapiãos e Granja.
  9. Não sei mais coisas que possa declarar mais do que o referido nos interrogatórios. E por ser verdade passei esta que assino com os párocos mais vizinhos. Ardãos, 12 de Março de 1758. I juro in verbo sacerdotis.

O Pároco de Santo André de Ardãos Miguel Álvares.

O Reitor de Bobadela António Alves Monteiro

O Cura de S. Tiago de Seara Velha

O padre Francisco Alves

 

1600-ardaos (123)

 

Depois deste longo post, mas, ou bem que se fala da aldeia ou não, e muita coisa fica por dizer, passamos ao vídeo final com todas as imagens hoje aqui publicadas. Vídeo que também pode ser visto no MEO KANAL no nº 895607

 

Fica o vídeo, espero que gostem:

 

BIBLIOGRAFIA

CÂMARA MUNICIPAL DE BOTICAS, Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de BoticasFreguesia de Ardãos - Câmara Municipal de Boticas, Boticas, 2006

 

WEBGRAFIA

http://www.cm-boticas.pt/

 

 

[i] MENDES, José Maria Amado, 1995, Trás-os-Montes nos fins do século XVili, 2' ed., FCG/JNICT, Lisboa.

[ii] LEAL, Augusto Pinho, 1874, Portugal Antigo e Moderno, Vol. I, Lisboa, Livraria Ed. de Mattos Moreira,

[iii] BORRALHEIRO, Rogério, 2005, Montalegre, Memánas e História, Ed. Câmara Municipal de Montalegre: pp. 80-87.

 

 

 

25
Set20

O Barroso aqui tão perto - Morgade

Aldeias do Barroso de Montalegre - C/Vídeo

1600-morgade (18)-VIDEO

montalegre (549)

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando do seu post neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Morgade, Montalegre.

 

1600-criande (37)-video

 

Como vem sendo habitual. Aproveitamos esta oportunidade para deixar mais algumas imagens da aldeia que escaparam à seleção anterior.

 

1600-morgade (61)-video

 

Morgade que é uma das aldeias vizinhas da barragem do alto Rabagão, ou dos Pisões, se preferirem, aliás, a par de Criande, uma aldeia dos colonos da Junta de Colonização Interna do Estado Novo, que de tão junta que está a Morgade é como se fosse um prolongamento desta aldeia, mas ia dizendo que Morgade e Criande são vizinhas da barragem na margem oposta ao paredão da barragem, que quase se poderia dizer que é onde o rio Rabagão desagua na barragem, mas isto, claro, não é de todo verdade, pois a barragem não é mais que um aprisionar de águas desse rio.

 

1600-criande (38)-video

 

Mas hoje não estamos aqui para falarmos das Morgade, isso, já o fomos fazendo no post que lhe dedicamos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo e mais algumas imagens. Assim passamos a esse vídeo todas as imagens da aldeia das Morgade que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Morgade:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-morgade-1642827

 

 

E quanto a aldeias do Barroso de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Mourilhe.

 

 

 

13
Set20

O Barroso aqui tão perto - Freguesia de Alturas do Barroso e Cerdedo

1600-brasao-Vilarinho-seco (688).jpg

1600-cabecalho-boticas

 

 

Freguesia de Alturas do Barroso e Cerdedo

 

Nas últimas semanas trouxemos aqui todas as aldeias da freguesia de Alturas do Barroso e Cerdedo, uma freguesia recente que resulta da união da antiga freguesia de Alturas do Barroso e a freguesia de Cerdedo, ambas extintas com a última reorganização administrativa do território, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro. Assim os dados que possuímos, são os das antigas freguesias antes da sua união, pelo que, neste resumo, serão abordadas em separado. Mas para iniciar, fica o mapa da atual freguesia e o gráfico síntese com a população total da atual freguesia e das antigas fregiuesias.

 

mapa freg-alt-cerd-1.jpg

grafico alturas-e-cercedo.jpg

 

Antiga freguesia de Alturas de Barroso

 

boticas-antig-freg-2.jpg

 

Localização geográfica: Situa-se em pleno coração da Serra do Barroso, na parte Noroeste do concelho.

Distância relativamente à sede do concelho: aproximadamente 18 km

Acesso viário: Pela ER 311, vira-se em direcção a Carvalhelhos e percorre-se a EM 520. Em alternativa, pode seguir-se pela ER 311, vira-se em direcção a Vilarinho Seco e percorre-se o CM 1035 até Alturas do Barroso.

Área total da freguesia: 32,8 km2

Localidades: Alturas do Barroso, sede de freguesia, Atilhó e Vilarinho Seco

População: 444 habitantes

Orago: Santa Maria Madalena

 

grafico alturas.jpg

 

Festas e Romarias

São Sebastião, 20 de Janeiro, Alturas do Barroso.

São Sebastião, Domingo a seguir ao dia 20 de Janeiro, Atilhó.

Santa Cruz, 03 de Maio, Vilarinho Seco

Sto António,* 13 de Junho, Alturas do Barroso e Atilhó

Santa Maria Madalena,* 26 de Junho, Alturas do Barroso

São Paio,* 26 de Junho, Vilarinho Seco

Santa Ana, 26 de Julho* / inicio de Agosto, Alturas do Barroso

Santa Margarida, último domingo de Agosto, Atilhó

Santa Bárbara,* 04 de Dezembro, Atilhó

Santa Luzia,* 13 de Dezembro, Atilhó

 

(*) Apenas celebração religiosa.

 

1600-s-sebastiao (808).jpg

Cruzeiro e tanque em Alturas do Barroso

 

Património Arqueológico

Castro de Vilarinho Seco / Couto dos Mouros

Castro do Côto dos Corvos

Mamoa da Pedra do Sono / Pedra do Sono

Mamoa de Chã do Seixal / Chã do Seixal

 

1600-alturas (311).jpg

Alturas do Barroso

 

Património Edificado

Capela de Nossa Sra. de Fátima (Alturas do Barroso)

Capela de Sampaio (Vilarinho Seco)

Capela de Santa Margarida (Atilhó) – Património Classificado (IIM)

Casas de Vilarinho Seco

Forno do Povo de Alturas do Barroso

Forno do Povo de Atilhó

Forno do Povo de Vilarinho Seco

Igreja Paroquial de Santa Maria Madalena (Alturas do Barroso)

Relógio de Sol (Vilarinho Seco).

 

1600-Vilarinho-seco (874).jpg

Vilarinho Seco

 

Outros locais de interesse turístico

Casas com cobertura de colmo

Miradouros Naturais da Serra do Barroso

Moinhos

Museu Rural de Alturas do Barroso

Parque de Lazer de Peade (Alturas do Barroso)

 

Aldeias da antiga freguesia de Alturas de Barroso

 

Alturas do Barroso

 

Para quem quiser rever mais alguns dados sobre a aldeia de Carvalho, basta seguir este link para o post que lhe dedicámos: Alturas do Barroso

 

1600-alturas-14 (12).jpg

1600-alturas (115).jpg

 

 

Atilhó

 

Para quem quiser rever mais alguns dados sobre a aldeia de Carvalho, basta seguir este link para o post que lhe dedicámos: Atilhó 

 

1600-atilho (182).jpg

1600-atilho (31).jpg

 

Vilarinho Seco

 

Para quem quiser rever mais alguns dados sobre a aldeia de Carvalho, basta seguir este link para o post que lhe dedicámos: Vilarinho Seco 

 

1600-Vilarinho-seco (736).jpg

1600-Vilarinho-seco (713).jpg

 

 

Antiga freguesia de Cerdedo

 

boticas-antig-cerdedo.jpg

 

Localização geográfica: A freguesia de Cerdedo situa-se no extremo Oeste do concelho de Boticas.

Distância relativamente à sede do concelho: aproximadamente 25 km

Acesso viário: Pela ER 311 até aparecer a indicação Cerdedo.

Área total da freguesia: 23,9 km2

Localidades: Casas da Serra, Cerdedo, sede de freguesia, Coimbró, Covêlo do Monte e Virtelo.

População: 176 habitantes

Orago: S. Tiago

 

grafico cerdedo.jpg

 

Festas e Romarias:

Santo Amaro,* 15 de Janeiro, Coimbró

São Sebastião, 20 de Janeiro, Cerdedo

Santo António e S. Lourenço,* Terceiro Domingo de Agosto, Cerdedo

Nossa Senhora da Saúde, Agosto, Coimbró

Senhora do Monte, 08 de Setembro, Cerdedo

 

(*) Apenas celebração religiosa.

 

1600-cerdedo (236).jpg

Igreja Paroquial de São Tiago - Cerdedo

 

Património Edificado

Assento de Lavoura

Capela da Senhora do Monte (Cerdedo)

Capela de N. Sr.ª da Ajuda (Virtelo)

Capela de Santo Amaro (Coimbró)

Casa do Morgado de Coimbró

Casario Tradicional de Coimbró - Património em vias de Classificação

Forno do Povo de Cerdedo

Forno do Povo de Coimbró

Igreja Paroquial de S. Tiago (Cerdedo)

 

 

Aldeias da antiga freguesia de Cerdedo

 

Casas da Serra

 

Para quem quiser rever mais alguns dados sobre a aldeia de Carvalho, basta seguir este link para o post que lhe dedicámos: Casas da Serra

 

 

1600-casas-serra (118).jpg

1600-casas-serra (109).jpg

 

Cerdedo

 

Para quem quiser rever mais alguns dados sobre a aldeia de Carvalho, basta seguir este link para o post que lhe dedicámos: Cerdedo

 

1600-cerdedo (44)-1.jpg

1600-cerdedo (223).jpg

 

Coimbró

 

Para quem quiser rever mais alguns dados sobre a aldeia de Carvalho, basta seguir este link para o post que lhe dedicámos: Cerdedo

 

 

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1600-coimbro (191).jpg

 

Covêlo do Monte

 

Para quem quiser rever mais alguns dados sobre a aldeia de Carvalho, basta seguir este link para o post que lhe dedicámos: Covelo do Monte

 

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1600-covelo-Monte (321).jpg

 

Virtelo

 

Para quem quiser rever mais alguns dados sobre a aldeia de Carvalho, basta seguir este link para o post que lhe dedicámos: Virtelo

 

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E por hoje é tudo. No próximo domingo iremos até à aldeia de Ardãos, iniciando assim a nossa ronda pelas aldeias da freguesia de Ardãos e Bobadela.

11
Set20

O Barroso aqui tão perto - Meixedo

1600-meixedo (92)-video

montalegre (549)

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Meixedo, concelho de Montalegre.

 

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Para quem, partindo da cidade de Chaves pela estrada do S,Caetano, costuma ir a Montalegre, Meixedo, não precisa de apresentações, é a última aldeia que se encontra no itinerário para Montalegre, aliás, entre Meixedo e Montalegre, na prática, há apenas uma reta de 2Km, isto até à entrada da vila, pois para o centro, são mais 2,3km.

 

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Neste itinerário para Montalegre via estrada do S.Caetano, sempre achei curioso os dois topónimos que fazem a entrada no concelho de Montalegre e o que faz a entrada na Vila, isto porque são muito parecidos e inicialmente costumava confundir, ou melhor, não conseguia distinguir qual era um ou outro, isto porque o de entrada no concelho é Meixide e o de entrada na vila é Meixedo. Quase o mesmo que me foi acontecendo com confundir Gralhas com Gralhós, que embora todas aldeias próximas, cada uma tem a sua identidade e singularidades.

 

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Hoje, depois de percorrer e repetidamente calcorrear todas as estradas e muitos dos caminhos do concelho de Montalegre, bem como todas as suas aldeias, e alguns dos lugares que sem aldeia tem igreja, capela, cascata, miradouro ou outros de interesse, já ninguém me leva ao engano e sei onde estão todas as aldeias e lugares, mesmo aqueles, poucos, onde não fui, sei onde estão e um dia, se tiver tempo, saúde e coragem, hei de lá ir, a pé, pois não há outro caminho, a não ser que me saia o euromilhões, aí, peço para me pousarem lá…Não é um, mas dois nós que tenho na garganta – São João da Fraga e as Minas de Carris, bem próximos por sinal, mas ambos nos picos do Gerês.  

 

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E tudo isto é Barroso e a sua magia, mas já sou feliz por ter descoberto todas as suas aldeias e dizer que conheço todo o Barroso e humildemente reconhecer como andei enganado e errado durante mais de 40 anos ao dizer que conhecia o Barroso, quando afinal apenas conhecia o caminho para Montalegre, o que está longe, bem longe, de ser a mesma coisa. Mas regressemos a Meixedo que é a razão de estamos aqui hoje.

 

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Pois Meixedo, tal como já atrás disse, fica ali à entrada de Montalegre, com vistas privilegiadas para a Serra do Larouco e tal como o mapa turístico colocado na “vitrine dos editais” indica, está cheia de pontos de interesse. Transcrevendo o que consta no mapa, pois na foto não dá para ler ou identificar, temos a  igreja matriz, o calvário, o forno do povo, a sineta que suponho seja a da “casa” do boi do povo, a capela de São Sebastião, uma zona balnear (piscina), área de lazer e o campo de futebol. Como património paisagístico natural, apresentam a ribeira, paisagens agrícolas, a serra do Larouco e os urzais.

 

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À lista que atrás deixei também poderiam acrescentar alguns exemplares da arquitetura vernacular, ou seja, da arquitetura tradicional barrosã, prefiro assim. Não sei porque, pois nunca me fez mal nenhum, mas não gosto lá muito do termo vernacular ou vernáculo, embora até reconheça alguma nobreza e importância no seu significado. Apenas embirrei com o termo.  

 

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E como hoje a intenção era mesmo trazer aqui o vídeo que estava em falta para Meixedo, permiti-me a trazer aqui alguns dos meus devaneios, mas também mais algumas imagens da aldeia que não foram selecionadas para o post que lhe foi dedicado. Já o disse em tempos e repito agora, penso que esta do vídeo foi apenas uma forma inconsciente de continuar a trazer por aqui as aldeias de Montalegre, ou dito de outra forma, um pretexto para…pois olhando bem para alguns posts desta rubrica, têm mais fotos da aldeia neste post do vídeo do que  tiveram no post da aldeia, tal como acontece com este post de Meixedo.

 

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E agora sim, fica o vídeo com todas as imagens de Meixedo publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Posts dedicados  à aldeia de Meixedo:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

 

E quanto a aldeias barrosãs de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira,  em que teremos aqui a aldeia de Meixide.

 

 

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