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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

11
Set20

Ocasionais

ocasionais

 

 

Covidemónio

 

 

“You'll find that life is still worth-while

If you just smile”.

-Chaplin-

 

Parece que o coração de cada um dos portugueses ficou endurecido com o VIRÚS CHINÊS e que todos caminham e vivem ao lado dos queixumes como se eles fossem a linguagem natural dos homens.

 

O COVID mata. O medo do COVID mata mais!

 

Os medos e os policiamentos covidescos estão a fazer fugir a alegria.

 

O Governo e os «Jornalísticos» descobriram o orgasmo da safadeza, do cinismo e da sua mediocridade ao insistirem em divulgar, quase d’hora a hora, o número de mortos, de infectados, internados, «desinternados» à pala do COVID!

 

O Governo e os «Jornalísticos» não conseguem determinar, nem sequer deles falar, dos afectados! Não dos afectados na conta bancária, não, senhor! Mas dos afectados na alma, no coração, no espírito!

 

Ao “Telejornal”, ao “Primeiro Jornal”, ao “Jornal da Tarde”, ao “Jornal da Noite”, ao “Notícias à hora certa” bem se lhes pode juntar o “Noticiário da Manhã, da Pandemia”, o “Noticiário das Onze, do “VÍRUS CHINÊS”, o “Noticiário do Meio-dia, do “COVID/19”, o “Noticiário da Uma, do “VÍRUS de WHUAM”, o “Noticiário da Tarde, do “COVID XI JINPING em Portugal”, o “Jornal da Vespertino, do CORONAVÍRUS”, “O Jornal da Noite, da Pandemia” a informar «os nossos cidadãos, com escrupulosa objectividade, dos progressos e retrocessos da doença, prestar o apoio das suas “colunas invertebradas” a todos os que, conhecidos ou desconhecidos, estejam dispostos a lutar contra o flagelo,…, transmitir as directivas das autoridades» (Não use máscara: não serve para nada! O Uso de máscara é obrigatório, e se estiver mal posta apanha um enxerto de porrada de polícias! ……… Cá pra mim, uma medalha de S. Roque, nem que fosse a do seu cachorro, arrenegava bem mais o diabo do Covid!) E lá vai o COVID CHINÊS servir de capa e contra-capa a uma enciclopédia de subtil propaganda ao governo geringonçado e da recandidatura de um truão e de cartazes a receitar pílulas de poupança em gastos desnecessários!

 

Os novos Donos e DONAS da Saúde, nunca fartos nem envergonhados por terem dito ontem uma coisa e hoje o seu contrário, derretem-se, babam-se «à hora certa» das “Notícias” e «à hora oportuna e conveniente» da Publicidade para  falarem de mortos, de internados, de «desinternados», e apresentarem esfarrapadas desculpas das culpas dos correligionários que, além de não saberem combater o inimigo (estamos em guerra, proclamam!) metem os pés pelas mãos, multiplicam-se em asneiras e desmultiplicam-se em oportunidades para dar nas vistas, ficarem à frente de um microfone e das câmaras das Televisões!

 

Pudera! O exemplo vem de cima!

 

E não há como amacacadamente imitar o cantinflas preDiZente -mor!

 

Ao fim de quase meio ano de «guerra», o Inimigo chinoca ainda não sofreu uma baixa!

 

Que nação valente esta!

 

Aos €uros desviados para os ventiladores chineses foi um ar que se lhes deu!...

 

Tanta treta das DONAS e dos Donos da Saúde e, afinal, o que fazem e o que nos dizem para fazermos é esperar sentados, à espera que o Covid parta para a China como de lá veio!

 

Claro que o «mister» XI JINPING continuará a esfregar as mãos de contente: os seus objectivos foram alcançados!

 

O importante é andarmos todos de cara tapada e de costas voltadas!

 

A paixão de viver só é consentida aos frequentadores de Festivais, de comícios políticos … e de «touradas politiquetas»!

 

 Os tugaleses continuam de olhos fechados: nem o COVID os força a pensar!

 

Os tugaleses são ignorantes por vício!

 

Julgam-se ter nascido já a saber tudo … de tudo!

 

Todos se dizem capazes  -   e alguns o serão!   -  de grandes acções.

 

Quantos serão capazes de um grande sentimento?!

 

, na “Guerra do Ultramar”, nos anos 60, poucos vi capazes de algo que valesse a pena!

 

No próximo 10 de Junho a Ministra da Saúde, a Directora-Geral de Saúde, mais os cromos da seita (ai! Tenho de acrescentar AS CROMAS!...) irão ser condecoradas pelo preDiZente pamplinas (que, até, pelas vezes sem conta em que meteu o bedelho no Covid, para eludir, lavar, branquear, limpar a «shit» do kosta y sus muchachas, e fazer dos portugueses, portugaleses e tugaleses uma cambada de tansos, vai condecorar-se a si próprio!) com o grande colar e medalha (de platina) da pandemia!

 

As «autoridades»   -   desde o quase insignificante presidente de Junta de Freguesia a jagunços camuflados com farda de bombeiro, de polícia ou de militar da «gê-éne-érre», com boina à fanfarrão e, ou, pistola à cinta; porteiros promovidos a «seguranças», e até os vestidos e investidos com os mais poderosos (embora vergonhosamente mais baixos do que altos) cargos políticos, e, a rematar, com as ridículas vedetas do estúdio da Saúde   -  ministra , directora-geral e os seus bobos de corte!   -   bem que aproveitaram o “COVID CHINÊS” para passarem a tratar tugaleses, portugaleses e portugueses como condenados!

 

Uns atormentam-nos com ameaças de bastão, de pistola, de prisão; outros, a toda a hora e momento, nas Televisões, com o medo, o fantasma, o terror do CORONAVÍRUS CHINÊS, disparando números, estatísticas, sentenças, previsões, profecias e desfolhando ziguezagueantes sarrabiscos numa catadupa tal que nos deixam a todos com a cabeça à roda!

 

Até parece que os poderes legislativo, executivo e judicial; mai-los «jornalisteiro», «opineiro» e «pandeminólogo» sempre muito bem acompanhados, na hora certa, pelo cantinflas do preDiZente da República vivem e dormem obcecados por nos fazer sentir que, nós, portugueses, portugaleses e tugaleses, cada dia que vivemos apenas significa a véspera da nossa morte!

 

Deram-se, de mão beijada e por baixo da mesa, milhões e milhões de €uros a Empresas administradas por sem-vergonha, como a TAP e o Novo Banco!

 

Os milhões de €uros pagos por ventiladores chinocas, que nunca chegaram, levados pelo vento!

 

Não ouvi, não li, não soube que tivessem sido dados uns cêntimos sequer aos nossos cientistas para tentarem a descoberta de um remédio, de uma arma mortífera (já que a «eles» tanto lhes gosta falar em guerra!), de uma vacina ou de uma pílula para derrotar o VÍRUS CHINÊS!

 

Será que, afinal, os cientistas portugueses são uma cambada de burros?!

 

Terá sido o CORONAVÍRUS mais um dos caprichos amacacados dos salafrários comunistas-chefes chineses?!

 

“A porcaria desta doença! Até os que a não têm a trazem no coração”!

 

Os PANDEMÓNIOS chineses puseram o mundo num autêntico pandemónio!

 

É tempo de isto acabar!

 

 

M., vinte e cinco de Julho de 2020

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

13
Jun20

Ocasionais

ocasionais

 

 

“Àplom”

 

 

*Somos verdadeiramente importantes

ou

simplesmente havemos conseguido

modelar perfeitamente a máscara

que nos diz sermos recordados?*

-Camus-in *O estrangeiro*.

 

 

Neste mês de Junho de 2020, por milagre dos santos populares, o dragão chinês, o “Covid de WHuam”, ficou na toca e os «magriços» não ficaram em casa.

 

Há feiras! Há praia!

 

E até os Cafés põem mesas e cadeiras à porta!

 

Na minha rua, à mesa da esplanada senta-se um tugalês de peito inchado. Camisete de alça fina e decote largo. Para a feitura dos calções azulados, o alfaiate roubou todo o tecido que deveria cobrir a tíbia, o perónio, o joelho e a coxa das duas pernas, e, assim, poder pregar o botão e fazer a presilha a segurar o calção na cinta!

 

À «técnica-superior-de ….» bastou-lhe a sombra e o sorriso escondido numa cara de poucos amigos para o cliente pisa-verdes ordenar:

 

-Um café cheio, bem quentinho, em chávena escaldada, sem espuma …e com bons modos!

 

Chegou o «cafezinho».

 

O cliente pisa-verdes põe os óculos no cimo do pouco cabelo que lhe decorava a cabeça.

 

Respira fundo. E puxa a máscara desde o queixo até à raiz do nariz. Olha à esquerda, olha à direita, e atira o olhar para o mar, adivinhado lá ao longe mesmo por cima da rama de um pinhal. Pega na saqueta do açúcar e sacode-a com energia.

 

 E, sem olhar, rasga o papelucho.

 

A abóbada celeste era o espelho ideal para reflectir a imagem que o janota fazia de si próprio: o conde de Orsini, sentado, não meteria tanto aplom!

 

Adoçou a bebida.

 

Procurou a colher. Acertou.

 

Meteu-a na xícara. Olhou à esquerda. Olhou à direita.

 

Abanou duas vezes o açúcar e o café.

 

Desceu a máscara para o pescoço.

 

Segurou a chávena com o indicador e manteve o equilíbrio da colher com o polegar, enquanto misturava o prazer do primeiro gole de café com a delícia de se ver formosamente reflectido pelo espelho celestial.

 

Suspirou!

 

Pousou a xícara.

 

Subiu a máscara até à raiz do nariz.

 

Olhou à esquerda e à direita!

 

Sentiu-se o centro das atenções dos que iam ao pão-quente, ou a encomendar o almoço, ou ler o «jornal da casa», ou dar à língua com o pretexto de uma «bejeca», um café, ou um sumo.

 

A camisete e os calções tapavam as suas carências!

 

Sentiu-se o foco dos olhares das matronas que, com o braço de fora, subiam ou desciam nos popós conduzidos pelos seus amores!

 

Desceu a máscara.

 

Subiu a chávena do café.

 

Segurou-a com o indicador e manteve o equilíbrio da colher com o polegar.

 

Bebeu outro gole.

 

Lambeu o beiço de cima.

 

Suspirou.

 

Alongou o olhar, para a esquerda e para a direita, torcendo um bocadinho mais o pescoço.

 

A máscara e os óculos satisfaziam as suas fantasias.

 

Pousou a xícara.

 

Tapou a boca e o nariz com a máscara.

 

Recostou-se mais na cadeira, que, por ser de ferro, melhor resistia ao espreguiçar de clientes importantes, com peso!

 

Um dos havaianos sapatos chineses soltou-se-lhe do pé quando tentava cruzar a perna e pôr um ar mais imperial.

 

Desceu a máscara para o pescoço.

 

Segurou a chávena com o indicador e manteve o equilíbrio da colher com o polegar enquanto entornava pela goela abaixo a última gota do café requisitado em chávena escaldada e servido com bons modos.

 

Pôs os óculos … a tapar os olhos.

 

Pôs a máscara a tapar a boca e o nariz.

 

Pôs umas moedas na nessa.

 

Levantou-se.

 

Olhou à esquerda. Olhou à direita.

 

Olhou para trás.

 

Seguiu em frente.

 

O céu prometia um dia lindo!

 

Mozelos, dois de Junho de 2020

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

15
Mai20

Ocasionais

ocasionais

 

Ao Prof VALBOM, de ÁGUAS FRIAS

 

 

 

“XI JINPINGS”

 

 

*Se te falta coragem para entrar

na toca do lobo,

como podes apanhar

os seus lobecos?!*

-minha adaptação de provérbio chinês-

Luís Henrique Fernandes

 

 

Somos todos chinocas!

 

Somos todos “XI JINPINGS”!

 

Ai se não somos, carago!

 

Os chinos começaram por semear entre os outros Povos as confusões e desconfusões de um tal sábio seu, Confúcio.

 

Com aquela paciência chinesa, vinda dos tempos das dinastias XIA, SHANG ZHOU, e aperfeiçoada pelas dinastias HAN, JIN e TANG; requintada pelas dinastias SONG, YUAN e MING, QING, as sementes lá foram grelando, grelando.

 

Até que, em 1911, em WHUAM, os chinos resolveram acabar com os imperantes, e SUN YAT-SEN, líder do Kuo-min-tang (Partido Nacionalista chino), mesmo de férias no COLORADO, toma conta dos destinos da CHINA, graças à capacidade e competência militar de um comandante de igual ou maior valia que SUN TZU   -  Chiang Kai-shek, que se tornaria o primeiro presidente da Republica da CHINA.

 

Só que o veneno comunista já tinha sido injectado para dentro da Grande Muralha.

 

Mau, Maria!  - vociferou Chiang Kai-shek, quando um Mao-Tsé-Tung, à frente da Porta de Tian'anmen proclamou a República Popular da CHINA!  Tão popular, tão popular que até é UNIPARTIDÁRIA!...

 

E esta ânsia e ganância dos Tsé-Tungs e Tunguinhos quererem que todo o mundo seja uma autêntica “Quinta do Orwell” fez com que o sucessor do MAO ZEDONG, Deng Xiao-ping com toda aquela paciência aperfeiçoada e requintada pelos seus antepassados e aprimorada pelo seu antecessor, depois de dar cabo do Bando dos Quatro, e «imbejôso» dos *Portugueses de Quinhentos*, resolveu espalhar chinesices pelos Quatro Cantos do Mundo  -    não tivesse ele, Ping-Xiao-Deng (lendo, «à chinesa», da direita para a esquerda) tirocinado em CANTÃO!...

 

Até aqui, todos os leitores sabem da História até «milhore» do que eu, sem dúvida alguma!

 

As sementes grelaram, grelaram; começaram a dar muita folha!

 

E, depois de já estarem a fazer muitas flores, o pequinês Xi Jinping, deu conta que toda essa paciente paciência chinesa estava na hora de dar frutos, saborosos, deliciosos, opiados, adamamos e diamantinos frutos!

 

Com a mão no pé de todos os grelos de todas as Repúblicas e Monarquias, não havia como celebrar o grito popular de WHUAM: em 2019 decreta a Lei Universal do VIÍRUS de WHUAM!

 

E, em nome da republicana e popular igualdade chinesa, toca toda a gente andar de máscara!

 

Saímos à rua, e damos conta que, afinal!…

 

… Somos todos “XI JINPINGS”, c’um catano!

 

 

Quem diria que até o ZORRO, em vez de mexicano-californiano, queria ser chinês!

 

M.,, treze de Maio de 2020

路易斯 Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

24
Abr20

Ocasionais

“QUINZENTENA”

ocasionais

 

“QUINZENTENA”

 

 

“O homem não se rende aos anjos,

 nem se entrega inteiramente à morte,

a não ser pela fraqueza

da sua frágil vontade”-

-Edgar A. POE-

 

 

À minha porta passou um destes goliardos da moda, com o «pópó» em marcha lenta e os altofalantes no máximo, aproveitando o movimento e as filas de pessoas para entrada no CAFÉ, na Pastelaria, na Clínica Veterinária, no “Euromilhões”, no Talho, na Lavandaria, no “Take Away”, no super-mini-Mercado, no Multibanco, na Farmácia a convidar, ou a provocar, a que as pessoas reparassem no carro novo, com dez anos de livrete, que acabara de comprar, a prestações, no stand  que mais alargadas condições de crédito lhe tinha dado.

 

Fazendo uma aceleração, com um chiar de pneus, lá ao cimo da rua, sumiu-se na curva da «poça».

 

O sol e o cheiro a Primavera tentaram-me a sair à rua.

 

Sei lá bem por quê, lembrei-me que o meu amigo Jorge Agamben me disse, se a memória não me falha, que o estado de excepção era «o momento do direito em que se suspende o direito precisamente para garantir a sua continuidade e, inclusive, a sua existência».

 

Fiz a vontade à tentação. E fiz uma excepção ao estado de excepção.

 

Saí à rua!

 

Tive a sorte de ver dois melros e um casal de lavandiscas a pisgarem-se para o arvoredo de um quintal vizinho. Nos arbustos do meu jardim, os pardais chilreavam tanto que até pareciam andar engaliados.

 

E vejo por aqui criaturas excepcionais a quem o estado de excepção confere uma excepcional excelência de atitude e de comportamento.

 

Um cliente do Talho estaciona ao viés o seu automóvel. Sai da viatura com ar severo, depois de ter afivelado todos os músculos do rosto com um aperto mais puxado que o das albardas das burras e burrecos do «comboio de Seara Velha»! Empurra o ar com um «pipo» onde armazena zelosamente bifanas, entrecosto, costeletas, «francesinhas», feijoada e umas grades de «bejecas»! Olha para os transeuntes com ar de castigador imperador. Convencido de que elevava o grau da sua alpina importância, arrima os óculos para cima da cabeça! De acordo com o estatuto social que se atribui a si mesmo, calcula a excepcional distância coronovírica e aguarda a vez de ir encher a saca que pendura na mão direita.

 

Um casal, também acabadinho de chegar no seu Renault Clio de 1990, estaciona de tal forma que nem à esquerda nem à direita cabe um «papa-reformas»: ganharam espaço para abrir as portas do seu «topo de gama», com uma solenidade e ares de grandeza realmente mais «grande»! Ambos vestem (para ser mais fino, pois falo de «gente fina», não digo calçam!) luvas e usam máscaras ANTI-COVID/19!

 

Passados uns largos minutos (Não!... Que se fossem estreitos minutos os que estavam, cá fora; à espera, não reparariam na excepcional exigência na selecção das suas compras!) vi-os sair, a ela, com uma saca colorida e meia cheia de mercearia; a ele, com duas «boxes» de 5 litros, cada, de vinho alentejano.

 

Do lado de lá da rua, sobe o passeio e pára à porta de uma CAFÈ um jovem de trinta e cinco anos   -   se tivesse trinta e seis já não lhe podia chamar jovem, segundo a lei empresarial – ministerial    -   com a cara tapada por uma máscara e as mãos tapadas com umas luvas, uma e outras também anti-pandémicas!

 

Não demora muito, e vejo, entre os grupos que se dirigem à Farmácia, à Lavandaria, ao “Euromilhões”, ao «Continente», à Pastelaria, ao «Multibanco», pessoas a menearem a cabeça e a balouçarem as mãos, preocupadas em exibir os privilégios de serem pessoas excepcionais, muito especialmente neste estado de excepção; senhoras de recursos excepcionais para, neste regime de excepção, se defenderem excepcional e excelsamente do  «coronavírus chinês»!

 

Realmente!  O regime de excepção cria mesmo gente de excepção!

 

Cria mesmo gente excepcional!

 

Toda a equipa médico-sanitária se queixa da falta de máscaras e de luvas   -   e de outros equipamentos fundamentais para o exercício das suas tarefas (e que não são assim tão poucas!), e, pelas ruas e alamedas deste «jardim da Europa»   -   como se a Galiza e a Andaluzia não fossem também um jardim!...   -   «à beira do mar plantado» passeiam, «garbosos e contentes», dezenas de “combatentes anti-vírus”, com ar de super-heróis   -   de quem até o ZORRO teria medo e vergonha!...

 

Ontem, numa Farmácia aqui vizinha, entrou um “MASCARILHA-COVID /19”, com ar de “Batman” à portuguesa!

 

Coitado! Não fora a «doutora de Framácia» (a farmacêutica) chamar-lhe a atenção para a máscara colocada ao contrário e este «tugalês» excepcional ainda a estas horas andaria por aí a fazer «alegre» figura! E se o Bronco Bustin visse este MASCARILHA-COVID /19”, de tanto rir, até daria um tiro no pé!

 

Como agora, por decreto presidencial, mais rebeladamente afectivo  do que efectivo,  uma «QUARENTENA COVÍDICA» é igual a quinze dias, uma QUINZENA de FÉRIAS será de quarenta dias», olarilolela!

 

Ah! Sindicalistas!

 

O Povo é quem mais ordena!

 

Se uma QUARENTENA SANITÁRIA é de quinze dias, uma QUINZENA de FÉRIAS tem mesmo de ser de quarenta dias!

 

A luta continua!

 

E há já muito que não se falava de guerra!

 

Vejam só a coragem, a valentia, o arroubo, o «lanço» com que os nossos pistoleiros de treta e das tretas, os nossos guerreiros «parlamenteiros» e bem-governados falam de guerra, graças ao seu enorme conhecimento e sabidola experiência adquiridos no uso «exponencial» de pistolas e de metralhadoras ……………de plástico ……… ou dos vídeo - jogos!

 

Treinos desses não os tive eu, nem alguns de vós, caraças!

 

Coisas e loisas de uma excepcional pandemania de excepção!

 

 

(Agora a sério: espero que «a íntima solidariedade» entre Democracia e Totalitarismo não esteja a brincar connosco).

 

 

Mozelos, vinte e oito de Março de 2020

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

16
Jan20

Ocasionais

ocasionais

 

 “AOS BISBÓRRIAS”

 

“A glória dos grandes homens

deve sempre medir-se pelos meios

de que se serviram para a alcançar”.

-La Rochefoucauld-

 

 

Depois de tantos anos já passados de “Democracia”, sinto um profundo desprezo pelas figuras, figurinhas e figurões da política nacional.

 

Por este andar, de gente cretina, medíocre, oportunista, sem-vergonha, corrupta, não tardará que o Povo português se indigne ao ponto de julgar e condenar toda a trupe que o tem traído, enganado e roubado!

 

Portugal e os portugueses têm sido governados «democraticamente», isso sim, por gente da mais perversa.

 

Na verdade, neste «jardim da Europa à beira-mar plantado» ainda caem algumas gotas de orvalho   -   já não há, jamais, um pingo de vergonha!

 

Quando se elege para a Assembleia da República uma deputada por um Partido que, arroupado por essa eleição, vai para a frontaria da Assembleia insultar a História de Portugal e enxovalhar a Bandeira Portuguesa, que mais dizer a não ser gritar «às Armas!»?!

 

Há crimes, há pecados que não têm remissão!

 

Nem nesta nem na outra vida!

 

O silêncio e a indiferença de deputados, de Ministros e do Presidente da República não tem perdão!

 

E quando deitam alarvices pela boca fora, sabem  bem utilizar «ad náusea» o chavão da  «jovem democracia portuguesa», impantes de uma vaidade assolapada, como se fossem os engenheiros e construtores de tal monumento político, convencidos que disfarçam os erros, os disparates, as vergonhas com que conduzem à decadência desta democracia, não fazem mais do que denunciar e pôr às claras a sua eterna puberdade política!

 

Passeiam-se por aí enfatuados e iludidos que o exercício das suas funções se resume a uma afirmação de «nós e os outros»!

 

Endrominado pelas dogmáticas mentiras e aldrabices de quem tem assaltado o poder e o tem governado, o povo português continua distante de adquirir consciência pública de cidadania!

 

Basta de encher este povo com promessas nunca cumpridas e com esperanças sempre enganadas e atraiçoadas!

 

Ao insaciável apetite pelo poder, essa gente maldosa e malvada, que com capa e batina de «democratas» tem administrado Portugal, essa gente-gentalha associa uma infindável desfaçatez de hipocrisia.

 

Às palavras enganadoras dos seus discursos, esses petimetres sabem combinar ardilosamente a voz enganadora.

 

E, a horas certas, servem-se com oportunidade do chavão que «os portugueses são um Povo de brandos costumes»!

 

Sê-lo-ão, sê-lo-ão!

 

Até um dia!

 

Os Portugueses são, realmente, um Povo sofredor e resignado. Aguentam o «custe o que custar» passivamente, sem protestar.

 

Mas eu deixo um aviso aos bisbórrias que abocanharam as rédeas do poder em Portugal:

 

- “A ira mais terrível é a ira dos mansos”!

 

O fado português é o de um Povo inquieto, de um Povo com destino errante, de um Povo sem descanso.

 

A decadência social, cívica, moral, cultural que se está a viver, os salafrários que ocupam os bancos, as cadeiras, os palanques e o cadeirão do poder bem que a disfarçam com feiras, festanças e festivais     e «selfies» com o pantomineiro-mor do reino!

 

E a fome que se adivinha eludem-na, nas cidades, nas vilas e nas aldeias com a «feira das sopas», já envergonhados com a «malga do caldo»!

 

O fogo de artifício é uma paixão e uma arte bem portuguesa: o êxtase que qualquer foguetório provoca no «zé pagode»!...

 

À superstição ancestral dos portugueses, os «abrileiros de 74» aparelharam-lhe o fanatismo partidário-político … e (já agora) o futebolístico!

 

Não! Não é só o «rei que vai nu».

 

Nus vão também, na sua maioria, os portugaleses. Nesta democracia aldrabada, caldeirada de política mercenária de oportunistas, corruptos, cretinos e ditadores encapuzados, a política passeia-se nua, e vazia, pelos “Passos Perdidos”, de S. Bento, e pelos jardins floreados e «selfizados», do Palácio de Belém!

 

Estamos, voltamos a estar, na era do paganismo político: nos novos altares criados pelos homens, é, como outrora, “ao homem que se imola e aos animais a quem se enaltece”!

 

O cartel dos principais Partidos políticos não tem feito mais do que reduzir os cidadãos portugueses ao papel de eleitores!

 

O descrédito da política   -  actividade que, por definição, tem por fim último o bem comum    -   empurra o homem para o individualismo egotista e, consequentemente, degrada o sentido de comunidade.

 

Quero deixar ao meu neto um mundo melhor, não uma sociedade que me faz ter saudades daquela em que fui nascido e criado!

 

M., dezassete de Dezembro de 2019

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

02
Jan20

Ocasionais

ocasionais

 

“15º ANIVERSÁRIO do BLOGUE ‘CHAVES”

 

 

No, no há sido en libros donde he aprendido

 a querer a mi Patria:

 há sido recorriéndola,

há sido visitando devotamente sus rincones”.

-D. Miguel de Unamuno

 

 

Conhecer o BLOGUE “CHAVES” dá de sobra para se ver que o FERNANDO tem os dias (e as noites) muito preenchidos, com preocupações e canseiras.

 

Se nos lembrarmos que também tem uma vida profissional, mais se dá conta do preenchimento do espaço das suas preocupações (e, evidentemente, outras responsabilidades .... com “o seu quintal” e «circunstâncias adjacentes»).

 

Ao fim de tantos anos de uma assiduidade exemplar, de uma dedicação extremosa à revelação e à divulgação dos encantos, dos méritos e dos valores de todos os recantos da NOSSA TERRA, de uma NORMANDIA TAMEGANA, soberba parcela do “Reino Maravilhoso”, é bem mais do que merecido que este BLOGUE passe a ser considerado Património Cultural de Trás-os-Montes.

 

Porém, estou certo, quando, por aqui, por este Blogue, forem publicados os Post(ai)s acerca dos POBOS GALEGOS, também eles inscritos na NORMANDIA TAMEGANA, o BLOGUE passará a ser Património Cultural Galaico-Transmontano!

 

Nos seus Post(ai)s, Don FERNANDO leva-nos à descoberta de que todos os povoados da NORMANDIA TAMEGANA, da NOSSA TERRA, têm um inimaginável fascínio, sedutores encantos, uma rica história!

 

O BLOGUE “CHAVES” é, realmente, um irrecusável convite a fazer-nos peregrinos por esse encantador “Reino Maravilhoso”!

 

Quão precioso é para mim   -   e para vós, não?!    -     ouvir falar de qualquer rincão desse condado, e poder dizer: “Já estive !”.

 

Há preguiça, desinteresse ou mesmo sobranceria em visitar rincões cheios de história e de encantamento, aqui e ali, na NOSSA TERRA.

 

E, por contraponto, quanta ambição e quanta prontidão em dar um salto a Londres; fazer uma peregrinação a Roma; correr a levantar o papo para a Torre Eiffel e dobrar o cachaço ao Arco de Triunfo!

 

Não sabem?! Ainda há magia na NOSSA TERRA!

 

Consultado o «Oráculo de Delfos», as espirais do incenso queimado no turíbulo da pitonisa revelavam-me que a mensagem transmitida pelo BLOGUE “CHAVES” dizia que o “REINO MARAVILHOSO TRANS-VISIMONTANO”, lugar de consolo e de repouso, continua a não ser conhecido por uma maioria de normando-tameganos e muito menos pelos portugaleses!

 

É preciso sem demora aprender a amar o nosso torrão natal!

 

E este BLOGUE “CHAVES”, hoje aniversariante, ajuda-nos a todos nessa lição!

 

Camilo e Torga andaram por aí!

 

E hoje anda o D’Artagnan Don FERNANDO, el Pluto, mai-los três Mosqueteiros BERTO, TIO NONA e TerçOlho, pela graça do deus Larouco!

 

FERNANDO RIBEIRO é tratado pelos «pavonautas» da política provinciana como o foi o herói da Mitologia   -   é demasiado “pesado”, (importante, virtuoso e apaixonado pela cidade) para que a «nau» flaviense possa transportá-lo!

 

Esses petimetres «pavões, lalões e lambões» lembram o tribuno grego que mandou nivelar um campo de trigo cortando as espigas que sobressaiam acima das outras! Eles são daquela raça de gente que “Sofre mais com as venturas alheias do que com as misérias próprias"!

 

O BLOGUE “CHAVES” está sólida e prestigiosamente acompanhado por bons escritores, interessados e curiosos leitores, exigentes e apurados críticos, e por brilhantes «opinólogos» com vibrantes e sonoros comentários sempre prontos na ponta da língua (mas no mirante do “Sport”, nas suas salas piramidais das «workshops» da má-língua)!

 

FERNANDO DORES COUTO RIBEIRO é um crédito para a NOSSA TERRA, para CHAVES, para a NORMANDIA TAMEGANA!

 

O BLOGUE “CHAVES” é, na verdade, um luminoso complemento da cultura flaviense e NORMANDO-TAMEGANA.

 

Tardiamente a História virá reconhecer, aplaudir e comemorar o feito, e os feitos, deste BLOGUE e do seu autor. Tempo virá em que a todos os flavienses será coisa agradável lembrarem-se do FERNANDO DORES COUTO RIBEIRO, quer eles próprios falando dele, quer ouvindo-o de outros!

 

Não será para admirar: é o fatalismo do comodismo, do egoísmo, da gosmice, e da ingratidão humana!

 

Tantos flavienses que quereriam aplaudir e, neste Dia de Aniversário do BLOGUE “CHAVES”, celebrar o FERNANDO D.C. RIBEIRO! Mas o medo aos amuos dos seus caciques politicastras tolhe-lhes os braços e as mãos e mantém-lhes a boca fechada!

 

Para mim é sempre valioso e merecedor do meu reconhecimento o pedacinho do seu precioso tempo que, através do seu BLOGUE, dedica à NOSSA TERRA!

 

Direi como D. Miguel de Unamuno:

 

- Como seria interessante ver uma tabela de valores de méritos literários e artísticos de flavienses tal como estabelecida pelos seus conterrâneos e tal como a formada por estrangeiros que os conheçam!

 

A maioria dos «daí», espantados com a classificação estrangeira e habituados apenas à colheita, no BLOGUE, de algumas brasas para melhor destilarem a sua bílis, traduziriam o seu despeito com um «era o que mais nos faltava! Aparecer como uma eminência um bloguista que não suportamos, vê-lo, ouvi-lo e lê-lo durante tanto tempo sem termos suspeitado semelhante coisa»!

 

Às minhas felicitações, acrescento o desejo de que o fogo das quinze velas que rodeiam o “Bolo de Aniversário” do BLOGUE “CHAVES” sirvam para manter afastados do seu autor os demónios … reais, imaginários ou «em figura de gente»!

 

Eu creio que o sol ainda brilha sobre o Brunheiro”!

 

M., dois de Janeiro de 2020

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

12
Dez19

Ocasionais

ocasionais

 

“A «NOSSA» DEMOCRACIA”

 

*Numa Democracia,

a LIBERDADE morre

se for simplesmente tolerada*.

Claude Julien

 

 

Portugal é um país-tagarela, um país sem lei, um país cheio de decretos!

 

Portugal tem como matéria-prima a mediocridade política, a imbecilidade arrogante, a ignorância estúpida e um jazigo imenso da mais venenosa inveja!

 

Portugal é um país de discórdia!

 

Pela imagem que os deputados dão na Assembleia e os candidatos e a sua centúria de apoiantes dão nas campanhas (e pré-campanhas) eleitorais, é caso para se dizer que esta democracia portugalesa  é uma autêntica guerra civil   -   piadas grosseiras, insultos, provocações, calúnias, difamações, etc. são o seu pão-nosso-de-cada-dia!

 

O que se tem visto nesta democracia «sempre jovem», noviça e «nabiça» é que a incompetência, a mediocridade, a cretinice e a hipocrisia têm alastrado por contágio, particularmente nos sermões e missas cantadas das capelas político-partidárias!

 

Bastantes candidatos a candidatos, e alguns candidatos a listas e a lugares políticos   -   quer sejam lugares no organigrama do Partido, quer nos micro, médio ou máximos governamentais   -   apresentam mancheias de ideias tão inovadoras e geniais quão absurdas, apenas com a vantagem de serem recusadas e, ou, ridicularizadas!

 

Nesta democracia, todos os sapateiros querem tocar rabecão e subir acima da chinela!

 

Treinados, «lavados» (cerebralmente), para a obediência intelectual, os “Jotinhas” partidários tornam-se autómatos na obediência moral e satisfazem-se em ser uns paus mandados.

 

Nesta democracia, a «habilidade» é considerada uma qualidade superior, mais meritória, mais louvável do que o conhecimento e a competência!

 

E, à medida que a mediocridade alastra e toma conta dos principais lugares da administração pública, os competentes vão-se apagando.

 

Na política portuguesa abundam os politiqueiros a fazer o papel de governantes   -   não passam de impostores e patronos de fraudes!

 

A democracia carece de maior número de partidários que qualquer outra forma de Governo, para não ter muitos descontentes”, disse Faguet, mal ele sabendo, ou sequer imaginando, o que estava pra chegar de clientelas políticas ao «Jardim das Berlengas»!

 

Nesta democracia portugalesa, o povo é senhor de tudo, e os directórios partidários são os senhores do povo.

 

A esses farsantes sobra-lhes em astúcia o que lhes falta em sinceridade!

 

O Estado (Português), como organização político-social de uma comunidade que partilha um território, uma Cultura, uma História, e aqueles que o administram, o Governo, para reconhecerem e protegerem os direitos dos seus cidadãos exige-lhes e cobra-lhes impostos. Porém, mais do que protecção, o Estado (Português)    -   ah!  O Governo, os governantes e governantezinhos   -   mais do que protecção sujeita-(n)os à humilhação [veja-se a arrogância de ministros (p. ex., «custe o que custar»); as diatribes injuriosas de deputados (p.ex.: tratar por «peste grisalha» os velhotes, como se o marmanjo fosse filho, neto e bisneto de pais e avós incógnitos …. ou de híbridos!); as poses «à dr. Mundinho» (de predizentezecos de Municípios, CIM’s e respectivos camaristas); e ainda a arrogância e petulância de «Jotas» e «jotinhas, cretinos militantes encartados, e a de gentinha-gentalha investida como funcionária pública!].

 

Sócrates estabeleceu o princípio de que o homem de Estado devia ser sábio (aquele que está consciente da sua imensa ignorância): Os «tugaleses», ultrapassando mesmo o conceito de Platão, deram mais brilhantismo ao postulado, e determinaram que «o homem de Estado» deve ser “xico’sperto», reguila, mentiroso, falso, trampolineiro, hipócrita, trafulha, «vígaro», corrupto, enfim, maissabichãodo que sábio!

 

No “ABRIL de 74”, os grupelhos que substituíram a classe política apressaram-se a nacionalizar as empresas e as propriedades:  e, com todo o desembaraço, cuidaram das cruzadas para nacionalizar as mentes dos «portugaleses»! Falam do Futuro sem terem aprendido  -   nem sequer querido aprender   -   com o Passado e o Presente.

 

E, de então para cá, tem sido um corrupio de «nabiços» a serem ordenados sacerdotes de políticas de campanário, fazendo fingir saberem de Política, quando, na realidade, nada sabem.

 

E os «tugaleses» continuam alegremente a consentir serem castigados com impostos e mais impostos, multas, coimas, taxas e sobretaxas (moderadoras ou imoderadas), burocratismo; dificuldades e obstáculos à Justiça, à Saúde; ao Ensino, à Ciência, e acesso ao Trabalho, a uma Reforma digna, e sem tugir nem mugir, em vez de esclarecidos, apoiados e respeitados!

 

O poder político não será verdadeiramente democrático enquanto as campanhas eleitorais não oferecem a possibilidade de opções claras, enquanto o controle dos cidadãos sobre os seus eleitos e dos parlamentares sobre o executivo não for restabelecido, enquanto as grandes orientações não forem objecto de grandes debates”.-C. Julien

 

Para os nossos políticos   -   governantes, governantezinhos, predidentes disto, daquilo e daqueloutro, e parlamentares   -  parece que os portugueses são APENAS «animais vivos» e «”ALÉM DISSO” somente quando FAZEM GREVE ou «VÃO VOTAR» é que «são capazes de existência política».

 

Os Portugueses têm direito ao «simples viver», enquanto os seus políticos têm o direito ao «VIVER BEM»!

 

E, do alto da sua importância, arrogância e soberania políticas declaram que o Povo Português tem «Voz», mas só neles a Linguagem é um dom!

 

A definição mais profunda e apurada de «política», depois de percorridas todas as obras dos mais célebres e dos mais ignorados autores, e de procurados os dicionários das mais famosas Línguas e dos mais desdenhados dialectos, essa definição foi, por fim, descoberta na catacumba que vai de Castro Laboreiro a Castro Marim e das Furnas às Fajãs: *Política é a arte e o saber de «VIVER BEM», «à grande e à francesa», a arte maior de os «nossos políticos» saberem «tratar da vidinha»*!

 

Esta democracia portugalesa, regida e interpretada pela profusão de moinantes, adivinhos e profetas que se fazem passar por políticos de papelão, é bem mais uma “Feira de S. Miguel” ou “das Cebolas” que um regime político!

 

Antístenes merece regressar!

 

Mozelos, cinco de Outubro de 2019

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

 

28
Nov19

Ocasionais

ocasionais

 

 

Um sonho afonsino

 

O diabo tem cada uma!

 

Atão não é que ele, ontem à noite, quando eu ia dar um recado, m’apareceu, assim num repente, ali numa esquina, com os cornos mais enfeitados do que os das juntas de bois candidatas ao «prémio» dos «milhores santos du mundo», os “SANTOS” de CHAVES?!

 

Soltou uma estridente gargalhada, fez umas esquisitas piruetas, apontou-me a forquilha e sumiu-se: nem me deu tempo de apanhar um calhau, para lhe partir a testa!

 

Quando voltei a casa, liguei a televisão. Apareceram uns diabitos vermelhos a correr, pareceu-me que ao romisco, mas, afinal, eram uns «lampiões» a jogar à bola!

 

A princípio, até julguei tratar-se de mais uma diabrura do diabo que m’apareceu!

 

Fui à deita.

 

Adormeci.

 

E, inda nem o roncar dos carros dos que vão trabalhar nas fábricas da maior zona industrial corticeira do mundo (foi tempo em que o roncar era de motorizadas!) tinha começado, já eu fora obrigado a arregalar os olhos e ir ver se eu estava mesmo aqui na Costa Verde ou se era no “Alto do Campo”, da Granginha.

 

Afinal, eu estava mesmo aqui. E o julgar-me no “Alto do Campo”, da Granginha, tinha sido mesmo um sonho.

 

E que sonho!

 

Coisas do diabo!

 

- Eu olhava a cidade. E, de repente, vejo, nas ameias do Castelo, o MESTRE Don NADIR a fazer um gesto de ilusionismo: e todo o Bunheiro coberto por uma tela!

 

Quando tal, tudo ficou do tamanho duma manta como as de Soutelo.

 

Don NADIR agarra nuns palitos, traça daqui, dali e dacolá, e eu vejo-o a pegar na Ponte Romana, n’Azenha do Agapito, num pimento do Cambedo, num pé de batata e noutro de raba, numa galha de merogos do Brunheiro; num brinco de cerejas de Valpassos; num cabo de cebolas de Vila Pouca; numa manta «coroa de rei», de linho de Limões, Ribeira de Pena; numa truta do Bessa, nos cornos das Alturas; num boi barrosão; num “Cigarrón”, de Verin, e tudo «palitado», nas proporções ideais do MESTRE dava uma linda figura, cuja coroa tinha mesmo mesminho o feitio do retinto  PASTEL de CHAVES!

 

  1. NADIR AFONSO, ‘stou’que desconfiou do meu poleiro: pôs-se de lado, para me deixar ver «milhore», fez outro passe de mágica e … o que é que eu vejo?!...

 

- A BANDEIRA da NORMANDIA TAMEGANA!

 

Sopra um vento da Galiza, desce um nevoeiro pela Serra abaixo, a cidade fica escondida.

 

Um raio de sol dispara-se de uma barbacã do Castelo de Monforte de Rio Livre. O vento pára.  O nevoeiro desaparece, O céu fica limpo e de uma azul magnífico. E o raio acerta certeirinho numa ameia da Torre de Menagem, tornando gigante a figura dum “defensor de CHAVES e Condestável da NORMANDIA TAMEGANA”, Don Fernando DC Ribeiro, a agitar a bandeira consagrada pelo MESTRE D. NADIR AFONSO, e a avisar-nos do seu regresso, com todas as «milhoras»!

 

Corri ao PC. Liguei ao Blogue “CHAVES-Olhares” e topei com um dos meus “Pitigramas” com direito a edição.

 

Das «milhoras» do NANDO queria eu saber AQUI!

 

M., vinte e cinco de Outubro de 2019

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

25
Out19

Ocasionais

ocasionais

 

 

 “PIROLITO e BOLAS-DE-UNTO!”

 

 

*A Democracia não pode ser

 a arte do mal menor,

só pode ser

a arte do melhor possível*.

- Claude Julien

 

 

O voto é o grande pirolito que dá ao «Zé Pagode» a ilusão de estar associado ao poder.

 

A trupe de governantes eleitos bem aldraba os governados, atirando-lhes com a «complexidade técnica» das suas opções ditas políticas.

 

Os deputados-membros da Assembleia da República, os membros (abusiva e pedantemente auto-intitulados «deputados») das Assembleias Municipais e os membros das Assembleias de Freguesia (de caminho também serão titulados «deputados freguesiais») apenas servem, e têm servido, para salvaguardar a fachada democrática: fazem que fazem que debatem competindo entre si a ver qual deles consegue a melhor piada, e, no final, deixam pra lá ou apoiam as politiquices dos governantes e governadores.

 

A frase que faz rir tem mais alcance do que aquela que compromete!

 

A preocupação dos candidatos está em exacerbar as paixões dominantes em vez de esclarecer a opinião.

 

Os padrões morais da «nossa» democracia são demasiados baixos.

 

Como lembra Freud, as multidões jamais têm sede da verdade: procuram ilusões às quais não são capazes de renunciar.

 

Os portugueses continuam a contentar-se serem cidadãos apenas nos dias de Eleições. Nesse entretempo, rendem-se à condição de trabalhadores, de consumidores e de pagadores de impostos.

 

“Os tugaleses” (Ai! E os «tugas» e «tugazinhos»! Ai, os flavienses!) contentam-se com o boletim de voto e o direito à greve! Contentam-se com pouco! Não dão conta que a sua liberdade é, e está, afinal, apertadíssima pela, cada vez maior, burocracia!

 

Uns, «Zé Pagode», e outros, governantes, enchem a boca de futuro, mas abarrotam o toutiço com desejos, preocupações e anseios imediatos!

 

É grande a incapacidade de uns e outros verem mais longe do que a oportunidade a que deitar a mão e meter p’rò saco!

 

“A Democracia entra em decadência no espírito dos cidadãos quando estes vêem na competição eleitoral não um meio de preparar o mundo que consideram melhor, mas o meio de evitar o que eles julgam pior”.

 

A democracia entra em decadência quando o único poder reconhecido é o de depositar, de quatro em quatro anos, um boletim numa urna”.

 

Que adianta votar?

 

Os «lobbies» decidem por nós!

 

Nós, eleitores, somos apenas um número, um código!

 

O Estado serve apenas para criar, aumentar e manter os privilégios de moinantes, cretinos e parasitas e fazerem estes passar por elites!

 

As eleições são divertimentos pré-fabricados para distrair o povoléu.

 

Por cá, pelo “Jardim das Berlengas”, as Eleições são um desgarrado leilão para cargos públicos, destinados a lucros privados e a despesas públicas!

 

São um ritual.

 

Deveriam ser uma escolha!

 

Os eleitores, na sua maioria, são apenas fiéis servidores de um poder de quem esperam favores, o tal «jeito», o cúmplice «mexer dos cordelinhos»! Mal se dão conta de que elegem desmancha-prazeres!

 

O rebanho tem medo da reflexão, pois esta determinaria um certo afastamento entre os seus membros e uma exposição da idiotice e da mediocridade de cada um.

 

O Povo português, a maioria dos portugueses, continua ensopada por preconceitos, superstições e irracionalidade da religião.

 

Quanto vale um Boletim de voto?

 

“Numa DEMOCRACIA, o único direito que o Povo reserva é o privilégio ridículo de eleger periodicamente um grupo de amos” – dizia V. Considerant.

 

Por cá, as campanhas eleitorais são realizadas com pinceladas à «Fest» (escrevo assim porque a modernice pimbeira proibiu e excomungou a palavra portuguesa «Festival»), à «Woodstock” ou à «Isle of Wight» (bem, com um cheiretezinho do «Fest» de «Vilar de Mouros!,…); os candidatos, em vez de convencerem os eleitores explicando os temas dos seus programas, preocupam-se em deslumbrá-los com pantomina, cantilenas e fantasias. E entremeiam todo esse espalhafato com promessas ridículas e falsas, e outras jaculatórias políticas!

 

Nos comícios, nas passeatas, nas mesas redondas, ovais ou poliédricas, não se discutem ideias nem projectos: - discutem-se bandeiras e propaganda!

 

A democracia terá o seu fato de cerimónia no corte e na fazenda como são feitas as campanhas eleitorais?!

 

Tendo por bem também entender-se a democracia em assíduo diálogo entre eleitores e candidatos e eleitores e eleitos, a que conversa se assiste, por cá, entre uns e outros?

 

Os candidatos, cobertos com o chapéu da virtude, visitam Aldeias e freguesias; creches, escolas e refúgios sociais, passeiam pelas feiras e entram em tabernas certificadas   -   mas só lhes toca o coração as vezes que emprenham pelos ouvidos!

 

Coitados! Fazem-me pena!

 

Imensa pena!

 

De «bimbos» e cretinos militantes está Portugal cheio!

 

Andasse, hoje, por aí Platão e mais firmemente ficaria convencido de que os discursos, as decisões e acções dos nossos políticos   -   e dos que fazem há-de conta sê-lo!...   -   são «movimentos de títeres accionados por mão invisível oculta nos bastidores» [Numa Democracia autêntica, a diferença entre o poder político e o poder económico (e financeiro) terá de ser nítida e evidente. A aldrabada «sempre jovem» democracia portuguesa está cheia, cheiinha, de rugas de promiscuidade e poucas-vergonhas que, mesmo até, descaradamente faz questão em alardear]!

 

Ambicionando por uma reputação falsamente importante   - «presidentes» da …  Junta, da Câmara, ou de comissões; vereadores, chefes de gabinete, vices-de-qualquer-coisa; deputados anónimos ou ignorados; delegados a Convenções ou a Congressos partidários (com o glorioso proveito de uma passeata e de manjedouras de «tit-bits»   - para ser mais fino!)   -   fora desse mundo de sórdida politiquice, viveriam «tristes e sós», pois não saberiam suportar-se mutuamente nem manter a auto-sobrevivência!

 

E por aí, por CHAVES, medra o culto da adulação!

 

Na realidade, esses aduladores, que têm levado na bebida e no paleio, engrampado, os flavienses, afinal de contas têm conseguido atingir o seu objectivo de ocupar o Executivo Camarário sem se importarem com os Flavienses!

 

Está mais que visto que esses pingentes pendurados nas seitas partidárias não têm mesmo nenhuma afeição à Cidade, a CHAVES, aos Flavienses!

 

Eles têm sido os arquiduques da destruição da NOSSA TERRA, da NOSSA Cidade!

 

Têm todos muita conversa, mas não têm palavra!

 

A seriedade das suas apregoadas intenções, dos seus propósitos, das suas promessas, dos seus compromissos, das suas juras, mal apanhados no poleiro, logo se desvanece: foi um ar que lhes deu!

 

Pudera! Os passos que diziam ir dar são bem maiores do que as pernas que têm!

 

Só têm gola!

 

É verdade, sim, senhor, eles ficam sempre a ganhar! Mas a Cidade, CHAVES, os Flavienses estão sempre a perder!

 

[Um dia destes ainda peço a uma beata e a dois beatos que, numa das missas cantadas da sua maior devoção, entre a elevação da hóstia e do cálice   -  a maldição fervorosamente implorada neste ocasião nunca deixa de se cumprir   -   roguem uma valente praga a esses aldrabões, impostores, gosmistas e embaucadores de gente simples, sincera!].

 

Aquilo que nos simples cidadãos é pecado, nos militantes da política partidária passa a ser um mérito moral.

 

Os Partidos políticos, raramente democráticos nas suas estruturas internas, constituem mais aparelhos de recolha de votos do que propriamente instrumentos de um diálogo permanente com o público.

 

Os Partidos políticos estão transformados em tribos de gente medíocre!

 

Lembrando um autor «gringo»   -    E. Fromm conclui que “ O homem ordinário com poder extraordinário é o principal perigo para a Humanidade, e não o malvado ou o sádico” -   direi que a Democracia «tuga» produz muitas coisas inúteis e, ao mesmo tempo, muita gente inútil!

 

Já em 1972, outro autor (C. Julien) escrevia: - “As sociedades modernas conseguiram o milagre de aperfeiçoar extraordinariamente os meios de comunicação, e ao mesmo tempo intensificar o anonimato que tornou a comunicação quase impossível”!

 

Na administração da nossa «Causa Pública» anda demasiada gente que, incompetente para conduzir e realizar a sua própria vida, se arvora competente para governar a vida dos outros; gente que assoma a poderes sobre causas e ministérios que não conhece e para os quais nem para corneteiro ou recoveiro presta!

 

Os governantes, de cima a baixo, entendem que a sua missão é preocuparem-se com o saldo do Deve e Haver na luta pelos compromissos e interesses partidários e nas suas vantagens pessoais!

 

Como cegos e supremos egoístas que são nada mais os preocupa senão tratar da sua vidinha!

 

Exercem o mandato com indecente mediocridade, mas com óptimos resultados para si próprios! Querem lá eles saber que o Futuro seja determinado, construído, com o Presente!...

 

Não se olham ao espelho: sabem que se o fizessem veriam a cara de um hipócrita e impostor.

 

A maioria dos «portugas» que tomam e têm tomado assento na política usa a mentira e a falsidade como método e o gamanço como propósito. Elevaram-se a aristocratas da mentira, da manha e da fraude.

 

A ruindade dessa gente é o seu meio de sobrevivência.

 

Para essa gentinha gentalha, o cargo público é a grande oportunidade para levar a vida sem canseiras!

 

As Escolas «Jotinhas» e as «Universidades de Verão» aquilo a que melhor se prestam e que melhor fazem é converter estudantes e «bacharelizados-à-pressa» em «cretinos militantes»    -    na entrega do diploma, os  padrinhos lembram-lhes: “O fanatismo é a única forma de vontade que pode ser incutida nos fracos e nos tímidos”!

 

A casa dos Partidos políticos «tugas» está transformada numa central de tráfego de favores.

 

Os Partidos políticos estão a esvaziar-se, já quase vazios, de ideologia; os seus régulos nacionais e regionais vivem para ocupar e manter a gamela que os resultados eleitorais lhes servem!

 

Mefistofelicamente, no reino da portugalândia, persiste o credo e a crença em que o sucesso, a fortuna, a fama e a riqueza resultam mais da capacidade de engrampar os outros do que pelos benefícios da cooperação e entreajuda.

 

Os tugaleses, hoje mais que nunca, precisam (olhe-se o panorama e espectáculo que os media diariamente exibem, com as «habilidades» as cumplicidades e a desfaçatez dos mais ilustres, ilustrados e (en)comendados da vida pública, partidária e política; de chefes, chefezinhos; presidentes, presidentezinhos; comandantes, comandantezinhos; deputados, deputadozinhos, deputadinhos; ministros, ministrozinhos, ministrinhos) de líderes verdadeiramente dignos de confiança e de respeito!

 

Por aí, por CHAVES, é pena que a desbotada cor política    -   desbotada, sim, porque a cor política da maior parte dos flavienses é mesmo muito pálida, têm-na como se sofressem de icterícia   -    separe tão levianamente quem reunido devia estar à volta de tantos objectivos e interesses comuns.

 

Sabemos que os seres humanos tendem para uma predisposição pelas alternativas que não implicam uma ruptura, isto é, estão mais inclinados a perpetuar o «in statu quo ante», a situação de um menor risco psicológico: é o conformismo!

 

Sair, deixar esta situação é assumir uma responsabilidade, ficar sujeito a críticas e arrependimentos. Então, aparecem as desculpas «esfarrapadas», como: - “Oh! Os políticos são todos iguais!”. E o «Zé Pagode» agarra-se (por preguiça mental, também) a informações e acontecimentos que o confirmam, desinteressando-se das informações e actos que o refutam.

 

“Marretas”, insistem em decisões anteriores mesmo que provadas como erradas!

 

Os «tugas» apreciam muito as (más) imitações. Cheios de papo «militarista» (veja-se a paixão assolapada que mostram por uma farda!), quais generais «cabeçudos», protagonistas das mais pesadas derrotas, optam por «estratégias» que lhe trazem sempre maus resultados.

 

É de assustar a invasão de tanta incompetência e de tanta mediocridade na Administração da Nação Portuguesa.

 

Não admira que, dentro em pouco, Portugal esteja conquistado e maioritariamente habitado por gosmistas, mendigos e incapazes!

 

“A primeira razão da servidão voluntária é o hábito” – já, em 1549, avisava Étienne de La Boétie.

 

Nem tudo se passa na cabina onde o eleitor escolhe uma lista.

 

A maioria dos portugueses parece estar a viver ainda no tempo, no clima e no contexto do velho Estado Novo, talvez porque à Democracia Portuguesa se diga dela, abusiva e exaustivamente, ser sempre jovem!

 

A igualdade política ainda nem vai a meio!....

 

Quem os ouve, aos nossos (ditos) políticos   -   lá no púlpito do Parlamento; sentados nas cadeiras dos (seus) Gabinetes ou … das mesas das Televisões e das Rádios; ou dos palanques das suas bazófias eleiçoeiras   -   é levado, cheio de espanto e admiração, a exclamar:

 

- Que gente de tão nobres ideais!

 

Cedo ou tarde, as notícias, a justiça, e, ou, ….. as rasteiras que nos são passadas ou as maldades que nos são feitas por essa trupe de melquetrefes, trazem-nos a surpresa de revelações de condutas imorais desses mesmos políticos que nos haviam deslumbrado!

 

O fundador do Liceuum tal Aristóteles de Estagira, não concebia a Política afastada da Ética: Na sua “Política”, exigia, aos que exercem as magistraturas superiores, afeição ao regime, grande competência no desempenho das suas funções, sentido de justiça e uma conduta virtuosa. Mal ele imaginava que, vinte e cinco séculos depois, aqui, num palmito de terra da Europa, uma caterva de cretinos resolve criar Universidades a torto e a direito, onde, contrariando-o e afrontando-o, só diplomam e honorificam os seus pupilos quando estes juram solenemente a separação daquelas.

 

E não é que andam por aí convencidos que vão poder olhar o mundo … a cidade, com os olhos de uma figura de bronze montada num cavalo lusitano ou Clydesdale?!

 

Só têm gola!

 

M., treze de Setembro de 2019

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

17
Out19

Ocasionais

ocasionais

 

“No silêncio da MINHA ALDEIA”

 

 

Ninguém perde por dar amor;

perde quem não sabe recebê-lo”.

-popular-

 

 

Vim à GRANGINHA felicitar uma boa amiga, pela passagem do seu aniversário.

 

É um domingo de meados de um Setembro com temperaturas de um Verão de Agosto.

 

O silêncio que a esta hora perto do almoço estou a desfrutar é uma bênção.

 

Sentei-me à sombra, debaixo da varanda do Tio Quim.

 

Com tanto calor, a brisa fresquinha que corre pela rua acima, e talvez por ter apanhado pelo caminho alguma frescura da água da fonte, junta-se muito bem ao consolo do silêncio.

 

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Julgo ver a minha Avó SÃO, ali, na minha «Casa do Pobo», a saricotar para que o almoço fique um regalo para mim.

 

Julgo ouvir o meu primo TÓ, além, na nossa «Casa do Campo», a falar para o burreco e a enxotar as pitas para o pátio.

 

A passarada está calada que nem pio. Somente uma andorinha   -   que surpresa, neste tempo!  -   somente uma andorinha e o seu namorado (modernamente fica feio dizer «par»!...) é  que passaram agora por mim. Têm o ninho no beiral da casa da D. Nídia, lá dentro do pátio.

 

Pelo som macio que me chega do céu por cima do Bunheiro, adivinho a rota de um avião a seguir para muito longe.

 

1600-granjinha (295).jpg

 

Espreito o “Alto do Campo” e vejo-o seco.

 

Há que tempos não me delicio como manto de «merendeiras» que a Primavera estendia por todo ele! Não lhe ouço o cantar de legiões de grilos, nem me dou conta das renhidas competições olímpicas de saltos dos gafanhotos!

 

Há figos nas figueiras: a passarada perdeu-lhes o apetite.

 

A «pipa» já não deixa colher água, nem mata a sede: o fontanário destronou-a. Talvez fosse por isso que os rouxinóis debandaram!

 

Um delicado estalido de folhas secas fez-me olhar para a «sorreira»: lembrei-me que alguma fuinha viesse ali espreitar este visitante «cuja cara não lhe era estranha»!

 

1600-granjinha (341).jpg

 

E recordei as alturas em que as trovoadas de Maio faziam da «sorreira» uma competidora assanhada das “Cataratas do Niagara” e a transformar o adro da CAPELA, e mesmo até a CAPELA, num arremedo famoso de um afamado lago suíço!

 

Aqui, na minha GRANGINHA natal, o barulho e o silêncio eram prendas para o meu sossego e para os meus sonhos.

 

Hoje, o silêncio cobre-me de saudade!

 

Granginha, quinze de Setembro de 2019

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

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