Cidade de Chaves - Um olhar

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Há pouco ficou mais um “Discurso Sobre a Cidade” de António Souza e Silva com o anúncio do lançamento de mais um livro sobre a Grande Guerra de 1914-1918, comemorativo do Centenário da partida do 1º Batalhão do RI 19 de Chaves para a Flandres, França.
Agora fica um olhar sobre o Jardim Público, na Madalena, um dos muitos olhares que aquele centenário jardim nos tem para oferecer.
Mais logo, às 13H00 em ponto fica “ O Factor Humano” com o quinto conto dos 10 contos de reis, sem notas, de autoria de Manuel Cunha (Pité).
Até logo!

Hoje ficam dois olhares diferentes, embora a receita seja a mesma – luz, contrastes, reflexos e por aí fora…, é, é assim a fotografia com a sua polivalência singular que vai desde o cliché que a quase todos agrada até à realidade abstrata que sem alterar, o olhar distorce, agradando a uns, a outros nem tanto e, a outros ainda, nada ou quase nada.

Hoje, em imagens, foi assim, mas já de seguida voltamos à normalidade das sextas-feiras com mais um “Discurso Sobre a Cidade”, onde com as palavras e opinião de Francisco Chaves Melo.
Hoje porque sim, porque me apetece, vou deixar por aqui alguns momentos, alguns olhares e até devaneios. Tudo do mundo rural flaviense, quer a ruralidade aconteça ou não.
Fica o primeiro momento tomado num olhar, talvez um devaneio. Aconteceu próximo de Pereira de Selão.

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Haverá maior liberdade do que a liberdade de subir às serras e aos montes, dominar as fragas e penedos e, lá bem no alto, sentir o vento nas faces enquanto o olhar se perde no horizonte!?
A liberdade de lá em cima, sem nada, termos tudo!
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Haverá melhor remédio que penetrar pela montanha adentro e o tempo ser tão nosso que fazemos parte dela!?
Haverá maior artista que aquele que sobe aos montes e lá do alto em cada olhar pinta uma tela!?
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Se a nossa liberdade nos permitir ser livres nesta liberdade de entre e por cima dos montes, montanhas e serras sentir a liberdade, haverá felicidade maior!?
Perguntas simples com respostas simples ao alcance de qualquer um, basta subir e penetrar numa qualquer dessas liberdades próximas de vós, pois elas existem, descubram-nas, e se (por acaso) não gostarem, também não são dignos destes olhares, por isso, não vos digo de onde são - ide à procura deles!
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Hoje vamos deixar a feijoada em paz, pois cá pela terra, também há outros pratos bem interessantes onde “botar” o dente.
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Um pouco ao acaso, ao sabor dos passos, fui debitando click aqui, click ali, a coisas, rostos de pedra, empedrados e enlatados, ao rio que ainda sobra, ao envelhecer das folhas, da memória e das gentes.
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Sem qualquer pretensão para além de captar momentos, pode-se andar eternamente, dia e noite, no seio e íntimo da cidade e, os momentos, sucedem-se uns a seguir aos outros, juntos, apaixonados até, de fazer inveja a qualquer par de jovens namorados que com a velocidade dos sentimentos, não têm a manha de eternizar a paixão.
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Um olhar num rosto de pedra que me segue os passos no atravessar da praça é logo quebrado pelo perfilar da geometria dos vãos que sossegam o desassossegar do olhar, agora o meu, que felinamente fixou a presa, alheio a tudo e a todos não vá o momento quebrar-se.
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Pasmados, palulas e paneleiros, dizem respetivamente os das aldeias, os de Montalegre e os de Boticas. São invasões e incursões que não quebram o sossego do vale, milenar, como milenar é a dureza da pedra que faz a dureza do ser. Aconchegar a cabeça é que é preciso. O sol, esse sim é traiçoeiro e os pés quentes, isso é o que interessa… alcunhas, desde que não sejam rançosas, até fazem um bom mata-bicho, nada abala a inteligência e o sossego dos dias de quem lá de cima observa o barulho do silêncio.
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Não há relógios que meçam o tempo de contemplação. De pouco interessa que os ponteiros insistam em dar volta e mais volta se o tempo adotado for da luz do sol ou da escuridão da noite, mas é nos “entretantos”, no azul puro e frio que se dilui num amarelo branco da aurora, ou no amarelo quente que envermelhece com a despedida do sol, que estão os verdadeiros momentos de poesia pura e total.
Hoje não quero feijoada, pois acredito que por aí ainda há muito bom prato flaviense que a substitua…
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