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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

05
Set20

Orjais - Chaves - Portugal

Aldeias do Concelho de Chaves


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ORJAIS

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Orjais.

 

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Aldeia que durante algum tempo me andou a enganar, ou melhor a castigar, tudo por eu não fazer o trabalho de casa. Acontece que nas minhas primeiras deslocações às aldeias ainda não o fazia com a intenção de elas terem aqui no blog uma rubrica própria. Então ia indo pelas aldeias fotografando aquilo que mais me despertava. Em Orjais, avistava a igreja ao fundo da reta de entrada, que sempre me fez parecer uma paisagem alentejana, fazia a curva e depois de uma reta com quase 900m, entrava na aldeia. Apenas via casas novas, recentes, muito longe dos meus interesses fotográficos que se focavam em registar os núcleos mais antigos das aldeias. Assim, dava a volta e passava à aldeia seguinte e de Orjais, apenas trazia a entrada com a igreja, a tal que me faz lembrar o alentejo.

 

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Passei por lá mais uma ou duas vezes para verificar melhor e aconteceu-me o mesmo. Quando as aldeias começaram a ter aqui o seu espaço, fui lá mais uma vez e de novo fiz mais um regresso frustrado a casa, sem imagens. Já em casa pus-me a pensar que não podia ser, não era possível não existir um núcleo antigo da aldeia, pois que me constasse Orjais não era uma aldeia nova, embora nas minhas visitas tudo indicasse que sim. Logo à entrada uma igreja nova e um pouco mais à frente, longo da estrada apenas casas novas e recentes. Na altura quando queria apurar, fazer um itinerário ou localizar qualquer coisa, recorria às cartas militares, que eram e ainda continuam a ser as mais completas, pois nelas não falta nada em termos de pormenores, até os poços e carreiros pedonais lá são assinalados. Procurei numa carta militar já antiga (dos anos 50 do séc. passado, se bem recordo) e lá estava a aldeia de Orjais que eu queria, afinal existia mesmo uma aldeia antiga, só que, como não é visível da parte alta da aldeia onde estão as casas novas, eu nunca tinha dado por ela.

 

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No dia seguinte lá fui eu de novo até Orjais, mas dessa vez já sabia por onde ir até a aldeia antiga e lá estava ela para me surpreender, teria sido imperdoável não a ter descoberto. Claro que mais tarde ou mais cedo, acabaria por descobri-la, mas foi a partir dessa data que nunca mais saí para o terreno sem previamente fazer o trabalho de casa, ou seja, consultar as cartas e mapas dos meus destinos, consultas agora muito mais facilitadas com a internet e com a possibilidade de consultar a fotografia aérea dos locais, embora um pouco enganosas, pois vistos do céu todos os caminhos parecem transitáveis, no entanto às vezes não o são, pelo menos para viaturas motorizadas, mas para quem gosta e pode andar a pé, são sempre caminhos com destinos interessantes e diferentes.

 

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Às vezes lá terá que ser, o ter de percorrer a pé alguns caminhos, principalmente quando o nosso destino tem mesmo interesse. Embora não muito agradável para quem não está habituado a andar, a pé, e ainda por cima ter de carregar o peso das máquinas fotográficas, o pior, é que a maioria desses sítios ficam em sítios mesmo difíceis de alcançar, com subidas ou descidas muito acentuadas…. Bem, mas não era ou é o caso de Orjais, pois o caminho até a aldeia antiga está pavimentado e entra lá qualquer viatura, o difícil, foi mesmo descobrir aquilo que até era evidente, não se via, mas claro que tinha de existir.

 

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Orjais é uma das nossas aldeias de xisto e nela ainda resistem as paredes dos pombais típicos do distrito de Bragança, contruídos em xisto e de planta circular. Esta freguesia do concelho de Chaves, S. Vicente da Raia,  à qual pertencem Orjais, Aveleda e Segirei, por ser uma freguesia no limite do concelho, que está também no limite do distrito e faz também fronteira com a Galiza, não é exceção às freguesias que estão nesta condição de fronteiras, em que nas características do casario mas também um pouco nos usos e costumes,  são inspiradas pelas aldeias vizinhas. Acontece o mesmo com a maioria das aldeias da margem direita do rio Tâmega em relação ao Barroso, e deste último em relação ao Minho, sobretudo naquela corda entre a Serra do Gerês e a Serra da Cabreira, onde o rio Cabril desagua no Cávado.

 

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Ao longo dos posts que dedicámos a Orjais abordámos também o facto de no casario mais antigo existirem várias inscrições nas padieiras das portas, sobretudo nas portas carrais, que nos levam até um povoamento de uma comunidade judaica. Estas inscrições repetem-se um pouco também na aldeia e sede de freguesia de S. Vicente da Raia.

 

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Apenas curiosidades que só por si já justificam um passeio/visita até esta aldeia e freguesia, além de ser também por esta aldeia que se faz o acesso ao Castelo do Mau Vizinho e estar já integrada na área de proteção ao Parque Natural de Montesinho. Mas claro, isto são pormenores de um todo que é a aldeia de Orjais.

 

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Para quem quiser saber mais sobre esta aldeia. Nem há como passar pelos posts que este blog lhe dedicou para os quais fica link no final, mas desde já há um que destacamos, o do “Repórter por um dia” em que 10 fotógrafos acompanharam a jornalista Sandra Pereira numa “parceria” entre o “Diário Atual”, o “Polo da UTAD de Chaves” e a “Associação de Fotografia LUMBUDUS” em que se mostra bem a realidade destas terras e aldeias da freguesia de S.Vicente da Raia, à qual pertence Orjais.  

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia das Orjais que foram publicadas até hoje neste blog. O vídeo que aliás é a principal razão deste posta, mas no qual aproveitamos para meter mais algumas imagens e alguns comentários. Espero que gostem. Aqui fica:

 

 

 

Post do blog Chaves dedicados ou com referências à aldeia de Orjais:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/orjais-chaves-portugal-1683109

https://chaves.blogs.sapo.pt/orjais-e-um-adeus-ao-mundo-rural-1241443

https://chaves.blogs.sapo.pt/1004470.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/908340.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/640615.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/573346.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/332199.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/290487.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até à próxima quarta-feira em que teremos aqui a aldeia de Oucidres.

 

 

 

12
Mai18

Orjais - Chaves - Portugal


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Neste percurso pelas aldeias do concelho de Chaves, no último sábado fomos aqui ao lado da cidade, até Noval. Pois hoje vamos um bocadinho mais distante, até uma das nossas aldeias de xisto, já na raia com a Galiza, por um lado, mas também com terras de Vinhais para a qual Orjais lança os seus olhares. Penso que entre Noval e Orjais não há nenhuma afinidade, mas para mim há, mais à frente compreenderão…

 

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Uma aldeia que para nós foi de difícil descobrir na sua intimidade e alma, tudo por causa de uma noia nossa de partirmos para as descobertas às cegas, sem qualquer informação prévia, sem sermos influenciados por outros olhares, talvez na ânsia de sermos surpreendidos com tesouros inesperados.

 

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E foi assim que passei por lá uma, duas, três vezes, talvez até mais, lançava meia dúzia de olhares e voltava para trás desiludido, sem sequer me dar ao trabalho de parar e sair do popó. Desde a entrada da aldeia com uma pequena reta a terminar nas vistas de uma igreja de construção mais ou menos recente, até um pouco mais à frente entrar na aldeia, toda ela mais ou menos recente com a arquitetura mais comum dos finais do século passado. Sem nada contra aquilo que ia vendo, não era, no entanto, aquilo que eu queria encontrar e ver, ou seja, as nossas tradicionais aldeias antigas e seculares.

 

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E assim foram as minhas primeiras abordagens à aldeia. Achava estranho existir por ali uma aldeia nova sem qualquer razão aparente de ali ter nascido, mas como logo a seguir à saída da aldeia, dependendo da direção que tomasse, passava por São Vicente da Raia ou pela Avelada, depressa esquecia Orjais, sem sequer refletir nos porquês de Orjais ser assim ou tentar encontrar uma razão lógica para assim ser.

 

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Não há duas sem três nem três sem quatro, ou cinco ou seis. Tempo depois, estando eu no sossego da noite, em casa, veio-me Orjais à lembrança, e mais uma vez a estranheza de ser como era. Fui refletindo na tentativa de encontrar a tal explicação que me faltava para compreender e disse para mim mesmo que não podia ser assim como era, tinha de haver mais qualquer coisa. Na altura ou desconhecia ou não tinha a facilidade de recorrer ao Google Earth para aceder às imagens aéreas, recorri às cartas militares à escala 1:25.000. São preciosas estas cartas, não lhes escapa nada, e se Orjais tivesse mais alguma coisa para mostrar, tinha de estar lá. E então não é que estava mesmo. Um conjunto de quadradinhos à margem da aldeia nova, quadradinhos esses que nas cartas militares são construções, só podiam ser da aldeia histórica e antiga de Orjais, aquela que eu ainda não tinha descoberto. Só não fui nesse momento a Orjais porque era de noite e já avançada.

 

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Lugo que pude lá fui eu e a aldeia de Orjais que eu queria descobrir lá estava ela, surpreendente, cheia de história e de estórias, um encanto de aldeia de xisto ainda com gente dentro, mais idosos, tal como a aldeia, bem velhinha por sinal e também a acusar e ressentir-se da idade e da modernidade, com algumas ruinas pelo meio e abandonos, o normal nas nossas aldeias que nos levou a ser uma por nos eleita para fazer parte de uma reportagem sobre o despovoamento rural, numa ação a que chamámos “Repórter por um dia” em que reuniu mais de uma dezena de fotógrafos e uma jornalista profissional, que resultou em várias reportagens em blogues e no Jornal “A Voz de Chaves”, esta de autoria de Sandra Pereira. Para recordar vamos de seguida aqui deixar aquilo que estão foi escrito e mostrado sobre Orjais.

 

Repórter por um dia na freguesia de São Vicente da Raia: 


(extrato/reposição) 

 04.04.2013

(...)

 

 

Estas aldeias raianas só são para velhos

 

Que contam as rugas das gentes que ainda habitam o nosso mundo rural? O que sentem quando vêem os filhos partir para regressar “de longe a longe”? Como lutam contra o isolamento e resistem à solidão? Respondemos ao apelo de um projecto de Animação Sociocultural do pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) – desenvolvido em parceria com a Associação de Fotografia e Gravura Lumbudus – e subimos pelas artérias da freguesia mais distante da “civilização” flaviense, São Vicente da Raia, até chegar ao coração de xisto das suas aldeias, abandonadas na serra raiana.

 

Por Sandra Pereira

 (...)

ORJAIS.

Finalmente surge aqui a revolta. “O meu nome é Manuel Fernandes e pode-me mandar para a prisão por aquilo que digo!”. Numa encosta longe da estrada principal e da vista, a aldeia de xisto esconde uma beleza singular e até vestígios de ocupação judaica. Toda a gente diz que “isto está mal”, que o Governo devia ajudar as aldeias em vez de “mandar os jovens emigrar”, mas sem convicção, pois hoje já ninguém acredita em nada. Manuel enerva-se e grita contra os políticos do pós 25 de Abril que “não souberam dirigir o dinheiro que havia” e deixaram que a sua linda aldeia chegasse ao ponto a que chegou, que até para ver futebol tem de ir a S. Vicente porque não se lembraram de lá fazer chegar a TDT. “Ninguém olha para o pobre! Gostava que me deixassem ir à televisão a Lisboa!”.

 

 

Manuel ainda se lembra de haver 12 rebanhos de ovelhas e 40 cabeças de bovino em Orjais. Hoje só um rebanho e nenhum gado. Habitam aqui cerca de 50 pessoas, uma única criança de 7 anos, e só duas casas é que não têm reformados. “Há mais pessoas no cemitério do que a viver cá!”.

 

 

Ninguém passa por Orjais”, confirma Nestor Santos, 45 anos. “É bonita como quem diz!”, desabafa, para não dizer que é pobre… e triste. É dos poucos que regressou à aldeia para não deixar a mãe sozinha, (...). Já pensou voltar a abandonar a terra, mas “agora é que não há muitas oportunidades para sair…”.

 

 

Antigamente, “havia agricultores na freguesia que colhiam 30 mil quilos de batatas e vendiam-nos!”, recorda Antenor dos Anjos, presidente da junta de S. Vicente da Raia há 24 anos. Ainda acredita que a solução para inverter os números da emigração é voltar a cultivar os terrenos com os devidos apoios, apostando nas cooperativas agrícolas e no turismo rural. Contudo, admite que “um presidente de junta pouco pode sem a ajuda da Câmara”, que também “pouco pode para as aldeias sem a ajuda do Governo”.

 

(...)

 

 


 

A reportagem de Sandra Pereira, também colaboradora deste blog que esperamos ter de regresso, continuava com uma abordagem às restantes aldeias da freguesia de S.Vicente da Raia. Reportagem que pode ver aqui na íntegra:

Repórter por um dia na freguesia de São Vicente da Raia

 

Até amanhã!

 

 

 

20
Set15

Por terras de S.Vicente da Raia


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 Segirei

Raramente falho aqui no blog. Ontem não apareci e hoje apareço tarde e mal, mas para tudo há uma justificação e eu tenho-a. Pensando como haveria de me justificar, porque isto das justificações é mais complexo do que aquilo que parece, pois parto logo do princípio que o, eu, não aparecer por aqui não tem importância nenhuma, aliás a grande maioria do pessoal que aqui vem nem sabe quem eu sou, nem onde penduro o pote, e isso até pouco importa, pois o que importa mesmo é que neste espaço esteja aqui qualquer coisa das nossas, diferente, todos os dias, senão, lá se vão os clientes… mas, para haver aqui qualquer coisa é preciso cá pô-la e aí, quer queiram ou não, lá terei de entrar eu, pois sou eu que ponho aqui as coisas. E já que assim é, vão ter que me aturar um bocadinho, pois não gosto de ser aldrabão como os políticos. Talvez aldrabão seja muito forte, digamos antes, então, não gosto de faltar à palavra dada (que é a mesma coisa que ser aldrabão, mas é muito mais soft, que traduzido para português (suave), significa mais macio, mas não deixa de ser aldrabão).

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Aveleda

Continuando o pensamento da minha justificação onde eu até nem interesso, vou ter de regressar uns trinta e tal anos no tempo, ao tempo em que estudava filosofia (por obrigação) e com a qual nunca me dei muito bem, tudo por intelectualizar, ou seja complicar, as coisas simples que toda a gente sabe. Mas às vezes, admito hoje, até dão jeito. Pois então, para a minha justificação de ausência regressei às Leis do Pensamento, até Aristóteles e à lógica clássica, até ao Princípio da não contradição em que defende que, duas afirmações contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, ou seja, que uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo. Pois foi o que aconteceu com a minha ausência, ou seja, uma vez que não estive por aqui, não pude estar aqui – e prontos, estou justificado. E até pode parecer brincadeira, mas é bem mais sério do que aquilo que parece…

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S.Vicente da Raia

Mas vamos ao que interessa, pois sou ciente que, o que querem é mesmo ter por aqui qualquer coisa de novo e, como ainda estamos em fim de semana, os habitués, querem por aqui o nosso mundo rural, aquele que hoje vos deixo um pouco em imagem – terras de S.Vicente da Raia, que sem mais explicações, corroboram a tentativa de hoje haver uma justificação de ausências. Não, fiquem descansados que não vou começar a filosofar outra vez, mas diz-me a experiência que entre as imagens ficam sempre bem umas palavrinhas explicativas, mesmo que pouco expliquem.

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Orjais

Ir até terras de S.Vicente da Raia é embrenharmo-nos ou adentrarmo-nos num mar de montanhas onde, de vez em quando, acontece vida organizada em forma de povoação. Ou era assim, pois embora as povoações ainda existam, a vida organizada nelas apenas resiste aos novos tempos, mas por pouco tempo, pois quando os resistentes partirem para a sua morada definitiva, apenas vai restar o que restar das povoações físicas. Mas pelos vistos isto pouco interessa a quem pode modificar as coisas, senão estejam com atenção ao atual campanha eleitoral que atravessamos (se tiverem paciência para), a dos senhores que são candidatos ao poder e ao destino de modificar as coisas e atentem quantas vezes se vão referir ao despovoamento e envelhecimento rural deste mundo interior…

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Cidadella (Galiza)

Voltemos ao rego e às terras de S.Vicente da Raia que para quem não sabe é constituída por quatro aldeias, a de S.Vicente da Raia, sede de freguesia, e Aveleda, Orjais e Segirei, a mítica Segirei que não podemos separar da sua estreita relação com Cidadella galega que esta sim, nos leva até às entranhas do mar de montanhas da raia.

20
Jun15

Orjais e um adeus ao mundo rural


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Hoje em dia se há palavra que está na moda é a palavra CRISE. Todos conhecem o seu significado, incluindo os putos ao nível do infantário e, a razão deste conhecimento é muito simples, pois não é preciso qualquer definição quando todos a sentem na vivência do dia-a-dia, mas o que mais irrita nesta crise é quererem fazer da maioria dos portugueses lorpas fazendo-os pagar com língua de palmo uma crise na qual não têm culpa, pois esta, é só de alguns poucos, chicos espertos, que têm conduzido as políticas de Portugal debaixo da subserviência de quem sempre mandou – os donos disto tudo – que nos levam ao “honroso” posto de 5º lugar entre os 38 países mais corruptos.

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Estas minhas primeiras palavras é para ir de encontro ao despovoamento rural, cuja culpa é dos mesmos que provocaram a crise, os mesmos que convenientemente decretaram (sem decreto) o abandono do mundo rural, com atuação em todas as frentes como de um complô se tratasse, quando em vez de se apostar na modernização dos caminhos de ferro se optou pelo seu encerramento para que pudessem florescer o negócio das autoestradas, quando venderam a nossa agricultura e pescas à União Europeia, quando apostaram no negócio do betão nas cidades sem qualquer controlo ou planos diretores municipais, quando concentram hospitais públicos nas grandes cidades deixando que os de proximidade definhem as suas valências, quando a pretexto de uma melhor educação concentram centros escolares nas cidades fechando as escolas rurais, quando deixam florescer a torto e direito grandes superfícies comerciais em detrimento do comercio tradicional de proximidade e do pequeno comércio no mundo rural, quando o negócio Portugal está primeiro e só depois estão os portugueses.

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Quero com isto dizer que não admira que a maioria das nossas aldeias estejam à beira do despovoamento total, pois já não é uma questão de não querer mas antes de não se poder viver numa aldeia onde não há escolas, não há saúde, nem meios para poder subsistir que seja, com todos os saberes, sabores, trabalho e tradições são proibidas e penalizadas por uma autêntica PIDE que quer acabar de vez com a pequena economia que prendia a população no mundo rural. Agora só em grande, plastificado e sem sabor. Assim, quem é que poder viver numa aldeia? – Mas se tudo a continuar assim, num futuro próximo, quem é que poderá viver nas vilas ou cidades de província, do interior ? - Oh Portugal, Portugal, não despertes e vais ver onde vais parar! Ou a quem vais parar! Só espero que a Grécia não amouxe , que defenda a sua gente e a sua cultura para dar um pontapé no cu a esta merda toda. Desculpem o palavreado, mas não há uma forma mais direta de o dizer.

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As fotografias de hoje são de Orjais, de 2008, uma aldeia também despovoada e envelhecida onde não faltam novas construções fechadas, muitas antigas em ruinas, e as hortas onde há de tudo com sabor (batatas, cebolas, alhos, alface, feijões, tomates, nabos, grelos, couves de todas as variedades e tudo que se queira comer) são cada vez mais raras, onde os capoeiros já não dão frangos, galinhas, galos nem ovos, onde o forno do povo já não coze pão e a corte já não tem, com vossa licença, o reco, nem a despensa chouriças, presuntos e tudo que o requinho dava, e se o há, é ilegal, dizem que por falta de higiene e outras mentiras do género, a mesma que criou e pagou estudos a tantos doutores e engenheiros que quando assentaram o cu em Lisboa depressa esqueceram as berças.

 

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Há dias assim, ou assim fico de cada vez que tenho de trazer aqui uma das nossas aldeias. Revolta e chega a doer, principalmente para quem as conheceu cheias de vida, com gente pobre, é certo, mas feliz. Hoje só povoadas por olhares tristes e velhos .

 

 

28
Mai11

Orjais, uma aldeia escondida


 

Já uma vez o disse aqui no devido post dedicado a Orjais, e nunca é demais repeti-lo,  que a primeira vez que fui a esta aldeia parecia-me estar a entrar numa qualquer aldeia alentejana. O azul intenso do céu, a estrada estreita, as searas a ladear a estrada e ao fundo, duas ou três casas brancas. Mas era tudo puro engano e esta paisagem de entrada, esconde um mar de montanhas e uma das poucas aldeias de xisto que temos no concelho, mas, esta descoberta também não foi à primeira, ou segunda ou terceira vez que por lá fui. Aliás, tirando o encanto deslocado da entrada da aldeia, confesso que dessas primeiras vezes saía da aldeia desiludido, apenas com algumas fotos da entrada alentejana.


 

Mas isso foi antes de descobrir o tal mar de montanhas e a aldeia de xisto, pois a aldeia de entrada (excepção para a tal paisagem alentejana), confesso também, que não é lá muito do meu agrado, não vou muito com as modernidades das novas construções, embora nesta aldeia até seja de louvar que as novas construções não incomodam muito a velha aldeia, pois respeitaram o seu espaço e puseram-se à parte, num pequeno novo bairro – pena, ser de entrada.

 

 

O mais curioso é que descobri a velha aldeia de xisto em minha casa, a uns bons quilómetros de distância, pois inconformado com o que via quando lá ia, um dia cheguei a casa, agarrei num monte de velhas cartas militares e disse – tem que existir por ali alguma coisa, nem que sejam vestígios – e realmente existia. Escondida no recolhimento da encosta da montanha, bem virada ao sol nascente, lá estava ela – Orjais – depois de um caminho enganador, que parte das casas novas e que do seu início, parece apenas levar-nos pelo mar de montanhas adentro. Desde aí, percorro todos os caminhos, e já tive agradáveis surpresas.

 

 

03
Abr11

Chaves Rural


 

 

Em dia em que um grande frango de Lisboa acabou por fazer a festa do Porto, ficam uns promissores frangos, estes de Orjais e são genuínos, dos bons, daqueles que já começam a ser raros nas nossas aldeias. Uma imagem que encanta sempre, não só miúdos, pois os graúdos também lhe acham graça.Falo por mim.

 

 

 

12
Jul08

Orjais - Chaves - Portugal


 

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Sempre o disse e cada vez mais o realço, que é necessário descer até ao coração das aldeias para as conhecer verdadeiramente.

 

Conheço, ou melhor, pensava que conhecia Orjais há mais de vinte anos. Pura ilusão, pois sempre a julguei pela aparência de visitas apressadas e pela sua entrada, que mais me fazia parecer uma planície alentejana, de uma aldeia nova que tinha nascido lá para os anos 50 do século passado. Há tempos, aquando da minha visita a S.Gonçalo, desci até lá via Parada e saí via Orjais e por uma questão de localização e curiosidade, consultei as cartas militares (sempre as mais fieis à realidade do terreno) e dei-me conta que em Orjais, para além daquilo que eu pensava ser a aldeia, existia um núcleo de casario considerável a umas centenas de metros de distância. Pelas cartas tudo levava a crer ser a verdadeira aldeia, a aldeia antiga.

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No último fim de semana tinha combinado com um amigo uma visita a Segirei, e lá fomos nós. Mas já que passava ao lado de Orjais, resolvi fazer um pequeno desvio para ir confirmar a existência do tal núcleo da aldeia antiga e eis que encontro a verdadeira e encantadora aldeia de Orjais. Tão encantadora se mostrou, que entre conversas com alguns residentes (resistentes) e muitas fotografias, a tarde foi-se passando e Segirei esteve quase em risco de ficar para outra visita.

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Agora sim, finalmente posso dizer que conheço um pouco de Orjais, apenas um pouco, pois uma aldeia só se conhece na sua plenitude se for vivida de perto ou no seu seio, comungar das suas festas e alegrias, mas também das suas amarguras e dificuldades, a sua História e as suas estórias, famílias e gentes. Só depois de todas esta vivência e conhecimento, é que verdadeiramente podemos dizer que conhecemos uma aldeia. Assim, fico-me pelo conhecer apenas um pouquinho de Orjais e jamais cairei de novo na asneira de dizer que conheço uma aldeia apenas por ter passado por ela ou pela aparência. Estamos sempre a aprender.

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E já que entrei neste tom confessional, ainda e antes de visitar São Vicente da Raia com olhos de ver e fotografar, depois de conhecer um pouco de Segirei e Aveleda, confesso também que considerava Orjais o “patinho feio” da freguesia. Confirma-se a regra de que as aparências iludem, e embora Orjais não tenha a visibilidade das restantes aldeias da freguesia, pois esconde-se e acolhe-se numa encosta longe dos olhares da estrada e das vistas, não se fica atrás das restantes aldeias da freguesia em beleza e características das únicas aldeias de xisto que temos no nosso concelho e que faz da freguesia, uma freguesia singular, única, entalada entre ares e terras da Galiza, ares e terras de Vinhais e onde começa o amontoado ou mar de montanhas que se perdem no horizonte. Olhares únicos que só nesta freguesia se conseguem.

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Mas vamos então até ao pouco que conheço e sei de Orjais.

 

Orjais pertence à freguesia de S.Vicente da Raia, fica a 30 quilómetros de Chaves, ou seja, é uma das aldeias mais distantes da sede do concelho e só ultrapassada em distância pelas vizinhas Aveleda e Segirei, distância que se reflecte também no seu despovoamento, na sua população envelhecida e em muitos filhos emigrantes, pois em Agosto, diziam-nos os resistentes, a aldeia muda e as ruas enchem-se de gente e todos os dias são dias de festa. Um mês que para os resistentes é o pão da sua resistência.

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Em termos de população e segundo os Censos 2001, Orjais tinha 69 habitantes residentes, dos quais 4 tinha menos de 10 anos, 6 tinham entre 10 e 20 anos e com mais de 65 anos tinha na altura 23 habitantes. Os números dizem tudo, mas penso que nos últimos 7 anos a situação deu mais um pequeno passo para o despovoamento, pois segundo apurei na aldeia, na presente data, apenas possuem um (1) jovem em idade escolar que é transportado diariamente para Chaves.

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Um dado curioso e que demonstra bem o despovoamento e envelhecimento das populações das aldeias, principalmente das aldeias mais distantes de Chaves e das aldeias de montanha, é a preocupação dos actuais Presidentes de junta em construírem casas mortuárias, quando em simultâneo quase todas as antigas escolas do “Plano dos Centenários” fecharam nos últimos anos, por outro lado, e só para termos um ligeiro exemplo de como as ilustres politicas e os seus não menos ilustres políticos gerem os dinheiros públicos, ou sejam os nossos dinheiros, há cerca de uma dezena de anos atrás todas as escolas do concelho foram dotadas de aquecimento (a lenha) num projecto financiado que deu pelo nome de VALOREN. Todo esse investimento, actualmente é lixo e as escolas fechadas, salvo raras excepções, são uma triste recordação de um passado recente em que as crianças alegravam a vida das escolas e das aldeias. Escolas que também elas estão cheias de lixo e numa acelerada caminhada para a ruína. Esta realidade, não é exclusiva de Orjais, pois é comum a quase todas as aldeias do concelho e que mais uma vez eu culpo as políticas de Lisboa (de todos os governos sem excepção) e os politico locais (também todos, sem excepção) por se deixarem embalar pelas políticas de centralismos e nada fazerem para contrariar o problema do despovoamento das nossas aldeias e da sua morte lenta onde só os resistentes “teimam” em honrar com a sua presença a terra onde nasceram. Mais uma vez, ando às voltas com as contas de um rosário que não é exclusivo a Orjais, e hoje é desta aldeia que quero tratar.

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Vamos então para o casario da aldeia, onde se aplica bem aquela da “Vila de Cima” e da “Vila de Baixo”. Pois a aldeia de cima, a tal que me enganou durante anos, é uma aldeia que eu dizia lembrar-me paisagem alentejana, pois a entrada na aldeia faz-se por uma estrada estreita e asfaltada, plana e sem curvas, com muitos campos de centeio onde a primeira construção que se avista ao longe é da capela nova, toda ela pintada de branco, com mais dois ou três anexos também pintados de branco, logo seguida por uma boa dezena de casas de habitação, também todas elas recentes e longe do casario típico de granito, que por aqui (como já atrás disse) deu lugar ao xisto, ou seja, a pedra que abunda nas redondezas, mas não só, pois também está ligada à arte de trabalhar e construir com xisto, que é bem diferente do trabalho com granito. Aldeias de xisto que têm aqui o seu início e se prolongam pelo concelho de Vinhais, ou então (penso que é mais correcto) que começam no concelho de Vinhais e terminam nesta freguesia, que embora flaviense, tem todas as características das freguesias de Vinhais. Características que se reflectem não só nas construções, mas também no passado e história destas aldeias como a seguir veremos. Esta aldeia de xisto, é a “aldeia de baixo”, onde está o seu núcleo antigo e também velho, com muitas das suas casas fechadas ou em ruínas e que é onde os resistentes se reúnem sentados nas soleiras das portas, a aproveitar um pouco de sol ou sobra (dependendo do dia ou época do ano) e onde arrastam conversas durante tardes inteiras e que fazem as honras da aldeia, aos poucos visitantes, tal como foi o nosso caso.

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Vamos então a um bocadinho da história desta aldeia (de baixo, a antiga), à pouca história que há registada em livros e a outra tanta que se deduz ou adivinha.

 

Pois Orjais, que também às vezes é referenciada e desiganada como Urjais, quer em cartas e documentos oficiais que me passaram pelas mãos,  possui uma designação que segundo alguns autores, entre os quais o Padre João Vaz de Amorim, deriva de um apelido espanhol.

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Embora no tal pequeno planalto (que a mim me lembra o Alentejo), no lugar da Barraca, haver uma pequena ermida e ao lado uma capela da invocação do Senhor dos Milagres, construída em 1982 por influência (segundo apurei) do pároco da freguesia Padre Delmino Fontoura, com a sua festividade, que reúne muitos emigrantes no dia 1 de Agosto de cada ano, na a aldeia entre o casario mais antigo e algum em ruinas, destaca-se uma capela de linhas simples, bem mais antiga que a do planalto, mas com alguns acrescentos recentes e que tem por padroeira Santa Luzia cujo dia festivo se celebra a 13 de Dezembro.

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Já no núcleo da aldeia antiga, numa casa em ruínas que mantém a custo a fachada principal onde ainda tem as ombreiras e padieira em granito da porta de entrada,  merece uma referência especial, pelo “mistério” de que se rodeia, pois a padieira ostenta e apresenta um conjunto de caracteres que sugerem ser em escrita judaica, podendo ter aí funcionado uma sinagoga, quando os judeus viviam nesta região – é opinião que está registada num pequeno resumo que encontrei sobre a aldeia. Segundo um dos resistentes que fez as honras da aldeia, a pedra (padieira) teria vindo de Espanha e levou-nos até ao outro lado da rua, numa casa também em ruínas, onde nas padieiras das janelas do seu alçado posterior também existiam gravações idênticas.

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Como não sou perito na matéria e nas tais gravações só consegui distinguir algumas formas geométricas além da data de 1718, recorri a um entendido na matéria e que já é há muito tempo assessor cultural deste blog, que por sorte foi um dos amigos acompanhantes na visita que fizemos a Orjais. E embora na visita não tivéssemos dado a devida importância ao pormenor ou melhor, à leitura das gravações, pois confiámos nas fotografias, esta não se revelaram de grande qualidade, pelo menos para leitura de alguns caracteres, assim fica apenas um estudo breve e possível nesta data, que numa futura visita ao local poderemos completar.

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O apuramento possível:

 

Os símbolos inscritos na padieira sugerem origem cripto-judaica, particularmente no que se refere à estrela de cinco pontas inscrita num círculo e rematada no seu exterior por espirais. O pentagrama é habitualmente relacionado com aspectos demoníacos, mas também surge nos amuletos com uma conotação protectora e benéfica, casos em que é identificado como signo-saimão (expressão eventualmente derivada de "signo de Salomão"). Essa designação popular encontra-se, aliás, consagrada na toponímia de uma aldeia do distrito de Coimbra - Signo-Samo.

 

Embora a estrela de cinco pontas, na sua versão do signo-saimão, esteja conotada com o Judaísmo, a verdade é que a estrela judaica por excelência é a estrela de seis pontas, a estrela do Rei David, ainda hoje patente na bandeira de Israel.

Durante o nazismo, a estrela de David era o símbolo identificativo imposto aos Judeus perseguidos pelo III Reich. Esta identificação, contudo, remonta pelo menos à Idade Média, já que em Portugal se encontra uma compilação legislativa promulgada durante o reinado de D. Afonso V (1432-1481), designada por Ordenações Afonsinas, que preconiza o uso de uma estrela de seis pontas, bem visível no vestuário, pelos Judeus (Ordenações Afonsinas, Livro II, título LXXXVI) . Daí a expressão popular "de estrela e beta".

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Tal símbolo identificativo pode ser visto na representação de um rabi que surge no políptico dos painéis de S. Vicente de Fora, obra do século XV patente no Museu Nacional de Arte Antiga.

 

É de todo possível que tenham origem judaica pois é sabido que naquela região do concelho de Chaves, bem como na região adjacente de Vinhais e Valpaços (zona de Lebução) existiu uma importante comunidade judaica e que tanta influência teve na nossa região, pelo menos e no que é sabido na introdução de alguns hábitos alimentares e novas iguarias, como o caso das alheiras, que embora ganhassem fama com o rótulo de Mirandela, são bem conhecidas e fazem tradição em todo o norte transmontano, e quais as melhores!

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E para terminar, tal como a grande maioria (senão todas) Orjais é uma aldeia que ainda vive e sempre viveu à volta da agricultura, com as culturas tradicionais na região. Boa batata, centeio e nota-se agora por lá algumas plantações novas de castanheiros, que já não é cultura nova na aldeia, pois também os vi por lá (a julgar pelo seu diâmetro) castanheiros centenários.

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E por hoje é tudo e sobre Orjais também ficamos (hoje) por aqui. Congratulo-me por vos poder dar hoje um pouco da “aldeia de baixo” ou o seu núcleo histórico, que esteve para mim escondida durante tantos anos tapada pelo tal planalto “alentejano”.

 

 

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