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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

07
Nov19

A seguir ao Tâmega, o Douro

OUTONO NO ALTO DOURO VINHATEIRO

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Ontem prometi que hoje estaria aqui com mais outono, mas bem diferente daquele que vos deixei ontem, e cá estamos a cumprir. E se ontem foi à volta do Rio Tâmega que andámos, decidimos descê-lo e entrar no Rio Douro, percorrendo um troço da EN222 que é considerado um dos mais bonitos do mundo e melhor estrada para conduzir, atravessando o vale do Douro a partir da Régua a caminho do Pinhão, sempre com o rio por companhia que é considerada a melhor estrada do mundo (EN222) sempre sobranceira ao rio, entrando também no Alto Douro Vinhateiro, considerado pela UNESCO Património Mundial. Tudo isto mesmo aqui ao pé de nós, a menos de uma hora de viagem.

 

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As imagens falam por sí, mas quem melhor que os poetas para as ilustrar com palavras:

 

O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta."

 

Miguel Torga in "Diário XII"

 

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Aqui Douro. O Paraíso do vinho e do

suor. Dum rio no Verão ossudo e magro

como as pessoas,

quando a alma se escoa pelos poros;

rio também barrento, a cor da terra,

para que a alma seja inteira;

rio das grandes cheias, do abraço final

de troncos de homens, de árvores e sonhos;

 dum rio agora jovem: a água demora

o seu espelho nas barragens, e os barcos

cheios de olhos filmam a história dum deus desconhecido.

 

Paraíso dos montes sobre montes,

agressivos mas belos,

montes que se agigantam, ombros vivos

dos violentos ventos e do sol,

e montes que se dobram e desdobram com

os ribombos,

abrindo ribanceiras e fundões.

Oh Cachão da Valeira, sepultura de

incêndios!

 

Paraíso das hortinhas e pomares:

a água é menos esquiva

para que os homens sujem bem as mãos

de encaixotar num sonho meia dúzia de

laranjas,

enquanto os melros pintam a carvão

sua risada galhofeira e livre.

 

Paraíso dos nove meses de Inverno

e três de inferno:

Outubro a Junho, é o nevoeiro sanguessuga

que morde até aos ossos e às palavras;

 Julho a Setembro, é o sol em lâmina

que fere os olhos até ao pensamento.

 

Paraíso do suor,

dos homens de camisas empastadas,

a terra a queimar os lábios

e a torcer-lhes a fala em raivas humaníssimas,

cavando, neles cavando o desespero

e o amor também

(a noite e o luar)

porque no fim de tudo

a terra é flor e corpo de mulher.

 

Paraíso da aguarela forte das vinhas

que entram em ondas verdes pelos olhos.

Vinhas que estão na vida desta gente

como grito nos lábios,

como flor no desejo,

como o olhar nos olhos,

vinhas, sei lá, que são a própria vida desta

gente.

 

Paraíso dourado das vindimas!

Então o Douro é d’ouro.

Ouro no sol que põe tudo em labaredas:

os cachos e as nuvens de poeira

espantadas pelas patas dos cavalos

e dos camiões, ron-ron, ladeira acima.

Ouro na tagarelice das mulheres

que vindimam as uvas e as ideias;

um certo ouro no silêncio dos homens

 que em fila e ferro transportam os cestos.

Ouro ainda no regresso do trabalho,

ao som dum bombo, duma concertina.

Ouro nos cestos, nos lagares, nas pipas,

ouro, ouro, suado de sangue, ouro!

Ouro talvez nos cálices de quem

 veio de longe assistir da janela.

Ah Paraíso dourado das vindimas,

do vinho quente, vinho-gente, que cintila,

que é suor e sangue e sol engarrafado!

 

Paraíso também das romarias;

Da Senhora da Piedade, do Viso e dos

Remédios:

gente de gatas como animais

porque a Senhora interveio

e ante o céu

somos uma coisa qualquer por acabar.

Há um homem que leva uma facada,

mas há também ex-votos,

estrelas a germinar nos olhos.

 

Paraíso das sete ermidas!

– o céu gotejando no cimo dos montes.

De castros e ruínas

– o vento do passado colando-se ao rosto.

Das minas que devassam o abismo

– fui à boca de uma em criança

e recuei como se tivesse visto

todos os dentes da bicha-das-sete-cabeças.

 

Paraíso dos caminhos tortuosos

– pois Deus escreve direito por linhas tortas.

Dos duendes nocturnos

– ninguém chegue à janela quando passam.

Das mouras encantadas

– o afiançou minha avó: há uma

que se chama Maria

e é linda, linda como as manhãs de Junho.

 

Paraíso

dos barrancos inconcebíveis,

das rogas e dos silêncios,

do grandioso silêncio das montanhas!

Paraíso! Paraíso!

Oh cântico de pedra à esperança!

 

© António Cabral - Todos os direitos reservados. Ler mais em: https://www.antoniocabral.com.pt/aqui-douro-eiqui-douro/ | ANTÓNIO CABRAL

 

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O Douro fotografado de todos os ângulos. Mas não há diafragma por onde possa entrar esta grandeza. De resto, mesmo que entrasse, de que valia? Todas as imagens colhidas pela objectiva não seriam nada comparadas com as que trago na retina. É que, para mim, Trás-os-Montes não é uma paisagem: é fisiologia.

Miguel Torga in "Diário XII"

 

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Por último, os agradecimentos que tornaram estas imagens possíveis, e que vão para o nosso cicerone que trata o Rio Douro por tu ou por “O meu majestoso Douro”, já com obra publicada sobre estes cantinhos de encanto, o fotógrafo Fernando Peneiras, que tal como ele também diz – 100 peneiras.  

 

 

06
Nov19

O Outono, as Pontes e o Rio Tâmega

cidade de Chaves

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Eu sei que durante a série dos Santos também deixei por aqui umas pinguinhas de Outono, mas sinceramente não fiquei satisfeito, daí, estar aqui de novo com as cores mágicas de Outono, como o nosso Rio Tâmega e as nossas pontes, pelo menos três, mas também um três em 1 com duas pontes e as poldras. São ao todo 5 momentos deste outono e claro, como trazemos aqui as pontes, iniciámos com uma da Ponte Romana, é a mais velha, por isso a primeira, com uma vénia e todo o respeito.

 

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Com estas duas últimas, ponte nova e pedonal, estive tentado a dizer que eram a filha e neta da Ponte Romana, separam-nas 50 anos de idade, que comparando com os quase 2000 anos da Ponte Romana, não é nada, acabam por ser da mesma geração, pelo que ficam muito bem juntas.

 

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Já esta última é um misto de idades e diferentes travessias. Uma 3 em 1. Gostei de as ver juntas, por isso, aqui ficam.

 

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E claro, não resisti a trazer aqui um mimo, um pormenor de uma folha, uma simples folha a espera de chegar a sua vez de cair, mas antes, mostra toda a sua exuberância vestindo-se de vermelho vivo.

 

Até amanhã, possivelmente com mais Outono, mas bem diferente do de hoje. Assim espero!

 

 

 

04
Nov19

Cidade de Chaves

Santos e Outono - dia 11

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4 de novembro de 2019

Santos e Outono – dia 11 (último dia)

Adeus Feira dos Santos

 

Adeus Feira dos Santos, para o próximo ano há mais e também aqui rematamos a série de publicações que dedicámos à feira, que este ano embora não tivesse havido feira no dia 30 de outubro, tradicionalmente apelidada de “Feira da Lã”, a verdade é que a feira deste ano foi mais longa que o habitual, terminando apenas ontem, dia 3 de novembro.

 

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Hoje vamos deixar por aqui em imagem algumas das que nos deu gosto fazer, em jeito de resumo da feira, mas diga-se a verdade, são todas do dia 31 de outubro, pois embora estando cá na terrinha, não houve oportunidade para mais, outros interesses e obrigações impuseram-se em troca da feira.

 

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 E diga-se a verdade, são apenas imagens do dia 31 de outubro, é certo, mas para mim é o principal dia da feira, talvez pela sua componente rural, de trazer o gado até nós, espécies e raças autóctones da região,  principalmente aquele que vem a concurso e que proporciona momentos únicos de imagem.

 

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Ficam alguns momentos do concurso de gado bovino, de três raças transmontanas, a barrosã, caracterizada pelos seus enormes cornos abertos, a maronesa pela sua cor preta e a mirandesa pela sua cor castanha. Claro que estas são apenas algumas características, pelo menos são aquelas que a mim me ajudam a identificá-las, exceção para a raça barrosã que, de tanto a ver e fotografar no seu ambiente natural, já a trato por tu…

 

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A título de curiosidade, embora a raça barrosã assuma o nome da região do Barroso, o seu ambiente natural é mais o Barroso verde do Baixo Barroso e do Alto Minho.

 

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Pois este ano fiquei-me pelo concurso do gado e por uma breve volta pelas ruas da cidade, mesmo assim deu para congelar alguns momentos, alguns da magia que invade as crianças e que lhes faz brilhar o olhar.

 

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Mas o mundo das crianças é mesmo o parque de diversões, os “carrosséis”, que até a nós adultos nos faz regressar a alguns momentos da nossa juventude. Pena mesmo foi perderem-se algumas das diversões/espetáculo, tal como aconteceu com o poço da morte…foi bom enquanto durou.

 

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Em termos de arte já tinha visto de tudo na Feira dos Santos, mas há sempre novos momentos, este ano fui surpreendido com o tango argentino dançado e cantado, na Rua de Santo António. Embora na imagem só apareçam os dançarinos, havia um terceiro elemento do grupo a cantar.

 

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E para terminarmos esta série de publicações dedicada aos santos e outono, vamos lá à foto da magia das cores, pena esta magia durar tão pouco tempo, mas dá sempre para umas imagens. Hoje apenas uma, da Praça do Brasil, em Chaves.

 

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Mas hoje temos um extra, um vídeo com todas as imagens que publicámos nesta série dedicada aos santos e outono.

 

 

 

Se quiser partilhar ou ver o vídeo diretamente no YouTube, siga este link:

https://youtu.be/xu71UwsT9Sw

 

 

E é tudo por hoje, amanhã há mais, embora de Feira dos Santos só para o ano, quanto ao Outono, pela certa que nos próximos dias teremos por aqui mais alguma coisa.  

 

 

 

31
Out19

Cidade de Chaves

Santos e Outono - dia 9

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Santos e Outono – dia 9

Primeiro dia da Feira dos Santos

Primeira parte

 

Hoje estamos a prever dois posts sobre a Feira dos Santos. Para já, fica este com imagens de arquivo, apenas uma imagem de outono e uma da feira.

 

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Claro que da feira tinha mesmo de ser da feira do gado, ou melhor, do concurso do gado, mas tal como disse, é de arquivo, a deste ano, se possível, ficarão aqui lá para o fim do dia. Até lá.

 

 

30
Out19

Cidade de Chaves

Santos e Outono - dia 8

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Santos e Outono – dia 8

Dia Zero da Feira dos Santos

 

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Ora bem, a bem dizer, desde que tenho memória desta Feira dos Santos e conhecimento de feiras anteriores por documentação disponível, é a primeira vez na sua história em que não há feira neste dia 30 de outubro, feira que neste dia foi afamada como a “feira da lã” em que as mantas de Soutelo eram rainhas e senhoras. Suponho, não tenho a certeza, que hoje apenas se realizará a habitual feira-semanal das quartas-feiras. Mas isto são apenas pormenores para o dia 8 dos Santos e Outono em que vai ser a arte dos Santos que aqui vamos ter hoje.

 

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Já tive oportunidade de o referir que nos dias da feira a arte de rua vai acontecendo aqui e ali, quase espontaneamente, a uma qualquer hora do dia ou da noite e sem programa pré-definido ou constar do programa oficial da feira,

 

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É um pouco dessa arte que vos quero deixar aqui, com teatro de rua, artes plásticas, música e arte popular ou artesanato se assim o entenderem.

 

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Sem muitas palavras, pois aqui a imagem também vai dizendo tudo… como no brilho do olhar desta criança a ver o seu retrato em desenho que o artista tinha acabado de lhe oferecer...

 

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Mas talvez seja a música a melhor arte que funciona na feira, porque se vê, porque se ouve, porque se movimenta...

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Mas também nas artes plásticas, em todas as suas formas...

 

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E no teatro de rua, na arte de representar e comunicar, seja com gestos, desfiles, falas, cabeçudos, mimos, homens estátuas, cristos ou diábos, há para todos os gostos e todos os públicos...

 

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 E por último um pouco do artesanato, essa forma de arte considerada menor, mas que é grande em todas as suas formas...

 

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E para finalizar, tendo em conta que esta série de posts também conta com o outono que está a acontecer, aqui fica a sua imagem, hoje do Jardim Público.

 

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E é tudo por hoje. Amanhã teremos o dia 9 de Santos e Outono e o dia 1 da Feira dos Santos.

 

 

29
Out19

Cidade de Chaves

Santos e Outono - dia 7

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Santos e Outono – dia 7

 

Hoje iniciamos pelo outono que vai acontecendo ali prós pados da nossa Top Model Ponte Romana, meia embaciada pelo também nosso nevoeiro, ou seja, um outono tipicamente nosso. E agora sim, vamos aos Santos.

 

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Quanto à Feira dos Santos, hoje vamos dedicar-nos ao seu multiculturalismo, principalmente da parte de quem vem à feira vender a par dos nossos feirantes, estes, já por si a constituírem duas culturas, a nossa ocidental portuguesa e a dos nossos ciganos.

 

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Uma feira onde os feirantes se repartem pelo menos por quatro culturas diferentes. Tal como disse atrás, pela nossa cultura ocidental portuguesa, pela dos nossos ciganos, pela africana e pela sul americana, facilmente reconhecidos não só pela cor da pele, em parte pela língua, mas também pelos produtos que cada um destes grupos culturais vende.

 

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Tenho vindo a referir os nossos ciganos porque atualmente há outros ciganos em Portugal que não pertencem ao grupo dos nossos, isto porque embora os ciganos tenham todos a mesma origem, que ao certo não se sabe qual, pois há quem defenda que são de origem indiana, outros defendem serem origem egípcia e outros defende outras origens. Ao certo nada se sabe, isto também porque os ciganos têm (ou tinham)  em comum uma língua (romani) e cultura ágrafa, isto é, transmitida pela via oral sem recurso à escrita, daí não haver qualquer tipo de documentos escritos que comprovem qual a sua origem.

 

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Temos vindo a referir “ciganos” porque nos estamos a referir aos nossos ciganos, mas na realidade cigano é um exónimo de rom (roma no plural) que em português significa “homem”,  nome dado a este povo cuja população era nómada, tinha a mesma origem e língua (romani) e que a partir dos anos 500 a 1000 d.C. iniciam a sua migração (aqui sim a partir da India) para toda a Europa e Norte de África, formando diferentes grupos que se foram mantendo em determinados territórios ao longo dos séculos, daí os nossos ciganos, também conhecidos por guitanos (em Espanha) e quicos, pertencerem a um desses grupos antigos que ocuparam o Norte de África, toda a Península Ibérica e ainda com uma colónia nos países nórdicos. Este grupo tem (ou tinha) em comum a sua língua, o caló ou calé, que com o tempo também se foi perdendo, passando os ciganos a falar a língua dos países onde residem. Só a título de curiosidade, dessa migração inicial dos roma chegaram até aos nossos tempos quatro grupos principais, a saber: Os ROM(A) (com vários sub-grupos) que se estabeleceram um pouco por todo o Leste europeu; Os SINTI (também conhecidos como Manouch) estabeleceram-se na Alemanha, Itália e França; E os ROMANICHAIS no Reino Unido. Hoje em dia há ROME em todo o mundo, graças às deportações de ciganos que os países europeus fizeram para as suas antigas colónias, aquando da sua colonização, mas muitos escaparam à deportação, existindo em Portugal, atualmente, entre 30 a 50 mil ciganos.

 

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De referir ainda que nas culturas africanas e sul americanas, na primeira os feirantes são oriundos de vários países de África, com exceção das nossas antigas colónias, na segunda, os feirantes têm origem dos povos indígenas da América do Sul.   

 

 

 

28
Out19

Cidade de Chaves

Santos e Outono - dia 6

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Santos e Outono – dia 6

 

E neste sexto dia dedicado à Feira dos Santos e Outono, hoje abrimos a janela (de outono) a um pouco daquilo que se vende na feira. E digo um pouco, porque nesta feira vende-se de tudo… mas já lá vamos. Antes, deixo também o programa deste ano que pouco ou nada difere dos programas anteriores, ou seja, não é propriamente um programa em que coisas novas acontecem, é mais um relato daquilo que naturalmente acontece na feira, à exceção do tradicional dia 30 de outubro que em tempos era conhecido como o da feira da lã, em que este ano, no programa, não acontece nada… no entanto, penso eu, que as barracas já deverão estar abertas ao público, ou seja, um dia de feira que vai acontecer não oficialmente.

 

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E agora sim, vamos a algumas das coisas que se vendem na feira, onde não falta de nada, quando muito pode faltar a divulgação e promoção daquilo que é nosso, made in Chaves (concelho), um espaço para nós, mas não vai faltar o artesanato de outros locais do nosso Portugal, como o galo de Barcelos.

 

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Também as santas e santos, padres, anjos e anjas, nossas senhoras a par de outra cerâmica decorativa como as ovelhinhas de jardim, os sapos espanta ciganos, as andorinhas de parede e os pretinhos com um ponto vermelho entre as pernas, entre outra cerâmica ao gosto de toda a gente, não faltará na feira.

 

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As vendedeiras das meias de lã também há anos que contribuem para a tradição da feira. De lã branca, mas agora também com as versões a cores e já não são daquelas que picam os pés como as de antigamente. Digamos que são a versão moderna das meias de lã.

 

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Depois também aparece daquele artesanato esquisito e maroto, que nem é para decoração nem para utilizar, é mais para a brincadeira, tipo cuecas com tromba de elefante, cabeças com coisas dentro, paus compridos e arqueados com a ponta vermelha, etc. É um pouco do artesanato popular a conviver ao lado com outro artesanato de madeira de origem africana que para condizer também é vendido por aficanos.

 

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E neste sexto dia de uma volta pelas edições das Feiras dos Santos do anos anteriores, damos por terminado este post. Para amanhã, sétimo dia de feira e outono, logo se verá o que arranjamos no nosso arquivo. Até amanhã, mas antes do post da feira e outono, ainda vamos ter mais um capítulo do romance Chaves D’Aurora, a entrar já na sua reta final.

 

 

25
Out19

Cidade de Chaves

Santos e Outono - dia 5

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Santos e Outono – dia 5

 

Nesta ronda pela Feira dos Santos e Outono, já trouxemos aqui as farturas da feira e mais alguns momentos. Pois hoje chega a vez da castanha assada e do pulpo (polvo) à galega.

 

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Claro que o pulpo à galega está reservado para o dia da feira do gado, dia 31 de outubro, já as castanha assada essa costuma vir com as farturas e instalam-se nas suas proximidades, pois o tempo da castanha assada durante o outono e inverno em Chaves, ali prós lados do Café Geraldes junto à descida para o antigo Jorge, são coisas de outro tempo, agora só nos Santos. Claro que sempre nos resta o S.Martinho e os magustos caseiros.

 

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E se as castanhas chegam até nós no outono, fiquemos com um bocadinho da magia das cores deste último, magia que no parque do Palace Hotel de Vidago acontece com toda a exuberância.

 

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Até nas folhas caídas, mesmo sem poemas, há magia…

 

 

 

 

 

24
Out19

Cidade de Chaves

Santos e Outono - dia 4

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Santos e Outono – dia 4

 

Hoje iniciamos pelo Outono para depois irmos dar uma voltinha pelos Santos. Ontem deixámos aqui um momento de outono do Jardim Público, hoje, atravessamos o núcleo antigo da Madalena e ficamos pelo S.Roque, junto à sua capela e espaço verde criado num largo que ao longo dos séculos já teve várias funções, desde feira de porcos a parque de campismo até hoje ser um lugar para desfrutar e estar.

 

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Feira dos Santos - 2011

E agora os Santos, a Feira dos Santos e a sua componente dos divertimentos e carrosséis, curiosamente no mesmo local da foto anterior do outono, do tempo (esta de 2011) em que os divertimentos estacionavam na Madalena, e a meu ver, muito bem…mas sobre isso já disse tudo que tinha a dizer.

 

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Feira dos Santos - 2015

E por último uma imagem da arte de rua que todos os anos também vai acontecendo nas ruas da Feira, na só com a arte da música mas também com outras artes, como esta dos homens e mulheres estátua que fazem a delícia de quem passa.

 

 

23
Out19

Cidade de Chaves

Santos e Outono – dia 3

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Feira dos Santos 2015

A riqueza e grandeza da Feira dos Santos mede-se também pelas tradições que lhe estão associadas e não há festa nem feira onde a gastronomia tenha também o seu lugar. Não é que em Chaves se tenha de esperar pela feira para usufruir da nossa gastronomia, felizmente durante todo o ano é rica e cheia de iguarias, mas associada há feira, temos desde sempre, as farturas. Antigamente só com uma casa, hoje com presença em todas as esquinas e largos estratégicos.

 

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Feira dos Santos 2010

Também é festa é popular na Feira dos Santos, festa que vai além do programa oficial da feira, festa também ela popular feita por populares que em pequenos grupos vai deambulando pelas ruas da cidade.

 

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Outono 2015

Também em festa está o outono com a magia das suas cores, aqui e ali mais ou menos colorido ele aí está. Aqui no blog, para já, ainda com imagens de arquivo, hoje uma do Jardim Público, mas as deste ano também irão ter aqui lugar.

 

 

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