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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

26
Mai20

Reflexões

cidade de chaves a desconfinar

1600-(51835)

 

Desde que esta coisa do bicho Covid-19 apareceu,  a minha câmara fotográfica repousou no seu cantinho, até chegou a ganhar um pouco de pó. Mas agora que tudo está a desconfinar, como quem diz, a voltar à normalidade, também é tempo de fazer um cliques. Pois ontem fiz a rentrée fotográfica pós vírus, mesmo com ele ainda por aí, com as devidas distâncias e cuidados, mas foi bom, ver e registar o comércio tradicional com as suas portas abertas e a sua roupinha na rua e até apanhar os colegas e amigos no registo, mesmo fugindo ao passarinho, e que sem refletir, é traído e apanhado pelas leis da física e da reflexão.

 

 

 

06
Dez19

Nem sei...

semana do preto&branco

1600-(44549)

 

Terminamos hoje, aqui, a semana do preto&branco, com um chão outonal de folhas caídas, onde, tal como diz Manuel Alegre na "Trova do vento que passa":

há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

 

E com esta nos vamos com um 

até amanhã!

 

P.S. - Já que aqui se falou de Manuel Alegre e da "Trova do vento que passa", há que falar também na interpretação do poema por Adriano Correia de Oliveira. Ora façam o favor de o ouvir AQUI.

 

 

 

 

10
Jan19

Jardim Público - Chaves

1600-(41514)

 

Tinha prá qui um ror de ideias, sentimentos, coisas bonitas para dizer sobre estes corpos nus, despidos de adornos, sobre a ausência de cor para exuberar a essência das coisas, sem distrações, mas que, fui à procura das palavras e até já sabia quais eram, mas com tanto frio, estavam congeladas, impróprias para utilizar, daí, vamos ter de ficar por aqui, desejando-vos o resto de um bom dia, com um

 

Até amanhã!

 

 

 

21
Nov18

Em cada outono...

1600-(20822)

 

Atrás dos primeiros menos-calores do estio findo vieram, nos acasos das tardes, certos coloridos mais brandos do céu amplo, certos retoques de brisa fria que anunciavam o outono. Não era ainda o desverde da folhagem, ou o desprenderem-se das folhas, nem aquela vaga angústia que acompanha a nossa sensação da morte externa, porque o há de ser também a nossa. Era como um cansaço do esforço existente, um vago sono Sobrevindo aos últimos gestos de agir. Ah, são tardes de uma tão magoada indiferença, que, antes que comece nas coisas, começa em nós o outono.

 

1600-(20820)

 

Cada outono que vem é mais perto do último outono que teremos, e o mesmo é verdade do verão ou de estio; mas o outono lembra, por o que é, o acabamento de tudo, e no verão ou no estio é fácil, de olhar, que o esqueçamos. Não é ainda o outono, não está ainda no ar o amarelo das folhas caídas ou a tristeza húmida do tempo que vai ser inverno mais tarde. Mas há um resquício de tristeza antecipada, uma mágoa vestida para a viagem, no sentimento em que somos vagamente atentos à difusão colorida das coisas, ao outro tom do vento, ao sossego mais velho que se alastra, se a noite cai, pela presença inevitável do universo.

 

In, Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa.

 

 

 

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