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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

10
Jan19

Jardim Público - Chaves

1600-(41514)

 

Tinha prá qui um ror de ideias, sentimentos, coisas bonitas para dizer sobre estes corpos nus, despidos de adornos, sobre a ausência de cor para exuberar a essência das coisas, sem distrações, mas que, fui à procura das palavras e até já sabia quais eram, mas com tanto frio, estavam congeladas, impróprias para utilizar, daí, vamos ter de ficar por aqui, desejando-vos o resto de um bom dia, com um

 

Até amanhã!

 

 

 

21
Nov18

Em cada outono...

1600-(20822)

 

Atrás dos primeiros menos-calores do estio findo vieram, nos acasos das tardes, certos coloridos mais brandos do céu amplo, certos retoques de brisa fria que anunciavam o outono. Não era ainda o desverde da folhagem, ou o desprenderem-se das folhas, nem aquela vaga angústia que acompanha a nossa sensação da morte externa, porque o há de ser também a nossa. Era como um cansaço do esforço existente, um vago sono Sobrevindo aos últimos gestos de agir. Ah, são tardes de uma tão magoada indiferença, que, antes que comece nas coisas, começa em nós o outono.

 

1600-(20820)

 

Cada outono que vem é mais perto do último outono que teremos, e o mesmo é verdade do verão ou de estio; mas o outono lembra, por o que é, o acabamento de tudo, e no verão ou no estio é fácil, de olhar, que o esqueçamos. Não é ainda o outono, não está ainda no ar o amarelo das folhas caídas ou a tristeza húmida do tempo que vai ser inverno mais tarde. Mas há um resquício de tristeza antecipada, uma mágoa vestida para a viagem, no sentimento em que somos vagamente atentos à difusão colorida das coisas, ao outro tom do vento, ao sossego mais velho que se alastra, se a noite cai, pela presença inevitável do universo.

 

In, Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa.

 

 

 

22
Ago12

Fotos de inverno para este verão quente

 

Por cá vai-se seguindo e cumprindo a nossa sina dos três de inferno depois dos nove de inverno, e então este ano, o inferno anda maluco, tanto abranda as chamas como as aviva e nós é que transpiramos e por vezes quase abafamos. Nos dias assim, tenho saudades dos nossos nove meses de inverno, do nosso nevoeiro, das nossas geadas e, é nestes dias, que afinal me dou conta que gostar, gosto mesmo é do inverno, só tenho pena é de no inverno não ter a luz do verão, mas não se pode ter tudo.




E uma vez que no verão não podemos ter inverno, recorro às fotografias de arquivo, dos últimos invernos para refrescar um pouco este blog. Exceto a última fotografia, que já é de verão, mas está aqui por uma boa causa, e passo a explicar.

 

No jardim público com a última remodelação que a todos, ou quase todos, desagradou, colocaram-se por lá umas mesas com tabuleiro de damas (ou xadrez) e respetivas cadeiras. Acontece que nunca vi ninguém utilizar aquelas mesas e a razão até parece não ser difícil de encontrar, pois de inverno não são convidativas e de verão muito menos porque as mesas estão quase todo o dia ao sol.




Há dias num dos meus passeios pelo centro histórico reparei que debaixo da tília desta última foto, por trás dos bancos onde as pessoas (geralmente os mais idosos), aqui sim, se sentam para desfrutar da sombra que dura todo o dia, existe um espaço amplo onde ficavam a matar as tais mesas com damas e cadeiras que estão no jardim público, e aqui, pela certa que teriam uso e até podiam ajudar a matar o tempo aos mais idosos. É só uma ideia e mesmo que queiram deixar as do jardim público lá plantadas para “decoração”, onde fabricaram aquelas pela certa que fabricariam pelo menos mais uma para colocar debaixo da tília, e depois, o mobiliário urbano existe para ter utilidade e não para decorar, embora à utilidade também se lhe possa juntar a decoração.

 

E é tudo.  



16
Mar12

" Três imagens de Chaves com gente dentro"

 

Hoje parti à caça de imagens (no meu arquivo recente) e não tive dúvidas quanto à seleção. Hoje eram estas as imagens que queria. Queria imagens com vida, com gente dentro e não foi difícil, bastava encontrar imagens de um dia de feira, e gente não falta. Penso mesmo que todos os dias deveriam ser dias de feira em Chaves. Que bom que era.

 

O meu problema surgiu quando me pus à procura de um título para o post.

 

 

Ficou este título de “Três imagens de Chaves com gente dentro” mas duvidei se não deveria ser “Três imagens coloridas de Chaves a preto e branco” ou o contrário – “ Três imagens a preto e branco de Chaves colorida”.

 

Pelo caminho ainda pensei e dar-lhe o título “ A vida do Bino dava um filme” ou “Bino pasmado no largo”, mas como a gente que não é da minha criação não conhece o Bino e as imagens além do largo abrangem a ponte, fiquei-me pelas “Três imagens de Chaves com gente dentro”.

 

 

E prontos! Hoje as imagens já aí estão e o problema das palavras, ai as palavras,  está resolvido.

 

Penso que hoje ainda vamos ter um “Discurso sobre a cidade”.

 


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