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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Out20

Pereira de Veiga - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves

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PEREIRA DE VEIGA

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Pereira de Veiga.

 

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Como vem sendo hábito, aproveitamos esta oportunidade para deixar aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções para os posts que dedicámos à aldeia, e para os quais fica link no final deste post.

 

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Pereira de Veiga que, como o topónimo indica, fica na veiga, de Chaves, ou melhor, a aldeia começa onde a veiga termina, e o contrário também é verdade, tudo depende da perspetiva ou local onde estejamos. É portanto uma das aldeias da periferia da cidade, a apenas a 3Km do centro da cidade ou a menos de 1km da entrada na cidade via E.N.2, embora não seja este o seu acesso principal, pois esse, faz-se via Campo da Roda.

 

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Embora a proximidade da cidade, a aldeia mais antiga tem todas as características de uma aldeia rural, com o seu aglomerado de casas rodeado de campos agrícolas, e na sua ruralidade, a única modernidade que destoa, é mesmo a central elétrica, que abastece de eletricidade grande parte da cidade de Chaves.Mas hoje não estamos aqui para falarmos das Pereira de Veiga, pois isso, já o fomos fazendo ao longo dos vários posts que lhe dedicamos, hoje estamos aqui pelo seu vídeo resumo.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Pereira de Veiga que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e não esqueçam que agora também podem ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607.

 

Aqui fica o vídeo, espero que gostem:

 

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Pereira de Veiga:

https://chaves.blogs.sapo.pt/pereira-de-veiga-chaves-portugal-1730125

https://chaves.blogs.sapo.pt/pereira-de-veiga-chaves-portugal-1260972

https://chaves.blogs.sapo.pt/290767.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Pereiro de Agrações.

 

 

 

28
Jul18

Pereira de Veiga - Chaves - Portugal

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Seguindo a metodologia da ordem alfabética, a seguir a Pereira de Selão (a  nossa aldeia do último sábado) segue-se a aldeia de Pereira de Veiga. É por lá que hoje vamos passar.

 

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Uma passagem breve, pois todas as aldeias do nosso concelho já tiveram aqui o seu post completo. Nesta nova abordagem ficam apenas algumas imagens que nos posts anterior não foram selecionadas e mais alguns apontamentos sobre a aldeia.

 

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A titulo de curiosidade gosto sempre de abordar a origem dos topónimos que cada local tem, não propriamente o seu significado, mas mais o porquê do topónimo. No entanto na grande maioria dos casos não é fácil chegar a uma conclusão, pois com topónimos tão antigos como o são os nossos, chegar à sua origem e porquê, é complicado e há ainda a acrescentar uma série de informação, que em vez de esclarecer, apenas complica mais a coisa.

 

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Neste topónimo de Pereira de Veiga, quanto ao apelido Veiga, não há qualquer dúvida, visto que esta aldeia se localiza em plena veiga de Chaves. Curiosamente é a única aldeia da veiga que utiliza este apelido, embora no concelho este apelido se repita em Vila Nova de Veiga e Paredela de Veiga, aldeias vizinhas de Pereira de Veiga, mas já fora da Veiga. O problema surge com Pereira, pois a informação existente, além de confusa, até é contraditória.

 

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Todos estão de acordo que pereira é a árvore que dá peras. Quanto à origem como nome/apelido de pessoas, dizem que teve origem no topónimo de um local, ou seja, o lugar/localidade Pereira é que deu origem aos senhores Pereiras e não o contrário. Diz-se ser de origem portuguesa (o apelido de pessoa) mas os judeus defendem o apelido como seu e até contestam que o Pereira tivesse origem numa localidade portuguesa com esse topónimo, pois defendem que os Pereiras tiveram origem numa localidade, sim, mas espanhola e muito antiga, antes de aparecerem em Portugal. Por sua vez num sítio da net de referência nesta coisa dos topónimos “Toponímia galego-portuguesa” a respeito do topónimo Pereira diz ser um dos de pseudo-Fitotoponímia, sendo a fitotoponímia a associação de um topónimo ao nome de uma árvore ou flora local. Pois Pereira, tal como outros topónimos com nomes de árvores ( Amoreira, Carvalho, Castanheira, figueira, oliveira, sobreira, entre outros) têm nome de árvore mas não é na árvore que têm a sua origem.  Pois para o autor da “Toponíma galego-portuguesa o topónimo Pereira  está associado à existência de pedras ou pedreiras no local. Como em Montalegre também há uma aldeia com este topónimo, fui espreitar à Toponímia de Barroso, mas por azar é um dos poucos que não tem referências à origem e se tivesse, levar-nos-ia à origem da palavra que nos remeteria para a pereira que dá peras. Assim sendo fico-me por aqui sem esclarecer nada, apenas ciente de que deitei algumas achas para a confusão/discussão.

 

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E ficaram propositadamente, de rajada, três imagens desta aldeia. Se apenas tivesse estas imagens o que poderia dizer sobre ela? – Pois saltaria logo à vista o abandono que é também sinónimo de despovoamento, à qual esta aldeia também não foge, mesmo sendo uma aldeia da veiga e a pouco mais de 3km da cidade, mas é uma aldeia agrícola, e agricultura, hoje, também é sinónimo de abandono > despovoamento. Uma outra imagem, tem com ela dois pedaços de história, um, o das construções de perpianho à vista com junta pintada, utilizado em casas mais ricas que as da pedra solta, mas não o suficientemente para terem a nobreza do solar ou casa solarenga, mas o que atraiu a objetiva foi a placa colocada na parede, onde está inscrito EQUIDADE – PORTO 1853. Os mais novos pela certa que não saberão do que se trata, mas eu ainda sou do tempo de as ver colocadas, novinhas em folha, nas paredes das casas. Pois para quem não sabe, trata-se ou tratava-se de uma casa que estava assegurada pela companhia de seguros Equidade, isto ainda no tempo em que as companhias de seguros eram portuguesas e muitas, hoje quase todas absorvidas por grandes seguradoras estrangeiras. Curiosamente esta companhia EQUIDADE não a conhecia, mas vim a saber que foi fundada em 1853, era do Porto e foi constituída com elementos dissidentes da Companhia de Seguros Garantia, esta sim, bem conhecida. A EQUIDADE existiu até 1975, altura em que foi nacionalizada e conjuntamente com outras deu origem à Portugal RE, companhia de seguros. E.P.

 

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E por último uma foto com uma preciosidade, a cama que virou banco de jardim ou de rua, que demonstra bem como o nosso povo é(ra) criativo, engenhoso e preocupado com o ambiente, que praticamente não produzia lixo e tudo era aproveitado e reutilizado. A do “preocupado com o ambiente” não é bem verdade, pois essa preocupação nem sequer existia, ainda, mesmo porque o plástico/lixo, por exemplo, era raro, os popós também e tudo que era embalagem ou recipiente não ia para o lixo, pois tinha uma utilidade destinada. Hoje tudo é diferente e tudo poderia ser diferente. Ainda ontem recebi, pelo correio, um livro que tinha encomendado na NET, tamanho normal (15x22x2cm) que me foi entregue dentro de uma embalagem que tinha as dimensões de 40x30x12cm. Como para o livro a caixa era enorme e para o mesmo não vir dentro dela aos trambolhões, encheram o espaço sobrante com plástico de bolinhas. Não seria mais fácil  fazer um embrulho à medida!? Não sabem!? Que aprendam com os chineses… poupadinhos!

 

E com esta me bou!

 

 

 

09
Ago15

Pereira de Veiga - Chaves - Portugal

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Nestas nossas andanças pelas aldeias do concelho de Chaves hoje vamos até Pereira de Veiga, ou seja, vamos aqui ao lado de tão próxima que está da cidade.

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Próxima da urbe e ainda na veiga, mas que, dadas as suas características, mais parece uma aldeia de montanha.

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Contudo continua a ser uma aldeia interessante, mantendo o seu núcleo com todas as características de aldeia tradicional sem grandes atentados à sua integridade.

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Uma aldeia que em breve teremos de visitar novamente para ver quais as últimas alterações verificadas nos últimos anos, pelo menos 8 anos, tantos quantos já não passamos por lá em recolha de imagens.

 

 

10
Abr11

Coisas da vida rural

 

 

 

Já há algum tempo que não fazia por aqui um elogio ao fio azul e às suas utilidades. Quando todas as soluções esgotam, há sempre um fio azul para resolver o problema e fazer a diferença. O que seria de nós sem o fio azul.

 


 

E por falar em utilidades, porque não deixar-mos por aqui um bom banco à porta de casa, com design original e uma boa demonstração de como se pode e deve reutilizar. Que sirva de exemplo para os dias que se aproximam…só é preciso ter ideias.

 

 

 

 

 

E por último um elogio também aos guardiões de escadas e casas. Guardiões que são também companheiros e amigos e tudo fazem, quase e apenas, por uma carícia de agradecimento.

 

 

 

 

13
Jul08

Pereira de Veiga - Chaves - Portugal

 

 

Estamos habituados a olhar ou pensar como veiga de Chaves o espaço plano que se desenvolve da margem esquerda do Rio Tâmega desde Vila Verde da Raia até à Madalena, ou seja o espaço que se desenvolve de um e outro lado da EN 103-5. Mas é puro engano, pois a veiga de Chaves vai muito mais além. Eu diria mesmo que ela começa em Verin e termina precisamente na nossa aldeia de hoje – Pereira de Veiga.

 


Não sei qual a origem do nome desta aldeia. Penso (dedução minha) que Pereira se deverá à árvore de fruto, que por sinal ainda hoje abunda por lá, e Veiga, por se situar em plena veiga de Chaves. Quanto à origem do Veiga, não tenho dúvidas, quanto ao Pereira, também poderá ter origem no apelido Pereira e aquelas terras terem sido em tempos remotos propriedade de um senhor com esse apelido. Tudo isto é pura especulação minha, pois não tenho qualquer dado em que me possa basear para o afirmar. Assim, se o entenderem, esqueçam este parágrafo e fiquem só com a certeza de que Pereira de Veiga fica na veiga de Chaves, precisamente no seu termo, a Sul da mesma.



Sobre a aldeia, por mais documentação que procurasse, não encontrei qualquer dado para além de uma pequena referência à sua Capela Barroca, e apenas isto. Uma referência de que a Capela é Barroca.

 

Assim tudo o que eu verter aqui hoje é da minha responsabilidade, aliás como o é todos os dias, mas hoje são palavras apoiadas apenas na observação e na dedução.

.

 


Se por um lado levantei a hipótese de as terras terem sido de um Senhor de apelido Pereira, o seu casario contradiz em tudo tal existência, e está longe de ser ou ter sido ou mesmo ter tido, casario senhorial ou solarengo.

 

Penso que a construção mais antiga da aldeia será a Capela, também ela pequena e humilde, mas com um lindíssimo interior onde se realça o altar. As restantes construções da aldeia são mais recentes que a capela e penso que as construções mais antigas remontam aos inícios e meados do Século IXX, pelo menos a julgar por algumas inscrições nas padieiras de algumas portas onde consta o anos de mil oitocentos e …

 


No conjunto do seu casario não há nenhuma construção que se realce pelas suas características senhoriais e, mais parece ter sido (em tempos) um pequeno núcleo habitacional de agricultores que trabalhavam as terras  das casas senhoriais das redondezas e que eram (estas sim) conhecidas em Sesmil, Izei e Samaiões. Claro que continuo a especular.

 

À margem da aldeia há hoje uma casa que se destaca e que foi aproveitada para Turismo Rural – A Quinta da Lúcia. Também desconheço a origem desta casa e embora hoje se destaque pelos arranjos e pelos novos espaços de apoio ou de lazer ao turismo rural, parece-me também nunca ter sido uma casa solarenga ou senhorial, estando mais próxima de uma casa de quinta abastada.

 


Há no entanto por Pereira de Veiga alguns exemplares interessantes da arquitectura tradicional rural do granito, pelo menos naquelas que julgo terem sido as ruas principais da aldeia, mas também e tal como na maior parte das nossas aldeias, estão (a maioria) abandonadas ou em ruínas. É o velho problema de ser mais fácil construir casa nova nas redondezas da aldeia do que reconstruir o que existe e pelas mais variadas razões, que passam pela falta de condições e espaço para as exigências actuais e por serem casas pertença de vários herdeiros em que a casa inicia a sua decadência e a caminhar para a ruína, com a morte do casal que a deixou como herança, mesmo porque os filhos e os mais novos, como a grande maioria, foram obrigados a partir a procura de novas oportunidades e de uma vida mais digna que a aldeia não lhes oferecia, embora nesta aldeia até possa parecer estranho, mas não é.

 


De facto Pereira de Veiga, que pertence à freguesia de São Pedro de Agostém, fica a apenas 4 quilómetros do centro da cidade, mas nem por isso, deixou de ter a sua ruralidade, e graças às terras férteis da veiga, que lá vão continuando tratadas, mas que não dá para todos. Também, e devido à maioria dos seus terrenos se localizarem na veiga, as novas construções são aí interditas, embora haja novas construções mas na periferia imediata ao núcleo antigo. Assim a aldeia, ou melhor a sua população, também sofre do envelhecimento e divide-se entre o cultivo dos campos e os que trabalham na cidade, principalmente os mais novos, das tais casas novas da periferia da aldeia, e (claro) também tem os seus emigrantes, principalmente na França e nos Estados Unidos, que como todos, por lá foram constituindo família, e se voltam à terrinha, é porque os pais ainda estão vivos e fazem-no apenas num curto período de férias de verão e, raro é o que (agora) regressa de vez para se instalar na sua aldeia. O “fenómeno” é conhecido por todos e mesmo os que regressam, podem ficar com um olho na aldeia, mas preferem a cidade para viver.

 


Quanto a riquezas da aldeia, já o disse, tem a veiga ainda fértil, onde se cultivam todos os produtos característicos da veiga, como a batata, o milho, o centeio nas culturas de verão, ou as couves, o naval e outras culturas de Inverno. Mas ainda é fértil noutro aspecto, embora alheio (suponho) à vontade da aldeia, pois também é rica em electricidade que (suponho também), é por onde passa toda a energia eléctrica da cidade de Chaves, a partir da estação ou sub-estação da EDP aí instalada. Um complexo que em termos de paisagem rural ou em termos de paisagem da veiga em nada contribui.

 


Mas enfim, é um mal necessário que, penso eu, não haveria outro local para o instalar, pelo menos a jeito. Aliás a veiga é rica em tudo, não só nos seus terrenos férteis, pois todos sabemos que as casas sempre cresceram nela bem e depressa e agora, nos últimos dias ou tempos, têm nascido muitos postes de madeira com fios ou cabos pendurados, à moda antiga, daqueles postes que eu pensava que já nem se “fabricavam”, mas o mais castiço da coisa, é que esses cabos transportam alta tecnologia, como a TV digital, a Internet e muitos dados, gigas de dados, e estas gigas, não são daquelas que os cesteiros antigamente fabricavam, mas são gigas de bytes, megas e megas deles. Como vêem a veiga não dá só batatas, couves e milho, agora também distribui bytes agarrados e conduzidos pelos velhos postes ainda em uso no terceiro mundo. Contrastes! Mas com muitos interesses…

 

E por hoje é tudo. Amanhã teremos de novo a cidade, quanto às aldeias, no próximo fim-de-semana cá teremos mais duas aldeias.

 

Até amanhã!

 

 

 

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