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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

17
Out20

Pereiro de Agrações - Chaves - Portugal

Aldeias do Concelho de Chaves - Com Vídeo

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Pereiro de Agrações.

 

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A aldeia de Pereiro de Agrações é já uma aldeia da Serra da Padrela, no entanto digo isto sem muita certeza, pois a passagem da serra do Brunheiro para a serra da Padrela não é muito clara, ou seja estas duas serras entram uma na outra sem haver uma fronteira clara, como um rio, um vale ou coisa do género. Daí, eu nessa zona de transição nunca saber se ainda estou na serra do Brunheiro ou serra da Padrela, seja como for, Pereiro de Agrações é uma aldeia da serra e também da terra da castanha.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falar da aldeia de Pereiro de Agrações, pois isso já o fizemos nos posts que lhe dedicámos, hoje estamos aqui pelo vídeo resumo que não teve nos posts anteriores e também aproveitamos como é habitual para trazer aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções. E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Pereiro de Agrações que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Pereiro de Agrações:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/pereiro-de-agracoes-chaves-portugal-1735169

https://chaves.blogs.sapo.pt/pereiro-de-agracoes-chaves-portugal-1196752

https://chaves.blogs.sapo.pt/pereiro-de-agracoes-em-tempo-de-1445657

https://chaves.blogs.sapo.pt/247571.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até à próxima quarta-feira em que teremos aqui o Peto de Lagarelhos.

 

04
Ago18

Pereiro de Agrações - Chaves - Portugal

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O nosso destino de hoje para mais uma das nossas aldeias do concelho de Chaves é para Pereiro de Agrações. É uma das três aldeias do concelho de Chaves, sendo nesta como, tal como na Póvoa de Agrações, mas há uma que assume o topónimo por inteiro, sendo apenas Agrações.

 

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Ora se fossemos a seguir o topónimo pelo seu significado teríamos “pereiro” como uma variedade de macieira que dá maças em forma de pera e  “agrações” [i] é o aumentativo masculino plural de agraço, que por sua vez significa uva verde ou sumo de uva verde. Ou seja, Pereiro de Agrações seria a terra da fruta verde e esquisita, mas não, já vi por lá fazer vinho e uvas bem madurinhas, maças das normais e peras, mas a fruta rainha da aldeia ou das três Agrações, até é a castanha. Pois uma das coisas que fui aprendendo com a toponímia é que os topónimos na maior parte das vezes, principalmente quando têm nome de animais ou de árvores, nada têm com os animais ou as árvores com o mesmo nome. Ou seja, mais uma vez ficamos, pelo menos eu fico, sem saber a origem deste topónimo.

 

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Pereiro de Agrações e Agrações são duas aldeias até onde gostamos de ir. Também subiríamos mais um pouco até à Póvoa se os acessos fossem bons a partir do Pereiro, mas não, nem por isso são lá muito bons para popós, embora já algumas vezes me atrevesse a fazer o trajeto via Pereiro.

 

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Mas como ia dizendo gostamos de ir por Pereiro e Agrações, principalmente no Outono/Inverno, pelo colorido e pelas neblinas (quer por lá quer as que cobrem o vale da Ribeira de Oura) que oferecem sempre motivos interessantes para fotografar, quer pelo colorido, no caso do outono, ou pelas neblinas e nevoeiros no caso do inverno. No entanto, pelo meu arquivo fotográfico vejo que Agrações tem sido mais vezes o nosso destino, embora sejamos sempre obrigados a parar dentro ou perto de Pereiro para umas imagens especiais, que os pastores da terra os vão proporcionando, com os quais vamos sempre dado alguns dedos de conversa, pois já somos velhos conhecidos e que quase sempre encontrámos quando fomos por lá.

 

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E desta vez espero não meter nenhuma galga como o fiz da primeira vez que abordei esta aldeia, que corrigi logo que tomei conhecimento dela. A estória até é caricata, pois abordei o Pereiro de Agrações, com as fotografias que então lá tinha tomado, referi-me sempre às coisas da aldeia e na feitura do post ia revivendo os momentos que lá passei e as conversas que por lá fui tendo, no entanto, desde o início ao fim dos post em vez de escrever Pereiro de Agrações, escrevia Póvoa de Agrações. Após a publicação, passados dois ou três dias, encontrei o Presidente da Junta que me disse já ter visto o post, e até tinha gostado, só que, tinha-me enganado no nome da aldeia…

 

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São traições que a nossa mente nos prega, pois conheço, localizo e distingo perfeitamente as três aldeias que têm Agrações no seu topónimo, no entanto cometi esse lapso. Mas em mim não é caso único. Neste caso relatado, dado a proximidade, o serem da mesma freguesia e terem o mesmo topónimo Agrações, até pode ser explicado ou em parte justificado, mas tenho outro caso bem mais estranho em que a minha mente já me atraiçoou várias vezes e em que as duas aldeias nada têm a ver uma com a outra, pois em algumas vezes que o meu destino deveria ser Stº António de Monforte, quando fui a dar por mim, estava em Nogueira da Montanha. A única justificação que encontro para tal, e que até nem justifica nada,  é eu conhecer Stº António de Monforte por Curral de Vacas e daí o meu inconsciente rejeitar o primeiro topónimo e de castigo (que até nem é castigo nenhum)  leva-me para a croa do Brunheiro. Já se me disserem: — O pá, tens de ir a Curral de Vacas… vou lá direitinho. Mas isto é apenas um aparte que até nem interessa nada para Pereiro de Agrações.

 

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Pereiro de Agrações, que no próximo outono ou inverno, teremos de fazer por lá uma paragem mais prolongada, para além dos pastores e dos seus rebanhos, pois pelo meu arquivo fotográfico sinto que a aldeia merece uma abordagem mais atenta e mais madura. Poderá ser no outono/inverno como poderá ser noutra ocasião que há muito tenho pensada para essa aldeia, mas que agora não poderei desvendar, pois ainda está no segredo dos “deuses” e a amadurar, será, isso é certo, uma abordagem bem diferente daquelas que costumo fazer a todas as aldeias.

 

 

 

 

 

 

 

[i] agraço in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-08-04 03:06:35]. Disponível na Internet:  https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/agraço

 

 

 

08
Out16

Pereiro de Agrações em tempo de colheitas e vindimas - Chaves - Portugal

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Tive a felicidade de ter nascido em plena veiga de Chaves, a felicidade de o meu pai ser de uma aldeia que vivia da terra, do gado e da floresta, onde também tínhamos por lá algumas coisas da terra a tratar e de, quase sempre, a felicidade de ter vivido mais próximo do campo do que da cidade, exceção para uma temporada de meia dúzia de anos em que vivi numa torre de betão e da qual não guardo nenhuma boa recordação.

 

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Tive também a felicidade de na minha juventude e formação ter passado pelos trabalhos do campo. Claro que na altura de jovem nem por isso valorizava esta mais valia, nem a troca da cidade pelo campo era lá muito “pacífica”,  mas com o tempo,  em adulto,  dei-me conta do tão positivo que foram esses tempos de contacto com a terra, com os seus trabalhos e com os sabedoria da gente das nossas aldeias. Sabedoria que é ágrafa , que só ouvindo-a, vendo-a  e vivendo-a se aprende.

 

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Tenho a felicidade de viver a meio caminho entre a cidade e o campo. Mais campo que cidade e a felicidade de a minha casa ainda estar rodeada de algumas vinhas que se cultivam e de alguma terra que ainda é lavrada, semeada e plantada e onde na altura certa se vão recolher os frutos.

 

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Hoje tive a felicidade de acordar ao som do bater do ferro das tesouras de poda, as mesmas que se usam para vindimar, acompanhadas do habitual burburinho das vozes de quem vindima, fazendo-me regressar ao tempo das minhas vindimas, das merendas com a obrigatória omelete de linguiça, dos lagares, da festa de pisar o vinho, da espera da fermentação, do baixar do bagaço, do encher das pipas, do espremer o bagaço e da longa espera de um dia de sol de abril ou maio para finalmente botar a torneira à pipa e engarrafar algum  vinho para mais tarde chegar à mesa. Uhhhh! Que bem sabia. Ainda hoje aprecio todas essas tarefas do vinho nos aromas que me ficam no palato, principalmente se sai de uma pipa guardada na frescura de uma adega.

 

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Pois é tempo da fruta madura, das vindimas que se repetem pouco por todo o lado, nas terras mais quentes há já algum tempo, nas mais frias há que aguardar mais uns dias. O tempo é que manda.

 

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Recordando este tempo de colheitas, lembrei-me que há uns anos, por esta altura,  fui até Pereiro de Agrações, onde se andava em vindimas, nos preparativos e lavagens de vasilhame e outros instrumentos mecânicos de “mastragar” as uvas, mas também ter a sorte de assistir ao pisar tradicional no lagar. Tradicional no gesto, pois faltava a companhia, mas mesmo assim deu para apreciar os aromas do mosto e recordar o tempo em que eram os nossos pés os que pisavam.

 

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Pereiro de Agrações onde vamos ou passamos de vez em quando se o nosso destino é Agrações, e nas nossas  idas e paragens,  vai sendo recorrente  encontrarmos pelo caminho, ou na aldeia,  caras conhecidas que já antes fotografámos. E é com agrado que quase sempre repetimos o gesto.

 

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Gesto repetido com as gentes da terra sempre na labuta do campo, quer seja dia de semana ou feriados e até aos domingos, tal como acontece com o pastor Fernando e as suas cabras, pois elas não conhecem os dias de semana e têm de comer todos os dias. A vida do campo e da serra é assim, não é fácil.

 

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E assim ficam alguns olhares sobre a vida da aldeia de Pereiro de Agrações em dias de recolha de frutos, de vindimas, de trabalho, de ir com as cabras ao monte.

 

 

 

15
Mar15

Pereiro de Agrações - Chaves -Portugal

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Para não voltar ao discurso de sempre sobre as nossas aldeias, hoje fica um poema de Fernando Pessoa, ou melhor, do seu heterónimo Alberto Caeiro.

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Eu Sou do Tamanho do que Vejo

 

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

                                                    Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII"

 

 

25
Ago13

Há flavienses e não flavienses e há cantinhos e cantinhos

 

Como flaviense…hoje quis começar assim, porque o sou, flaviense, nascido e residente com orgulho em  ser flaviense e transmontano (por esta ordem) . Tudo isto vem ao respeito de um programa de TV que acabei de ouvir enquanto preparava as fotos deste post, onde um dos entrevistados era um antigo colega meu de Liceu (em todo o tempo de Liceu), mas que desde que habita a capital, varreu da memória a cidade de Chaves e as referências à cidade. Certo que não nasceu cá, mas passou por cá os seus anos de oiro, mas das duas uma, ou andou por cá sempre com uma pedra no sapato ou então Chaves sempre foi pequena demais para a sua grandeza…



Mas enfim,  mesmo eu orgulhoso flaviense, embora goste de todos os cantinhos de Chaves e do nosso concelho, há cantinhos que aprecio mais que outros, principalmente aqueles que mantêm a essência dos lugares, da aldeia longe de todas as urbanidades, que vivem no, e do rigor das montanhas com a sua simplicidade e humildade de sempre, ou seja, com a grandeza do ser.

 


Pois um dos cantinhos que gosto e pelas razões atrás apontadas, são os das terras de Agrações, as três aldeias. Hoje ficam imagens de uma delas – Pereiro de Agrações.



26
Fev11

Dos Pink Floyd ao Pereiro de Agrações

 

 


 

Enquanto preparava as imagens de hoje ia assistindo (mais ouvindo) ao concerto que a RTP2 ia transmitindo dos Pink Floyd – The Wall, mais uma vez e não será a última. Recordando também, pois foi com a música dos Pink Floyd que fui crescendo e entrando pela vida adentro e ainda hoje os oiço com prazer.

 

 


 

 

Quando chegou ao momento das palavras para acompanhar as imagens de hoje, fiquei despovoado de ideias para as escrever e, ia “acusando” o concerto The Wall como o provocador deste esvaziamento. Afinal a “urbanidade” e até a grandiosidade destas coisas dos concertos, das luzes, das multidões, dos espectáculos, nada têm a ver com a simplicidade das coisas primeiras das nossas aldeias e das vidas dos seus resistentes. Culpa minha, pois talvez devesse escolher uma música neutra, isto é, uma música de companhia que me deixasse livre de ideias e não esta dos Pink Floyd que mexe sempre comigo.

 


 

Parei largos momentos durante a feitura destas letras, tanto que acabei por ver e ouvir  todo o concerto e no final chego à conclusão que afinal o concerto The Wall não está tão desfasado assim destas imagens, pois tal como o grande muro marcou presença durante o concerto dos Pink Floyd,  também entre nós, a modernidade e a nossas aldeias existe um grande muro que os governantes das cidades, principalmente os da grande cidade, teimam em manter e em não querer derrubar, deixando esquecidos todos os que habitam para lá desse grande muro. Enfim, até a foto da cabra que se quis desviar das restantes cabras para posar para a foto me veio fazer lembrar que afinal o seus parceiros no masculino, estão do lado de cá do muro, principalmente nos palácios e corredores do poder das cidades. Ficaria feliz se também por cá o muro fosse derrubado tal como o foi no final do concerto dos Pink Floyd...mas.

 

Até amanhã, com mais vida para lá do grande muro.

 

As fotos de hoje são de Pereiro de Agrações.

 

 

 

 

28
Nov09

A teimosia da pedra - Chaves Rural, Portugal

 

.

 

A teimosa da pedra vai-se mantendo de pé. Habituada que está à sua idade milenar, cairá só, e quando, nada tiver para a sustentar. Teimosamente continuará na função que lhe destinaram, de pedra sobre pedra, construir um abrigo, uma casa, um lar. Teimosa, deixa-se invadir por musgos e verdetes. Alheia a tudo e a todos diz teimosamente presente e, só a fúria da natureza que a pariu, terá força, um dia, para a tombar. Mas isso, será um dia…

.

 

.

Aqui e ali, um pouco por todo o lado, mas sobretudo na montanha de onde quase sempre sai, quase sempre fica. Teimosa, estática, adormecida. Nem o bater das portas e janelas abandonadas, entregues a si próprias, num vai e vem constante se o vento sopra, terá força para a acordar e teimosamente, continuará adormecida. Com adorno ou sem adorno, continuará a ostentar a sua presença.

.

 

.

Mas nem toda a pedra tem a mesma condição e, embora teimosamente seja a mesma, a algumas destinaram-lhe a nobreza dos templos. Assumida a arte da cantaria, da mestria dos relevos, deixa a natureza milenar para assumir a beleza secular dos tempos e dos templos que, embora carregados de fé, outrora dos Deuses, hoje de um Deus só, nem sempre têm a salvação garantida e, embora teimosamente lá, no sítio da sua condição, nem sempre tem a condição do sítio.

 

Há no entanto finais felizes e, o homem que corta, talha e ergue a pedra, às vezes, talvez num arremesso de alguma dignidade, lembra-se da nobreza e da dignidade que as pedras da fé devem ter.

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