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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

29
Jan19

Uma imagem com nevoeiro e uma homenagem

1600-(41721)

 

“esticalirica e caixadóculos” é mais ou menos essa a imagem que retenho dele, da televisão, da “Visita da Cornélia”.  Notava-se que não era um homem qualquer, da cultura, com certeza. Vim a saber que era poeta, comprei uns livros dele que passaram a ter lugar na mesinha de cabeceira. Como as letras e arte só dão de comer a alguns, teve de se dedicar à publicidade, é o pai do  “há mar e mar, há ir e voltar”, mas esqueceu-se de lhe dar o nome, recordo ouvi-lo dizer o quanto lamentava, podia estar rico…

 

Hoje, depois de selecionar a imagem para vos deixar aqui, veio-me logo à cabeça um poema seu, que não resisto à sua partilha:

 

Homem

 

INSOFRIDO TEMÍVEL ADAMADO PURO SAGAZ INTELIGENTÍSSIMO MODESTO RARO CORDIAL EFICIENTE CRITERIOSO EQUILIBRADO RUDE VIRTUOSO MESQUINHO CORAJOSO VELHO RONCEIRO ALTIVO ROTUNDO VIL INCAPAZ TRABALHADOR IRRECUPERÁVEL CATITA POPULAR ELOQUENTE MASCARADO FARROUPILHA GORDO HILARIANTE PREGUIÇOSO HIEROMÂNTICO MALÉVOLO INFANTIL SINISTRO INOCENTE RIDÍCULO ATRASADO SOERGUIDO DELEITÁVEL ROMÂNTICO MARRÃO HOSTIL INCRÍVEL SERENO HIANTE ONANISTA ABOMINÁVEL RESSENTIDO PLANIFICADO AMARGURADO EGOCÊNTRICO CAPACÍSSIMO MORDAZ PALERMA MALCRIADO PONDEROSO VOLÚVEL INDECENTE ATARANTADO BILTRE EMBIRRENTO FUGITIVO SORRIDENTE COBARDE MINUCIOSO ATENTO JÚLIO PANCRÁCIO CLANDESTINO GUEDELHUDO ALBINO MARICAS OPORTUNISTA GENTIL OBSCURO FALACIOSO MÁRTIR MASOQUISTA DESTRAVADO AGITADOR ROÍDO PODEROSÍSSIMO CULTÍSSIMO ATRAPALHADO PONTO MIRABOLANTE BONITO LINDO IRRESISTÍVEL PESADO ARROGANTE DEMAGÓGICO ESBODEGADO ÁSPERO VIRIL PROLIXO AFÁVEL TREPIDANTE RECHONCHUDO GASPAR MAVIOSO MACACÃO ESFOMEADO ESPANCADO BRUTO RASCA PALAVROSO ZEZINHO IMPOLUTO MAGNÂNIMO INCERTO INSEGURÍSSIMO BONDOSO GOSMA IMPOTENTE COISA BANANA VIDRINHO CONFIDENTE PELUDO BESTA BARAFUNDOSO GAGO ATILADO ACINTOSO GAROTO ERRADÍSSIMO INSINUANTE MELÍFLUO ARRAPAZADO SOLERTE HIPOCONDRÍACO MALANDRECO DESOPILANTE MOLE MOTEJADOR ACANALHADO TROCA-TINTAS ESPINAFRADO CONTUNDENTE SANTINHO SOTURNO ABANDALHADO IMPECÁVEL MISERICORDIOSO VOLUPTUOSO AMANCEBADO TIGRINO HOSPITALEIRO IMPANTE PRESTÁVEL MOROSO LAMBAREIRO SURDO FAQUISTA AMORUDO BEIJOQUEIRO DELAMBIDO SOEZ PRESENTE PRAZENTEIRO BIGODUDO ESPARVOADO VALENTE SACRIPANTA RALHADOR FERIDO EXPULSO IDIOTA MORALISTA MAU NÃO-TE-RALES AMORDAÇADO MEDONHO COLABORANTE INSENSATO CRAVA VUKGAR CIUMENTO TACHISTA GASTO IMIRALÃO IDOSO IDEALISTA INFUNDIOSO ALDRABÃO RACISTA MENINO LADRADOR POBRE-DIABO ENJOADO BAJULADOR VORAZ ALARMISTA INCOMPREENDIDO VÍTIMA CONTENTE ADULADO BRUTALIZADO COITADINHO FARTO PROGRAMADO IMBECIL CHOCARREIRO INAMOVÍVEL..."

 

In  “Entre a Cortina e a Vidraça” de Alexandre O'Neill

 

 

 

08
Jan19

Momentos do Tabolado (Uma Espécie de Canção)

1600-(50062)

 

 

Acompanhe-se a leitura do texto e imagem com a música de Pedro Abrunhosa, da canção “ Momento (Uma Espécie de Céu)".

 

 

Momentos do Tabolado (Uma Espécie de Canção)

 

Um cão que se vai

Um homem que vem

A folha que cai

À beira do rio

O chapéu que sustém

Na cabeça com frio

Cachecol ao pescoço

A olhar para o lado

Num andar de moço

O Tâmega segue o seu fado

Num passear discreto

A rapariga debita

Sentimentos com os dedos

Quiçá de um amor secreto

Que nela habita

Ou serão outros enredos

Mais uma árvore despida

Dois bancos que esperam alguém

Com o azul do céu ainda acordado

A caminho da despedida

Com um sol já do dia cansado

E umas escadas que não sobem ninguém

Mais ao lado dois corações

Se as crianças atinarem no feitio

Em vez de dois serão três

E a mãe a fotografar as emoções

Da inocência a caminhar para o Estio

E assim foi um momento, uma vez

Ao fim da tarde, no Tabolado

De um domingo qualquer

Onde entram um Homem e um cão

Uma rapariga, duas crianças e uma mulher

Onde nem sequer falta o amor amarrado

Num cadeado e um

E com esta me bou

Tal como o cão, logo no início se foi

Nesta espécie de poema ou canção

Ou…

 

Até amanhã!

 

Mas antes, fiquem com o “Momento” de Pedro Abrunhosa

 

 

 

18
Nov18

Pergaminho dobrado em dois

pergaminho

 

Poema f-u-t-u-r-o

 

quando tiver a certeza biológica 
que de alguma forma cresci
quero que me olhes com
as tuas pálpebras pisadas mortas 
extremamente fatigadas 
completamente destruídas
mas ainda brilhantes
inteiramente penetrantes
como um hieróglifo egípcio
a circundar entre o nervo ótico
e a iris mais distante. 

quando tiver a certeza biológica
que de alguma forma cresci
quero olhar pela janela amarela da sala
uma floresta um campo
lá fora é tudo cinzento
inundada por felinos selvagens
Pantherinae e Felinae
empoleirados em troncos de eucaliptos e
rochas de papel antigo 
envelhecido 
manchado com café expresso
o tempo acabar-se-ia logo ali
num nevoeiro perdido a três
que só os pontos ligados
na rosa-dos-ventos
formar-se-iam um qualquer ser mitológico 
que nos ajudasse a fugir dali
daqui
de qualquer parte fora dali
daqui 

quando tiver a certeza biológica
que de alguma forma cresci
quero sentir o cheiro 
no travesseiro pequeno
que a mamã comprou
é dia de passear com mamã
estás pronto
chocolates coisas moles que na boca
só pode ter o papá e a mamã 
hoje foi dia de passear com a mamã
gostaste

quando tiver a certeza biológica
que de alguma forma cresci
quero sonhar que estou a sonhar
beijar-vos enquanto durmo na sensação 
que estou a sonhar
que estou realmente a sonhar
meio olho aberto meio olho fechado
sobre uma escrivaninha velha que o avô me deu
acabei o próximo romance amor
a ver-te beijar outro
embalando-o como se fosse eu
há anos
esse outro 
que dizem ter destruído a torre de babel
com um simples golpe de choro e chichi
que lindos estão vocês os dois

quando tiver a certeza biológica 
que de alguma forma cresci
espero que não seja tarde
para vos adormecer –
o papá gosta muito de vocês.

 

Herman JC

 

13
Out18

Pedra de Toque

pedra de toque copy.jpg

 

QUANDO…

 

Quando a hipocrisia me incomoda, quando o oportunismo me indigna e quando a desonestidade me repugna,

A solidão espera-me, e a vida de braços abertos recebe-me.

Fico então longe de tudo, sem saber o que quero mas quero muito.

Preciso tanto da música que me chega não sei de onde.

 

Nunca me escondas teus olhos, nem as tuas lágrimas, meu amor.

Sem eles e sem elas, não sei amar, não sei sofrer.

Em cada noite, há um beijo que nunca te posso dar.

Restam-me as tuas mãos que protegem.

A vida dói, a solidão magoa.

 

Nos meus versos tem de estar água, para eles fluírem.

 

A minha memória da tua boca, a obsessão pelo teu corpo quente,

São sempre o lenitivo,

Para abraçar os sonhos, contigo por perto.

 

António Roque

16
Ago18

A Pertinácia da Informação

a pertinacia.png

 

E, de repente parece que se fez uma brecha no tempo e o mundo parou, o que na verdade é ilusório.

 

Remexo prateleiras à procura de algo para beber nesta tarde de calor infernal: talvez algum livro por encetar. Eis que o vejo: quase escondido a escapar-se pela fenda, entre a prateleira e a parede do armário, como se quisesse esconder de mim, algo na sua expressão exterioriza culpa. Ás vezes a culpa que sentimos exterioriza-se involuntariamente e denuncia-nos, embora, nem sempre essa culpa seja culpa aos olhos da vida mundana e nem de um supremo juiz... às vezes é a uma espécie de culpa que nos impomos. Por isso, sou da opinião que nós mesmos somos a nossa maior fonte de poder e de debilidade.

 

1600-rio.jpg

Fotografia de Lúcia Cunha

 

Tem capa crepe como eu gosto e estava completamente esquecido. Do interior das suas páginas cai, como cai de forma espontânea uma pétala de rosa, daquelas que ostentam fartas corolas de sumptuosas pétalas, porque as pétalas suaves das rosas caiem com facilidade, um pequeno cartão em forma de envelope. Tem na capa uma imagem com rosas vermelhas e um “amo-te” a vermelho. Instantaneamente pensei: “Que coisa pirosa, não me recordo disto! Nem, faz o meu género!” Mas, depois, olho melhor a imagem e realmente há um não sei o quê que toca a simplicidade e quase que acabo por achar que realmente podia ter sido uma boa escolha.

 

O autor do livro é Daniel Filipe. Não sei se veio junto com o cartão... ou se fui eu que o procurei… não me tenho qualquer memória sobre a sua proveniência, mas realmente eu já lhe percorri as páginas, sublinhei as estrofes e fiz apontamentos. Eu sou assim, há quem diga que os livros são sagrados e devem ser preservados intactos. Eu, porém, amo os livros e namoro com eles, envolvo-me com as suas páginas, roço-lhes as linhas, enrolo-me às suas capas, beijo-lhe as histórias e depois com a ponta da minha caneta de tinta negra e permanente atingimos o clímax com anotações que escrevinho nas margens.

 

1600-vage_B.jpg

Fotografia de Lúcia Cunha

 

Por duas vezes, folheio inadvertidamente e chego por coincidência à mesma página: 43.

 

“Não basta estender as mãos vazias para o corpo mutilado,

acariciar-lhe os cabelos e dizer: Bom dia, meu amor.

Parto amanhã.

 

Não basta depor nos lábios inventados a frescura de um beijo

Doce e leve e dizer: Fecharam-nos as portas. Mas espera.

 

Não basta amar a superfície cómoda, ritual, exata nos contornos

a que a mão se afeiçoa e dizer: A morte é o

caminho.

 

Não basta olhar a Amante como um crime ou uma injúria

E apesar disso murmurar: somos dois e exigimos.

Não basta encher de sonhos a mala de viagem, colocar-lhe as

Etiquetas e afirmar: Procuro e esquecimento.

 

Não basta escutar, no silêncio da noite, a estranha voz distante,

Entre ruídos e interferências aladas.

 

Não basta ser feliz.

 

Não basta a Primavera.

 

Não basta a solidão.”

(a invenção do amor e outros poemas, de Daniel Filipe)

 

1600-vage-hera.jpg

Fotografia de Lúcia Cunha

 

E chego à página 45 sem me aperceber que vamos reatar o nosso namoro, pois ele, o livro, cativou-me, isto só acontece porque algo nele faz uma conexão com algo dentro de mim, e isso só acontece porque acontece neste momento.

 

“É preciso cantar, é preciso sorrir,

encher a escuridão com árvores sem nome.

 

Estamos sós no mistério dos nossos quinze anos.

A tormenta passou. A comida arrefece.

 

A viagem sem história concede-nos a calma:

Serenos existimos, ocultos, dominados. 

(...)”

 

 

E na página 49: “(...)

Lutaremos meu Amor

 

 

Na aparência sozinhos   multidão na verdade

Lutaremos meu Amor

(...)”

 

166-VAGSUM-1.jpg

Fotografia de Lúcia Cunha

 

A poesia é aquilo que quisermos, aliás a arte deixa de ser objeto vinculado e pertencente ao artista a partir do momento que é partilhada. Cada um vê nela o que procura, o que sente, o que quiser ver, no fundo! E no fundo nada disso é o que o artista sentiu ou projetou. Na minha adolescência, revoltava-me intensamente o facto de alguns colegas de turma papaguearem os comentários das sebentas, sobre os grandes escritores, estudados na aula de português. Eu, como se fosse uma voz ativa do próprio Pessoa ou de Florbela Espanca, reencarnados em mim, achava eu, que os estudos analíticos e as conclusões daí resultantes não faziam jus às pessoas.

 

De qualquer modo, a grandeza das pessoas está no seu desprendimento, na sua generosidade e simultânea discrição, mas, estas qualidades não acompanham os inseguros e invejosos. Assim, do mesmo modo o artista partilha na sua grandeza e no seu desprendimento e não se incomoda com a apropriação que os outros dão à sua obra porque a criação não se esgota na obra, nem num só objeto. Há não sei quê ligado ao infinito, à eternidade, algo de etéreo.

 

1600-vagvegetal_A.jpg

Fotografia de Lúcia Cunha

 

Abri o cartão que dizia, apenas: “BIS”. Então, recordei.

 

De acordo com o momento o mesmo objeto poder ter connosco uma conexão profunda ou então pode ser-nos completamente alheio à nossa realidade. Às vezes até os objetos que criamos são temporais para nós e simultaneamente intemporais para os outros.

 

Repentinamente, penso: “Não somos flores, nem somos membros quaisquer, somos troncos de onde saem ramos.”

 

Não podemos é prender as águas, as represas são prisões. Quem tem asas deve voar, não voar é antinatural.

 

A borboleta deve voar e ser a beleza a que está destinada ser, ainda que efémera e fugaz, há um dever profundo e fundamental que cada um de nós tem: ser-se.

 

Lúcia Pereira da Cunha

 

 

 

04
Ago18

Pedra de Toque

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                         POEMA CURTO

 

                           As tuas costas,

                        São seda, na rota da minha vida.

                       

                        Tu tremes ao som dos meus dedos,

                        Quando as percorro.

 

                        Dá-me da fonte

                        Que brota límpida dentro de ti.

 

                        Preciso tanto que me sacies…

 

         António Roque

 

 

 

19
Abr18

Pergaminho dobrado em dois

pergaminho.jpg

 

Um sopro de longe

 

escrevo-lhe com a mágoa a mil

pois nada dela quero que viva.

faltam-me cerca de dez passos para o precipício

(onde a vida acaba e a morte se principia)

e se cair talvez nunca mais me vejas.

mas note-se que lá de longe

uma cor negra,

que lá do fundo se assemelha a uma criança enferma,

parece-me tão resistente que aguentava com treze vidas minhas.

enfrento o abismo como uma partida de xadrez

e desprezo-o com os meus próprios olhos pequenos

frágeis, medrosos, cansados

sem receio de os perder, como fiz com Maria.

e no preciso momento em que tenho a oportunidade de saber como se sentem as gaivotas alguém prenuncia o meu nome.

e se deus não existe, quem será que chamou por mim.

 

Herman JC

 

 

20
Fev18

Cidade de Chaves - O tempo das coisas

1600-(36230)

 

O tempo das coisas

 

Durante muito tempo conheci este rio sem ninguém o contrariar. Deixava-se levar pela natureza. Enchia, avolumava-se e ganhava velocidade quando a natureza assim o queria, ou então,  esvaziava, pasmava e ficava reduzido ao mínimo para se manter vivo quando assim tinha de ser. Durante anos foi assim até que o começaram a contrariar, como se a natureza se pudesse contrariar… e às vezes até pode, imagens como a que hoje vos deixo, tomada em 2013,  fazem-nos acreditar que é possível, mas com o tempo também fui perdendo a inocência e aprendi que o acreditar anda quase sempre de mão dada com o sonhar.

 

Hoje quando revi esta imagem, apercebi-me como o acreditar é apenas um momento, um instante em que a natureza nos tira da realidade. Hoje quando revi esta imagem, instintivamente peguei num dos livros que sempre me acompanham, abri-o e parei neste texto:

 

A PRESSÃO DOS MORTOS

 

Fechas a mala do carro cheia de bagagem. E de súbito apercebes-te de que não é novo o gesto. Muitas vezes o viste repetir. A muitas horas do dia, mas nunca como num fim de tarde. Qualquer que fosse a paisagem, a mesma paisagem: a terra calcinada, o canto das cigarras, o ar espesso do vapor a provocar a rarefacção das coisas vistas e a dar-lhe um ar de miragem. Fecha-se o tampo do caixão sobre a cara conhecida para todo o sempre. Nem se levanta o problema da eternidade. Esta terra é que tu amaste com todas as contrariedades e os problemas quotidianos. Amaste homens que por vezes talvez te tenham dado na cara e eram deliciosamente imperfeitos como tu. E tiveste de te despedir deles. Já não eram daqui. Já tinham problemas de mortos. Já se falava deles no imperfeito e não no presente. Mudou um simples tempo de verbo e tudo mudou. Um último olhar a essa caixa de mau gosto. Gostarias de atirar um torrão, como em criança, para esconjurar os maus sonhos. Mas falta-te a inocência. Decisivamente, tens de fechar com força a mala do carro. E pedes que te ponham os pneus à pressão 22. A pressão dos mortos.

 

Ruy Belo in “homem de palavras

 

 

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