Quinta-feira, 19 de Abril de 2018

Pergaminho dobrado em dois

pergaminho.jpg

 

Um sopro de longe

 

escrevo-lhe com a mágoa a mil

pois nada dela quero que viva.

faltam-me cerca de dez passos para o precipício

(onde a vida acaba e a morte se principia)

e se cair talvez nunca mais me vejas.

mas note-se que lá de longe

uma cor negra,

que lá do fundo se assemelha a uma criança enferma,

parece-me tão resistente que aguentava com treze vidas minhas.

enfrento o abismo como uma partida de xadrez

e desprezo-o com os meus próprios olhos pequenos

frágeis, medrosos, cansados

sem receio de os perder, como fiz com Maria.

e no preciso momento em que tenho a oportunidade de saber como se sentem as gaivotas alguém prenuncia o meu nome.

e se deus não existe, quem será que chamou por mim.

 

Herman JC

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:25
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018

Cidade de Chaves - O tempo das coisas

1600-(36230)

 

O tempo das coisas

 

Durante muito tempo conheci este rio sem ninguém o contrariar. Deixava-se levar pela natureza. Enchia, avolumava-se e ganhava velocidade quando a natureza assim o queria, ou então,  esvaziava, pasmava e ficava reduzido ao mínimo para se manter vivo quando assim tinha de ser. Durante anos foi assim até que o começaram a contrariar, como se a natureza se pudesse contrariar… e às vezes até pode, imagens como a que hoje vos deixo, tomada em 2013,  fazem-nos acreditar que é possível, mas com o tempo também fui perdendo a inocência e aprendi que o acreditar anda quase sempre de mão dada com o sonhar.

 

Hoje quando revi esta imagem, apercebi-me como o acreditar é apenas um momento, um instante em que a natureza nos tira da realidade. Hoje quando revi esta imagem, instintivamente peguei num dos livros que sempre me acompanham, abri-o e parei neste texto:

 

A PRESSÃO DOS MORTOS

 

Fechas a mala do carro cheia de bagagem. E de súbito apercebes-te de que não é novo o gesto. Muitas vezes o viste repetir. A muitas horas do dia, mas nunca como num fim de tarde. Qualquer que fosse a paisagem, a mesma paisagem: a terra calcinada, o canto das cigarras, o ar espesso do vapor a provocar a rarefacção das coisas vistas e a dar-lhe um ar de miragem. Fecha-se o tampo do caixão sobre a cara conhecida para todo o sempre. Nem se levanta o problema da eternidade. Esta terra é que tu amaste com todas as contrariedades e os problemas quotidianos. Amaste homens que por vezes talvez te tenham dado na cara e eram deliciosamente imperfeitos como tu. E tiveste de te despedir deles. Já não eram daqui. Já tinham problemas de mortos. Já se falava deles no imperfeito e não no presente. Mudou um simples tempo de verbo e tudo mudou. Um último olhar a essa caixa de mau gosto. Gostarias de atirar um torrão, como em criança, para esconjurar os maus sonhos. Mas falta-te a inocência. Decisivamente, tens de fechar com força a mala do carro. E pedes que te ponham os pneus à pressão 22. A pressão dos mortos.

 

Ruy Belo in “homem de palavras

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:21
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

Pedra de Toque

1600-(45517)

pedra de toque copy.jpg

 

                       QUANDO

 

                        Quando te descobri,

                        Acariciei logo teu pensamento.

 

                        Quando te senti,

                        Afaguei logo teu coração.

 

                        Depois,

                        Dirigi-me para dentro de mim

                        E quedei-me absorto olhando a cidade, o rio

                        E teus olhos líquidos.

 

                        O cansaço adoeceu-me.

 

                        Só a tua boca,

                        Acalma as tempestades,

                        Reflete o sol

                        E sara maleitas!

 

                        Bendita sejas!... 

 

António Roque

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:44
link do post | comentar | favorito
Sábado, 13 de Janeiro de 2018

Pedra de Toque

pedra de toque copy.jpg

 

 

TEUS OLHOS DA COR DA TERNURA

 

Sempre fui pessoa comunicativa, mas nos últimos tempos, tenho falado em demasia comigo.


Nem tenho escrito o que tenho para escrever. Começo algumas crónicas mas não as termino e envio-as para na gaveta fermentarem e aguardarem nova oportunidade.


Tenho sofrido muito com a saudade.


Banalizada a palavra, cita-se de forma leviana, sem respeitar a dor que tantas vezes provoca naqueles que a sentem fundo.


Eu tenho imensas saudades tuas.


De tal sorte que, desde o encontro fugaz em que trocamos curtas palavras num momento de júbilo, tu estás sempre comigo.


Senti a tua fragilidade nas mãos finas com dedos compridos que sempre me enamoraram, mas sobretudo nos teus olhos que aos meus se colaram até hoje.


Eles estão nos becos da cidade, nas mesas de café, nos passeios que ladeiam as ruas, nos regatos, entre as flores nos canteiros dos jardins.


Já os vi espelhados nas águas do nosso rio.


Tenho-te visto muito pouco, por vezes na rua quando me desloco, noutras ocasiões no face, com teus olhos a embelezarem o teu rosto doce.


Teus olhos têm cor indefinida. Tanto me parecem verdes, como me parecem azuis, ou até cinzentos.


Só sei que quando os vejo, me perco neles.


Sei, contudo, que têm sempre a cor da ternura, a cor da poesia, a cor da tua boca.

 

Quando passares por mim, olha-me por favor.
A minha saudade, comovida agradece.
Obrigado.


António Roque

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 18:43
link do post | comentar | favorito
Sábado, 15 de Julho de 2017

Pedra de Toque

poema.jpg

 

pedra de toque copy.jpg

 

 

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:57
link do post | comentar | favorito
Sábado, 17 de Junho de 2017

Ilumina-me, poesia de António Roque

a-roque-1.jpg

 

Hoje em vez da Pedra de Toque de António Roque, vamos falar um pouco do poeta António José Roque da Costa e do seu livro de poesia “Ilumina-me”, apresentado no passado dia 9, na Biblioteca Municipal de Chaves.

 

roque-biblio.jpg

 

Mas antes regressemos um pouco no tempo, mais precisamente (isto se a memória não me atraiçoa) ao dia 6 de janeiro de 1977, quando um pequeno grupo de estudantes do Liceu de Chaves, com duas violas, uma flauta, ferrinhos e pandeireta, resolveu cumprir a tradição do cantar dos reis aos vizinhos, iniciando precisamente na casa de António Roque.  Como mandava tradição, escolheu-se uma música e letra do reportório tradicional dos cantares dos reis, deu-se os vivas aos senhores da casa e no final a porta abriu-se com o convite para entrar e cantar umas canções da época, ainda canções de abril, de Zeca Afonso, Adriano, Fausto , Sérgio Godinho, Manuel Freire, Janita e Vitorino Salomé…, à mistura com poemas de Manuel Alegre, entre outros.  Aquilo que se programou ser uma noite de cantar dos reis pelos vizinhos, acabou por ser uma noite na casa de um vizinho a cantar canções de Abril com muita poesia à mistura. António Roque já tinha nome na praça com advogado, mas nessa noite ficámos a conhecer o António Roque amante de poesia e das canções de Abril, mas também o António Roque declamador de poesia e de poetas. Uma noite inesquecível, daquelas que não se repetem e que revelava já o António Roque poeta.

 

a-roque-3

 

Este livro de poemas já há muito que se esperava e é até ele que agora vamos, iniciando pela biografia, apresentada pelo autor na primeira pessoa:

 

“Nasci em Chaves, bem no “caroço” desta cidade milenária.

Corria o longínquo ano de 1943.

Por aqui frequentei a escola primária e o Liceu Fernão de Magalhães.

Durante dois anos fui aluno do Liceu Castelo Branco, em Vila Real, e aí concluí o sexto e o sétimo ano, alínea de Direito.

Em 1961 rumei a Coimbra, onde cursei a Faculdade de Direito da vetusta universidade.

Vivi intensamente Coimbra da saudosa década de 60, participando com empenho nos movimentos académicos e em alguns organismos da Associação, como Coro Misto e CITAC.

Na Lusa Atenas, concluí meu curso mas, entretanto, apaixonei-me pela cidade, pelo teatro, pela poesia e pela política.

Depois de uma ida “à Guerra, de onde voltei, à triste paz destes rios”, dei aulas durante poucos anos e em cerca de quarenta anos, exerci advocacia, com escritório na minha amada cidade.

Por aqui me mantenho , usufruindo o vale e as serras que me rodeiam, abraçando os amigos que me estimam e escrevendo uns pequenos textos e alguns poemas para meu gáudio pessoal e dos que, simpaticamente, me vão lendo.

Por aqui quero ficar.”

 

a-roque-2.jpg

 

 

E nós também vamos ficar por aqui, mas antes, fica ainda o poema que,  com a caricatura de autoria do Mestre Nadir Afonso,  consta na contracapa do livro.

 

A DANÇA

 

A dança é o sorriso do corpo!...

 

E a boca

Para onde grito calado,

É o princípio de ti.

 

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 04:36
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 14 de Junho de 2017

Coisas primeiras

1600-(32281)

 

Quis partir    olhar   sentir o mar

E deram-me os olhos de uma criança

Rasos de lágrimas para navegar

 

 

 

´
tags: ,
publicado por Fer.Ribeiro às 01:23
link do post | comentar | favorito
Sábado, 27 de Maio de 2017

Pedra de Toque

pedra de toque copy.jpg

 

PARA JÁ ME BASTAM…

 

Quando o desespero passa por mim, deixa-me marcas e eu, acolho meu corpo nas águas límpidas que regam as orquídeas e as rosas de Angola, flores de África que permanecem coladas aos meus olhos e ao meu cheiro.

 

A inquietação mexe por dentro e projeta-me para os sonhos irreais, por vezes doces, por vezes tumultuosos.

 

A certeza de que gosto de ti, apesar de insistires em manteres-te ausente, amacia-me a vida.

 

 

Nem que seja só por mim, vem e traz o teu sorriso branco e ainda aquela camélia que nasce no teu peito todas as primaveras,

Por ora, já me bastam…

 

António Roque

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:12
link do post | comentar | favorito
Domingo, 23 de Abril de 2017

Pecados e Picardias

pecados e picardias copy

 

 

Um espelho na consciência

 

Voltei atrás tanta vez

Contrariei intenções

 sem perguntar aos porquês

meti-me nos maus lençóis

teimosias porque sim

sem razão mas com vontade

um fazer assim assim

à custa da liberdade

 

voltei atrás tanta vez

sem recuar por moral

nem aos sinos de mercês

dei ouvidos, foi por mal

 

se eu nunca fui igual

porque me queres parecida

um espelho na consciência

torna o disfarce real

das sombras da nossa vida…

 

voltei atrás vezes demais

à procura duns achados

eram todos desiguais

destroços em descampados

 

ironias sem cinismo

insónias que dormem tranquilas

um espelho na consciência

sem saber porquê

ri em surdina na transparência

inocente que não vê

homens no espelho de meninas

doutrinas sem catecismo…

 

voltei atrás tanta vez,

Parti o espelho…

 

Louvado seja o 25 de abril…

Abraço amigo

 

Isabel Seixas

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 22:29
link do post | comentar | favorito
Sábado, 22 de Abril de 2017

Pedra de Toque

pedra de toque copy.jpg

 

AI, QUEM ME DERA…

 

                   Hoje, eu queria

                   Desvendar teus segredos

                   Sondar teus mistérios

                   Acordar exausto entre os teus seios.

 

                   Toca para mim, amor

                   Uma sonata em dia de chuva,

                   E traz-me os teus olhos verdes

                   E o cheiro das rosas brancas

                   Que entra intenso

                   Pelas fendas da alma.

 

                   Ai, quem me dera

                   Morar em ti!...

                       

António Roque

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:37
link do post | comentar | favorito
Sábado, 1 de Abril de 2017

Pedra de Toque

pedra de toque copy.jpg

 

O AMOR É ASSIM!...

 

                   Desce a montanha, solta o cabelo,

                   Não pises os jasmins que te aparecerem no caminho,

                   E vem ter comigo.

                   Eu espero-te na cidade deserta,

                   Preenchida tão só pelos monumentos,

                   Que a história nos legou.

                   Estarei à beira rio, sentado numa pedra,

                   A apreciar absorto a velha Madalena,

                   Espelhada nas águas remansosas do Tâmega.

 

                   Vem, traz as mãos, o teu corpo, as tuas causas,

                   Que enredadas nas minhas nos levarão pela cidade linda,

                   Carreando a indignação contra o compadrio reinante,

                   A ignorância que grassa, contra a corrupção que se sussurra,

                   Contra o imobiliário que domina, sempre, sempre, de braço dado com negócios estranhos.

                   Os nossos filhos querem uma cidade viva, uma cidade dos e para os flavienses, com sua história preservada.

                   Temos de lembrar o que anda esquecido, ou seja, QUE O FUTURO TEM PASSADO.

                   Tu, ao meu lado, serás pilar, serás ajuda para despertamos as gentes que imperiosamente têm de acordar.

                   A tarefa que me proponho contigo é ciclópica, é gigantesca, quiçá, ilusória, até porque o medo cerceia a coragem.

                   Mas com a luminosidade dos teus olhos, com a força dos teus dedos, e com a música das palavras que a tua boca profere, chegaremos a bom porto, companheira.

 

                   Já cansados, com o crepúsculo a aproximar-se, regressemos ao rio, em busca do amor que nos poderá revigorar para cumprirmos nosso desejo.

                   Deixemos as pontes, que são miragens para a outra margem, e caminhemos junto aos choupos com a passarada a testemunhar nossa presença.

                   Porque “o amor cria-se em qualquer chão” (Miguel Torga, dixit) faremos da lameira nosso poisio para eu saborear com ternura teu colo, para segredarmos nossa paixão, para darmos imaginação às mãos na descoberta dos nossos corpos e avidez às nossas bocas suculentas, até à plenitude, até ao êxtase, até à loucura da vertigem.

 

                   Depois do silêncio nos brindar, recompostos, imaculados, iniciaremos o retorno à cidade fantasma mas mais leves, mais fortes, mais unidos para o combate porque quem não luta perde sempre (Brecht).

                   Os pássaros seguiram-nos com o seu chilreio.

                   Ao longe o latido de um cão.

                   Num instante começou a escurecer.

                   A felicidade está nestes cibinhos.

 

                   O amor é assim, o amor é assim…

                   Pelo menos para mim!...

                       

António Roque

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 3 de Março de 2017

Divagações sobre coisa nenhuma

1600-(46049)

 

Hoje apetecia-me divagar um pouco sobre o que é viver em sociedade e esta nossa tendência, ou necessidade de sermos gregários, mas não tenho tempo para ir por aí, aliás até é coisa que nem quero, nem gosto de trazer à discussão com os outros. Prefiro antes tecer os meus pensamentos, em silêncio, onde verdadeiramente somos livres de lhe dar liberdade sem ter de a limitar por causa da liberdade dos outros, daí preferir ouvir que falar, mas sem ser obrigado a ouvir. Ouvir porque quero, porque me apetece sem ter de responder, concordar ou discordar. Ouvir apenas como quem observa ou observar ouvindo, mas não é fácil, porque isto de sermos gregários é complicado e, pela necessidade de palco que as representações requerem, às vezes somos obrigados a ser espectadores sem o querer.

 

1600-(46062)

 

Apetecia-me realmente divagar um pouco sobre essas coisas, mas não o vou fazer, não só pela falta de tempo e do não quer ir por aí, mas também porque as palavras têm outros significados para além dos significados que lhes queremos dar, e às vezes, leem em nós outra pessoa que na realidade não somos. É complicado, por isso, acho que vou dormir porque com os sonhos, também me entendo. Mas ainda antes de me retirar, vou-vos dizer o porquê das coisas, ou o porque destas palavras, mesmo correndo o risco de não me entenderem. Tudo porque vos queria deixar apenas a poesia da primeira imagem que publico junto com estas palavras, mas, senti a necessidade de ter de deixar uma segunda imagem…

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:32
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 7 de Outubro de 2016

Momentos que esperam por nós

1600-neblinas (19)

 

Podia simplesmente ter passado indiferente, não olhar sequer, mas olhei e parei. Às vezes, também nós saímos das nossas neblinas…

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:08
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 6 de Outubro de 2016

Momentos que esperam por nós

1600-algures.jpg

 

Os momentos mais belos das nossas vidas não acontecem por acontecer, nem caem do céu por sermos abençoados, nem sequer  precisam de ser inventados. Eles estão por aí, algures, no dobrar de uma esquina, para lá de uma montanha, no fundo de um vale, na corrente de um rio, num sorriso que nos surpreende, num olhar que nos atravessa, num gesto que nos invade. Se o procurarmos, ele aparece como se viesse ao nosso encontro ou estivesse à espera de nós.

´
publicado por Fer.Ribeiro às 05:48
link do post | comentar | favorito (1)
Domingo, 18 de Setembro de 2016

Pecados e Picardias

pecados e picardias copy

 

 

Pecam

 

Pecam os que não pecam

Não por não saber pecar

Pecam  porque  a si se cercam

Num cerco de faltar ar

 

Pecam sós os pecadores

Ao esconder os seus pecados

Dão à soberba louvores

Que não deviam ser louvados

 

Pecam os que deixam fazer

Fortuna aos desafortunados

Vão deixá-los bem dizer

A sina dos desgraçados

 

Pecam tristes os sofredores

No sofrimento parados

São tolhidos pelas dores

Do ter aprendido calados

 

pecam todos e ninguém

nem sabem que são pecados

dormem a soldo de alguém

que os tem acorrentados

 

pecam eles e somos nós

a apontar pro pecado

isto já vem dos avós

era o futuro, do passado…

 

Isabel seixas

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
link do post | comentar | favorito

.Fotos Fer.Ribeiro - Flickr

frproart's most interesting photos on Flickriver

.meu mail: blogchavesolhares@gmail.com

.Abril 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9


22
24
25
26
27
28

29
30


.pesquisar

 
blogs SAPO
ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

 

 

El Tiempo en Chaves

.Facebook

Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita Instagram

.subscrever feeds

.favorito

. Blog Chaves faz hoje 13 a...

. Solar da família Montalvã...

.posts recentes

. Pergaminho dobrado em doi...

. Cidade de Chaves - O temp...

. Pedra de Toque

. Pedra de Toque

. Pedra de Toque

. Ilumina-me, poesia de Ant...

. Coisas primeiras

. Pedra de Toque

. Pecados e Picardias

. Pedra de Toque

. Pedra de Toque

. Divagações sobre coisa ne...

. Momentos que esperam por ...

. Momentos que esperam por ...

. Pecados e Picardias

.Blog Chaves no Facebook

.Veja aqui o:

capa-livro-p-blog blog-logo

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites