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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

02
Nov18

Discursos Sobre a Cidade


SOUZA

 

SONHAR BEM ACORDADOS

 

 

Por motivos de ordem pessoal e familiar vários, que aqui não vem ao caso, não nos foi possível acompanhar, como gostaríamos, a atividade autárquica do novo elenco camarário que, há um ano, tomou posse para conduzir os desígnios do desenvolvimento de Chaves e do seu concelho.

 

Estávamos para estar presente na sessão pública, levada a efeito, que fez o balanço de um ano de mandato de Nuno Vaz como presidente da nossa edilidade. Mas, também, infelizmente, não nos foi possível.

 

Procurámos, por outros meios, estar informados e saber o que, na primeira pessoa, Nuno Vaz disse, a propósito do primeiro ano de seu mandato.

 

Para o efeito, vimos e ouvimos a entrevista dada, no passado dia 23 de outubro, à Sinal TV.

 

Foi uma hora, dezasseis minutos e vinte e cinco segundos (1h16m25s) na qual pudemos, de uma forma atenta, compreender melhor o pensamento do nosso presidente de Câmara, quanto à «sua gestão», bem assim o balanço que faz da «sua governação» e do que se projeta para o futuro.

 

Temos, à cabeça, fazer uma «declaração de interesses». Ou seja, tudo quanto vamos expor parte de um militante socialista – que sempre o foi -, pese embora alguns «fervorosos», partidários «devotos» do PS de Chaves, que, em certas alturas, não nos tenha bem compreendido. Sempre vimos o exercício de cargos políticos, não como uma profissão, outrossim como um serviço à causa pública, que não a interesses particulares, pessoais ou partidários. Veja-se, nomeadamente, o que está acontecendo por esse mundo fora! Se é certo que a vida em sociedade não pode passar sem política e políticos, também é verdade que, nos respetivos cargos, não vale apenas  parecê-lo; é necessário sê-lo.

 

Feito este incisivo aparte, continuemos, pois.

 

Dizendo que, na apreciação que fazemos da entrevista, não temos em conta apenas a personalidade de um homem que é militante da mesma formação política a que pertencemos e que, em campanha, apoiámos. Mas temos demasiado amor à liberdade de pensamento e à democracia e aos Direitos Fundamentais do Homem, pela qual durante anos lutámos, para não nos deixarmos embotar. O nosso pensamento - nossos princípios e valores -, que sempre defendemos, ditam-nos que façamos uma apreciação desenfeudada e à revelia de qualquer proselitismo cego. Quando discordamos, fazemo-lo de uma forma frontal. Sem qualquer subserviência, porquanto este foi sempre o nosso timbre, o nosso lema.

 

Por isso, dizemos que, globalmente, gostámos e concordámos com o que Nuno Vaz disse naquela entrevista.

 

Há, contudo, aspetos de pormenor - que, bem vistas as coisas a fundo, não são tão assim -, com as quais não estamos totalmente de acordo.

 

Sabemos que Chaves se situa na área do interior e periférica do país, com problemas, sendo um dos maiores o de essencialmente de cariz demográfico, que faz com que o seu território, de baixa densidade populacional, em constante perda, tenha dificuldades em se regenerar e, assim, com sangue novo, poder catapultar-se para as tarefas do desenvolvimento de que tanto precisa.

 

Abandonada a ideia da criação da rede de cidades médias no país, aparecida nos anos 90 do século passado, como polos de desenvolvimento ou eixos dinamizadores dos seus territórios de proximidade, apenas nos restaram, (porque mais fáceis de levar a cabo, em tempo de captação votos), os grandes canais rodoviários que tão rapidamente nos levaram para o litoral e para o exterior. Ninguém de fora subiu até nós. E nós ficámos cada vez com menos gente e, consequentemente, mais pobres e envelhecidos. Porque nós é que descemos. Os que cá vão restando ou são autênticos resistentes ou então, provavelmente a grande maioria, esperam pela «sua vez», pela hora da sua «última chamada».

 

Tenhamos a coragem de afirmar que o país, e os seus políticos – sublinhe-se, com a nossa pacata benevolência -, abandonaram a ideia do desenvolvimento harmónico de todo o território nacional, com as consequentes desgraças que nos aconteceram e, infelizmente, vão continuar a acontecer, porquanto, o que mais interessa é o número de votos ganhos para o exercício do poder e não o país. Isto tem de ser dito com toda a clareza. E dureza. E principalmente apontar o dedo acusador àqueles políticos que, oriundos do interior, uma vez na capital do reino, facilmente se esqueceram do berço e das berças, embalados pelo canto da sereia das promessas da boa vida na capital. E das benesses do poder…

 

Foram quarenta e tal longos anos depois do 25 de Abril a se esquecer completamente esta realidade. Ou seja, não fomos capazes não só de ordenar como também de desenvolver, como um todo, o nosso país. O Poder Local é seguro que fez obra. E muita, diga-se. Mas, o mesmo, só por si, é (foi) completamente incapaz de reverter esta situação - a de profunda depressão em que o interior do país ficou mergulhado.

 

Por isso, o nosso presidente Nuno Vaz não tenha ilusões! Não há desenvolvimento territorial  que se cumpra e, consequentemente, territórios desenvolvidos, sem a presença dos dois eixos  (abertura ao exterior e coesão interna) e de quatro pilares (inovação, redes, aprendizagem/learning e governância), conforme figura abaixo se apresenta.

 

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Os dois eixos convergem num vértice, para aquilo a que chamamos «Densidade Institucional», como a capacidade dos atores e agentes locais, individuais e coletivos, das mais diversas índoles, se articularem, harmoniosa e empenhadamente, para, em cada setor, desde o económico ao cultural, para as diferentes tarefas do desenvolvimento.

 

Este é o modelo que há anos vimos defendendo e que, particularmente, nesta rubrica, temos reiteradamente referido e enfatizado.

 

Podemos – o que duvidamos - ter tudo o que está representado no esquema acima. Mas, o que nos parece não ter, é um aspeto muito importante  – Densidade Institucional!

 

Onde param as gentes e particularmente as elites da nossa região?...

 

Quem e onde elas desenvolvem?...

 

Estranhamos na entrevista de Nuno Vaz que não tenha feito qualquer referência ao nosso mundo rural. Chaves, como centro de atração dos seus territórios de vizinhança foi historicamente grande, enquanto âncora, suporte  desse mundo. Quando esse mundo começou a desmoronar-se, Chaves também começou a soçobrar, a perder o seu protagonismo no contexto sub-regional em que se insere.

 

Sinceramente, não acreditamos que seja apenas a água, nas suas mais diferentes valências e vertentes, que nos fará mudar de situação, voltando a ser protagonistas no contexto de uma região deprimida e de uma sociedade global em que nos inserimos.

 

A atratividade de Chaves não está apenas neste recurso, obviamente muito importante, por mais polivalências que tenha. Está nas suas gentes. E gente, repete-se, é o que nos falta!

 

E como podemos concitar desenvolvimento se mesmo a própria cidade está perdendo – ou se esquecendo – dos elementos fundamentais da sua própria identidade. Elementos esses com os quais se identificava e deveria valorizar e aperfeiçoar no contexto da sociedade em que vivemos, porque verdadeiramente diferenciadores dos demais?

 

Temos uma cidade atrativa suscetível de fazer deslocar para o seu seio, para o seu interior, juventude e conhecimento suficiente para criar e desenvolver a economia digital que aí está?

 

Onde estão os espaços públicos que mostrem esses elementos diferenciadores da sociedade que somos no contexto da sub-região em que nos inserimos?  Não basta apenas a História e nos vangloriarmos dela. É fundamental lhe dar Vida!

 

Por exemplo, demos uma volta atenta à cidade de Bragança – a periferia das periferias do nosso interior. Talvez, uma avisada observação nos ensine alguma coisa. Nomeadamente,  como fazer, como cerzir e ordenar uma cidade com os elementos, verdadeiramente culturais e autenticamente identificadores, da região a que preside. Dá gosto ver, passear e apreciar os espaços públicos e a escultura urbana, por eles espalhada,  verdadeiros perfis definidores daquilo que os bragançanos (ou brigantinos) são; o orgulho que têm e donde provêm.

 

Onde estão, em Chaves, os serviços e atividades culturais que prendam os quadros das futuras(?) empresas e serviços de ponta, a instalar? Que educação fazemos, na população em geral, levando-a a esses novos espaços?

 

Não basta apenas construir infra-estrurras culturais. É necessários dinamizá-las com atividades sociais e culturais de ponta, em parceria, e em rede, com instituições de prestígio nacional e internacional, catapultando e exponenciando o capital, a valia e o potencial cultural que Chaves tem. Onde estão os homens – os verdadeiros homens – da cultura em Chaves? O que temos feito para Chaves ser uma cidade da cultura que, ao longo dos anos, tanto propagandeamos?

 

Onde estão os serviços de educação capazes de concitar a vinda de jovens para a nossa região e que os faça pensar que vale a pena viver aqui, pois temos serviços de educação condignos e que, no futuro, com seus filhos não terão gastos ou encargos insuportáveis para os por a estudar, como hoje acontece, quando os serviços de educação, fundamentalmente de cariz superior, estão maioritariamente instalados no litoral, com os preços de habitação e quartos verdadeiramente astronómicos para os seus orçamentos familiares?

 

Não nos venham falar nos protocolos com a Cruz Vermelha e com o Politécnico de Bragança. Por muito boa vontade que tenham, não têm, em si, sinergias suficientes de, em Chaves, criarem uma verdadeira Academia, um verdadeiro Polo de Formação Superior e um verdadeiro Centro de Investigação, de que tanto carecemos, para as tarefas específicas do nosso próprio desenvolvimento, dando também contributos para o país.

 

Quando uma Universidade, com vocação para servir uma vasta região, se transforma única e simplesmente numa universidade praticamente só de uma cidade, pela nossa parte, temos de olhar para o lado, sonharmos, arquitetarmos verdadeiros saltos que nos façam sentir que somos capazes. Que, como dizia um grande sonhador – que podemos!

 

Onde estão os serviços de saúde capazes de praticarem a tempo e horas, e com qualidade, os cuidados primários e de especialidade que todo o ser humano, desde a nascença até ao seu ocaso, têm necessidade? Se os queremos, temos de constantemente descer a A24 e a A7. Pouco ou quase nada sobe até nós!

 

A atratividade faz-se com isto e não apenas com capacidade empresarial instalada. Ousaríamos dizer até que não haverá verdadeiramente capacidade económica e empresarial sem estes requisitos (ou melhor, estes pré-requisitos) instalados. De qualidade!

 

Tocámos apenas por alto nestes três ou quatro temas. Porque nos parecem serem, em termos de atratividade, aqueles que nas alturas das verdadeiras decisões levam os decisores económicos, empresas e indivíduos, a investirem e se instalarem num determinado território. Os quadros, porque também sonham por um outro estilo de vida, diferente do que se vive nas grandes cidades e áreas metropolitanas, quando apostam em nós, injetando-nos sangue novo, criativo e inovador, é cuidando em tudo quanto para cima ficou dito que estão a (irão) pensar.

 

Está bem o senhor presidente da Câmara de Chaves em ouvir as pessoas nas alturas das decisões que interessam à cidade e ao concelho.

 

Mas gostaríamos de aqui recordar: mais que dar conhecimento e aceitar contributos, é necessário que os cidadãos flavienses sejam partícipes da sua própria mudança!

 

Por isso, se é bem certo que é preciso estar bem acordado, também não é menos verdade que é do sonho, da utopia, que nasce a vontade de transformar as coisas e o mundo.

 

Na nossa modesta opinião, é este o pequeno/grande salto que falta dar em Chaves.

 

Seremos todos nós capazes de transformar o estado de coisas a que chegámos?...

 

Já várias vezes vimos afirmando que não acreditamos em homens providenciais. Tal postura pode até representar um perigo para a vivência democrática. Acreditamos, sim,  em líderes que, arregaçando as mangas, sejam capazes de, em conjunto, transformarem o mundo e a sociedade em que vivemos.

 

Sem uma sociedade e/ou comunidade verdadeiramente empenhada no trabalho da sua transformação, não há desenvolvimento que verdadeiramente apareça.

 

Não façamos simulacros de democracia. Tenhamos coragem, como representantes do povo que nos elegeu, de convidá-los à participação e construção do nosso futuro, acrescentando à democracia representativa aquela que, nos primórdios da Grécia Antiga, se viveu em Atenas – a participativa, verdadeiramente empenhada na construção da nossa polis.

 

António de Souza e Silva

 

29
Set17

Pedra de Toque


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Está a chegar a hora!...
De acordar para mudar!...

 

A mediocridade já cansa, impõe-se a transparência, a honradez, a cultura, a competência.


A suspeição apodrece as instituições.


A história merece ser respeitada, bem como a memória dos íntegros, dos honrados que aqui nasceram, aqui viveram e aqui decidiram morrer.


Chaves foi uma cidade importante, sempre estimulada por um comércio vivo, hoje decadente.


A cidade está farta desta gente no comando da autarquia.


Já se não toleram promessas feitas em 16 anos e não cumpridas.


Já se não suportam investimentos caros e inconsequentes que contribuíram para a substancial dívida que a Câmara tem e não trouxeram nada de novo ou proveitoso para os flavienses.


O “bunker” defronte do Tribunal não resiste à mais modesta apreciação arquitectónica.


Como ele só o ostensivo autocarro que circula pelas ruas proibidas da cidade e onde não se vislumbram dentro dele quaisquer personagens. Eventualmente vão lá, mas certamente temem o contacto com o povo.


Aliás, o Tribunal perdeu importantes valências e para tal contribuiu o voto a favor do mapa judiciário por uma das candidatas da lista do PSD para vereadora da Câmara.


Nuno Vaz é um cidadão íntegro que nunca dará a sua contribuição, se for eleito como se espera, para a desvalorização das instituições da cidade.


Porque é um transmontano de “antes quebrar que torcer”, um político preparado como demonstrou no último debate. É também um profissional brilhante cuja competência é reconhecida por onde tem trabalhado.


Nuno Vaz é também um homem de cultura (na sua lista não tem analfabetos…), um homem vertical que pretende criar emprego, sempre preocupado com o ambiente, a educação, a cultura e o desporto.


Homem do campo, de boa cepa, apoiará sem receios toda a actividade agrícola e florestal.


Não deixará de atender empenhadamente à acção social e à saúde, áreas que conhece também porque é um homem solidário e de princípios.


Os receios e temores dos funcionários da Câmara, que se traduzem em manifestações constantes quando solicitados pelas oposições, deixarão de se verificar.


Porque Nuno Vaz é homem de profundas e enraizadas convicções democráticas, nunca se lhe reconhecendo quaisquer laivos ditatoriais.


Nuno respeitará a história e os monumentos da nossa querida cidade milenária.


E respeitará também a memória dos homens de valores, a sua obra, homens que aqui exerceram serviço público sem dele se servirem.


Citamos à guisa de exemplo o nome do Dr. António Granjo, o General Ribeiro de Carvalho, o Coronel David Ferreira, o Dr. Júlio Montalvão Machado e tantos outros que de momento os nomes não retenho, gente honrada e íntegra, que nunca se dobrou a quaisquer interesses menos limpos.


O Nuno Vaz é a esperança para o futuro da nossa cidade e concelho.


Os flavienses estão fartos de quem os tem governado, querem a mudança e os ventos que sopram já a anunciam.


Com Nuno Vaz e todo o nosso apoio, VAMOS ACORDAR CHAVES!!

António Roque

 

 

01
Set17

Discursos sobre a cidade - Por António de Souza e Silva


SOUZA

 

 

DA (IN)COMPETÊNCIA ATUAL A UM NOVO ACORDAR

 

Já falta menos de um mês para as Eleições Autárquicas.

 

Trazemos, por isso, aqui a esta rubrica, o nosso modesto contributo sobre a política e o nosso estado de alma quanto ao posicionamento que temos quanto aos dois principais contentores, no quadro das eleições para o Município de Chaves.

 

Fomos, no passado, responsável por setores da política autárquica flaviense. Apesar de alguns erros cometidos - que sempre os há em quem tem a obrigação de decidir - orgulhamo-nos de ter contribuído para o desenvolvimento do nosso concelho.

 

Há vinte anos que deixámos a vida político-partidária ativa. Por opção pessoal, depois de termos passado vinte anos na oposição e dez no poder. Achámos, naquela altura, que devíamos passar o testemunho a outros, face a uma atividade, quando tomada a sério, tão responsável e fatigante. E porque sempre entendemos que a atividade político-partidária é passageira, efémera e, quando nos órgãos, desempenhando funções públicas, cumprimos um dever cívico como cidadãos que somos, numa sociedade democrática.

 

Apesar de sermos militante do Partido Socialista, nada nos inibe, como cidadão e flaviense, ter opinião e sermos, às vezes, crítico quanto às políticas que o Município levou, e leva, a cabo, independentemente de quem está no poder. Na verdade, antes de sermos militante de um partido, somos, em primeira mão, cidadão português e flaviense.

 

Temos consciência de, em vinte anos, que muita coisa mudou. Principalmente na forma como os cidadãos se posicionam quanto à política e à atividade dos seus agentes.

 

É discorrendo sobre tudo isto que, auxiliado por um autor que tanto apreciamos no que escreve (Daniel Innerarity), aqui fica o nosso Discurso deste mês.

 

I

 

Vivemos em tempos de descontentamento. Descontentamento também, e principalmente, com a política. Boa parte desse descontentamento com a política tem a ver com o contraste entre aquilo que se quer e aquilo que se pode. Quando comprovamos a quantidade de fracassos dos governos, costumamos cometer o erro de pensar que se devem à sua incompetência - e apenas a ela - sem nos apercebermos ao mesmo tempo de que eles se devem, em grande medida, a certas expetativas que alimentámos em relação à política e que esta já não pode satisfazer.

 

É preciso atendermos que o Estado (central e periférico), como forma heroica da história envelheceu. Como garante do bem comum está sobrecarregado. Como benfeitor da sociedade carece de recursos. Como centro de governo já não se vê perante uma periferia mas perante um exército de outros centros.

 

O descontentamento com a política é, assim, compatível com o facto de se lhe exigir mais do que aquilo que alguma vez se esperou dela. Mas, não tenhamos dúvidas, nos tempos por que passamos, de extrema complexidade social: - não podemos exigir políticos providenciais com políticas e soluções salvadoras e que governar é uma operação que se realiza com certezas escassas, que exige uma delimitação rigorosa do possível, no meio de uma autoridade contestada e com recursos escassos.

 

O mal do nosso sistema político é que caiu na armadilha da omnipotência sugerida pelos meios de comunicação social, entretanto convertida na regra da competência entre os agentes políticos que se acusam mutuamente de não terem feito o suficiente.

 

Daí a nossa chamada de atenção para os partidos com vocação de governo: prometer o que não podem cumprir é tão letal como dar a impressão de que não fariam as coisas de forma diferente da que os seus rivais fazem.

 

Muita gente não acredita na política. Por sua vez, nunca ela foi tão necessária como hoje em dia. Daí a nossa pergunta: existirá ainda, apesar de tudo, alguma possibilidade de politizar, de fazer política, algo que tem sempre a ver com a diferença e a alternativa? A nosso ver, há três grandes oportunidades para o debate ideológico nas quais faz sentido levar a cabo uma certa repolitização das nossas sociedades, como seja:

 

  • Dar uma maior importância às qualidades pessoais dos representantes, ou seja, personalização da liderança, em que a confiança, a credibilidade, a honestidade ou a competência são o que marca a diferença, e não os discursos ideológicos abstratos, bem assim as questões de estilo e qualidade democrática - transparência, participação, responsabilidade.
  • Entender a complexidade e a transformação dos novos conflitos, ou seja, estar atento à transformação de conflitos novos.
  • Aceitar as nossas limitações quando se trata de controlar os resultados económicos, identificar as possibilidades que se nos oferecem num espaço economicamente condicionado, que costumam ser mais do que aquelas que estamos acostumados a reconhecer, ou seja, viver com novas possibilidades no contexto de políticas económicas fortemente condicionadas e ter em atenção que já não são só as questões do socioeconómico, mas também o cultural e o identitário, com os estilos de vida, a igualdade de direitos e as liberdades pessoais, a que a política deve estar atenta. O conflito converteu-se em algo multidimensional. É preciso dar atenção e expressão a novas reivindicações, a certos movimentos sociais, onde se expressam novas exigências e novas opções políticas. As limitações e os condicionamentos fazem parte da vida política.

 

Infelizmente, hoje a política é o âmbito social que mais impressão dá de paralisação. Deixou de ser uma instância de configuração da mudança para passar a ser um lugar em que se administra a estagnação.

 

A política disciplinou sempre os nossos sonhos, corporizou-os numa lógica política e traduziu-os em programas de ação.

 

Mas tudo mudou...

 

II

 

Olhemos para os principais cartazes dos dois grandes opositores, candidatos à presidência do executivo flaviense. Será que nos dizem alguma coisa?

 

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Naturalmente que somos todos flavienses. E somos todos por Chaves. Que queremos cada vez mais uma Chaves nova, renovada. Mas... de que verdade nos falam? Que trabalho nos apresentam? Competência ao serviço de quê e de quem?

 

Onde está escrita a frase ou o slogan que nos galvanize para a construção de um outro futuro, do nosso porvir?

Estamos perante um Programa plausível? Com agentes políticos que compreendam as profundas alterações no modo de fazer política na sociedade hodierna, que criámos, ou, pelo contrário, continuamos arreigados aos mesmos princípios, métodos e estratégias do passado, dos mesmos clichés?...

 

Definitivamente, a avaliar pelo cartaz, embora tecnicamente bem elaborado, tudo o resto nos deixa indiferentes, céticos, perplexos, sem qualquer linha de rumo que se vislumbre e suscite alguma alteração. É uma continuidade mesclada, ainda por cima, com trânsfugas e pseudoindependentes...

 

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Debrucemo-nos agora sobre o cartaz do PS.

 

Independentemente da cor, a sugerir que a campanha eleitoral é um campo de batalha, que, de todo não nos cativa, gostamos, contudo, do slogan escolhido - Acordar Chaves.

 

Se é bem verdade que a política já não mobiliza as paixões mais do que de maneira epidérmica, isso não quer dizer que as reivindicações que dirigimos à política tenham desaparecido. Muito pelo contrário. Os mesmos que se desinteressam soberanamente pela política esperam dela, constantemente, muitas vantagens e não são menos vigilantes face ao incumprimento das suas exigências.

 

Por isso, o slogan Acordar Chaves, funciona como um apelo, no sentido de nos despertar para a realidade que nos cerca, tornando-nos mais empenhados, alertados, para uma nova postura de construção do nosso futuro.

 

O grande desafio das atuais sociedades democráticas é não deixar tranquilos os seus representantes - aos quais deve vigiar, criticar e, se for caso disso, substituir - sem destruir o espaço público nem o despolitizar.

 

Mas a palavra Acordar deve aqui ser entendida num sentido polissémico.

 

Expliquemos o nosso ponto de vista.

 

Qualquer sonho político só é realizável em colaboração com os outros que também querem participar na sua definição. Os pactos e as alianças põem em evidência a necessidade mútua de uns e de outros. O poder deve ser sempre uma realidade partilhada. E a convivência democrática deve  proporcionar muitas possibilidades embora imponha também muitas limitações. A ação política implica, assim, sempre transigir, acordar. Desta feita, quem abordar todos os problemas como uma questão de princípio; quem utilizar constantemente a linguagem dos princípios, do irrenunciável e do combate está condenado à frustração e ao autoritarismo.

 

Aqueles que forem incapazes de entender a plausibilidade dos argumentos da outra parte não conseguirão pensar, e muito menos atuar, politicamente.

 

É esta a postura, de diálogo, pactos, consensos e acordos sobre o futuro de Chaves, numa sociedade tão complexa e de rumo tão incerto e de fortes constrangimentos, que se espera desta candidatura do PS e que, estamos certos, terá coragem, usando a verdade, com trabalho e competência suscitar um novo porvir para Chaves.

 

 

A sociedade - e particularmente neste  momento que passamos de campanha eleitoral - não é só estruturada pelo direito e pela política, mas também pelos sentimentos e pelas convicções.

 

Esperamos, sinceramente, que esta candidatura toque no coração das pessoas.

 

A democracia configura-se desde sempre como um sistema de confiança limitada e revogável.

 

A mudança é possível e desejável.

 

Não é verdade que as pessoas tenham deixado de se interessar pela política. Vivemos numa sociedade em que se disseminou um sentimento de que todos têm competência para a política; o nosso nível de escolaridade aumentou e todos nos sentimos capazes de avaliar assuntos públicos, de maneira que toleramos pior que nos queiram retirar essa capacidade.

 

Mas devemos atentar ao que deixamos escrito acima!

 

O que cabe nas urnas são as nossas aspirações; o que vem depois - se é que não queremos converter o nosso sonho num pesadelo para os outros - é o jogo democrático que limita e frusta, não raro, os nossos desejos, mas que também os enriquece com as contribuições dos outros. Se alguém conseguisse satisfazer todas as suas aspirações não partilharia da nossa condição humana e muito muito menos da nossa condição política.

 

É com este entendimento, e enquadrado dentro deste espírito, que estamos certo que Nuno Vaz prosseguirá, que nesta hora, mais que nunca, vamos votar no PS.

 

Nas horas decisivas, é necessário estar lá. Nós estaremos, com certeza!

 

 

António de Souza e Silva

 

07
Jul17

Discursos sobre a cidade


SOUZA

 

BREVE REFLEXÃO À VOLTA DO ATO ELEITORAL QUE SE AVIZINHA

 

 

 

O poder não pertence a ninguém;

é um lugar vazio ocupado apenas provisoriamente.

 

Daniel Innerarity, «A política em tempos de indignação», Publicações D. Quixote, 2015, p. 173

 

 

 

A democracia é uma forma de organização política da sociedade na qual o conflito nunca é definitivamente reabsorvido na unidade de uma vontade comum.

 

Quem assim o não entender, terá dificuldade em entender a política e mesmo pensar em termos «políticos». Por isso, muitos cidadãos se afastam da política ou dela vociferam veementemente. Mas todos estamos «imersos» nela, não podemos passar sem ela!

 

Vivemos num tempo apelidado de aceleração do tempo, no qual, alguns anunciam já o “fim da política”; outros, face à sociedade complexa em que vivemos e a uma certa ingovernabilidade da mesma, outra coisa não apregoa(va)m que a desregulação da mesma, a capitulação do primado da política, face ao imperativo do movimento económico.

 

Daniel Innerarity enfatiza e pugna que “o nosso grande desafio [consiste] em defender as propriedades temporais da formação democrática de uma vontade política, os seus procedimentos deliberativos, de reflexão e negociação, contra o imperialismo das exigências técnico-económicas e a agitação do tempo dos meios de comunicação”.

 

Aquele autor, quando nos fala a propósito dos tempos em que vivemos, de autêntica aceleração de tudo, nomeadamente das decisões políticas, alerta-nos que “as soluções mais emancipadoras não provêm nem da desaceleração nem da fuga para a frente, mas sim do combate contra a falsa mobilidade [...] O «veste-me devagar que estou cheio de pressa» [negrito nosso] não foi formulado para defender a perda de tempo, mas sim para ganhar tempo”. Mais adiante, justifica seu propósito, quando afirma que a sua “proposta final seria, portanto, uma defesa da importância de se ganhar tempo, não através do incremento da aceleração mas sobretudo combatendo metodicamente a falsa mobilidade. A reflexão estratégica, a perspetiva para enquadrar o instante em limites temporais mais amplos ou a proteção do verdadeiramente urgente são, em última instância, procedimentos para ganhar tempo(sublinhado nosso), porquanto não se trata de não ligar nenhuma ao tempo, ou mesmo, lutar contra ele, outrossim, «utilizá-lo a nosso favor».

 

No nosso antepenúltimo Discurso sobre a Cidade, a certa altura, dizíamos “como darmos esperança e desenvolver um território praticamente deserto no meio rural, onde os seus «maiores» - poucos já, infelizmente -, que aí se encontram, se limitam a aguardar pela sua «última chamada», e uma população citadina, sem engenho e arte, descrente, e incapaz de encontrar soluções que concitam uma melhor qualidade de vida para as suas gentes (...)”.

 

E é importante trazermos aqui à colação a tragédia do passado dia 17 de junho, em Pedrógão Grande, para tornar mais ingente uma pausa, um tempo de espera, para refletirmos sobre que modelo de desenvolvimento queremos para o país: cidadãos, autarcas, instituições, empresas e governo, enfim, todos nós.

 

Porque algo está mal na forma como temos desenvolvido o nosso país até agora. A começar nas freguesias e nos concelhos!... E nada melhor como um período eleitoral.

 

Mas sabemos que o ciclo político que atravessamos não é propício para diálogos profícuos e consensos urgentes. Se bem que a função política seja, essencialmente, o uso da palavra, pois, em política, com a palavra fazem-se coisas; contudo, este não é o momento certo para se dar o devido valor às palavras adequadas. Em períodos eleitorais, infelizmente, as palavras outra coisa não são que verdadeiro ruído...

 

Afirmámos, no outro escrito, que a função da política não é a procura a verdade, mas do razoável.

 

E, mesmo o razoável, no contexto em que vivemos, obriga os políticos a porem-se à defesa, a moverem-se na ambiguidade, porque sabem que os cidadãos, infelizmente, se habituaram a orientarem-se, no campo político, com esquemas de polarização, e os media não oferecem espaço para a discussão equilibrada, porque mais seduzidos pela gestão do escândalo e da dissensão, em ordem à obtenção do lucro das suas «corporações».

 

Vale a pena aqui lembrar as palavras de D. Innerarity a este respeito:

 

Os meios de comunicação social, num momento em que os cidadãos têm tanta necessidade de informação para conseguir formar uma ideia acerca do que se está a passar e para tomar as decisões apropriadas, estão a distorcer a visão das coisas políticas de tal modo que acabam por gerar cinismo e desespero. Esses meios alimentam o desencanto e a desconfiança em vez de explicarem [salvo raríssimas exceções] a normalidade democrática [...] enquanto [estes meios de comunicação social] se apresentam a si próprios, conscientemente ou não, como lutadores heroicos que protegem o público desamparado face aos malvados políticos”. Ora, um espaço político binário é, no fundo, um espaço que se pretende despolitizado.

 

Daí que, na nossa modesta opinião, se bem que necessário, dentro desta mentalidade reinante, o espetáculo que aí vem - a campanha eleitoral -, não vai passar de um antagonismo ritualizado, elementar e previsível, transformando a política num combate em que o que está em causa não é discutir assuntos mais ou menos objetivos - estratégias para o futuro do nosso país e, em concreto, do nosso concelho, mas sim - embora apresentados propostas diferentes e significativas, com princípios e valores diferenciados -, encenar algumas diferenças necessárias para se manter ou conquistar o poder. Não nos parece estarem criadas condições para se efetuar uma verdadeira e consciente escolha. Certos procedimentos político-partidários, tão nossos, e tão nosso caraterísticos, e apegados a interesses, predem o cidadão, não lhe dando espaço de liberdade para se dar e concitar uma autêntica e genuína escolha.

 

Vai, neste sentido, o autor que vimos seguindo quando afirma que “O antagonismo dos nossos sistemas políticos funciona assim porque as controvérsias públicas têm menos de diálogo que de combate para obter o favor do público [...] A comunicação entre atores é fingida, uma mera ocasião para prestigiar aos olhos do público, o verdadeiro destinatário da sua atuação”.

 

Assim, este clima de vivência política e eleitoral, de estilo dramatizador e de denúncia, como afirma o autor que vimos citando, embora mantenha unida a fação dos apaniguados partidários em torno de um eixo elementar, contudo, dificulta, e em muito, a posterior consecução de acordos que vão para além da própria «paróquia».

 

As campanhas, desta forma, proporcionam muito poucas ou nenhumas possibilidades de diálogos construtivos, porque servem fundamentalmente para agudizar o contraste e polarizar, simplificando a escolha que vem depois.

 

Mas, temos para nós que quem se apetrecha com um único argumento da sua radical coerência terá pouco futuro na política. A verdadeira atividade política tem mais a ver com a procura de espaços de encontro, com o compromisso e com o envolvimento de outros, que pesam igual ou diferente de nós.

 

E é esta postura que, sinceramente, esperamos daqueles que se candidatam, nas próximas eleições aos órgãos autárquicos no concelho de Chaves. Principalmente daqueles que estão mais próximos do “arco” de princípios e valores políticos que perfilhamos.

 

Porque, na verdade, defendemos que “Os melhores produtos da cultura política tiveram a sua origem no acordo e no compromisso, ao passo que a imposição ou o radicalismo marginal não geraram quase nada de interessante”. Porque nós queremos um concelho e uma cidade nova, diferente, no panorama das ditas cidades médias do nosso país. E, aqui, uma vez mais, estamos com D. Innerarity quando nos lembra que “Os nossos ideais dizem algo acerca do que queremos ser, ao passo que os nossos compromissos revelam quem somos”.

 

Para não nos tornarmos longo nesta despretensiosa reflexão, partilhamos aqui, mais uma vez, o ponto de vista de Innerarity ao não alinharmos no pessimismo dominante em relação à política. Não porque não encontremos razões de crítica! Mas porque acreditamos que só um horizonte de otimismo aberto, que acredite na possibilidade do melhor, é que nos permite criticar com razão a mediocridade dos nossos sistemas políticos e de alguns dos nossos políticos.

 

Na realidade, o otimismo e a crítica são duas atitudes que se dão muito bem, ao passo que o pessimismo e o puro deita abaixo costuma preferir a companhia da melancolia, do cinismo e da pura maledicência.

 

António de Souza e Silva

 

 

06
Jul17

Ocasionais - “O quark e o pavão” - *Com “charm” de M.Gell-Man*


 

ocasionais

 

 

“O quark e o pavão”

-*Com “charm” de M.Gell-Man*

 

Unos cuantos hombres,

movidos por codicias económicas,

por soberbias personales,

por envidias más o menos privadas,

van ejecutando deliberadamente

esta faena de despedazamiento nacional,

que sin ellos y su caprichosa labor

no existiría”.

 

J. Ortega y Gasset

 

 

Sei que em grande parte dos meus textos (Pitigramas), se não mesmo em todos, o que expresso não coincide com as vulgaridades que  «uma certa porção» de leitores tem na cabeça.

 

Muitos virão aqui menos para exercitar os neurónios numa reflexão e mais para se indignarem e buscar pretexto para incendiarem o seu fervor politiconeiro.

 

Muitos pouco ou nada se ocuparam, ou ocupam, dos assundos sérios da vida pública, da República, da Democracia, da Política: os meus Post(ai)s (os de outros colaboradores do Blogue “CHAVES”) servir-lhes-ão mais para botarem sentenças, especialmente sempre e quando o que nesses Post(ai)s  se escreve não coincide com as banalidades viciadamente gravadas no seu intelecto.

 

Os meus escritos (Pitigramas) também são pugna política.

 

Conheço bem os meus alvos.

 

São os «criados de servir» promovidos , pelos seus patrões a «capatazes».

 

São pessoas com espírito de lacaio, a quem se ajusta na perfeição o ditado: «se queres conhecer um vilão põe-lhe uma aguilhada na mão»!

 

São indivíduos a quem lhes falta muito para serem pessoas.

 

São fugidios ao espírito de missão   -  dão-se melhor com o espírito santo de orelha!

 

Com os meus textos, combato o desleixo, a falta de decoro, as  rendições, as desistências e as vergonhosas cumplicidades dos que, estando no comando dos destinos da NOSSA TERRA, do Município de CHAVES, praticam!

 

A cidade, a REGIÃO estão num plano cada vez mais inclinado de despretígio, de esvaziamento, de aniquilação.

 

Os Flavienses deixam-se entreter, engrampar com umas fanfarronices caseiras, coçam-se uns aos outros, distraindo-se  da marcha que a História e o Progresso vão fazendo, em ritmo mais ou menos acelerado, e eles, Flavienses, adormecidos nesta lenga –lenga que os entretém como um osso a um cachorrinho, quando abrirem os olhos já será tarde demais!

 

Os Flavienses andam convencidos que, dançando o vira «ora agora gabas-me tu, ora agora gabo-t’eu, ora agora gabas-te, gabaste tu mais eu”!, dão a conhecer o seu território, o seu modo de vida,  e atraem a curiosidade, o interesse e a visita de gentes de outras paragens!

 

Não! Os Flavienses vivem encafuados em quatro paredes, onde a sua cultura, o seu património, a sua identidade e o seu futuro vão tristemente definhando.

 

Os Flavienses vivem numa lura, sem portas nem janelas!

 

E até as frinchas, por onde alguém de dentro ou de fora poderia espreitar, estão a ficar cada vez mais tapadas!

 

 

CHAVES precisa de restauração!

 

 

O entulho que entope o seu desenvolvimento, o seu crescimento, a sua expansão tem que ser removido para bem longe: talvez para a «coelheira de Massamá» ou para a «saibreira de Nafarros»!

 

 

Estamos em “Ano de Eleições Autárquicas”.

 

 

A campanha «silenciosa» dos desavergonhados candidatos cabeça-de-lista de Patidos ou de renegado-revanchistas com as trombas borradas com nódoas de «independentes» já anda por todo o lado   -  rotundas, cruzamentos, becos sem saída;  jornais, rádios e televisões;  e por brigadas de «café-em-café» a fazer o estardalhaço dos diabos com que viciaram e endrominaram os eleitores ao longo desta «longa madrugada» que sucedeu à «longa noite fascista»!

 

Acentuadamente durante as campanhas eleitorais o povoléu interioriza e ergue as mãos para a o céu como que a considerar os candidatos «NOSSOS PAIS do céu .. e da Terra» e a rezar-lhes «Padre-NOSSOS» em vez de erguer os punhos e gritar-lhes que estão ali a garantir tudo para os obrigar a cumprirem as suas promessas!

 

Aos eleitos em fim de mandato, com pelouros ou sem pelouros no Executivo e com assento nas Assembleias (municipal e de Freguesia), há que pedir-lhes contas!

 

Ah! Mas aos que vão andar por aí  em campanha, há que perguntar-lhes o que é que eles andaram a fazer enquanto os «governantes no governo», no Terreiro do Paço ou na Palácio do Duque, espatifavam o dinheiro, o património histórico e cultural, as «estruturas infra e supra» do Município, e desencantavam a alma dos munícipes!

 

Faz-se tarde para que os melhores flavienses, por nascimento ou por adopção, assumam o comando dos destinos da NOSSA TERRA!

 

Repare-se nesse liliputiano chefe do executivo camarário: esse falso "honnête-homme”.jamais se habituará, ou aprenderá, a falar e a fazer que faz  (pois não trabalha) de forma decente e sincera.

 

Vem de longe a sua capciosa ambição de chegar a «um lugarzinho vistoso» na política mediocrecrática!

 

Não conseguiu obter as graças e a atenção dos Flavienses.

 

Então, rastejou até apanhar um buraquito, uma oportunidade no campo lamacento da política partidária alaranjada e lá trepou, com a ajuda de outros «desgraçados» como ele, para uma cadeirita do alto da qual exemplifica a suma arrogância a que o poder seduz.

 

Tartufo-mor da classe política flaviana, de sorriso e palavreado untuosos, lá vai conseguindo ganhar a confiança de alguns labregos, de muitos palermas e de uma tantinha gente de boa-fé.

 

A pouca-vergonha que esta "caracará" tem, p. ex., perante a «m...rda» que "faz" e, ou, manda fazer e consente que se faça em OUTEIRO SECO (basta ir ao Blogue «Outeiro Seco Aqi), ou espreitar o Ribelas, chegam para denunciar este impostor e «poneyzinho-de-Tróia» dentro das muralhas do Município!

 

Pela paisagem «politiconeira» flaviense, o «Tonho» lá se vai pavoneando, levantando a crista, enquanto os «lalões» e «lalõezinhos» aduladores impudicos comparam com os deuses essa nulidade, apresentando-o, embora convencidos do contrário, como modelo perfeito de todas as virtudes!

 

Quando o vejo numa TV , com ou sem «Sinal»,  esse «pavão de triste figura» não passa de um demagogo «foleiro», a lançar palavreado pela boca fora sem saber o significado das palavras do teleponto.

 

Inútil e daninho, além de não cumprir com os propósitos programáticos, estraga, e faz pagar aos outros os destroços das suas asneiras, da sua incompetência e da sua ruindade.

 

Esse “poltrão”, disfarçado com o camuflado político, não sabe o que é um “protão” nem uma proteína, nem a diferença entre um «quark» e um quasar.

 

Não admira!

 

Os poltrões são infinitamente mais pequeninos que os potrões! Só que são infinitamente mais maléficos para a natureza humana!

 

Os poltrões, quando chegam a um cargo público……

 

”Se queres conhecer um poltrão ………………… dá um poleiro a um «pavão»!

 

Esse «Tonho Cabeleira» não passa de uma gralha com penas de pavão!

 

 

Temos que ser intransigentes com almas venenosas!

 

 

Dos outros grupelhos partidários, continuam uns «coitados»: não saem da cepa torta!

 

Os auto-proclamados «anti-fachistas», por mais que teimem em disfarçar-se com «Cê-Dê-U» não conseguem dar um passo em frente porque sem a «ditadura do proletariado» perdem o equilíbrio.

 

Os auto-proclamados «anti-comunistas» (saberão lá eles o que isso é?!), fatalmente, quer queiram quer não, embora a querer «dar nas vistas» com o «Cê-Dê-S”, fazem «boa» parelha com os anteriores auto-proclamados.

 

 

Bem vistas as coisas, pouco os distingue!

 

O grupelho comissionista do Partido que se diz ser tudo e mais alguma coisa e antes pelo contrário (não tivese ele como «patronos» um nababo, um “garrafão de Águeda”, piteiras e pedreiros) tem por maior façanha «meter na gaveta» o seu «bilhete de identidade ideolágica» depois de ter garantido poder andar a passear-se com alarde com «passaporte falso» de democratas (razão tinha quem disse: “Qualquer Ideologia corre o risco de acabar sendo o contrário daquilo que começou por ser”)!

 

Bem vistas as coisas, tanto os auto-proclamados como os seus primos direitos, por democracia só entendem a plutocracia alicerçada numa mediocrecracia.

 

Bem, tudo isto acontece porque, predominantemente a nível autárquico, está instalado o reino da oclocracia   -    e, para quem não estiver lembrado, aqui usado o conceito aristotélico de “governo dos demagogos” (e eu acrescento: dos medíocres) em nome da maioria.

 

Assim, não admira que a Democracia anunciada na madrugada de “25 de Abril” esteja cada vez mais degradada!

 

 

Vamos ter Eleições.

 

 

Os candidatos são apresentados, promovidos mais como produtos de consumo do que protadores de ideias e ideais importantes e nobres.

 

Entrar para uma Lista de candidatos a «eleições» autárquicas ou legislativas é uma «perdição» para uma enorme maioria de «tugas»!

 

Talvez  encontrem nesse desiderato a sublimação das suas frustrações e fiquem com a saborosa ilusão de que se tornam tão divinos como os faraós e reis eram admirados pela santa estupidez dos seus antepassados!

 

Ignorantes, analfabetos funcionais, imbecis quanto baste, medíocres e ranhosos, na sua maioria, esgadunham-se todos para ver o nome na listinha.

 

A vaidade é tão ridícula que chega ao ponto de «membros das Assembleias municipais» se dizerem, pomposa e babosamente, «de-pu-ta-dos-municipais»!

 

Já agora, que os membros das Assembleias de Freguesia se intitulem «deputados comun[it]ários ou autárquicos»  - é sempre uma maneira de obter o títulozinho de importância político-social!

 

«Tachos» políticos: que UNS, a maioria, querem ocupá-los.

Cargos políticos: que outros, a minoria, de excepção, com qualidade, com a intenção de ser útil à Sociedade e não de acumular riquezas, querem assumir a responsabilidade do seu  desempenho!

 

Apesar de os portugueses estarem permanentemente a arranjar e a auto-atribuir-se superlativos, cada vez que olham para o seu umbigo e não dando conta contradição e da figura ridícula que fazem   -    desde a bazófia de falarem uma das quatro ou cinco Línguas mais faladas no mundo e desfeiteá-la constantemente com estrangeirismos balofos e pindéricos; a fazerem aparecer Portugal como o país com o maior número de telélés por habitante; como o país maior consumidor da «pinga»; e - Portugal é o país da Europa com MAIS doenças mentais; com maior área de território ardida; o país com a maior diferença entre o salário médio e os mais elevados; um dos paíeses da UE com maior percentagem de abandono escolar; Portugal é dos países mais pobres da Europa; Portugal é o país que no mundo inteiro, mais deve ao FMI!    -    ainda não se libertaram da condição fatídica de «homem-massa».

 

O «homem-massa» é o homem cuja vida carece de projecto e anda à deriva.

 

O português, bem, o «tuga» é um «homem-massa», aquele que não se valoriza, não sabe ou não quer, valorizar-se realmente a si mesmo, e chafurda na treta e bazófia estardalhada, porém oca, vazia, ineficaz, e jamais exige de si próprio maior qualidade!

 

E, assim, «tugas», portugueses, e flavienses, convertidos em «pavões» «lalões», lalõezinhos» e  «poneyzinhos-de-Tróia» aparecem como exemplo acabado de «snobs», no sentido mais primitivo da palavra: indivíduos que acreditam só ter direitos e não obrigações; indivíduos sem «a nobreza que obriga e dignifica, «sine nobilitate (s. nob)!

 

Os flavienses (os portugueses, afinal!) estão moldados, doutrinados, acomodados como «multidão»   -   particularmente perante a vida política movem-se «por sentimentos primários e emoções irracionais». É tempo de se manifestarem, de se assumirem como um Povo  -  como cidadãos «conscientes da sua situação e das suas necessidades» e das suas aspirações, e de exercer o seu poder de legitimá-las.

 

Desgraçadamente, o palácio do Duque, na praça do poeta, está transformado num «Animal farm» (não gosto, lá muito, dos estrangeirismos, mas os «chicos do xiquismo» talvez ouçam melhor o que se lhes diz), que é como quem diz, num curral de su(in)Rdos.

 

E ei-los, agora, em pré-campanha eleitoral, novamente «prazenteiros e gaiteiros»,  a semear promessas, aldrabices, trampolinices, tretas e outros engodos envenenados para garantirem o trono da malvadez, da gosmice, da falcatrua, da vingançazinha covardezita, e da lambuzice.

 

Até me parece já estar a vê-los e ouvi-los nas festas de apresentação de candidatos; nas «conferências de imprensa», nas Rádios e nas «Têvês» regionais; nos comícios e nos «comunicados aos estimados flavienses» a copiar e a imitar a jura do javali que matou Adónis:

 

 

- Flavienses, “Por CHAVES, sempre!”; connosco “Confiança, Trabalho e Determinação”; “Todos por CHAVES, sempre”!

 

Faltámos à  VERDADE, e faltou-nos COMPETÊNCIA!

 

Mas toda a porcaria que fizemos, todas as desgraças que trouxemos à NOSSA TERRA, todos os prejuízos que vos causámos, todas as vergonhas pelas quais vos temos vindo a fazer passar, pelo apoucamento dos vossos valores históricos, patrimoniais, tradicionais e culturais que temos vindo a aumentar dia a dia, tudo isso «não foi com a intenção de causar dano » a ninguêm, pois o nosso propósito «era acariciar-vos», conceder-vos, cá do alto da nossa grandeza político-partidária, a graça de nos terdes por vossos chefes!

 

Já sabeis o que o “TODOS por CHAVES, sempre!” significa: garantimos-βos que seremos SEMPRE «iguaizinhos a nós próprios», se é que bem nos entendeis! -

 

Que contraste entre o proveito que esses, anteriores e outros oportunistas autarcas medíocres  têm recebido da situação/condição política, sustida pelos eleitores e sustentada pelos cidadãos, e a gratidão que (não) lhe dedicam!

 

Ao pretendente, e pretensioso, político que falte cultura e consciência históricas faltará a capacidade e a competência para ser um ministro, um deputado, um autarca, um Presidente de Câmara de corpo inteiro.

 

O bando de oportunistas e falsos patriotas, apoiado por uma multidão de medíocres e idiotas, tomou conta da nossa democracia, conduzindo os Portugueses à perda da sua identidade nacional-cultural.

 

Os nosso governantes têm mais em comum com os interesses capitalistas e financeiros do que com os verdadeiros interesses nacionais.

 

E o painel de autarcas, bem escolhidinhos e melhor apoiados pelos comissários-comissionistas centrais dos Partidos políticos, constitui um rico conjunto de portões de papelão para a entrada da barbárie rapinante!

 

As eleições que ora se avizinham são, uma vez mais, um festival de pimbalhada politiconeira, com uma multidão de «bimbos» a subirem ao «palque» e de rebanhos de servos e servis a aplaudir.

 

Os flavienses (os portugueses) vivem num regime (quase) democrático. Porém, ainda não constituíram nem desenvolveram dentro de si uma consciência política   -   proveito dos demagogos!

 

Os flavienses (os portugueses) fazem pouco uso da razão.

 

Ou antes, aproveitam-na mais para defender e justificar as suas crenças e os seus actos e menos para procurar a verdade.

 

Politicamente, os flavienses (os portugueses) desleixam o conhecimento  e a informação políticas: perdem-se a tomar banho nos charcos lamacentos de «opiniões de café ou de Arrabalde»; nos charcos de tretas e lérias, de cabeleireiro; e no charco dos programas televisivos «de maior audiência»!

 

Os flavienses (os portugueses) não estão interessados na defesa da sua “CIDADE”!

 

Treta!

 

O seu comportamento, durante o intervalo entre Eleições, na avaliação do exercício do mandato dos eleitos, na avaliação dos programas eleitorais e na hora de votar, demonstra viverem, politicamente, apenas interessados no regozijo e bem-aventurança da sua tribo política.

 

E, assim, o seu voto maioritário continua a dar maus resultados: repetem o erro!

 

Nem dão conta! Mas não passsam por ficar aquém de palavras ainda não muito distantes: -“O homem não é menos escravo por ser autorizado a escolher um novo dono ao fim de alguns anos»!

 

A palavra escrita continua a não ter nenhum efeito sobre a Sociedade, sabêmo-lo.

 

As banalidades oratórias têm melhor aceitação.

 

E, também, as mudanças mentais não se conseguem pelo mero entendimento da própria história.

 

A cultura de massas está confinada ao incentivo da aversão, e até do ódio, aos melhores, aos mais competentes.

 

 

A demagogia e os demagogos têm aproveitado bem para o suceso da mediocridade!

 

Tão longe da verdade dos nossos dias  andava Aristóteles quando identificava a ética com a política, escrevendo:

 

- “O melhor homem é o político porque trabalha para o bem de TODOS”!

 

Mozelos, trinta de Junho de 2017

Luís Henrique Fernandes

25
Mai17

Ocasionais


ocasionais

 

“Triste sina!”

 

Até parece

que só com tragédias se purificam

 os sentimentos das Gentes!

 

 

 

Vou praticar a «picardia» de aplaudir um «pecado«, confessado e declarado no Blogue “CHAVES – um olhar sobre a cidade”, a que a autora trata por «meu amor», em vinte e um de Maio de dois mil e dezassete:

 

 - Perante um texto destes não aparecem por aqui nem «Lalõezinhos», nem «boys cor-de-rosa», nem esquerdalhos, nem direitalhos. Isto é, os que em tempo de campanha eleitoral afivelam estúpidos sorrisos e se passeiam pelas ruas com ares de semi-deuses; os que transbordam genica a erguer painéis com a fronha dos seus caciques; os que atoardam o sossego das ruas com ridículos vozeirões «altifalantados», com um ar de campeonato a ver qual o que mais besuntada lambidela dá aos botins do nabiço do seu «querido líder»; os que nem sequer sabem porque são do «seu» Partido, mas o defendem com mais cega ciumeira só para  aproveitar o pretexto de se afirmarem.

 

Apesar da valentia das suas convicções políticas (sem, até, saberem o que isto é!), lêem este Post(al), ficam cheios de comichão, juntam-se, e , em rebanho, cada qual se mostra aos outros o mais indignado e o mais corajoso a combater o descaramento das  verdades deste Post(al) e deste Blogue, e correm, rafeiramente curvadinhos, a alcovitar ao chefezinho do «seu  Partido» (laranja, cor-de-rosa, cor-de-burro-a fugir, ou cor-de-zebra-parada)  a «cabala» deste (ou de qualquer outro) Blogue!

 

Mas encarar as realidades da CIDADE, meter na linha os enviezados estrategas do seu Partido sempre que dão primazia às golpadas em detrimento do benefício da Comunidade …”Qu’éto!” -   que no aproveitar é que está o ganho!

 

Até parece que estes edis de CHAVES  e as dinastias de governantes lisVoetas têm por objectivo fazer o caminho do Futuro regressando a um Passado miserável e indesejável de escassez de recursos para a Saúde, o Ensino, a Ciência, a Cultura, da Justiça, e a privação da Liberdade!

 

Nos Anos Sessenta atiraram que a geração desse tempo era uma «geração perdida».

 

Triste sina!

 

Grande parte dessa geração, particularmente aqueles que resmungaram contra a situação das coisas, aproveitou a «abrilada», mas foi, para se transformar naquilo que denegava.

 

Depois, para se perpetuarem, pariram a  multidão de enfezados «jotinhas» polliticastras, e arregimentaram «pavões», «lalões«, «morrões da couve», carunchosos «’straga a tábua’”, contrabandistas da mentira e da vigarice, gente canalha vocacionada para a traição.

 

Digo com Silva Gaio: - Os mal intencionados têm, nesta Democracia «abananada», largas ensanchas para poderem cometer as patifarias que Governos e governinhos pútridos, corruptos, lhes consente e lhos ajuda.

 

Na nossa História Nunca a Política se confundiu tanto com a Hipocrisia como nas últimas décadas!

 

Dizem que nas prisões funcionam escolas de comportamento criminoso. Nós dizemos que a admissão nas classes partidárias «Jotas» é uma oportunidade para a aprendizagem clandestina de comportamentos patrioticamente criminosos.

 

Os “poderosos” – aqueles que hoje detêm o Poder – parece não terem memória. Correm o risco de repetir a História.

 

Não conhecem, ou fazem que não conhecem o Povo Português. E julgam-no adormecido.

 

Porém….”a consciência dos povos adormecidos não desperta senão com actos de violência”!.....

 

M., vinte e três de Maio de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

 

14
Jan16

Realidades com alguns sonhos à mistura...


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Finalmente as democracias começam a dar alguns sinais de mudança e tudo, graças à insatisfação das pessoas que vivem à margem da política partidária e dos grandes partidos que têm detido o poder, mas também graças a uma série de fatores, entre os quais a facilidade de uma comunicação independente que hoje a internet nos permite, à margem e a desacreditar a comunicação controlada, quer pelo poder económico e financeiro, quer pelo poder político que têm andado sempre de mão dada. Uma série de fatores, que conjugados, levam a que as democracias atuais tenham os anos contados, e ainda bem, pois acredito que essa nova democracia irá ser muito mais justa mas também mais exigente, principalmente ao nível participativo dos cidadãos e dos movimentos de cidadãos organizados extra partidos políticos. Mas, acredito também, que essa pretendida democracia ainda vai demorar uns bons anos a conseguir vingar.

 

1600-(45219)

 

Tudo por culpa dos partidos, dos que vão alternado no poder. Sei que os partidos e seus militantes dizem que a democracia não se pode fazer sem partidos, e concordo plenamente, mas não com os atuais, ou com os que têm existido até aqui, que em vez de serem os principais atores da democracia, da justiça e da liberdade não passam de seitas ou famílias a defender os seus interesses. Enquanto os políticos que detêm o poder e os cargos do poder não forem condenados pelos seus pecados, alguns descarados, nunca atingiremos esse desejado estado de graça.

Tudo isto pelas imagens que hoje vos deixo com testemunhos do império do b€tão em que não houve o mínimo respeito pela história, pelos monumentos, pela LEI, pela vida social da cidade e pelos cidadãos, sem que ninguém fosse culpabilizado ou condenado por isso, antes pelo contrário…

 

 

 

30
Dez15

Ocasionais - A Cor Verde da Utopia


ocasionais

 

“A COR VERDE da UTOPIA”!

 

“Por mais egoísta que se possa imaginar o

homem, existem evidentemente na sua natureza

alguns princípios que o fazem interessar-se pela

sorte dos outros, e fazem com que a felicidade

destes se torne uma necessidade, ainda que não

derive dela nada mais do que o prazer de

contemplá-la”! - Adam Smith

 

 

Como é colorida a vida política dos Portugueses!

 

No Parlamento… e nas Televisões, os «pu – lí – ti - cos» desunham-se todos para ver qual deles é o mais prolixo em frases altissonantes de ridículas graçolas!

 

O “Zé Pagode” ri, acha graça, aplaude, regozija-se por poder dizer-se «amigo» (que é como quem diz, pertence ao «clube» do engraçadinho) de tal ou tal «campİão».

 

Lorpa, o “Zé Pagode” continua sem dar conta de que o «seu» Partido actua sempre no benefício dos seus dirigentes (e compinchas destes), e nunca no do interesse nacional!

 

Em Portugal, a política é, na realidade, um monopólio de um grémio de usurpadores, cretinos e tiranos.

 

A Democracia Portuguesa é uma ficção.

 

A Cidadania não passa de treta.

 

A igualdade de direitos está substituída pelas relações clientelares.

 

Na realidade, não há cidadãos: há súbditos e clientes da classe política.

 

Em Portugal, veja-se o recente caso do “BANIF”!

 

E nem vale a pena citar outros   -   o poder não está sujeito à Lei!

 

E a corrupção é a «primeira-dama» da política portuguesa!

 

O sonho do 25 de Abril   - a Democracia   -   foi-se transformando em pesadelo   -   em Partidocracia!

 

A aparição de um populista pantomineiro, um tal «sr. Sousa», como candidato à Presidência da República, é sintoma alarmante da renúncia que os Portugueses estão a fazer à sua condição de cidadãos!

 

E nem admira que outros «cromos» semelhantes lhe sigam o exemplo, com ou sem «Tino»!

 

Estamos num País, Portugal, em que nem sequer na enfermidade e na morte todos somos iguais   -   veja-se o caso recente do H. de S. José, em Lisboa, por falta de equipa médica!

 

Estamos num País em que a vida está pela hora da morte!

 

Para os trastes dos governantes «direitolas», que, apesar das chapadas com que foram corridos, teimam na desfaçatez, na sem-vergonha e na cretinice   -   os «mercados», para eles, foram sempre mais importantes que as pessoas; o rendimento do capital, mais importante que a saúde e a vida dos cidadãos!

 

Estamos num País, Portugal, onde pouco falta para que nele os Portugueses sejam «exilados»!

 

Nesta democracia   -   a «tal» “jovem Democracia Portuguesa”!   -   chegou-se ao ponto de se olhar para os Partidos políticos como clãs de mafiosos: a corrupção não é castigada; a justiça é denegada; aos trabalhadores são-lhes impostos contratos leoninos; aos idosos diz-se-lhes que estão a mais!

 

Não há, já, muito para dizer.

 

Mas há ainda muito por fazer!

 

M., 23 de Dezembro de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

 

14
Dez15

Quem conta um ponto...


avatar-1ponto

 

269 - Pérolas e diamantes: o estrondo

 

Vaidoso, vulgar, manipulador, demagogo, narcisista, cínico, estatista, burocrata, maníaco, altivo, autocrata, despótico, carismático, egocêntrico, justiceiro, pseudo-iluminado, bimbo, banal, curto, limitado, paroquial, parolo, prepotente, medroso, sem brilho, sem dimensão, arrivista, reacionário, obtuso, confuso, cego, surdo, esquálido, interesseiro, inepto, simplista, oportunista, populista, mediano, salazarzinho de subúrbio, imitação barata, vingativo, tosco, arrogante, um bom hipócrita, pequeno, piroso, pusilânime.

 

Desta forma lisonjeira foi Cavaco Silva caraterizado pelo extinto jornal Independente, dirigido então pelo “irrevogável” Paulo Portas e pelo menino do laço, Miguel Esteves Cardoso.

 

Os autores da compilação são os jornalistas Filipe Santos Costa e Liliana Valente, autores do livro O Independente – A Máquina de Triturar Políticos.

 

Desafio os leitores mais ousados a tentarem riscar um único desses atributos imputados ao senhor presidente Aníbal sem que lhes não pese a consciência por estarem a faltar à verdade.

 

De uma coisa temos a certeza, é que tanto Cavaco Silva como Pedro Passos Coelho, bem assim como o inexprimível Paulo Portas, sempre acreditaram que a governação de um país tem de ser de indiferença face ao empobrecimento generalizado dos portugueses, com a ideia peregrina de que o empobrecimento é moralmente bom pois não só purifica como regenera.

 

No fundo, para eles a pobreza é uma virtude… nos outros. O Estado, qual demónio incandescente, tudo o que toca torna impuro. No fundo sentem que a troika, que eles ajudaram a entrar no país, é uma espécie de castigo divino para redimir os portugueses.

 

Contas feitas, o senhor Passos e o inefável Portas, retiraram a centenas de milhares de portugueses cerca de 25% do poder de compra, gente que está longe de poder ser apelidada de remediada. E nem uma palavra de consolo conseguiu transmitir-lhes.

 

Para eles, o desemprego é apenas uma abstração numérica, uma estatística, uma infelicidade, enfim: o destino.

 

Claro que os tempos são duros e o espaço de manobra acanhado, mas, santo Deus, o entusiasmo verbal com que anunciavam a aplicação das medidas mais gravosas era quase obsceno.

 

O Governo anterior caiu com enorme estrondo porque a maioria dos portugueses percebeu que o discurso fleumático de PPC e PP esteve sempre prisioneiro de meia dúzia de generalidades e vacuidades sobre o país, o seu tecido económico e social, cativo de outra meia dúzia de ilusões, refém de convicções pífias sobre receitas económicas e colado a lugares-comuns sobre a necessidade dos sacrifícios.

 

Estou em crer que não sugeriram a flagelação, o látego e o cilício por considerarem que ainda não se encontravam reunidas as condições para a purificação dos portugueses ser aceite sem alguma revolta. Mas vontade não lhes faltou.

 

A sua estratégia assentou sempre no medo, pois sabem que ele é eficaz como garante da passividade. Depois de interiorizado, o medo conduz à ideia da sua inevitabilidade. Mas o medo é também uma arma de dois gumes, quando termina ou enfraquece, potencia a vingança.

 

Manuel António Pina sempre esteve convicto de que um bom verso tem certamente mais hipóteses de durar do que um primeiro-ministro, ou um presidente. Escreveu numa das suas crónicas que “daqui a 50 ou 100 anos, o mais que algum rato de Universidade provavelmente conseguirá dizer sobre Cavaco Silva depois de ter vasculhado em todos os arquivos, é que foi um primeiro-ministro do tempo de Eugénio de Andrade”. Sobre a sua presidência, estou certo de que nem em nota de rodapé algo será encontrado.

 

No fundo, são eles os responsáveis pelo triunfo da mediocridade e da vulgaridade. Os sonhos de liberdade, de justiça e paz estão hoje reduzidos ao tamanho de um cartão de crédito nas mãos dos empresários de sucesso.

 

Os nossos políticos e governantes são como os chefes de uma repartição do Estado. No fundo limitam-se a executar as decisões tomadas por outros.

 

O corretor da Bolsa de Londres, Alessio Rastani, definiu bem o seu sonho de lobo em relação aos cordeiros que somos todos nós: “O nosso trabalho é ganhar dinheiro com a crise. Todas as noites sonho com mais uma recessão”.

 

Faço votos para que o programa do atual governo não seja mais um exercício de ficção. Não quero que o sonho de Alessio Rastani se transforme outra vez no nosso pesadelo.

 

João Madureira

 

 

30
Out15

Discursos sobre a cidade - Por António de Souza e Silva


SOUZA

 

CAIU O TABU DAS ESQUERDAS, QUEBROU-SE O FEITIÇO DAS DIREITAS

 

No nosso último «Discurso sobre a cidade», em vésperas do ato eleitoral para a nova Assembleia da República e, consequentemente, novo governo, escrevíamos: “Tal como no final do célebre poema de José Régio - Cântico Negro - direi, no próximo dia 4 de outubro, apenas «sei que não vou por aí!» Porque o que se passar a nível nacional, óbvia e naturalmente, terá repercussões neste rincão flaviense a que pertencemos de coração!...”.

 

Minhas derradeiras palavras, bem assim o texto que as antecedia, iam no sentido da rejeição da continuação de um modelo de sociedade de base neoliberal, doutrina que, já na década 80 do século passado, não suscitou a simpatia maciça dos cidadãos, quer nos Estados Unidos da América, quer em Inglaterra, com Ronald Reagan e Margaret Tatcher, e que teve então, como hoje em dia com mais intensidade, brutais consequências sociais: agravamento das desigualdades, aumento do desemprego, desindustrialização, degradação dos serviços públicos, deterioração dos equipamentos coletivos, etc..

 

Pese embora aquelas propostas monetaristas, todos estes problemas não foram (ou sequer são) automaticamente resolvidos pela mão invisível do mercado e pelo crescimento macroeconómico.

 

Em suma, era urgente que a vitória do pensamento único, da pretensão universal de interesses de um conjunto de forças económicas, em particular as do capital financeiro internacional, com a militância ativa de certos políticos de pacotilha, parassem de nos asfixiar e nos reduzir, com o auxílio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), em particular da televisão e da internet, a simples, meros espetadores, a simples e meros objetos ou pura mercadoria!

 

E, entretanto, na Europa, que queríamos desenvolvida e solidária, e em quem acreditávamos, e com tanto orgulho teimávamos construir, pela cabeça da brilhante intelligentsia tecnocrática, era tudo levado no furacão e pendor neoliberal, resvalando na estagnação e no não crescimento e, depois, ficando sem qualquer projeto.

 

Sem projeto e cedendo, em toda a linha, ao capital financeiro internacional, ficando os cidadãos europeus despojados dos indispensáveis pontos de referência culturais e, consequentemente, desidentificados.

 

Daí ao aparecimento não só de uma crise económica, como, ainda mais grave, a pior das condições mentais - sem horizontes de referência para o futuro.

 

Votámos na esperança de, com o nosso voto, podermos contribuir para alterar este estado de coisas. Cientes do grão de areia que representamos, mas confiantes que a ampulheta do tempo chegará.

 

Mas sabemos que não é tarefa fácil!...

 

O futuro, hoje em dia, com a crise económica, apresenta-se incerto. E, tal como Edgar Morin afirma, estamos numa época em que as certezas se desmoronam, porquanto o mundo encontra-se numa das grandes bifurcações históricas, ainda não identificadas, e não sabemos ainda como, quando e para onde vamos.

 

Daí não admira que a presente hora seja de questionar certezas, rever práticas, compreender os novos parâmetros do tempo presente.

 

Se as sociedades europeias continuam a navegar sem objetivo bem definido e sem uma nítida representação do seu devir, urje, pois, - porque não se pode dispensar - uma reflexão a longo prazo e em profundidade, com novas práticas de encarar os problemas da economia e da sociedade.

 

Como cidadãos, devemos estar mais conscientes do mundo que nos rodeia. E nós, portugueses, de todo ainda não estamos!

 

Por isso, não nos espanta os resultados eleitorais.

 

Em primeiro lugar, o grau de abstenção, que poucos falam. Se a nova emigração de portugueses tem uma quota-parte de responsabilidade nela, por outro lado, os partidos tradicionais do arco do poder, ao não darem nova esperança e novo alento aos cidadãos, outra alternativa não lhes deram que não o desinteresse.

 

E também não espanta o resultado do Partido Socialista e a subida exponencial do Bloco de Esquerda. As políticas neoliberais que o centrão levou a cabo nos últimos anos afastou o eleitorado que queria uma sociedade mais justa e solidária ou para a abstenção ou, os mais resistentes e contestatários, para o Bloco.

 

Naturalmente que o «caso Sócrates», independentemente dos factos judiciários, mas com contornos de vendeta de certo poder judicial, foi aproveitado até ao limite, numa lógica não só mercantil da notícia bem assim de ajuda prática e militante à coligação no poder. No nosso entendimento, a vitória da coligação tem de ser vista (também) por este prisma.

 

Se bem que tenha sido crítico - e tenha escrito - quanto à forma, como António Costa subiu a Secretário-geral do Partido Socialista (PS), “porquanto não há razão alguma para que as razões de estado partidário se sobreponham à ética e aos princípios”, havemos de concordar que António Costa, ao preferir um acordo ou coligação às esquerdas do que juntar-se com as direitas, andou bem.

 

Nunca se deveria encarar uma eleição, qualquer que ela seja, como uma guerra - com vencedores e vencidos - mas o culminar de um profundo debate e reflexão da sociedade em que pomos a escrutínio as melhores opções para o país.

 

Lucidamente, António Costa, no dia das eleições, com os resultados apurados, foi claro, apresentando o quadro e as opções mais consentâneas com a lição que o eleitorado tinha dado ao PS.

 

Com estas eleições, quebrou-se o feitiço, vindo abaixo o tabu de as esquerdas jamais se entenderem, porquanto esse entendimento era simplesmente apanágio das direitas.

 

A construção de um país, hoje em dia, já não é compaginável com heróis ou políticos providenciais: é feita com líderes que tenham a humildade, a inteligência e a lucidez de que só com a participação ativa, livre e profícua de todos os cidadãos é que se encontrará a melhor visão para uma sociedade e um país. Quanto à visão da coligação das direitas, em quatro anos, ficámos confessados.

 

E que dizer da postura de Cavaco Silva que, muito embora indigitando legitimamente, dentro da dita tradição, Passos Coelho, no discurso da sua nomeação mostrou, de uma forma preocupante, uma postura faciosa, de seita, muito pouco isenta e pouco própria, já para não dizer, nada democrática, para aquilo que deve ser e se deve esperar de um cidadão que é Presidente da República?...

 

António Costa, pelo contrário, esteve bem quando, lendo e interpretando os sinais do eleitorado, chamou à mesa do diálogo todos aqueles que as direitas consideram como cidadãos de segunda, pouco dignos.

 

Sabemos que os projetos das esquerdas são muito diferentes uns dos outros. Que vão até ao ponto de porem em questão Tratados e compromissos que o país assumiu com outros países parceiros. Entendemos que, embora a nossa honorabilidade como país deva ir no sentido do seu respeito, contudo, jamais os devemos encarar como leis divinas e imutáveis, que não o são.

 

E tudo isto quando sabemos que a Europa, no seu todo, não vai bem e muitas das suas regras são contestadas por outros parceiros. Nada pode ser tido como definitivo e adquirido. Tudo se vai construindo...

 

Somos contra o unanimismo e o consenso único. Aqui estamos com Zygmunt Bauman quando afirma que “o único consenso que tem alguma possibilidade de êxito é o reconhecimento da heterogeneidade dos desacordos”. A pretensão de se querer que em política se obtenha um consenso geral que supere as distinções ideológicas e sistémicas, como diz Daniel Innerarity, já não é sustentável em sociedades abertas, complexas, heterodoxas, multiculturais, policontextuais, mas com forças centrípetas poderosas e homogeneizadoras, que não se articulam de maneira centralista ou hierárquica.

 

Esperamos, sinceramente, que a quebra do tabu quanto ao entendimento das esquerdas vá ao cerne daquilo que nos deve manter como povo. Com justiça, equidade e solidariedade, a todos os níveis. E cada um mantendo, saudavelmente, as suas diferenças e sairmos desta nova situação com uma certeza: da política não se deve esperar nem a solução definitiva de todos os problemas nem a salvação das nossas almas, mas qualquer coisa muito mais modesta, embora não menos decisiva do que o que proporcionam outras profissões e profissionais muito honrados. Assumindo a constatação da diversidade; o reconhecimento da diferença; a assunção do conflito como elemento consubstancial a qualquer comunidade ou sociedade e que só pela constatação dessa diversidade, diferença e conflito é que um diálogo sério e profícuo pode ser assumido; trabalhando como interpares, sem resquício de qualquer imperialismo ou subserviência.

 

Apesar da política e os políticos nunca terem estado tão limitados na sua margem de atuação, temos de reconhecer que a necessidade da sua atuação nunca foi tão decisiva como hoje.

 

Enfim, um trabalho e um combate que tem de ser feito com o empenhamento dos mais competentes, honestos e justos e que saibam dar corpo e alma, num sentido querido pelo povo e, tanto quanto possível, o mais partilhado por todos.

 

Se hoje patenteamos e assistimos, infelizmente, a uma globalização elitista, em cujos processos as condições materiais de existência são crescentemente apropriadas pelos novos cidadãos do mundo, urje lutar politicamente por uma globalização inclusiva, em que desenvolvimento passe a significar mais qualidade de vida, maior partilha do bolo de bens e riquezas, que os agentes privilegiados do sistema do mercado se negam a socializar, em vez de uma acumulação de capital predominantemente privada, conquistado à custa da descartabilidade do ser humano-cidadão.

 

O 25 de Abril trouxe-nos a Liberdade e a Democracia. Que aqueles que mais por ela lutaram sejam agora dignos de fazer a inversa navegação por um mar tão encapelado como aquele em que estamos e com os escolhos que nos esperam!

 

Num momento tão grave e difícil para todos nós portugueses, que Chaves me perdoe se hoje não falo dela. Porventura o nosso futuro também como cidade e município não dependerá deste momento?

 

António de Souza e Silva

 

 

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