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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

04
Fev19

De regresso à cidade...

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Hoje, para variar um pouco, fazemos o regresso pela ponte nova. Eu sei que o nome dela é Barbosa Carmona, mas nós por cá sempre lhe chamámos e vamos continuando a chamar ponte nova, embora agora cause alguma confusão, sobretudo aos mais novos, e com alguma razão, pois depois desta, Chaves já viu construir mais três pontes. Seja como for, é ponte e é por ela que hoje fazemos o regresso à cidade, ainda de noite. Deu-nos para madrugar…

 

Uma boa semana para todos.  

 

29
Jan18

De regresso à cidade

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Hoje fazemos o regresso à cidade pela Ponte Nova, embora na placa que está colocada nas entradas da ponte ateste que é Ponte Barbosa Carmona, o que já vai sendo habitual em Chaves, ou seja, o topónimo escrito na placa lá do sítio é um, mas nós tratamos o lugar pela alcunha, tal como se passa com o Largo das Freiras, o Jardim do Bacalhau, o Largo do Anjo e o Largo dos Pasmados, entre outros. E já que é assim, e o povo quer, assim seja! Que o povo tem sempre razão.

 

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E regressamos à cidade com duas noturnas. Não por regressarmos à cidade de noite, às vezes lá calha, mas agora já o fazemos de dia (a grande maioria).  Para ser sincero, as fotos até foram feitas ontem no regresso a casa, mas isso até pouco interessa, pois o que vale mesmo são as imagens da nossa ponte, do nosso rio, do nosso jardim e de um a rua com carros para lá e pra cá que o tempo de exposição da foto só permitiu captar as luzes e os seus trajetos.

 

Um boa semana!

 

03
Out17

Cidade de Chaves - Dois olhares

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Dois olhares sobre a cidade, um a p&b, outro a cores, dois momentos e dois ícones, ambos obras de arte com o nosso granito como elemento estrutural e duradoiro, um já com alguns séculos outro a caminho do seu primeiro século, mas os dois de vital importância para a cidade de Chaves.

 

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As referências são da nossa Torre de Menagem, que embora obsoleta para os fins que foi construída, ganhou a sua importância turística e um museu militar. A outra referência é para a Ponte Nova, que ficou assim conhecida por ser uma fedelha comparada com os dois mil anos da nossa preciosa Ponte Romana, durante anos a única alternativa a esta, mas que hoje tem concorrente com uma nova ponte para o trânsito automóvel, e que adotou o nome de Ponte de S.Roque.

 

 

26
Abr12

Uma imagem

 

E passado que está mais um 25 de Abril que deveria ser de festa mas que, pelo menos em Chaves, não aconteceu e mais parecia um daqueles domingos deprimentes em que ninguém sai à rua, voltamos em imagem à nossa cidade e àquilo que vamos tendo de melhor, a um local, este sim, que se quer calmo e saudável.

 

Já seguir vem aí o "Homem sem memória" de João Madureira.

06
Abr12

Chaves das Varandas e Pontes

Já não é a gente que povoa as varandas a ver quem passa. A vida, que às vezes há por lá, agora é outra, indiferente a quem passa se não for uma ameaça.

 

Ainda com vida vai correndo o nosso Tâmega, agora passeado ao longo das suas margens, cruzado por pontes novas e velhas, poldras e pontões, continua a mostrar o ar da sua graça que esperamos continuar a ter, pois ele também faz parte da alma flaviense e vamos querer que continue a fazer, mas também ele continua ameaçado e continuará, se não houver um pouco mais de respeito por ele…

 

 

E por agora é tudo. Hoje não há “Discursos Sobre a Cidade” mas quem sabe se não teremos ainda por aqui folares, que hoje, os mais católicos, lá terão de o saborear sem carne.

 

 

10
Mai10

Chaves de Ontem e de Hoje - Desvio do Rivelas

Hoje fica uma imagem bem curiosa com o Rivelas no seu desaguar original e que por motivos de captação das águas termais foi decidido em 1949 desviar o seu desaguar no Tâmega, mas só após ultrapassados os medos da origem do aquecimento das águas termais não se deverem a um hipotético vulcão adormecido por estas terras. A hipótese do Vulcão só com a tese “As Caldas de Chaves” do Dr. Mário Carneiro é que foi desmontada com os pareceres de vários geólogos que explicaram o aquecimento das águas.


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O Dr. Mário Carneiro no livro « A Magia de Aquae Flaviae» e baseado no estudo de vários geólogos afirma que “as Águas das Caldas são águas provenientes de lagos e rios, da neve e da chuva, que vão penetrando através de fendas  da crosta terrestre até um ponto a mais de 2000 metros de profundidade em que atingem altas temperaturas e voltam à superfície enriquecidas pelos elementos que vão associando na sua travessia das rochas de fractura geológica por onde passam, o que se admite demorar largos anos”. Continua o Dr. Mário Carneiro a referir no mesmo livro que “no caso especial das Caldas de Chaves e baseando-nos nos estudos feitos por Choffat e Rego Lima a emergência  da Água das Caldas provinha de um filão de xisto, que Correia de Lima admitia estar a uma profundidade apenas de três metros, escondido por depósitos de aluvião. Choffat afirmava ser possível esta hipótese embora a fenda por onde passa a água atravesse o granito em profundidade devendo a sua alta termalidade em relação com a grande profundidade de que provém”. E continua o Dr. Mário Carneiro “ Bastava mudar de leito o ribeiro Rivelas e procurar em plena rocha a saída da água” e assim aconteceu por decisão do Estado em 1949, mas penso que só alguns anos mais tarde  que o Rivelas seria desviado, pois a julgar pela foto antiga já existia a Ponte nova ou Ponte Barbosa Carmona com algum uso e, esta ponte foi inaugurada em 1950 tal como o antigo balneário que também aparece na foto e que foi inaugurado nesse mesmo ano de 1950.


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Atualmente o Rivelas passa em túnel construído por baixo da rotunda da Praça do Brasil que só alguns anos após a inauguração da ponte Barbosa Carmona é que foi construída com a construção das Avenidas Novas que ligam a rotunda ao Santo Amaro e ao Castelo e só aí é que o desvio do Rivelas teria sido feito.

 

São apenas alguns preciosismos para se entender o quando e o porquê do Rivelas ter sido desviado e ter também deixado a Ponte seca que ainda hoje existe junto à atual buvete.

 

 

 


15
Set09

Os Olhares de Manuel Ferreira sobre Chaves

Foto de Manuel Ferreira

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E hoje vamos novamente até outros olhares lançados sobre a cidade e registados em fotografia.

 

Como sempre a água e os rios são pontos de atracção. Talvez por instinto ou pura atracção, também em Chaves, se o descobrem, também não se resiste ao Tâmega, e disse -  se o descobrem -  porque por cá, o turista continua a andar por conta própria em verdadeiras aventuras de descobrir o que vai havendo de interessante. O que nos vai valendo, é a cidade ser pequena e alguma coisa vão descobrindo. Pelo turismo e pelos turistas que visitam Chaves, continua-se sem nada fazer, e quanto às novas tácticas turísticas que se poderiam sonhar com a abolição da Comissão Regional de Turismo, parecem ter ficado no papel (se é que foram escritas), pois ao que parece, apenas mudaram de instalações e de nome. Por Chaves tudo continua igual e parece que os responsáveis ainda não se aperceberam que a melhor (e também a pior) publicidade que se pode fazer cá da terrinha, é mesmo a que os turistas que nos visitam levam consigo para as suas terras. Contudo, acredito que mesmo assim partam satisfeitos com o pouco que vão descobrindo por conta própria, se calha sem comer um pastel de Chaves ou sem saber que por Vilar de Nantes se faz (ou fazia) peças de “loiça” preta artesanalmente, sem saber que também temos bom vinho ou água quente e termas, sem tirar o proveito e o sabor da fama do Presunto de Chaves (que ninguém sabe onde pára). Mas enfim, alguns, até conseguem por entre muralhas de betão descobrir o Castelo e lá sobem por ele acima iludidos que lá do alto poderão ver toda a cidade, mas para compensar a desilusão, sempre se inclui no bilhete uma visita ao museu das pedras e ao de arte sacra, este último, outra ilusão e,  se houvesse um pingo de vergonha ou de responsabilidade de que a deveria ter, nem sequer abriria as portas, pois em qualquer das nossas casas, se calha, há mais arte sacra do que naquele museu. Se duvidarem daquilo que digo, nem há como visitar o dito cujo…

 

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Foto de Manuel Ferreira

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Mas enfim, vai-nos valendo o rio, a Top Model, as travessias, mas convém não passar além do Ribelas, pois senão, lá se vai o encanto. Faz-me lembrar as tinturarias de Fez, na fotografia ficam lindíssimas, mas in loco, fogem-se delas a 7 pés…

 

Desculpas ao nosso convidado de hoje, Manuel Ferreira, é este o seu nome, que também passou por Chaves e se encantou com o nosso rio, a nossa Top Model e a Ponte Nova, que olhada com a atenção devida, é uma bela obra de arte da qual também nos podemos orgulhar. Vá lá, que em pontes e travessias ninguém se pode considerar desiludido, onde até há lugar para belíssimos exemplares de puro luxo.

 

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Foto de Manuel Ferreira

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Manuel Ferreira, como sempre, descobri-o no Flickr, é Engenheiro, natural da Maia, passou por Chaves e fez estes três belos registos que constam na sua galeria de fotografias que poderá ver aqui:

 

http://www.flickr.com/people/nabos/

 

E como hoje a prosa já vai longa, fico-me por aqui, com um pedido de desculpas ao nosso convidado por, eu, debitar por aqui alguns lamentos, mas tal como em minha casa gosto de receber bem os meus convidados e lhes dou toda a tenção devida, também gostaria que na minha cidade fosse assim.

 

Até amanhã, que como sempre, em Chaves há feijoada.

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    Comentários recentes

    • P. P.

      Maravilhosos olhares.

    • Fer.Ribeiro

      Obrigado Pedro. Um forte abraço desde este Reino M...

    • Miluem

      Pois os gatinhos acham que tudo aquilo em que põem...

    • Pedro Neves

      Belíssimas fotos!

    • Fer.Ribeiro

      Obrigado pela retificação, eu sabia que era grémio...