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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

02
Out18

Cidade de Chaves, um olhar com neblinas

1600-(47013)

 

Para os mais distraídos, pois pela temperatura nem por isso se nota muito, o outono deste ano teve início às 01H54 do dia 23 de setembro. Quer isto dizer que temos os “Santos” à porta, aliás uma montanha russa já poisou o seu arraial (mais ainda não está a funcionar – pra já!) e as neblinas com alguma frescura matinal também já começaram a aparecer, embora os dias ainda estejam quentinhos. Pois fica uma imagem da nossa Top Model e o príncipe Tâmega com as suas neblinas matinais da época, com quem diz: “o pai nevoeiro não tarda aí”.

 

E já que estamos pr’aqui com coisas nossas, hoje às 17 horas vamos ter aqui um post extra, “ocasionais”, com pastéis de Chaves, de chocolate, de alheira, de bacalhau, de frango, de outras mixórdias, ou de vitela… até lá! 

 

 

 

 

20
Mar18

É só chatices!

1600-(46139)

 

Queria dar-vos boas notícias cá da terrinha, mas ainda não vai ser hoje, o tempo frio continua, a chuva também, eu sei que ela faz falta e vou-a perdoando e desculpando por isso, mas que chateia, chateia, e então quando estamos recolhidos sob um abrigo qualquer e nos cai aquela gota grossa e fria mesmo no centro da pinha!? Com tanto sitio onde cair e o raio da gota tinha de nos acertar, essa chateia mesmo a sério e faz-nos largar um impropério dos nossos.

 

1600-(46134)

 

Pois! Não se iludam também com o jardim florido que vos deixo, ele não é mais que um brinde da natureza, selvagem, que tão depressa aparece como desaparece, tal como a escultura que estava por aqui que desapareceu. Já perguntei por ela, mas ninguém sabe onde ela para. A verdade se diga, a escultura merceia estar rodeada com mais nobreza. Também é verdade que o local até é um dos mais nobres que temos, pois até de lá que se têm as melhores vistas para a ponte romana, contudo é dos locais mais maltratados, ou nem isso, pois nem sequer é tratado. Cá pra mim, alguma mente iluminada viu que aquele descampado ficava mal ao pé da escultura e em vez de resolver o problema tratando o descampado, resolveu-o tirando a escultura. O seu a seu dono, isto para que não haja para aí más interpretações, quem mandou retirar a escultura foi o anterior executivo, e não foi só esta, pois a Maria Rita também desapareceu e o busto do Cândido Sotto Mayor também. Mas regressemos ao jardim selvagem à beira rio que com o tempo quente desaparece e vira a um campo de ervas secas e poeira, e temos pena, pois Chaves até se orgulha de ser uma cidade jardim, e temos esta nódoa mesmo ao lado daquilo que a cidade tem de mais nobre, importante e que até é Monumento Nacional — A ponte romana. Um simples relvado e o problema ficava resolvido…   

 

 

20
Fev18

Cidade de Chaves - O tempo das coisas

1600-(36230)

 

O tempo das coisas

 

Durante muito tempo conheci este rio sem ninguém o contrariar. Deixava-se levar pela natureza. Enchia, avolumava-se e ganhava velocidade quando a natureza assim o queria, ou então,  esvaziava, pasmava e ficava reduzido ao mínimo para se manter vivo quando assim tinha de ser. Durante anos foi assim até que o começaram a contrariar, como se a natureza se pudesse contrariar… e às vezes até pode, imagens como a que hoje vos deixo, tomada em 2013,  fazem-nos acreditar que é possível, mas com o tempo também fui perdendo a inocência e aprendi que o acreditar anda quase sempre de mão dada com o sonhar.

 

Hoje quando revi esta imagem, apercebi-me como o acreditar é apenas um momento, um instante em que a natureza nos tira da realidade. Hoje quando revi esta imagem, instintivamente peguei num dos livros que sempre me acompanham, abri-o e parei neste texto:

 

A PRESSÃO DOS MORTOS

 

Fechas a mala do carro cheia de bagagem. E de súbito apercebes-te de que não é novo o gesto. Muitas vezes o viste repetir. A muitas horas do dia, mas nunca como num fim de tarde. Qualquer que fosse a paisagem, a mesma paisagem: a terra calcinada, o canto das cigarras, o ar espesso do vapor a provocar a rarefacção das coisas vistas e a dar-lhe um ar de miragem. Fecha-se o tampo do caixão sobre a cara conhecida para todo o sempre. Nem se levanta o problema da eternidade. Esta terra é que tu amaste com todas as contrariedades e os problemas quotidianos. Amaste homens que por vezes talvez te tenham dado na cara e eram deliciosamente imperfeitos como tu. E tiveste de te despedir deles. Já não eram daqui. Já tinham problemas de mortos. Já se falava deles no imperfeito e não no presente. Mudou um simples tempo de verbo e tudo mudou. Um último olhar a essa caixa de mau gosto. Gostarias de atirar um torrão, como em criança, para esconjurar os maus sonhos. Mas falta-te a inocência. Decisivamente, tens de fechar com força a mala do carro. E pedes que te ponham os pneus à pressão 22. A pressão dos mortos.

 

Ruy Belo in “homem de palavras

 

 

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