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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

10
Abr19

Cidade de Chaves, com um olhar além do rio e da ponte...

1600-(29771)

 

As imagens falam por si mas também podem despertar estórias que temos guardadas num cantinho qualquer da memória. Ao ver esta imagem, claro que os meus olhos passeiam pelo rio, pela nossa top model Ponte Romana, pelas cores do entardecer, etc., mas lá ao fundo, um pequeno monte na subida para a croa da Cota de Mairos, traz-me à lembrança o Manolo. E perguntarão — Quem é o Manolo!? — e eu respondo-vos, o Manolo é um amigo galego que conheci há uns bons anos atrás, que foi criado com o avô numa aldeia galega que dá pelo nome de Vilarello, precisamente localizada a umas centenas de metros atrás daquele pequeno monte na subida para a croa da Cota de Mairos, e fixei esse pormenor, porque, dizia-me o Manolo, que quando era puto, nas redondezas, o único local que tinha eletricidade era a cidade de Chaves, então à noite escapulia-se de casa do avô e subia a esse pequeno monte para ver o brilho das luzes da cidade de Chaves. Diz que ficava por lá horas em maré de espanto e apreciação, imaginando toda uma vida de cidade que teria de haver por baixo daquelas luzes. Chaves era o mundo! Já mais rapazote, contava o Manolo, vinha às feiras de Chaves com o avô que,  depois de uma volta pela feira, recolhiam aos tascos da Rua das Longras até se fazerem horas de regressar a Vilarello. Já homem feito e professor em Orense, o Manolo sempre que podia vinha a Chaves num dia de feira e ia recordando os passos que dava com o avô, agora sozinho de tasco em tasco na Rua das Longras. Uma vez disse-me: Já viajei muito, já corri muito mundo, todos os continentes, conheço muitas cidades, mas de todas, as mais bonitas que conheci, foram o Porto e XAVES. Sim, tudo em galego, com letras maiúsculas e realçado,  que ele quando dizia CHAVES, também era em maiúsculas que as dizia e com realce na voz e em galego, claro!…

Os tascos das Longras, ao longo dos anos foram fechando, penso que o último resistente (O Sequeira) também já fechou, quanto ao Manolo, sem sítios para poisar, também deixei de o ver, mas ficou o registo das suas estórias que recordo sempre que vejo aquele montinho lá ao fundo, onde a terra toca o céu.

 

Um bom dia de feira!

 

 

25
Fev19

De regresso à cidade...

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De regresso à cidade, mas antes de atrevassarmos a ponte, fizemosuma passagem à beira Rio Tãmega, com a sempre nossa Top Model Ponte Romana por companhia.

 

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Hoje fazemos o regresso à cidade com dois olhares, tomados precisamente do mesmo local mas em direções diferentes, mas ambos tendo de fundo obras de arte, uma bem Histórica e antiga, a outra bem contemporânea e bem recente - O Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, cujo projeto é do mais que consagrado Arquiteto Siza Vieira e no seu interior a arte contemporânea, com três exposições e cinco artistas: Ema Berta (pintura), Cristina Valadas (pintura), João Ribeiro (pintura), Carlos Barreira (escultura) e Nadir Afonso (pintura), sendo os últimos dois flavienses.

 

 

07
Jan19

De regresso à cidade...

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De regresso à cidade por onde os meus passos me levarem...

 

Era bonito...ah pois era, se assim pudesse ser!

 

Ou então poder dizer como Régio:

Não sei para onde vou
— Sei que não vou por aí!

 

Olha, vamos pelo mesmo caminho de sempre, e prontos!

O que interessa é ... bem, não tenho bem a certeza de se é...

 

Até amanha!

 

 

 

 

 

30
Nov18

Anoitecendo anoitestando !

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Já sei que as imagens dizem tudo que há para dizer sobre elas, pelo menos há quem acredite que assim é, mas não, as imagens nada dizem, são sempre reproduções de um momento congelado onde lhe falta-lhe tudo, levando-nos ao engano daquilo que é a realidade e que só fica completa se tiver com ela os aromas, os sons, o calor ou frio a deslizar-nos nas faces. Quantas vezes não vamos atrás de uma imagem que vimos por aí e quando estamos perante ela, em carne e osso, é a desilusão total. No entanto não deixa de ser verdade que as imagens dizem quase tudo que há a dizer sobre elas, principalmente quando elas nos despertam sentimentos como a saudade e que nos transporta a outros momentos que temos congelados na memória, quer estejamos longe, ausentes, em que os sentires são mais intensos, ou por cá, presentes, onde também as imagens têm o dom de despertar emoções. Mas, continua a faltar-lhes os aromas, os sons e o sentir o ar nas faces. Nem há como anoitecer com a imagem, estando lá. Por mim, anoitecia lá todos os dias… mas como também não posso, contento-me com a imagem. E bou-me com esta!

 

 

 

 

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    Comentários recentes

    • P. P.

      Maravilhosos olhares.

    • Fer.Ribeiro

      Obrigado Pedro. Um forte abraço desde este Reino M...

    • Miluem

      Pois os gatinhos acham que tudo aquilo em que põem...

    • Pedro Neves

      Belíssimas fotos!

    • Fer.Ribeiro

      Obrigado pela retificação, eu sabia que era grémio...