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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

02
Abr20

Cidade de Chaves

Um olhar

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Mais uma imagem que já faz parte do passado. Com as obras do prédio adossado à ponte, mesmo a manter o mais possível do edifício antigo, mesmo que as alterações sejam para melhorar, alguma coisa irá surgir de novo, nem que seja pessoas à janela, ou uma roupinha a secar nas varandas, que, diga-se, que eu recorde, nunca as vi naquela fachada virada para o rio.

 

 

30
Mar20

Regresso virtual à cidade ...

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É, hoje é assim, ficamos em casa e apenas fazemos um regresso virtual à cidade, pela ponte romana. Já agora, aqueles dois que estão à conversa em cima da ponte e a senhora que vai a passar, não são virtuais, são pessoas a sério, mas não estão lá, já estiveram, e não foi ontem, já foi há umas semanas.  Digo isto porque muita gente pensa que as nossas imagens, e outras que se vão publicando na internet, são imagens do dia, mas não, pelo menos as minhas não são, em geral, são sempre de arquivo, mais ou menos recente, mas raramente são do dia.

 

Se puder fique em casa! E se ficar, não esqueça que logo às 18H00, temos outro concurso, com prémios.

 

 

 

 

28
Mar20

PASSATEMPO - CONCURSO - COM PRÉMIO

DESCUBRA O QUE ESTÁ ERRADO

CONCURSO ENCERRADO - JÁ HÁ VENCEDOR

 

foto do concurso

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foto original

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DESCUBRA O QUE ESTÁ ERRADO NA IMAGEM

 

Como o passatempo de ontem tinha um grau de dificuldade mais, hoje deixamos um mais fácil, parece-me. Apenas um (1) erro, uma coisa que não bate certo na imagem.

 

Para quem não está a par deste passatempo/concurso, com prémio, as instruções, regulamento e prémios, podem ser vistos aqui

 

Mas resumindo, a ideia é ver uma coisas que está errada na imagem, que foi alterada por nós. Para concurso só valem as respostas dadas nos comentários deste post, ou seja, as possíveis respostas dadas no facebook, twitter ou por e-mail, não valem. Dúvidas ou outros, podem ser esclarecidas por e-mail (ribeiro.dc@gmail.com) ou na caixa de comentários.

 

Boa sorte!

 

13
Fev20

Cidade de Chaves

ponte romana e madalena

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Hoje ficamos com mais um entardecer junto ao Rio Tâmega, entardeceres que em fotografia também são conhecidas como horas doiradas, precisamente por encherem de ouro a imagem, ou próximo, pois o brilho e cor do ouro dificilmente são reproduzidos. Mas isso até pouco interessa, pois o que interessa mesmo, para além do interesse que a imagem possa ter, é a de ser já um documento para a memória, pois esta imagem, tal como aqui está, já não existe, pois o edifício mais alto que se vê, está a ser restaurado e pela certa irá ter uma nova imagem, que todos esperamos continuar a vê-lo a ficar bem na fotografia, pois sem qualquer dúvida que esse edifício e todo aquele conjunto da Madalena com a ponte, são os mais fotografados de sempre, da cidade de Chaves.

 

25
Dez19

Bom Natal

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A consoada já lá vai, o bacalhau e o polvo também, abertas as prendas, para hoje temos a roupa velha, o piru e o cabrito e o resto dos pertences, já sabem, as rabanadas, a aletria, as filhoses de jerimum, bolo rei e o resto da doçaria. Vinhos de Valpaços, do Douro, Alentejo… tanto faz, o que interessa é que seja bom e não falte na mesa… bem, quero eu dizer um resto de

FESTAS FELIZES!

 

17
Out19

Cidade de Chaves

A semana do turista - 4

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A semana do turista – 4

 

Da praça da República até à Madalena

Praça da República

 

Ontem os nossos turistas ficaram na Igreja Matriz, que se for visitada durante a semana, ter-se-á que fazer uso da porta lateral virada a Norte. Pois ao sair estará na Praça da República, o nosso ponto de partida de hoje. Nesta praça o ator principal é o Pelourinho, a ocupar o centro da praça. Vamos então a um pouco da sua história, curiosa por sinal, pois este pelourinho que hoje vemos na praça não é tão antigo quanto se pensa, pois embora o original seja de 1515,  que andou durante séculos aos trambolhões pela cidade,  versão é já do Século XX (1910)  e pouco ou nada terá a ver com a versão original. Mas leia-se a seguir a cronologia de alguns acontecimentos com ele relacionados para se saber um pouco da sua verdade.

 

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Cronologia

1080 - no tempo de D. Afonso VI a povoação passou a chamar-se Clavis;

1258, 15 Maio - foral concedido por D. Afonso III;

1350 - D. Afonso IV confirma todos os antigos privilégios por carta de foral;

1514, 07 Dezembro - D. Manuel concede-lhe foral novo;

1515 - construção do pelourinho  frente aos Paços do Concelho, atual Praça da República;

1706 - povoação dos Duques de Bragança, da comarca de Bragança e com 400 vizinhos;

1758, 27 Março - segundo o prior encomendado da Matriz de Chaves, António Manuel de Novais Mendonça, nas Memórias Paroquiais, a freguesia era da Casa de Bragança e da comarca da ouvidoria da cidade de Bragança; tinha juiz de fora, provido pelo rei, como administrador da Casa de Bragança, 6 escrivães, 1 meirinho, 1 juiz dos órfãos leigo, 2 escrivães, juiz almoxarife da Casa de Bragança, juiz da alfândega, escrivão, meirinho e guardas; tinha ainda vedoria geral, com vedor, oficiais e meirinho e câmara, que constava de vereadores, procurador e um tesoureiro;

Praça da república/pelourinho

1864, finais - demolição dos velhos Paços do Concelho, vendidos à Sociedade Civilisadora Flaviense, para no seu terreno se construir a nova sede daquela sociedade;

1870 - a vereação manda nivelar a praça, construindo-se um lageado de granito, conhecido como "eira", mandando-se apear o pelourinho, por prejudicar a regularidade do lageado e ali já não existirem os Paços do Concelho; em vez de o transferirem para frente do novo edifício, ergueram-no no pequeno lg. da Madalena, colocando-se um catavento de ferro cravado no capitel; anos depois - foi novamente apeado para a construção de um fontanário no local; o seu fuste e capitel estiveram arrumados muitos anos no quintal do Tenente-Coronel Sousa Machado, no Largo da Madalena;

1910 - depois de proclamada a República, houve a ideia de o reerguer frente à Câmara; Pe. António José Serimónias propôs em sessão camarária a reconstrução do pelourinho e do cruzeiro; 27 Outubro - aprovado em sessão de câmara, devendo colocá-los no lugar onde antigamente se erguiam - o Largo de Camões e do Anjo, respetivamente; os largos deviam ser devidamente calcetados e embelezados; para a base, foi-se buscar os elementos de um cruzeiro que em tempos houve quase à entrada do caminho para a Capela do Pópulo; para o remate, introduziram-se outras pedras de granito, pôs-se a meio do capitel um pequeno plinto, cravou-se-lhe em cima uma esfera armilar, que em tempos servira de ornato a um chafariz, e pôs-se-lhe à volta 4 pináculos;

 

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1911, 19 Janeiro - pagamento de 15$660 a Francisco Moreiras, morador na vila, para a colocação e aformoseamento do Pelourinho no Largo Camões; 16 Fevereiro - por promoção do Senhor Administrador do Concelho, foi deliberado mandar concluir a reconstrução do Pelourinho no Largo Camões;

1919 - a vereação eleita neste ano mandou apear o pelourinho aquando do arranjo do Largo Camões;

1920 - apeamento do pelourinho;

1934 - novamente erguido na Praça da República, onde ainda hoje se encontra.

 

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Ainda na praça há que lançar um olhar ao seu redor, a Sul a fachada da Igreja Matriz onde podemos demorar um pouco o olhar nos ornamentos das ombreiras e padieira da porta de entrada. A poente o edifício da sociedade também merece ser observado. A Norte o casario habitacional, com destque para a fachada do edifício central, principalmente pelo trabalho de cantaria e carpintaria/marcenaria colocados nos seus vãos. A Nascente a “Casa da Palmeira” a ocupar todo um quarteirão que vai desde a Praça da República, passa pela Rua Direita, Vira prá Travessa das Caldas e termina da Rua de Santa Maria. Um belíssimo edifício que todos esperámos que apanhe a recente onda de reconstrução do nosso Centro Histórico.

 

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Então estamos ainda na Praça da República que agora vamos abandonar para nos dirigirmos até à Ponte Romana, pela Rua Direita abaixo, onde poderemos apreciar algum do nosso casario mais típico, com as nossas populares varandas lançadas para a rua ao nível do 3º piso. Acabada a Rua Direita desaguamos no Largo do Arrabalde onde podemos encontrar uma mistura de arquiteturas, com o tradicional no casario particular, e um misto de português suave e modernista nos edifícios públicos e bancos (Tribunal, e Antigos Bancos Ultramarino e BPSM), onde não falta também a onda mais recente da arquitetura, em b€tão e popularmente conhecida por mamarrachos, e aqui reservo-vos o direito de adivinharem qual é (são) os mamarrachos.

 

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Mas entremos na Ponte Roma de Trajano, construída no I Século D.C., quase 2000 anos, parte integrante de uma das principais vias romanas, a Via Augusta XVII, inicialmente construída com 18 ou 19 arcos à vista, dos quais 12 ainda são visíveis, é sem qualquer dúvida o nosso ex-libris, uma das maravilhas flavienses e a nossa Top Model. Para apreciá-la, na basta passar-lhe por cima, há que descer até à margem do rio e apreciá-la nos seus vários ângulos, mas há quatro que são obrigatórios, dois a montante da ponte de ambas as margens e dois a jusante da ponte de ambas as margens, onde a Rainha e senhora é sempre a Ponte Romana, mas a composição é sempre diferente e não sei qual delas a mais interessante.

 

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Que toma a Ponte Roma e atravessa o rio (Tâmega) para a outra margem vindo do lado da cidade, do outro lado vê-se um velho casario onde se destaca a Igreja de S.João de Deus e do lado oposto um alto arvoredo que termina num gradeamento sobre o rio, trata-se do Jardim Público. Todo o casario que se vê esteve em tempos dentro das muralhas seiscentistas que faziam a defesa da cidade na margem esquerda do Rio. A nossa proposta turística é mesmo adentrar pela Madalena adentro e visitar todos os seus cantinhos, ainda cheios de vida durante o dia, com visita obrigatória a Igreja S. João de Deus e edifício adjacente, Antigo Hospital Militar, Visita demorada ao Jardim Público, apreciar todos os seus cantinhos, coreto e vistas sobre as pontes pedonal metálica e Romana, se a visita for de Verão tem bar aberto ao público para um café, chá ou cerveja, o que preferir, a sobra é garantida. Toda a Madalena se dedica a um tipo de comércio mais rural, no entanto há lá de tudo, incluindo meia dúzia de tascas onde no seu interior ainda há petiscos à moda antiga.

 

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E hoje ficamos por aqui, na Madalena, de preferência num dos seus tascos com uma caneca de vinho de lavrador ou se preferir uma cerveja, pão centeio e uma das iguarias que tenham no momento.

   

Consultas:

http://www.monumentos.gov.pt

 

 

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