Cidade de Chaves
pormenores

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Este blog vai a caminho dos 14 anos de existência, ou seja, caminhamos para mais de cinco mil dias de publicações onde nunca faltou pelo menos uma fotografia, o que se fosse apenas uma por dia, teria aqui cinco mil e tal fotos, mas como não nos contentamos com apenas uma, já vamos a caminho das 15000 fotografias aqui publicadas. Bem, este paleio é apenas para vos dizer que às vezes já não sei o que publicar, isto no início da feitura do post, mas logo surge uma ideia qualquer para nos salvar o dia, às vezes até inventamos, mas tem de ser.

Farto do outono quando já tudo sabe a inverno, que, tirando os nevoeiros, as nevadas, o gelo e outros que tais, pouco mais há para despertar interesse à fotografia, a não ser que seja para entramos numa de melancolismos e aí tudo serve, mas são caminhos por onde não costumo andar, lá teremos que ser um pouco criativos e rebuscar um pouco no baú à procura de coisas novas. Sorte que as novas tecnologias ajudam um pouco neste processo, principalmente o Photo Xó, desde que o entusiasmo não seja em demasia, daí o xó, tal-qual se usa para fazer parar as cavalgaduras de quatro patas (para as outras não há remédio, quando mais xós lhes atiras mais elas puxam para trás).

Tudo isto, que até nem é muito, para vos dizer que hoje fui mesmo ao photo xó para brincar um bocadinho e ao baú para descobrir uns pormenores com interesse, pois a nossa cidade pode ser pequena e andarmos (fotograficamente falando) sempre à volta do mesmo, mas tem uma riqueza em pormenores quase inesgotável, nós é que andamos distraídos e não reparamos neles. Claro que as coisas que para mim são interessantes, poderão não o ser para vós, mas também como por aí (desse lado) não costumam protestar, parto do princípio que com o esse silêncio faz parte do vosso consentimento. Mas se quiserem deixar umas palavrinhas nos comentários, estejam à vontade, façam de conta que é o Facebook. Engraçado que há uma (sem graça) que costumo ver no Facebook (pois eu também vou lá espreitar um bocadinho) que acontece quando alguém morre e dão lá a noticia, pois ou sou eu que entendo as coisas ao contrário ou esta gente é mesmo má, refiro-me aos likes no rodapé da notícia… E com esta me bou! O post de hoje já está. Amanhã há mais. Inté!

Quase parece que fui ao baú das fotos antigas, mas é pura ilusão, a foto é bem recente, antiga e velha é a construção, com pormenores de carpintarias e serralharias degradados, é certo, mas que continuam a manter a sua beleza, obras de arte que hoje já não se usam.


Equanto aguardamos pelo "Homem sem memória" de João Madureira, ficam dois pormenores construtivos de casas da Rua Direita, em Chaves. Pormonores e arte daquela que, infelizmente, hoje já não se usa, e temos pena.
Enquanto não vem aí mais um “Discurso Sobre a Cidade”, vamos ficando com pormenores da cidade. Mais uma claraboia, velhinha, mas feita com a arte e mestria do antigamente. Pena terem caído em desuso – as claraboias, a arte e mestria.
Também arte e mestria que se repete em todos os pormenores de ferro do antigamente, neste caso, no coreto do Jardim Público. Até os pormenores faziam a diferença.

Já sabem que às segundas-feiras não estou para grandes conversas, mas há sempre tempo e disposição para alguns pormenores, ou melhor, um pormenor grande e um grande pormenor.
Fica então mais uma clarabóia, uma das muitas que embelezam os telhados do nosso centro histórico e, também um outro pormenor de uma vista geral de Chaves ao anoitecer, com o pormenor de não vos dizer de onde a imagem foi tomada. Não é difícil descobrir!

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