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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

18
Jan20

Valdanta - Chaves - Portugal

aldeias do concelho de chaves

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O nosso destino de hoje é Valdanta, uma aldeia da “cidade grande” de Chaves, isto é, uma aldeia que já está ligada à cidade, passando a ser mais um dos seus grandes bairros de periferia, com todas as suas características, incluindo a de dormitório da cidade.

 

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Pese embora aquilo que atrás se disse, não deixou de ser aldeia, mantendo as suas tradições e a sua história, por sinal em ambas bem rica. Digamos que os nativos de Valdanta se encarregam de manter a integridade da sua aldeia, pelo menos, no que respeita a tradições, , enquanto que os novos valdantinos, fazem da aldeia mais um bairro de Chaves, fazendo dela o seu dormitório, mas é só uma questão de tempo, pois em breve, os mais novos, farão dela também a sua aldeia.

 

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Uma prova disto que para trás ficou escrito, é que Valdanta, ao contrário da tendência da maioria das aldeias do concelho de Chaves, em vez de perder população, tem-na aumentado significativamente, tendo quase triplicado a sua população desde que existem registos dos CENSOS (de 1864 a 2011). Veremos para os CENSOS do próximo ano se esta tendência se manteve nos últimos 10 anos, mesmo tendo sido anos de crise.

 

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Referimos atrás as tradição e a história de Valdanta, pois quanto à primeira, penso que a mais genuína que se tem mantido ao longo dos anos, é a dos Reis de São Sebastião, o Cantar dos Reis e o desfile de casa em casa. Quanto à História, vai direitinha para o Outeiro Machado, mesmo que esquecido e desprezado, não deixa de ser uma das “heranças”, dos nossos longínquos antepassados, mais importantes do concelho de Chaves. Mas sobre o Outeiro Machado, deixemos que seja um valdantino a fazer a sua descrição histórica, quer antiga, quer mais recente,  um amigo e colega da blogosfera que tanta estória tem contado desta aldeia de Valdanta, o J.Pereira e o seu blog: https://valdanta.blogs.sapo.pt/ , que embora já não faça publicações desde 2013, tem por lá muito conteúdo e estórias que vale apena relembrar ou conhecer.

 

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Diz assim o blog Valdanta a respeito do Outeiro Machado:

O Outeiro Machado é uma estação arqueológica de arte rupestre situada na Serra do Boqueiro localizada apenas a 5 quilómetros a oeste de Chaves, na freguesia de Valdanta, sendo a sua via de acesso a estrada que liga Valdanta a Soutelo.

Foram achadas gravações na pedra granítica de cerca de cinco centenas de sinais, de tipos e formatos diversos: cruzes, colheres, ferraduras, pás, entre outros, sendo alguns particularmente esquisitos.

O Outeiro Machado consiste num rochedo, com forma alongada, que emerge do solo. A sua altura não ultrapassa os 3 metros, tendo cerca de 18 metros de comprimento e um máximo de 6 metros de  largura. (ver Circuitos Culturais).

Para nós, os naturais de Valdanta, o Outeiro Machado não é nada disso, mas muito mais do que isso. Era um local de visita em grupos de jovens alegres e namoradeiros aos Domingos, principalmente na Primavera. Era ponto de reunião quando no Inverno tínhamos o gado a pastar por perto. Era motivo para contos e lendas de mouros e mouras encantadas, potes de ouro e outras fantasias e crenças. Era o sítio mágico de encantos e desencantos de uma juventude amiga, sem vícios e muito, muito alegre.

 

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E vamos ficar por aqui. Claro que muito mais há para dizer sobre Valdanta, mas lembramos que esta aldeia já passou por aqui várias vezes, com o seu post completo de aldeia e de sede de  freguesia, além de pequenas reportagens sobre alguns dos seus eventos, incluindo o dos Reis de São Sebastião, basta fazer uma pesquisa no blog para ter acesso a eles, pelo que não vamos aqui repetir aquilo que anteriormente já abordámos. Assim, resta-nos apenas deixar por aqui o vídeo da aldeia, com todas as fotografias publicadas neste blog até à presente data, e deixar também os links para os posts que lhe dedicámos ao longo destes últimos 15 anos.

 

 

Link para anteriores publicações sobre Valdanta:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/valdanta-chaves-portugal-1442328

https://chaves.blogs.sapo.pt/641717.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/376115.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/346649.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/344308.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/208641.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/37009.html

 

 

 

17
Jan20

O Barroso aqui tão perto - Carvalho

Carvalho - Montalegre - Barroso (Com vídeo)

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CARVALHO

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando do seu post neste blog,  não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje aqui esse resumo da aldeia de Carvalho, freguesia de Salto, Concelho de Montalegre.

 

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de Carvalho:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalho-1623928

 

 

 

 

 

 

15
Jan20

Bolideira - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves (com vídeo)

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Bolideira

 

Continuando a cumprir a nossa falta, agora às quartas-feiras, para com as aldeias que, aquando do seu post, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje aqui esse resumo da aldeia, ou lugar, da Bolideira.

 

De facto, a Bolideira, muito conhecida pela Pedra da Bolideira, também um lugar com alguns armazéns, oficina(s) e moradias, cerca de duas dezenas de construções, sendo a maioria armazéns, estes,  estrategicamente localizados num entroncamento entre a EN103 e a M502. Um pequeno lugar que não segue as características das aldeias tradicionais, mas que tem os mesmos direitos que as restantes aldeias, e como tal, também teve aqui o seu post devido, e também como tal, aqui tem agora o seu vídeo:

 

 

 

Posts do blog Chaves dedicados à Bolideira:

https://chaves.blogs.sapo.pt/262549.html

 

 

 

13
Jan20

De regresso à cidade...

Cidade de Chaves - Madalena

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De regresso à cidade e não, não é de bicicleta, quem me dera que assim fosse, pois era no tempo em que ainda tinha todo o tempo do mundo, há uns bons quilos atrás. Hoje, a vida apressada, mesmo nesta cidade pacata, obriga-nos a outras velocidades... mas isso pouco interessa, o que interessa mesmo é estarmos cá para todas as segundas-feiras regressar à cidade. 

 

12
Jan20

O Barroso aqui tão perto - Lama da Missa

Montalegre - Barroso

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Lama da Missa, é este o nome da aldeia barrosã que hoje vamos ter aqui e que tantas vezes calha nos nossos itinerários do Barroso.

 

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Localizada na margem esquerda do rio Rabagão, juntinha ao paredão da barragem do Alto Rabagão, comummente conhecida por barragem dos Pisões, esta localidade um pouco dispersa, situa-se já em plena serra do Barroso, a 900 metros de altitude, ali como quem sobe para os famosos cornos do Barroso e a umas centenas de metros do limite do concelho de Montalegre, confrontante com o concelho de Boticas.

 

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Já que iniciámos com a localização, vamos agora ao nosso itinerário recomendado, que por sinal não é o mais curto, mas que para uma primeira vez recomendamos este, que desde a cidade de Chaves, tem início na EN103 (estrada de Braga), passa pelo nó da A24, Sapiãos até ao Barracão. Aqui recomendamos sair da EN103, virar à esquerda para a M525 em direção a Criande/Morgade, onde encontramos a barragem dos Pisões (margem esquerda). Depois é seguir sempre junto à barragem, passando por Negrões e Vilarinho de Negrões, e logo a seguir é a Lama da Missa, mesmo junto ao paredão da barragem. Ao todo, entre Chaves e a Lama da Missa , são 56,20Km. Mas fica o nosso mapa com as indicações necessárias.

 

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Tal como referimos não é o itinerário mais curto (via Boticas), mas recomendamos este, porque o troço entre Morgade e a Lama da Missa é de passagem obrigatória, com um convite constante a paragens para apreciar a paisagem e fotografar, sempre com a barragem em primeiro plano e as suas aldeias ribeirinhas a entrar pela barragem a dentro, principalmente quando esta está cheia em que a água chega mesmo a tocar em algumas casas.

 

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Há ainda uma terceira opção para chegar à Lama da Missa, que é continuar sempre pela EN103 até aos Pisões e aí, atravessar via paredão da barragem para a outra margem. No final do paredão já é Lama da Missa.

 

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Lama da Missa, que além de calhar em passagem nos nossos itinerários, também é um dos pontos onde com frequência fazemos paragens para repor forças, principalmente depois de uma longa manhã de trabalho na recolha de imagens das aldeias barrosãs, onde há sempre uma mesa cheia de coisas boas, da época de inverno, que se “colhem” nos lareiros, nas salgadeiras e terrenos anexos.

 

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Nesta imagem que atrás fica e na próxima, podemos ver aquilo que, depois de “maduro”, se pode colher nos lareiros, para depois de irem ao pote, à panela e ao lume, sem esquecer à ida à horta, às couves, e ao armazém às batatas, que pode ser na hora. Depois é esperar que o pote fumegue tudo que tem a fumegar, junta-se tudo numa travessa e vai à mesa, acompanhado de bom azeite para quem quiser, mas que até se dispensa e de bom vinho, este não se pode dispensar, pois é como um medicamento que vai ajudar a combater alguma gordura em excesso e a fazer a digestão. Depois disto, convém descansar um bocado, assossegar, mais o corpo do que a alma, antes de se fazer de novo ao caminho.

 

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Quanto à origem deste topónimo, ainda sem consultarmos o que diz a Toponímia de Barroso e outros escritos, mas com aquilo que os seus habitantes e populares nos contaram, dizem ter origem em tempos mais antigos, em que os habitantes da margem esquerda do rio Rabagão, muito antes de existir a barragem dos Pisões, nos invernos mais chuvosos, o rio impedia-os de atravessarem para a outra margem. Aos domingos, quando queriam ir à missa da igreja mais próxima e da freguesia, a de Viade de Baixo, deslocavam-se até ao local mais próximo da igreja que lhes era permitido ir, ou seja uma lama[i] próxima do rio, e desde aí ficavam a “assistir” à missa de Viade de Baixo, mais metro, menos metro, segundo os meus cálculos, a cerca de 1km de distância.

 

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Claro que este “assistir “ à missa, e agora sou eu a supor, seguiria com as rezas habituais das missas, mais ou menos, em simultâneo com o que suporiam estar a acontecer do outro lado do rio, na igreja de Viade de Baixo, pois na altura, não me consta que houvesse altifalantes para reprodução de som, skypes, facebooks com ligações em direto, etc., aliás, nem eletricidade havia. Bem, esta foi a estória que me “venderam”  e não me custa nada, mesmo nada, acreditar nela.

 

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Ainda antes de passarmos ao que encontrámos nas nossas pesquisas, ficam mais algumas impressões pessoais sobre a Lama da Missa, cuja recolha de imagens e de informações não fizemos de uma só vez, mas antes, fomos fazendo ao longo dos anos em que andamos nestas andanças de descobrir o Barroso, que para nós também foi uma lição de como se descobre. Pois de início, ia passando por lá e dizia para com os meus botões – “isto não tem nada para além do restaurante”, mas com o tempo, fomos dando conta que não era bem assim, pois a Lama da Missa não se pode entender como uma povoação tradicional, com um aglomerado histórico e campos à sua volta, nada disso, a Lama da Missa é um conjunto de casario disperso, mais antigo e atualmente abandonado, mais parecendo quintas com os seus conjuntos de casa de habitação e anexos, mas também aqui bem diferentes das quintas tradicionais, em geral abastadas, esta são “quintas” de montanha, mais humildes e mais abrigos do que propriamente quintas.

 

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Hoje em dia, logo a seguir ao restaurante Albufeira, existe sim um pequeno núcleo de casas recentes, mas sem chegar à dúzia. Contudo não deixa de ser interessante, basta deixar as estradas, ou até mesmo nestas, e subir as encostas e adentrar-mos os seus caminhos, para descobrir-mos pormenores e paisagens únicas, quase virgens (às vezes) mas cheias de vida selvagem ou semisselvagem, tal como acontece com o gado doméstico, cavalos, cabras, vacas e burros a viver felizes (suponho) sem ninguém por guarda, embora em campos vedados, à exceção das cabras que essas andam mesmo a monte. Seria uma pena termos ficado pelas primeiras impressões de “isto não tem nada” e termos perdido estes lugares, estas paisagens, este viver a terra no que ela permite ser vivida.

 

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Mas adiantemos e vamos até aquilo que nos dizem os documentos e outras publicações que consultamos, que antevemos ser pouca coisa, tal como acontece na monografia de Montalegre, onde apenas aparecem duas referências, uma no espaço dedicado à freguesia onde se menciona a Lama da Missa como um dos seus lugares e outra, indireta, por calhar na rota das barragens.

 

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Eis a referência que faz a monografia de Montalegre:

 

A grande rota das barragens

Vamos propor um passeio ao longo das albufeiras que se espraiam pelos vales dos rios Cávado e Rabagão. São cenários majestosos de água e serra, bem vivos nos prazeres da pesca, da vela do flyserf,  do remo, da canoagem e do esqui, ou no gosto da vitela barrosã, do cabrito,  das trutas  e das carpas.

 

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E continua a monografia de Montalegre:

Fixe como ponto de partida a vila de Montalegre. Saia em direcção à EN 103, Braga - Chaves, seguindo em direcção às aldeias da Aldeia Nova do Barroso – aldeia dos Colonos - Morgade, Negrões, Lamachã e Lavradas, já no concelho vizinho, para ter acesso ao grande miradouro do Vale do Rabagão, que são os “Cornos das Alturas”. Lamachã e Vilarinho Seco são aldeias pequenas de rosto antigo, sorridentes nas expressões populares e rodeadas de pastos, campos de milho e centeio. Na descida para Lama da Missa pare e admire o vasto panorama da albufeira da barragem do Alto Rabagão.

 

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Sinceramente mais nada encontrámos nas nossas pesquisas, mesmo na internet, que embora apareçam algumas referências à Lama da Missa, sem interesse para este post, tal como coordenadas, código postal, etc, a única que se repete, e que já indiretamente abordámos, é a do Restaurante Albufeira, a esse sim, há muitas referências. Assim sendo, passemos para o que nos diz a Toponímia de Barroso.

 

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Na Toponímia de Barroso, encontrámos o seguinte (as notas de rodapé são nossas):

 

Lama da Missa

É um lugar muito recente. A lama já lá estaria há muito tempo mas a missa ainda hoje lá não chegou. (veja o topónimo Lamas).[ii]

Conta-se que os habitantes do Telhado, durante os meses de Inverno, visto que não havia ponte sobre o Regavão[iii] para irem à missa a Viade, desciam de suas casas até à lama, ajoelhavam-se, descobriam-se venerantemente e ali esperavam que alguém lhes acenasse com um lençol… Era o sinal da missa em Viade. Daí a Lama da Missa.[iv]

 

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E mais não diz, e mais nada temos para contar, só resta para terminar, sem qualquer intenção de fazer publicidade, agradecer a forma como sempre fomos recebidos no Restaurante Albufeira, inclusive quando aparecemos fora de horas ou quando está à pinha, nunca saímos de lá sem comer e satisfeitos. Um obrigado ao Paulo Pinto, à mãe e às empregadas lá do sítio (do Restaurante e da Lama da Missa e redondezas). 

 

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E agora o vídeo com todas as imagens publicadas. Não deixamos referência para posts anteriores, porque este é o primeiro que dedicamos à Lama da Missa.

 

 

 As nossas consultas:

 

BIBLIOGRAFIA:

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

WEBGRAFIA

http://www.cm-montalegre.pt/

http://toponimialusitana.blogspot.pt

https://dicionario.priberam.org/lama - "lama", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020,  [consultado em 12-01-2020].

 

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[i] Conjunto de matérias soltas do solo ensopadas em água

[ii]  Que nós fomos ver, mas como apenas se refere ao significado e origem da palavra “Lamas”, não tem interesse para este post, além de o significado já o termos deixado neste post.

[iii] Em geral é grafado como Rio Rabagão

[iv] “Quem conta um conto, acrescenta um ponto”, como veem os ditados populares têm sempre razão. A estória que me contaram é ligeiramente diferente e como nunca foi grafada em qualquer documento, a não ser os atuais em que começa sempre por “conta-se”, “disseram-nos”, “diz o povo”, ou seja, é feita a história à maneira cigana, vai passando de geração em geração oralmente, daí, embora todas as estórias andem à volta do mesmo, todas elas são diferentes e igualmente válidas. Aqui temos duas…

 

 

11
Jan20

Aldeia de Tronco

Chaves - Portugal

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TRONCO

A nossa aldeia de hoje é Tronco, pois é assim que manda a ordem alfabética desta nova ronda pelas aldeias. Nova ronda que já não é recente, pois a uma aldeia por semana, chegar até ao fim da letras T (neste caso de Tronco), foi uma longa caminhada.

 

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Engraçado que no início desta ronda, a intenção era a de trazer aqui apenas três fotografias que tivessem escapado a anteriores seleções em publicações sobre a aldeia, que seriam uma foto a cores, uma a p&b e outra com cutout, mas com o tempo fomo-nos entusiasmando e fomos acrescentando outras que achávamos que eram merecedoras de estar aqui, depois, mais tarde, introduzimos e acrescentámos o vídeo com todas as fotografias publicadas no blog até à data presente.

 

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Pois é nessa que estamos, acabando por ser mais um post sobre as aldeias a quem calha a sorte de calhar na ordem alfabética, sem contudo, lembramos, não termos (em geral) ido a estas aldeias ultimamente, ou mesmo há anos. Fica esta informação apenas para dizer que as fotos são de arquivo, fotos que fomos reunindo ao longo da existência deste blog, ou seja desde há 15 anos, com as fotos mais antiga que hoje fica por cá a estarem datas de 2006 e as mais recentes de 2012, ou seja, mesmo as mais recentes já foram tomadas há 7 anos, assim, é normal que nem tudo, hoje, esteja tal qual está retratado nas fotografias, o que até tem o seu interesse.

 

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É mesmo assim, aliás um dos motivos que torna as fotografias interessantes, é o tempo que já passou por elas, e quanto mais antigas mais interessantes, mesmo que o motivo, composição, pormenor ou a qualidade da fotografia não tenham grande interesse, ganham-no como documento, embora não seja o caso para nós que há 15 anos já eramos adultos, mas já o pode ser para aqueles que hoje têm entre os 15 e 20 anos de idade.

 

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Isto leva-nos também a um registo constante de aldeias e motivos por onde já passámos, mas também é conveniente dar um certo tempo entre visitas, pois aí, as diferenças acentuam-se. Quero com isto dizer que um ano destes que hão de vir, se a vida mo permitir, haverá uma nova ronda pelas nossas aldeias, sem com isso desprezar ocasionais passagens por elas, onde há sempre um ou outro motivo que atraem a atenção do nosso olhar, e como agora se anda sempre com câmara fotográfica, nem que seja a de um telemóvel.     

 

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Estamos cientes que nestas abordagens nunca conseguimos dar o todo da aldeia, por muito que se tente, e depois há motivos que nem por isso nos atraem, gostamos mais de imagens que nos podem contar coisas, que têm montes de estórias a elas ligadas, imagens que até podem ser desconhecidas para nós, mas que nelas podemos imaginar estórias e que nos levam a outras recordações.

 

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E depois há sempre os pormenores, sempre tentadores a um registo, podem não mostrar nada se neles nada quisermos ver, podem ser apenas atrativos  pela cor ou pelas formas, mas podem mostrar se realmente olharmos para eles com atenção, como a fé em algo que se crê numas alminhas, a arte e saberes tradicionais espelhados nos cortinados de uma janela, ver obras de arte que por serem populares dizem já não ser arte a sério, daí  apelidá-la de artesanato e ao artista de artesão, ou simplesmente ter a sorte de assistir a refeição de um ninho de passarinhos.

 

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E estamos a concluir esta passagem por Tronco, a finalizar com o vídeo com todas as imagens publicadas até hoje aqui no blog. Espero que gostem.

 

 

Links para anteriores abordagens a aldeia de Tronco:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/tronco-chaves-portugal-1309608

https://chaves.blogs.sapo.pt/786514.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/365647.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/22292.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/391854.html

 

 

 

 

10
Jan20

O Barroso aqui tão perto - Carvalhais (vídeo)

Carvalhais - Barroso - Montalegre

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Carvalhais - Montalegre

 

Esta promessa antiga de trazer aqui as aldeias do Barroso que não tiveram o vídeo resumo no post completo da aldeia, foi até aqui cumprida aos domingos, mas agora passa a ser todas as sextas-feiras, isto, porque aos domingos vão estar aqui as aldeias que ainda não abordámos, aliás ainda não completámos as aldeias de Montalegre, faltando ainda todas as aldeias de Boticas e uma freguesia de Vieira do Minho e outra de Ribeira de Pena que também pertencem ao Barroso. Daí, agora o blog Chaves dedicar dois dias ao Barroso, as sextas-feiras e os domingos.

 

Hoje como já perceberam, temos aqui a aldeia de Carvalhais, do concelho de Montalegre. Aqui está o seu vídeo:

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/TNJBrWACbno

 

Post do blog Chaves anteriormente dedicado à aldeia de Carvalhais:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

 

E ainda um aviso que já várias vezes deixámos por aqui, mas que nunca é demais repeti-lo:

Para ver as aldeias de Barroso que já tiveram aqui o seu post, basta ir ao menu que está no topo deste blog, onde diz “BARROSO” ou então e mais rápido, ir à barra lateral do blog onde estão todas as aldeias listadas por ordem alfabética. Se a aldeia que pretende ver não está lá, é porque ainda não teve aqui o seu post, mas em breve terá.

 

 

08
Jan20

Bóbeda - Chaves - Portugal

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Bóbeda

 

Até hoje o Blog Chaves dedicava os fins-de-semana às nossas aldeias, e vai continuar a fazê-lo, com um post completo, mas a partir de hoje, teremos também aqui as aldeias do concelho de Chaves neste dia, quarta-feira, com um post onde publicamos um pequeno vídeo com todas as fotografias da aldeia publicadas no blog até à presente data, isto para aquelas aldeias que não tiveram vídeo quando publicámos o seu post completo.

 

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Um vídeo mas também algumas fotografias que temos em arquivo e que escaparam nas anteriores seleções.

 

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Fica então o vídeo de hoje, dedicado à aldeia de Bóbeda, ou seja, continuamos a seguir a ordem alfabética, tal como já vinha sendo habitual aos sábados.

 

 

Link para partilha ou ver diretamente o vídeo no youtube:

 

https://youtu.be/JTeiQQNDz3U

 

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Posts anteriores publicados no blog Chaves, dedicados à aldeia de Bóbeda:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/bobeda-chaves-portugal-1542483

https://chaves.blogs.sapo.pt/444426.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/197932.html

 

 

 

 

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