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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

25
Mar24

De regresso à cidade


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Aparentemente e a julgar pela imagem, quase parece que fazemos um regresso à cidade a sair da cidade, mas não, primeiro porque seria uma contradição regressar saindo, e depois porque a cidade não acaba na margem direita do Rio Tâmega, ela continua para lá do rio, quer esteja numa ou noutra margem, apenas se muda de freguesia, e isto é hoje, porque até dezembro de 1984, a cidade de Chaves de ambas as margens pertencia à freguesia de Chaves.

 

Uma boa semana.

 

13
Mar24

Chaves e o regresso do Sol


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Depois da chuva, da neve e do frio dos últimos dias, finalmente o sol na deu o ar da sua graça, com um dia luminoso e bem menos frio, como que a anunciar a primavera que está a chegar. Hoje ao que parece, o sol é para continuar. No final do dia logo se verá como foi… Bom proveito, se ele vier.

 

Até amanhã!

 

 

14
Fev24

Cidade de Chaves - Malha Medieval

Travessa do Cavaleiro


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Ainda nas artérias da malha medieval da cidade de Chaves, hoje vamos até aquela que é a mais pequena de todas, com apenas 8 metros de comprimento, mas tão importante como as restantes na sua função de ligação com outras ruas e largos. Trata-se da Travessa do Cavaleiro que liga a Rua do Correio Velho ao Largos do Cavaleiro e Rua do Poço.

 

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O topónimo de Cavaleiro vem precisamente de esta travessa servir também de acesso ao Baluarte do Cavaleiro, este da muralha seiscentista mas que nasceu a partir do cunhal sul  da muralha medieval. Topónimo que também foi adoptado para o Largo do Cavaleiro e para a Ilha do Cavaleiro, esta última já fora da malha medieval.

 

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Como habitualmente fica também  a carta da malha medieval com a localização desta Travessa do Cavaleiro.

 

Um bom dia de feira para quem hoje estiver em Chaves e para os restantes, uma boa quarta-feira de cinzas.

 

 

09
Fev24

Cidade de Chaves - Malha Medieval

Largo do Município


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Continuamos nas artérias da malha medieval da cidade de Chaves, hoje com o Largo do Município, à falta de melhor…

 

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O “à falta de melhor” anterior foi só para servir de mote àquilo que se diz na toponímia flaviense sobre esta praça, onde consta: “Topónimo já há anos existente. Há falta de melhor, foi-lhe dado este nome, cuja área confina com as traseiras da Câmara Municipal.”.

 

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Pode ser que numa próxima revisão da toponímia flaviense haja uma ideia melhor. Pessoalmente penso que seria mais ajustado que a Praça do Município fosse a que confronta com a fachada principal do edifício da Câmara Municipal, mas já sei que vai ser complicado desalojar de lá o Camões, principalmente agora com o ganhar de força do mito de ele ter nascido em Vilar de Nantes. Assim, para dar mais dignidade à atual Praça do Município, este poderia ser alargado para o largo contíguo que tem nome de rua, e assim, corrigia-se outro “erro” da toponímia, que aliás é inocentemente admitido na própria toponímia flaviense, onde a descrição da Rua de Infantaria 19 começa assim: “ É um bonito largo…” pois é!

 

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Para terminar fica a habitual carta com a localização desta Praça do Município.

 

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Um bom fim de semana!

 

 

21
Jan24

São Sebastião em Terras do Barroso

Vila Grande a Alturas do Barroso - Boticas


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Vila Grande - Dornelas

Ontem foi dia 20 de janeiro e todos os dias 20 de janeiro, manda a tradição ou a promessa de seguir caminho em direção ao Barroso, até às localidades onde se celebra o São Sebastião. Claro que não havendo tempo/disponibilidade para irmos a todas, ficamo-nos pelo concelho de Boticas, mais propriamente pela Vila Grande, que vulgarmente e erradamente se vai conhecendo pelo Couto de Dornelas, quando muito, poder-se-ia dizer Dornelas, que esta sim existem como freguesia à qual pertence a Vila Grande. Mas não só, pois além da Vila Grande, onde iniciamos a peregrinação desta tradição, também vamos às Alturas do Barroso, onde terminamos a nossa “promessa”.

 

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Vila Grande - Dornelas

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Vila Grande - Dornelas

É assim uma tradição que nós vamos fazendo por momentos, vários, ao longo do dia e ao longo de cada uma das celebrações, na Vila Grande e nas Alturas do Barroso de Boticas, ficando de fora as outras para as quais não temos tempo, como a de Cerdedo, também em Boticas, ou a de Salto de Montalegre e ainda em terras barrosãs,  e, mesmo que haja quem teime em dizer que não pertence ao Barroso, na Torre de Ervededo, do concelho de Chaves, onde este ano tivemos conhecimento que também celebraram honras ao Santo nesta data do 20 de janeiro.

 

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Vila Grande - Dornelas

Durante muitos anos fomos adiando a nossa ida até estas festas comunitárias, mas em 2010 decidimos ir lá pela primeira vez, ao São Sebastião, pois á Vila Grande já lá tínhamos ido, a primeira vez logo após o 25 de abril de 74,  mais precisamente em 1975, mas com tanto tempo passado já restam poucas memórias desse dia, apenas lembro que fui integrado num grupo estudantil, ao qual pertencia, o GIEC, que se bem me lembro eram as iniciais de Grupo de Intervenção Estudantil de Chaves, que tinha um grupo coral com músicas de intervenção, a maioria de Zeca Afonso e outras com quadras de António Aleixo.

 

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Vila Grande - Dornelas

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Vila Grande - Dornelas

Pois a partir dessa primeira vez de 2010 ficámos fãs desta tradição e lá vamos cumprir a promessa todos os anos, só falhámos em 2019, já nem sei porque, e mais recentemente em 2021 e 2022 porque não se realizou por causa da pandemia, e falhámos a de 2023 nas Alturas do Barroso porque também não se realizou, tendo sido cancelada à última hora por morte de uma pessoa da organização das celebrações.

 

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O momento da Chegada

Serviu este pequeno introito para dizer que já começamos a ser veteranos nestas celebrações do São Sebastião e como tal já temos perfeitamente identificados alguns momentos importantes do São Sebastião, o primeiro é o de respirar o momento da chegada. Este é sempre um momento importante em todas as nossas viagens, a sensação do momento de chegar é sempre marcante e sempre diferente, onde todos os sentidos despertam, marcam e ficam registados. A luz, a temperatura do ar, os aromas, os sons e até o tato, este em sentido figurado, pois não vamos para lá apalpar nada, mas apalpamos o movimento e o ambiente. Este momento ficou registado nas primeiras imagens.

 

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A tradição

Sem dúvida que os momentos da tradição da festa são os que nos levam até lá repetidamente, senão não seria tradição. A visita à “cozinha”, fazer a contabilidade dos potes, visitar a sala do pão, espreitar as cerimónias religiosas da missa, procissão e bênção dos “comer”, o desenrolar e estender da toalha de linho, o peditório e beijar do santo (este último cancelado desde a pandemia) a medida da vara, o pousar do pão a distribuição do arroz e da carne, a festa do convívio no comer e na partilha de espaços e outros comeres e beberes e a música das concertinas, acordéons e cantares que em continuo sempre pairam no ar, percorrem a festa e não se cansam…

 

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Padre Lourenço Fontes

 

Momento do Padre António Lourenço Fontes

O Padre Fontes é um habitué na celebração do São Sebastião da Vila Grande, às vezes a participar na missa ou apenas entre a população peregrina, sendo também ele um peregrino que não passa indiferente, é o homem dos selfies e com quem toda a gente quer tirar fotografias, ganha ao Marcelo. Padre Fontes que há muito é um ícone e entidade do Barroso, que melhor que ninguém conhece a terra e região que habita, a sua história, os seus usos e costumes, as suas virtudes e defeitos. É  o homem das Sextas-Feiras 13 de Montalegre e dos Congressos da Medicina Popular de Vilar de Perdizes, conotado com a bruxaria, que não pratica,  mas que acredita nos efeitos da medicina popular e das mezinhas, como homem uma pessoa simples e amiga que em sua casa a todos diz – entre que é!

 

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Eira do Pedro em Vilarinho Seco

 

da partida e da viagem até às alturas o

Momento de Vilarinho Seco

 

Temos sempre pressa em chegar, já quanto à partida, vamos adiando até que as ruas ficam despovoadas, só aí vamos andando em direção ao próximo destino, onde a festa comunitária do São Sebastião continua, nas Alturas do Barroso, mas antes temos algumas paragens ocasionais pelo caminho, e uma obrigatória em Vilarinho Seco, em casa do Pedro, para tomar café, beber um copo, conversar, ver passar quem passa, assistir ao engarrafar de trânsito e às manobras dos autocarros nas curvas e ruas apertadas da aldeia, e, como todos fazem questão de parar por lá, a festa dos cantares e concertinas continua na eira do Pedro. Mas mesmo sem pressas, chega sempre o momento da partida, e lá se parte em direção às Alturas do Barroso, aldeia já bem lá no alto da Serra do Barroso, mesmo encostada aos seus cornos que até lhe podem servir de abrigo aos ventos vindo das Galiza, mas que não a livre das neves e do frio, mas ontem, por acaso, até houve sol todo o dia, mas com o frio sempre presente.

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Alturas do Barroso

O momento das Alturas do Barroso

Alturas do Barroso é o nome da freguesia e aldeia onde também todos os anos se celebra o São Sebastião. O topónimo não engana, Alturas do Barroso porque está mesmo nas alturas da Serra do Barroso, serra central do Barroso e desde onde as vistas alcançam todo o sistema montanhoso até ao Marão, todo o concelho de Boticas e concelhos vizinhos de Ribeira de Penas, terras minhotas de Basto e parte do Concelho de Chaves e deste só não se vê mais, porque a Serra do Leiranco lhe tapa parte das vistas.

 

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Alturas do Barroso

A festa do São Sebastião nas Alturas do Barroso e quase em tudo igual à da Vila Grande, a diferença apenas está no servir do comer, no local e no próprio comer, e também na duração da festa, isto para os peregrinos. De resto, a tradição é idêntica.

 

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Alturas do Barroso

Nas Alturas oferecem a cada peregrino um prato de feijoada, um pão (biju ou papo-seco) e um copo de vinho. O comer é servido no local onde é cozinhado, dentro de portas, onde é sempre habitual estar um grupo de concertinas e cantares à porta e outro, ou mais, dentro de portas, com a particularidade de aqui (na Alturas), os cantares virarem a desgarradas.

 

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Alturas do Barroso

O momento da Despedida

Para nós a peregrinação pelo São Sebastião começa sempre de manhã, quase logo a partir do nascer do dia e, em  geral é aqui, nas Alturas do Barroso,  que terminamos a nossa peregrinação, com o cair da noite, mas antes, temos ainda sempre tempo para olhar e registar o anoitecer, coisa linda de se ver, mas sobretudo de se sentir, com um brilhozinho nos olhos, não pela emoção do momento, que a há, mas antes pelo ar frio que que em jeito de brisa nos chega mesmo a toldar o olhar.  Só depois vem a partida de regresso a casa, com um até pro ano.

 

 

29
Dez23

Cidade de Chaves - Rua de Santa Maria

Quem a viu e quem a vê


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Ainda há poucos anos recordo dizer aqui que era embora não fosse das principais ruas da cidade, era uma das ruas mais bonitas e mais interessantes do Centro Histórico de Chaves, hoje já não posso dizer o mesmo, é caso para dizer: Rua de Santa Maria, quem a viu e quem a vê… e apetecia-me dizer mais umas coisinhas, mas não digo!

 

Bom fim de semana.

 

 

22
Dez23

Cidade de Chaves - Centro Histórico

Rua da Ordem Terceira


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Temos andado pelas ruas e ruelas do nosso centro histórico de origem medieval dentro de muralhas medievais, hoje, no que resta delas. Há dois dias lançámos olhares sobre a Rua da Misericórdia, onde foi sobre a Rua dos Gatos, ambas as ruas a começar na Travessa das Caldas e a terminar no Largo Caetano Ferreira. Pois hoje estamos no largo Caetano Ferreira a lançar um olhar sobre uma das três ruas que começam neste largo, mais propriamente sobre a Rua da Ordem Terceira que contorna a Igreja Matriz, também ela medieval e que termina no início da Rua de Santa Maria/traseiras da Igreja Matriz. É também nesta rua que está instalado o Museu de Arte Sacra e por onde se faz o acesso à sacristia da Igreja Matriz e à residência paroquial.

 

Até amanhã, bom fim-de-semana e festas felizes.

 

 

07
Dez23

Cidade de Chaves - Um olhar

Largo do Cavaleiro


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Hoje lançamos um olhar desde o Largo do Cavaleiro a partir do qual também se faz o acesso à Ilha do Cavaleiro e ao Baluarte do Cavaleiro, onde se dá também início à Rua do Poço e a uma das travessas do centro histórico medieval, travessas essas, que como o topónimo indica, atravessavam, mais ou menos, perpendicularmente as principais ruas dentro da muralha medieval, no nosso caso, as suas 5 ruas ( Rua do Poço, Rua do Correio Velho, Rua de Santa Maria, Rua Direita e Rua de Bispo Idácio).

 

 

 

 

06
Dez23

Um olhar sobre a Rua do Sol

com o castelo de fundo


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Hoje fica um olhar desde a ponte pedonal para a Rua do Sol até ao castelo, curiosamente ainda sem sol, pois o céu tinha acabado de receber o nevoeiro da manhã que não deixavam passar os primeiros raios do dia. Rua do Sol que também entrou na onda da reconstrução do seu casario e que os nossos olhares agradecem.

 

E por falar em agradecimentos, hoje também agradecemos ao Sapo Blogs por nos ter brindado com mais um destaque no post de ontem do “cheirinho a Natal”. Obrigado SAPO, os vossos destaques caem sempre bem tal como a vossa ajuda sempre que precisamos.

 

Para o pessoal de Chaves, um bom dia de feira, para os restantes, apenas um bom dia.

 

 

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