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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

08
Mai22

O Barroso aqui tão perto - Vila Pequena

Aldeias do Concelho de Boticas - Freguesia de Dornelas

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Embora sem a regularidade que eu pretendia, mas chegamos à última aldeia de mais uma freguesia do concelho de Boticas que, se ainda se lembram, andávamos pela freguesia de Dornelas.

 

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Depois da última aldeia que aqui trouxemos desta freguesia de Dornelas foi a Vila Grande. Seguindo a metodologia com que iniciámos estes posts, o de seguir a ordem alfabética do nome das aldeias dentro da respetiva freguesia, em Dornelas a seguir à Vila Grande vem a Vila Pequena, e é para lá que vamos hoje.

 

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Já é sabido que o Barroso é terra de contrates, geralmente o seu primeiro contraste, mais ou menos conhecido por toda a gente, é a do Alto Barroso e Baixo Barroso, embora na realidade do terreno não haja bem essa perceção. Pessoalmente consigo distinguir no terreno outros pequenos Barrosos dentro do seu todo, mas no final, a realidade resume às terras altas e agrestes localizadas nas cotas mais altas das altas montanhas do Barroso, e a pequenos vales e depressões entre montanhas e ao longo dos rios e ribeiros do Barroso, onde, aí, a cor dominante é o verde.

 

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Em geral, e como é natural, as aldeias nasceram à beira das zonas onde o verde é dominante, maioritariamente na transição entre o verde e o agreste, ou seja, sem sacrificar as terras de cultivo onde se semeava o pão para todos os dias, mas também as pastagens para o gado bobino, pois as ovelhas e cabras sempre podem subir à montanha, de verão até às cotas mais altas e de inverno pelas suas faldas. Isto mais no passado, e não muito distante, pois hoje em dia, tem-se apostado mais nas pastagens e cultivo de forragens para o gado bovino.

 

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Mas como sempre não há regras sem exceções e esta freguesia de Dornelas, em parte, é uma exceção, isto quanto à sua localização, pois as aldeias 4 das suas 7 aldeias, estão implantadas e partilham terras verdes, mais ou menos planas, entre montanhas, avistando-se umas às outras, são elas a Espertina, o Antigo de Dornelas, a Vila Grande e a Vila Pequena.

 

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Esta condição da localização/implantação e proximidade destas 4 aldeias faz com que entre elas exista um certa cumplicidade natural, reforçada, também naturalmente, com  o pertencerem todas à mesma freguesia.

 

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Assim quase tudo que dissemos em relação às aldeias que já por aqui passaram deste conjunto de aldeias, aplica-se também a nossa aldeia de hoje, a Vila Pequena e ao conjunto anterior poderíamos acrescentar ainda a aldeia da Gestosa, ficando apenas de fora, pela sua condição de aldeias mais isoladas e de montanha, as aldeias de Casal e Lousas.

 

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Também a localização da Vila Pequena e itinerário para chegar até lá, é semelhante, ou o mesmo caminho que tivemos de percorrer para chegar às suas aldeias vizinhas, mas pelo sim pelo não e como o último post dedicado à freguesia já foi há umas semanas, aqui fica de novo.

 

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Iniciemos pela sua localização e itinerário para ir até lá, que, tal como para a grande maioria das aldeias do concelho de Boticas, sempre com partida desde a cidade de Chaves, devemos tomar a Estrada Nacional 103, estrada Chaves-Braga, mas só até Sapiãos. Aí, saímos da E103 e rumamos em direção a Boticas, que quer se passe pelo centro da vila ou pela variante, iremos acabar por ir ter ao Centro de Artes Nadir Afonso, onde, na rotunda, devermos tomar a saída em direção a Ribeira de Pena e Cabeceiras de Basto, ou seja a ER311 a “grande via” que atravessa quase pelo meio todo o concelho de Boticas.

 

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Ao todo, até chegar a Vila Pequena, deveremos percorrer 45,2km, e embora próxima da estrada ER311, temos de sair dela. Para sair, podemos tomar como referência a aldeia de Agrelos, a partir da qual devemos ir com atenção, pois vamos entrar pela Espertina, fica a 2,5km desta aldeia e após uma curva onde a meio, do lado esquerdo, está uma pequena capela e na estrada deverá existir uma placa a indicar Antigo para o lado esquerdo e Alturas para o lado direito. É aí, em direção a Antigo, que devemos sair da R311, e logo a seguir é a Espertina.

 

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Depois logo a seguir à Espertina, localizada na descida para uma pequena depressão de terreno entre montanhas, temos à esquerda a saída para o Antigo de Dornelas e à direita a saída para a Vila Pequena que, dada a proximidade, já estará visível aos nossos olhos.

 

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E por hoje é tudo, mas ainda vamos ter oportunidade de ter aqui outra vez a Vila Pequena, no próximo post dedicado à freguesia, com o resumo da freguesia de Dornelas.

Falta apenas o habitual vídeo com todas as imagens da Vila Pequena publicadas até hoje neste blog.

Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E concluímos a freguesia de Dornelas, concelho de Boticas, pelo que nos despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui o resumo da freguesia.

 

 

08
Abr22

Cidade de Chaves

Panorâmica da Avenida dos Bombeiros Voluntários

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Hoje ficamos com uma panorâmica da Avenida dos Bombeiros Voluntários, embora já sem bombeiros nestas paragens, mas felizmente manteve-se o antigo picadeiro militar, tendo sendo reconvertido para as instalações da Polícia de Segurança Pública, ao contrário de alguns edifícios militares e públicos que foram demolidos, quase todos com o pretexto de novos largos ou alamedas que se ficaram pela intenção, se é que a chegou a haver. Seja como for, neste espaço que esta panorâmica abrange, podemos dizer que todas as intervenções, mais ou menos recentes, que aconteceram, foram todas positivas e a cidade só ficou a ganhar.

 

Bom fim de semana!

04
Abr22

De regresso à cidade...

Rua do Bispo Idácio - Cidade de Chaves

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Hoje fazemos o regresso à cidade com passagem pela rua do Bispo Idácio que os mais velhos recordam como rua da Cadeia (até 1970), por aí se ter situado a cadeia comarcã, no mesmo edifício onde mais tarde foi instalada a Polícia (PSP) e atualmente estão instalados serviços municipais, também conhecidas como espaço Polis, edifício esse localizado na esquina do lado esquerdo confrontante com rua ou ladeira da Trindade. Rua esta que começa na ladeira da Brecha e termina no largo do Anjo, fazendo o seu percurso mais ou menos paralelo à rua Direita, com a particularidade de todos os edifícios do seu lado Norte estarem construídos sobre a muralha medieval da cidade. Nesta rua existiu também a capela de N.S. da Encarnação (1564), que Tomé de Távora e Abreu no séc.XVIII também denominou como capela de N.Srª do Amparo. Capela que hoje já não existe como tal e dela só resta a sua fachada principal, e que se localiza precisamente ao edifício atrás referido da antiga cadeia. Quanto ao Bispo Idácio, fica apenas, muito resumidamente um pouco de quem foi, como o ter nascido em Lémica, cidade da Ribeira de Lima, é o autor do Cronicon e no ano de 427 foi eleito bispo da Igreja de Chaves. No ano de 460, Frumário, com uma horda de Suevos prende o Bispo Idácio, tendo-no posto a ferros. Suportou um cativeiro de 3 meses, sendo depois libertado.

Mais sobre o bispo Idácio aqui

Boa semana!

 

01
Abr22

O Barroso aqui tão perto - Montalegre

Um olhar sobre um trecho da Portela

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Como já vendo sendo habitual, às sextas-feiras vamos ter por aqui num dos posts do blog, a Vila de Montalegre, com posts mais ou menos elaborados um simplesmente com um olhar, sobre uma rua, um largo, uma igreja, o castelo, etc.. Assim, hoje ficamos apenas com um olhar de um trecho da Portela, ou a Portela na intimidade das suas ruas, na margem da sua rua, historicamente, principal.

 

 

 

27
Mar22

O Barroso aqui tão perto - Montalegre

Vila de Montalegre

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Desde já fica o aviso de que a nevada que se vê na foto não é de hoje, bem poderia ser, mas esta já se foi, há muito que caiu e derreteu, pois a foto é de fevereiro de 2014, mas como é um cenário que pode acontecer a qualquer momento e que eu saiba o largo é assim que existe, continua a ser uma imagem atual.

 

Um largo que é também uma imagem de marca de Montalegre e que bem poderia chamar-se o largo dos poderes, pois nele moram o poder político no edifício da Câmara Municipal de Montalegre, o poder judicial com o seu Palácio da Justiça e um outro poder, que embora não oficial é dos que mais manda, o poder económico, representado na praça pelo edifício da Caixa Geral de Depósitos, do qual se vê apenas uma nesga do seu edifício, à esquerda da imagem.

 

Imagem também de marca é o centenário carvalho, designado por Carvalho da Forca e que está considerada uma árvore de interesse público (D.L. 14/2006) que segundo consta na placa que repousa a seu pé, nele foi publicamente executado, em 18 de setembro de 1844, o último enforcado de Montalegre.

 

 

19
Mar22

Vila de Vidago

Concelho de Chaves

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Uma das vantagens deste mundo virtual da internet é o de podermos moldá-lo e ajustá-lo como queremos, mesmo que não corresponda à realidade dos nossos dias. Assim, os que acompanham o blog já sabem que às segundas-feiras regressamos à cidade, à nossa cidade de Chaves, isto quer dizer que nos fins-de-semana, deixamos a cidade e andamos por outras paragens. Aliás ultimamente até iniciamos os nossos fins-de-semana às sextas-feiras, com uma voltinha pelo Barroso e sempre que possível pela arte ou mundo da ilusão. Os sábados, quase desde sempre neste blog é dedicado ao mundo rural flaviense, ou tudo que vai além de Chaves, e assim queremos que continue a ser. Assim, fica desde já anunciado que brevemente iniciaremos mais uma ronda completa pelo nosso concelho, pelos seus lugares, mas com uma abordagem mais ampla ao nível das freguesias. Será, no entanto, uma abordagem histórica, ou melhor, uma mistura da história referente a outros tempos com a realidade atual, onde as palavras será a de outros tempos e, na impossibilidade de fisicamente podermos também nós regressar nesse tempo, deixaremos aqui imagens atuais.

 

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Até que essa ronda se inicie, pois desta vez queremos manter a sua regularidade sem falhas, o que nos obrigará a ter os posts prontos com alguma antecedência, pelo menos de algumas semanas. Mas íamos dizendo que até lá, continuaremos a trazer aqui, aos sábados, o concelho para além da cidade de Chaves, em especial a vila de Vidago.

 

 

23
Fev22

Cidade de Chaves - Um olhar

Travessa da Rua Direita

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Apenas um olhar sobre uma travessa por onde se atravessa da rua Direita para a rua Bispo Idácio e se for ao contrário, também é verdade, ou seja, uma travessa por onde se atravessa da rua Bispo Idácio para a rua Direita, daí ter adotado o topónimo de travessa da Rua Direita, embora a bom dizer, também deveria ser travessa da Rua Direita e de Bispo Idácio, mas está como está ou é como é e também está bem…

 

 

 

09
Jan22

O Barroso aqui tão perto - Vilarinho de Arcos C/Vídeo

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VILARINHO DE ARCOS - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de VILARINHO DE ARCOS, concelho de Montalegre.

 

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Estamos no Barroso, estamos no Norte de Portugal, temos a Galiza aqui ao lado por isso é comum, vulgar até, estarmos em terras cujo topónimo contenha “Vilar de” Vilarinho de”, “Paradas” e “Paradelas” e “Sãos” e “Santas” de todos os nomes, topónimos conjuntos que lançam mão de um segundo topónimo de uma aldeia mais próxima onde têm a sua origem, de uma igreja ou capela, de uma região ou da sua condição geográfica. Pois hoje estamos numa dessas aldeias cujo topónimo, no caso, é Vilarinho.

 

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Vilarinho que também é diminutivo de Vilar, que teoricamente seria um “Vilar” mais pequeno, cujo significado de origem, seria também ser parte de uma “Villa” cedida para usos agrícolas, daí ter no seu segundo topónimo o nome dessa “Villa” que lhe fica sempre próxima, ao lado, por assim dizer, como acontece aqui no concelho de Montalegre com o Vilarinho de Arcos, com a aldeia de Arcos ao lado e Vilarinho de Negrões, com Negrões também próxima.

 

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Mas dizia atrás que esta do “Vilarinho” ser um diminutivo de “Vilar”, que por sua vez nasce de uma “Villa” ou sejam povoações mais pequenas que a sua “Villa”, o era teoricamente, e talvez o fossem na sua origem, mas que hoje em dia nem sempre corresponde à verdade, pois tanto os “Vilares” como os “Vilarinhos” cresceram e muitas das vezes são povoações maiores do que aquelas onde tiveram a sua origem, mas isto são apenas curiosidades que tem a ver com a história destas povoações.

 

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Pelo menos no caso destes “Vilarinhos” não temos dúvidas quanto à sua origem, que no caso deste Vilarinho de Arcos, teve origem na povoação de Arcos que lhe fica ao lado, a menos de 1Km de distância, e sim, ligadas por terras agrícolas na margem direita do Rio Bessa, quase junto à sua nascente. Outra curiosidade ainda, e que tem a ver com outro topónimo que atrás não mencionámos, que é o topónimo “Antigo de” que neste caso também existe, pois as tais terras agrícolas que unem Vilarinho de Arcos a Arcos, prolongam-se sempre junto ao Rio Bessa até Antigo de Arcos, mas este sem povoação, ou quando muito, em tempos remotos, poderia ter sido o Antigo de Serraquinhos.

 

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Mas como hoje estamos aqui pelo vídeo que Vilarinho de Arcos não teve aquando do seu post completo, para o qual finca link no final deste, vamos passar de imediato ao seu vídeo, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de VILARINHO DE ARCOS:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui o vídeo da aldeia de VILARINHO DE NEGRÕES, curiosamente outro “Vilarinho” de Montalegre.

 

 

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