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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

13
Set12

Mais duas imagens

 

Mais duas imagens onde dois materiais aos quais o homem recorreu desde sempre e vão fazendo a arte dos tempos - a pedra e o ferro. Falta a madeira, eu sei, mas para hoje fica a pedra milenária da nossa ponte romana e um bocadinho de ferro e chapa que a ferrugem de 100 anos ainda não consegui comer.

 

 

E como ando um pouco parco de palavras, fico-me por aqui, mas já a seguir vem aí o “Homem sem memória” de João Madureira.



08
Set12

Agrela, o coelho de ontem à noite e os Burros de Miranda

 

 

 

Ontem a imprensa durante a tarde fartou-se de anunciar coelho para o jantar de todos os portugueses. Era o aperitivo antes da previsível vitória de  Portugal sobre o Luxemburgo. Impávidos e serenos fomos aguardando pelo momento televisivo do dia. Ligámos televisão mais cedo e fomos assistindo a uma peça na TV Regiões sobre a feira dos burros em Miranda do Douro. Como o coelho só era servido por volta das 19H15, deu ainda tempo para na net ir também à feira dos burros de Miranda, onde encontrei por lá palavras sábias de um agricultor local, o Sr. Artur Gomes. Diz ele a respeito dos burros:

 

“Todos sabemos que os combustíveis estão cada vez mais caros. Os burros, depois de ensinados, são um bom auxiliar para os trabalhos no campo, o que ajuda a poupar nos gastos com o gasóleo”

 

E acrescenta:

 

Animais como os burros desempenham várias tarefas (…) , como  puxar a carroça, transportar pessoas e ferramentas (…), entre outras utilidades, o que leva os seus proprietários a afirmarem que “cada vez mais compensa trabalhar com eles”, já que são “dóceis e de fácil maneio”.

 



Entretanto chegou a hora do coelho, e embora até seja um prato de que goste, nos últimos anos anda-me a provocar uma certa azia e tem-se tornado difícil de digerir, mas mesmo assim sentei-me à mesa até que o coelho saiu… Quando passados uns minutos me levantei da mesa, lá veio a azia do costume, aliás sem surpresa, mas dos momentos televisivos a que assisti, o que me ficou em mente foi mesma a feira dos burros em Miranda do Douro, mas sobre tudo as palavras do sábio agricultor a respeito dos mesmos : “Cada vez mais compensa trabalhar com eles, já que são dóceis e de fácil maneio” . E foi assim toda a noite, cada vez que me lembrava do coelho, eram as palavras do agricultor as que me vinham à cabeça.

 

Claro que houve o futebol e embora Portugal até tivesse vencido, a tristeza do Cristiano Ronaldo contagiou-me e quando assim fico, refugio-me na leitura. Os diários de Torga, pela brevidade dos textos, são um bom remédio para estes meus estares. Abri ao calhas o Diário XI,  por acaso uma passagem escrita em Chaves:

 

Chaves, 11 de Abril de 1968

 

Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão.

 

Miguel Torga, In Diário XI



E de novo o coelho e os burros de Miranda.

 


 

Desculpas para Agrela cujas imagens ilustram o post de hoje mas que nada têm a ver com as palavras. Está cá porque é uma das aldeias da raia que eu prometi trazer por aqui aos sábados.

 

Ainda hoje, ao meio-dia, os Pecados e Picardias, de Isabel Seixas.



29
Ago10

Madalena Rural - Prado, Qtª da Condeixa e Sr. da Boa Morte

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Como vem sendo hábito neste blog, os fins-de-semana estão reservados para o mundo rural e as suas aldeias. Prometi que passariam por aqui todas as aldeias e lugares (rurais) do concelho, e hoje não vai ser excepção, embora algumas dúvidas possam surgir pela vossa parte quanto à ruralidade dos lugares de hoje.

 

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Cronologicamente falando pela ordem da criação, hoje vamos até à freguesia nº50, ou seja, a freguesia da Madalena que em tempos, não sei precisar mas penso que até inícios dos anos 70 do Sec. Passado, estava integrada na freguesia de Chaves que foi extinta para dar lugar às freguesias de Stª Maria Maior e Madalena.

 

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À anterior freguesia de Chaves, além da cidade histórica que se resumia praticamente ao actual Centro Histórico do qual o Bairro da Madalena também faz parte, pertenciam os lugares ou aldeias dos Aregos, Campo de Cima, Casas dos Montes, Prado, Ribeira das Avelãs, Seixal e Telhado. Estes lugares/aldeias eram os que constavam em documento oficial da altura, embora existissem ainda outros lugares com estrutura de bairros consolidados e separados dos atrás referidos, como o Caneiro (de baixo e de cima), o Campo da Fonte, S.Bento, Casa Azul, Sr. da Boa Morte, Codessais, todos eles da margem esquerda do rio e da actual freguesia da Madalena.

 

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Não sei qual a razão que levou à extinção da freguesia de Chaves, mas o facto, é que (à excepção do Bairro da Madalena) de um lado ficou a cidade e do outro o campo implantado em plena veiga de Chaves, com excepção para a Ribeira das Avelãs, aldeia que já teve aqui o seu post integrado neste espaço rural do blog.

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Em suma, ou rematando aqui a coisa antes de a complicar mais, a freguesia da Madalena é uma freguesia maioritariamente rural e como tal, é neste espaço de fim-de-semana que deverá ser tratada, com excepção, claro, para o núcleo histórico do Bairro da Madalena que sempre foi cidade e historicamente dentro das suas muralhas.

 

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Claro que hoje, embora a freguesia da Madalena mantenha a sua ruralidade de sempre, tal como a cidade, o facto é que entre os lugares e aldeias da Madalena atrás referidos já não há separação física ao nível do casario e se antigamente os núcleos desses lugares e aldeias estavam bem definidos e consolidados, havendo entre eles uma eternidade (parecia) de campos de cultivo, hoje, desde o Campo de Cima ou do Seixal até Casas dos Montes, todo o espaço se percorre em ruas que se desenvolvem entre o casario existente, isto para me ficar nos limites da antiga Freguesia de Chaves, pois o fenómeno já alastrou para as freguesias vizinhas das Eiras, Vilar de Nantes, Samaiões, Valdanta, Santa Cruz/Trindade e Outeiro Seco, sendo estas freguesias (aparentemente) mais bairros periféricos da cidade que propriamente aldeias isoladas, pelo menos visto do céu, é assim.

 

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E blá,blá,blá, tudo isto para voz dizer que hoje trago aqui o Prado, a Quinta da Condeixa e o Sr. da Boa Morte, apenas em imagem, pois quanto à sua história, pouca tem, ou melhor (que isto do português é traiçoeiro) resume-se à história de duas ou três antigas grandes quintas agrícolas e à sua vida, pois tudo o resto, é casario na veiga que essas grandes quintas foram cedendo para a construção, coisas da modernidade, das influências e de nunca ninguém ter tido tomates (é assim mesmo que se diz) para travar ou não autorizar a construção em plena veiga de Chaves, com regadio e tudo, e tanto assim é, que se chega ao ridículo e absurdo dos apartamentos em edifícios de habitação colectiva serem obrigados a pagar regadio, como se tais fossem hortas, quintas ou quintais.

 

 

 

 

 

 

08
Jun09

Repórter de Serviço e o Novo Design de Mobiliário Urbano

E depois das eleições de ontem em que todos os partidos ganharam e outros não perderam, mas em que apenas o BE pode reclamar vitória, vamos a mais um repórter de serviço.

 

Segundo o diz-que-diz (por confirmar), a Câmara Municipal não terá ficado muito contente com o mentor e o resultado do design obtido na decoração da rotunda do Alto da Trindade. Ao que consta (também por confirmar) a C.M. terá contratado um novo designer de mobiliário urbano com preocupações ambientais, reutilizando objectos em plástico e outros materiais abandonados no lixo.


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Também consta (por confirmar) que o novo mobiliário terá despertado a curiosidade e interesse dos municípios vizinhos, pelo que a C.M. (também por confirmar) pensa criar uma empresa em parceria com a RESAT, para produzir este tipo de mobiliário urbano,  sempre com recurso à reutilização de materiais. Ou seja, a RESAT fornecerá os materiais e o novo designer da C.M procederá à sua transformação, aplicação, não só em Chaves, mas também em Verin e em todo o Alto-Tâmega.  Em suma, será a primeira empresa da C.M., que segundo a nova termologia comunitária aplicada a empresas amigas do ambiente e economicamente viáveis se poderá considerar por “Empresa Sustentada” (a lixo, claro).

 

Fica como exemplo de novo mobiliário urbano um dos bebedouros públicos para pessoas e animais.

 

O fotógrafo de serviço foi o D.P.

18
Fev09

Repórter de Serviço

 

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Claro que comparado com a queda da muralha (Baluarte do Cavaleiro) este pequeno troço de muro do Tabolado/Tâmega, não é nada, mas nem por isso deixa de ser importante.  Também seria importante averiguar porque é que estas coisas caem para que a razão, ou melhor as desculpas,  não sejam sempre as causas naturais e as condições climatéricas adversas, pois estas apenas aceleram um mal que já existe. Eu tenho as minhas teorias, mas como não sou entendido na matéria, vou aguardar pelas conclusões da comissão de inquérito.

 

Já os actos de vandalismo não são causas naturais que advêm de condições climatéricas adversas. Aparentemente não o são e, estão associados a excessos de juventude aliados a outros excessos, como álcool e as drogas. Também aqui, tal como na queda dos muros e muralhas, os excessos são as causas do vandalismo que os transforma em vândalos, mas também é uma forma inconsciente que a juventude tem para dizer o que lhe vai na alma. Sem desculpa, é certo, mas também aqui os males não nascem no acto de vandalismo, mas antes, nascem mesmo no berço e numa sociedade que cada vez mais cresce sem valores, nem que fossem os velhos e antigos valores que se praticavam antigamente em que as coisas faziam-se ou não conforme parecesse bem ou parecesse mal. Em suma, também nestes actos de puro vandalismo havia de existir uma comissão de inquérito para saber porque acontecem e quais as medidas a tomar para que não aconteçam. Eu aqui também tenho as minhas teorias, mas como (também) não sou entendido na matéria, vou aguardar pelas conclusões da comissão de inquérito.

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E o problema destas coisas é que ninguém é entendido em nada e as coisas acontecem, principalmente os actos de vandalismo que até já começam a tornarem-se, ou acharem-se naturais e, aos quais todos ficam indiferentes. Estragou-se, está estragado e prontos!

 

Mas esta indiferença de todos não acontece por mero acaso, pois é quase imposta por quem não deveria ficar indiferente, quando as pessoas que são diferentes porque não são indiferentes, alertam estes indiferentes para estas anormalidades.  Só assim compreendo como é que no parque infantil do Tabolado há brinquedos partidos quase desde a sua abertura e nunca foram retirados ou concertados e, por entre outros que parecem em bom estado, haja ratoeiras que possam provocar acidentes e trazer sérias ou até trágicas consequências aos putos, como é o caso de ausência (porque foi partida e retirada) de uma parte do gradeamento da casota central de diversões.  Ah!, mas claro que aqui a culpa é dos pais em não estarem com atenção e serem indiferentes a uma ausência que pela certa nem sabem que existe.

 

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 Anormal também é quando a coisa cai na praça pública (imprensa e afins) arder o Carmo e a Trindade e logo se procurar um infeliz para culpabilizar.

Tudo isto porque também sou pai e também tenho uma criança que ainda brinca nesses brinquedos. Não tenho ficado indiferente e até tenho dado os recados a quem penso que devo dar. Pelos vistos não sei escolher as pessoas para recepcionarem os recados, por isso, pode ser que vindo a lume no blog, os “apontadores recadeiros” do costume, levem este recado a quem possa fazer alguma coisa para mandar compor e manter estes espaços públicos com o mínimo de dignidade e sem perigos escondidos. Quanto à ousadia de trazer estas coisas a  público, que são actos de cidadania, já vou estando habituado a confirmar a regra de se ser preso por ter cão e por não ter.

 

Até já, quem vêm aí as alheiras de bacalhau. Quer alho!

 

 

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    • P. P.

      Maravilhosos olhares.

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