Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

10
Jul21

Praia de Vidago

Imagens para memória futura


1600-praia-vidago (42)

 

Hoje ficam quatro imagens para memória futura, de um futuro que está bem próximo. Tudo que se vê nestas imagens irá em breve ser submerso pela barragem que está em fase de conclusão nas proximidades de Ribeira de Pena.

 

1600-praia-vidago (8)

 

Com a barragem vai desaparecer um dos troços mais interessantes que o rio Tâmega tem, praticamente selvagem por ser inacessível a partir das margens do rio, com ecossistema singular e uma beleza impar, se percorrido através das águas do rio. Fui testemunha disso mesmo  quando nos anos 90 tive a oportunidade de fazer todo este troço de barco entre Vidago e Ribeira de Pena.

 

1600-praia-vidago (4)

 

Imagens para memória futura mas também um requiem para o rio Tâmega, pois com esta barragem, pouco vai sobrar deste rio que já hoje é pouco saudável, mas contra o pod€r não há argumentos e se os há, dr€pr€ssa são ultrapassados ou esquecidos, nem que seja com promessas que não são para cumprir. Vamos esperar pela barragem para ver se os benefícios justificam a morte de um rio, barragem que também se poderá converter numa ETAR, ou melhor, numa EAR gigante, porque o T de Tratamento não vai existir…

 

1600-praia-vidago (127)

 

Seja como for, tudo isto que vos deixo aqui em imagem, dentro de uns meses, estará submerso, e deste cantinho da Praia de Vidago, apenas restará a memória de boas recordações que o pessoal da minha geração teve oportunidade de desfrutar.

 

 

 

20
Mar21

Rio Tâmega - Chaves - Portugal

desde que entra até que sai de terras flavienses


1600-vila mea (272)

Vila meã – Presa do moinho

 

Ainda sem ideias para a nova ronda a fazer sobre as nossas aldeias, mas também, por causa do bicho,  impedidos de circular livremente pelo nosso mundo rural, vamos lançando mão àquilo que temos em arquivo e que pode ser “tema de conversa” para mais um post neste blog. Assim vamos por este nosso rio Tâmega abaixo, desde que ele entra em Portugal, ainda servir de raia com a Galiza, até que ele abandona terras flavienses.

 

1600-acude (95)

Açude de Vila Verde da Raia

 

O rio Tâmega nasce na Galiza e por lá anda até entrar em terras portuguesas, mas num troço de 3,4Km, o Tãmega ainda é partilhado com a Galiza, isto entre a nossa aldeia de Vilarinho da Raia e o Açude de Vila Verde da Raia, pois até aqui, na margem esquerda do rio ainda é Galiza e na margem direita, Portugal, troço onde existem duas povoações portuguesas, Vilarinho da Raia e Vila Meã enquanto que da margem esquerda existe a aldeia Galega de Feces de Baixo, que é quase mais portuguesa que galega, sendo mais um dos nossos “supermercados”, desde sempre, pois nem no tempo da outra senhora ou da fronteira, houve força que impedisse tal realidade, aliás até penso que se fazia mais comércio  nesse altura do que hoje em dia.

 

1600-tamega (125)

Um das lagoas do Tâmega resultante da antiga exploração/extração de areia

 

Mas é no Açude de Vila Verde da Raia que o Tâmega adquire a “nacionalidade portuguesa”, começando logo por ser aprisionado para uma boa causa – permitir a rega da imensa veiga de Chaves. Atenção que esta da “imensa” veiga, tem de ser lida dentro do contexto de estarmos entre os montes, pois no contexto de terras planas, seria uma migalha, mas mesmo assim, a grosso modo, tem  11,5Km x 3.5 Km, ou seja 40 250 000 m² que em termos de hectares são 4 025ha de terra plana entre montes.

 

1600-(44546)

Rio Tâmega em Chaves com a Madalena de fundo e uma nesga da ponte romana

É precisamente dentro desta veiga, que no troço entre Vila Verde da Raia, Outeiro Seco e Santo Estêvão o rio se vai espraiando em pequenos lagos, hoje aparentemente naturais mas que na realidade resultaram da desenfreada extração de areias que durante pelo menos duas dezenas de anos serviu de alimento ao fabrico de betão para construção das moradias, armazéns e grandes mamarrachos da nova cidade de Chaves, mas que infelizmente, esse b€tão também conseguiu entrar no centro histórico, com mais impacto no antiga Quinta dos Machados e no antigo mercado municipal. Seja como for a extração de areias terminou e hoje são mesmo pequenos lagos que algumas espécies de peixes e aves tomaram como residência habitual ou sazonal.

 

1600-CURALHA (813)

Presa de um dos moinhos de Curalha

 

Entretanto o rio chega à cidade e numa centena de metros torna-se urbano, onde cinco pontes o atravessam, hoje, três delas pedonais, mas o destaque tem de ir mesmo para a milenar ponte romana, a nossa top model com quase 2 000 anos de existência e que sem qualquer dúvida é e sempre foi o bem mais precioso que a cidade de Chaves tem, daí ter sempre resistido a invasões e destruições da cidade. E o rio, embora tome a sua dose de urbanidade ao atravessar a cidade, a verdade é que depressa mergulha outra vez na sua ruralidade, onde algumas presas assumem por vezes a dupla função de alimentadores de energia para moinhos, mas também como “pontões” por onde se pode atravessar fora do período das chuvas.

 

1600-moinhos-moure (42)

Antiga presa de um dos moinhos da proximidade de Moure

 

Moinhos e presas que também já tiveram a sua época e que hoje maioritariamente estão abandonados e em ruinas, salvo raras exceções como é o ou os moinhos de Curalha. Presas que em tempos também proporcionavam pequenas praias fluviais ao longo do rio, algumas até bem concorridas como era o Açude de Vila Verde da Raia ou a Praia de Vidago, mas tudo isso são coisas do passado, em que o rio era saudável e mantinha as suas águas quase cristalinas durante quase todo o ano. Qualidade das águas que o grande boom da construção e o êxodo rural com a sua população a concentrar-se quase toda em Chaves mas também em Verin,a exploração de areias do lado galego e português,  veio ferir quase de morte as águas do rio, e para destruir a sua qualidade bastaram duas dezenas de anos, para recuperar essa qualidade, por mais ETARes  que se construam, a água nos três meses de inferno fica “choca”  e depois só as cheias conseguem limpar alguma coisa, mas falta-lhe a antiga natureza a trabalhar na sua limpeza natural de quando o rio descia livre e em paz até encontrar o rio Douro.  

 

1600-praia-vidago (128)

Praia de Vidago

 

Finalmente chegamos ao local onde o rio passa para outros concelhos, pois logo a seguir a esta “Praia de Vidago” de onde muitos flavienses guardam boas memórias, começam os concelhos de Vila Pouca de Aguiar (na margem esquerda) e o concelho de Boticas e Ribeira de Pena (ma margem direita) onde o rio passa também a ser barrosão e penato para mais tarde passar a ser minhoto. É assim a vida deste rio, nasce Galego, transforma-se em flaviense/transmontano, para depois passar a transmontano e barrosão e finalmente minhoto, para no seu final engrossar as águas do rio Douro onde, precisamente há 20 anos aconteceu a tragédia da ponte de Entre-os-Rios.

 

 

 

15
Set18

Praia de Vidago, era uma vez...


1600-praia-vidago (122)

 

Já tínhamos anunciado no último sábado que o nosso lugar de hoje seria a Praia de Vidago, mais uma exceção a entrar nesta rubrica das aldeias de Chaves, pois a Praia de Vidago também não é uma aldeia, apenas um lugar, na margem direita do rio Tâmega, junto a uma das 4 pontes do concelho de Chaves construídas totalmente em granito sobre o rio Tâmega, sendo as restantes a nossa Top Model Ponte Romana e a Ponte Nova em Chaves e a ponte ferroviária de Curalha.

 

1600-praia-vidago (139)

 

E já que atrás abordámos as pontes de pedra sobre rio Tâmega, ficam, a título de curiosidade, outras travessias do rio, igualmente em pedra, mas sem alcançarem a categoria de ponte, como são os pontões entre Souto Velho e Vilarinho das Paranheiras (apenas a umas centenas de metros da ponte da Praia da Vidago e o pontão dos moinhos de Curalha (apenas a umas dezenas de metros da ponte ferroviária de Curalha) e por último as poldras de Chaves, estas entre as outras duas pontes de Pedra de Chaves (Romana e Nova). Penso não haver mais, embora haja ainda outros lugares em pedra onde o rio se pode atravessar, tal como as represas dos moinhos do Tâmega, mas estas travessias apenas utilizáveis quando o rio vai com um caudal baixo.

 

1600-praia-vidago (64)

 

Quanto à Praia de Vidago, embora assuma o topónimo da Vila de Vidago, a aldeia que tem mais próxima é a de Souto Velho. Um lugar que tem aqui espaço por ser um dos que também nos servia de praia no tempo em que a qualidade da água do rio Tâmega ainda se podia utilizar para banhos.  Era sobretudo um lugar de convívio entre jovens de Vidago e Chaves, pelo menos para mim, assim foi. Isto quanto ao espaço balnear fluvial, que se localizava na margem esquerda do rio.

 

1600-praia-vidago (96)

 

Mas na Praia de Vidago, desde que me lembro, sempre existiu aquela construção junto ao rio, na margem direita que tem adossada a numa das suas paredes exteriores a inscrição de “PRAIA DE VIDAGO”, que cheguei a conhecer como bar e restaurante, sem dúvida um dos lugares mais agradáveis da altura, romântico q.b., onde se estava bem, principalmente de verão à sombra das frondosas árvores, entre as quais alguns sobreiros.

 

1600-praia-vidago (16)

1600-praia-vidago (8)

 

A fraca qualidade da água entre outras modernidades e ofertas fizeram com que a Paria de Vidago deixasse de o ser.

 

1600-praia-vidago (135)

 

A última vez que fui por lá foi em março de 2010, recolher imagens para memória futura, isto porque se anunciava a morte de um troço do Rio Tâmega, talvez o troço mais bonito e por ser de difícil acesso, segredo bem guardado deste rio. Refiro ao troço entre Vidago e Ribeira de Pena a ser engolido por uma barragem, incluindo tudo isto que hoje fica em imagem, que a ser construída a barragem, ficará totalmente submerso. Para mim mais um atentado a este nosso rio, mas diga-se a verdade que não sei em que ponto está esta situação da barragem, pois cheguei a uma altura que, em prol da minha saúde mental desliguei do assunto, sobretudo quando contra lobismos, poder económico e político à mistura, nada há a fazer, principalmente se a população local vive em fase de conformismo.      

 

 

 

27
Fev10

Imagens para memória futura e palavras para quem as lê


Já começou a contagem decrescente.

.

 

.

Para memória futura, aqui ficam três imagens que vão ser engolidas por uma barragem.

.

 

.

Um testemunho da preocupação  que os senhores de Lisboa têm connosco e do como verdadeiramente interessamos.

.

 

.

Mas não é só por Lisboa que os nossos interesses são defendidos. Por cá, os mesmos interesses, também se preocupam connosco.

 

 

Para saber mais sobre o assunto, ver o post publicado em: Requiem para o Rio Tâmega

 

 

 

 

 

Sobre mim

foto do autor

320-meokanal 895607.jpg

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

 

 

1600-(61066)-21-anos

Links

As minhas páginas e blogs

  •  
  • FOTOGRAFIA

  •  
  • Flavienses Ilustres

  •  
  • Animação Sociocultural

  •  
  • Cidade de Chaves

  •  
  • De interesse

  •  
  • GALEGOS

  •  
  • Imprensa

  •  
  • Aldeias de Barroso

  •  
  • Páginas e Blogs

    A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    X

    Z

    capa-livro-p-blog blog-logo

    Comentários recentes

    • fjr barreiro

      Parabéns AMIGO Fernando DC Ribeiro por mais este a...

    • Fer.Ribeiro

      Caro Cid Simões, eu é que agradeço as suas visitas...

    • Cid Simões

      Há muitos anos que acompanho o seu trabalho e agra...

    • cid simoes

      Além de lhe desejar muita saúde, convido-o a const...

    • Anónimo

      *Cidade da Niebla*Vá-se lá saber por quê, o Post(a...

    FB