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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

18
Set17

Cidade de Chaves e a Nª Srª das Graças - Edição 2017

 

E como ontem aconteceu mais uma edição da Nª Senhora das Graças em Chaves, é com um pequeno resumo do final da procissão que fazemos o regresso à cidade de hoje. Espero que gostem. A título de curiosidade, o video que vos deixo é composto por 550 fotografias e 1 vídeo (com a marcha de chaves.

12
Jul15

Visita da Imagem Peregrina de N.Srª de Fátima a Chaves

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A imagem de N.Srª de Fátima anda em peregrinação pelas dioceses portugueses durante este ano e o próximo. Ontem às 18H30 chegou à cidade de Chaves tendo sido aguardada pela população flaviense junto ao Forte de S.Neutel, onde se realizou uma cerimónia de receção, seguindo depois em procissão até à Casa de Stª Marta, tendo aí permanecido até ao início da procissão das velas que se realizou a partir das 21H30, desde o Forte de S.Neutel até à Igreja Matriz.

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Hoje, às 9H30, a imagem peregrina de N.Srª de Fátima parte em procissão desde a Igreja Matriz até ao Jardim Público onde será celebrada uma missa campal, após a qual a imagem seguirá para novo destino.

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Ficam algumas imagens de alguns momento de ontem.

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08
Jun15

Corpo de Deus em Vilar de Nantes

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Hoje não faço o habitual regresso à cidade. Vou ficar em casa e como tal, a também habitual imagem de entrada na cidade não vai ser da cidade, mas de uma aldeia, ou talvez não, pois dá-se o caso de hoje em dia ser mais um bairro da periferia da cidade que propriamente uma aldeia, pelo menos a julgar pela definição que ainda ontem deixei aqui para reflexão, mas continua a ser aldeia pelo menos quanto à sua comunidade e ao seu núcleo histórico, aquele que se desenvolve sempre à volta de uma igreja ou nas suas proximidades.

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Pois hoje vamos deixar aqui a celebração do Corpo de Deus em Vilar de Nantes, celebração que aconteceu ontem num nítido desrespeito pela tradição de séculos, isto, só para que se pudesse cumprir a tradição. Mas já de seguida explico melhor isto que parece ser uma contradição, mas onde não há qualquer contradição.

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Então é assim: O Corpo de Deus, o Corpus Chisti do latim, é uma festa que celebra o sacramento da Eucaristia, instituído na última ceia, na quinta-feira santa, e daí o Corpo de Deus assinalar-se sempre numa quinta-feira, 60 dias depois da Páscoa. A origem desta festa é secular, instituída pelo Papa Urbano VI, desde logo ganhou a adesão popular, principalmente com a realização de uma processão que em Portugal se foi fazendo com as ruas decoradas com flores e as varandas e janelas com colchas e toalhas, do mais fino que as casas têm, havendo ainda algumas localidades que colocam tapetes florais no chão das ruas por onde a processão passa, como é o caso de Vilar de Nantes.

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Em Portugal sempre se cumpriu a tradição com muitas localidades a realizarem procissões ou pelo menos uma missa e, como dia santo que é, até 2012 era também feriado nacional para que a população pudesse celebrar este dia, no entanto já sabemos que o atual governo de tão preocupado que anda com o Portugal europeu, ou a pretexto disso, vai sacrificando os portugueses e as sua tradições seculares, e lá se foi o feriado e a festa de uma quinta-feira santa.

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Daí o desrespeito pela tradição e a procissão que deveria ter acontecido na quinta-feira santa passada passou a acontecer domingo e tal como diria Torga “Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão” … mas isto são contas de outro rosário, pois o que quero mesmo trazer aqui hoje é mesmo a procissão e a tal comunidade que existe nas aldeias que neste caso, Vilar de Nantes, é uma das que bota toalhas e colchas nas varandas e janelas e colocam tapetes florais no chão.

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Procissão que, confesso, foi a primeira vez que assisti em Vilar de Nantes, e quase por mero acaso, não fosse um colega e amigo ter-se oferecido para me tratar das heras do jardim e das pétalas das rosas para atapetar um troço de rua e eu continuaria a descer à cidade para ver uma procissão que acontece aqui tão perto e bem mais enfeitada.

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Pois já que a tinha descoberto resolvi ir até lá atempadamente, assistir a azáfama do decorar das ruas, onde os vizinhos de cada rua quer fazer melhor e mais bonito que as ruas vizinhas, tudo a bem do conjunto e até há, quem não tendo rua com passagem de procissão se voluntaria para decorar uma rua mais abandonada de vizinhos, e depois também quis ir ver as minhas heras e pétalas das rosas a fazer bonito, e foi bonito, sim senhor.

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Certo que algumas ruas foram mais prendadas que outras, com colorido e desenhos de atrair o olhar e a apreciação, e os vizinhos sentem-se orgulhosos na apreciação, mas no final o que vale mesmo é o conjunto e que não haja troço de rua onde a procissão passar que fique sem tapete florido.

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E tudo é feito com amor à tradição e à procissão, pois só assim se entende que se faça uma obra de arte para ser completamente destruída com a passagem da procissão que faz com que todo o trabalho, porque sou testemunha dá trabalho, não seja trabalho inglório, e para o ano, ainda há de ser mais bonito, assim haja flores e verdes à mão.

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Pois por aqui em imagem tento deixar o trabalhar de cada rua, as obras de arte e a procissão. Transpirei a bom transpirar para o conseguir, tanto mais que o calor convidada a transpirar mas também a refrescar, e lá vamos nós outra vez para a tal comunidade de aldeia onde se mata sempre a sede a quem a tem, pois há sempre uma porte que se abre e que nos convida ao refrescar e já há muito que aprendi que é de má educação recusar. Eu nunca recuso.

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E prontos. Sei que não é lá muito correto este remate do “prontos”. Os puristas da língua olham para ele de lado, mas dá jeito para rematar e depois estamos a falar de tradições e aldeias, onde não há caganças dessas, e as pessoas se vão entendendo com o português popular, com ou sem acordo ortográfico…

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Ficam então as imagens, algumas das muitas que por lá tomámos, imagens que queremos repetir e que podem servir de convite para quem não tem nada que fazer neste domingo que agora também do Corpo de Deus, pelo menos até 2017, foi a promessa, mas como já estamos habituados a que as promessas não sejam cumpridas pelos políticos, vamos lá ver se será ou não que 2017 terá de regresso o Corpo de Deus de regresso ao seu dia, na primeira quinta-feira passados que são 60 dias após a Páscoa.

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Fica então a imagem da passagem da procissão na última rua do percurso

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E a entrada na igreja de Vilar de Nantes, onde termina a procissão e se passa à missa do Corpo de Deus.

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Por nós, até para o ano.

 

 

22
Set14

De regresso à cidade trazendo de arrasto o dia de ontem

 

De regresso à cidade trazendo de arrasto o dia de ontem em que a fé e as freguesias desceram à cidade com os seus oragos.

 

 

 

Missa campal no Jardim Público seguida de procissão pela Madalena, Ponte Romana, Rua de Santos António acima, Rua Primeiro de Dezembro, Largo do Anjo, Rua Direita Abaixo, Praça da República para terminar na Praça do Duque em frente das nossas mais imponentes igrejas com a singularidade dos seus estilos.

 

 

 

Também o Bispo de Vila Real marcou presença, bem como as Bandas Musicais do concelho, o povo das freguesias e algum da cidade, o suficiente para encher quase por completo a Praça do Duque.

 

 

Como festa religiosa, parece-me estar completa, sendo notório o trabalho decorativo que cada freguesia dedica ao seu orago para a cidade viver a festa em apenas duas a três horas, o tempo suficiente para a missa campal e a procissão. E tão depressa se faz como se desfaz. Para a festa ser completa, falta-lhe o lado pagão, do bailarico, a banda no coreto, o foguete no ar e as barracas do costume. Assim, fora do religioso, só mesmo a Marcha de Chaves tocada pelas bandas e cantada por todos os presentes, pelo menos por aqueles que lhe conhecem a letra.

 

 

 

Com ou sem festa completa, é notório que a fé ainda move multidões  e que o povo continua a ajoelhar ao passar da procissão. E assim se passou mais um dia dedicado à Nossa Senhora das Graças.   

 

 

23
Jun14

De regresso à cidade, depois de uma procissão e um jogo da bola com os americanos

 

Na minha habitual visita dominical de fim de tarde à cidade deparei-me com um movimento estranho ali para os lados da Madalena e Jardim Público. Para uma cidade onde aos Domingos geralmente nada acontece, ali havia coisa… e havia sim senhor – uma missa campal a celebrar o Corpo de Deus, que manda a tradição religiosa ser feriado nacional na quinta-feira a seguir ao Domingo da Pentecostes, 60 dias após a páscoa, mas que os hereges dos nossos governantes disseram que não senhor, que este povo o que tem é de trabalhar, mesmo em dia santo, que esta coisa das tradições não dá dinheiro para os gajos que lhes garantem o poleiro. Mas se a Igreja amouxou e disse que sim senhor, quem sou eu para vir para aqui com este paleio, ainda para mais, que embora católico com catequese, comunhões e crisma (com chapada do bispo e tudo), não sou lá muito de ir à missa e muito menos ajoelhar ao passar da procissão, mas gosto de as ver passar e até com todo o respeito, nem que seja pelo respeito àqueles que têm mesmo respeito a sério e fé, que não há coisa mais bonita que isso – acreditar em qualquer coisa…

 

 

Pois já que lá estava aproveitei para fazer alguns registos fotográficos que a dado tempo me dei conta de repetidamente serem iguais aos dos anos anteriores, quando neste dia da procissão sou sempre surpreendido com ela, mas já que lá estava… e claro, neste dia, também não sei porque, repetidamente tomo uma foto à ponte romana, mais ou menos do mesmo local, mas aqui, de ano para ano, sou surpreendido com diversas condições meteorológicas, queria eu dizer diferentes , o que fazem com que o boneco também seja ligeiramente diferente e às vezes com algum interesse acrescentado. E prontos (sei que há muitos que se irritam com o prontos, mas eu gosto), é assim que regresso de novo à cidade e já a saber que Portugal, depois de terem levado no corpo dos alemães, agora com os americanos já reservou o bilhete de regresso à terrinha, pois só um milagre os salvará, mas com os hereges de Lisboa a tirar a santidade aos dias santos, duvido que haja milagre. E com esta me vou!

 

 

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