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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

02
Jan16

O despertar do Repórter de Serviço

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Hoje aproveitei o sábado para dar uma voltinha pela cidade, invulgarmente cheia de gente para ser sábado, com algum comércio aberto e alguns turistas, sobretudo galegos.

 

Antigamente quando queríamos pousar um bocadinho a conversar com um amigo, porque havia sempre um amigo por lá, íamos até o Jardim das Freiras, que era a nossa sala de estar por excelência, para além de ser o núcleo do centro da cidade, ou seja uma referência para todos. Desde que as Freiras passaram a largo, os amigos andam por aí, à deriva. No entanto ainda há um meio largo, o Arrabalde, onde vai parando alguma gente, e às vezes, ou melhor, quase sempre encontro por lá um amigo do tempo de Liceu que antigamente vivia nas Freiras, onde ainda vai de vez em quando, mas que agora vive mais no Arrabalde.

 

Pois parar no Arrabalde é um regalo, principalmente para sentir o sentir da cidade, sobretudo agora que estão a construir o tal edifício para abrigar as termas romanas, que serve sempre de mote para iniciar uma conversa que depressa dá lugar a outras conversas. Pois esse meu amigo é como um guardião da cidade que ao contrário de muitos que apenas criticam, ele critica mas tem sempre soluções credíveis, aceitáveis e perfeitamente exequíveis, só que ninguém o ouve, pois o que toda a gente quer é levar a deles avante, de acordo com a cor que vestem.

 

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Pois esse meu amigo, além de fazer presenças no Arrabalde, além de ser guardião, além de ter opinião e além de ter soluções para quase todos os problemas da cidade, serve ainda de informador/guia de turistas perdidos que andam à procura de alguma coisa e se baralham com as informações disponíveis. A nossa conversa da tarde ia decorrendo precisamente no local onde tomei a foto que vos deixo quando ele me diz – Olha ali para aquilo! E eu olhei para onde me apontou, e de tão habituado a andar pela cidade e a não olhar para as informações porque não necessito delas, olhei para o cartaz vermelho, chamativo dos 50% de desconto na loja. Mas ele continuou: - Chega aqui um turista que quer ir para as termas e vê para onde o mandam!

 

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Realmente nem há como realmente e foi assim que se fez luz e também aproveitei para acordar o Repórter de Serviço que há muito estava adormecido. Mas está de volta, com questões como a de hoje, que embora pequenas podem fazer a diferença.

 

 

22
Out13

Repórter de Serviço

 

Já sei que o tempo é de crise e todas as poupanças são bem vindas, mas também não é preciso exagerar.  Vá lá, digam lá ao senhor do interruptor para ligar a iluminação pública das principais ruas da cidade e arredores no início da noite, nas horas de ponta,  quando mais pessoas utilizam as ruas, elas agradecem,  e depois,  a partir das 20 horas, sim, podem desligar de novo, pois a partir dessa hora é sabido que a cidade fica deserta…



18
Set13

Repórter de Serviço

 

É certo que o Centro Histórico de Chaves há décadas que está carente de lugares de estacionamento e a única coisa que se tem feito para resolver o problema tem sido o de semear parquímetros nos poucos parques de estacionamento que existem e tanto assim é, que no Centro Histórico de Chaves já não há parques de estacionamento grátis, quer sejam explorados pela CMC com os parquímetros oficiais quer os outros explorados por parquímetros particulares (vulgo arrumadores), ai que pagar  sem transgredir, principalmente se o Agente Faiões estiver de serviço (esta explico já a seguir).

 

Claro que me estou a referir aos parques de estacionamento legais, pois se for ilegal, principalmente se for nas principais praças da cidade, as mais turísticas e monumentais, como a Praça de República e a Praça do Duque (mesmo em frente à Câmara e ao Museu Municipal), aí com jeitinho estaciona-se à sombra, de borla,  e nem sequer o cioso e zeloso Agente Faiões incomoda.  




E lá vai pagando o justo pelo pecador. Este justo (que sou eu) que nunca pequei por estacionar em local de parquímetro oficial sem o devido ticket, ou em local de parquímetro particular sem a dádiva da respetiva moeda e às vezes acrescentada de um cigarro (que equivale a uma moeda de 20 cêntimos), e que nunca, mas mesmo nunca estacionou nas praças monumentais do centro histórico, conseguiu no espaço de meio ano ser brindado por três vezes com uma multinha do cioso e zeloso Agente Faiões, em duas das vezes por, depois de toda uma tarde (horas) a investir no parquímetro, ter ficado sem ticket válido (que segundo a hora da multa já passavam 20 minutos para além do permitido) e outra das vezes por não ir devidamente munido de moedas para o parquímetro e ter demorado 5 minutos a trocar uma nota em moedas. Mas claro, felizmente temos o cioso e zeloso Agente Faiões para nos lembrar que não devemos pecar, nem que sejam por pecadinhos pequeninos de cinco minutos e, não pensem que é coisa que o cioso e zeloso agente Faiões tem contra a minha pessoa, longe disso, pois nem sequer temos o prazer de nos conhecer, é antes por ser um Agente cioso, zeloso e justo, pois vai tudo a eito, a não ser que o popó esteja à sombra na Praça do Duque, mas aí é porque não os vê, pois se os visse…  e com esta me vou.



22
Jan12

Repórter de Serviço - 63

 

Parte da minha formação e vida laboral passou pela geometria e pelos traços. Desde que a aprendi, sempre fui amante do rigor da geometria. Ver atentados à lógica da geometria e ao seu rigor fazem-me arrepiar, mas pior que isso tudo é a falta de gosto e de profissionalismo e, não há outra justificação, pois desta vez informei-me devidamente perante um dos responsáveis pela obra e a resposta foi tão sem nexo e estúpida que nem a quero reproduzir aqui.

Desta vez a descoberta também não foi do repórter de serviço, pois foi chamado ao local por seguidores deste blog que mesmo não tendo a nóia da geometria como eu tenho se aperceberam, como qualquer um se apercebe, que na reposição daquele pavimento havia qualquer coisa que não batia certo.

 

 

 

Mas este não é caso único, pois outros atentados se estão a cometer pela cidade fora, mas o que mais irrita é que os pavimentos do centro histórico quase que acabaram de ser remodelados e agora com o pretexto da modernização foram todos esventrados e aqui põe-se a questão: Sabendo que as cidades estão sujeitas a constantes modernizações não seria de se terem previsto negativos para futuras infraestruturas? Ainda se ao menos soubessem remendar…

 

31
Dez11

Repórter de Serviço - 62

Anda por aí alguém que quer fazer cumprir o novo acordo ortográfico à força e ainda por cima mal, pois segundo o acordo, os C’s só são retirados de trás das consoantes se não forem pronunciados. Acontece que na palavra Chaves, o c é pronunciado juntamente com o h, tomado o valor sonoro (1) do x, logo, faz lá falta.

 

Assim, pede-se ao bem intencionado que retirou o c daquela coisa (2) no Miradouro de S.Lourenço , que o volte a lá pôr.

 

 


 

(1) – Penso que há um nome para isto, mas agora não me lembro.

(2) – Também penso que aquela coisa deve ter outro nome, mas não sei que nome lhe chamar.

 

10
Nov11

Repórter de Serviço - 59

VERSÃO 1

 

A versão 1 já era nossa conhecida, pois já é repetente no blog com publicação no Repórter de Serviço nº48

 

VERSÃO 2

 

 

 

Esta é a nova versão de tapar buracos. Será da crise? - Talvez sim, talvez não, mas vou mais por um tentar de igualar de cores por parte do pensador dos remendos, pois isto não é coisa de calceteiro, esses ainda vão tendo brio naquilo que fazem.

 

30
Ago11

Umas no cravo outras na ferradura, ou será serradura…?

 

Na ausência da habitual crónica das terças-feiras, a “Pedra de Toque” de autoria de António Roque, que continua de férias, convidamos o “Repórter de Serviço” a dar uma voltinha pela cidade para ver aquilo que toda a gente vê, alguns ignoram, muitos não estranham e a maioria está a marimbar-se para o assunto tratando a coisa pública como uma coisa que não é de ninguém e sobre a qual não tem responsabilidades nenhumas, e esse, é o grande mal de muita gentinha. Eu costumo dizer que este alheamento do que é de todos está ligado à falta de chá para curar algumas maleitas ao longo da vida das pessoas. Falta de chá em casa, mas também nas escolas onde a educação extra-curricular, ou educação cívica, ou formação, ou aquilo que lhes queiram chamar, na prática não existe, e os professores (a grande maioria embora não todos) se excluem dessa missão de educar (o extra-curricular) defendendo muitos que a educação é em casa que se dá e isto, não são contas de outro rosário, mas deste rosário que é o de viver com os outros onde o que é público e o respeito pelo que é publico é de todos e só assim não é entendido, pela tal falta de chá que leva as pessoas ao alheamento. É assim que penso até que alguém me prove o contrário e o mais grave, é que esta atitude individual acaba por tomar de assalto atitudes das instituições, empurrando de umas para as outras os problemas e alheando-se elas próprias da coisa pública.

 


 

Por outro lado também não faltam por aí alguns iluminados que se acham detentores de toda a sabedoria, que não aceitam críticas, que são duros de ouvido e que quando lhes é dado um pouquinho de poder decisório que seja, tendem em tornar-se donos da(s) coisa(s) pública(s), e não estou a falar só de políticos, mas também de outros iluminados de instituições e até técnicos que são chamados a colaborar com esses iluminados e impõem a sua vontade pessoal à vontade pública e ao bom censo que sempre deve imperar em tudo na vida.

 

 

Depois há também o “deixa andar”, o passar ao lado, o ignorar. Desde que ninguém chateie ou levante ondas, é muito mais cómodo, não dá chatices e sempre deixa mais tempo para alguns devaneios e só depois da casa arrombada é que se metem as trancas na porta, como costuma dizer o povo e muito bem, tal como diz que os males devem atacar-se pela raiz ou mais vale prevenir que remediar.

 

 

Para hoje o repórter de serviço trouxe algumas imagens que ilustram bem algumas das partes do texto (para alguns, pois muitos nada verão nestas imagens). Coisas muito simples e pequenas de fácil resolução até, como no caso da última imagem onde finalmente o Monsenhor Alves da Cunha teve direito a um lugar (à sombra), não tão nobre como o que ocupava antes, mas está na Praça com o seu nome, o que já é alguma coisa. Coisas simples e pequenas que podem fazer a diferença, pois quanto às grandes, essas sim, já são contas de outro rosário que não podem ser tratadas aqui com a leviandade de um repórter de serviço.

 

 

07
Jan11

Repórter de Serviço - Falta de olho!

 

 

.

 

A cidade de Chaves, se há coisa em que não atina, é nas passadeiras de peões e então agora que pegou a moda das passadeiras elevadas, o desatino é total. Sem querer por em causa a legalidade das mesmas, pelo menos no que diz respeito (em alguns casos) à elevação excessiva e não uniformidade das mesma, ou à sua localização em vias de emergência, além de algumas que são uma autêntica ratoeira e atentado à segurança rodoviária (como a do Alto da Trindade em frente ao Café Manco) já vou pondo o material diferenciado em que as mesmas são construídas (cubos de granito) pelo incómodo para os peões, principalmente para as senhoras que gostam do seu salto alto (que tanto lhe eleva as formas) e para as pessoas com mobilidade limitada. Se a passadeira é para peões, pense-se nos peões e no piso que têm de pisar.

 

Mas a razão do repórter de serviço de hoje até nem tem a ver com esses pormenores importantes que deverão ser tratados com cuidado mais atento e caso a caso, mas com a estética e o desalinhamento do zebrado.

 

Já não há respeito pelo gosto e pela arte de bem construir… nem olho para os alinhamentos!

 

Desculpas pela qualidade da foto, mas é para condizer com a qualidade da passadeira (esta sem desculpas).

 


 

 

06
Set10

Repórter de Serviço - A Piscina do Jardim Público

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Há jardins que fazem parte do meu imaginário de criança. O Jardim Público é um deles. Embora ignorado e até maltratado durante anos, nunca perdeu o seu encanto de local aprazível de estar, caracterizado que era pelas suas sombras frescas que fazia as delícias dos verões quentes. Mas isto já é história, pois há poucos anos atrás as sombras deram lugar a clareiras e o chão, tornou-se poeirento e árido e, até a velha taça, que sempre teve água, mijaretas  e peixes, deu lugar a uma “piscina” (a julgar pela cor azul com que foi pintada) mas sem água. Claro que a crise recomenda a poupança e a água é um bem precioso (todos entendemos isso) mas se a “piscina” está seca e não funciona, mais vale requalifica-la, atulhá-la de terra e botar por lá uns manjericos, pelo menos sempre cheiram bem e depois, a “piscina” sem água e cheia de lixo, dá ar de desmazelo, desinteresse pela coisa pública, um deixa andar… e isso parece mal.

 

 


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