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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

18
Nov20

Ribeira de Sampaio - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Ribeira de Sampaio.

 

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A última aldeia que aqui deixámos foi a Ribeira das Avelãs, a primeira das três ribeiras. Subindo a ribeira, a seguir encontramos a Ribeira do Pinheiro e só depois e mais distante é que encontramos a Ribeira de Sampaio. Tal como referimos na Ribeira das Avelãs, a ribeira é sempre a mesma, vai é mudando de nome conforme a aldeia ou bairro que tem junto a si, assim, é ribeira de São Lourenço junto a São Lourenço, ribeira de Sampaio, do Pinheiro ou das Avelãs junto às aldeias com o esse nome e vai desaguar ao rio Tâmega, junto às poldras, com o nome de Ribeira do Caneiro, depois, claro, de passar pelo Bairro do Caneiro.

 

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Mas hoje temos aqui a Ribeira de Sampaio e vou repetir aqui os textos que também vão servir de separador no vídeo de hoje, onde se diz:

 

Ribeira de Sampaio, uma aldeia de moinhos e moleiros que ao longo dos tempos

se foi transformando.  Os moinhos deixaram de moer, os moleiros morreram. ficaram as casas, ficou a ribeira, uma velha ponte e os moinhos parados, mas a fazerem a delícia a quem os descobria. Foi assim que a descobri em 1994 , uma pérola esquecida no encontro de duas encostas da serra, ao lado de uma ribeira e uma ponte. Ficou o registo,  ainda na era da fotografia analógica, e este, foi mesmo para memória futura…

 

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Em  2007, já na era da fotografia digital, regressámos à Ribeira de Sampaio. Mais maduros, com outro olhar. Se não fosse a memória diria que estava noutra ribeira…

Nova passagem em 2015, confirma-se o confirmado.

Era uma vez…

Uma aldeia de moinhos e moleiros…

 

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Aqui no post deixo apenas as imagens de 2007 e 2015, pois as de 1994 já foram todas anteriormente publicadas nos posts que dediquei à Ribeira de Sampaio e para os quais fica link no final, mas também vão estar todas no vídeo.

 

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Mas hoje até nem estamos aqui para falar da aldeia, pois tudo que tínhamos para dizer sobre ela, já o dissemos nos posts que lhe dedicámos, hoje estamos aqui pelo vídeo que não teve nos posts anteriores e ao qual vamos passar de imediato:

Aqui fica, espero que gostem.

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Ribeira de Sampaio:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/ribeira-de-sampaio-chaves-portugal-1785579

https://chaves.blogs.sapo.pt/581530.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/230549.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a terceira e última ribeira, a Ribeira do Pinheiro, aqui a última, mas no terreno fica no meio das outras duas.

 

 

 

03
Nov18

Ribeira de Sampaio - Chaves - Portugal

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Seguindo a ronda pelas nossas aldeias do concelho de Chaves, depois de ter passado por aqui a Ribeira das Avelas, hoje toca a vez a outra ribeira, a Ribeira de Sampaio, passando por cima da Ribeira do Pinheiro, que estará aqui no próximo sábado.

 

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Na realidade estas três aldeias que adotaram o topónimo de Ribeira, encontram-se a umas centenas de metros de distância e estão todas bem juntinhas à Ribeira do Caneiro que desagua no Rio Tâmega, junto às poldras. Tomando a orientação de montante da ribeira do Caneiro, a primeira das três ribeiras, logo a seguir a S. Lourenço, é a Ribeira de Sampaio. Descendo mais um pouco temos a Ribeira do Pinheiro e por último a Ribeira das Avelas, todas elas ligadas a antigos moinhos dos quais hoje só existem ruínas.

 

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As duas primeiras Ribeiras (de Sampaio e do Pinheiro) encontram-se nas zonas mais acidentadas da Ribeira do Caneiro, com múltiplas pequenas cascatas e rápidos de acesso complicado, mas era nestas proximidades que existiam e ainda vão existindo, os antigos acessos às aldeias da Cela e penso que também a Tresmundes, acessos para descer à cidade de Chaves, com o regresso sempre a subir. A travessia entre margens da Ribeira do Caneiro era feita através de uma belíssima ponte que ainda hoje existe, precisamente na Ribeira de Sampaio, a condizer com o não menos belíssimo casario composto pelos moinhos e casas dos moleiros.

 

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Este pequeno conjunto descobri-o por mero acaso nos anos oitenta do século passado, numas das minhas voltas de mota e já com a noia da descoberta e de querer saber onde os caminhos iam dar. Lembro-me desse dia como se fosse hoje, e o espantado que fiquei com tanta beleza, com o casario, então, ainda habitado.  Recordo que depois de me recompor do espanto e surpresa da descoberta, desci à cidade para recolher a máquina fotográfica, subi de novo àquele conjunto que só mais tarde vim a saber ser a Ribeira de Sampaio e fiquei por lá a recolher alguns motivos.

 

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Já na era da fotografia digital, nos seus inícios, voltei por lá para fazer novos registos e não acreditei naquilo que vi. Desilusão total, tanta, que não consegui fazer uma única foto. Voltei lá mais tarde, passados uns anos, em 2007, e aí sim, fiz algumas fotos. O lugar continua a ser agradável, a ponte continuava interessante, o casario mais degradado e algumas intervenções novas, mas o espírito romântico e bucólico, estava de todo perdido.

 

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Foto dos anos 80 do Séc. XX

 

Voltei lá de novo em 2015, sem alterações e com o casario abandonado mais degradado. Embora sem a qualidade das fotos atuais, estas três últimas fotos digitalizadas a partir dos negativos da analógica, dão para ver como era a Ribeira de Sampaio nos anos oitenta do Século passado.

 

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Foto dos anos 80 do Séc. XX

 

Sei que o casario foi vendido recentemente e tenho esperança de que, o novo proprietário, tenha o bom gosto e bom senso de recuperar o que ainda seja possível recuperar e de dignificar aquele lugar que pode ser um pequeno paraíso. Esperamos para ver e iremos estar atentos, depois logo veremos.  

 

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Foto dos anos 80 do Séc. XX

 

Claro que nestas recuperações/reconstruções, hoje em dia, não se pode exigir que se mantenha aquilo que existe sem alterações. O modo de vida atual exige algumas adaptações, no entanto poderão ser feitas com respeito do existente e fazer a memória do lugar.

 

No próximo Sábado teremos aqui a Ribeira do Pinheiro.

Até amanhã!

 

 

15
Jan11

Hoje queria falar-vos de um lugar...

 

.

 

Hoje queria falar-vos de um tesouro escondido na montanha deste reino maravilhoso, onde tudo era simples e belo – perfeito, onde os dias nasciam com o nascer do sol e morriam depois do sol posto, onde o sol era mesmo uma dádiva de Deus, um brinde da natureza onde a natureza sabia retribuir com o seu verde mais perfeito, com a transparência das águas de brilhos e sons cristalinos, com melodias sinfónicas do mais orquestrado chilrear quebrados por silêncios do correr de águas apressadas como se toda a água do mundo quisesse por lá e que convidada a ser bebida da concha de uma mão…penso que até inventava a sede para poder ser beijada e saboreda.

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Todo aquele lugar era poesia e o mais belo poema que alguma vez já foi escrito mas também era real e saía para fora da página e livro onde fora gravado. Tinha uma ribeira com águas transparentes e cristalinas sempre a correr que faziam pequenos desvios para consolar moinhos que faziam o pão que consolava as mesas das casas que tinham gente dentro, uma ponte que ligava as margens, bordada de heras, de um arco só mas com toda a grandeza de receber qualquer inverno de águas enfurecidas.

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Conheci o lugar por acaso nem sabia que era possível existir um lugar assim. Primeiro pensei que tudo aquilo era o testemunho físico dos velhos moinhos e os seus moleiros e que,  tal como o artista perpetua as suas emoções numa tela, ali, a natureza quis perpetuar a beleza com as suas formas originais, mas por entre a beleza da moldura aberta aos meus olhos, eis que apareceu também a beleza humana. Uma senhora, já de idade, fazia-se guardiã  daquele quadro. Ainda cheguei à fala com ela, ainda a consegui focar na objectiva do retrato, ainda tentei traze-la aqui hoje, mas o negativo do momento ainda está perdido no baú dos negativos. Mas um dia aparecerá e o seu rosto que ainda guardo na memória, simbolizará a beleza do lugar.

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Depois da descoberta, durante um ou dois anos ia até lá amiúde e por lá ficava largos momentos apenas a ver e ouvir, desfrutar da sombra e das melodias sempre renovadas. Quase sempre sozinho como se o lugar fosse um livro e eu o leitor onde entre nós não houvesse espaço para nada ou mais ninguém, mas mesmo assim, penso que apenas em duas vezes, cheguei a partilhar aquele lugar com mais alguém e, em boa hora o fiz, pois hoje, não sou apenas eu a testemunha de que aquele lugar existiu…

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Pois hoje queria falar-vos desse lugar, mas é doloroso demais falar de lugares que já não existem ou que a modernidade, a falta de gosto ou talvez a incúria dos homens aliada ao desleixo e desinteresse pelo património e mundo rural, de quem deveria estar atento a estes tesouros mas cujo umbigo e a modernidade do betão não deixa dedicar uns poucos minutos que sejam, e deixam irresponsavelmente ou mesmo criminosamente que pequenos pedaços do nosso reino maravilhoso se percam para todo o sempre e que deles nem sequer reste a memória das memórias do passado. Tristes dos que não sabem olhar para trás e valorizar a sua existência.

 

Hoje queria falar-vos desse lugar que apenas vai existindo esquecido no meu baú dos negativos das fotos antigas, das quais hoje recuperei algumas. Chama-se Ribeira de Sampaio, mas dele apenas restam as imagens de há 20 anos. Hoje é uma triste imagem de um lugar onde um tesouro foi desventrado e saqueado e ninguém disse ou deu por nada!

 

 


 

 

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