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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

08
Jan19

Momentos do Tabolado (Uma Espécie de Canção)

1600-(50062)

 

 

Acompanhe-se a leitura do texto e imagem com a música de Pedro Abrunhosa, da canção “ Momento (Uma Espécie de Céu)".

 

 

Momentos do Tabolado (Uma Espécie de Canção)

 

Um cão que se vai

Um homem que vem

A folha que cai

À beira do rio

O chapéu que sustém

Na cabeça com frio

Cachecol ao pescoço

A olhar para o lado

Num andar de moço

O Tâmega segue o seu fado

Num passear discreto

A rapariga debita

Sentimentos com os dedos

Quiçá de um amor secreto

Que nela habita

Ou serão outros enredos

Mais uma árvore despida

Dois bancos que esperam alguém

Com o azul do céu ainda acordado

A caminho da despedida

Com um sol já do dia cansado

E umas escadas que não sobem ninguém

Mais ao lado dois corações

Se as crianças atinarem no feitio

Em vez de dois serão três

E a mãe a fotografar as emoções

Da inocência a caminhar para o Estio

E assim foi um momento, uma vez

Ao fim da tarde, no Tabolado

De um domingo qualquer

Onde entram um Homem e um cão

Uma rapariga, duas crianças e uma mulher

Onde nem sequer falta o amor amarrado

Num cadeado e um

E com esta me bou

Tal como o cão, logo no início se foi

Nesta espécie de poema ou canção

Ou…

 

Até amanhã!

 

Mas antes, fiquem com o “Momento” de Pedro Abrunhosa

 

 

 

04
Jan19

Lagoas do Rio Tâmega - Chaves

1600-tamega (384)

 

Hoje era para ir por este nosso rio acima, à descoberta, assim tipo Fernão Mendes Pinto o fez e Fausto o cantou. Eu sei que não seria tão rica em descobertas como as do Fernão, mas iria ser igualmente rica, pelo menos em descobertas de fauna e flora.

 

1600-tamega (215)

 

Era para o fazer mas tal não pode ser feito com a leviandade de uns poucos minutos disponíveis, mas fica em aberto para um verdadeiro post sobre o nosso Rio Tâmega.

 

1600-tamega (382)

 

Hoje ficamos apenas pelas lagoas,  a montante de Chaves, que embora não tivessem nascido naturalmente, mas sim pela mão do homem na exploração de areias, que acabaram por cair nas mãos da natureza.

 

1600-tamega (328)

 

Ficam apenas 4 olhares da imensidão de olhares possíveis e de outras tantas descobertas da natureza mas também do desprezo do homem.

 

 

 

21
Dez18

Cidade de Chaves - A outra margem

1600-(20132)

 

Escolhida a fotografia de hoje, chegou a fase de lhe acrescentar umas palavrinhas, mas a chuva e este tempo enfadonho que nem nos dá frio que preste ou calor que se aproveite, aliado a uma constipação que se instalou sem ser convidada, tolheram-me a inspiração para dizer o que quer que seja e atiraram comigo para leituras breves, para a poesia, como quem procura nela algum consolo e alguma inspiração, ao não ler nela aquilo que ela realmente nos transmite, mas aquilo que eu quero que me transmite. Geralmente, conforme o momento,  tenho os meus autores preferidos. O de hoje, leva-me até ao Bernardo Soares e o “Livro do Desassossego”

 

 

Correm rios, rios eternos por baixo da janela do meu silêncio. Vejo a outra margem sempre e não sei porque não sonho estar lá, outro e feliz. Talvez porque só tu consolas, e só tu embalas e só tu carpes e oficias.

 

Em vez de conforto as palavras levam-me mesmo ao desassossego. Que raio, eu nem sequer estou infeliz, nem sonho em estar na outra margem, pois até é a minha margem onde regresso todos os dias, eu estou é meio dorido e com certo mau estar com esta constipação e o enfadonho dos dias…

 

Tu não o sabes, tu não sabes que o não sabes, tu não queres saber nem não saber. Despiste de propósitos a tua vida, nimbaste de irrealidade a teu mostrar-te, vestiste-te de perfeição e de intangibilidade, para que nem as Horas te beijassem, nem os Dias te sorrissem, nem as Noites te viessem pôr a lua entre as mãos para que ela parecesse um lírio.

 

Bem! Talvez seja melhor ficarmos só pela imagem, o “Livro do Desassossego” já está sossegado na estante de onde saiu e eu vou mas é seguir a sabedoria do nosso povo na receita para as constipações: “avinha-te,  abifa-te e abafa-te”.

 

Já estou a ir, até amanhã!

 

 

 

 

 

19
Dez18

Aves do nosso rio (Tâmega em Chaves)

1600-aves-tamega-18 (139)

Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)

Aves do nosso rio

 

Desde já fica o aviso de que, com grande pena minha,  não sou especialista nesta coisa das aves, talvez um pouco curioso ou um apreciador sem pretensões, assim, os nomes das espécies que deixar por aqui exigem confirmação superior, a mim, pelas pesquisas que fiz, parecem-me as que indico. A bem dizer apenas conheço aquelas espécies mais comuns e que estou habituado a vê-las desde miúdo. Acontece que as que hoje deixo aqui, são recentes entre nós ou pelo menos, tão perto de nós, se as havia quando eu era miúdo, andavam por aí escondidas. Mas penso que são mesmo recentes, à exceção do pequenino, este que ficou na primeira imagem e que dá pelo nome de  Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula).

 

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Garça-branca-pequena (Egretta garzetta) e Corvos-marinhos-de-crista – (Phalacrocorax aristotelis)

Quanto a qualidade das imagens, é a possível, com a luz de um fim de tarde, por sinal não muito boa, exceção para pequenos momentos que nem minutos chegavam a durar e tomadas (todas elas) em pouco mais de meia-hora. Dai, dá pelo menos para ver como estas aves começam a abundar nestas águas do Tâmega, mas apenas nesta época de fim de outono/Inverno, depois (Primavera e Verão) vão à sua vida para outras paragens. Mas também isto exige confirmação superior.

 

1600-aves-tamega-18 (169)

Garça-real (Ardea cinérea)

Pois das espécies que todos os dias vejo passar à minha frente, apenas falta aqui uma, a da Garça Branca Pequena, ou melhor, também ficam duas, mas penso que já estão a dormir e não passam de manchas brancas na fotografia, esta que vos deixo de seguida, onde também se pode ver os Corvos Marinhos (pretos), ou melhor,  os Corvos-marinhos-de-crista – (Phalacrocorax aristotelis).

 

1600-aves-tamega-18 (17)

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Corvos-marinhos-de-crista – (Phalacrocorax aristotelis) em voo e a emergir da água

O Corvo-marinho-de-crista é o que mais viaja rio acima, rio abaixo, durante todo o dia, voos rápidos com mergulhos no rio também rápidos e escusam de ficar a espera que eles emerjam a superfície no mesmo lugar onde mergulhou, pois são excelentes nadadores debaixo de água, nadando dezenas de metros sem emergir à superfície, levantando logo voo. Difíceis de fotografar neste ambiente, pois são muito rápidos e não fazem pose para a fotografia, ao contrário do pequenino pisco de peito ruivo (Erithacus rubecula), que esse não se importa de posar. O corvo-marinho, parados, só na margem do rio quando a chuva cai com abundância, mas perdem a elegância que têm em voo.

 

1600-aves-tamega-18 (41)

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Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)

A mais angélica de todas é a Garça-branca-pequena (Egretta garzetta), mas tal como referi, este ano, na curta meia hora que lhes dediquei, não apareceu nenhuma a jeito. Tenho esperança de neste inverno ainda apanhar um dia sim para a fotografia e disponibilidade para dele poder usufruir. Mas não prometo, pois não está só dependente de mim.

 

1600-aves-tamega-18 (150)

Garça-real (Ardea cinérea)

Mas espero que gostem do que deixo, e repito, confirmem se faz favor se as espécies são mesmo as que indico, pois não tenho mesmo a certeza, mas pelo menos não confundo a Garça-real (Ardea cinérea), com a Cegonha-branca (Ciconia ciconia), o que já é alguma coisa. Quanto aos nomes científicos das espécies, esse sei que estão corretos (presumo), mas não pensem que os sei de cor, longe disso, vou é espreitar a que os sabe e que recomendo espreitar a quem gosta de passarada. Aqui fica Aves de Portugal. Espreitem que vale a pena.

 

 

 

04
Dez18

Uma no cravo, outra na ferradura...

1600-(45002)-1

 

Uma no cravo, outra na ferradura

 

Já era tarde, muito tarde,  entardecia já a fugir para o anoitecer, tinha de regressar quanto antes, não podia chegar de noite a casa. Comecei a correr espavorido de todo, mesmo esgazeado, mas os meus passos não ganhavam terreno, forcei mais um pouco, cai de cabeça, fiz um galo mesmo no centro da testa, esperei um pouco, dois ou três segundos, não recordo bem quantas horas foram, pois a minha memória a partir da cabeçada começou a atraiçoar-me, já nem sabia o que fazia ali, só recordava que tinha de correr, correr, correr muito. Ergui-me, abanei a cabeça ao de leve, depois mais violentamente, e nada, parecia não haver nada solto dentro dela, resolvi correr de novo, agora sim, corria, corria, cada vez mais depressa, tanto que os olhos se encheram de lágrimas começando a toldar-me a visão, primeiro apenas um pouco, depois por completo, mas continuava a correr. Notava pela resistência do ar que a velocidade era cada vez maior, e eu sem ver nada, caía sucessivamente mas enrolava, cambalhoteava e continuava sem nunca parar, não sei quanto tempo, minutos, horas, talvez dias, tenho ideia de ter passado por alguns apeadeiros e uma ou duas estações, pelo calor, talvez fossem a primavera e o verão, mas não tenho a certeza, pois continuava sem ver boi à minha frente, mas continuava a correr, corria cada vez mais, tropeçava, enrolava, cambalhoteva, erguia e voltava a correr, continua…

 

1600-(45476)

 

Enquanto esperava, tive tempo para umas fotos, para uma leitura de uma ou outra notícia…

 

“As redes sociais foram um fenómeno que nos permitiu ter acesso a conteúdos que, de outra forma, seriam muito difíceis de ter conhecimento. Mas… nem tudo são rosas e, a verdade, é que muitas pessoas não estão ‘educadas’ para saberem estar na Internet no geral e nas redes sociais em particular.

Por sua vez, o escritor italiano Umberto Eco, vem acentuar essa ideia, afirmando que as redes sociais vieram dar voz aos imbecis!

As declarações foram feitas (…) no decorrer do evento no qual Umberto Eco recebeu o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura, na Universidade de Turim, no norte de Itália.

O escritor italiano de renome, também conhecido por criticar o papel das novas tecnologias no processo de disseminação de informação, é da opinião que as redes sociais dão o direito à palavra a uma “legião de imbecis” que, antes destas plataformas, apenas falavam nos bares, depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a colectividade.

 

Segundo Umberto Eco:

“Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra que um Prémio Nobel”.

 

Depois, ainda à espera, já no conforto do assento popó, passei pelas brasas e deu no que deu. Já uma vez vos tinha dito aqui que sou bom a esperar….

É melhor ficar por aqui!

Até amanhã!

 

30
Nov18

Anoitecendo anoitestando !

1600-(42343)

 

Já sei que as imagens dizem tudo que há para dizer sobre elas, pelo menos há quem acredite que assim é, mas não, as imagens nada dizem, são sempre reproduções de um momento congelado onde lhe falta-lhe tudo, levando-nos ao engano daquilo que é a realidade e que só fica completa se tiver com ela os aromas, os sons, o calor ou frio a deslizar-nos nas faces. Quantas vezes não vamos atrás de uma imagem que vimos por aí e quando estamos perante ela, em carne e osso, é a desilusão total. No entanto não deixa de ser verdade que as imagens dizem quase tudo que há a dizer sobre elas, principalmente quando elas nos despertam sentimentos como a saudade e que nos transporta a outros momentos que temos congelados na memória, quer estejamos longe, ausentes, em que os sentires são mais intensos, ou por cá, presentes, onde também as imagens têm o dom de despertar emoções. Mas, continua a faltar-lhes os aromas, os sons e o sentir o ar nas faces. Nem há como anoitecer com a imagem, estando lá. Por mim, anoitecia lá todos os dias… mas como também não posso, contento-me com a imagem. E bou-me com esta!

 

 

 

 

13
Nov18

Momentos da cidade de Chaves com o nosso nevoeiro...

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Ora diz o nosso povo que depois da tempestade, vem a bonança, e se o nosso povo o diz, é porque é verdade, porque ele é sábio, e tudo indica que sim, que depois de um invernoso fim de semana, o sol vem aí, e talvez traga consigo o verão de S. Martinho de que o nosso povo também nos fala, e eu acredito que assim seja, mas diz-me também a experiência de ser flaviense há tantos anos, que o sol virá, mas de mansinho, primeiro o nosso Tâmega e a nossa veiga vão brindar-nos com o seu nevoeiro, para mim é um brinde, eu penso mesmo que nasci numa manhã de nevoeiro e que ele também me corre nas veias, aliás nem imagino esta cidade sem os seus dias de nevoeiro, seria no mínimo esquisito nunca sentir a ponta do nariz frio, e depois ficaria sem a magia de ver o sol a romper por entre o nevoeiro para finalmente se dar em toda a sua resplandecência, com o seu calorzinho a saber tão bem.

 

Mas sobretudo, em imagem, o nevoeiro tem o dom de nos proporcionar, ou deixar ver, a essência das coisas. Vejam lá a imagem que vos deixo! Seria a mesma coisa se não tivesse nevoeiro!?

 

 

 

07
Nov18

Mais uma do outono flaviense

1600-(41338)

 

Isto da fotografia é como a fruta do pomar, quando começa a dar cereja, há cereja por todo o lado, quando estão a dar os figos, marcham a qualquer hora. Pois na fotografia, também é assim, quando nasce a primavera, não faltam por aí fotos floridas, quando chegam os nevoeiros, começam a aparecer os p&b com gente encolhida dentro das fotos, se cai uma nevada, as fotos inundam-se de branco, como estamos no outono, há que trazer aqui a melodia das suas cores. Pois eu também não sou exceção e tal como em tempo de cerejas me boto a elas e em tempo de figos procuro pelo pão, agora também ando à caça dos amarelos e vermelhos do outono, mas, pois há sempre um mas, como não tenho tido tempo para sair de caçada e o tempo também não tem ajudado, há que lançar mão do que temos em arquivo, e aqui também é como as cerejas, sejam de que ano forem, são sempre redondinhas e vermelhinhas, e fico por aqui, pois já chega de paleio…

 

Até amanhã.

 

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