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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

13
Abr21

Chaves de Ontem - Chaves de Hoje

Postais antigos

1024-ca (1786) postais.jpg

ontem-hoje

 

Neste Chaves de ontem, Chaves de hoje, vamos mais uma vez até ao nosso rio Tâmega, em dois momentos, quando o nosso rio era navegável de barca, as famosas barcas que faziam a travessia entre o S. Roque e as hortas da canelha das Longras e um outro momento, quando de verão, o rio se transformava num imenso areal com “parque infantil”.

 

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Quanto ao momento do imenso areal do rio, com as crianças a brincar bem lá no meio, é anterior a 1910 (as coroas ainda estão em cima dos padrões da ponte. Quanto ao momento das barcas, poderia ter sido registado até (pelo menos) os anos 70 do século passado, pois nessa altura fui testemunha de muitas travessias de barca, no entanto a imagem é bem mais antiga, pois dá ainda para ver que que entre o casario de ambos as margens do rio havia apenas rio, portanto ainda antes das obras que estreito o leito do rio por baixo da ponte romana, mas para sermos mais precisos, a imagem é anterior a 1929, pois segundo o que consta na descrição de em ambos os postais, Chaves ainda era vila.

 

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O momento que fica em imagem da barca é o mesmo momento que curiosamente foi aproveitado para ser incluído em duas edições diferentes de postais.

 

 

 

20
Mar21

Rio Tâmega - Chaves - Portugal

desde que entra até que sai de terras flavienses

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Vila meã – Presa do moinho

 

Ainda sem ideias para a nova ronda a fazer sobre as nossas aldeias, mas também, por causa do bicho,  impedidos de circular livremente pelo nosso mundo rural, vamos lançando mão àquilo que temos em arquivo e que pode ser “tema de conversa” para mais um post neste blog. Assim vamos por este nosso rio Tâmega abaixo, desde que ele entra em Portugal, ainda servir de raia com a Galiza, até que ele abandona terras flavienses.

 

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Açude de Vila Verde da Raia

 

O rio Tâmega nasce na Galiza e por lá anda até entrar em terras portuguesas, mas num troço de 3,4Km, o Tãmega ainda é partilhado com a Galiza, isto entre a nossa aldeia de Vilarinho da Raia e o Açude de Vila Verde da Raia, pois até aqui, na margem esquerda do rio ainda é Galiza e na margem direita, Portugal, troço onde existem duas povoações portuguesas, Vilarinho da Raia e Vila Meã enquanto que da margem esquerda existe a aldeia Galega de Feces de Baixo, que é quase mais portuguesa que galega, sendo mais um dos nossos “supermercados”, desde sempre, pois nem no tempo da outra senhora ou da fronteira, houve força que impedisse tal realidade, aliás até penso que se fazia mais comércio  nesse altura do que hoje em dia.

 

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Um das lagoas do Tâmega resultante da antiga exploração/extração de areia

 

Mas é no Açude de Vila Verde da Raia que o Tâmega adquire a “nacionalidade portuguesa”, começando logo por ser aprisionado para uma boa causa – permitir a rega da imensa veiga de Chaves. Atenção que esta da “imensa” veiga, tem de ser lida dentro do contexto de estarmos entre os montes, pois no contexto de terras planas, seria uma migalha, mas mesmo assim, a grosso modo, tem  11,5Km x 3.5 Km, ou seja 40 250 000 m² que em termos de hectares são 4 025ha de terra plana entre montes.

 

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Rio Tâmega em Chaves com a Madalena de fundo e uma nesga da ponte romana

É precisamente dentro desta veiga, que no troço entre Vila Verde da Raia, Outeiro Seco e Santo Estêvão o rio se vai espraiando em pequenos lagos, hoje aparentemente naturais mas que na realidade resultaram da desenfreada extração de areias que durante pelo menos duas dezenas de anos serviu de alimento ao fabrico de betão para construção das moradias, armazéns e grandes mamarrachos da nova cidade de Chaves, mas que infelizmente, esse b€tão também conseguiu entrar no centro histórico, com mais impacto no antiga Quinta dos Machados e no antigo mercado municipal. Seja como for a extração de areias terminou e hoje são mesmo pequenos lagos que algumas espécies de peixes e aves tomaram como residência habitual ou sazonal.

 

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Presa de um dos moinhos de Curalha

 

Entretanto o rio chega à cidade e numa centena de metros torna-se urbano, onde cinco pontes o atravessam, hoje, três delas pedonais, mas o destaque tem de ir mesmo para a milenar ponte romana, a nossa top model com quase 2 000 anos de existência e que sem qualquer dúvida é e sempre foi o bem mais precioso que a cidade de Chaves tem, daí ter sempre resistido a invasões e destruições da cidade. E o rio, embora tome a sua dose de urbanidade ao atravessar a cidade, a verdade é que depressa mergulha outra vez na sua ruralidade, onde algumas presas assumem por vezes a dupla função de alimentadores de energia para moinhos, mas também como “pontões” por onde se pode atravessar fora do período das chuvas.

 

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Antiga presa de um dos moinhos da proximidade de Moure

 

Moinhos e presas que também já tiveram a sua época e que hoje maioritariamente estão abandonados e em ruinas, salvo raras exceções como é o ou os moinhos de Curalha. Presas que em tempos também proporcionavam pequenas praias fluviais ao longo do rio, algumas até bem concorridas como era o Açude de Vila Verde da Raia ou a Praia de Vidago, mas tudo isso são coisas do passado, em que o rio era saudável e mantinha as suas águas quase cristalinas durante quase todo o ano. Qualidade das águas que o grande boom da construção e o êxodo rural com a sua população a concentrar-se quase toda em Chaves mas também em Verin,a exploração de areias do lado galego e português,  veio ferir quase de morte as águas do rio, e para destruir a sua qualidade bastaram duas dezenas de anos, para recuperar essa qualidade, por mais ETARes  que se construam, a água nos três meses de inferno fica “choca”  e depois só as cheias conseguem limpar alguma coisa, mas falta-lhe a antiga natureza a trabalhar na sua limpeza natural de quando o rio descia livre e em paz até encontrar o rio Douro.  

 

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Praia de Vidago

 

Finalmente chegamos ao local onde o rio passa para outros concelhos, pois logo a seguir a esta “Praia de Vidago” de onde muitos flavienses guardam boas memórias, começam os concelhos de Vila Pouca de Aguiar (na margem esquerda) e o concelho de Boticas e Ribeira de Pena (ma margem direita) onde o rio passa também a ser barrosão e penato para mais tarde passar a ser minhoto. É assim a vida deste rio, nasce Galego, transforma-se em flaviense/transmontano, para depois passar a transmontano e barrosão e finalmente minhoto, para no seu final engrossar as águas do rio Douro onde, precisamente há 20 anos aconteceu a tragédia da ponte de Entre-os-Rios.

 

 

 

25
Jan21

De regresso à cidade...

Cidade de Chaves

1600-(50037)

 

Já que o confinamento nos recomenda ficar em casa e nós seguimos a recomendação, não regressamos à cidade como habitualmente o fazemos, mas ainda bem que a fotografia existe para virtualmente nos permitir atravessar a ponte romana, deitar um olhar ao rio Tâmega e entrar no coração da cidade.

 

Uma boa semana e cuidem-se, os bichos andam mesmo aí…

 

04
Jan21

De regresso à cidade...

Cidade de Chaves

1600-(52562)-3-4-5-6

 

Cá estamos com o primeiro regresso à cidade do ano, com uma panorâmica a apanhar um bocadinho da cidade à beira rio, com um bocadinho da Madalena e outro de Santa Maria Maior, e ao centro, claro, com a devida vénia a nossa ponte mais velhinha sobre o rio Tâmega, quase dois mil anos a permitir travessias para uma ou outra margem.

 

 

 

Uma boa semana neste novo ano de 2021   

 

28
Jul20

Só para contrariar...

1600-(49151)

 

Só para contrariar estes dias de inferno em que já estou que nem posso, fica uma imagem fresquinha, de há dois anos, mais precisamente do dia 28 de fevereiro de 2018. Esta é também para contrariar aqueles que dizem que agora já não neva em Chaves, antigamente é que era.

 

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Fotografia de Fernando Rua Alves

 

Já agora, fica também uma imagem dos anos 80 do século passado, esta é dedicada àqueles que querem os carros na ponte, pois talvez se lembrem e queiram também de volta o antigo rio, ecológico e verde…

 

 

 

21
Jul20

No calor da cidade

Cidade de Chaves - Portugal

1600-(51213)-1

 

Em Chaves é assim, quando está calor, está mesmo calor a valer, entre os 35 e 40ºC, no mínimo, e de inverno, é a mesma coisa, mas ao contrário, ou seja, não há meios termos, daqueles do está-se bem… já dizia o poeta, nove meses de inverno e três de inferno, mas em julho, é quando lá no inferno mais atiçam as chamas. Mas isto é tudo psicológico, basta uma imagem com a frescura das águas do rio e as sombras do Jardim Público, e a temperatura desce a pique, pelo menos na nossa mente, pois o calor fora dela, é igual. Pois, é assim, o calor também tem este efeito de nos pôr a dizer disparates… até amanhã!

 

 

 

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