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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Set19

O Factor Humano

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  As águas e os rios

 

Às vezes a escrita é como a chuva, torna-se escassa e desaparece nos longos estios, aqui e ali, interrompido por catadupas de palavras. Nem sempre essas palavras são as mais adequadas ou a mais necessárias, no entanto podem significar a sobrevivência.

 

Há poucos dias a Inês levou-me a percorrer a Ecovia do Vez, desde os Arcos de Valdevez até Sistelo. O rio Vez corre ainda com alegria nas suas águas límpidas. Nos vinte quilómetros da Ecovia há espaço para tudo, até para a solidão. Há represas, gralheiras, poços fundos onde pudemos banhar-nos. A região do Minho tem uma riqueza de águas, de nascentes, de pequenos ribeiros cheios de rãs verdes. Águas que parecem brotar de um mistério. Nem todo o Portugal tem estas características. A forma de aproveitamento da Ecovia do Vez resulta bem, porque se trata de um rio despoluído. Como é aliás o Tâmega de Verin para montante.

 

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Troço do Rio Tâmega entre a nascente e Verin

Era tão importante que a Eurocidade Chaves-Verin tivesse um projecto sério de identificação dos pontos de poluição do nosso Tâmega, na Galiza e em Portugal, de forma a eliminá-los ou ao menos mitigá-los.

 

Toda a área de laser do Açude merece uma requalificação para poder ser utilizada por todos, sendo para tal necessário, antes de tudo, uma boa qualidade da água.

 

É inquestionável que ao passear de verão pelo nosso Polis, somos afectados pela degradação do leito do rio e das suas águas.

 

Até agora os sucessivos executivos invocaram falta de autonomia para resolverem este problema. Até agora os sucessivos governos e os seus Ministérios do Ambiente nada fizeram.

 

Perdemos já demasiados anos, que dificilmente são recuperáveis.

 

Manuel Cunha (pité)

 

 

10
Set19

Em pleno outono ainda no verão!

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As noites fresquinhas já chegaram e as vindimas estão aí a par da colheita dos últimos frutos. Não é por nada mas meteorologicamente falando desde dia 1 de setembro que estamos no outono, mas para os mais otimistas, o outono dos astros só chega no dia 21, logo a seguir estão aí os Santos, depois o S. Martinho e quando formos a dar conta já é Natal. Assim, há que aproveitar o que resta de verão. Esta de desfrutar do rio Tâmega, é uma das formas, e estou a referir-me às canoas e a essas coisas puxadas a remos, que quanto a banhos, isso, são coisas do passado. Pena que estas canoas não naveguem todos os dias no nosso rio, davam-lhe outro colorido, e pena também que não estejam à disposição de todos… mas sempre nos restam uns passeios à beira rio.

 

30
Jul19

De regresso à cidade...

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Como ontem não pude fazer o devido regresso à cidade, faço-o hoje, nas calmas, a pé, à beira rio,  por aquele que se tornou um dos espaços mais agradáveis para passear em Chaves e sempre com a vantagem de se passear em maré de apreciação, como um pé numa das margens do rio e o olhar na outra margem. Para compensar a ausência de ontem, muito bem justificada pelo trazer aqui mais uma das nossas aldeias, hoje compenso com três imagens.

 

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Pois no trajeto do regresso e hoje, se enquanto vamos andando formos olhando para a outra margem, podemos gozar de uma das vistas mais nobres sobre a nossa torre de menagem, desde um dos locais onde a torre ainda se vai vendo em todo o seu esplendor, sem muralhas de betão pelo meio.

 

1600-(44300)

 

Mas se não quisermos distanciar tanto o olhar, basta ficar pelo que está à beira rio no outro lado da margem, a frescura convida-nos a ir até lá, e chegando à outra margem, a outra margem que é esta em que estamos, convida-nos a regressar até ela, e assim sucessivamente, poderíamos andar todo o dia por lá e por cá, sem nos fartar-mos, mas, infelizmente porque ainda trabalho, ou felizmente porque tenho trabalho, os meus regressos à cidade ainda não me permitem gozar em pleno destes espaços.    

 

 

21
Jun19

Apenas uma imagem...

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Fui aos livros dos poetas à procura de palavras para este momento, mas não as encontrei, a umas faltava-lhe a luz, a outras a melodia, outras havia que não tinham cor, muitas sem alma, quase todas sem aromas, algumas tinham um rio mas faltava-lhe o brilho, outras tinham árvores mas faltavam-lhes os matizes dos verdes, outras tinham céu mas faltava-lhe o aveludar das nuvens e a quase todas lhes faltava a inocência, frias, em demasia, e se tinham doçura,  não tinham alegria… desisti, custou-me mas desisti que este momento tivesse o poema que merece, e eu, com o medo de o estragar, nem sequer me atrevo a dizer uma palavra…

 

05
Jun19

Momentos da Cidade de Chaves

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De vez em quando apetece-me e é bom viver estes momentos silenciosos da noite, parece que tudo para para nos pertencer por inteiro.

 

Pois é, embora eu até seja a favor do novo acordo ortográfico, penso que precisa de uns pequenos ajustes ou então exceções para não acontecer o que atrás aconteceu, quando  o para do verbo parar se junta a proposição para.

 

Então, para não haver confusão, reescrevo o primeiro parágrafo com uma exceção assumida por este blog, ou melhor, por mim, pois temos colaboradores que não aderiram ao novo acordo ortográfico. Assim sendo, o primeiro parágrafo passa a ter a seguinte grafia:

 

De vez em quando apetece-me e é bom viver estes momentos silenciosos da noite, parece que tudo pára para nos pertencer por inteiro.

 

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