Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

15
Jul19

De regresso à cidade...

1600-(50656)

 

Cá estamos de novo de regresso à cidade, depois de um sábado que prometia, mas que a trovoada estragou, regressamos hoje com uma imagem de marca da cidade de Chaves, a casa do coreto que não é coreto mas sim um terraço coberto. Curiosamente durante alguns anos fiz as minhas entradas na cidade com o dobrar dessa esquina, ainda na altura em que no rés-do-chão do coreto existia uma loja/oficina de produtos elétricos, penso eu, pois nunca reparei em pormenor o que continha no seu interior. Eram outros tempos em que os meus olhares andavam entretidos com outras coisas, mas lembro-me, isso sim, da pessoa que ocupava o espaço e que, penso,  só há poucos anos o deixou de ocupar.

 

1600-flavienses-19 (11)-9-pb

 

Mas hoje fazemos um regresso à cidade também com uma imagem onde há flavienses dentro. Um, dois, três…conto no total dez flavienses e sei que o são, porque os conheço a todos, alguns amigos, outros apenas conhecidos, ex-vizinhos também e até o “canário” que desceu de terras de Agrações para alegrar os nossos dias. Pela certa que alguns não serão flavienses de nascença, não o sei, pois nisto de nos conhecermos a todos não se entra em alguns pormenores, mas são flavienses porque nasceram cá ou por que o destino os trouxe até cá para aqui viverem as suas vidas e habitarem os dias flavienses, daí, serem flavienses também. O “Canário” fica a cores, com o seu chapéu amarelo,  que é mesmo do “Augusto Canário & Amigos” (o chapéu).

 

 

19
Nov18

De regresso à cidade pela rua...

1600-(41092)

 

De regresso à cidade por aquela que sempre pensei ser a rua principal da cidade, aquela que atrai as pessoas, que mais movimento tem. Penso que um dia foi assim, quando tinha de passar por lá todos os dias para sentir a cidade. Hoje já não tenho essa certeza. Ainda ontem ao fim da tarde, de regresso a casa de popó, passei por lá. Até me fica mais longe, pois obriga-me andar às voltas, mas é vício antigo o passar por lá para ver como vão as modas… e de relance vi haver por lá novas lojas, mas nem sei o que vendem, o problema é que passo na rua e não vejo nada, na rua parece-me nada acontecer, além de ter de ir com atenção para não me espetar contra as malgas ou alguém a desviar-se delas. A caminho de casa vim a pensar que talvez esta cegueira fosse culpa minha, comecei a sentir-me culpado por tal acontecer, mas, agora, a frio, desculpabilizo-me de todo. Mas que raio, afinal se a rua não me atrai é porque não é atraente, de todo, então aquelas malgas com hortências, tiram-me do sério. Pensei que os passeios se faziam para os peões circularem, calmamente e em segurança, com as malgas a ocupar metade do passeio, apenas deixam espaço para passar uma pessoa e a rua parece atravancada, quer para os popós quer para as pessoas. Se os pousaram lá para enfeitarem, vou ali e já venho, para segurança dos peões não levarem com um carro em cima ou para estes não estacionarem por lá, mais vale fecharem a rua ao trânsito, aí é que era, então com umas esplanadas pelo meio...  até eu ia dar por lá umas voltinhas a pé, nem que fosse e só para ver o que os novos comércios vendem, pois quem sabe, se calha até há por lá qualquer coisa que me interesse.   

 

02
Mai18

Da bengala e cartola aos casacos de Penafiel

1600-(35566)

 

Não se assustem com o frio que se “vê” na imagem, pois embora já estejamos em maio e de novo o frio invadiu a cidade, não é tanto como o da imagem, de arquivo, de um dia do mês de março de 2013.

 

Inicialmente escolhi a imagem de hoje pelo rapaz da bengala e cartola que está a atravessar a passadeira, que durante esse dia de março fartou-se de dar nas vistas, tanto que outra personagem da imagem quase passa despercebida. Contudo, uns segundos depois de escolher a imagem, a memória leva-me até à minha escola, o Liceu. Engraçado que ao longo da minha formação frequentei vários estabelecimentos de ensino, mas esta é que é a minha escola, da qual guardo a maioria de recordações e amizades do tempo de estudante. Fixei-me nas janelas, cada três uma sala. Tive aulas em todas as salas que se veem na imagem, 9 no total, mas, mas da que tenho mais recordações são das duas últimas salas da imagem, a do piso inferior, o anfiteatro, por ter sido a primeira que frequentei, ainda me lembro de todos os colegas desse ano e de todos os professores, nº 1 Adélio, nº 2 Adérito, … nº 18 eu. Mas foi na última sala do 2º piso que tive a minha grande paixão. Não pensem que é dessas que eu vou falar, pois a minha paixão foi mesmo pela geometria descritiva (então desenho), não sei se por ter queda para a coisa, o que me ajudou na minha vida profissional durante muitos anos, e ainda me ajuda em não ter dificuldade em ver para além daquilo que realmente se vê. Mas a peça fundamental dessa paixão foi mesmo o excelente professor que tive e que sabia ensinar e despertar em nós o interesse pela geometria. Um bem-haja para esse professor, o Dr. Costa ou vice-reitor, sem qualquer dúvida um dos melhores professores que tive. Mas de repente e voltando ao rapaz da bengala e cartola, a memória leva-me até outro professor. Como eu teria adorado ver este rapazito assim vestido a entrar na sala de aula desse professor, iriamos ter sessões de gozo para todo o ano e anos seguintes enquanto o rapazito andasse por lá. Um professor que me deu aulas de ciências da natureza, de física e já no 12º de geologia noutra escola. Era o terror do Liceu, tanto que após o 25 de Abril foi o primeiro professor a ser expulso em RGA. E foi de férias até ao final do ano, mas regressou no ano seguinte. Tinha uma forma peculiar de ensinar, ensinava a fazer perguntas sobre matérias que para nós eram novidade, e lá corria a sala toda com a mesma pergunta, desde o nº1 ao trinta tal, cada um com sua resposta, e no final ditava o seu veredito — Quem respondeu assim, tem um pauzinho de pé, que respondeu assado, tem três pauzinhos deitados, e só depois explicava os porquês. No final do período feitas as contas de pauzinhos de pé e deitados, dava a nota na pauta que ele entendia. Mas justiça se faça, só já mais adulto, no meu 12º ano em geologia é que entendi a sua forma de ele ensinar e penso que era bem melhor que a da maioria dos professores. Ele obrigava-nos a raciocinar e pensar bem na resposta que iriamos dar, ou seja, obrigava-nos a analisar e a aprender com os nossos próprios disparates de uma resposta a uma pergunta ainda mais disparatada — Se te caísse um meteorito na cabeça, o quê te acontecia?... mas era sobretudo na forma teatral como explicava depois e dos exemplos que dava, que ficávamos com a imagem para todo o sempre daquilo que ele queria transmitir e ensinar. Anda hoje retenho algumas imagens dos seus ensinamentos. Chamava-se Dr. Castro e pela certa que não há nenhum dos seus alunos que não se lembre dele e de meia dúzia das suas anedotas para contar. Ao rapazito da bengala e cartola, pela certa que sairia da aula com a recomendação de, quando passasse por Penafiel, não se esquecer de mandar fazer um casaco à medida…

 

 

07
Mar17

Cidade de Chaves, um momento

1600-(46464)

 

É ao olhar para uma imagem como a que hoje vos deixo que sei o que é ser flaviense, e a conclusão é muito simples, é que ao longo desta rua, destes passeios, da esquina do Vilanova, das freiras ao fundo e principalmente do edifício da esquerda, o Liceu, tenho momentos passados, emoções vividas, olhares trocados, sorrisos oferecidos, alegrias vividas, brincadeiras, conversas sérias e outras que nem tanto... Mas é do liceu que mais sentimentos guardo, não só por ser uma das casas que contribuiu para a minha formação e educação, mas por todos os momentos lá vividos, amizades que se fizeram para toda a vida e claro, amores e paixões. Mas esta esquina do Liceu marca dois momentos importantes da minha vida dentro dele, as duas salas de aula. Em baixo o anfiteatro que foi a minha sala de aulas no primeiro ano que frequentei o liceu e por cima, a sala de desenho onde precisamente à disciplina de desenho (ou geometria descritiva) encontrei um dos melhores professores daquela casa, o Dr. Costa. Sala essa que foi também a minha sala de aulas do último ano em que frequentei o Liceu. Quase poderia dizer que entrei por esta esquina em criança e por ela saí já adulto.

 

 

03
Fev17

Cidade de Chaves, com chuva, vento e algum frio

1600-(42524)

 

Vamos lá a mais uma voltinha pela cidade,  com chuva, vento e algum frio, coisas do inverno às quais estamos habituados e fazem saber melhor o abrigo das casas.

 

1600-(42610)

 

Uma voltinha breve com dois olhares. Um sobre a  Rua dos Gatos, outro desde o Arrabalde a olhar para a Rua de Stº António, sempre com o sonho de lhe conhecer dias melhores, com muita gente dentro, mas sem popós.

 

 

Sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

 

 

Olhares de sempre

Links

As minhas páginas e blogs

  •  
  • FOTOGRAFIA

  •  
  • Animação Sociocultural

  •  
  • Cidade de Chaves

  •  
  • De interesse

  •  
  • GALEGOS

  •  
  • Imprensa

  •  
  • Aldeias de Barroso

  •  
  • Páginas e Blogs

    A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    X

    Z

    capa-livro-p-blog blog-logo

    Comentários recentes

    • Anónimo

      Que bom! Só espero que isto vá despertando os fla...

    • Anónimo

      adorei ler sobre o local onde nasci e vivi e que m...

    • Anónimo

      ...

    • Anónimo

      Bem vindo amigo. Espero que volte com toda a sua f...

    • Anónimo

      Aí nasci estudei aonde é hoje o solar de ...