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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Dez20

De regresso à cidade...

Rua Direita - Chaves - Em Dia de Chuva

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De regresso à cidade, mais molhada que fria, e nestes dias de chuva, a cidade fica mais cinzenta, mais triste, dizem, por mim apenas a acho mais escura, mas também mais brilhante. e uma coisa compensa a outra, acho eu, mas mesmo assim não gosto da chuva, apenas porque me molha, apenas isso…

 

Com chuva ou sem ela, uma boa semana!

 

21
Abr20

Confinações!

em dias de chuva

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Confinações[i]

 

Esta vida é mesmo estranha, e nela poucas certezas temos. Ainda há dias detestava andar à chuva, e agora, dou comigo a ter saudades desses momentos. Se calha, agora, depois de ziguezaguear por entre a chuva para não me molhar, até ia gostar daquela pinga grossa e fria, que à entrada de casa nos acerta na nuca e nos cria aquele arrepio desagradável de invasão do calor do corpo.

 

 

[i] Há coisas no nosso português que eu não entendo, senão vejamos:  O verbo “confinar” tem o mesmo significado que o verbo “limitar”, que por sua vez, este último, tem um substantivo feminino dele derivado – “limitação”, daí, seguindo a mesma lógica, o verbo “confinar” também deveria ter o substantivo “confinação”, mas não tem, não há  confinação nem confinações para ninguém, porque elas não existem….

 

 

03
Abr20

PASSATEMPO - CONCURSO - COM PRÉMIO

DESCUBRA O QUE ESTÁ ERRADO NA IMAGEM

Post editado em 05/04/2020 às 15H20

 

CONCURSO TERMINADO - JÁ HÁ VENCEDOR

 

 Imagem a concurso com 6 aterações

1600-(50635)-alterada

 

Imagem com alterações assinaladas

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1- Candeeiro em cima da cruz da farmácia não existe

2 - Sinal de sentido proíbido não existe

3 - O Cândido está repetido

4 - A muleta do homem interrompe na altura do passeio.

5 - A perna esquerda do homem tem calça até aos pés.

6 - Falta a sombra do motociclista e motociclo no chão.

 

Imagem original

(50635) - original.jpg

 

DESCUBRA O QUE ESTÁ ERRADO NA IMAGEM

HOJE COM 6 ALTERAÇÕES

 

Um pouco mais tarde que o habitual, mas cá estamos, hoje com 6 alterações introduzidas por nós na imagem, para descobrir. 

 

Para quem não está a par deste passatempo, com prémio, as instruções, regulamento e prémios, podem ser vistos aqui

 

Mas resumindo, a ideia é ver 6 coisas que estão erradas na imagem, que foram alteradas por nós. Para concurso só valem as respostas dadas nos comentários deste post, ou seja, as possíveis respostas dadas no facebook, twitter ou por e-mail, não valem. Dúvidas ou outros, podem ser esclarecidas por e-mail (ribeiro.dc@gmail.com) ou na caixa de comentários.

 

Ao contrário do que tem sido hábito, os comentários só serão aprovados amanhã às primeiras horas da tarde.

 

Boa sorte!

 

28
Jan20

Cidade de Chaves

Rua Direita

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Um raro momento da Rua Direita que, para o habitual, tem por ali um magote de gente. Fala-se muito sobre o que esta rua era antes e é agora, mas antes de se lançarem palpites para o ar, talvez fosse conveniente pensar um bocadinho, num pensamento livre e consciente, sobre qual a razão, ou razões, de estar assim, incluindo os comerciantes, proprietários e demais atores locais com responsabilidade no assunto.

 

11
Dez19

Cidade de Chaves

Rua Direita avermelhada, comércio de rua e dióspiros

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Hoje, muito breve, mas com três imagens de telemóvel fresquinhas, de ontem à tarde. A primeira, com a passadeira vermelha da Rua Direita. Penso que é por causa do Natal…

 

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A segunda, da Travessa do Município, com o comércio de rua…

 

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A terceira a fruta da época (os dióspiros) a fazer pandã com as cores do entardecer…. Entretanto, esperamos que cheguem ainda, no correio de hoje, as “Crónicas de assim dizer” da Cristina.

Até lá!

 

17
Out19

Cidade de Chaves

A semana do turista - 4

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A semana do turista – 4

 

Da praça da República até à Madalena

Praça da República

 

Ontem os nossos turistas ficaram na Igreja Matriz, que se for visitada durante a semana, ter-se-á que fazer uso da porta lateral virada a Norte. Pois ao sair estará na Praça da República, o nosso ponto de partida de hoje. Nesta praça o ator principal é o Pelourinho, a ocupar o centro da praça. Vamos então a um pouco da sua história, curiosa por sinal, pois este pelourinho que hoje vemos na praça não é tão antigo quanto se pensa, pois embora o original seja de 1515,  que andou durante séculos aos trambolhões pela cidade,  versão é já do Século XX (1910)  e pouco ou nada terá a ver com a versão original. Mas leia-se a seguir a cronologia de alguns acontecimentos com ele relacionados para se saber um pouco da sua verdade.

 

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Cronologia

1080 - no tempo de D. Afonso VI a povoação passou a chamar-se Clavis;

1258, 15 Maio - foral concedido por D. Afonso III;

1350 - D. Afonso IV confirma todos os antigos privilégios por carta de foral;

1514, 07 Dezembro - D. Manuel concede-lhe foral novo;

1515 - construção do pelourinho  frente aos Paços do Concelho, atual Praça da República;

1706 - povoação dos Duques de Bragança, da comarca de Bragança e com 400 vizinhos;

1758, 27 Março - segundo o prior encomendado da Matriz de Chaves, António Manuel de Novais Mendonça, nas Memórias Paroquiais, a freguesia era da Casa de Bragança e da comarca da ouvidoria da cidade de Bragança; tinha juiz de fora, provido pelo rei, como administrador da Casa de Bragança, 6 escrivães, 1 meirinho, 1 juiz dos órfãos leigo, 2 escrivães, juiz almoxarife da Casa de Bragança, juiz da alfândega, escrivão, meirinho e guardas; tinha ainda vedoria geral, com vedor, oficiais e meirinho e câmara, que constava de vereadores, procurador e um tesoureiro;

Praça da república/pelourinho

1864, finais - demolição dos velhos Paços do Concelho, vendidos à Sociedade Civilisadora Flaviense, para no seu terreno se construir a nova sede daquela sociedade;

1870 - a vereação manda nivelar a praça, construindo-se um lageado de granito, conhecido como "eira", mandando-se apear o pelourinho, por prejudicar a regularidade do lageado e ali já não existirem os Paços do Concelho; em vez de o transferirem para frente do novo edifício, ergueram-no no pequeno lg. da Madalena, colocando-se um catavento de ferro cravado no capitel; anos depois - foi novamente apeado para a construção de um fontanário no local; o seu fuste e capitel estiveram arrumados muitos anos no quintal do Tenente-Coronel Sousa Machado, no Largo da Madalena;

1910 - depois de proclamada a República, houve a ideia de o reerguer frente à Câmara; Pe. António José Serimónias propôs em sessão camarária a reconstrução do pelourinho e do cruzeiro; 27 Outubro - aprovado em sessão de câmara, devendo colocá-los no lugar onde antigamente se erguiam - o Largo de Camões e do Anjo, respetivamente; os largos deviam ser devidamente calcetados e embelezados; para a base, foi-se buscar os elementos de um cruzeiro que em tempos houve quase à entrada do caminho para a Capela do Pópulo; para o remate, introduziram-se outras pedras de granito, pôs-se a meio do capitel um pequeno plinto, cravou-se-lhe em cima uma esfera armilar, que em tempos servira de ornato a um chafariz, e pôs-se-lhe à volta 4 pináculos;

 

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1911, 19 Janeiro - pagamento de 15$660 a Francisco Moreiras, morador na vila, para a colocação e aformoseamento do Pelourinho no Largo Camões; 16 Fevereiro - por promoção do Senhor Administrador do Concelho, foi deliberado mandar concluir a reconstrução do Pelourinho no Largo Camões;

1919 - a vereação eleita neste ano mandou apear o pelourinho aquando do arranjo do Largo Camões;

1920 - apeamento do pelourinho;

1934 - novamente erguido na Praça da República, onde ainda hoje se encontra.

 

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Ainda na praça há que lançar um olhar ao seu redor, a Sul a fachada da Igreja Matriz onde podemos demorar um pouco o olhar nos ornamentos das ombreiras e padieira da porta de entrada. A poente o edifício da sociedade também merece ser observado. A Norte o casario habitacional, com destque para a fachada do edifício central, principalmente pelo trabalho de cantaria e carpintaria/marcenaria colocados nos seus vãos. A Nascente a “Casa da Palmeira” a ocupar todo um quarteirão que vai desde a Praça da República, passa pela Rua Direita, Vira prá Travessa das Caldas e termina da Rua de Santa Maria. Um belíssimo edifício que todos esperámos que apanhe a recente onda de reconstrução do nosso Centro Histórico.

 

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Então estamos ainda na Praça da República que agora vamos abandonar para nos dirigirmos até à Ponte Romana, pela Rua Direita abaixo, onde poderemos apreciar algum do nosso casario mais típico, com as nossas populares varandas lançadas para a rua ao nível do 3º piso. Acabada a Rua Direita desaguamos no Largo do Arrabalde onde podemos encontrar uma mistura de arquiteturas, com o tradicional no casario particular, e um misto de português suave e modernista nos edifícios públicos e bancos (Tribunal, e Antigos Bancos Ultramarino e BPSM), onde não falta também a onda mais recente da arquitetura, em b€tão e popularmente conhecida por mamarrachos, e aqui reservo-vos o direito de adivinharem qual é (são) os mamarrachos.

 

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Mas entremos na Ponte Roma de Trajano, construída no I Século D.C., quase 2000 anos, parte integrante de uma das principais vias romanas, a Via Augusta XVII, inicialmente construída com 18 ou 19 arcos à vista, dos quais 12 ainda são visíveis, é sem qualquer dúvida o nosso ex-libris, uma das maravilhas flavienses e a nossa Top Model. Para apreciá-la, na basta passar-lhe por cima, há que descer até à margem do rio e apreciá-la nos seus vários ângulos, mas há quatro que são obrigatórios, dois a montante da ponte de ambas as margens e dois a jusante da ponte de ambas as margens, onde a Rainha e senhora é sempre a Ponte Romana, mas a composição é sempre diferente e não sei qual delas a mais interessante.

 

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Que toma a Ponte Roma e atravessa o rio (Tâmega) para a outra margem vindo do lado da cidade, do outro lado vê-se um velho casario onde se destaca a Igreja de S.João de Deus e do lado oposto um alto arvoredo que termina num gradeamento sobre o rio, trata-se do Jardim Público. Todo o casario que se vê esteve em tempos dentro das muralhas seiscentistas que faziam a defesa da cidade na margem esquerda do Rio. A nossa proposta turística é mesmo adentrar pela Madalena adentro e visitar todos os seus cantinhos, ainda cheios de vida durante o dia, com visita obrigatória a Igreja S. João de Deus e edifício adjacente, Antigo Hospital Militar, Visita demorada ao Jardim Público, apreciar todos os seus cantinhos, coreto e vistas sobre as pontes pedonal metálica e Romana, se a visita for de Verão tem bar aberto ao público para um café, chá ou cerveja, o que preferir, a sobra é garantida. Toda a Madalena se dedica a um tipo de comércio mais rural, no entanto há lá de tudo, incluindo meia dúzia de tascas onde no seu interior ainda há petiscos à moda antiga.

 

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E hoje ficamos por aqui, na Madalena, de preferência num dos seus tascos com uma caneca de vinho de lavrador ou se preferir uma cerveja, pão centeio e uma das iguarias que tenham no momento.

   

Consultas:

http://www.monumentos.gov.pt

 

 

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